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Quem ganhou estas eleições presidenciais?

por Jorge Soares, em 23.01.11

Democracia

Assim à primeira vista a primeira conclusão a retirar é que estas eleições eram mesmo dispensáveis, parece que a lógica prevaleceu, os presidentes da república ganham sempre as reeleições e por norma se contarmos os votos dos que não puseram lá os pés, quem ganhou foi a abstenção... quem perdeu?.... bom, quanto a mim, quem perdeu foi mesmo o país....

 

Não puseram lá os pés mais de 6 milhões de pessoas, há que ter em conta que os emigrantes também votam para as presidenciais, 6 milhões de pessoas que acham que podem deixar o destino do país, o seu destino, nas mãos dos outros... por muito que tente eu não consigo perceber qual é a lógica disto, se alguma dessas pessoas passar por aqui, faz favor de me deixar um comentário a explicar porque não votou.

 

Como não podia deixar de ser, estas eleições tiveram um caso, e foi por mero acaso que eu não fui apanhado por ele,  há muito que a P. perdeu o cartão de eleitor, como nas eleições anteriores fui ao site do MAI ver qual o seu número de eleitor. Por curiosidade decidi ver o que aparecia para mim... e descobri, que desde as ultimas eleições até hoje, mudei de número de eleitor e de local de votação. Entendo que com a actualização dos meus dados via cartão do cidadão, se actualizem os cadernos eleitorais, o que não entendo é porque motivo não avisam os eleitores quando isto acontece. Se não fosse a minha curiosidade, teria batido com o nariz na Urna..e duvido que alguém me tivesse conseguido explicar onde era o local certo.  Não havia necessidade.

 

Dos últimos dias da campanha, ficou-nos a certeza que o agora presidente eleito tem bastantes rabos de palha, passamos os últimos 5 anos a ouvir falar do canudo do Sócrates, dos valores da compra do apartamento da mãe do Sócrates, do caso Freeport...  veremos se a partir de amanhã continuamos a ouvir falar ou não das acções do BPN e da escritura da casinha de férias da Coelha, veremos se há neste país jornalistas com tomates para exigir ao senhor as explicações que ele disse que daria depois do dia 23, ou se todo o mundo passa uma esponja sobre o assunto.

 

Respondendo ao titulo do post, quem ganhou já sabemos, quem perdeu?.. É claro que Alegre perdeu, o Bloco de Esquerda perdeu, não sei se o PS as queria ganhar, foi por demais evidente a falta de empenho e  apoio na campanha... é estranho, mas assim de repente, quer-me parecer que o PS prefere um Cavaco conhecido que um Alegre por conhecer....mas uma coisa é certa, o país perdeu..e lá para Abril vamos perceber porquê.

 

Jorge Soares

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publicado às 21:37

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130 comentários

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De in-perfeita a 23.01.2011 às 22:34

Quem ganhou? Quem perdeu? O que aprendeu o povo português de democracia? Nada... porque este homem Cavaco Silva permanece há 22 e vai continuar no poder... e se mais pudesse mais ele ainda ia concorrer. Disso temos a certeza, ficará por este novo mandato.
Há quem diga que o povo tem o que merece e hoje lamento que não tenhamos aprendido nada. Quanto ao BPN e a casa do Algarve mesmo que ele diga alguma coisa o que duvido será tarde demais. Mas pelo menos provou-se que o dito senhor não é "imaculado".
Desculpa porque me alonguei.
Boa semana.
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De Carlos Pinto a 23.01.2011 às 23:41

Só por ignorância do que é uma escritura de compra e venda dum imóvel se podem levantar as dúvidas que a imprensa mal informada publicou.
É que, se a questão é não constar da escritura a casa em construção, os jornalistas deviam perguntar a um qualquer notário porque razão é assim.
Porque NÃO É POSSÍVEL registar na conservatória nem nas finanças uma casa em construção. É preciso qualquer construção ter LICENÇA DE UTILIZAÇÃO para poder ser registada.
Por isso, os notários não fazem escrituras de casas em construção, não há aqui nada de ilegal.
Com a escritura regista-se o terreno e depois de concluída a casa e emitida a licença de utilização regista-se a casa.
Simples para quem procura a informação legal correcta.
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De Jorge Soares a 24.01.2011 às 21:46

Olá

Nada, cada vez me convenço nada que não aprendemos nada nos últimos 40 anos.. ainda a semana passada um estudo revelou que 50% dos portugueses acha que se vivia melhor antes do 25 de Abril... como é que pode ser?

