Quinta-feira, 19 de Novembro de 2009
A vida é feita de momentos, .....

A vida é feita de momentos

Não, esta não é da internet, é minha mesmo, do Momentos e olhares  

 

....... alguns são apagados, levados pelas ondas da vida, outros ficam, perduram na nossa memória e fazem de nós o que somos, olhares, vivências, recordações e saudade!

 

Ando numa fase de pouca inspiração, já tenho que me esforçar para escrever aqui e tenho de me esforçar muito mais para comentar nos blogs. Já houve um tempo em que conseguia fazer um post de qualquer coisa, ....  

 

Já disse aqui mais que uma vez que não sou pessoa de grandes sonhos, não consigo imaginar o amanhã nem pensar muito no futuro, por outro lado, quando decido dar um passo, é um passo firme e é para chegar ao destino. Infelizmente nem todos os caminhos dependem só de nós, e há neste mundo muito quem nos impeça de andar.

 

Foi há um ano atrás que escrevi sobre ... Viver ou limitar-me a existir, na altura era raiva o  que me fazia andar, breve vou estar de novo nesse dilema, hoje, um ano depois, sinto que é a descrença o que se tem vindo a instalar,  cada vez mais sinto que não há nada que se possa fazer, a vida é como é.... acho que esta vez me vou calar mesmo.... há uma altura na vida em que tomamos consciência do lugar no mundo que ocupamos não é?

 

Hoje tenho a noção que não fui talhado para mudar o mundo, por vezes temos que fazer opções e tomar decisões e não é por isso que somos melhores ou piores, somos simplesmente humanos e portanto sujeitos a um limite, limite que devemos saber traçar, respeitar e fazer com que os outros respeitem...faz parte da vida....e de viver, de resto, a vida é um momento.

 

Eu sei... isto não faz muito sentido.... desculpem lá... o Jorge volta dentro de momentos.

 

Jorge Soares

 PS:E pensar que quando comecei a escrever ia falar de fotografia...



publicado por Jorge Soares às 22:06
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Terça-feira, 17 de Novembro de 2009
Faça-se um favor, mantenha o Windows actualizado!

 

Windows protegido

 

Vamos lá tentar desanuviar um pouco o ambiente, este blog está a ficar muito serio, vamos lá voltar à faceta de serviço público, a ver se voltam os comentários, que anda tudo muito calado.... falemos de informática, e de vírus.

 

Eu sei que o ideal era todos termos linux, ou uns macs de ultima geração, mas a verdade é que 90% dos utilizadores de computadores tem Windows, e estão portanto sujeitos ao melhor e ao pior deste sistema operativo. E não há nada pior que um computador com um Windows desactualizado, não importa qual a versão,  por favor, se tem windows, se quer ter o seu computador com um mínimo de segurança, vá e actualize-o, se ele não está actualizado pode poupar o dinheiro do antivírus (se é que alguém o compra!)

 

A semana passada passei 3 dias às voltas com um computador, era uma máquina com 4 ou 5 anos, que tinha um programa com uma dúzia de linhas que o único que faz é pegar em ficheiros PDF e enviar por fax ou por mail. Na altura pediram muitos milhares de Euros para uma solução que enviava as encomendas directamente para os fornecedores, aqui o je resolveu a questão com umas horas de investigação e umas poucas linhas de código.

 

Como em sistema que funciona não se mexe, nem nos lembrávamos que aquilo existia, pelo que há uns dois anos que não era feito o update do Windows, como a semana passada entrou um vírus na rede, adivinhem onde foi cair direitinho?, pois é, lá mesmo, isto apesar do antivírus. Quando as compras começaram a gritar que os fornecedores não estavam a receber as encomendas, eu bem tentei remediar a questão, mas não houve maneira de voltar a fazer aquilo funcionar, tal a forma como o Vírus se instalou. A solução foi instalar num novo computador, mas não imaginam a odisseia, era tudo tão antigo que fazer aquele modem funcionar num computador actual foi obra.

 

Há poucos dias duas amigas (habituais leitoras aqui do cantinho por certo), estavam com problemas de vírus, o primeiro que perguntei foi :Tens o windows actualizado?, não!, ambas passaram as passas do Algarve.

 

Conselho de informático, actualizem o windows, ele até tem uma opção para se actualizar sozinho, vão lá e configurem, eu sei que há quem diga que as actualizações tornam o sistema mais pesado, mas acreditem, não há nada torne o computador mais lento e pesado que um vírus qualquer, e não há antivírus que lhes valha. 

 

Isto não quer dizer que não devem ter anti-vírus, é claro que devem, mas é tão ou mais importante ter o sistema operativo da Microsoft em dia.

 

Jorge Soares

 

 



publicado por Jorge Soares às 21:39
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Segunda-feira, 16 de Novembro de 2009
Ainda sobre a vacina da gripe A... pergunte ao seu médico!!!!!!!!!

 

Deve ou não tomar a vacina?, pergunte ao seu  médico!

 Imagem do Público

 

Desde já as minhas desculpas se alguém fica melindrado com o que digo abaixo, mas há coisas que são sérias e devem ser levadas a sério.

 

Depois dos  Posts sobre a vacina e sobre a visita à médica, eu tinha decidido que tão breve não ia falar no assunto, até porque nem sou médico, nem tenho as ideias assim tão claras. Hoje  mudei de ideias, estive em casa, logo tive tempo para olhar para os logs do blog. Talvez porque hoje começava a vacinação das crianças desde o fim de semana que há imensa gente que cá vem parar mandada pelo google à procura  de coisas como "Devo tomar a vacina da Gripe A?", ou "vacinas da gripe A nas crianças", além disso tenho estado a ver na blogosfera algo que me tem preocupado, há muita gente que faz posts a perguntar se deve ou não tomar a vacina, e fiquei verdadeiramente horrorizado quando num dos blogs em que participo, vi escrito o seguinte:

 

"A pediatra do meu filho aconselhou-me ontem a vacinar o Garoto (ele tem 3 anos), devido a ele ter tido neste inicio de ano alguns casos de dificuldade em respirar, ter que ir ao hospital fazer máscaras e ter actualmente uma bomba de prevenção (ventilan) para usar se estiver atrapalhado...A pediatra suspeita que se trata de asma , mas ainda não tem diagnóstico definitivo, só com a passagem deste Inverno e vendo como isso evolui é que se faz o diagnóstico, se bem que temos alguns casos na família e a asma é hereditária.

....

A pediatra afirma ser uma vacina segura e inclusivamente ela já a tomou."

 

Para além deste post já vi vários outros em que os autores perguntam aos leitores se acham que devem ou não tomar a vacina.

 

Com o devido respeito por todos, até porque alguns dos posts são de pessoas por quem tenho bastante consideração, eu acho tudo isto muito grave, agora a opinião dos leitores dos blogs é mais válida que a do Pediatra? Se não confiamos nos médicos, confiamos em quem? nos amigos da blogosfera? A prática da medicina é um assunto muito sério e definitivamente não é algo para se vir perguntar num blog. 

