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bullying.jpg

 

 

Bullying é um termo inglês utilizado para descrever actos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo (bully ou "valentão") ou grupo de indivíduos com o objetivo de intimidar ou agredir outro indivíduo (ou grupo de indivíduos) incapaz(es) de se defender. Também existem as vítimas/agressoras, ou autores/alvos, que em determinados momentos cometem agressões, porém também são vítimas de bullying pela turma.

 

retirado da Wikipédia

 

 

Este é um tema que andava por aqui a pairar há uns tempos, mas há coisas sobre as que não é fácil falar. Sempre fui um miúdo tímido e com falta de confiança, eram outros tempos em que o recreio era o mundo à nossa volta,  a escola ficava a mais de um Km e íamos a pé. Era o mais tímido, o que tinha menos jeito para as brincadeiras e isso tornava-me muitas vezes na vitima....  Com o tempo fui crescendo e aprendendo, a timidez cresceu comigo, mas chegou uma altura em que aprendi que havia uma maneira de enfrentar o assunto.... e eu enfrentei.

 

Um dia, no primeiro ano do liceu fartei-me, estava a ser gozado por um rufia com fama de mau e enfrentei-o, as coisas quase chegavam a vias de facto ali mesmo nos corredores do Liceu, os meus colegas não deixaram, mas a coisa ficou combinada para a rua depois da hora da saída.

 

Passei o dia com a esperança que o outro esquecesse o assunto, mas ele tinha sido enfrentado e não ia esquecer tão facilmente, à saída lá estava ele... e muita gente à volta. Não o deixei pensar, mesmo antes que ele dissesse o que fosse,  levou um murro na cara que quase o deitava abaixo, é claro que veio para cima de mim, mas já não havia nada a fazer, aquele murro em cheio e em frente a meia escola que esperava a minha humilhação, resolveu o assunto, aquela luta tinha sido ganha por mim. Com aquele murro ganhei o respeito dos outros, mais ou menos uma vez por ano lá tinha que enfrentar alguém para lhes recordar que para além da timidez havia algo mais.

 

De vez em quando lembro-me desse dia, acho que os meus pais nunca souberam esta parte, mas a minha mãe continua a recordar-se de mim na escola como o filho que deixava que os outros lhe batessem, e de vez em quando diz aos meus filhos para não serem assim.... 30 anos depois a mim continua a custar-me, há coisas que deixam marcas muito profundas.

 

Hoje uma noticia no telejornal recordou-me como pode ser real este sentimento, em Mirandela uma criança desapareceu no Rio Tua, os amigos falam de Bullyng e de suicídio. É assustador que estas coisas possam acontecer, sei que como pais pouco podemos fazer, normalmente as crianças não falam, resta-nos estar atentos. 

 

Mas a própria escola deve estar atenta a este tipo de situações, o Bullying torna o ambiente escolar problemático, as crianças tornam-se ansiosas e criam aversão às aulas, aos colegas e à escola em geral.

 

Devem ser criadas e tomadas as medidas necessárias por parte das entidades responsáveis. Deverá ser envolvida toda a comunidade escolar de modo a que exista um  convívio saudável e equilibrado, ou seja, para a formação de uma cultura de não-violência na escola, e de uma forma mais geral, na sociedade.   

 

 Link para a noticia da RTP

 

 

Jorge Soares

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publicado às 21:27

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18 comentários

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De xana a 02.03.2010 às 23:57

Eu também fui vitíma de bullying na escola, de formas diversas, até por volta do 15 anos. Certo dia já farta de ouvir um gozão sempre na carteira de trás a gozar-me de cada vez que eu dizia algo, não fui de meias medidas, voltei-me para trás e chamei-lhe palhaço de forma grosseira, alto e bom som, em frente de toda a turma. Escusado será dizer que a turma toda gozou com ele, por eu lhe ter chamado palhaço. Remédio santo, tempos depois falava-me como se sempre tivesse sido meu amigo, e ainda teve o azar de ficar no meu grupo de trabalhos durante uns tempos. Depois desse dia, nunca mais ninguém se meteu comigo. Por causa do bullying, eu fui uma garota cheia de complexos, por ser magra, por falar muito, por ser como era, eu própria tal como ainda sou hoje. Os complexos deixei-os para trás, eu sou como sou e quem não estiver com isso, só tem duas soluções, ou gosta... ou gosta, lol.
Os miudos conseguem ser tão cruéis com os outros, e se alguns partem para a briga, outros há que se fecham em si próprios, o que acaba por lhes criar complexos muitas vezes. Na escola será escusado esperar que algo mude, hoje os professores não fazem nada contra estas situações, por dois motivos: uns porque não querem e outros porque não os deixam.
No meu tempo, a minha mãe ia à escola dar autorização à professora para me puxar as orelhas ou até dar uma estalada se eu me portasse mal. Hoje os professores são ameaçados só por chamarem um aluno á razão. Os alunos sentem impunidade, e cada vez se tornam mais violentos, quer verbal ,quer fisicamente.
bjks
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De Jorge Soares a 03.03.2010 às 22:29

