Seg
1 Set
2014

A imagem dos tribunais

 

Imagem do Público

 

 

Se há coisa que sempre me impressionou foi ir a um tribunal e ver como os funcionários vivem  em pequenas ilhas rodeadas de papel, são mares e mares de processos que rodeiam tudo o que está à vista e que se acumulam em pilhas num aparente(??) caos organizado.

 

Numa altura em que tudo são bites e bytes, em que a informação se mede em terabytes e se guarda em centros de dados que estão algures no mundo e que tem o nome pomposo de "A nuvem", a justiça portuguesa continua a viver como há 30 anos atrás quando os computadores eram coisas de filmes de ficção cientifica.

 

Muita gente ficou escandalizada ao ver como durante os últimos 15 dias pilhas e pilhas de papel eram transportadas em camiões do exército, em carrinhas de empresas de transporte e até em vulgares carrinhas de caixa aberta sem sequer serem tapados.

 

Não sou dos que acham que não se devem fechar tribunais, não percebo é porque é que se fecham assim, de forma atabalhoada e de olhos fechados. Entendo que deve haver um limite para o numero mínimo de processos por ano, é evidente que não pode haver um tribunal em cada aldeia ou vila, mas também não se pode obrigar as populações a terem que se deslocar mais de 100 kms para irem a um julgamento.

 

Também não percebo porque é que se tem que fechar todos os tribunais no mesmo dia e muito menos porque é que se tem que fechar tribunais para abrir salas de audiência  em contentores obrigando funcionários a terem que se deslocar centenas de kms por dia enquanto terminam obras nos tribunais que no futuro os irão receber.

 

Será que não era de bom senso fazer-se tudo isto por fases, garantir que a aplicação informática que irá suportar tudo isto no futuro e que se espera venha substituir as toneladas e toneladas de papel que se gastam actualmente, esteja pronta e funcional para se fazer a mudança?

 

Será que não era mais inteligente fazer-se a mudança dos tribunais à medida que as obras que ainda decorrem fossem ficando prontas?

 

Porque é que se desloca funcionários centenas de kms para daqui a um ano os voltar a deslocar? Porque é que se gastam milhares e milhares de Euros em mudanças para coisas que se espera sejam provisórias?

 

A ministra da justiça e o governo querem apresentar obra feita, não percebem que o espectáculo está a ser esta reforma só mostra que nada disto foi pensado ou planeado e que em lugar de obra feita o que vai ficar é uma enorme dor de cabeça para todos os que tiverem o azar de ter que recorrer à justiça.

 

Jorge Soares


publicado por Jorge Soares às 22:31
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Dom
31 Ago
2014

Advogados

 

Imagem de aqui

 

A história vem narrada no Público, não explica tudo mas ajuda a perceber para além da desfaçatez e da falta de vergonha que por ái impera, como é que o país chegou à situação em que estamos.

 

Segundo a noticia um conhecido advogado convidou para almoçar um alto funcionário do estado, talvez para dar algum colorido ao almoço, fez-se acompanhar de duas advogadas do escritório para o que trabalhava. 

 

Dá-se o caso que o alto funcionário do estado presidia à alta comissão criada para acompanhar as contrapartidas oferecidas pela empresa que vendeu os dois submarinos a Paulo Portas, já quem fez o convite e as duas advogadas que deram colorido ao almoço, trabalhavam para a empresa de advogados que redigiu os contratos das contrapartidas.

 

Para quem já não se lembra,  as contrapartidas pelas que ainda estamos à espera, diziam respeito ao negocio de mais de mil milhões de euros que deixou ao país  dois submarinos que raramente saem das docas porque não há dinheiro para combustível ou manutenção.

 

O que é que no meio de tudo isto é a noticia? A noticia é que esse almoço no que participaram 3 advogados e um funcionário do estado, no qual segundo este não se trataram negócios e que não passou de amena cavaqueira, foi facturado ao estado como serviços juridicos na módica quantia de “1080 euros + IVA”

 

Não contente com facturar o almoço de amena cavaqueira, quando confrontada com a reclamação do estado por tão absurda factura, a mesma empresa facturou mais 45 minutos de um jurista pelo tratamento da reclamação, isto apesar de ter reconhecido o erro da factura inicial.