O povo vira as costas às instituições e depois dá nisto... se calhar este povo merece os governantes que tem.

Jorge

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De aespumadosdias a 23.01.2011 às 23:13

Que porcaria de país. Como dizia o Saramago era melhor que a Espanha tomasse conta disto.
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De João a 23.01.2011 às 23:17

Que porcaria de português.
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De Anónimo a 23.01.2011 às 23:58

E para que motivo os espanhois deveriam tomar conta de Portugal??? O sacrifício dos nossos antepassados então não serviria para nada!!! Se esta mal em Portugal, é muito simples, é fazer as malas e partir para ESPANHA....
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De Lucas a 24.01.2011 às 00:21

Oi anónimo!
Quando os generais "reinavam" no Brasil nos anos de 1964 em diante...e eu vivia lá, também se dizia e era obrigatório colocar dísticos nos carros com esta expressão: Brasil: ame-o ou deixe-o.
Portanto, o conselho que dá ao nosso concidadão (ir para Espanha) parece impregnado daquele tipo de nacionalismo incompatível com esta beleza de democracia federativa europeia.
Lucas Nogus
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De ARPires a 24.01.2011 às 08:57

Eu tenho pena de não ter vinte anos, pois caro anónimo, ia para Espanha ou outro lado qualquer, aqui é que não ficava, neste sítio, como dizia Fernando Pessoa, tão mal frequentado.
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De Martins a 23.01.2011 às 23:16

Porque n votei e como eu 6 milhoes de pessoas?

Pela mesma razao que n votaram aquelas, infelizmente poucas, freguesias lesadas pelo desgoverno politico dessa canalha que nos tem governado!

Quem vota pactua com o sistema, ou pelo menos n tem razoes de queixa... alguns, por ingenuidade, julgam poder mudar as coisas! Votar e um dever... Nao votar um direito!
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De Ricardo José Costa da Silva a 23.01.2011 às 23:22

Aceito a sua opinião com todo o respeito e é livre de votar ou não votar, mas não é por deixar de votar que vai fazer frente a quem quer que seja.
Se querem fazer frente ao desgoverno que existe no nosso país, porque é que não deixa de pagar os seus impostos? Porque não deixa de usufruir dos bens do Estado? Porque não deixa de contribuir para o Estado?
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De Martins a 23.01.2011 às 23:34

Os unicos bens do Estado que usufruo sao as pessimas estradas por onde circulo... Mas devo pagar bem o luxo nos combustiveis...

Quanto aos impostos n sou eu que pago, e o estado que me rouba, e descaradamente... Nao sei para que pois nem consigo uma simples consulta...

A minha esperanca e a reforma dourada que vou ter!
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De Jorge Soares a 23.01.2011 às 23:41

E acha que é não votando que vai conseguir mudar isso?.. é o contrário, não votando só consegue que continuem lá os mesmos... porque quem vota vota sempre nos mesmos.. e está visto que com os que por lá tem passado as coisas não vão mudar... que tal votar noutros e ver se são ou não capazes de fazer melhor.. ou, em alternativa, porque não se candidata e mostra que era capaz de fazer melhor?

O mais fácil é isso, não votar e depois dizer que quem lá está não serve, que tal fazer algo para que as coisas mudem?

Jorge Soares
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De Martins a 23.01.2011 às 23:51

"porque quem vota vota sempre nos mesmos.. '

Entao se e pra votar nos mesmos... vale a pena?
Como posso votar nos outros se sao sempre os mesmos?
Quem sabe n surge por ai um movimento de abstencionistas...
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De Jorge Soares a 24.01.2011 às 21:48

Os abstencionistas estão-se a marimbar para o governo e para quem governa.. como é que se poderiam juntar no que quer que fosse?.. não me parece que isso possa ser possível.

