Qua
17 Set
2014

Escócia, desejos de liberdade

 

Imagem de aqui

 

É um estranho paradigma que numa altura em que a Europa toca cada vez mais a reunir e em que a união europeia se esforça por abrir fronteiras e combater diferenças, exista no seu seio quem se esforce por recorrer o caminho contrário e lute pela independência.

 

É já daqui a umas horas que quem vive na Escócia, escocês ou não, irá decidir entre o "Yes" que ditará o fim do tratado assinado em 1707 com a Gran Bretanha e fará nascer um novo país independente, ou o "No" que manterá tudo como está. As sondagens dos últimos dias dão uma pequena vantagem aos defensores da união, sendo que o número de indecisos é maior que a diferença, tudo é possível.

 

Curiosamente os mesmos políticos que querem a separação não tem poupado esforços para tentar garantir que o fim da união não implique um afastamento da União Europeia, eles querem ser independentes sim, mas sem deixar de gozar de todos os benefícios que lhes garante uma entrada imediata do novo país para a comunidade com todas as vantagens a nível económico e comercial que isso lhes pode trazer... vá lá a gente perceber estas coisas.

 

O que está por trás de tudo isto? o mesmo de sempre, dinheiro e política, é no mar do norte escocês que estão as grandes reservas de petróleo e gás natural, há entre os escoceses quem ache que  sem ter que repartir os benefícios desses enormes recursos com o resto da união, a Escócia poderia tornar-se um dos países mais ricos do mundo, assim uma espécie de Qatar da Europa  só que  mais chuvoso e verdejante e em os homens  em lugar de turbantes utilizarão kilts .

 

Curiosamente os políticos independentistas não pretendem abdicar da Libra como moeda do novo país, nada como uma moeda sólida para garantir um bom futuro, os ingleses é que evidentemente não parecem estar muito para aí virados.

 

Mas caso o sim vença, a Escócia dificilmente terá entrada directa na União Europeia, isto porque a sua entrada deverá ser aprovada por unanimidade e a Espanha já disse que nunca aprovará tal coisa, não fossem os Espanhóis estarem na Catalunha com uma situação muito parecida entre mãos. 

 

Os catalães, que ao contrário da Escócia, nunca foram um país independente, há muito que clamam pela sua independência, tendo inclusivamente o actual presidente Artur Mas prometido um referendo para Novembro deste ano.  Referendo que não está previsto numa constituição Espanhola blindada contra este tipo de situações e que nunca será autorizado pelo governo de Madrid.

 

Ao contrário da Escócia, a Catalunha não tem petróleo nem recursos naturais, e apesar das afirmações, de catalães e não só, de que é o motor industrial de Espanha, a verdade é  que a província é a que tem a maior dívida entre todas as autonomias espanholas e sem as ajudas da União Europeia e de Madrid seria certamente muito complicada a sua sobrevivência como país independente.

 

Jorge Soares


publicado por Jorge Soares às 22:16
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Ter
16 Set
2014

Marinho Pinto

 

 

Imagem do Ionline

 

Esta semana ficamos a saber que se acabou idílio entre Marinho Pinto e o MPT (Movimento Partido da Terra), pelo que percebi, Marinho Pinto tentou tomar conta do partido arrumando quem já lá estava antes dele e a coisa deu em amuos e quebra do noivado.

 

Marinho pinto que há uns meses dizia ao país que o seu objectivo era ir para Bruxelas e fazer a diferença, rapidamente concluiu que a Europa é muito longe de Lisboa, do poder e dos holofotes das câmaras de televisão, pelo que já mudou de rumo. Pelos vistos o objectivo agora será candidatar-se a primeiro ministro e em caso de não conseguir ser eleito, pelo menos fazer-se eleger deputado. 

 

Para isto irá formar um novo partido pelo qual se irá apresentar como cabeça de lista nas próximas legislativas. 

 

Hoje ficamos a saber qual será uma das suas primeiras medidas se chegar a primeiro ministro, diz Marinho Pinto que 4800 Euros líquidos não dá para muito em  Lisboa, e que o salário de 3500 Euros brutos dos deputados não é digno. 

 

Por acaso até sou dos que concorda que os políticos portugueses não ganham muito, isto claro se não compararmos os 3500 Euros, aos que há que juntar as ajudas de custo e subsídios vários, com os menos de 500 Euros do salário mínimo nacional que ganham milhares de portugueses e com os menos de 800 Euros de salário médio nacional.

