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O Natal chegou em Junho

Imagem do Público

 

Já diz o ditado, o natal é quando o homem quiser, este ano o natal chegou em Junho, o pai natal veio de fato e gravata e com um presente envenenado.

 

Estive atento ao debate, mesmo assim escapou-me o momento em que Passos Coelho anunciou que vamos ter um natal mais pobre, acordei para o assunto quando ouvi Jerónimo de Sousa dizer que essa medida não estava nem no programa de governo nem tinha sido anunciada durante a campanha.. é claro que não foi, mas Passos Coelho tinha avisado... o PSD poderia ir mais longe que a Troika... é caso para dizer, muito mais longe.

 

A esta hora, depois de ouvir perguntas da oposição, respostas e esclarecimentos de Passos Coelho e daquele senhor de ar e falar estranho (os humoristas vão ter pano para mangas) que parece que  é o ministro das finanças, continuo sem perceber muito bem de que se trata.

 

Começou por ser 50% do subsidio de férias, depois era o equivalente a 50 %, depois era 50% a partir do valor do salário mínimo, alguém falou de que era em sede de IRS, ao final do dia já incluía as mais valias.... como é que 50% do subsidio pode incluir as mais valias?.... tivesse o debate começado de manhã e era caso para dizer... a seguir ao almoço já não é assim..... Não quero ser má língua, mas este governo pareceu-me um bocado trapalhão. Vamos ver no que dá.... mas uma coisa é certa... este ano o natal vai ser mais triste e mais pobre,... como todos nós.

 

No ar continuam as mesmas perguntas, quando é que a crise vai chegar às transacções financeiras?, às mais valias do mercado de valores e da bolsa?, às of shores?, à zona franca da Madeira?, ao IRC dos bancos? quando deixará o povo de pagar a crise sozinho? Esperemos (ou não) que o governo chegue ao natal e que até lá a situação por cá não seja como a da Grécia.

 

Alguém diga ao Passos Coelho que este ano ninguém lhe vai desejar bom natal! {#emotions_dlg.annoyed}

 

Jorge Soares

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publicado às 21:59

Quem queira trabalhar .., precisa-se

por Jorge Soares, em 29.06.11

Quem queira trabalhar.. precisa-se

 

Imagem de aqui

 

Hoje a meio da tarde via  messenger a minha meia laranja dizia o seguinte:

 

-Mal o N. cresça deixo tudo e vou com ele montar um negócio de reparações e bricolage caseiro.

 

O estore da sala é eléctrico e avariou, andámos há uns bons 15 dias à procura de alguém que o possa reparar, em vão. Já ligámos para todas as empresas de montagem de estores de Setúbal, Lisboa e arredores. Os de Lisboa dizem logo que Setúbal é muito longe e que não estão para isso. Os de Setúbal ou não se mostram interessados, ou andam muito ocupados e portanto não sabem quando cá podem passar.

 

Depois de muita insistência houve um senhor que cá veio, olhou para o estore, deu uns palpites e ficou de fazer um orçamento... uma semana e muito telefonemas depois, continuamos à espera, é sempre para o dia seguinte... palavra de honra...

 

Há uns tempos os vizinhos de cima inundaram a casa de banho e provocaram um curto circuito na nossa, alguém tinha um primo que era amigo de alguém que conhecia um electricista... o senhor veio e resolveu o problema, aproveitámos e perguntámos se conseguia mudar o esquema de luzes da sala.. que sim, mas precisava de material que não tinha com ele... quisemos pagar pelo trabalho já feito.. que não, que recebia tudo junto.

 

De mais será dizer que não o voltámos a ver... já tentámos mandar recado para que pelo menos venha receber pelo trabalho já feito.. nem isso. E já não é a primeira vez que nos acontece deixarem um trabalho a meio e desaparecerem sem sequer receberem pelo já feito.

 

Fala-se muito da crise, de desemprego, de precariedade, a verdade é que pelo menos em Setúbal é muito complicado arranjar quem faça este tipo de coisas, contactámos as pessoas e elas não se mostram minimamente interessadas, não cumprem prazos, não aparecem, desaparecem a meio do trabalho.... e claro, tudo custa os dois olhos da cara.