Jorge Soares
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De Daniel a 24.01.2011 às 11:56

concordo plenamente com essa ideia, pena é que poucas pessoas pensem assim. Está mais que visto que os ultimos governantes do "vira o disco e toca o mesmo" não tem ideologias democraticas , mas sim imperialistas! cada vez mais a população tem menos acesso a qualquer producto seja de 1ª ou 2ª necessidade, nós tambem temos direito a beber , fumar ,comer viajar, ou seja disfrutar de simples "luxos"! quanto aos combutiveis , retomando ao comentario anterior acho que o povo se devia juntar e riendivicar uma reduçao significativa dos mesmos! Se bem repararam ultimamente nao se tem ouvido as vozes dos camionistas, porque será!!?? talvez um acordo benéfico que nós desconhecamos. .
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De sandra a 24.01.2011 às 12:27

Concordo quem não vota não pode criticar, pois nada fez para mudar....eu somento posso dizer que o grande vencedor continua a ser a abstenção (infelizmente).
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De Cris a 24.01.2011 às 19:24

O problema é que eu vejo os mesmos em todo o lado. Não vejo outros. Outros só apareceriam quando o paradigma da ganância desaparecesse. Para isso, eu faço o que posso, mas garanto que não é na mesa de voto. Estou farta de bla bla bla, promessas vãs aos cidadãos, porque as verdadeiras promessas que cumprem é para os amiguinhos. Convenhamos, este sistema está podre. Eu não confio nos políticos! E assim como o Jorge não entende quem não vota, eu não entendo quem vota. Na verdade, eu gostava que não tivesse ido votar ninguém. Isso sim, seria bom de ver!
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De Jorge Soares a 24.01.2011 às 21:52

Cris, imaginemos que por uma daquelas coisas, tínhamos umas eleições com 100 % de abstencionismo, o que se passaria a seguir? a classe politica decidia que o povo não os queria e abandonava o governo, o que acha que se passaria a seguir?

Jorge
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De Anónimo a 24.01.2011 às 02:50

Devo dizer como estudante em Londres, este jovem de 20 anos, decidi não ir à embaixada votar para, num domingo (tão lindo dia santo), estar na faculdade a trabalhar, coisa que não se vê nos politicos do nosso país -trabalho em prol de um bem comum-!

Fugi, e ainda bem que o fiz! Se agora aqui estou, não foi com o apoio do meu amado país e do seu governo é com o esforço dos meus pais e.... calma (isto é giro... sim, mete mesmo piada) é também com o apoio do governo britânico que me paga as propinas e algum sutento!

Portanto:
- sou português;
- estou no estrangeiro;
- batalhei para ter uma bolsa que me foi rejeitada pelo sistema que gere Portugal;
- o governo do meu país de acolhimento reconhece valor e autoriza-me numa das suas universidades!
(Mete piada...)

Acho mal não ter votado, mas antes não me prejudicar do que me ver associado a tal escumalha que se rege por valores negros que afundam um país que tem muito para dar e crescer, no entanto SOBREVIVE cada vez com menos esperança. Foi à procura dela que emigrei e quando a encontrar volto para Portugal.
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De J.C.Marques a 24.01.2011 às 14:34

P/o Anónimo deLondres.

Tens toda a razão, só é pena assinares como anónimo pois isso é uma cobardia, assim até pareces que também pertences á quadrilha do Cavaco ( ñ é aquele que assaltava bancos nos anos 80).
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De Jorge Soares a 24.01.2011 às 21:58

Vivemos no mundo das oportunidades, agarrou a sua, parabéns, está feliz aí?, óptimo... tem que trabalhar ao Domingo porquê?, vejo que interiorizou perfeitamente o espírito do emigrante, deixe-me adivinhar, a seguir a ter um pé de meia vai pegar na mala de cartão e vai voltar para a terrinha a dizer que no estrangeiro é que era bom e que por aqui tudo é mau?, oups... acho que não precisa de o fazer, já o consegue fazer via internet.

Conheço vários estudantes estrangeiros que fazem o doutoramento por cá e dão aulas na faculdade..de certeza que sabem aproveitar muito bem as oportunidades que o estado português ainda bem..e ainda bem que você também aproveita as oportunidades que o governo inglês lhe dá a si.

