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Trabalhar alcoolizado até pode melhorar produtividade, dizem juízes

 

Imagem do Público 

 

“Note-se que, com álcool, o trabalhador pode esquecer as agruras da vida e empenhar-se muito mais a lançar frigoríficos sobre camiões, e por isso, na alegria da imensa diversidade da vida, o público servido até pode achar que aquele trabalhador alegre é muito produtivo e um excelente e rápido removedor de electrodomésticos”

 

Podia ser uma noticia de 1º de Abril, uma daquelas brincadeiras que os jornais costumam fazer para enganar a malta, mas não é. A frase acima faz mesmo parte do acórdão que três juizes do tribunal da relação do Porto escreveram. Neste acordão uma empresa de Oliveira de Azeméis é obrigada a reintegrar um trabalhador que após um acidente com um camião de recolha do lixo, foi apanhado com 2.3 gramas de álcool no sangue. Note-se que já é a segunda instância e em ambos os casos se pede a reintegração do trabalhador.

 

Tudo começou no dia dos namorados do ano passado, numa qualquer curva da estrada, o camião do lixo tumbou para berma, o condutor acusou 1,79 e o acompanhante, que é quem deve ser reintegrado ao trabalho, acusou 2,3 gramas por litro. Acho que não restam dúvidas para ninguém que estavam ambos alcoolizados enquanto trabalhavam.

 

Os juízes invocam que nas normas da empresa não há nada que diga que não se pode trabalhar alcoolizado e por isso o trabalhador não pode ser despedido. A empresa diz que o trabalhador Incorreu de forma culposa em gravíssima violação das normas de higiene e segurança no trabalho

 

Não sou advogado e portanto não vou discutir aqui o espírito da lei, mas há coisas que me fazem confusão. Imaginemos por mero acaso que o senhor alcoolizado como estava, atingia um transeunte ou um carro (ou um dos juízes) com alguma peça de lixo, será que a interpretação da lei seria a mesma?

 

Percebo que se leve a lei à letra, o que já não entendo é para que foram necessários por partes dos juízes os comentários que até podem ser lidos como incentivo ao consumo de álcool durante o trabalho, era mesmo necessário escrever na sentença:

 

“Vamos convir que o trabalho não é agradável”, observam ainda os desembargadores Eduardo Petersen Silva, Frias Rodrigues e Paula Ferreira Roberto. “Note-se que, com álcool, o trabalhador pode esquecer as agruras da vida e empenhar-se muito mais a lançar frigoríficos sobre camiões, e por isso, na alegria da imensa diversidade da vida, o público servido até pode achar que aquele trabalhador alegre é muito produtivo e um excelente e rápido removedor de electrodomésticos”.


É claro que  “Não há nenhuma exigência especial que faça com que o trabalho não possa ser realizado com o trabalhador a pensar no que quiser, com ar mais satisfeito ou carrancudo, mais lúcido ou, pelo contrário, um pouco tonto”,  mas também duvido que exista alguma lei que aconselhe o trabalhador a enfrascar-se de modo a levar o trabalho com mais alegria... seja o trabalhador um juiz ou de uma empresa da recolha do lixo.

 

Anda o país a gastar rios de dinheiro em campanhas de sensibilização para diminuir o consumo de álcool e depois lemos coisas destas. Sinceramente não havia necessidade.

 

Jorge Soares

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publicado às 22:33

Maria Lúis Albuquerque

 

Imagem do Público 

 

Estive à procura e não encontrei o autor da frase do título do Post, mas aplica-se perfeitamente à telenovela dos Swaps e da agora ministra das finanças Maria Luís Albuquerque.

 

Há pouco enquanto preparava o jantar estive a ouvir uma parte da audição da senhora na comissão de inquérito aos contratos de swap, eu não sei o que pensarão os deputados, mas eu fiquei esclarecido. Por mais provas que apareçam, por mais ministros, ex ministros, ex secretários de estado, acho que pode até vir deus testemunhar, a senhora terá sempre uma explicação para a forma como foram entendidas as suas palavras . Todo e qualquer facto novo que apareça terá uma explicação e no fim tudo se irá resumir a ".... a mim ninguém me contou, se me contaram foi por outras palavras e noutra altura qualquer, além disso não me vieram contar, fui eu que fui perguntar..."

