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saposelecção.png

 

Imagem do SAPO

 

Os suecos não foram melhor, nem hoje nem no jogo da primeira fase, mas não fomos capazes de lhes ganhar, e o futebol é assim, há quem diga que é mesmo esse o seu encanto... nestas alturas é difícil concordar.

 

Esta selecção recheada de jovens talentos e com um excelente treinador, não perdeu nenhum jogo oficial desde que se iniciaram as eliminatórias para este campeonato da Europa até hoje... na realidade este terminou empatado, pelo que não perdeu mesmo nenhum... mas infelizmente isso não foi suficiente para ser campeã da Europa...

 

Amanhã de certeza que haverá muita gente a dizer que isto é o nosso fado, que é sempre a mesma coisa e que já estamos fartos das vitórias morais... na realidade esta é a segunda em pouco tempo, porque no mundial sub-20 da Nova Zelândia também jogamos muito melhor que o Brasil, mas foram eles que seguiram em frente... Não, não é fado, é futebol, nos penalties é preciso concentração, competência e alguma sorte, mas não deixa de ser futebol... e nas finais alguém tem que ganhar,  e esta vez ganharam suecos.

 

Ganhando ou perdendo, acho que devemos todos estar muito orgulhosos deste jovens que representaram o país com um altíssimo nível, mostraram que há um futuro enorme neste desporto em Portugal, assim haja quem nos clubes e na federação saiba aproveitar.

 

Veremos quantos destes jovens jogadores estarão de aqui a um mês a ter oportunidades nos seus clubes, veremos quem  quer e sabe aproveitar o talento e classe que todos vimos.  

 

Era bom que fosse desta que treinadores e dirigentes dos clubes portugueses aproveitassem os jovens portugueses com talento em lugar de colocar os interesses e os cifrões que os levam a contratar e a dar oportunidade a jogadores estrangeiros muitas vezes de duvidosa qualidade.

 

Os nosso meninos estão de parabéns.

 

Jorge Soares

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publicado às 22:52

Quo vadis Grécia?

por Jorge Soares, em 29.06.15

grecia.jpg

 

Imagem do Público

 

Há imagens que valem por mil palavras, hoje vimos muitas imagens de filas nos multibancos ou de pessoas idosas às portas dos bancos, mas a mim a imagem que mais me marcou foi esta das bombas de gasolina encerradas.

 

Para quem nunca passou por uma situação como a que está a enfrentar a Grécia por estes dias, é difícil de entender do que estamos a falar, porque quem sempre deu tudo por garantido não consegue perceber que há coisas que não estão assim tão garantidas .... Na Grécia o dinheiro do estado acabou e isso traduz-se em coisas tão simples como esta, sem divisas não dinheiro para as importações e por lá, tal como aconteceria por cá, sem importações não há combustíveis... tal como em pouco tempo não haverão muitas outras coisas.

 

Na sexta eu disse aqui que as negociações só prosseguiam porque nem Tsipras nem os governantes europeus querem ficar com o ónus da culpa da saída do país do Euro. De sexta até hoje Tsipras arranjou uma forma de sair por cima, se o Não ganhar o referendo ele vai dizer que só seguiu a vontade do povo, se ganhar o Sim, ele vai ter uma desculpa para não ter que cumprir as promessas eleitorais e vai aceitar as condições da Europa.

 

Entretanto parece que o resto da Europa e até do mundo acordou para a dimensão do problema, parece-me é que acordaram tarde e não há muito mais a fazer que esperar pelo resultado do referendo... do que afinal nem se sabe bem o que estará a ser referendado, dado que o programa da Troika termina amanhã.

 

No meio de tudo isto uma coisa é certa, com o Euro ou sem o Euro, a Grécia não vai conseguir sair do buraco em que está metida por si só.

 

Ao ouvir as entrevistas de rua ao povo grego, ficamos  com a ideia de que o Não no referendo irá devolver a liberdade à Grécia, mas  de que servirá essa liberdade se o país não tiver quem lhe empreste dinheiro fresco sem ser a juros de mercado? E sem a Europa e o FMI, quem irá emprestar dinheiro à Grécia a preços que esta poderá pagar?