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De safira a 24.01.2011 às 13:02

Muito bom conselho, quer dizer não ir votar para Boneco da republica é deixar que os outros decidam por nós deixar de pagar impostos, e deixar que os outros paguem por nós, bonito é por causa destes conselhos que estamos neste desgoverno uns pagam outros nem querem saber penso que o protesto de não ir votar é mais válido não acha?
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De Cris a 24.01.2011 às 19:28

Desde quando é que nós decidimos o que quer que seja. Não são eles (os políticos) que o fazem, sem nos perguntarem a opinião? Esse argumento não cola comigo.
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De Jorge Soares a 24.01.2011 às 22:00

Cris, nós decidimos que se reúne a tomar as decisões.. é para isso que serve o governo.. e é para isso que nós votamos, para que quem decide sejam aqueles que achamos mais capacitados para isso... quanto a mim, quem não vota está-se a marimbar para isso e acha que qualquer um serve.
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De Sam a 23.01.2011 às 23:45

Já pensou no significado do voto branco?
Para mim votar revela puro comodismo, revela falta de informação, falta de empenho e principalmente falta de preocupação pelo futuro do país.
A abstenção privilegia as maiorias, quer manifestar-se? Vote branco, que revela o seu interesse e exerceu o seu DIREITO e DEVER de ir votar, mas mostrou o descontentamento ao não escolher nenhum candidato por não lhe agradar a sua ideologia.
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De Martins a 24.01.2011 às 00:00

O simples gesto de me dirigir a mesa de voto implica algum reconhecimento do Sistema. Nenhum politico merece esse reconhecimento... da minha parte merece total indiferenca. Quando a abstencao atingir valores astronomicos talvez o sistema mude. O ideal seria a vergonha chegar a cara dos politicos, mas isso era pedir demasiado...
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De Lucas a 24.01.2011 às 00:33

Martins:
concordo plenamente consigo. Sabe que retratou, em cheio e com todas as letras, aquilo que eu queria dizer mas que até tinha medo pois não é "politicamente correcto".
Realmente, se ninguém votasse nessa turma do vai que é mole, eles acabariam por se sentir tão mal e com toda a imprensa (daqui e de lá de fora) malhando neles... que abandonavam, logo, o "barco".
Parabens. Lucas Nogus
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De Jorge Soares a 24.01.2011 às 22:05

E desde o seu ponto de vista, como deveria ser eleito o governo do país?.. ou acha mesmo que não deveria mesmo existir um?
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De Lucas a 23.01.2011 às 23:45

Tem razão e eu concordo consigo, meu concidadão.
Se todos pensassem e agissem assim, talvez o nosso problema (problemão) já estivesse solucionado.
Os meus respeitosos cumprimentos
Lucas Nogus
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De António Carvalho a 24.01.2011 às 08:35

Tal e qual...ò Martins... também não votei mais por essa razão, e ter trabalhar que é fruto dessa nova lei (aberto ao domingo o dia inteiro) dizem que cria mais postos de trabalho, grandes mentirosos é mas é para alimentar ainda mais os luxus dos nossos donos?
Antes das eleições disse que ninguém devia de aparecer, tive perto, aí é que eles tremiam pois a lidarem com as pessoas desta maneira pode ser que seja nas próximas.
Adeus...António
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De eueaadministracaopublica a 24.01.2011 às 09:28

Para Martins

O voto nem sempre foi um dever para todos os cidadãos, pois não muitos anos apenas podiam votar os homens!! O facto de não se exercer o direito de voto é algo que não entendo: O boletim de voto tem vários candidatos e ao escolher um pode mostrar-se o nosso descontentamento ou não! Ficar em casa ou ir passear é simplesmente alienar-se dos problemas do País e por consequência de cada um de nós e do nosso futuro!!
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De Anónimo a 24.01.2011 às 11:19

Concordo..que vota pactua com o sistema! E o sistema está podre, fede de imundice e corrupção! Não votar é a solução...derrubar o sistema anti-social, corrupto que favorece uma minoria!
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De Jorge Soares a 24.01.2011 às 11:22

Explique-me lá comop é que não votar vai contribuir para derribar um sistema? É que no limite, basta que os próprios e os seus familiares votem para que as eleições sejam válidas...