 

De resto, para que serve tudo isto? Para que serve esta comissão de inquérito? Para que servem todas as comissões de inquérito do parlamento?.

 

Acho que já todos percebemos que os Swaps existiram, que se calhar até eram uma boa ideia na altura mas que depois em muitos casos a coisa correu mal, que até há swaps bons, os que a senhora fez na REFER e swaps maus, os que os socialistas e os ex secretários de estado demitidos há uns tempos, fizeram.

 

Todos também sabemos que devido às circunstâncias este tipo de contratos vai custar muito dinheiro às empresas, sabemos também que este governo já se encarregou de resolver o assunto, os contratos foram cancelados... os bons e os maus.

 

A mim falta-me saber duas coisas:

 

1 - Sabemos que a 29 de Junho de 2011 Maria Luís Albuquerque recebeu um mail onde era explicada a situação, terá nesse dia tomado conhecimento do assunto, sabendo ela o que são contratos sawps, imagino que se ela os assinou na REFER sabia dos riscos, como é que se demorou dois anos até se tomar consciência de que havia um problema muito sério? Será que este governo estava à espera que a situação mudasse e os contratos maus se voltassem a tornar bons?

 

2 - Ouvi a ministra dizer hoje de novo que os contratos não tem influência no défice e na dívida pública, como é que isso é possível? E sendo assim, como é que são tão maus para o país?

 

Ouvi um deputado do PSD, não sei o nome do senhor,  satisfeitissimo com as declarações da ministra, ele está plenamente esclarecido. Lá está, não importa qual é a verdade, as pessoas vêem o que querem ver.

 

Quanto a mim, que concordo com Rui Rio,  a verdade é algo mais que um simples jogo de palavras, todos ouvimos a ministra dizer que este governo não tinha sido informado da existência destes contratos, acho que já não restam dúvidas a ninguém que não só o governo foi informado como o foi por mais que uma via... se isso não é mentir.... 

 

Jorge Soares

 

PS: Hoje Ana Drago abandonou o parlamento, não conheço a pessoa que a irá substituir que sem duvida terá o seu valor, mas independentemente disso, o parlamento ficou mais pobre porque perdeu umas das suas vozes mais assertivas.

 

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publicado às 22:29

Papa Francisco, Quem sou eu para julgar os gays?

Imagem do Público

 

 

"Quem sou eu para julgar os gays?" - Papa Francisco nas respostas aos jornalistas durante a viagem entre o Rio de Janeiro e Roma


“Não posso rezar a um Deus homofóbico” - Desmond Tutu, arcebispo sul-africano e prémio Nobel da Paz em declarações aos media da África do Sul.


E de repente parece que das trevas começa a sair algo de luz, estas duas declarações apareceram hoje na imprensa mundial, imagino que terá sido uma coincidência, mas sem dúvida nenhuma que ambas mostram um enorme passo em frente com respeito à forma como até aqui a religião olhava para este assunto.


Confesso, fui dos que olhou de lado para a escolha deste papa, mas não há dúvida que até agora a forma como ele tem enfrentado o seu pontificado constitui uma enorme pedrada no charco. Se o objectivo de Bento XVI ao renunciar era que viesse alguém que levasse a igreja a dar um passo em frente, acho que esse objectivo está completamente conseguido.


Nos últimos dias vimos e ouvimos um Papa muito mais próximo das pessoas e da realidade que o rodeia, um Papa que foi capaz de ir às favelas do Rio de Janeiro, que apelou à participação da população nas lutas sociais e que num Brasil que até há bem poucos dias estava em polvorosa, apelou aos jovens para que saiam à rua e lutem pelos seus direitos.