 

Definitivamente já não há almoços grátis... muito menos se mete empresas de advogados com falta de vergonha e o estado.

 

Jorge Soares


publicado por Jorge Soares às 22:20
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Sab
30 Ago
2014

 

 morte

 

 

Dizem-me fria, insensível, dura, porque não me espanto nem choro mais com a morte de alguém ainda que próximo. Não é bem assim. É lógico que sinto a dor da saudade quando um ente querido morre. O que não consigo é prolongar essa dor e, confesso, não entendo quem a prolonga. Entendo a tristeza, mas não entendo e não aceito o lamento. Lamentar a morte é não entender a vida.
Poderiam me perguntar: “e quando se enterra um amigo querido, um filho, uma criança, um pai ou mãe, um irmão? Você não lamentaria?” Não, não lamentaria. Claro que sofreria, mas não lamentaria como um dia já lamentei. Hoje encaro a morte como o final necessário de um ciclo, seja ele curto ou longo. A vida é sempre completa, dure ela um dia, um ano, um século. Vejo pessoas que morrem anciãs sem terem realmente vivido, como vejo outras que morrem depois de uma curta existência plenamente vivida. Nascemos todos com prazo de validade e, quando penso grande, percebo que, por mais que vivamos, não vivemos pouco mais que um século. Ora, o que são unidades, dezenas ou uma centena diante dos milhões de anos da existência humana na terra? Um grão de areia no oceano ou menos que isso. 
Uma vez ouvi um autor famoso dizer: “não tenho medo de morrer, tenho pena”. Pena de que? De deixar a vida? Não, não tenho pena. Imaginem a chatice infinda que seria viver se não soubéssemos que um dia morreríamos! Que incompletude, que “nonsense” um caminho que não tivesse fim! Ora, tudo na natureza tem começo, meio, fim e renovação, um ciclo interminável. Uma flor, por exemplo, nasce, desabrocha e morre. Qual seria sua graça se não houvesse a possibilidade de outra nascer no seu lugar? Se fosse sempre ela a estar ali? Um tédio, convenhamos. Além do mais, parece-me justa, razoável e salutar, a conclusão de que precisamos morrer para que outros nasçam, assim como outros morreram antes para nos ceder o lugar.