 

Ainda no mesmo post, alguém deixou o seguinte comentário que nos deve deixar a pensar:

 

"eu não quis dizer nada...mas vou dizer... um menino vizinho da minha colega de trabalho tem asma, e esta infectado com a gripe A. Esse menino esta em coma no hospital há cerca de 3 dias... :/ epa... vê o que a pediatra te diz"

 

Para todas as pessoas que chegam aqui à procura de informações, a todos os que querem saber se devem tomar a vacina ou não, por favor, falem com o vosso médico, não é na internet que vão encontrar a resposta, até porque em 5 minutos consigo arranjar 20  sites que falam bem da vacina e 20 que falam mal.

 

Se quer saber se deve tomar a vacina, seja responsável por favor, pergunte ao seu médico.

 

Jorge Soares

 



publicado por Jorge Soares às 21:37
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Domingo, 15 de Novembro de 2009
El placer está en tus manos... a educação sexual dos nossos vizinhos

El placer está en tus manos, o prazer está em ti!

 

Tinha lido a noticia no ionline, ontem foi noticia no DN, hoje decidi dar uma olhadela pelo jornais online espanhois para tentar perceber por onde iba la cosa.

 

Segundo o jornal Nueva España, o governo autonomo da Extremadura, decidiu gastar 14 mil euros numa "campaña de educación sexo-afectiva" dirigida aos jovens dos 14 aos 17 anos. Ainda segundo o mesmo jornal, tenta-se eninar aos jovens noções de sexualidade com incidência na anatomia, fisiologia sexual masculina e feminina, identidade, género, auto-estima e entre outros jogos eróticos, a masturbação

 

Tudo isto levantou uma enorme polémica na Espanha, de aí ser noticia em tudo o que é jornal português, quer dizer, tudo isto não, foi precisamente a ultima palavra o que levantou a polémica, vejamos os títulos dos jornais e revistas portuguesas:

Curso de masturbação causa polémica em Espanha - DN

Curso de masturbação causa polémica em Espanha Visão

Governo da Extremadura incentiva masturbação Expresso

 

De aqui concluímos que o conservadorismo vende, a parte das noções de sexualidade, e tudo o resto não interessa nada, assim de repente, um curso de educação sexual é resumido a umas aulas de masturbação. Sendo que exceptuando o i, todos os outros pegaram no mote da campanha, El placer está en tus manos e levaram à letra, deve ser assim que os jornalistas portugueses levam a sua sexualidade, só pode.... santa ignorância.

 

Já aqui falei de educação sexual, nem imagino o alarido que seria por cá uma campanha como esta, mas a educação nunca está de mais, seja ela sexual ou de qualquer outro tipo.... talvez com algo mais de educação, polémicas como a do direito ao casamento não existiriam

 

Jorge Soares

 



publicado por Jorge Soares às 21:19
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Sábado, 14 de Novembro de 2009
... Arlindo entrou em Vale de Mendiz numa manta, capado.

 

Miguel Torga, a Paga

Imagem da internet

 

De Miguel Torga, Contos da Montanha

 

A Paga

As falas doces com que o Arlindo levava a água ao seu moinho não lhas ensinara o pai, não, que era um santo. Mas vá lá fiar-se a gente em sanguinidades! Famílias boas, sãs, dão às vezes cada filho que até se fica maluco. Ali estava, à vista de todos, a demonstração. Sem maus exemplos em casa, nado e criado numa terra limpa como Vale de Mendiz, e Deus nos defendesse de semelhante boldrego! Rapariga em que pusesse o sentido, pronto. Tanto fazia saltar como correr: tinha que ser dele. E então não se contentava com qualquer! Só lhe apetecia o melhor.

Mesmo no povo, desgraçou a Arminda, uma cachopa tão dada, tão bonita, que cortava o coração vê-la depois, desprezada de toda a gente e comidinha dos males que lhe pegou. Em Guiães foi a filha do Bernardino, pelos modos a coisinha mais jeitosa que lá havia. Em Abaças, escolheu a Olímpia, uns dezanove anos que nem uma princesa.

Mas nenhuma como a Matilde, o ai Jesus de Litém. Descobriu-a na festa de S. Domingos, e já não a largou. O Rodrigo, o melhor amigo dele, bem o avisou: - Olha que ali, tudo o que não seja nó de altar...

Não quis saber. Rapou do harmónio e abriu-o numa gargalhada.

- Borga, rapaziada! Haja alegria!

O poviléu, que não quer senão pândega, claro, a rodeá-lo, embasbacado.

Ora, isto de mulheres é o que se sabe. A tola, só por ver um fadista daqueles a derreter-se por ela, já pensava que tinha ali o rei de Portugal! A tia, a do Rito, no caminho, ainda lhe perguntou se não sabia que menino ele era. Sabia, e que ninguém se afligisse por via dela. E logo no Domingo seguinte, à tarde, toda desenganada a dar-lhe treta na fonte.

Moveu-se o povo. Tivesse tento na bola!

O mundo nunca parira rês de tão má qualidade. Ou já se não lembrava do que acontecera às outras?

Nada. Não ouvia ninguém. O que lá ia, lá ia. Águas passadas não tocavam moinho.

O rapaz assentara, falava-lhe com todo o respeito, e, tão certo como dois e dois serem quatro, recebia-a.

O manhosão, por sua vez, que também não, havia dúvidas nenhumas a tal respeito. Mal arranjasse a vida, casamento.

O mais mau é que ninguém lhe via arranjar essa tal vida. O Alfredo, o moleiro, a pedido de Litém, sondou a coisa em Vale de Mendiz, e voltou desanimado. Arraiais, tocatas, danças, e nada de onde se visse sair propósito de coisa séria. E como o namoro ia de vento em popa – um entusiasmo, uma loucura -, Litém, pela boca do prior, chamou a rapariga à pedra.

Pensasse no que andava a fazer. Fugisse das tentações. Desse uma cabeçada, e depois se queixasse. Tivesse vergonha na cara e tratasse de pôr os olhos num rapazinho da terra, honrado e trabalhador.

Mas a Matilde andava viradinha do miolo. Jurava sobre as falas do Arlindo como sobre os Evangelhos. Assim tivesse tão certa a salvação como ele nunca tentara pôr-lhe um dedo e só lhe falava em bem.

Com semelhante conversa, Litém resolveu aguardar. Não há como dar tempo ao tempo e deixar cada qual aprender à sua custa.

E viu-se o resultado. Um dia à noite, a Matilde prega-se em casa da Lúcia, põe-se a chorar, a chorar, e acaba por declarar tudo: o ladrão tinha-lho feito. Tantas loas lhe cantara, tantas juras, tantas promessas, que caíra como uma papalva.

Mas com quem o Arlindo se foi meter! Com os de Litém, gente capaz de limpar uma nódoa com as lágrimas de Cristo! Fiava-se talvez em o pai da rapariga ter idade e os dois irmãos, o Cândido e o A]bino, estarem no Rio. Ora oitenta anos em Litém. não tolhem um homem, e o mar já não é o que era dantes!

O justo, no desejo de compor aquilo, ainda o procurou, a saber que destino queria dar à filha. Meteu os pés pelas mãos, que não podia casar agora, que as vidas estavam muito más, e mais aldrabices. Olha lá que o velho lhe dissesse nada! Calou-se muito calado, virou-lhe as costas, e, nesse mesmo dia, carta para o Brasil.

Entretanto, a nova fora-se espalhando pelas redondezas. E ao cabo de algum tempo o nome da Matilde simbolizava apenas a façanha mais atrevida e gloriosa do farçola de Vale de Mendiz.