 

Espero que o N. cresça rápido.. porque com o que estes senhores ganham à hora e a procura que há, quem goste de trabalhar num instantinho tem a vida desafogada.

 

Se alguém conhecer quem repare estores e queira ganhar uns cobres.... faz favor de avisar.

 

Jorge Soares

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publicado às 22:35

BMW destruído por Angélico Vieira

  .. uma morreu; outra, uma jovem de 17 anos, está também nos Cuidados Intensivos do Santo António, igualmente com “prognóstico muito reservado”; o terceiro sofreu apenas ferimentos ligeiros. ... curiosamente a noticia é sobre um quarto acidentado,  tem 28 anos e estará com prognóstico reservado..  eufemismo para entre a vida e a morte. Faltou dizer que o terceiro, o que sofreu apenas ferimentos ligeiros era o único que ia com cinto de segurança .... segurança, a palavra mágica que lhe poderá ter salvo a vida.

 

Foi este fim de semana, numa longa recta de uma auto-estrada com 3 faixas, com piso e marcações novas, o carro era um topo de gama de mais de 100000 Euros. Normalmente a culpa é da estrada ou do governo que não as constrói com qualidade, do parque automóvel de baixo valor e envelhecido... das leis que não são adequadas... tudo desculpas que não se aplicam neste caso... então? aqui a culpa será de quem?

 

Todos os anos morrem nas estradas portuguesas mais de 800 pessoas, 800 vidas  que se perdem, mais que em muitas das guerras e revoluções que se fazem por esse mundo fora. Dizem as estatísticas que a grande maioria dos acidentes é causada por jovens, jovens que deixam muitas famílias, muitas mães, muitos pais, muitos filhos em sofrimento...e tudo isto porquê?

 

O Angélico é só mais uma cara da irresponsabilidade com que a grande maioria dos portugueses se comporta na estrada, sentamo-nos ao volante e passamos de cidadãos de brandos costumes a bestas encartadas ... donos do mundo e da estrada..

Se somos multados não é porque não cumprimos as leis, é porque o estado faz leis estúpidas e a autoridade anda na caça à multa... a culpa nunca é nossa. E é algo transversal a toda a sociedade, não importa o grau de instrução, a idade ou o poder económico, sentamo-nos ao volante e viramos combatentes numa guerra sem quartel... uma guerra em que nunca há vitórias, só derrotas...  800 vidas ceifadas de modo estúpido por ano ... porque nos achamos donos do mundo e acima das leis.

 

A Suspeita chama-lhe guerra civil eu prefiro chamar-lhe o genocídio da estupidez tuga .... 

 

Jorge Soares

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publicado às 22:28

Nudismo em Lisboa Ciclistas nus em Londres 

 

O  World Naked Bike Ride é um movimento que nasceu em São Paulo no Brasil,  pretende ser uma campanha global de protestos contra os perigos que os ciclistas enfrentam nas ruas e contra a dependência do petróleo, energias não renováveis e automóveis.

 

Na sua primeira edição em São Paulo teve dois participantes, entretanto foi crescendo tanto no número de países  que vão aderindo como no número de manifestantes em cada país.

 

O lema da organização é «Vem pedalar o mais nu que conseguires!», e como podemos ver aqui na generalidade dos países a nudez está presente. A imagem em cima à esquerda é do Público e mostra a passagem da manifestação pelo Marquês de Pombal em Lisboa, a da esquerda é de Londres.

 

Em Lisboa os manifestantes foram impedidos de se manifestarem nús, em nome de um decoro que pensava eu há muito que não faz parte dos nossos costumes... engano meu, parece que a PSP considerou que andar de bicicleta nú é obsceno e um atentado à moral.

 

Parece que além de brandos costumes, somos um país de gente púdica.... apetece dizer que obscena é a mentalidade de algumas pessoas que dão estas ordens à policia. 