Há aqueles que dizem não terem medo da morte propriamente dita, mas da doença que a precede. Pensem bem, quando estamos doentes a vida perde muito da sua graça, pelo menos para mim. Na doença, a ideia de morrer é muito menos apavorante, já que o que se quer é que a dor ou o mal estar passe a qualquer custo. Uma dor de cabeça intensa, por exemplo, dá-me vontade de fechar os olhos para o mundo. Tomo comprimidos fortes o suficiente para me aliviar e me fazer dormir. Dormir... Eis a palavra chave!
Lembram-se de Shakespeare? “... Morrer... dormir... mais nada... Morrer... dormir... dormir... Talvez sonhar...” Para mim, essa passagem de Hamlet funcionou como um clarão e foi um dos motivos que me fez perder o medo da morte: se morro e não há sonhos, será o nada e nada saberei. Se sonhos houver, ainda que ruins, estarei no lucro.
Não pensem que aceitando a morte com essa naturalidade, estaria desvalorizando a vida. Muito pelo contrário. Considero a vida um milagre maravilhoso e, como tal, não canso de maravilhar-me, deslumbrar-me com ela. Por isso mesmo, eu a vivo de forma intensa. E o faço porque encaro a morte sem medo, pensando sempre na sua possibilidade iminente, com a percepção real de que morrer é natural como viver. Posso, assim, entender melhor aquele negócio de viver o dia de hoje como se fosse o último. Ah, a vida! A vida - nela contida a morte - é fruto de um acaso poderoso! Não é por acaso que o acaso tenha tanta força sobre nós, pois por causa dele é que existimos, já dizia um autor antigo. 
Não, não há porque temer a senhora da foice. Não, não tenho medo de morrer, nem pena. Medo por quê? Pena por quê? Acho a morte fascinante, afinal ela faz parte dessa coisa fascinante que é a vida.
Cheguei a essas conclusões por volta dos trinta anos. Até então só conhecia a morte por ouvir dizer, tão longe de mim distante andava. Manejava sua foice com parentes e conhecidos longínquos. Quando resolveu se aproximar, foi de tal forma abrupta e repentina que me chocou deveras. Sem mais nem menos, levou minha melhor amiga num acidente estúpido. Uma hora antes, ríamos escancaradas e intensamente para a vida. Uma hora depois, minha amiga não mais existia, esmagada que fora sob as ferragens de um carro. Foi nessa época que parei para pensar a morte e pensar seriamente sobre a precariedade da vida, mesmo porque, depois desse primeiro contato, a morte se aproximou inúmeras vezes, levando pais, irmãos, parentes e amigos.
A princípio, como quase todo mundo, tentei me socorrer com a ideia religiosa de vida depois da morte, promessa de todas as religiões do mundo, mas nada nesse sentido me satisfazia. Se estávamos certos do renascimento, soava-me incoerente tanta tristeza e luto. Deixei de lado essa ideia e parti em busca de outras respostas¸ procurando entender porque tememos e nos chocamos tanto com a única certeza da vida. Procurando entender porque vivemos como se a morte não existisse, não pelo menos até que ela se avizinhe. Nessa busca, observava o mundo, lia, pensava, meditava. De tanto filosofar, um dia percebi que não mais a temia. E não a temia porque a entendia e, oh prazer supremo, estava livre. Sim, porque quando se entende a morte consegue-se a liberdade. Filosofar é aprender a morrer, disse Montaigne.
Bem, vocês devem estar se perguntando aonde eu quero chegar com esse discurso. Pra falar a verdade, eu também não sei. À parte a falta de assunto, talvez uma tentativa de aplacar a ansiedade que sinto pelo resultado do Raio X que fiz ontem do tórax. Sou uma fumante inveterada e estou em pânico, sem saber o que conterá o laudo médico... Oops!
Aiaiai... Mas se cheguei a tantas conclusões, que medo é este que sinto agora diante de um resultado clínico? O que foi mesmo que Montaigne disse? Que filosofar é aprender a morrer? Será mesmo? Não e não, meu querido filósofo, não há filosofia no mundo que nos ensine a morrer. Não há quem, diante da morte iminente, consiga encará-la com naturalidade. Não há mãe que enterre seu filho sem se desequilibrar, sem levar para sempre um vácuo no coração. Não há filho que enterre seu pai sem que o chão lhe falte durante muito tempo. Não há quem não precise de muletas quando um grande amigo se vai. Não há filosofia que nos console nessas ocasiões. Filosofar é uma coisa, Montaigne, vivenciar é outra bem diferente. E, no entanto, nada mais certo, lógico e natural que morrer. Ah, a contradição humana! Eis um tema sobre o qual preciso me debruçar. Preciso ler, observar e meditar seriamente sobre isso...

Cecília Maria De Luca

 

Retirado de Samizdat


publicado por Jorge Soares às 21:26
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Qui
28 Ago
2014

Racismo Não

 

Retirei o seguinte texto do Blog Manel de instruções, é daquelas coisas que me faz mesmo subir a mostarda ao nariz, em primeiro lugar porque cresci rodeado de gente de todas as origens, cores e  credos, para mim o racismo é o comportamento pessoas que passam por idiotas mas que na realidade são um perigo para a sociedade, segundo, porque como pai de duas crianças mulatas, isto não está livre de me acontecer... quer dizer, isto de certeza não me acontecia, porque ao primeiro sintoma eu ia de resolver o assunto, a bem, ou mal.

 

Escrevo este post de lágrimas nos olhos!

 

A descriminação racial é condenada pela Constituição. 

 

Estamos em 2014! 


Estamos em 2014 e tenho a filha de uma amiga a sofrer de Bullying porque tem uma cor de pele diferente!


A cor da pele! A merda da cor da pele!