 

São muitas perguntas e nenhuma tem resposta fácil.

 

Entretanto, apesar do que possa dizer a múmia do palácio de Belém, não seria má ideia que o senhor Coelho e os seus pares começassem a pôr as barbas de molho, é que já há muitas a arder....

 

Jorge Soares

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publicado às 22:21

Conto - A cigarra e as duas formigas

por Jorge Soares, em 27.06.15

a-cigarra-e-a-formiga.jpg

 

Imagem de aqui

 

A cigarra e a formiga boa

Houve uma jovem cigarra que tinha o costume de chiar ao pé dum formigueiro. Só parava quando cansadinha; e seu divertimento então era observar as formigas na eterna faina de abastecer as tulhas. Mas o bom tempo afinal passou e vieram as chuvas. Os animais todos, arrepiados, passavam o dia cochilando nas tocas. A pobre cigarra, sem abrigo em seu galhinho seco e metida em grandes apuros, deliberou socorrer-se de alguém. Manquitolando, com uma asa a arrastar, lá se dirigiu para o formigueiro. Bateu - tique, tique, tique... Aparece uma formiga, friorenta, embrulhada num xalinho de paina.


- Que quer? - perguntou, examinando a triste mendiga suja de lama e a tossir.
- Venho em busca de um agasalho. O mau tempo não cessa e eu...
A formiga olhou-a de alto a baixo.
- E o que fez durante o bom tempo, que não construiu sua casa?
A pobre cigarra, toda tremendo, respondeu depois de um acesso de tosse:
- Eu cantava, bem sabe...
- Ah! ... exclamou a formiga recordando-se. Era você então quem cantava nessa árvore enquanto nós labutávamos para encher as tulhas?
- Isso mesmo, era eu...
- Pois entre, amiguinha! Nunca poderemos esquecer as boas horas que sua cantoria nos proporcionou. Aquele chiado nos distraía e aliviava o trabalho. Dizíamos sempre: que felicidade ter como vizinha tão gentil cantora! Entre, amiga, que aqui terá cama e mesa durante todo o mau tempo.


A cigarra entrou, sarou da tosse e voltou a ser a alegre cantora dos dias de sol.

A cigarra e a formiga má

Já houve entretanto, uma formiga má que não soube compreender a cigarra e com dureza a repeliu de sua porta. Foi isso na Europa, em pleno inverno, quando a neve recobria o mundo com o seu cruel manto de gelo. A cigarra, como de costume, havia cantado sem parar o estio inteiro, e o inverno veio encontrá-la desprovida de tudo, sem casa onde abrigar-se, nem folhinhas que comesse. Desesperada, bateu à porta da formiga e implorou - emprestado, notem! - uns miseráveis restos de comida. Pagaria com juros altos aquela comida de empréstimo, logo que o tempo o permitisse. Mas a formiga era uma usuária sem entranhas. Além disso, invejosa. Como não soubesse cantar, tinha ódio à cigarra por vê-la querida de todos os seres.


- Que fazia você durante o bom tempo?
- Eu... eu cantava!...
- Cantava? Pois dance agora... - e fechou-lhe a porta no nariz.


Resultado: a cigarra ali morreu estanguidinha; e quando voltou a primavera o mundo apresentava um aspecto mais triste. Ë que faltava na música do mundo o som estridente daquela cigarra morta por causa da avareza da formiga. Mas se a usurária morresse, quem daria pela falta dela?


Os artistas - poetas, pintores e músicos - são as cigarras da humanidade.

 

Henry Bugalho

 

Retirado de Samizdat

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publicado às 21:13

O que vai acontecer à Grécia? E à Europa?

por Jorge Soares, em 27.06.15

syriza.jpg

 

Imagem de aqui

 

Por estes dias o futuro da Grécia anda mais ou menos em bolandas no Ping Pong que teimam em jogar os senhores do Eurogrupo e os do governo grego liderado pelo Tsipras.

