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Feliz 2015 para todos

por Jorge Soares, em 31.12.14

 

São os meus desejos a todos os que por aqui passam.

 

Jorge Soares

 

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publicado às 16:06

É natal, é natal

por Jorge Soares, em 24.12.14

 

Os meus desejos de um bom natal para todos os que por cá passam

 

 

Quem De Lá Vem - Um Corpo Estranho convida Celina da Piedade

 

Letra

 

Estrela levante

Rasga esse céu ancestral

Leva-me a Terra Natal

 

Volta menino

Ao berço consolador

Onde se prende o calor

 

 

Quem lá vem

Por entre os trilhos desse lugar

Quem o aguarda para cear

 

Quem vem de lá

Quem de lá vem?

 

Estrela levante

Pousa em meus ombros esse fogo

Que eu rumo a casa de novo

 

vou apurar

Se ainda se abre o vinho novo

Se ainda canta o meu povo

 

Quem lá vem

Por entre os trilhos desse lugar

Quem o aguarda para cear

Quem vem de lá

Quem de lá vem?

 

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publicado às 10:26

Libertem os animais!!

por Jorge Soares, em 22.12.14

orangutango.jpg

 

Imagem de aqui

 

 

Num caso inédito, a Justiça da Argentina concedeu um habeas corpus a uma fêmea de orangotango que vive no jardim zoológico de Buenos Aires para que esta  seja libertado e levada para um santuário, onde poderá viver em semiliberdade. O tribunal  reconheceu que Sandra, é este o nome do animal, possui direitos básicos como um "sujeito não humano" e está privada ilegalmente de sua liberdade.

 

O pedido de habeas corpus foi foi colocado por um grupo de activistas de defesa dos direitos dos animais, com o fim de pedir a liberdade da fêmea de orangotango de 28 anos que se encontra há duas décadas presa no jardim zoológico de Buenos Aires. Esta decisão que evidentemente é passível de recurso, poderá abrir  um precedente que no futuro poderá ser utilizado em favor da liberdade de muitos outros animais.

 

Eu não gosto de Jardins zoológicos, posso até entender  que sirvam o propósito de acercar os animais a pessoas que de outra forma dificilmente teriam alguma hipótese de os ver ao vivo, mas para mim não deixa de ser uma forma de ter animais aprisionados, contra a sua natureza de animais selvagens, na maior parte dos casos em condições degradante e que nada tem a ver com o seu habitat natural

 

Também não acredito naquelas teorias que dizem que os zoológicos servem para preservar espécies que estão em risco na natureza, se o objectivo é preservar a espécie, então isto deve ser feito em condições o mais aproximadas possível do habitat natural e nunca com os animais encerrados em jaulas e em contacto com milhares de pessoas diariamente.

 

Na realidade a procriação de animais em jardins zoológicos para pouco mais serve que para alimentar a industria dos animais em cativeiro e dificilmente um animal que nasce num zoológico  irá alguma vez parar ao seu habitat natural.

 

Espero que esta iniciativa dos activistas argentinas tenha sucesso e que no futuro sirva de exemplo para libertar muitos outros animais que pelo mundo fora se encontram  em zoos, em circos ou noutro tipo de cativeiro.

 

Digam lá que este não foi um excelente presente de natal para a Orangotango Sandra?

 

Jorge Soares

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publicado às 23:19

Joe Cocker - up where we belong

por Jorge Soares, em 22.12.14

 

 

Morreu o dono desta voz inconfundível que deixou a sua marca em músicas que de uma ou outra forma nos deixaram marcas a todos

 

Jorge Soares

 

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publicado às 20:00

escola.png

 

Imagem do Sol

 

A noticia é do Sol e começa assim: 

 

A escola Gracemor Elementary School, no Kansas, EUA, está a ser alvo de duras críticas. Em causa está o castigo que foi aplicado a Dakota Nafzinger. Este de menino de 8 anos nasceu com uma doença chamada Anoftalmia Bilateral. Ou seja, Dakota nasceu sem os dois olhos. A bengala que usava – que, segundo o site da Fox, era propriedade da escola – foi lhe retirada depois de alegadamente ter batido noutra criança no autocarro da escola.

 

É verdade que uma criança é uma criança e que não é por ser cega que esta deve deixar de ser castigada, mas convenhamos que há castigos e castigos, nenhum de nós consegue sequer imaginar o que é enfrentar o mundo sem o poder ver, sem ter a percepção do que nos rodeia. Ninguém imagina o que esta criança  tem que enfrentar todos os dias para se poder movimentar num  mundo que no geral foi pensado para quem consegue ver.