Esta menina foi adotada por uma das pessoas mais humanas e boas que eu conheço. Uma Mãe coragem!


E Mãe coragem porque, sozinha, educou esta criança (agora adolescente) e, tem estado a lidar com situações que lhe fogem ao controlo de Mãe. E o que isso faz doer o coração!

 

A Escola que frequenta, que devia ser um porto de abrigo, é onde se passam todas estas situações.


“sai daqui preta de merda. O raio da preta cheira mal…” são alguns dos exemplos do que esta adolescente tem que se confrontar.


Ela quis sair daquela Escola. Os colega aplaudiram a iniciativa. Os que se mostraram "amigos", pediram anonimato, com medo de represálias.


Desde finais de Maio que não ia às aulas, aparecendo apenas para fazer os testes. Não estavam reunidas as condições para que ela se mantivesse na escola sem sofrer ofensas morais, ou físicas.


Nunca chumbou um ano e o seu progresso desde o ano em que entrou na Escola tem sido felicitado pelos docentes e psicólogos.


A minha amiga, como grande Mãe e Ser Humano que é, nunca em momento algum pediu para que as colegas sofressem algum tipo de castigo, que fossem expulsas, que fossem suspensas. Pretendia apenas e somente tirar um ensinamento que a crueldade e a descriminação não devem ser toleradas pela Escola.

 

A minha amiga e a filha foram ameaçadas de morte se ela não mudasse de escola!

 

Os pais de alguns alunos ameaçaram professores que, caso tomassem o partido da vítima, tudo fariam para que fossem expulsos do Ministério da Educação.

 

Esta adolescente, que devia estar a viver os melhores anos da sua Juventude, vai ter que mudar para uma outra Escola. 


Aos anormais que fazem da vida desta menina e de tantos outros por aí num Inferno: "Karma is a Bitch!"


Abraço daqueles de horas e beijinhos no coração a estas duas pessoas que amo, profundamente!

 

De Aqui

 

Infelizmente a pessoa que escreveu o texto e que não conheço, não identifica a escola ou a cidade, já lá deixei um comentário e peço a todos os que passam por aqui que por favor façam o mesmo, vão lá e peçam à pessoa que identifique a escola e os energúmenos que assim se comportam, porque essa é a única maneira de evitar que estas coisas aconteçam com outras crianças e outros seres humanos... o nosso silêncio é cúmplice.

 

Jorge Soares


publicado por Jorge Soares às 22:01
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Qua
27 Ago
2014

Ela

 

 

Estava previsto que hoje ia falar do assunto, nem de propósito, a meio do jantar o N. saiu-se com o seguinte:

 

-Estivemos a combinar, eu e os meus amigos vamo-nos reunir lá em baixo para nos molharmos com baldes de agua?

-Desculpa?, a propósito de quê?

-Alguém disse no Facebook que era giro fazer-mos isso porque há muita gente a fazer....

 

É nestas alturas que percebemos que a mensagem não está a passar ou está a passar de forma errada. É claro que depois de garantir que ele percebe que há um motivo por trás dos banhos, o proibi de fazer tal coisa, a água não é para se desperdiçar por nada, se ele quer participar que vá ao mealheiro e pegue em dinheiro para doar, mas nada de água vertida.

 

Um destes dias um artigo do El país tratava o assunto, na Espanha onde não há famoso que não tenha despejado água pela cabeça abaixo, até agora a campanha rendeu uns míseros (SIC) 30.000 Euros, é que há muita gente a despejar água porque é giro, mas muito poucos a puxar os cordões à bolsa.

 

O objectivo original da coisa era ao mesmo tempo que se chamava  a atenção para uma doença terrível, recolher fundos para ajudar os doentes que dela sofrem e para a investigação que leve à sua cura.

 

Há países como o Brasil onde fica bem juntar lado a lado a fotografia do banho e a do comprovativo da transferência bancária do donativo à associação dos doentes. Em Portugal, tirando um ou outro caso raro, ninguém faz menção aos donativos e apesar de haver quem fale na doença, ninguém fala da associação que por cá representa os doentes.