Hoje ouvimos Francisco a dar mais um passo em frente, “Se uma pessoa que procura Deus de boa vontade, e é gay, quem sou eu para a julgar?”. Não foi há muitos dias que em Lisboa se negou um funeral católico a uma pessoa simplesmente porque este vivia com outro homem, a homossexualidade é um tema tabu para a igreja, hoje Francisco desmistificou completamente este tabu.


“o catecismo da Igreja Católica diz muito claramente que os homossexuais não devem ser marginalizados [por causa da sua orientação] mas devem ser integrados na sociedade” 


Sabemos que este tipo de coisas demora muito tempo a chegar das palavras aos actos, mas não há duvida nenhuma que este Papa representa um enorme salto em frente ara a igreja, esperemos que tenha a força suficiente para fazer chegar as suas ideias até todos os católicos e que viva o suficiente para conseguir que toda a igreja consiga entender e absorver as suas ideias.

 

Jorge Soares

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publicado às 21:27

Bifinhos de peru enrolados com queijo da Ilha

Imagem de aqui 

 

 

Há muito muito tempo que não coloco aqui uma das minhas receitas, este blog anda muito sério e está na altura de aligeirar. Na realidade a receita é mais da minha meia laranja... mas fui eu que temperei {#emotions_dlg.smile}.

 

A minha meia laranja decidiu que estamos gordos e portanto está na altura de entrarmos em regime, pelo menos ela entrou, mas como cá em casa só se cozinha sempre um prato, na realidade entramos todos em regime.. vá lá, em meio regime, que ela não está lá para ver o que eu como ao almoço {#emotions_dlg.angel}

 

Chegamos do Alentejo e no frigorifico havia uma embalagem de bifes de peru, pelo que se inventou logo uma receita.. dietética é evidente... Era para ser bifes com fiambre e queijo na frigideira, terminou sendo bifes enrolados ao vapor, cozinhados na Varoma da Bimby... ficaram parecidos com os da fotografia... mas evidentemente, com muito menos queijo... não me parece que os da fotografia sejam lá muito dietéticos.

 

Ingredientes para duas pessoas:

 

Meio quilo de bifes de peru

umas fatias de fiambre para cada bife

Queijo da ilha

 

Uma cebola

3 dentes de alho

dois tomates

ervas aromáticas

Azeite

pimenta

Sal

 

Tempere os Bifes com sal e pimenta ao gosto

Enrole cada bife com uma fatia de fiambre e um pouco de queijo da ilha, coloque-os na varoma e tempere por cima com as arvas aromáticas.

 

No copo da Bimby coloque a cebola, o alho e 50 grs de azeite, pique 5 segundos a velocidade 5.

Refogue 5 minutos varoma, velocidade 1.

Junte os dois tomates e pique 15 segundos velocidade 7

 

Junte a varoma com os bifes e cozinhe 25 minutos Varoma, velocidade 1.

 

Retire a varoma, coloque os bifes numa travessa e regue com o molho do copo.

 

Acompanhamos com couve lombarda salteada... querem mais saudável que isto?

 

Simples, rápido, barato e sobretudo... delicioso, mesmo.

 

Jorge Soares

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publicado às 22:34

Conto - Sulfite e Cartolina

por Jorge Soares, em 27.07.13

Sulfite e cartolina

Imagem de aqui


Era uma vez um castelo de papelão, habitado por uma corte de lego, rei vermelho, rainha azul, súditos de peças de três pinos e seis encaixes, cercado por um povoado de tampinhas de garrafa, pobres moradores de plástico e metal. Na torre mais alta do castelo vivia confinada uma princesa de papel sulfite, que olhava a vastidão do reino através de uma pequena janela recortada com tesoura sem ponta e envidraçada com celofane amarelo. De vez em quando uma ama de plástico-bolha aparecia e trocava, junto com os lençóis de papel de seda, o celofane desbotado por um novo de outra cor.

Haviam dito muitas vezes a essa princesa que vida de nobreza é uma barbada, que a de princesa na torre, então, é chuva de purpurina, que depois de alguns anos, de tranças feitas e desfeitas, de lágrimas que adormecem e despertam, de rosas que perdem as pétalas e de feras que se transformam nas almas mais puras do universo lilás, sempre aparece um cavalheiro disposto a levar a moça da torre para outro castelo fincado num reino tão-tão-distante, onde ela poderá engravidar muitas vezes, e tricotar até acabarem-se os fios de lã.