 

Num destes dias alguém me perguntava que tão importante poderia ser para Portugal e os portugueses o que por lá se decidir... fiquei a pensar e tive que admitir que tenho muita dificuldade em perceber.. os meus parcos conhecimentos de economia e finanças não chegam para tanto... 

 

A julgar pela montanha Russa em que tem andado as bolsas mundiais nos últimos dias,  sobem ou descem ao sabor do optimismo grego ou do pessimismo dos senhores da Europa, não é difícil perceber que pelo menos os juros da nossa dívida, e portanto o que temos a pagar agora e por muito tempo, são muito afectados por tudo isto.

 

Ao ouvir as noticias e os comentários de um e outro lado, o que me parece é que a corda só ainda não partiu porque nem o governo Grego nem a Europa querem ficar com o ónus da culpa de causarem a saída do primeiro país do Euro, e só isso tem mantido as negociações. 

 

O governo Grego do Tsipras e Varoufakis está amarrado às promessas eleitorais que levaram o Syriza ao poder e que os comprometem numa rotura com o passado e na luta contra a austeridade, a Europa está presa aos tratados e obrigações e evidentemente não pode entregar o dinheiro de que a Grécia tanto precisa sem que exista a garantia de que este irá ser utilizado de uma forma responsável.

 

Em Jogo estão neste momento pouco mais de sete mil milhões de Euros da última tranche do segundo resgate Grego, mas mesmo que cheguem a acordo e o dinheiro chegue à Grécia, a questão que se coloca é: O que irá acontecer a seguir?

 

Os juros da dívida Grega estão acima dos 10%, caso não se chegue a acordo, a Grécia terá que abandonar o Euro e criar uma moeda própria, mas o que fará a seguir? Onde irá arranjar financiamento para conseguir fazer ressurgir a sua economia?

 

Caso cheguem a acordo, este dinheiro fresco dará algum descanso  ao governo grego, mas o que farão a seguir? Com os juros tão altos terá de certeza que negociar um novo resgate, mas isso implicará voltar a negociar com estes mesmos senhores e novas condições e austeridade, como ficará o governo do Syriza na fotografia? Como encararão os gregos esse novo resgate?

 

Não se vislumbra uma saída fácil para a Grécia, nem para a Europa.. .e nada disto parece ser bom para o nosso futuro, há muito quem aposte que a seguir à Grécia se seguirá Portugal... apesar do bonito panorama que o nosso governo teima em pintar.

 

Jorge Soares

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publicado às 10:00

fake.jpg

 

Imagem de aqui

 

Eu comecei por encontrar a noticia no ABC online espanhol, como é costume ao longo do dia os jornais online portugueses foram fazendo eco. Primeiro o SOL, depois o JN, o DN, a TSFPT JornalNoticias ao minutoRevista SabadoTVI 24,....

 

Entre os comentários à noticia no ABC já havia quem colocasse a questão de se seria verdade ou não e para ser sincero até fiquei com a pulga atrás da orelha.

 

Com o correr do dia e à medida que a noticia ia sendo replicada nos jornais portugueses fui-me convencendo que poderia ser verdade, principalmente porque para além do carro cortado, que acompanhava o texto do ABC, iam aparecendo outras fotografias que não estavam no jornal espanhol e algumas que inclusivamente pareciam não estar no vídeo (è claro que estavam, mas uns cortes aqui e ali dão para disfarçar).