 

Jorge Soares

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publicado às 22:45

Conto: Um oco e um vazio

por Jorge Soares, em 25.06.11

Um oco e um vazio

 

Por enquanto, ela se dispunha só assim: de olhos fechados. E se abrisse os olhos e se lhe perguntassem para onde olhava, não saberia responder — decidira-se, por fascinação, a um inicio; inclusive se havia disposto a estar somente de olhos fechados. Tudo era partida: despira a roupa e postara-se de quatro, sobre os joelhos e sobre as palmas das mãos, e ainda sem entender o que viria a seguir, pensou — um pensamento capaz de assombrar a precariedade que tem uma mulher nua, de quatro e de olhos fechados — pensou que se uma pessoa fizesse apenas aquilo que alcança o entendimento, não avançaria um passo. Mas não era caso de avançar, não era caso de entender, era só caso de dispor-se ali, à espera, nua, de quatro, olhos fechados, conforme lhe fora dito. Conforme lhe ordenara o homem de alguma idade que se havia sentado na cadeira junto à cama e que lhe pedira tire a roupa, não me olhe, quero lhe ver primeiro. Para não ficar sozinha, para não ficar sem ele, obedeceu.

E então, na troca de um momento a outro, sentiu-se tocada com a polpa macia de lábios e se contraiu num espasmo que não era ainda desejo, um espasmo que era a nascente de uma expectativa. Na solidão escura dos olhos fechados,já não estava sozinha sobre a cama. Nua, indefesa e sem saber das coisas adiante, transformara-se numa pessoa de intensa espera.

Um rastro de tepidez alisou a coxa, a nádega e as costas, e a respiração morna do outro ergueu-lhe um arrepio. Suave, o homem, agora tão irreconhecivelmente suave, o homem filigranou as voltas de sua conformação, cioso trabalho de minúcia, demorando a boca e língua onde ela desejava — onde ela ia, aos poucos, querendo. Assim, lenta, se armou a cobiça, feito maré montante, feito mar de braços abertos arfando num pulso de ida e vinda. O homem falava coisas, falava; e ela entendia, entendia. Logo foi um refluxo de queimor, e o pulmão agitava-se, e se revolvia no ventre uma força tão grande de agudeza, que sua vontade era estar entregue — como se, nua, olhos fechados, de costas para o outro, representasse a confiança máxima, como se bastasse confiança para estar entregue. Quero lhe ver primeiro, não me olhe, era a vontade do outro, aquele que dizia coisas, que lhe raspava as ancas com as unhas, que lhe fustigava com os dedos cavando um oco no meio do ventre, um buraco a ser tapado, um buraco. Ela, que não sabia, que ainda não olhava, quis dar volta com o corpo, quis ver no rosto a quem lhe pedira, não me olhe. Mas nada podia, olhar não podia, ver não podia, e fez na mente o rosto do homem, esse de alguma idade, de músculos frouxos, cabelos ralos, óculos postos, que entrava na sala de aula em alguns dias da semana, que na saída da classe de hoje, depois de apagar as equações no quadro-negro, chamara por ela: vem comigo. Vem comigo, e ela crescera de repente, tornando-se grande para conter a si mesma dentro da exigüidade de menina, tão agitada, tão ansiosa, tanto de tudo o que vinha de sonhar com aquele homem, o mesmo que agora subtraía-lhe da visão e que, dizendo coisas, a sulcava. Tentou, mas não pôde, imaginá-lo na nudez e, forcejando, numa intensa abstração, viu-o na ardência — ardente por ela. Deu-se conta que se armara uma pose de bicho, como um bicho roçando a carne que a mimava, como um bicho impelindo-se contra o rosto do outro, feito bicho fermentando o desejo na pele dos dedos e na dureza das unhas do homem; era um animal querendo a queimação. Tinha virado nisso, numa corda tensa, os músculos vibrando sangue, os braços já quase dormentes, o ventre pedindo, os seios suspensos sobre o travesseiro, o rosto tapado de escuridão. Ela inteirava-se de seu estado de mulher estando com um homem, não mais um menino, um homem mesmo, de punhos duros, veias salientes, pêlos grossos, como se fosse essa a grande generosidade do mundo. E então era isso, como se, conforme ele dissera, conforme ele prometera — desobrigara-a de amá-lo e, sem obrigação de amor, ela podia exonerar-se do mundo e não mais precisava estar perturbada com a piedade. Sabia que estava bem perto de ser feliz, quase ali, ao alcance, um pouco mais, e não o olhava, porque, se olhasse, na certa acabaria por ter laços, aqueles que estava proibida de ter. Porque, se olhasse, a mágica estaria acabada e seriam dois infelizes naquele quarto.