Olá Xana

É difícil fazer mudar as coisas, mas é mais difícil olhar para o lado e fingir que esta criança não morreu... Muitos de nós passamos por isto, e precisamente porque passamos e deixou marcas, é que não podemos permitir que continue a acontecer.

Beijinho
Jorge
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De marta a 03.03.2010 às 01:09

Em primeiro lugar parabéns pelo tema! Vou deixar um comentário um bocadinho longo, peço desculpa.

Eu cresci bastante isolada de outros miúdos, vivia na província, numa casa de campo, antes ainda de ir para a escola primária tinha uma amiga, uma vizinha, que vivia a cerca de meio Quilómetro. Um dia ela mudou-se para a vila e eu fiquei mais sozinha, mas soube que ela tinha ido viver ao lado da minha tia e fiquei contente, eu ia muitas vezes a casa da minha tia e podia brincar com ela, pensei, acontece que quando fui ela disse-me que não podia brincar comigo porque eu era campónia e ela já não era minha amiga. Não sei se cheguei a chorar, mas sei que foi das últimas vezes que me calei. E a última vez que falei com ela, embora tenhamos feito o ciclo e o secundário na mesma escola. E foi também das últimas vezes que tive vergonha dessa minha condição de campónia, que hoje é para mim um orgulho e uma espécie de bandeira.
Na escola primária era muito tímida, pequena, magra, frágil, cheia de medos e complexos, mas queria ser aceite, e ser aceite por vezes tem o seu preço. Havia três irmãos muito pobres lá na escola e eu e uma amiga gozávamos com eles, éramos bastante cruéis. Eu era pequena magra frágil e estúpida. Não sei sequer se eles chegaram a fazer o ciclo ou se os pais os tiraram mesmo da escola... sei que nunca os esqueci... e que nunca em momento algum alguém me chamou à razão. A professora ou não via ou fingia que não via e os meus pais nunca imaginaram sequer... mas essa crueldade ainda hoje me atormenta, dos três creio que só um ainda está vivo, quero acreditar que a minha maldade nada teve a ver com a infelicidade deles, mas não sei e esse é um dos meus fantasmas.
Depois no ciclo eu continuava pequena e magra, mas era também refilona e tinha o nariz empinado, por isso não fui vitima e ouve quem o tentasse mas sem êxito. Tinha sempre resposta na ponta da língua e lutava com as armas que tinha. Passei por diversas alcunhas, "caixa de ossos", "Rosa Mota" (porque era boa de corrida), "formiga fenómeno", enfim, umas quantas, mas eu percebi cedo que a minha timidez, que cresceu e vive comigo podia ser combatida e manipulada com o humor. Eu entrava em qualquer lado, morta de medo, então fazia uma graçola, riamo-nos todos e eu ficava no comando da situação. E ter o comando por vezes também tem os seus quês...
Tirando os 3 irmãos não fiz nada de grave, se o tivesse feito lembrar-me-ia, porque eu tenho uma consciência que vive comigo, fiz só o que tinha a fazer para sobreviver. Não era a heroína nem a terrorista lá da escola, mas também ninguém se vinha meter comigo. No sétimo ano escolhi mecânica e electricidade, áreas em que fiquei até ao 12º ano. Era a menina no meio dos rapazes e para conquistar o meu lugar dei um ou dois murros e fiz um ou dois sagrarem do nariz, tudo mais que merecido, depois disso... não tive muitos namorados é certo, mas eu falava e eles baixavam as orelhas, mais, aprendemos a respeitar-nos e a gostarmos uns dos outros, formámos uma espécie de família, ficámos irmãos...

Este comentário todo para dizer que eu sei o que é estar dos dois lados e estar do lado “agressor” também é traumatizante e também deixa marcas... mas parece-me que o meu tempo era uma brincadeira, um doce comparado com os dias de hoje. É um assunto sério, grave, que deixa marcas e é bastante ignorado. Os pais devem estar atentos sim, mas é fundamental que os professores também estejam!
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De Jorge Soares a 03.03.2010 às 22:34

Olá Marta

Não tens que pedir desculpa por nada, o teu comentário é muito esclarecedor, porque dá para ver que ficam mesmo marcas e não só em quem sofre.