- Não as deita em cesto roto! Isso é que ele pode ter a certeza! - garantiu o Brás, que sempre acreditara numa justiça imanente. 

- Tantas há-de fazer...

- Já fez... - respondeu-lhe o Rodrigo, que, embora amigo e companheiro do Arlindo, não engolia aquela de se ter enganado. - Com os de Litém ninguém brinca...

Em Março, quando Vale de Mendiz se cobriu de camélias e mimosas, o Alfredo, à frente do macho carregado de sacas, deu a grande notícia: os filhos do Justo tinham chegado do Brasil.

- Os dois? - perguntaram todos. - Os dois de uma vez ?!

- Olarila! -Então o Arlindo que se acautele. Mas nada parecia bulir naquele princípio de primavera. A Matilde há muito que calara as lamúrias; o pai, a todos que lhe falavam no caso, respondia secamente que a filha dele não era melhor do que as demais; e os irmãos encheram a irmã de prendas, tratavam-na como uma rainha, e nem por sombras falavam no sucedido.

- A mim até a alma se me apertava com tal sossego - dizia de vez em quando o Rodrigo.

- Os de Litém engolirem uma pastilha assim!

- Que pastilha?! Eu quis, a rapariga quis, quem tem lá nada com isso?

Farroncas. No fundo, também ele, Arlindo, andava de coração como a noite. Bem sabia que não se vem de repente do Brasil sem uma razão qualquer, e que se quisessem resolver o caso a bem já o teriam procurado.

Entrou Abril, passou Maio, principiou Junho, e o mesmo fado corrido.

- Estou varado! - desabafava o Rodrigo.

- Palavra que estou varado!

Mas em Agosto, no dia de S. Domingos, quando o Arlindo estava nas suas sete quintas - Ó Arlindo, toca lá isto, Ó Arlindo, toca lá aquilo! -, chega-se o Rodrigo ao pé dele e segreda-lhe:

- Os Justos de Litém, estão aí. O pai e os filhos...

Os dedos do meliante até se pregaram às teclas da sanfona.

- E ela?

- Ela veio cá o ano passado, e bem lhe chegou...

Já tinha saldo a procissão e quem rodeava a estúrdia enchia os ouvidos de som para o regresso a casa. E, como a música esmoreceu, foram debandando e descendo a serra. Agora a festa era para os que tivessem contas velhas a ajustar.

Começou então no adro um drama surdo, só interior. Os dois companheiros do Arlindo, o Rodrigo e o Gaspar, embora estroinas também, não estavam dispostos a arriscar um cabelo naquele sarilho.

- Quem as faz que as desfaça - dizia o Rodrigo, sempre que lhe falavam no caso.

E o Arlindo, à medida que a roda ia diminuindo, tinha a estranha sensação de que todos fugiam dele e o deixavam sozinho no mundo. Na ânsia de os reter, mudava de música. Pior. A instabilidade das melodias pegava-se à assistência.

Os Justos, sentados no fundo da escadaria, como a impedir-lhe a retirada, não mexiam um dedo. E a rarefacção do povo era ainda mais opressiva.

Começava a cair a noite dos lados de Constantim. As últimas vendeiras tinham partido já. A pipa de vinho, que o Pé-Tolo tivera à sombra do sobreiro, descia o monte vazia, aos solavancos no carro.

Ao fim de duas horas de suores frios, durante as quais o Arlindo puxara pelo harmónio como um galeriano, os Justos ergueram-se e deixaram a passagem livre.

- Bem, vamos andando... - disse o Arlindo, exausto. - Os homens não querem nada...

- Parece que não...

Meteram-se os três a caminho, aliviados duma carga que pesava a vida do Arlindo. Só no fundo do monte, quando o Rodrigo olhou para trás, é que viu que os Justos vinham em cima deles, calados.

- Isto dá grande desgraça, eu seja cego - avisou o Gaspar, transido. - E, se fosse por outra coisa, tinhas-me aqui. Assim, não. Lá te avém...

Iam já nas inatas do Infantado, quando os perseguidores cortaram por um atalho e se chegaram.

- Queremos uma palavrinha em particular aqui ao senhor Arlindo...

O Rodrigo, numa irresistível solidariedade humana que se tem com qualquer condenado no momento da expiação, ainda arranjou coragem para refilar:

- Três para dizerem uma palavra a um homem só?!

Mas, sem mais rodeios, um dos Justos deitou as mãos às abas do casaco do Arlindo, enquanto os outros dois, de pistola na mão, insistiam numa palavrinha muito em particular àquele cavalheiro.

O Rodrigo e o Gaspar, à vista de tais argumentos, foram andando.

E no dia seguinte, de manhã, o Arlindo entrou em Vale de Mendiz numa manta, capado.

 
Retirado de Contos de Aula


publicado por Jorge Soares às 21:12
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Quinta-feira, 12 de Novembro de 2009
A adopção e a cunha, essa instituição nacional!

 Somos o país das cunhas

Imagem retirada da internet

 

A questão do casamento entre  homossexuais está para durar, descansem, não vou falar disso, hoje no Blog Corta Fitas, falava-se da extensão do tema a adopção por esses mesmos casais, não, também não vou falar disso.

 

Chamou-me a atenção esta parte do Post do Luís Naves :


"A realidade é diferente: as crianças ficam nas instituições porque o processo de adopção leva anos e tem regras abstrusas, sendo muito contaminado pela cunha."


O que me chamou a atenção foi a parte da contaminação pela cunha, que não é nada de novo, todos conhecemos muitos casos que são difíceis de explicar, e como o Luís voltava a bater na tecla nos comentários, decidi puxar por ele, assim:


Estive a ler os comentários anteriores, e como pai e candidato à adopção, gostaria que explicasse melhor a questão das cunhas na adopção, tem conhecimento de casos específicos ou está só a generalizar e a falar do diz que disse? é que me parece muito convicto, que tal especificar e denunciar os casos que conhece?

 

É claro que o Luís se escapou pela tangente, que não, que não conhecia casos, mas que de todos modos, isso não era crime, opinião em que foi depois apoiado por outro participante.

 

É claro que é crime, quem é capaz de entregar uma criança a alguém através de uma cunha, também é capaz de saltar o processo de avaliação, por exemplo.

 

Nunca tive jeito para as cunhas, não sou capaz, mas sei olhar à volta, e sei sentir quando fui ultrapassado por alguém que meteu uma cunha, e quanto a mim, isso acontece vezes de mais. A cunha é uma instituição neste país, tudo se faz com cunhas, desde arranjar emprego para o filho, passando por arranjar lugar na escola à que não se tem direito, até vagas para cirurgias nos hospitais.

 

Onde nos leva tudo isto?, numa sociedade normal as pessoas surgem por mérito, os lugares mais importantes são ocupados pelos mais capazes, numa sociedade por cunhas, os lugares mais importantes são ocupados por quem tem mais cunhas, ou seja, a maior parte das vezes leva a incompetência até ao topo.  ....se calhar isto explica muitas coisas. 

 

Quem entrega uma criança a quem não o merece deixando para trás pessoas capazes e correctamente avaliadas, está a cometer um crime. Há todos os anos dezenas de rejeições de crianças, crianças que passam por um segundo abandono, será que já alguém investigou o porquê isto acontece?, quantos destes "pais" obtiveram essa criança através de uma cunha?