 

Não, os deputados não ganham muito, quem ganha muito pouco é o resto dos portugueses, mas eu entendo Marinho Pinto, ele é candidato aos 3500 Euros e já se está a ver a passar necessidades em Lisboa. Nada como começar a chorar desde já para ver se até lá a coisa melhora.... pena que quem o entrevistou não lhe tenha perguntado o que pensa ele do salário mínimo e o que pensa fazer a esse respeito quando for eleito pelo seu novo partido.

 

Sabem o que vos digo? Ele estava tão bem lá por Bruxelas onde ganha uns míseros 18 mil Euros por mês e onde não tínhamos que o aturar.

 

E você, o que faria com um salário de 4800 Euros liquidos por mês?

 

Jorge soares


publicado por Jorge Soares às 22:09
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Seg
15 Set
2014

Maria de Lurdes Rodrigues

 

Imagem de aqui

 

Todo o mundo é inocente até que se prove o contrário, hoje Maria de Lurdes Rodrigues, na sua qualidade de política foi condenada a 3 anos e  meio de prisão por prevaricação. O delito terá sido cometido enquanto era ministra da educação.

 

A senhora foi condenada "no caso da contratação, por ajuste directo, do irmão do dirigente do PS Paulo Pedroso para que este fizesse uma compilação da legislação portuguesa sobre o ensino".

 

A senhora, que evidentemente tem direito ao recurso e vai certamente fazer uso desse direito, alega que não cometeu nenhum crime e que está a ser julgada num processo politico.

 

A verdade é que ela até pode ser muito séria, mas é difícil de acreditar que seja coincidência que o estudo em questão tenha sido adjudicado a um irmão de um dirigente do PS,  partido que estava na altura no governo,  que por acaso nem era especialista no assunto. Que depois o estudo tenha sido entregue com atraso já me parece mais normal, afinal neste país raramente alguma coisa acontece dentro dos prazos contratados e planeados, tudo se atrasa, se arrasta e temos sorte se ficar dentro do orçamento.

 

Já quanto a João Pedroso, foi considerado culpado de receber dezenas de milhares de euros pelo estudo, que fez ao mesmo tempo que tinha  uma consultoria legal para outro ministério e um contrato de dedicaçãoo exclusiva para dar aulas na universidade de Coimbra, o que em teoria o deveria impedir sequer de se candidatar a trabalhos deste tipo. Evidentemente também irá recorrer.

 

Todo o mundo tem direito à legitima defesa e a ser considerado inocente até prova em contrário e acredito que a senhora tudo fará para mostrar a sua inocência, mas o que apetece dizer é que à mulher de César não lhe basta ser séria, tem que o parecer.... 

 

Jorge Soares

PS: nos comentários ao post anterior fui "acusado" de se comunista, socialista, racista, entre outras coisas, espero que esta vez não me acusem de ser do CDS ou do PSD, digo desde já que não sou.


publicado por Jorge Soares às 21:49
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Dom
14 Set
2014

Isabel Jonet

 

 

"Há profissionais da pobreza para quem assistência é forma de vida... que fazem da mendicidade um modo de vida"

 

“em Portugal há aquilo a que chamamos a transmissão intergeracional da pobreza e temos que quebrar essa transmissão”

 

Ela andava calada desde Abril.... bem que podia ter continuado.

 

Um dos problemas de quem vive na rua é que chegam a um ponto em que é muito difícil que voltem a ter a capacidade de terem uma vida estruturada, quanto mais tempo viverem na rua mais difícil será que de lá saiam, há estudos que mostram que assim é e todos os que andam na rua a tentar ajudar estas pessoas, tem consciência disto.

 

Mas isto é evidentemente muito diferente do que pretendeu afirmar Isabel Jonet, o facto de ser difícil retirar as pessoas da rua não significa que estas pessoas se tenham tornado em profissionais da pobreza, significa que o estado e todos nós temos que por um lado nos empenharmos muito mais para podermos efectivamente ajudar estas pessoas a voltarem a ter uma vida digna e por outro lado, melhorar a situação do país para que não haja mais pessoas a irem parar à rua.

 

Não sei onde foi Isabel Jonet buscar os dados para fazer estas afirmações, mas pretender que as pessoas vivem na pobreza porque querem é o cúmulo da insensibilidade e da estupidez.