Morreu uma criança Marta, uma criança que há um ano já tinha estado internada depois de ter sido agredida, agora nem a escola nem a associação de pais sabiam de nada, como é que é possível? Sim, temos que estar atentos e lutar para que estas coisas não aconteçam.

Beijinho e obrigado pelo teu comentário.

Jorge
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De Abigai a 03.03.2010 às 10:54

Olá Jorge, por acaso até é um assunto que me assusta muito. O meu Gabriel apesar de hiperactivo é muito tímido e deixa-se levar facilmente pelos outros miúdos, embora se o provocarem muito parta para a luta com alguma agressividade, mas isso só se for de tarde, por de manhã, sob o efeito da medicação é menos compulsivo. Por enquanto, e ainda no 4º ano, tem colegas que gostam muito dele e até o protegem dos mais agressivos, mas receio muito a entrada para o 5º ano. Nessa altura será dos mais novos e no meio de muitos mais. Além disso, nunca fala connosco dos seus problemas, venho sempre a saber pelos colegas ou professora, conversamos muito e tento fazer-lhe ver que pode falar connosco e que até lhe faria bem, mas é muito fechado. Quando fica ainda mais agressivo em caso do que o habitual é que percebemos que alguma coisa de passa. É ainda muito imaturo para a idade, e poderá ser um alvo fácil.
Hoje em dia, este fenómeno, embora já exista há muito anos, é muito mais violento do que no meu tempo, e os meios de comunicação actuais - telemóveis e internet, pioram a situação para as vítimas. Por outro lado, não me parece que, regra geral, os pais ou professores estejam suficientemente atentos. Os professores chegam a ter receio em falar com os pais dos agressores porque estes defendem sempre os filhos e não admitem serem chamados a atenção. Há na escola do Gabriel alguns casos destes, felizmente não na turma dele, mas existem. Pais que não admitem que os professores se queixem dos filhos ou dêm notas baixas aos filhos, e isto só no 1º ciclo, o que será mais tarde. Os filhos aprendem assim a safarem-se impunemente dos maus tratos que infligem aos colegas e a "mandar" nos professores.
A culpa não será só dos pais ou professores, é talvez um conjunto de situações, a vida atribulada das famílias, etc., mas é de facto um problema actual e difícil de resolver.
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De Jorge Soares a 03.03.2010 às 22:36

Olá

A culpa não será de ninguém especificamente, mas é um bocadinho de todos nós, que sabemos que isto pode acontecer e não fazemos nada... mas algo tem que ser feito, esta criança não pode ter morrido em vão.

Beijinho
Jorge
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De Leamar a 03.03.2010 às 14:16

Realmente hoje em dia está cada vez mais difícil ser-se pai, ser-se filho, estar de bem com o espírito e tornar-se num santo!!!
Da minha esperiência não posso adiantar grande coisa. Sempre fui muito "invisível" na escola. Por vezes nem os professores davam por mim. Chegava-se a meio da ano e ainda mal sabiam o meu nome! Talvez por ter um low profile nunca me considerei nem vítima nem agressora...penso eu de que!
.
.
.
Pensando um pouco melhor, também poderá ter sido por andarmos em bando. Passo a explicar: eu, a minha prima S., o meu primo C. e o meu primo F. andávamos sempre juntos. Éramos vizinhos e na escola fomos sempre companheiros de turma uns dos outros. Para não dizer que o meu mano N., e o nosso vizinho R. eram dois anos mais velhos que nós e portanto nossos protectores lá na escola. Já o meu primo mais velho L., irmão da minha prima S, era uma espécie de lenda viva da escola que frequentávamos! Penso que por ter chumbado muitas vezes...e andar sempre na maior.
Bem como não adianto praticamente nada à questão vou parar por aqui antes que soletre o alfabeto todo.
Mas antes de acabar...se alguma vez souber que a minha menina faz mal a alguém gratuitamente será certamente castigada! Sem dúvida...
E se souber que alguém lhe anda a fazer mal, terá de me prestar contas! Não é por ser um miudo(a) que eu não quero uma explicação... Porque coisas de miudos não é certamente violência e perseguição gratuita!
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De Jorge Soares a 03.03.2010 às 22:39

Olá

Quando eu voltar a ser pequenino também quero ir para a escola assim protegido como tu ias

Por vezes dou por mim a pensar que se sei que isto está a acontecer com um dos meus filhos.... não vai haver quem me impeça de resolver o assunto..seja como for.. e sabes, isso assusta-me.