 

Hoje lia-se no Público que o ministro  das obras públicas quer criar um grupo de trabalho contra a corrupção, ora, deveria criar um contra as cunhas, porque é por aí que começa toda a corrupção

 

Eu não estou louco, isto é crime!...certo?

 

Jorge Soares

 



publicado por Jorge Soares às 21:57
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Quarta-feira, 11 de Novembro de 2009
O São Martinho, as castanhas e as lendas

Castanhas assadas

 

 

Hoje é dia de São Martinho, dia de comer castanhas e de provar o vinho, não guardo grande memória de magustos, na Venezuela não havia castanhas e num país em que é verão o ano inteiro, nunca ninguém ouviu falar do verão de São Martinho.

 

Na verdade, para mim este dia recorda-me uma enorme solidão, estava em Lisboa, vivia num quarto, lembro-me de ser dia de São Martinho e ir do IST para São Bento a pé. Não sei porquê,  mas recordo-me de uma Rua de São Bento completamente deserta, talvez por isso dei por mim a pensar que naquele momento os meus pais estariam em casa a festejar o dia e a comer castanhas. Senti uma enorme solidão, uma sensação de não ser de ali, nem de lá, de não ser de lado nenhum.

 

Este é um dia de lendas, há a lenda do Santo, que no inicio era soldado e que um dia de Novembro, muito frio e chuvoso, estando em França ao serviço do Imperador, ia Martinho no seu cavalo a caminho da cidade de Amiens quando, de repente, começou uma terrível tempestade. A certa altura surgiu à beira da estrada um pobre homem a pedir esmola.


Como nada tivesse, Martinho, sem hesitar, pegou na espada e cortou a sua capa de soldado ao meio, dando uma das metades ao pobre para que este se protegesse do frio. Nessa altura a chuva parou e o Sol começou a brilhar, ficando, inexplicavelmente, um tempo quase de Verão.

 
A origem do magusto não é muito clara, mas há quem acredite  que é o vestígio dum antigo sacrifício em honra dos mortos e refere que em Barqueiros era tradição preparar, à meia-noite, uma mesa com castanhas para os mortos da família irem comer; ninguém mais tocava nas castanhas porque se dizia que estavam “babada dos defuntos”. .... felizmente já ninguém se lembra desta ultima parte, é muito mais lógico serem os vivos a comer as castanhas.
 
Quanto ao já famoso verão de São Martinho que é suposto instalar-se por estes dias, lembro-me de algures ter visto um metereologista explicar que mais ou menos por esta altura o nosso anticiclone costuma deslocar-se e permanecer uns dias de forma a impedir a entrada de massas de ar, o que nos costuma trazer um inicio de Novembro soleado, cruriosamente em França, lugar de origem do Santo, costuma chover e até nevar, o que só prova que ninguém é profeta na sua terra.... isso ou o anticiclone não pode estar em dois lugares ao mesmo tempo
 
Fonte Municipio de Mirandela
 
Jorge Soares


publicado por Jorge Soares às 21:18
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Terça-feira, 10 de Novembro de 2009
Coisas lidas por aí:Discriminação e preconceito

 Discriminação e preconceito

Imagem da internet

 

"O grande problema é que a maioria dos preconceitos têm por base a ignorância, o total desconhecimento do que verdadeiramente está por detrás de alguns estereótipos e acima de tudo uma grande falta de respeito pelo outro e total convencimento de que nós "os heterossexuais" é que somos os verdadeiros e merecedores de total respeito. E infelizmente isto não se passa apenas com a sexualidade! O que é diferente… é menor! Muitas pessoas só realmente entenderão algumas coisas se um dia tiverem alguém que amam verdadeiramente, por exemplo um filho, e este for alvo de preconceito, discriminação, ideias absolutamente estereotipadas… e cuidado… porque para ser alvo de tudo isto nem precisa ser homossexual, basta ser deficiente físico, mental… entre muitas outras coisas… 

 

 Infelizmente muitas pessoas continuam amarradas nos seus fantasmas (Uuuii que horror homossexual…. Ainda se pega!!!) que lhe foram incutidos socialmente e que nunca pararam para questionar e testar a validade dos mesmos. Mas enfim… ainda nos falta muito quando falamos de verdadeiro respeito pelo OUTRO!"

 

Telma Sousa no Blog Vila Forte

 

Como é bom de ver, este comentário foi feito a propósito da discussão sobre o casamento entre homossexuais, mas eu lembro-me de ter dito e/ou lido palavras muito parecidas com estas a propósito uma discussão muito diferente, mas que no fundo tratava do mesmo, discriminação. Foi há uns dois anos atrás quando no grupo de mail nós adoptamos se discutia o facto de haver muita gente que só quer adoptar crianças brancas e que se recusa sequer  a aceitar que uma criança é uma criança e todas merecem amor e carinho. Nessa altura senti que no fundo, era o meu filho que estavam a rejeitar, foi quando escrevi este post

 

Se há coisa que não suporto é a discriminação, seja ela do tipo que for, na altura fiquei irritado com o mundo, fora de mim. Toda esta discussão sobre família e casamentos já não me consegue irritar, hoje dei por mim a rir-me de alguns comentários no post do Vila forte, há argumentos que que só podem ser mesmo anedota, mas tudo isto me deixa muito triste, porque entre as parvoíces de uns e os argumentos mesquinhos de outros, pouco a pouco vou descobrindo que vivo num mundo muito mais conservador e virado para o seu umbigo que aquilo que eu podia imaginar e só me pergunto contra quê arremeterão a seguir.


Acho que foi Bretch que disse estas palavras:

 

Primeiro vieram buscar os Judeus,

não me importei, eu não sou Judeu

depois foram  os ciganos, 

não me importei, não sou cigano

Depois vieram buscar os comunistas 

Não me importei.

Não era comigo.

Quando vieram buscar os socialistas

Não me importei.

Não era comigo.

Quando vieram buscar, os padres, os homosexuais...

Não me importei.

Não era comigo.

Quando me vieram buscar a mim,

Já era tarde demais!, não restava ninguém para se importar!

 

Jorge Soares

 



publicado por Jorge Soares às 22:21
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Segunda-feira, 9 de Novembro de 2009
Muros, eles continuam a existir!

Muro de berlim

 

Foi há 20 anos que caiu o muro, o mais famoso dos muros, o que ficará para a história porque dividiu o mundo entre os bons e os maus, não sei bem de que lado estavam uns e de que lado estavam os outros, mas estavam separados por aquele muro, que naquele dia, há precisamente 20 anos, caiu. 

 

Com ele caíram muitas coisas, muitas certezas, muitos medos, muitas mentiras, muitos ideais e para muita gente nasceu uma nova era, uma era melhor.

 

A verdade é que aquele muro caiu mas há muitos outros que crescem todos os dias, quase todos separam mundos, todos sem excepção separam pessoas, vejamos em imagens:

 

Alguns são reais, como o que separa a Palestina de Israel

 

Muro da Palestina

 

Ou como este que separa quem vive, de quem sobrevive

 

Muros que separam quem vive de quem sobrevive

 

Outros são enormes, não os vemos, mas também não vemos o que está por trás deles, coisas como estas que não queremos ver, o mundo da indiferença

 

O que não queremos ver

 

Outros estão dentro de nós, dentro de mim, dentro de ti, dentro de cada um de nós, são os muros que nos impedem de ver que há mais mundo e mais ideias para além das nossas. O mundo da dicriminação

 

amor em branco e negro

 

A verdade é que vivemos entre muros, alguns bem mais assustadores que aquele que foi destruído há 20 anos atrás, porque é graças a esses,  que mais tarde ou mais cedo se termina por construir outro daqueles, e de novo iremos viver entre os bons e os maus, sem importar muito de que lado estão uns e outros.