 

Há até quem, como o presidente do Sporting, se aproveite do assunto para mandar bicadas numa clara falta de respeito pela campanha, pelos seus objectivos e pelos doentes. Segundo percebi o senhor não queria participar e foi obrigado, mas perdeu uma excelente oportunidade para estar calado.

 

Já agora alguns esclarecimentos:

 

O que é a ELA? 

 

- A ela é a esclerose lateral amiotrófica, um doença rara e até agora incurável que sofrem pessoas de todo o mundo,  é uma doença neurodegenerativa progressiva e fatal, caracterizada pela degeneração dos neurónios motores, as células do sistema nervoso central que controlam os movimentos voluntários dos músculos, e com a sensibilidade preservada. Os doentes vão perdendo a capacidade de controlar os músculos mas não perdem as suas capacidades mentais. Entre os doentes estão pessoas brilhantes como  o Zeca Afonso ou Stephen Hawkins.

 

Há uma associação em Portugal que represente os que sofrem esta doença?

 

- Sim, chama-se APELA, e tem um site

 

Como podemos ajudar?

 

- Fazendo-se sócios  da APELA. A quota mínima anual é de 30 euros;
- Fazendo um donativo através do NIB/IBA da APELA ou enviado um cheque ou vale à ordem da Associação;
- Cedendo 0,5% do vosso IRS liquidado (sem qualquer custo para vocês). Basta indicar o NIF da APELA no anexo H, quadro 9, campo 901. O NIF é o 504 064 592;

- Doando ajudas técnicas de que já não necessitem (cadeiras de rodas, andarilhos, camas eléctricas, colchões ou almofadas anti-escaras, cadeiras de banho, equipamentos para comunicação aumentativa, etc.)

 

 

NIB para donativo: 0007.0369.00030460006.16

IBAN: PT50 0007 0369 0003 0460 0061 6

SWIFT/BIC: BESCPTPL 

 

Morada: Rua Al Berto lote 18, loja A e B, 1900-918 Lisboa

 

 

E por favor, se querem continuar a fazer figuras tristes e a gastar água, pelo menos garantam que se passa a mensagem certa e mão se esqueçam que o desafio não é só tomar banho, é também fazer um donativo.

 

Jorge Soares


publicado por Jorge Soares às 22:15
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Dom
24 Ago
2014

The crow

 

The Crow

Descrição da banda

 

O Projecto “THE CROW” consiste num invulgar grupo de cordas e bateria, desde logo pela sua formação. As sonoridades de violinos, violoncelo (duas mulheres e dois homens) e bateria permitem descobrir todo o potencial artístico da música electro-acústica. A nova banda tem um espectáculo versátil e original, que permite aliar no palco actuações bem ao estilo do quarteto de cordas feminino "Bond" de Inglaterra e dos portugueses "Corvos". Os "The Crow" prometem extasiar o público com a sua energia contagiante!

 

“THE  CROW”

Tocam versões das melhores bandas internacionais de música moderna – XUTOS E PONTAPÉS, U2, Muse, Madonna, Guns n’ Roses, The Rolling Stones, The Doors, Red Hot Chilli Peppers, The White Stripes, Coldplay, e apostam na interpretação dos temas sensação do Verão do house mais comercial, bem como no improviso em pano de fundo dos mais recentes hits da música electrónica. Tocam ainda originais de Nuno Flores. O primeiro CD da banda tem data prevista de lançamento ainda durante o corrente ano.

A envolvência sensorial com o público ganha um novo fulgor místico pelo ambiente do negro romantismo, aliando castiçais, velas e veludos em cada actuação do grupo. Na estação mais quente, o cenário transforma-se e o branco impera nas vestimentas, para uma maior frescura e vivacidade tão características da sensualidade das noites de Verão.

 

Fonte The crow

 

 

 

Ainda não estou bem refeito da volta das férias.... mas  já por vcá ando.

 

Jorge Soares


publicado por Jorge Soares às 21:48
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Ter
5 Ago
2014

Fechado para férias

 

Imagem gamada algures da internet

 

 

Pois é, também me calha, eu e o blog voltamos no inicio de Setembro... ou antes, se me apetecer.