Jorge Soarse
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De MIGUEL a 24.01.2011 às 11:40

Caros Senhores

A classe politica só merece uma coisa de todos nós: INDIFERENÇA, e isso só se consegue NÃO votando. Como é possivel acreditar que alguma coisa vai mudar só porque votamos. Querem mais casos de corrupção? Mais roubos ao povo? O que eles dizem de manhã, á tarde já é mentira... Só não entendo como é que há gente que ainda anda a reboque deles e os beija e abraça. Sim são os mesmos que nos roubam diariamente.
Precisamos é que o povo tenha mais voz, mas não com este sistema podre, corrupto e caduco.
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De Jorge Soares a 24.01.2011 às 11:45

Miguel.. e não votar vai mudar o quê? a indiferença vai mudar o quê?, não será essa indiferença que faz que o sistema que temos se perpetue?

Jorge Soares
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De Teodoro a 08.05.2015 às 12:53

Ò Miguel vá morrer longe!!!
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De J:C.Marques a 24.01.2011 às 14:26

E que tal aprenderes a escrever?
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De J.C.Marques a 24.01.2011 às 14:23

Quando te referes a canalha, só podes estar a referir-te a este energúmeno mais a sua quadrilha que ganhou as eleições.
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De Ricardo José Costa da Silva a 23.01.2011 às 23:17


Quem perdeu?

Mais uma vez perdeu a democracia e os ideais por que muitos lutaram no período antes 25 de Abril de 1974. Com uma campanha eleitoral tão fraca, sem qualquer ideia para o país, os eleitores decidiram optar por deixar andar, o deixar andar muito típico dos Portugueses. Também concordo que o acto eleitoral devia evoluir, para o voto electrónico, sem a chatice dos cartões e dos números, mas mais uma vez aparece o deixa andar, o deixa andar muito típico dos Portugueses. E agora que Cavaco Silva ganhou o que se há.de fazer? Como sou Português, vou deixar andar mas estando atento ao que os nossos políticos não fazem.
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De Carlos Pinto a 23.01.2011 às 23:37

Só por ignorância do que é uma escritura de compra e venda dum imóvel se podem levantar as dúvidas que a imprensa mal informada publicou.
É que, se a questão é não constar da escritura a casa em construção, os jornalistas deviam perguntar a um qualquer notário porque razão é assim.
Porque NÃO É POSSÍVEL registar na conservatória nem nas finanças uma casa em construção. É preciso qualquer construção ter LICENÇA DE UTILIZAÇÃO para poder registada.
Por isso, os notários não fazem escrituras de casas em construção, não aqui nada de ilegal.
Com a escritura regista-se o terreno e depois de concluída a casa e emitida a licença de utilização regista-se a casa.
Simples para que procura a informação legal correcta.
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De Jorge Soares a 23.01.2011 às 23:47

E acha mesmo que aquela casa só vale 135000 Euros?... e acha lógico que se peça a licença para as obras depois destas estarem concluídas?... e acha que a história das acções também foi uma invenção dos jornalistas?..e também acha o caso BPN uma invenção?

Pode achar o que entender, mas eu cá acho que ele deveria explicar estas coisas todas.. porque temos direito a saber, ou não?
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De Carlos Pinto a 24.01.2011 às 00:00

A casa não vale 135.000 € nem é isso lá está. Se a escritura é do terreno o valor corresponde ao terreno e não há casa, nem podia ser outra coisa. A casa é avaliada depois de ter licença de utilização quando é declarada às finanças para inscrição na matriz. Quanto à licença para construção o que diz o artigo é que foi previamente apresentado projecto de alterações, que a Câmara não apreciou no tempo devido, podendo ter-se formado deferimento tácito. Sabe o que isso é?
De qualquer modo, eu que trabalho há 12 anos em licenciamento urbanístico, posso garantir-lhe que é rara a obra, em todo o país e de qualquer cidadão, que não tenha alterações na execução que são regularizadas no final, com as chamadas "telas finais".
Não conheço este caso em concreto, mas pela falta de rigor jurídico do artigo do José Cerejo, no Público (e estão lá mais falsidades do que as que estou a comentar), admito que se trate duma situação identica às centenas que eu já tratei nas minhas funções numa autarquia.