 

Jorge Soares

PS:Imagens da internet



publicado por Jorge Soares às 21:38
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Domingo, 8 de Novembro de 2009
O país do faz de conta

O país do faz de conta

 

Há bocado lia este post da Abigai e voltei muito atrás no tempo, até aqueles dias em que olhava para Portugal com os olhos dos meus pais, e através dos olhos deles, olhava para um país que há muito não existia. Quando mudamos de lugar levamos connosco uma fotografia de aquele momento e é assim que o recordamos, entretanto a vida segue, os países mudam, evoluem, melhoram ou pioram, mas para nós continuam a ser aquele lugar maravilhoso que guardamos na memória.

 

Entretanto voltei para cá  e como a Abigai, tive que enfrentar a realidade de um país que não conhecia, ideias, mentalidades, usos e costumes, uma nova vida à que me fui habituando. Mas há coisas que resistimos em ver, quando se fala de insegurança e corrupção, eu teimo em continuar a ver aquele ideal, principalmente porque a realidade de onde vinha era de tal forma violenta que acho sempre que por cá, e como dizia neste post, continuamos  a viver no céu.

 

Este ultimo ano foi terrível para as minhas convicções, primeiro foi o caso BPN que arrastou para a lama uma boa parte do PSD, depois foi o caso Freeport que chapinhou o Primeiro ministro e bastante gente à sua volta, depois foi aquela trapalhada toda do PSD antes das eleições, agora foi o caso das sucatas, que mostrou o lamaçal em que vivem as empresas públicas e de novo mostra que o estado vive num mar de negociatas e compadrios.

 

Vivemos sem dúvida no país do faz de conta,  vejamos:Eu faço de conta que vivo num país de gente séria. Durante muito tempo o Presidente da República e o PSD fizeram de conta que no BPN não se passava nada. Depois o Primeiro Ministro e o PS fizeram de conta que no freeport não se passava nada e aquilo não era nada com eles. De novo o Sr. Cavaco Silva a fazer de conta que o país era parvo e a lançar noticias e suspeições, agora, segundo esta notícia do Publico, durante 4 meses o Procurador Geral da República esteve a fazer de conta que não se passava nada e a deixar passar as eleições para mandar investigar o caso das sucatas.

 

Digam lá se Portugal não está convertido no país do faz de conta? 

 

Jorge Soares

 

 



publicado por Jorge Soares às 21:30
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Sábado, 7 de Novembro de 2009
Y no estaba muerto, estaba de parranda.... e não estava morto, estava a festejar!

 

Apareceu vivo no seu próprio funeral

Imagem do Público

 


.... al cabo de unos dias
de haber desaparecido
encontraron unos huesos
huesos muy parecidos
le hicieron un gran velorio
le rezaron la novena
le perdonaron su deuda
y lo enterraron con ella


Y no estaba muerto, estaba de parranda

 

Há bem mais de 15 anos que não ouvia a música, curiosamente este verão durante as férias voltei a escutar. Pelos visto há músicas  que se tornam realidade,  ontem quando via o telejornal e deram a noticia o primeiro que me ocorreu, foi:

 

Y no estaba muerto, estaba de parranda.... e não estava morto, estava a festejar!

 

Podem ler a noticia no Público online

 

Ademir Jorge Gonçalves passara afinal aquela noite num bar de estrada a beber cachaça com amigos e só soube que tinha sido dado como morto no dia seguinte quando – como é hábito no Brasil – já decorriam as cerimónias fúnebres, explicou a sobrinha do suposto finado, Rosa Sampaio, ao jornal brasileiro “O Globo”.

Já o velório decorria há cinco horas quando Ademir apareceu na funerária, às 8h da manhã (locais) e se identificou como sendo a pessoa que estava a ser velada pelos familiares.

 

Ora, entre estar morto ou a beber uns copos, até eu preferia estar nos copos!

 

Para quem gosta de dançar, aqui fica o vídeo

 

 

Jorge Soares

 



publicado por Jorge Soares às 21:15
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Quinta-feira, 5 de Novembro de 2009
Referendar o quê? a discriminação!

 Referendar a discriminação!

 

Já fez um ano que sobre casamentos disse, neste post, o seguinte:

 

"Para mim o facto de viver em sociedade significa que os meus direitos terminam exactamente onde começam os das pessoas que me rodeiam e evidentemente  espero que o resto do mundo se comporte assim quando olha para mim. Dito isto, a mim faz-me alguma confusão que a discussão da lei do casamento entre pessoas do mesmo sexo levante tanta poeira. Do meu ponto de vista, a pessoa com quem nos queremos casar é algo do foro pessoal, quando eu me casei com a P. só lhe perguntei a ela se  queria casar comigo, porque só  ela e a mim nos interessava o assunto, não me passou pela cabeça perguntar a mais ninguém e muito menos que haveria uma lei que permitiria ou não o casamento."

 

Esta semana dei por mim incrédulo a ler noticias em que alguém sugeria um referendo para decidir sobre este assunto, desculpem?... um referendo???!!!!!...  mas estamos parvos ou quê?

 

Sempre achei todo este assunto uma questão de discriminação, cada vez me faz mais confusão porque é que o facto de duas pessoas se casarem pode incomodar tanta gente? E acho ainda mais ridículo aqueles que dizem que essas pessoas até podem viver juntas e ter direitos, mas não se podem casar... afinal, que diferença faz um papel? O que os incomoda é o facto de as pessoas assinarem um papel? E querem fazer um referendo para ver se eles podem ou não assinar o papel?, mas estão todos parvos ou quê?

 

Nestes dias nos comentários deste post  do Pedro no Vilaforte, alguém falava da perca do  conceito de família,  repito aqui o que disse lá:

 

Para mim o conceito de família não tem nada a ver com casamento, sempre existiram famílias muito antes de existirem casamentos, o casamento é só um papel, um contrato assinado entre duas pessoas, que é perfeitamente dispensável para qualquer família. O que define o conceito família não é o papel que as pessoas assinaram, é a partilha e a convivência e para isso não é preciso papel nenhum assinado.

 

Toda esta discussão à volta dos direitos das pessoas a casarem-se ou não, não passa de conservadorismo triste e de um enorme sinal de que existe neste país muita gente que se escuda em supostos valores para discriminar quem não pensa ou age de acordo como eles. E pensava eu que tudo isso tinha acabado há 35 anos atrás, há coisas que demoram mesmo muito tempo a mudar.

 

Evidentemente esta sugestão de referendar este assunto é de quem já esgotou os argumentos válidos para poder discutir e se tenta socorrer do suposto conservadorismo do povo para impor os seus pontos de vista.

 

Aceitam-se sugestões para  coisas que não interessam a ninguém para serem referendadas.

 

Jorge Soares

 



publicado por Jorge Soares às 21:33
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Quarta-feira, 4 de Novembro de 2009
Ainda a Gripe A.... há mais formas de ver as coisas.

Gripe A.. informação... ou falta dela?