 

Evidentemente há casos e casos, mas não se pode generalizar, se a pobreza é intergeracional é porque as pessoas não tem condições para dar uma melhor forma de vida aos seus filhos e termina por se entrar num círculo vicioso, não porque tenham escolhido isso como forma de vida, quem não quer o melhor para os seus filhos?, quem é o pai que se poder escolher não dá educação e meios aos seus filhos para que eles tenham uma vida decente?

 

Sinceramente não consigo perceber onde vai a senhora buscar estas ideias, mas ela fazia um enorme favor a si e ao resto do mundo, se estivesse sempre calada é que cada vez que abre a boca sai asneira, as suas palavras são uma enorme falta de respeito pelos milhares de pessoas que não conseguem ter meios para sobreviver sem ser na rua e até para quem os tenta ajudar.. que não me parece de todo que seja o caso dela.

 

É caso para dizer... E porque no te callas?

 

Ler Takes Anteriores aqui

 

Jorge Soares


publicado por Jorge Soares às 21:30
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Sab
13 Set
2014

As minhas férias

As minhas férias foram em casa dos meus avós. Todos os anos as minhas férias são lá. A casa dos meus avós é grande mas parece um bocadinho pequena. Tem umas escadas e uma cave e muito mais quartos que a nossa casa, mas tudo parece um bocadinho mais baixo e apertado. Uma vez caí das escadas e não me magoei nem nada. Mas isso foi quando eu só tinha cinco anos. Nessa altura eu não sabia escrever nem nada porque ainda estava na infantil e agora até subo dois degraus de cada vez e as pessoas dizem que eu sou muito mexido. O meu avô até me disse que eu era um super-herói. Disse assim: ah, és tu, Filipe! Achei que era um super-herói que nos tinha entrado em casa. O meu avô gosta muito de super-heróis ou pelo menos é o que eu acho porque ele está sempre a falar-me deles. À mesa, quando os outros crescidos começam a ter conversas diferentes assim mais sérias e isso, o meu avô fica calado que nem um rato, que é como diz a minha avó, e depois só diz uma coisa ou outra quando lhe apetece ou quando se lembra de uma história divertida e então dá gargalhadas muito altas, mas não altas como quando às vezes ralham alto connosco e sim altas de fazer uma espécie de cócegas na nossa boca e termos de rir também e também alto como ele. As pessoas crescidas normalmente são diferentes. As pessoas crescidas normalmente não se riem ou riem-se de coisas que não têm graça nenhuma, pelo menos eu não acho, e às vezes param mesmo de rir a meio do riso como se uma gargalhada fosse uma coisa feia ou um palavrão muito mau. As pessoas crescidas não são nada como o meu avô. O meu avô é assim mais redondo e às vezes até parece que vai tropeçar e tudo. Mesmo quando está calado ou a dormir na poltrona castanha o meu avô não é nada sério e, como eu costumo dizer, isso é muito positivo. As pessoas crescidas normalmente não são nada positivas. As pessoas crescidas normalmente são muito levantadas e direitas e fazem lembrar árvores daquelas que estão sempre num conjunto de árvores e são muito iguais às outras todas, como os eucaliptos por exemplo. Um dia o meu pai foi comigo à mata que é como nós chamamos a uma floresta que há lá ao pé da casa dos meus avós, para aí a uns 2 km ou 3 km, e mostrou-me o que eram eucaliptos. Disse assim: estás a ver, Filipe? Isto aqui são eucaliptos. Eucaliptos. Mas nessa altura eu era muito pequenino e tinha mais ou menos quatro anos e por isso ainda não sabia dizer eucaliptos. Dizia de uma maneira diferente e engraçada mas agora já não me lembro. já passou muito tempo porque isto foi quando eu ainda era um bebé. Aos seis anos é a idade em que se fica mais crescido e eu já estou quase a fazer sete por isso vou rebentar a escala e claro já não sou um bebé.