 

O motivo que levou Dakota a bater no seu colega de viagem não está explicado em nenhuma das várias noticias sobre este assunto que li em sites americanos, mas lutas entre crianças de oito anos é a coisa mais normal do mundo, Retirar a bengala a uma criança cega é a mesma coisa que retirar os olhos a uma criança que veja, o que imagino que não passará pela cabeça de ninguém.... espero.

 

Mas mais triste que a noticia, é ler alguns comentários no site do SOL, há gente que deve ter estopa em lugar de cérebro.. de certeza absoluta.

 

Jorge Soares

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publicado às 22:48

Conto de Natal - O sol subindo na noite

por Jorge Soares, em 20.12.14

natal.jpg

 

Imagem de aqui 

 

A menina aparece como uma figura minúscula no pequeno adro da igreja. O homem é uma bola. Matéria humana enrolada. Está debruçado sobre o próprio frio, a fome, a vergonha, a tristeza, a revolta. É isso que a menina vê quando ele desembrulha o corpo e se volta para ela com os olhos encovados. Não sabendo nada do que espera um adulto, ela vê que aquele adulto está desapontado com a vida e consigo mesmo. Está velho, tem o rosto pesado de rugas.

 

Sendo um desconhecido, na sua história e naquela ocasião de o encontrar abandonado por ali como nem os animais se viam – ela, pelo menos, nunca tinha visto -, havia qualquer coisa de familiar. Era, afinal, um episódio com algo de fundador. Nas mais simples histórias tradicionais, em muitas das histórias infantis, a tragédia era o maior motor do carácter humano e a bondade um poderoso instrumento de felicidade.

 

A desgraça, que podia ser como uma espécie de clima particular em que sobre alguém chovia sem parar, já a pressentia; tinha ideia de alguns segredos se movimentarem por vezes pela sua casa.

 

Entre o homem e a menina, está uma enorme pilha de lenha, em formato piramidal, a base criando um círculo gigante no centro da praça. Ergue-se já à altura dos sinos da igreja. A menina veio ver quanto cresceu a pirâmide na última hora. O homem espera que venham acender a grande fogueira, como um sol na noite. A aldeia inteira está recolhida, prestes a começar a ceia de Natal.

 

A menina então desvia o olhar e corre para casa com as pernas nervosas. O homem dobra-se novamente, aquece as mãos com o sopro da boca.

II

Quatro horas depois, a menina batia palmas ao encanto do fogo. Subindo, subindo, fez-se um clarão de apagar estrelas. Quando o frio se sentia instalando como sincelo nas costas, ela rodava sobre si mesma, dando a cara ao resto da noite. Depois tornava a virar-se e a sentir o quente até dentro da boca quando se ria. Estendia as mãos para a fogueira e virava-as de um lado e do outro como carne a assar. O círculo estava completo de gente, o adro da igreja ruidoso. Os rapazes da aldeia desapareciam à vez para repicar os sinos. Tudo acontecia como planeado, como em todos os Natais, porque na aldeia sempre mantinham a tradição.

 

 

 

SUSANA MOREIRA MARQUES

 

Retirado do Público

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publicado às 20:56

adolescente.png

 

 

Imagem do Sol

 

J. tem 15 anos e vive há 16 meses na ala pedopsiquiátrica do Hospital Dona Estefânia. A doença que a levou a ser internada nesta unidade já foi estabilizada e os médicos deram-lhe alta clínica há mais de um ano.

 

Há noticias que são difíceis de digerir, esta é muito difícil, até porque há o que está escrito preto no branco e o que está escrito nas entrelinhas.

 

O que está escrito preto no Branco é que uma jovem de 15 anos está há mais de um ano encerrada numa enfermaria de um hospital, onde partilha os seus dias com  "doentes agudos com perturbações mentais", isto porque a CPCJ considera que a sua família, na noticia falam da mãe, não está em condições de a acolher em segurança e não haverá vagas para ela em nenhuma das mais de cem instituições que há neste país.

 

Para quem não sabe em Portugal há mais, muito mais de cem instituições de acolhimento, e por incrível que pareça não há em nenhuma uma vaga para esta jovem que está assim condenada a viver os seus dias entre médicos, enfermeiros e pessoas doentes.

 

Não sai, raramente tem visitas, não vai à escola e os únicos jovens da sua idade com quem se dá são os tais  "doentes agudos com perturbações mentais"... se eu não mandar os meus filhos para a escola de certeza que me cai em cima a CPCJ e a segurança social de Setúbal e haverá até quem me ameace com os institucionalizar, mas pelos vistos isso não se aplica aos jovens que estão à guarda do estado.