 

Ontem foi dia de voltar ao trabalho, volta ao trabalho depois de uma baixa implica obrigatoriamente uma visita ao médico do trabalho,  e por norma cada visita minha ao posto médico implica mais de uma hora de conversa, não fosse eu desde que entrei para a empresa o responsável pelos programas da medicina no trabalho. Ontem não foi a excepção e como não podia deixar de ser, a conversa tinha que versar o tema do momento... a gripe A. 

 

A consulta em si demorou menos de 5 minutos, a conversa sobre a gripe durou muito tempo e versou muitas coisas, e para ser sincero saí de lá preocupado. É claro que as opiniões valem o que valem. Falamos sobre a vacina, esta médica não está entre os imprescindíveis, logo não sabe quando a poderá tomar, mas sim, tomará na primeira oportunidade, Porquê? porque esta gripe mata!!!!! E pior que matar, mata gente jovem!

 

Segundo ela, e ao contrario da ideia que se faz passar, a gripe mata mesmo e como se viu a semana passada, mata crianças saudáveis, aqui eu contrapus o que tinha ouvido, que aquela criança morreu porque teria um problema cardíaco.

 

-Se a criança tivesse aquela doença, teria sintomas, vários sintomas que não passariam despercebidos, a doença foi provocada pela gripe e está provado que a gripe a provoca.

 

A gripe A e as crianças

Depois falamos dos grupos de risco, de como só em Portugal é que os políticos estão nos grupos de risco, ou os empregados das empresas publicas, se se prevê que a doença vai atacar 30% da população, significa que as empresas terão 70% das pessoas disponíveis, qual é 

a grande empresa que não consegue manter-se a funcionar com 70% dos empregados? Segundo ela, os pais e acompanhantes de crianças até aos seis meses deviam estar no topo dos prioritários e as crianças com doenças crónicas, e os doentes crónicos e claro, todos os profissionais de saúde.

 

Depois falamos sobre o numero de vacinas comprado, 40000 e contratos para 3 milhões que não se sabe quem pagará, nem se sabe quando será, se calhar isso explica o motivo porque há tanto barulho sobre a vacina....  e falamos sobre muitas coisas mais, sobre o vírus e a forma como se transmite, sobre a vacina da gripe comum, sobre a forma como estão a ser tratados os doentes.... sobre os nossos filhos.

 

As opiniões valem o que valem, mas como diziam numa das minhas terras:

 

Todo en la vida depende del color del cristal con que se mire!

 

A conversa assustou-me...

 

Jorge

PS:Enviei há mais de 24 horas uma reclamação para a SIC sobre o facto de mostrarem a cara de crianças menores de idade e a pedir para retirarem a reportagem do Site dado que vai contra a lei de proteção de crianças em risco.... aguardo resposta, alguém da SIC por estes lados?

PS2:Imagem do Público



publicado por Jorge Soares às 21:18
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Segunda-feira, 2 de Novembro de 2009
A SIC, as crianças institucionalizadas e a forma como não se formam laços

Crianças institucionalizadas

Imagem da internet

 

Cá por casa para além das noticias pouco se vê a televisão generalista portuguesa, deve ser por isso que o programa me passou ao lado, o comentário do Pedro hoje à tarde chamou a minha atenção para o assunto e lá fui ao site da SIC e pude ver o programa.

 

Fiquei chocado com tudo o que é ali mostrado, é chocante ver que há crianças que estão no centro de acolhimento há 6, 7, 12 anos, entraram para ali crianças e vão sair adultos, por muito bom que seja o lar, por muito boa intenção que pareçam ter as pessoas, a verdade é que aquelas crianças cresceram e viveram longe do carinho de uma família e como pudemos ver em mais que um dos testemunhos, isso deixa marcas.

 

Está claro que há algo de errado com tudo isto, como é possível que uma criança que entra para um centro de acolhimento com um ano, continue lá aos 10? Quantos anos são necessários para que se conclua que não vai haver volta atrás e que deve ser encontrado um projecto de vida que não passe por famílias que não aparecem?

 

No encontro nacional de adopção da semana passada Fernanda Salvaterra, responsável pelas equipas de adopção de Lisboa, dizia a propósito da integração de crianças nas famílias adoptivas, que conseguiam saber à partida se a integração ia ser mais fácil ou mais difícil de acordo com a instituição de onde elas vinham, isto porque há instituições que preparam as crianças para a adopção e outras que por um motivo ou outro não o fazem.

 

É claro que a instituição retratada na reportagem não prepara as crianças para a adopção, o caso que apresentaram ali é gritante, levar uma criança a uma esplanada e apresentar-lhe duas pessoas que supostamente irão ser os seus pais, assim,  sem preparar a criança previamente, só pode resultar em fracasso. O que a mim me pareceu é que esta instituição não tem uma equipa preparada para enfrentar estas situações, não prepara as crianças, quando falamos de crianças a boa vontade não chega, é necessário que existam equipas profissionais e preparadas para preparar as crianças para a sua vida futura, já seja o regresso à família ou a ida para a adopção.

 

Outra coisa que me chocou foi a forma como as crianças foram apresentadas na reportagem, perfeitamente identificáveis, não sei quem deu a autorização, mas duvido que o tribunal, o verdadeiro responsável como foi dito várias vezes,  tenha autorizado isto, até porque a Lei de Protecção de Crianças e Jovens em Perigo (Lei: 147/99 de 01 de Setembro, artigo 90º, número 1) diz o seguinte:

 

1 - Os órgãos de comunicação social, sempre que divulguem situações de crianças ou jovens em perigo, não podem identificar, nem transmitir elementos, sons ou imagens que permitam a sua identificação, sob pena de os seus agentes incorrerem na prática de crime de desobediência.

 

Eu sei que estas reportagens são importantes para chamar a atenção das pessoas para o que verdadeiramente se passa com as crianças, sei que esta reportagem fez mais para chamar a atenção que mil posts meus, mas era mesmo necessário mostrar as caras das crianças? 

 

Jorge Soares

 



publicado por Jorge Soares às 21:31
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Domingo, 1 de Novembro de 2009
Receita:Cogumelos frescos em alho e bacon

Massa com cogumelos frescos

 

Há bastante tempo que não coloco uma receita e afinal este blog até se chama O que é o jantar?

 

Ontem era dia de Halloween e por muito que eu não entre em tradições americanas que não tem nada  a ver connosco, não é fácil impedir que as crianças...e até a mãe, de entrarem na onda, de modos que a P. decidiu que se fazia um jantar para a noite de bruxas, como cá em casa a cozinha é mesmo minha, lá tive que colocar mãos à obra.

 

Cogumelos frescos em alho e bacon.

 

Ingredientes

 

Uma embalagem de cogumelos frescos laminados

200 Gramas de bacon aos cubinhos

Alhos

Esparguete

Azeite

Ervas aromáticas

Sal

 

Coloquei o azeite e os alhos picados no Wook, deixei os alhos alourarem durante dois ou três minutos e juntei o bacon. Deixei cozinhar durante uns dez minutos tendo o cuidado de ir mexendo. Quando o bacon estava a ficar dourado juntei os cogumelos, as ervas aromáticas e o sal. Coloquei a tampa do Wook e deixei cozinhar até os cogumelos estarem no ponto.

 

Entretanto eu ainda não aprendi a fazer esparguete, foi a P que fez, esparguete de 3 cores.