No fundo, mas bem no fundinho, brotava na princesa de papel sulfite uma dúvida pequenina e insistente, um buraquinho de traça no meio do livro velho, ela não sabia se gostava da ideia de esperar, engravidar, envelhecer e tricotar, ou se preferia saltar pela janela e sair sem rumo reino adiante, a descobrir o que havia do lado de lá do riacho que a janela enquadrava.

O tempo passava e passava e a dúvida crescia e crescia e a princesa de papel sulfite percebia que estava perdendo o controle de si, que sua ansiedade e impaciência estavam causando rasgos e fissuras na própria pele de papel, o que naturalmente doía. Da dor sabia que não gostava. A dor insistente indicava que seria preciso fazer alguma coisa, tomar providências, decidir. Mas como? Como resolver ir ou permanecer, aceitar ou recusar, abrir a porta ou trancar, se havia passado a vida aprendendo a andar no meio-fio, entre o dentro e o fora, entre ser e não ser?

Ao reconhecer um momento definitivo, desses que não se pode voltar atrás (e não seriam assim todos os instantes?), a princesa de papel sulfite experimentou profundo desalento: por dentro havia algo tão dolorido crescendo e pedindo passagem, vazão, que a moça desistiu de suportar e chorou. Chorar quase sempre é uma coisa boa, limpa os olhos e afrouxa o que tem dentro do nariz e do peito, o alívio sai no papel higiênico. Mas no caso da princesa era grave. Era praticamente suicídio.

Pela fresta da janela espiava uma luzinha laranja, que passou ao lado de dentro da torre quando a princesa de papel sulfite começava a se amolecer em lágrimas. Diante da moça surgiu uma mulher de cartolina ruiva, segura e sorridente. Vestia um sobretudo laranja de papel crepom, jeans claro justíssimo e calçava botas de massa de modelar, que a princesa de sulfite jamais havia visto. Reconhece o tipo? Fadas madrinhas são sempre providenciais.

Antes que a princesa lançasse qualquer pergunta, a fada foi logo tirando de dentro da bolsa canetinhas, giz de cera, cola bastão e estilete. Disse um "vem cá" enérgico e incontestável e em dois tempos a princesa estava, amarrotada, diante do espelho. A fada dispôs os apetrechos diante da moça e ficou ali, de braços cruzados, "tudo contigo. Não era disso que precisavas, fazer escolhas? Começa escolhendo a ti e as tuas cores. Não parece razoável?"

Parecia. Logo a princesa desvestiu o vestido de sulfite branco, esticou-o no chão da torre e dele recortou uma minissaia rendada, uma bermuda, um colete e um top franzido. Desenhou riscas, bolinhas, pedrarias, zíperes, flores coloridas e botões de madrepérola. Recebeu da fada poucos de massa de modelar e fez as próprias botas e com as sobras um par de scarpins dourados, capazes de devolverem-lhe ao lar. Combinou as botas novas com a minissaia e o colete, guardou o resto na bolsa da amiga e sorriu.

A princesa já havia recobrado bom humor e esperança no futuro quando a fada puxou da bolsa uma chave de plástico. Entregou-a à princesa, que já sabia o que fazer: abriu a porta da torre, por onde saíram as duas de mãos dadas e às gargalhadas. Os empregados tentaram interpelar as moças, queriam saber para onde iam, mas elas deixaram a eles apenas vento.

Fora do castelo, à beira do riacho de lantejoulas, a fada perguntou se a princesa sabia nadar. Não sabia. "Sabes voar?", tentou novamente. Não sabia. A fada, então, recortou um par de asas em papel de chiclete e colou nas costas da companheira. Atravessaram a água aos voos e riram muito deitadas na grama, ao aterrissarem na outra margem.