 

O que não está escrito preto no branco e se percebe nas entrelinhas é que o verdadeiro problema não será realmente a falta de vagas nas instituições, o problema será que não há vagas para ela devido aos seus antecedentes de problemas psiquiátricos, se fosse uma jovem normal e sem problemas, de certeza que haveria vagas.... que nesse caso não seriam necessárias, pois não fossem os seus problemas estaria com a família... fantástico não é? 

 

É assim que o estado e a segurança social tratam dos jovens que tem ao seu cargo, não é por isso de estranhar que existam mais de 8000 jovens e crianças institucionalizadas, ora se demoram mais de um ano em arranjar solução para uma jovem que está a perder a sua vida encerrada num hospital...

 

Há mais alguém que  pense que tudo isto não passa de uma forma de maus tratos do estado para alguém que está à sua guarda? Qual é a CPCJ que protege as crianças dos maus tratos do estado?

 

Jorge Soares

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publicado às 22:41

direito2.jpg

Imagem do Público

 

Vivi num país em que mesmo de dia era difícil sair à rua sem medo, num país em que ao fim de 10 anos, mesmo não saindo de casa depois das oito da noite, eu era a única pessoa que eu conhecia que nunca tinha sido assaltado. 

 

Era outra vida, outro mundo, vim para Portugal e demorei anos a conseguir andar na rua ou estar sentado num sitio qualquer, sem saber e ver a todo momento tudo  o que estava a acontecer à minha volta.. e as pessoas não sabem o que isso significa e a diferença que isso faz para o nosso bem estar.

 

Por isso nego-me a aceitar que no meu país, no país que escolhi para viver e criar os meus filhos, aconteçam coisas como as que aconteceram a Sara Vasconcelos.

 

Segundo esta noticia, Sara foi barbaramente agredida por um energúmeno qualquer que guia um táxi no porto, pelo simples facto de que se despediu de uma amiga com um beijo na boca.

 

Há coisas que não tem desculpa, imagino que haverá outra versão da história para além do que a Sara conta, mas seja qual for essa versão, não pode haver desculpa para que alguém agrida desta forma cobarde, assim como não pode haver desculpa para quem assistiu a tudo e não fez nada nem denunciou.

 

Em pleno século XXI, num país que se diz europeu e desenvolvido não podem acontecer estas coisas, as pessoas não podem ser agredidas barbaramente simplesmente porque tem preferências sexuais diferentes, a liberdade sexual é um direito de cada um e todos devemos poder expressar carinho por alguém sem ter medo.

 

Eu quero que no meu país as pessoas possam sair à rua sem medo, até porque hoje agrediram a Sara porque é lésbica, amanhã o mesmo animal, que imagino continua a conduzir o táxi como se nada se tivesse passado, vai agredir alguém porque tem cor da pele diferente, ou porque é de outro clube, ou de outra religião, ou ...

 

Jorge Soares

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publicado às 22:37

Conto - Maxaqunina

por Jorge Soares, em 13.12.14

 

maternidade.jpg

Imagem de aqui

 

Bem na palma da cidade de Maputo, agarra-se um subúrbio, uma selva cercada a cal e cimento; selva onde o cifrão traz crinas e jubas, e goza de um eterno reinado. Maxaquene, como quem diz - familiares, ergue-se na assombração da vida humana; entre madeira e zinco, ecoa o rugir de um clamor desnutrido pela desigualdade socializada da cidade.

 

A vida corre asfaltada de raiva e tinha, e vai latindo de lamentações como um canino ao anoitecer da convivência social; estendida à rápida metamorfose e ladra o ser suburbano aliás, sub-humano. “Elas” são sempre o sacrifício da família, o garante dos demais membros verem o amanhã; ver a mesa pelo menos uma vez ao dia. Ter filhas, ser chulo, é algo indiferente. Elas exibem-se no tropel da vida e alimentam a cidade de gemidos, gozos e delírios outrora ocultos à gente da mesma idade. Era, é, e não se sabe até quando será assim a vida, nas maxaqueninas. Essas atletas a mercê da fome, num jogo em que quem ganha o presente perde o futuro e muito mais. Mas o que fazer quando a única saída é só para boca do tubarão?

 

As bonitas vivem pela beleza, as feias procuram outro argumento para encarar a vida, não tendo outro, estas presas a fome e nada. A Maxaquenina eleita aqui, como protagonista, era reunida de uma pigmentação preconceituosa do ser (mulata), quanto mais for clara a pele, maior é o escuro do futuro. É essa a regra e a alma do subúrbio, regra não-negra, desalmada na vastidão não-branca.