Quando começam as férias vamos de carro para casa dos meus avós. E quando as férias acabam vimos para nossa casa também de carro, é só fazer o caminho todo ao contrário, mas por acaso às vezes parece mesmo que é outra estrada e que não foi por ali que viemos e nessas alturas eu penso para onde é que estamos a ir? Os meus avós são os pais da minha mãe. Os pais do meu pai morreram antes de eu nascer ou então quando eu era tão pequeno que não me lembro das caras deles. Um tio meu também morreu há pouco tempo e eu lembro-me muito bem da cara dele. A minha mãe disse-me que ele tinha subido para o céu porque era uma pessoa boa e então eu perguntei à minha mãe o que é que acontecia às pessoas que não eram tão boas e a minha mãe disse-me que também iam para o céu e depois eu ganhei coragem e perguntei-lhe e o que é que acontece às más? E a minha mãe disse que todas iam para o céu e eu aprendi isso. Deve ser bom estar no céu e passar por cima dos automóveis, principalmente quando está muito trânsito e as pessoas já estão chateadas de estar ali. A minha avó diz: não se diz chateadas, diz-se aborrecidas. Está bem, Filipe? Está bem, avó. A minha avó quer sempre que eu coma mais e às vezes ri-se de coisas que eu digo sem ser para rir e eu fico contente e depois volto a dizer essas coisas mas normalmente à segunda vez a minha avó já se ri com menos vontade. A minha avó diz que eu sou muito engraçado. Outras vezes diz que eu sou esperto mas não caço ratos. A minha avó não gosta nada de ratos mas está sempre a falar neles.

 

Jacinto lucas Pires

Retirado de aqui


publicado por Jorge Soares às 21:48
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Qui
11 Set
2014

Paulo Bento

 

Fim da linha para Paulo Bento, sinceramente não entendo o porquê desta decisão agora, se era para trocar de treinador devia ter sido logo após o mundial. Assim o que parece é que os dirigentes federativos que tinha prolongado o contrato ao seleccionador, não tiveram valor para o despedir logo após o fracasso do mundial e estavam à espera do primeiro tropeção para o empurrar.

 

Foi Paulo Bento que conseguiu classificar a selecção para o Euro 2012 quando já poucos acreditavam que seria possível, foi Paulo Bento que levou a selecção ao terceiro Lugar nesse Europeu e que só foi eliminado nos penalties pela selecção que era campeã do Mundo e da Europa, foi Paulo Bento que levou a selecção ao mundial.... não me parece que um jogo menos conseguido seja motivo para despedir um treinador que já mostrou mais que uma vez que é competente e que consegue bons resultados.

 

Como já disse aqui, não me parece que o problema da selecção esteja no treinador, parece-me sim que o problema está nas expectativas demasiado elevadas dos portugueses e principalmente na falta de um leque de jogadores com a qualidade suficiente para levar a que a selecção Portuguesa seja mais que uma boa equipa.

 

Com um Cristiano Ronaldo em forma a selecção portuguesa é capaz de atingir patamares de qualidade acima da média, sem o melhor do mundo não passa de uma boa equipa mas que dificilmente será capaz de grandes feitos, é essa a realidade e dado o estado das coisas nos clubes portugueses, dificilmente isso irá mudar nos próximos tempos.

 

Como era de esperar, já começou a dança dos nomes, Fernando Santos, Jesualdo Ferreira, Victor Pereira, de quem sou um admirador confesso... aposto que nos próximos dias irão parecer muitos mais, ... para mim qualquer destes três seria um bom treinador, mas se me perguntassem eu apontaria Rui Vitória, especialista em fazer em Guimarães grandes equipas só com jogadores jovens e a prata da casa.

 

Jorge Soares


publicado por Jorge Soares às 22:00
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Qua
10 Set
2014

Ashya King

 

Imagem de aqui

 

O menino da fotografia chama-se Ahsya King, tem 5 anos e sete irmãos, é inglês e foi-lhe diagnosticado um cancro cerebral. Os médicos ingleses  receitaram quimioterapia ao Ashya para o tratamento da sua doença. Esta terapia é extremamente agressiva até para os adultos e tem efeitos secundários terríveis.

 

Os país de Ashya que são testemunhasde Jeová, depois de muita investigação principalmente na internet tentaram convencer os médicos do hospital a em lugar dos tratamentos com quimio, utilizarem a terapia de protões que se utiliza nos Estados Unidos e em alguns países europeus. Esta terapia é muito menos agressiva mas também é muito mais cara, pelo que não é autorizada pelo sistema de saúde britânica.

 

Ante esta negativa, os pais de Ahsya tiraram o menino do hospital e foram com ele para o sul de Espanha, a ideia era vendar a sua casa perto de Málaga e com o dinheiro obtido, viajar à Republica Checa onde o tratamento com portões custa perto de 20000 Euros.