De repente, sentiu a pressão e o peso sobre as costas, tudo demais para seu corpo: o rosto afundou contra o travesseiro, as ancas levantadas, as mãos de poder retendo-lhe a carne, atando-a, ele um ser de músculos frouxos, cabelos ralos, locupletando-se, e ela sem poder olhá-lo no rosto, sem poder enxergar a contração da boca, os sulcos das rugas, a boca crispada. Buscando apoio nos punhos, jogou-se com força para trás, e o homem retribuiu o impulso com força e mais força e disse-lhe coisas, arremeteu-se ainda com mais vigor, e ainda mais, até que ela não suportou, o corpo desistiu, estirando-se no colchão, o rosto em atrito contra o travesseiro, os seios nos lençóis, e ele veio junto, como se estivesse grudado, como se fosse de arrasto, como se fosse legítimo ele negar-se à visão, como se só fosse legítimo os dois corpos ligados. O homem gemeu. Para ela, por mais que ansiasse, foi de repente a compreensão: já não havia tempo. Mais uma vez o homem gemeu e lançou-se sem dó, sem pena. Mais uma vez o gemido, e outro, e ele, rápido, arfou e disse coisas e insistiu nela, cada vez mais rápido, cada vez mais, e ela agora sem jeito, dispondo-se, contornando-se ao prazer alheio, fazendo-se o vaso das coisas que viriam. Foi quando ouviu:

— Meu amor.

E ela, que não era amor de ninguém, compreendeu que estava alforriada pela impostura, que tudo estaria acabado a partir de agora: finalmente abriu os olhos, finalmente e a tempo de ver o homem que tombou abatido e inútil a seu lado na cama. Meu amor, ele ainda ousou repetir, esforçando os lábios numa palavra que não cabia em sua boca, não no meio daquela cama no meio daquele quarto de solteiro. O homem limpou-se com o lençol e, antes de fechar os olhos baços rumo ao sono, deu-lhe um sorriso, como se fosse meigo ou terno, brando só porque esteve nu e se repletou numa mulher.

Ela deu de mão no mesmo lençol, enfrentando, magoada, a textura úmida. Com as pontas dos dedos, arremeteu-o aos pés da cama. Afofou o travesseiro e estendeu-se ao lado do homem, apequenada numa espécie de resignação: ele fizera nela as coisas que são só ânsia, às quais não correspondem doçura nenhuma, nas quais só se ama, ou se diz que se ama, um pouco antes do fim. Quis, porque era moça, porque se acostumara à maciez da companhia, quis encostar o rosto ao peito magro, sentir o pulmão respirando em compasso sereno; quis, como quis, merecer o sagrado de uma pele que descansa. Não podia, não com aquele homem, não com aquele cuja imagem fazia nascer um enjôo doce.

No entanto, não sossegava. Como se ainda não pudesse caber na quietude, apoiou-se sobre o cotovelo e viu o homem de carnação débil e de músculos frouxos. Viu mais: o homem galante ao entrar na sala de aula, a fala pausada, um deus de letra redonda, pensou no que havia pensado que teria com ele, nas coisas que falava, no amor prometido por descuido, e reacendeu. Os dedos migraram sobre os pêlos grisalhos do peito, atravessando o ventre alteado, até espalmar a mão. Um tremor. Retrocedendo séculos, ela apenas queria, como uma ancestral épocas antes quisera. Mas era sozinha que tinha de estar com o outro, porque o outro que cabia naquela cama lhe havia roubado, com suas ordens e seu sono, a presença salvadora. E, vendo o homem que dormia, extinto do quarto e apagado das coisas, resolveu apaziguar-se. Com medo de mexer errado em si mesma, foi cuidadosa. Para si mesma, podendo olhar-se inteira, teve zelo e paciência.