"Estou feliz, fada. Obrigada. Estou leve", iniciou a princesa, numa conversa necessária. Deitadas lado a lado, as moças ficaram muito tempo olhando fundo uma nos olhos da outra, sem procurar nada, nem respostas, nem pistas, nem explicações. A princesa olhava e admirava a coragem da fada, as linhas no rosto da fada, a pureza e a verdade na fada. A fada, por sua vez, contemplava a resignação e a força da princesa, o conflito da princesa, a intensidade e os olhos castanhos da princesa.

Não saberiam precisar quanto tempo deixaram-se ficar estendidas ali no capim, mas estar lá era libertador. Daqueles risos em diante escolheriam a estrada e os novos planos. Talvez se separassem e viajassem para terras distantes, talvez casassem com camponeses de E.V.A, talvez virassem assalariadas, qualquer rotina seria sempre possível, mas ali naquela grama, eram apenas as duas e isso era muito, era possibilidade, era amor.

O dragão não apareceu, o príncipe de laminado não veio, a princesa nunca foi perfeita e a fada madrinha não foi embora. Não se sabe se viveram juntas para sempre, mas foram felizes como raros sabem ser. Na história daquelas duas não havia espaço para Era uma vez. Todos os inícios começavam diferente, Eram muitas vezes. 


Andréia Pires


Retirado de Samizdat

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publicado às 21:19

Erro humano?

por Jorge Soares, em 25.07.13

Comboio a Descarrilar em Santiago de Compostela

 

Imagem do Público

 

As imagens captadas por uma das câmaras de segurança da linha são arrepiantes, e mais se pensarmos que ali, naqueles poucos segundos, quase num abrir e piscar de olhos se perderam 80 vidas.

 

Desde o inicio que foi claro que o motivo do desastre foi o excesso de velocidade com que o comboio que saia da linha de alta velocidade e entrava na linha normal, abordou a curva. A velocidade máxima aconselhada para aquele local era de 80 Kms por hora, segundo o maquinista, iria a mais de 180. Uma velocidade de tal forma excessiva que fez com que um dos vagões literalmente voasse para fora da linha e fosse parar a um terreno que estava a mais de cinco metros de altura.

 

Resta saber o que fez com que isto pudesse acontecer, na Espanha as linhas de alta velocidade contam com inúmeros sistemas de segurança que em principio deviam impedir que este tipo de acidentes acontecessem, o facto de naquele local já estarmos muito próximos da estação, a menos de 4 kms, faz com que o controlo dos comboios seja completamente manual, cabendo ao maquinista controlar a velocidade de aproximação.

 

Não era a primeira vez que este maquinista ali passava, há mais de um ano que ele conduzia estes comboios nesta linha, ele conhecia perfeitamente o local  e sabia de certeza que aquela velocidade era excessiva, terá sido de certeza um erro humano a causar a tragédia, mas que tipo de erro humano consegue explicar tamanha irresponsabilidade?

 

O senhor gabava-se no Facebook de conduzir o comboio a 200 Kms por hora, o que nem é assim tão estranho, estamos a falar de um comboio de alta velocidade, o TGV espanhol, em muitos troços das linhas de alta velocidade essa é a velocidade normal, mas será que existe alguém tão irresponsável que sabendo que leva nas suas mãos as vidas de centenas de pessoas se atreve a deliberadamente ir a 190 Kms por hora numa zona de 80? Errar é humano, mas a irresponsabilidade neste caso pode ser um crime muito grave.

 

A meio da tarde o André sugeria que este tipo de acidentes constitui um bom argumento para que no futuro os transportes públicos sejam completamente automáticos, concordo, nada evitará que este tipo de acidentes aconteça, até porque sempre haverá falhas de material, mas retirar a variável "erro humano" do sistema tornará de certeza as viagens mais seguras.

 

Vídeo do desastre:

 

 

Erro humano de certeza, mas o que terá levado a esse erro trágico e fatal?