 

Juntamos os cogumelos com bacon ao esparguete já escorrido e servimos com 3 molhos, Molho à bolonheza, molho de Pesto e molho bechamel.

 

Simples e delicioso.

 

Falando de comida, não deixem de visitar o Blog O nosso outro prazer.... eu não sei como é que o Mário ganha para visitar esses restaurantes todos, mas ele não se cala... pronto, já está!

 

Jorge Soares



publicado por Jorge Soares às 21:34
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Sábado, 31 de Outubro de 2009
A verdadeira origem do Halloween

A verdadeira origem do Halloween

Imagem da internet

 

 

Durante a maior parte da minha vida o Halloween era uma espécie de carnaval que aparecia nos filmes americanos e não passava disso, nem em Portugal nem na Venezuela se festejava o dia. Nas culturas latinas o dia 1 de Novembro é o dia de todos os santos e durante muito tempo era uma enorme chatice, porque se há lugar que eu detesto mesmo, esse lugar é um cemitério.

 

Fiz um pouco de investigação e algures na internet encontrei o seguinte:

 
"A origem do Halloween, na Irlanda e nas Ilhas Britânicas, remonta há mais de 2 mil anos. Na noite de 31 de Outubro, os celtas comemoravam uma de suas maiores festas, o Samhain. Ao mesmo tempo, o dia 31 de Outubro era o último dia do ano velho. Os celtas acreditavam que, nesse dia, o mundo dos vivos se encontrava com o mundo dos mortos.


Sacerdotes celtas tentavam expulsar os demónios com uma grande fogueira. Para se proteger contra poderes malignos, os celtas usavam máscaras amedrontadoras.


No século 8°, o papa Gregório 4° transferiu para o 1° de Novembro o Dia de Todos os Santos, destinado a homenagear os mortos, a fim de cristianizar a festa celta de Samhain. Apesar disso, o "All-Hallows-Eve" – ou "véspera do Dia de Todos os Santos" – continuou sendo celebrado durante séculos na Irlanda católica."

 

Ou seja, como a maioria das festas católicas, também esta tem uma origem pagã, as grandes  vagas de emigrantes irlandeses levaram a festa para a América e algures no tempo os americanos encarregaram-se de tornar o dia num enorme negócio que a partir de meados dos 90 começou a invadir a Europa, primeiro através da venda de brinquedos e como tudo o que vem da América, tornou-se um hábito até ao ponto que já não é estranho ver crianças a bater às portas e a pedir doces.

 

Já agora, a utilização de abóboras com velas iluminadas teve origem noutra lenda irlandesa que fala de um bêbado, do diabo e de um nabo iluminado, as grandes vagas de novo os emigrantes irlandeses levaram a tradição para a América e algures decidiram substituir o nabo por uma abóbora.

 

E pronto, agora os nabos somos nós que importamos as festas americanas e todo o comércio associado...mas antes festejar a noite de bruxas que  ir passear para o cemitério.

 

Jorge Soares

 


publicado por Jorge Soares às 21:39
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Sexta-feira, 30 de Outubro de 2009
Como fazer uma mulher feliz

Como fazer uma mulher feliz

Imagem retirada da internet

 

 

Esta semana anda fraca em motivação para a escrita, não sei se foi da perca dos parafusos na terça ou da desilusão do encontro nacional de adopção na segunda (porque é que chama encontro de adopção a uma coisa onde praticamente só estão funcionários da Seg. Social? ) . A verdade é que não tenho inspiração para a escrita. 

 

Hoje é sexta, aqui no blog as sextas já foram dia de vídeo, hoje, vai ser dia de humor. Já tinha recebido por mail, hoje encontrei no blog da Iris, e deixo para vossa apreciação:

 

Como fazer uma mulher feliz


 

Técnica nº 1:   Mãos Molhadas


Faça a sua parceira sentar-se numa cadeira confortável na cozinha. Certifique-se de que ela consiga ver muito bem tudo o que faz. Encha o lava-louça com água e adicione algumas gotas de detergente aromatizado para louça.. Segurando uma esponja macia, submerja as mãos na água e sinta a sua pele ser envolvida pelo líquido até que a esponja esteja bem molhada...


Agora, movendo-se devagar e gentilmente, agarre num prato sujo do jantar, coloque-o dentro do lava-louça e esfregue a esponja em toda a superfície. Vá esfregando com movimentos circulares até que o prato esteja limpo.


Passe por água limpa e coloque-o a secar. Repita com toda a louça do jantar, até a sua parceira ficar a gemer de prazer.


Técnica nº 2:  Vibrar pela Sala


É um pouco mais difícil do que a primeira, mas, com algum treino, fará a sua parceira gritar de prazer.


Cuidadosamente, vá buscar o aspirador no sítio onde fica guardado. Seja gentil, demonstre-lhe que sabe o que está a fazer. Ligue-o na tomada, aperte os botões certos na ordem correcta. Vagarosamente, vá movendo para frente e para trás, para frente e para trás... por toda a carpete da sala. Saberá quando deve passar para uma nova área. Vá mudando gradualmente de lugar. Repita quantas vezes forem necessárias, até atingir os resultados pretendidos.


Técnica n° 3: Camisa Molhada


Este joguinho é bem fácil, embora precise de mente rápida e reflexos certeiros. Se for capaz de administrar correctamente a agitação e a vibração do processo, a sua parceira falará da sua performance a todas as amigas.


Precisará apenas de duas pilhas de roupa: uma com as roupas brancas, outra com as coloridas. Encha a máquina de lavar com água e vá derramando gentilmente o detergente dentro do compartimento para o efeito (para deixar a mulher ofegante, use exactamente a quantidade que o fabricante recomenda).


Agora, sensualmente, coloque as roupas brancas na máquina... uma de cada vez.... devagar. Feche a tampa e ligue o "Programa completo". A sua companheira ficará extasiada. No fim da lavagem, retire as roupas da máquina e estenda-as a secar. Repita a operação com as roupas coloridas....


Técnica nº 4: O que sobe, desce


Esta é uma técnica muito rapidinha, para aqueles momentos em que quer surpreendê-la com um toque de satisfação e felicidade. Pode ter certeza, ela não vai resistir. Ao ir à casa de banho, levante a tampa da sanita. Ao terminar, abaixe-a novamente. Faça isto todas as vezes. Ela vai precisar de atendimento médico de tanto prazer.


Técnica nº 5: Gratificação Total


Cuidado: colocar em prática esta técnica pode levar a sua companheira a um tal estado de sublimação, que depois será difícil acalmá-la, e pode haver riscos irreversíveis para a saúde da mulher. Esta técnica leva algum tempo para ser aperfeiçoada. Empenhe-se com afinco. Experimente sozinho algumas vezes durante a semana e tente surpreendê-la numa sexta-feira à noite. Funciona melhor quando ela trabalha fora e chega cansada a casa.


Aprenda a fazer uma refeição completa. Seja bom nisso. Quando ela chegar, convença-a a tomar um banho relaxante (de preferência aromático, numa banheira de água morna já previamente preparada por si).


Enquanto ela estiver lá, termine o jantar que já terá adiantado antes dela ter chegado a casa.


Depois que ela ficar relaxada com o banho e saciada com o jantar, execute a Técnica nº 1.


Preste atenção à sua parceira, pois o estado de satisfação será extremamente alto!!!