Antes que o mundo lhe sobreviesse, antes de se tornar fina e limpa a atmosfera, antes mesmo de o prazer surgir da solidão a que fora arrojada, cometeu: beijou os lábios do homem. Foi então que se uniu a ele, só quando pôde beijá-lo e só naquele instante seco, para nunca mais. E depois de beijá-lo, depois de compor e desatar nós, e sem que ele sequer se inteirasse de um mundo que se construía e desmoronava a seu lado, a moça deitou-se de olhos abertos. E as pupilas estavam largas, tranqüilas, vingadas. A penumbra começava a azular as cores do quarto.

Acordou de um sono muito curto e sobressaltado. Ele continuava lá, de costas para ela. Naquele pouco tempo, fez-se o movimento das miudezas, e ele, com sua ausência, havia transformado a nudez e o prazer de ambos em blasfêmia. Cheia dos odores, acendendo as luzes pelo caminho, foi até o banheiro e encheu de água o côncavo das mãos, espargindo rosto e colo. Mas ainda não era o suficiente, e esqueceu-se muito tempo sob a água da ducha. Enxugou-se com uma toalha áspera. Foi até o quarto e, tateando, encontrou o interruptor que fez brilhar a lâmpada fraca e amarela. Vestiu-se. O homem dormia numa fragilidade tão grande de corpo lasso e de músculos frouxos. Cobriu-o com o lençol, protegendo-o. Piedosa, de volta ao mundo, juntando sua nova sabedoria, beijou-lhe a fronte. 

Bateu a porta. No corredor do edifício, era partida.

Saiu à rua de olhos muito abertos. Pensou que uma pessoa deveria fazer apenas aquilo que entendesse. E seguiu pela avenida vazia de fascinação.

 

Cíntia Moscovich

 

Retirado de Releituras

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publicado às 21:05

O governo não paga bilhetes na TAP

 

Imagem do Público

 

Os membros do Governo não pagam bilhete na TAP quando viajam em serviço e o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, não poupou dinheiro ao Estado com a sua opção de viajar esta semana para Bruxelas em classe económica. 

 

E de repente começamos a perceber que este vai ser um governo de demagogos....

 

Jorge Soares

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publicado às 12:17

Sentimental

por Jorge Soares, em 24.06.11

Borboleta

 

Imagem Minha do Momentos e Olhares

 

Tenho tanto sentimento 
Que é freqüente persuadir-me 
De que sou sentimental, 
Mas reconheço, ao medir-me, 
Que tudo isso é pensamento, 
Que não senti afinal. 

Temos, todos que vivemos, 
Uma vida que é vivida 
E outra vida que é pensada, 
E a única vida que temos 
É essa que é dividida 
Entre a verdadeira e a errada. 

Qual porém é a verdadeira 
E qual errada, ninguém 
Nos saberá explicar; 
E vivemos de maneira 
Que a vida que a gente tem 
É a que tem que pensar.


Fernando Pessoa


Acreditem ou não, a fotografia está na posição certa, aquela vegetação verde do lado esquerdo é musgo no pé de um carvalho... tive a tentação de rodar a imagem, colocar a flor de pé... mas a natureza é como é, não como nós a queremos ver. A Borboleta é uma Melanargia lachesis ou borboleta Mármore


Praia Fluvial de Poço Corga, Rio Pêra
Castanheira de Pêra
Junho de 2011
Jorge Soares
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publicado às 23:04

Chapeação e Pintura da cara (Maquiagem)

por Jorge Soares, em 23.06.11
Palavras para quê? .... ela diz tudo mesmo... para ver e ouvir com atenção
Jorge Soares
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publicado às 22:32

Os sonhos do André não cabem naquela cadeiraImagem do Público

 

Uma das coisas boas de sonhar é que atrás de cada sonho vem outro sonho, quando Andrés Villas-Boas disse há uns meses atrás que estava na sua cadeira de sonho, a maioria dos adeptos do Porto entendeu que ele tinha realizado o seu sonho e que portanto ficaria ali, naquela cadeira de sonho, para o resto dos seus dias... ou pelo menos até que eles se fartassem dele.