 

Jorge Soares 

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publicado às 21:45

Um governo com rabo de palha

por Jorge Soares, em 24.07.13

Omissão de ligação ao BPN na biografia de Rui Machete

Imagem do Público 

 

Primeiro foi Miguel Relvas com a sua licenciatura para inglês ver, depois foi Franquelim Alves, depois foram os secretários de estado remodelados à pressa pelas suas ligações aos swaps, depois foi a agora Ministra das finanças que para além de ter assinado contratos swaps, insistiu, e ainda insiste, em dizer no parlamento que este governo não sabia desses contratos obrigando que até Vítor Gaspar viesse a público admitir que sim, que o dossier lhe tinha sido passado.


Não contente com tudo isto, o primeiro ministro elegeu para Ministro dos Negócios estrangeiros alguém que esteve ligado aos escândalos do BPN e do BPP. É bom recordar que o caso BPN custou ao pais até agora quase 7 mil milhões de Euros, quase 10% do resgate financeiro da Troika, e são estes senhores que vão para o poder.  Das duas uma, ou Passos Coelho anda distraído, ou há muitos rabos de palha na nossa política.. e pelos vistos eles tem queda pelo poder.

 

Já agora, se a suas passagens pelo BPN e BPP foram assim tão pacificas como eles pretendem fazer crer, porque é que insistem em as retirar das biografias oficiais?

 

Ainda no fim de semana passada alguém em comentava escandalizado como era possível que na RTP dessem voz a Sócrates depois de tudo o que aconteceu, alguém que evidentemente se nega a sequer ouvir o que ele tem para dizer. Agora pergunto eu, como é que tanta gente com rabos de palha consegue chegar ao governo? Como é que pessoas que se demitem do mesmo governo de forma irrevogável,conseguem ser nomeados vice ministros e ver o seu poder aumentado? E como é que as mesmas pessoas que tanto criticaram o governo anterior aceitam tudo isto de forma tão pacifica?

 

Por este andar um destes dias temos Dias Loureiro no governo.

 

Jorge Soares

 

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publicado às 22:13

Passos Coelho encontrou os culpados da crise

por Jorge Soares, em 23.07.13

Passos Coelho descobriu a pólvora

Imagem retirada do Facebook

 

Pera aí... mas o problema não era termos vivido acima das nossas necessidades e termos gasto mais do que aquilo que podíamos? Quem diz que o português não aprende com os erros.

 

Parece que Passos Coelho descobriu a pólvora, estamos a gastar menos do que era suposto, será que alguém lhe explica que isso se deve à diminuição do poder de compra causado pelos sucessivos aumentos de impostos,  diminuição dos salários na função pública e o enorme desemprego causado pelas medidas que ele tomou nos últimos dois anos?

 

E será que depois de ter descoberto a pólvora, o homem vai fazer alguma coisa para inverter a situação? Talvez diminuir os impostos? Aumentar os salários? Incentivar o investimento? Uma que outra medida de combate ao desemprego?

 

Agora a sério, este gajo existe?

 

Jorge Soares

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publicado às 23:04

Setúbal - Feira de Santiago 2013

por Jorge Soares, em 23.07.13

Feira de Santiago

Imagem minha do Momentos e Olhares


Considerada a mais antiga do sul do país, a Feira de Sant'iago vai de novo surpreender. De 20 de Julho a 4 de Agosto, a Câmara Municipal de Setúbal e a Associação Parque Sant'iago promovem um certame que irá oferecer aos visitantes um conjunto de novas propostas de entretenimento e, uma vez mais, um programa de espectáculos de enorme qualidade. 


A consolidação da Feira de Sant'iago enquanto certame diversificado e importante centro de negócios passa também pela afirmação das mais de 410 mil pessoas que passam todos os anos pelo recinto das Manteigadas.

Está a ser desenvolvido um longo trabalho de diversificação de áreas de negócio, bem como de enriquecimento das animações paralelas no recinto, com especial enfoque para uma feira medieval e diversas atividades na área do desporto que vão surpreender o público.


Em 2013 a Arrábida é o tema central da Feira , no âmbito da candidatura a Património Mundial da UNESCO.  