 

Ao fim do dia como estava sem tema para o post do blog, decidi que este era bom e sem investigar muito, fiz o mesmo que fizeram a maioria dos jornais, confiei no discernimento do ABC.. .e saiu este post

 

Podia simplesmente apagar o post como fizeram alguns jornais com os artigos quando deram pelo logro, podia fazer como o ABC e simplesmente mudar o texto para uma noticia sobre a brincadeira que levou à noticia original (sem dizer que eles também se deixaram enganar)....  mas acho que isso seria uma falta de respeito por quem por aqui passa...  resta-me assumir o erro 

 

Não deixa de ser interessante  ver como funcionam os jornais portugueses, eu costumo dar uma olhadela diária a alguns jornais espanhóis, principalmente o ABC e o EL Pais, não é a primeira vez que ao longo do dia vejo em português, muitas vezes mal traduzido, noticias que tinha visto em Castellano, mas nunca tinha visto tantos jornais copiarem uma noticia que afinal,.... era falsa!... Dá para ver o nível de investigação e de verificação dos nossos jornais, pelos vistos se está escrito na Espanha, é porque é verdade.... Sim, eu sei, eu também caí, mas eu não sou jornalista nem me pagam paar isto.

 

Quantos jornais tem que repetir uma noticia para que ela seja verdade?, todos, mas mesmo assim, ela continua a ser falsa.

 

O vídeo faz parte de uma campanha de marketing de um escritório de advogados... é tudo falso.

 

Deixo o meu obrigado à Dalma que me deixou o link que esclarecia tudo e felicito o anónimo que teve a perspicácia de desconfiar da veracidade da noticia e  teve a coragem de o dizer nos comentários do post.

 

Jorge Soares

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publicado às 22:48

cancro.JPG

 

Imagem do JN

 

Fátima Galega, 39 anos, recupera de um cancro no estômago. O marido, José, de 57 anos, sofre de idêntico problema no pâncreas. O filho de ambos, João Pedro, de 14 anos, luta contra leucemia e a irmã, Ana Rita, de 9, sabe há um mês que tem um linfoma no intestino. "Foi uma bomba que rebentou dentro de casa"

 

A história não é fácil de contar, na realidade é difícil até de ler, ouvir ou sequer acreditar. Numa família de 5 pessoas há quatro que sofrem de cancro... pai, mãe e dois filhos, só a filha mais nova escapa à doença.

 

Entretanto com ambos os pais doentes e desempregados vivem do Rendimento social de inserção, recebem 426 Euros por mês, sendo que só de renda pagam 265... 

 

Evidentemente não dá e as dívidas acumulam-se, a começar pela renda que já vai em três meses de atraso, aguardam que  a Câmara de Viseu lhes atribua uma casa e vivem do pouco que a camÂra e a caridade lhes vai dando.

 

É nestas alturas que tenha a certeza que deus não existe.

 

Para ajudar esta família pode fazer uma transferência usando o NIB: 003507530001659270055 ou o IBAN: PT50003507530001659270055.

 

Jorge Soares

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publicado às 23:08

meiocarro.jpg

 

Imagem de aqui 

 

Todos conhecemos pessoas que passaram por processos de divórcio, há casos e casos mas na maioria as separações são sempre dolorosas e há sempre alguém que passa do amor ao ódio e que torna a separação numa guerra aberta em que os generais são os advogados e os peões os filhos quando os há.

 

Na Alemanha há um senhor que decidiu levar à letra a sentença proferida pelo juiz e que determinava que todos os bens deviam ser divididos exactamente a meio, chateado porque achava que lhe estavam a ser tirados os bens que ele tinha adquirido com o suor do seu trabalho, munido de regra e esquadro e de uma serra eléctrica, cortou literalmente a meio tudo o que tinha que dividir. Mesas, cadeiras, camas, televisores, até o carro, tudo foi dividido exactamente a meio... tal e como dicatava a sentença.

 

Teve o cuidado de gravar tudo em vídeo, o resultado pode ser visto aqui:

 

 

Ninguém o pode acusar de não cumprir o estipulado, gostava de ter visto a cara da senhora ao receber a parte dela..

 

Já ouvi muitas histórias de divórcios mais ou menos litigiosos, mas a forma mais justa e inteligente de dividir as coisas foi a ideada por um senhor que mal sabia ler e escrever, na hora da verdade virou-se para a ex-mulher, que já estava a fazer as contas aos muitos terrenos e bens, e disse-lhe:

 

- Não há problema nenhum, um divide as coisas  em dois grupos e o outro escolhe o grupo que preferir, preferes dividir ou escolher? 