 

Cá por casa férias são longe de computadores, telemóveis, televisão, são mesmo férias, caminhadas, passeios pela natureza, muita leitura  e descanso.

 

Por agora vou ali preparar as coisas, ver se cabe tudo no carro e se não me esqueço de nada, depois é partir, por aí, rumo a lugares verdes, frescos e com a água do mar com temperatura de jeito....

 

Volto em Setembro, com certeza com novidades sobre parques de campismo de jeito, sobre lugares bonitos para se passear e bons livros para se ler.

 

Fiquem bem.

 

 

Jorge Soares


publicado por Jorge Soares às 22:18
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Seg
4 Ago
2014

Henricartoon

 

Imagem do HenriCartoon

 

Na sexta feira passada eu perguntava "Quanto tempo dura o BES?", ainda nem tive tempo de responder aos comentários do post, mas a resposta não demorou, tal como eu previa no fim do post, o BES já era!

 

Ontem era dia de encerramento da Feira de Santiago em Setúbal, e encerrou em grande com um concerto de Pedro Abrunhosa que terminou madrugada dentro, não ouvi a declaração de Carlos Costa nem os diversos comentários dos economistas, sei que há neste momento opiniões para todos os gostos, há quem aplauda a solução e quem ache que simplesmente se deveria ter deixado o banco falir.

 

Depois de tudo o que já ouvi e li, continuo na minha, deixar falir o segundo maior banco do país seria o mesmo que convidar a Troika a vir cá passar o natal, as consequências para o estado e para a economia seriam de tal ordem que o melhor era arranjar casa para os senhores da Troika se mudarem para cá por muito tempo.

 

Não sei se a solução encontrada será a melhor ou não, mas não tenho dúvidas que será de certeza muito melhor que deixar milhares e milhares de pessoas com contas e créditos penduradas num banco falido.

 

quem ache que se deveria deixar falir e usar a fortuna da família Espírito Santo para pagar, esquecem-se que essa fortuna estava na sua maior parte nos 20% que eles tinham no BES, 20% que há três meses equivaliam a quase 2 mil milhões de Euros e que agora valem 0. É claro que eles tem mais bens, mas a verdade é que esses outros bens valem migalhas em comparação com o dinheiro e os créditos que existem no BES.

 

Encontrada a solução, resta agora apurar responsabilidades, não só as responsabilidades criminais de quem com uma gestão e decisões fraudulentas, levou o banco a esta situação, mas também as responsabilidades de quem deveria supervisionar e evitar que isto chegasse a este ponto e que pelos vistos esteve a olhar para outro lado durante anos. 

 

Como é que com tudo o que está a aparecer agora, o BES conseguiu passar com boa nota nos testes a que foi submetido há bem pouco tempo?

 

Depois do que aconteceu com o BPN e agora com o BES, a questão que se coloca e que seria bom que alguém respondesse é: Para que serve o Banco de Portugal?

 

Jorge Soares


publicado por Jorge Soares às 23:49
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Sab
2 Ago
2014
Voar
Gira o copo entre os dedos e o resto de líquido amarelo se agita em redemoinho. É o último gole do whisky roubado do pai. A garrafa atirada no tapete pinga o fim da bebida formando uma pequena poça, suficiente para encher a sala de um cheiro adocicado que faz arder o nariz. Mas Augusto nem repara mais. Tem a garganta aquecida e uma vontade constante de vomitar. E de morrer. O que vier primeiro está de bom tamanho para ele, parado no canto da ampla janela do oitavo andar, nu, a cabeça encostada no vidro há mais de três horas. Augusto olha o mais para baixo que pode e acompanha o movimento dos carros da direita para a esquerda, da esquerda para a direita, da bifurcação para longe, e imagina que bonito seria se pudesse voar, dali, e pousar no topo da antena telefônica que fica atrás do posto de gasolina. Só para sentir o sol nas costas e o vento nos joelhos enquanto observa o trânsito de uma distância em que o silêncio abafa as buzinas e suas ideias feias. 
 