 

Jorge Soares

 



publicado por Jorge Soares às 21:27
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Quinta-feira, 29 de Outubro de 2009
Adopção em Portugal?, ou adopção no meu quintal?

Adopção em portugal

Imagem retirada da internet

 

"Porque é que alguém que mora em Oeiras, se mora do lado da rua que pertence ao conselho de  Oeiras tem que esperar em média 7 anos para que lhe seja atribuída uma criança, mas se viver do lado da rua que está no concelho de Lisboa tem que esperar só um ou dois anos para uma criança com as mesmas características?"

 

Esta pergunta foi feita já ao final do dia por um dos assistentes sociais que faz parte das equipas de adopção de Lisboa e que na passada Segunda feira estava, tal como eu, a participar no Encontro nacional de Adopção que aconteceu em Lisboa.

 

É uma pergunta pertinente, estou inscrito como candidato à adopção vai fazer um ano e meio, desde então já soube de pelo menos dois casais que se inscreveram depois de mim e que receberam uma criança com as características que nós colocamos, ambos os casos em Lisboa. Como se explica isto?

 

Quem assistiu ao encontro na segunda feira consegue perceber, a verdade é que cada serviço de adopção trabalha para si e nas costas dos restantes. Existe um manual de procedimentos que supostamente é seguido, mas que depois cada um adapta à sua maneira e da forma que entende. E isto é válido para todo o processo, desde a forma como se avalia até à forma como se atribuem as crianças. 

 

É claro que isto cria enormes assimetrias, se em Lisboa há muitas crianças, há distritos onde há muito poucas, e os candidatos desses distritos tem que esperar muitos anos, mesmo quando no distrito ao lado há crianças para as que supostamente não há pais.

 

Evidentemente a pergunta com que inicio o post ficou sem resposta, a verdade é que cada serviço de adopção olha para o seu quintal, as suas crianças,  os seus candidatos e é incapaz de fazer um esforço por olhar para o lado, para ver se no quintal do lado há uns pais para aquela criança que está à espera há anos, ou uma criança para aqueles pais que desesperam há anos.

 

A sensação com que fiquei ao fim do dia na passada segunda feira, é que por muita vontade que se tenha, por muitas ideias, por muitos sonhos, a segurança social é uma montanha enorme, há muita gente, muitos quintais, e por muito que se olhe para os problemas, não há na montanha quem tenha vontade de a mover.

 

Dizem que a fé move montanhas, infelizmente neste caso não me parece que exista fé que faça mudar o que quer que seja.. a segurança social, as muitas equipas de adopção são uma montanha grande demais e nem toda a fé do mundo irá mudar esta montanha.

 

 

Jorge Soares

 



publicado por Jorge Soares às 21:42
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Terça-feira, 27 de Outubro de 2009
Há quem tenha um parafuso a menos...eu tenho 5!

Hospital do Outão

Imagem minha do Momentos e olhares

 

Depois daquela queda nos nos Açores, e daquele dia a ver passar a vida e até a morte nos corredores do hospital de Setúbal  de que falei neste post, fiquei com uns parafusos a mais e uma placa metálica no tornozelo. Hoje foi dia de ir "retirar o material", que é o termo engraçado que os médicos utilizam quando explicam o que nos vão fazer.

 

A coisa estava marcada para as 15:30, em ambulatório, o que significa que não tive que estar dois dias a passar fome no hospital. Cheguei a horas e munido de um bom livro, mandaram-me esperar na sala e passados uns 15 minutos fui chamado... 

 

Lá me mandaram despir e vestir a bata do hospital, passados uns minutos estava deitado e com o soro no braço, e passado muito pouco tempo já estava a ser anestesiado. Comecei a ficar preocupado quando me perguntaram de que lado estavam os parafusos... eu tenho uma cicatriz de cada lado do pé e ninguém me pareceu lá muito seguro sobre onde deveria ser o corte. Aquilo já me estava a irritar, mas finalmente lá apareceu o médico que me tinha colocado os parafusos e esclareceu o enigma.

 

Ser operado com anestesia local é sempre garantia de que vamos ter coisas para contar, e hoje não foi diferente. Lá me abriram o tornozelo e começaram a tentar tirar os parafusos. Como qualquer outro parafuso, para estes também se utiliza uma chave de parafusos, passado um bocado começo a ouvir o médico reclamar que a chave é uma porcaria, não desaperta nada e que dá cabo dos parafusos.... É claro que eu não estava a achar piada nenhuma, e menos quando começo a sentir que o homem está a fazer uma força enorme, e continua a reclamar com a chave... até que alguém manda ir buscar outra chave ao outro bloco.

 

Entretanto eles continuam com o trabalho que a certa altura me parece mais de escopro e martelo que de desaperto de parafusos.... e deixei mesmo de achar piada foi quando começo a sentir que o bater deles começa a ter consequências e começo a sentir dores.

 

Finalmente lá chegou a nova chave e lá conseguiram retirar o ultimo parafuso. Depois disso ainda assisti à conversa sobre a diferença entre as duas chaves, e o porquê é que a outra não servia... afinal não era para aquele tipo de parafusos....

 

Por volta das 18, e ao contrario do que eu esperava, pois ia preparado para horas de espera, já estava a voltar para casa, mais leve..e com ainda menos parafusos.

 

Jorge Soares

PS:Vão votar nos Xutos para melhor grupo do ano nos prémios da MTV, é aqui

 



publicado por Jorge Soares às 21:45
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Segunda-feira, 26 de Outubro de 2009
Andar de transportes públicos

De Setúbal para Lisboa não é de comboio

 

 

Hoje estive em Lisboa, tinha que estar às 9 na Rua do Ouro, ontem ponderamos qual seria a melhor maneira de ir de Setúbal para a baixa de Lisboa, sendo que ir de carro até lá estava fora de questão, estacionar um dia inteiro em Lisboa fica um bocado caro.

 

Terminei por optar por ir de carro até ao Parque das nações, estacionei num lugar gratuito perto da Torre Vasco da Gama, caminhei até à estação do Oriente e depois fui de metro. É claro que havia alternativas mais ecológicas, que não mais baratas. Vejamos: O Comboio - Moro longe da estação, teria que ir de carro até à estação encontrar onde estacionar, e apanhar o comboio das 7:20 da manhã até Sete Rios e depois apanhar o metro. O Autocarro pela ponte 25 de Abril está fora de questão, teria que ser pela Vasco da Gama, sair na Estação do Oriente e apanhar o Metro.

 

Sem duvida que o meio de transporte de eleição entre Setúbal e Lisboa deveria ser o comboio,  e é o meio de transporte que melhor funciona na maioria das grandes cidades Europeias, por algum motivo que não consigo perceber, de Setúbal para Lisboa é quase impossível que tenha utilidade, há uma ligação por hora para cada lado e ainda por cima em horários que não lembram a ninguém. Para além de que mesmo pagando portagens, fica mais barato ir de carro...

 

Sempre achei que se arranjasse um emprego em Lisboa passaria a andar de transportes públicos, hoje descobri que para estar em na baixa às 9 tenho que sair de casa mais ou menos à mesma hora que para estar em Loures às 8.

 

Sobre o que fui fazer a Lisboa, já falarei noutro dia, mas uma coisa é certa... não quero trabalhar na baixa de Lisboa.

 

Jorge Soares

 

 

 



publicado por Jorge Soares às 21:37
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