 

Jorge Soares

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publicado às 22:50

Conto - Expiação

por Jorge Soares, em 20.06.15

expiação.jpg

 

          Tínhamos uma vontade inexplicável de ter filhos desde cedo. Acredito que não racionalizávamos aquilo. Era a natureza nos impulsionando à reprodução, como no dito schopenhaueriano? Aquilo era vontade de viver? Teríamos sido selecionados desde cedo pela natureza como corpos fortes e saudáveis para gerar e cuidar de filhos, enquanto imaginávamos que nos selecionávamos mutuamente em razão do mero gosto e afeições? Ou seja, se tratava de uma simples tentativa de perpetuação da espécie? Não sei dizer, nunca soube.

          Alice dizia que queria ter filhos e eu imaginava na mesma hora o rosto das crianças, seus choros, suas brincadeiras, suas descobertas do mundo. O mundo era uma coisa enorme que precisava ser explorada e descoberta. Mas e depois? Sempre me senti frustrado com essa pergunta. É que no mais das vezes não há nada depois. Passei anos trabalhando ininterruptamente, fazendo contatos, explorando o network, bancando o boa pinta, almoçando na casa de campo de grande sócios da empresa, passando feriadões nas mansões em ilhas deles, fingindo ter algo em comum com suas vidas rasas, interpretando um papel. Tudo isso para ter o que tive. E depois?

        Depois veio aquela ideia de Alice de termos um filho. Eva também tinha. Sinto muita pena de Eva até hoje. É que ela me veio com a ideia de filhos antes de saber que era incapaz disso. Estéril. Onde entra Schopenhauer aí? Afinal, uma mulher estéril não está na natureza? Não obedece suas leis? Não modifica o que pode com a sua existência? Eva não ouvia o crescei e multiplicai, seu corpo não atendia a nenhum intento divino e, não obstante, Eva era uma deusa. Não sei até que ponto posso dizer isso, mas explorei o corpo de Eva como uma metrópole a suas colônias, até que ela ficou seca. No final havia restado apenas uma mulher incapaz de ter filhos, e aquilo não era agradável.

    

 

 

Mario Filipe Cavalcanti

 

Retirado de Samizdat

 

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publicado às 21:13

escola.jpg

 

Imagem retirada de Petição Pública

 

Há uns dias Jorge Ascensão, presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais (CONFAP), veio para a comunicação social defender que tal como os adultos, as crianças deveriam ter onze meses de aulas e um mês de férias... 

 

Hoje deparei-me com a existência de uma petição online (aqui) em que "Pais e cidadãos" se manifestam contra a proposta da CONFAP.

 

Demais está dizer que nem tanto ao mar nem tanto à terra, fiquei curioso e fui ler (aqui) o que na realidade disse o senhor da CONFAP, depois de ler, não sei se discordo assim tanto dele.

 

É claro que se nos ficarmos pelos títulos das noticias, todos somos contra termos as crianças na escola durante onze meses, se nos dermos ao trabalho de ler com alguma atenção, o que verificamos é que o senhor na realidade não pede mais tempo de aulas, pede sim, melhor tempo de escola, ou se quisermos, uma forma diferente de se estar na escola.... convenhamos que é difícil estar contra essa ideia.

 

Tenho três filhos em idade escolar, a maior parte do tempo o que sinto é que hoje em dia para os nossos filhos a escola está convertida numa corrida de obstáculos em que muitas vezes se luta contra o tempo e quase nunca se conseguem atingir todos os objectivos.

 

Os programas são cada vez mais extensos e exigentes e a maioria das crianças divide o seu tempo entre a escola, os ATL e os locais de apoio ao estudo, para onde são despejados mal saem das aulas, sendo que o tempo para brincar e ser criança é cada vez menos e de menos qualidade.