 

Evidentemente para André, a realização de um sonho não é o fim do caminho, é só o principio, ele cumpriu um sonho, treinar o clube do seu coração, estar do outro lado, sofrer e ganhar por dentro. Sonho cumprido, a vida segue, que há mais sonhos, muitos sonhos que como seria de esperar, não cabem naquela cadeira.

 

Li nos últimos dois dias dezenas de mails de adeptos do Porto, 99% sente-se traído, todo o mundo acreditava que ele não era mais um, Villas-Boas não estava ali pelo dinheiro, ele era um de nós, estava ali porque ama o Clube e portanto faria qualquer coisa por ele. E não vale a pena tentar explicar que tanto ele como os jogadores, qualquer jogador, está ali porque aquela é a sua profissão, uma profissão paga a peso de ouro é verdade, mas não passa disso, uma profissão. Como deveria acontecer com cada um de nós nas nossas profissões, eles para além de quererem jogar ou treinar, querem evoluir, ser melhores, ter mais prestigio, ganhar mais, jogar em melhores campeonatos.... e não há amor à camisola que se sobreponha a isso. Ninguém alimenta a família com amor à camisola. 

 

De resto, não tivesse a época sido o sucesso que foi e seriam os mesmos que agora o acusam de traição a exigir a sua cabeça, e ninguém lhe iria querer pagar os 15 milhões para que se fosse embora.

 

O agora Ex-treinador do Porto é um homem de sonhos, um homem que não se acomoda,  não é homem de viver dos sucessos acumulados, até porque a época passada foi muito bonita, mas já é história, agora a vida continua, e lá fora há muito mais a conquistar que por cá. Apareceu alguém que lhe ofereceu a oportunidade de conquistar o mundo de uma forma que nunca seria possível por cá, como seria de esperar ele não olhou para trás.

 

Todos deveríamos seguir o exemplo de Pinto da Costa, que mais uma vez soube ler os sinais e ter a consciência da realidade dos terrenos que pisa,  não demorou nada a aparecer uma nova aposta, há sempre mais gente a sonhar,  e ninguém lhe ouviu uma palavra de rancor ou de azia, quantos clubes receberam até hoje 15 milhões de Euros por ceder um treinador?

 

Acho que como portistas devemos agradecer o trabalho bem feito e a época de sonho que todos vivemos, e desejar a André Villas-Boas a melhor das sortes em todos os novos desafios, que ganhe todos os jogos, menos os que jogue contra o Porto .... a vida segue e nós temos que seguir com ela.

 

Jorge Soares

PS:Só mais uma coisinha... não leves muitos jogadores contigo {#emotions_dlg.porto}

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publicado às 21:54

Fernando Nobre derrotado e sem nobreza

por Jorge Soares, em 20.06.11

Fernando Nobre derrotado nas duas voltas

 

Imagem do Público

 

Há coisas que são difíceis de entender, há muito que era mais que evidente que Fernando Nobre era uma pedra no caminho de Passos Coelho, isso foi evidente logo no inicio da campanha eleitoral que levou PSD ao poder e Passos Coelho a Primeiro ministro. O desaparecimento de Nobre da campanha  e da luz dos holofotes políticos, parecia indiciar que se teria feito luz algures e que haveria um arrepiar de caminho.

 

Passadas as eleições era de novo evidente que manter a candidatura à presidência da Assembleia da República contra tudo e contra todos, seria um enorme erro, percebo que Passos Coelho não tenha querido voltar com a sua palavra atrás, mas é difícil perceber como é que Fernando Nobre ao ver o seu nome questionado por todos os partidos, PSD incluído, e ao ver-se quase como um empecilho às negociações entre PSD e CDS para a formação do governo, não teve a decência de por iniciativa própria retirar a candidatura.

 

A derrota nas duas voltas de hoje é um péssimo começo para  um Pedro Passos Coelho que não conseguiu impor o seu candidato, mas é uma vitória para a assembleia da República. Avizinham-se tempos conturbados com negociações difíceis e que vão exigir do presidente da assembleia experiência politica, como dizia alguém, Nobre seria rapidamente feito em picadinho pelos lideres parlamentares.

 

Esperemos que de futuro Pedro Passos Coelho se mostre mais ponderado e avisado nas suas escolhas.

 

Jorge Soares

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publicado às 18:45

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