Augusto acha que tem ideias feias. Ele próprio, de fora, não é feio inteiro. As orelhas de abano se disfarçam muito bem entre os cabelos desalinhados e compridos. Os lábios grossos, rosados, e os grandes olhos castanhos compensam com sobra a perna ligeiramente mais curta do que a outra. Ele escorado numa parede, ninguém diz. Faz um tempo, aparecem na cabeça de Augusto uns pensamentos-apito, daqueles que soam de repente e depois estancam, como que produzidos por um sopro forte. Não são iguais, mas tem por constância o objetivo de dolorir. Se Augusto se demora em pensar, quer explodir o açougue do João com garrafa de álcool gel e fósforos longos; quer cortar os tornozelos do padre com a tesoura de podar; quer vazar os olhos da diarista com a agulha de costura da mãe, depois de cavoucar a mãe pelo umbigo com a faca de churrasco; quer ver pane no semáforo para os carros baterem de frente; quer martelar a testa do vizinho enquanto ele dorme. Quereres que não cessam. 
 
Desde ontem cresce uma vontade nova, finalmente um pensamento para si. Já entendeu que precisa escrever e vai usar a pele em lugar de papel. O que registrar ainda não decidiu. Uma carroça carregada de areia grossa e pedra brita cruza a rua e some na esquina. De onde está, vê com nitidez a cola preta abanar enquanto o cavalo caga verde no asfalto. Que bonito seria se pudesse voar e pousar entre as orelhas do animal, cogita Augusto, que bonito. O copo já vazio escorrega das mãos e se estilhaça no piso frio. Os cacos transparentes estão por toda parte. Augusto, descalço, não se move: paralisa. Quer dominar o desejo absurdo de sambar que o inunda, hoje eu vou tomar um porre não me socorre que eu tô feliz. Não consegue. Samba. Samba feito passista nascida e criada em barracão do Rio de Janeiro. Que bom seria se pudesse voar e desprezar os pés que agora ardem, ardem, ardem. Então cata um pedaço pontiagudo de vidro e risca, começando entre os mamilos em direção à barriga, “Que bom seria se pudesse voar”. O sangue escorre pelas pernas. Augusto se afasta da janela uns cinco passos. Convencido de quão bonito é ser livre, toma impulso, corre, atravessa a vidraça e voa.

 

Andréia Pires

Retirado de Samizdat

 


publicado por Jorge Soares às 21:16
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Sex
1 Ago
2014

Bes

 

 

Imagem do Henricartoon 

 

Há uns 15 dias o Banco de Portugal assegurava que não havia problema nenhum com o BES, o problema era só mesmo com o GES, uns dias depois já diziam que afinal poderia haver algum problema mas que o banco tinha dinheiro mais que suficiente para tapar o buraco, com a entrada dos novos gestores a mensagem passou a ser que se esse dinheiro não chegasse haveria gente com vontade de investir no banco para tapar o buraco.

 

No inicio desta semana o buraco chegou aos 3500 milhões, hoje já se fala da intervenção do estado e já há quem diga que os mais de seis mil milhões que restam do acordo com a Troika não vão ser suficientes, começo a ter medo do que virá a seguir... será que o BES dura até ao fim da semana que vem?

 

Comparado com o BES o BPN era muito pequeno e é difícil saber onde está o fundo do buraco financeiro que restou depois da nacionalização, não sou economista e tenho algumas dificuldades em imaginar quais seriam, para o país e para todos nós, as consequências da falência do segundo maior banco do país.

 

Há quem aposte que a nacionalização vá acontecer brevemente, há quem grite a todo pulmão que o estado não deve meter as mãos nas asneiras dos privados e que deverão ser estes a pagar os prejuízos. Eu acho que deixar o banco falir está fora de questão, para além de que teria sempre que ser o estado a cobrir os depósitos até cem mil euros, as consequências na economia seriam de tal forma graves que teríamos de certeza a troika de volta antes do natal.

 

Com tudo isto, já seja pela nacionalização ou pela falência, o BES já era, resta saber quanto tempo demorará a ser tomada a decisão e ditada a sentença.

 

Jorge Soares


publicado por Jorge Soares às 23:33
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