Cartaz do Palco Setúbal

 

JULHO

Dia 20, Sab
22h00 – Rita Guerra

 

Dia 21, Dom
22h00 – Quim Gouveia Rock’n’Roll
23h00 – Trio Odemira

 

Dia 22, Seg
22h00 – More Than a Thousand
23h00 – Hills Have Eyes

 

Dia 23, Ter
22h00 – “Viagem ao Mundo da Música”, com Carla Ribeiro, Noah, Ana Rita Inácio, Telmo Neto, Filipe Delgado e Be4rs

Dia 24, Qua
22h00 – David Carreira

 

Dia 25, Qui
22h00 – Noite de Bandas Jovens, com Mundo Escuro, Surveillance e Skills and the Bunny Crew

Dia 26, Sex
22h00 – Wraygunn

 

Dia 27, Sab
22h00 – Ana Laíns
23h00 – Miguel Araújo

 

Dia 28, Dom
20h30 – Dia das Famílias – Winx e Vila Moleza
22h00 – Leandro

 

Dia 29, Seg
22h00 – Bandas Rap

Dia 30, Ter
22h00 – Blasted Mechanism

 

Dia 31, Qua

21h30 – Noite de fado setubalense, com Georgette de Jesus, Piedade Fernandes, Deolinda de Jesus, Maria Madalena, Inês Duarte, Fernando Machado, Ramiro Costa, Luís Moreno, Diana Soares e Pedro Calado. Os fadistas são acompanhados à guitarra e viola por Custódio Magalhães e Vítor Pereira

 

AGOSTO

Dia 1, Qui
22h00 – José Malhoa

 

Dia 2, Sex
22h00 – João da Ilha
23h00 – Deolinda

 

Dia 3, Sab
22h00 – Teresa Lopes Alves
23h30 – António Zambujo

 

Dia 4, Dom
22h00 – Celina da Piedade
23h00 – Anjos

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publicado às 22:05

Irresponsabilidade política paga-se com multas.

por Jorge Soares, em 22.07.13

Ministro da economia paga multas de 43 euros ao dia

Imagem do Público

 

Haja autarcas e juízes com valor e vai haver muitos políticos a pagar multas ou a pensar muito bem antes de tomar decisões que lesem o estado e as populações.

 

É uma decisão completamente inédita, Álvaro Santos Pereira, (ainda) ministro da Economia, e Assunção Cristas, ministra do Ambiente, foram condenados pelo Tribunal Administrativo e Fiscal de Beja a pagar multas diárias de 43,65 euros até que avancem com medidas para garantir a segurança dos que usam a auto-estrada Sines-Beja, cuja construção está parada há meses.


Ambos os ministros em conjunto com o presidente da junta autónoma de estradas e o responsável da empresa concessionária da nova autoestrada, a SPER, foram considerados responsáveis pela paragem das obras da auto-estrada Sines Beja há mais de dois anos e portanto condenados a pagar multa até que os estragos causados pela sua decisão sejam reparados.


Sines é o nosso maior porto comercial, o único de águas profundas preparado para receber os cargueiros da ultima geração, é também um dos nossos maiores pólos industriais, com industrias ligadas à área Química, à refinação e armazenagem de combustíveis e gás. Curiosamente, todo este pólo industrial, não está ligado ao resto do país nem por uma auto-estrada nem por uma linha de caminho de ferro. 

 

As obras na  auto-estrada que estava finalmente em construção e com muitas das obras a meio da sua execução, foram paradas em Dezembro de 2011 por dificuldades de financiamento.

 

Resta-nos a aguardar idêntica medida, mas com multas mais a sério, para quem permitiu a construção de três auto-estradas entre Lisboa e o Porto, que em alguns troços entre Coimbra e o Porto correm paralelas num corredor de menos de 10 kms e das quais duas estão praticamente às moscas. 

 

Infelizmente tudo isto é ainda o resultado de uma política de gastos sem o mínimo planeamento, em que as decisões se tomavam não em beneficio do país e das populações, mas sim em nome de outros interesses.

 

Jorge Soares

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publicado às 22:38

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