Beijinho
Jorge
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De Leamar a 03.03.2010 às 15:13

Um lapso linguístico...
Não é ESPERIÊNCIA obviamente...mas EXPERIÊNCIA!!

Tenho de começar a rever o que escrevo!
Sorry.
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De Jorge Soares a 03.03.2010 às 22:40

Tu e eu.. que é uns atrás dos outros nos comentários .. nã te preocupes, ninguém viu

Beijinho
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De Anónimo a 03.03.2010 às 20:27

Todos nós fomos vitimas desta paneleiri... que agora tantas preocupações dá..

Há 20 anos, quando ia para casa à meia noite, tinha de andar mais 1 km para não passar em frente aos drogados que estavam à porta da farmácia.

E aí de mim que fosse queixinhas, sujeitava-me a ficar de castigo. Castigos sempre duros que normalemente oscilavam entre 15 e 30 dias sem sair de casa...

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De Anónimo a 03.03.2010 às 20:28

Desculpa Jorge, esqueci-me de me identificar.

O irrascível Mário Gomes

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De Jorge Soares a 03.03.2010 às 22:41

Sim, a maioria de nós foi vitima de uma ou outra forma.... e precisamente por isso nos devemos preocupar, porque os nossos filhos não tem porque passar pelo mesmo.

Jorge
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De Miss Pepper a 03.03.2010 às 20:35

Este é um dos pesadelos que existem há imenso tempo mas que só agora parece ter um nome. Acho que é um receio que todos os pais têm quando os filhos vão para a escola, pelo menos hoje em dia, e pelo qual muitos de nós passamos. Eu tinha uns "amigos" que não me davam descanso mas não sei dizer se seria bullying. Um dia conto num post.
O bullying é um flagelo assustador e que pode ter desfechos terríveis como a morte. é preciso procurar soluções mas parece que não se tem feito muito... digo eu!

Beijinhos!
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De Jorge Soares a 03.03.2010 às 22:43

Olá

Parece que não se tem feito nada...e morrem crianças por isso.. é muito triste

Beijinho
Jorge
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De Existe um Olhar a 04.03.2010 às 02:21

Olá Jorge
Penso que o tipo de violência que existia no teu tempo de estudante é bem diferente da que se vive hoje. O murro que deste chegou na altura certa e foi como que uma libertação e pelo que já li aqui nos comentários que foram feitos, muita gente sofreu de certa forma agressões que conseguiram superar, arranjando estratégias mais ou menos eficazes para as superarem, não quero com isto dizer que não tenham sido traumatizantes , ou deixado marcas, mas comparadas com as que acontecem hoje foram menos preocupantes. Antigamente se um professor soubesse que alguém era vítima de agressão, quer física quer psicológica, tinha poder para sanar de imediato o problema. Hoje desautorizaram-se os professores, não se pode castigar o menino, á escola não são dados poderes para actuarem e se o fizerem sabem que podem ser notícia num jornal qualquer. Ninguém quer arriscar, são as carreiras que ficam em jogo, são ameaças de processos que surgem por parte de certos pais. Cheguei a ouvir dizer a alguns paizinhos:- Ai da professora que castigar o meu filho, chamo logo a televisão. Os pais das vítimas muitas vezes não se atrevem a agir, porque são logo acusados de super protectores, outros há que nem sequer se interessam pelo que se passa com os filhos, vendo a escola como um tempo em que não têm que os aturar. É notório o progressivo aumento da falta de valores e de respeito e enquanto isto se passa, continuam-se a assistir a desgraças como a que aconteceu ao menino de Mirandela.
E agora pergunto-te: -De quem é a culpa?
Consegues responder-me?
Se fosses ministro da educação que medidas tomarias para acabar com isto?
Eu sei a resposta, ou melhor, sei o que faria, mas gostava de saber a tua opinião.

Beijos
Manu
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De cigana a 04.03.2010 às 10:07

Jorge, estava aqui a escrever um comentário sobre isto, até que o texto ficou tão grande que eu pensei que mais parecia um post. Então lembrei-me do que me disseste ontem e és o primeiro a saber: Vou voltar e vou escrever sobre isto.
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De Jorge Soares a 05.03.2010 às 00:29

Isso é que é uma boa noticia... temos que falar mais vezes

Ficamos todos À espera

Jorge

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