 

A Maxaquenina julgava-se na sentença máxima de pertencer a cor; uma rainha (dês) coroada da cor doada violentamente. Só compatibilizava-se pelas mesmas epidermes místicas, as igualitárias oriundas de um passado comum, de mercadores árabes a colónias europeias; que a convivência suburbana esbarra ao preço do pão. Para ela, tudo valia a pena; era a cor o seu preferencial e companheirismo ideal. Vinha sempre uma alma nua, ancorada em mares mistos e místicos; independentemente da faina, labutava neste desconceituo ofício da vida. É triste quando o que achamos que nos é igual de outro, o outro não valoriza. A convivência suburbana é uma aventura sem viagem alguma; um tempo sem compromisso com a hora.

 

A Maxaqunina era, talvez pelo esforço via-se quase, linda; trazia um fogo guardado, que o mesmo afugentava os negrinhos e aquecia os homens de cor; em vivências mal concebidas. Pois, a maldade sentir-se-á triste pela tal comparação; ela passava a vida nas piores das formas que uma moça do seu porte e cor poderia passar. Engraçado, dava tudo para manter aquela aparecia barata, aquela aparência aparentada dela mesma. A preocupação era a aparência, não a essência. Uma vez, no dia em que, não se sabendo por que razão, conseguiu somas consideráveis de cifrão. Pegou e gastou, em o quê? Roupa e cabelo. Dizia a mãe:

- Você nem cama têm, mal come; porque tchunabeibes e tizagens?, coisas caras... minha filha, tenha juízo. Juízo era realmente algo que nem a binóculos a filha contemplaria. A maxaquenina pensava rápido e curto; um pensar típico e suburbano. Aliás, um pensar que qualquer um pode, desde que pense em pensar. Pensar para logo vencer! A Escola é pensar para esperar; esperar é paciência, no subúrbio paciência traz derrota, e escola serve para ter boneca; sonho de toda menina; ela, não querendo ser excepção até na quinta classe foi suficiente para concretizar o sonho, suficiente para deixar de sonhar e ter o seu boneco; um bebé malnutrido, aliás sem nutrição; mas feliz para ele, pois seus companheiros foram anulados enquanto feto, outros jogados vivos na sarjeta. - Que sobreviva assim que estás, quem sabe no futuro... os outros nem presente tiveram. Dizia a Maxaquenina, quando o bebé fazia o que bem sabia fazer: chorar, chorar e chorar.  

 

O tempo dá azo aos seus ensinamentos tardiamente. Quanto ao exemplo desses exercícios fazia-lhe frente, virou frango para os mesmos negrinhos: assado, cozido, por vezes cru. Hoje, os sem cor, os sem alma não a erotizam, ninguém por nada, mergulha neste (mar) morto que um dia foi praia quente e os coloridos navegaram-na descamisados; uma praia virgem e exploraram-na todo atractivo erótico. Hoje paisagem, somente onde o tempo faz delas histórias de uma viagem estática. Uma viagem que traz ao mundo da pequena selva (Maxaquene) dentro da já suburbana cidade de Maputo, mais sentido ao ciclo vicioso; mais índice a obscenidade.  

 

Japone Arijuane - Moçambique

 

Retirado de Literatas

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publicado às 21:29

Padres de calendário

por Jorge Soares, em 11.12.14

padres.jpg

 

Imagem de aqui

 

Calendários com padres não são novidade, há uns tempos o Vaticano até patrocinou um em que se mostravam uns senhores de carinha laroca, isso sim, com a batina vestida e com a bíblia bem à vista. Esta semana foi noticia um calendário da igreja ortodoxa romena em que ao contrário do de Roma, não se vêem as caras, em contrapartida e a julgar pelas fotografias que me tem estado a passar pelo facebook, vê-se quase tudo o resto.

 

Pelos vistos na igreja ortodoxa os padres são pouco ortodoxos, não faço ideia se o calendário do Vaticano terá tido muito ou pouco sucesso, mas a julgar pelos comentários que tenho lido nas redes sociais, não há duvida que este vai vender e até já há por aí muita gente que de um momento para o outro está completamente convertida à fé, não sei é se é em deus ou ... nos padres.

 

O calendário que já teve versões anteriores em 2013 e 2014, tem em 2015 o objectivo de lutar contra a homofobia na igreja ortodoxa e é um tributo à tolerância dentro da igreja. As diversas fotografias pretendem representar os pecados antigos esquecidos por uma igreja que se empenha em demonizar lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros (LGBT).

 

Quem estiver interessado, eles tem um site, aqui.. e tem um vídeo promocional, este:

 

 

E pensar que houve gente que ficou escandalizada com o calendário dos bombeiros de Setúbal...

 

Jorge Soares

 

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publicado às 21:51

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