 

Uma denuncia de rapto por parte do Hospital deu origem a um mandado de captura internacional e os pais de Ahsya foram presos pela policia Espanhola, Ahsya foi internado num hospital do sul de Espanha.

 

Entretanto todo o caso levantou uma enorme polémica na Inglaterra e as autoridades inglesas voltaram atrás na sua decisão de retirar o controlo parental aos pais de Ahsya... Imagino e desejo que entretanto os pais de Ahsya tenham conseguido o dinheiro de que precisavam e nesta altura o menino já esteja a ser tratado na República Checa.

 

Todos este caso levanta uma série de interrogantes, há pouco tempo em Portugal discutia-se se o estado devia ou não comparticipar um medicamento contra a hepatite que é muito caro mas garante a cura total aos doentes. O caso Ahsya não deixa de ser parecido, os hospitais ingleses não desconhecem o tratamento com protões, há na Inglaterra hospitais onde ele é subministrado aos doentes, só que Ahsya teve azar e foi levado para um onde o consideram muito caro e portanto não o utilizam.

 

Por outro lado fica a questão, até que ponto as autoridades de um país podem sobrepor-se aos desejos da família de um doente? Como disse, os pais de Ashya são testemunhas de Jeová, imaginemos que ele precisava de uma transfusão para salvar a sua vida e eram os pais que de acordo com a sua fé religiosa, a impediam, nesse caso as autoridades já podiam sobrepor-se à autoridade parental?

 

Os médicos e as autoridades inglesas consideraram que ao retirar a criança do hospital e viajar com ela para outro país, os pais tinham posto em risco a vida de Ashya já que este precisava de cuidados de saúde permanentes para sobreviver, mas não será licito que os pais queiram o melhor para os seus filhos e lutem por isso?

 

O mais triste da situação é que Ashya e a sua família tiveram de passar por tudo isto porque as autoridades de saúde inglesas, como as de tantos outros países, decidem o que é melhor para os doentes com base em critérios economicistas, na Inglaterra o novo tratamento custa perto de 120 mil Euros, e não no bem estar deles... quantos de nós não teríamos feito o mesmo que fizeram os país de Ashya?

 

Jorge Soares


publicado por Jorge Soares às 22:10
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Ter
9 Set
2014

António Costa

 

Imagem do Expresso

 

"A maior parte da população portuguesa está descontente com a política e com a forma como se faz política em Portugal"

António José Seguro

 

 

É sem duvida nenhuma a frase da noite, António José Seguro descobriu a pólvora, pena que não tenha a noção de que para essa parte da população, ele faz parte do problema, e dificilmente poderá fazer parte da solução.

 

Não sei se entre quem vai votar ainda haverá muita gente indecisa sobre em quem votar, mas a julgar pelo que aconteceu no debate de hoje, não me parece que seja nestes debates que irá tirar essas dúvidas. Tanto Costa como Seguro estiveram iguais a si mesmos..

 

Há uns dias alguém do PS prometia que em caso de vitória reabririam todos os tribunais agora encerrados, hoje Seguro prometeu que não irá aumentar mais os impostos e Costa não se comprometeu em que os irá descer... ambos se tentaram desmarcar de Sócrates e das culpas do passado.

 

Faltam mais dois debates,  esperemos que sejam mais proveitosos que este e que algum dos dois candidatos a candidato, apareça com propostas políticas que ajudem a esclarecer se no futuro teremos mais do mesmo ou se de todo este barulho sairá  algo novo e uma verdadeira alternativa.

 

 

Jorge Soares

Post Scriptum: Sim, eu sei, é melhor esperar sentado.


publicado por Jorge Soares às 22:21
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Seg
8 Set
2014

Paulo Bento

 

Imagem de A Bola 

 

É verdade que a derrota contra a Albânia foi um balde de água fria para muita gente, quem vinha criticando a selecção, Paulo Bento e a federação desde a eliminação precoce do mundial,  ganhou agora motivos para deitar cá para fora tudo o que lhe vai na alma e pelos vistos há muita gente com muita coisa para dizer.

 

A selecção portuguesa vale mais do que aquilo que se viu ontem, tem jogadores e qualidade para bater esta Albânia e atrevo-me a dizer que em dez jogos ganharia sempre sete ou oito, mas também é verdade que não tem o valor que tem conseguido mostrar nos últimos 15 anos, do meu ponto de vista o anormal não é acontecerem estas derrotas, o anormal é uma selecção com a base de recrutamento que há em Portugal e com um campeonato em que fim de semana sim, fim de semana também, 80% dos clubes tem mais estrangeiros que portugueses a jogar, possa ter chegado por várias vezes a estar entre as cinco primeiras do mundo.