 

Quando eu era criança, já choveu muito e muitas coisas mudaram desde essa altura, tinha aulas de manhã, ia e vinha a pé  para e da escola, a minha mãe estava em casa e  tratava do almoço, eu fazia os trabalhos de casa e  tinha o resto do dia para mim e para os amigos. Hoje em dia os meus filhos saem de casa às oito da manhã, pouco depois de mim e voltam quando eu ou a mãe os vamos buscar depois dos empregos, já seja à escola ou ao ATL.

 

Não sei se a solução terá que passar por onze meses de escola ou não, mas numa coisa concordo com o senhor, há muitas coisas a mudar nas nossas escolas, eu diria que há uma revolução por fazer, muitas coisas a repensar, os nossos filhos tem direito a ser crianças e entre nós e a escola, estamos a negar-lhes esse direito.

 

É claro que muito disto passa por opções nossas e não da escola, mas o que podemos fazer quando ambos os pais temos que trabalhar e não há avós ou família por perto? E o que fazemos com as crianças durante estes três meses de férias quando temos que ir trabalhar e não há com quem as deixar? Felizmente eu posso pagar ATL's e tempos livres, mas o que faz quem não pode? Deixa as crianças sozinhas em casa?

 

Os  números da fotografia acima parecem esclarecedores, mas a realidade é que podem ser enganadores, menos horas de aulas não necessariamente tem que significar menos tempo na escola.

 

Se lermos as declarações de Jorge Ascensão com atenção reparamos que o que ele quer não é mais escola, é sim uma escola melhor e mais equilibrada.... há alguém que não concorde com essa ideia?

 

Jorge Soares

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publicado às 23:11

Parque-de-Campismo-de-Pedrogão-Grande-300x178.jpg

 

Imagem de aqui

 

Este ano acertamos na Mouche, depois de um fim de semana de calor africano e de uma semana bem quentinha, escolhemos para ir conhecer o Pedrógão Grande e arredores precisamente no fim de semana em que  O São Pedro decidiu regar a serra... e pelo menos no Domingo, choveu a potes.

 

O Parque de campismo de Pedrógão Grande é bastante simpático, pequeno, com as infra-estruturas modernas funcionais e pelo que me pareceu, bem dimensionadas para o seu tamanho. O edifico das casas de banho é novo, tem um pequeno café com esplanada onde vendem alguns produtos de mercearia. 

 

Eu gosto de parques divididos em parcelas, não gosto de aglomerações nem de ter as tendas do vizinho em cima da minha. Não é o caso do de Pedrógão, a zona de acampada tem sombras suficientes como para que ninguém tenha que ficar ao sol, mas não há parcelas e não me pareceu haver muitas restrições à ocupação do espaço ou organização.

 

A Piscina é a da fotografia, tem um excelente aspecto, pena que o tempo não ajudou.

 

Fica ao lado da barragem do Cabril a uns cinco ou seis kms do centro de Pedrógão Grande e sensivelmente à mesma distância de Pedrógão Pequeno, tem umas vistas fantásticas para o lago e para a natureza, conta com um restaurante mesmo ao lado.

 

O parque conta com Bungalows de vários tamanhos, são relativamente baratos, mas não esperem encontrar muito espaço, nós ficamos nuns que supostamente eram para quatro pessoas, talvez se as pessoas não forem muito grandes e não sofrerem de claustrofobia...

 

São razoáveis para dois adultos e duas crianças.. isto se estiver bom tempo e conseguirem colocar a mesa cá fora para as refeições...  Ninguém se atreveu a usar o duche.. 

 

Este é um parque de natureza e na natureza, o ideal para quem gosta de fazer caminhadas e/ou desfrutar das praias fluviais, no raio de algumas dezenas de kms há muito por onde escolher.. .

 

Também serve para quem gosta de pesca, há uma zona de pesca desportiva na barragem, ainda que o N., o pescador cá de casa, diga que não há peixes ... ele pelo menos não conseguiu ver nenhum apesar da quantidade de isco que gastou 

 

Concluindo, é agradável e funcional, ainda que não tenhamos ficado muito impressionados com a organização.

 

Para não variar, o site da internet do parque é miserável como é habitual.

 

Jorge Soares

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publicado às 23:45

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