 

A verdade nua e crua é que para além dos 25 ou 30 que tem sido chamados por Paulo Bento não há mais por onde escolher e apesar de haver quase sempre nas selecções mais jovens jogadores que prometem ter um futuro risonho, na altura em que deveriam chegar às equipas principais,  há sempre um brasileiro, um uruguaio, um argentino, um croata, um sérvio, um colombiano...., que apesar de ter a mesma idade e muitas vezes ter provado bem menos que o português,  é o estrangeiro  o escolhido e a jovem promessa que até tem largas dezenas de internacionalizações pelas selecções jovens portuguesas, termina emprestado a um clube grego ou turco qualquer, onde deixa de ser acompanhado e formado  e raramente se volta a ouvir falar dele.

 

Há muito que clame por uma renovação, quem peça a entrada de jogadores novos, mas eu pergunto, quais jogadores novos? onde jogam? Podem despedir o Paulo Bento e colocar lá quem quiserem mas a verdade é que no futebol como na vida não se fazem omeletas sem ovos nem equipas competitivas sem jogadores com tarimba.

 

Eu sei que é impossível porque existe uma coisa chamada união europeia e tratados internacionais com o Brasil e com meio mundo, mas Portugal só voltará a ter uma equipa competitiva quando limitarem no clubes portugueses, os grandes e os pequenos, o número de estrangeiros permitidos nas suas equipas desde a formação até aos seniores, até lá vamos voltar a ser uma selecção que de vez em quando até faz uns brilharetes, mas que irá perder algumas vezes com a Albânia ou com Malta e muitas vezes com as equipas de topo da Europa.

 

Estamos mal habituados é o que é.

 

Jorge Soares


publicado por Jorge Soares às 23:00
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Dom
7 Set
2014

Cães na praia

Imagem minha do Momentos e olhares

 

Aproveitamos que após a noite de tempestade o dia aqui em Setúbal acordou claro e soleado, para irmos dar um passeio até à praia de Albarquel, a meteorologia prometia chuva pelo que não havia muita gente.

 

O dia estava bonito e a água nem estava muito fria, à medida que se acercava o meio dia a praia ia ficando composta e havia até alguns turistas espanhóis que apreciavam a beleza do lugar.

 

Todo o mundo sabe que é proibido levar cães para a praia e por acaso em Albarquel até lá está o sinal bem à vista na entrada da praia, mesmo assim há quem se esteja a lixar para as leis e para as pessoas.

 

Íamos a passear junto à agua quando nos apercebemos de um senhor não com um mas com dois cães sem trela que corriam para lá e para cá entre quem descansava nas toalhas, as crianças que chapinhavam junto à água e os banhistas quem tomavam banho,  e até faziam as suas necessidades ali no meio do areal ao lado das crianças que brincavam

 

Tudo isto enquanto os nadadores salvadores estavam em amena cavaqueira junto aos toldos de aluguer. A minha meia laranja não resistiu e foi questionar porque permitiam que dono e cães se passeassem assim impunemente quando isso é proibido. A resposta foi esclarecedora, pelos vistos os senhor vai para lá repetidamente com os cães, já foi chamado à atenção várias vezes para o facto de não poder levar os cães para a praia e simplesmente ignora, os nadadores salvadores não podem fazer mais que chamar a atenção, já chamaram a policia marítima mais que uma vez mas esta demora tanto tempo que quando eles chegam já os cães e o dono foram para casa.

 

Tive pena de não ter levado a máquina fotográfica comigo, porque de certeza que teríamos aqui a imagem do animal que leva os seus cães para a praia sem trela e se ri das leis, das normas e do civismo.

 

Os turistas espanhóis devem ter achado imensa piada à praia de Setúbal onde os cães fazem as suas necessidades no meio das toalhas dos banhistas... além disso aqueles não eram os únicos cães na praia, havia mais gente com o cachorrinho a apanhar sol.

 

Quanto ao dono dos cães, de certeza que gosta muito de animais, mas está-se mesmo a ver que se está a lixar para as pessoas

 

E é assim o civismo neste país.... 

 

Jorge Soares


publicado por Jorge Soares às 22:53
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