Sabe que a venda e compra de acções ainda não crime em Portugal, como dizia o Miguel Portas em 2009, quando a notícia foi manchete do Expresso?
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De Ferreira Pinto a 24.01.2011 às 11:45

Sr. CARLOS PINTO permita-me que lhe pergunte umas coisas a ver se fico esclarecido:

- a questão mais que a escritura, prende-se com a ausência de registo na Conservatória do Registo Predial;
- é verdade que para fazer o registo é necessária a licença de utilização mas, se é como diz, e não estando registado o imóvel, então o titular da propriedade está a fazer uma utilização ilegal por ausência de título?
- e sendo assim não lhe devia ser ordenado o despejo administrativo e levantado auto de notícia de contra-ordenação?
- o deferimento tácito é automático ou, à luz do RJUE, tem de ser requerido?
- e enquanto o titular do requerimento não pagar as taxas e levantar o alvará de licença de construção, mesmo que tenha havido deferimento tácito, não está a transgredir?
- já agora, sendo o titular do cargo de Presidente da República honesto e íntegro (note, por favor, que foi ele que o disse e que é duas vezes mais honesto que eu e o Sr. Carlos Pinto), não está obrigado ao cumprimento da legalidade? É que se o Sr. Carlos Pinto espreitar bem, o Código do Registo Predial tem lá um artigo que afirma peremptoriamente que o registo predial é obrigatório; aliás, o legislador até facultou um prazo de quase dois anos de isenção emolumentar para que os relapsos regularizassem a questão.
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De Carlos Pinto a 24.01.2011 às 14:54

É um facto que o registo na conservatória é obrigatório, ninguém o nega. Neste caso o lote integra um alvará de loteamento e era o titular desse alvará que tinha a obrigação de efectuar o registo na conservatória. Depois, o comprador também tem de proceder do mesmo modo e ainda de o inscrever nas finanças. Depois da casa concluída com a respectiva licença de utilização, tem de fazer o mesmo com a casa.
É verdade que, em princípio uma casa só deve ser ocupada/utilizada após a emissão da licença de utilização. Mas acha socialmente justo que se façam despejos administrativos por essa razão, quando a propriedade é do próprio? É que nesse caso convido-o a fazer o mesmo a dezenas de milhares de portugueses proprietários das suas casas que, ainda hoje em 2011 vivem as casas sem licença de utilização por todo o país em em todos os municípios!
O que me parece evidente, não conhecendo o processo em concreto, mas usando a minha experiência de mais de 12 anos no licenciamento urbanístico é que podem existir pequenas irregularidades no processo, comuns a milhares de outros por todo o pais e muitas centenas que já tive de apreciar, e que apenas refletem a eterna dificuldade dum qualquer cidadão em lidar com a burocracia, muitas vezes despropositada.
Parece-me um pouco claro que em algumas alturas a Câmara não respondeu a tempo e os atrasos públicos muitas vezes levam empresas do ramo à falencia, sabia? Garanto-lhe que conheço casos concretos.
Saudações democráticas. Sempre.
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De Carlos Pinto a 24.01.2011 às 14:55

Só mais uma nota, o deferimento tácito, a ter-se formado, não precisa de ser requerido. Se assim fosse, se depende-se de requerimento, não era deferimento tácito.
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De Carlos Pinto a 24.01.2011 às 15:02

Outra nota... a construção foi iniciada com licença camarária, pelo que o dono da obra liquidou atempadamente todas as taxas devidas.
Faço notar que em 1999 este cidadão não ocupava qualquer cargo político e em lado nenhum vi escrito que não procedeu aos registos a que estava obrigado. Aliás, para proceder ao averbamento do processo de construção concerteza que apresentou a certidão da conservatória referente ao lote.
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De Ferreira Pinto a 24.01.2011 às 17:53

O registo na Conservatória é obrigatório. O titular do alvará do loteamento tinha de registar o loteamento, é verdade mas também é verdade que a partir daí todas as transmissões ou alterações têm de ser registadas. Estamos ambos de acordo e ainda bem.
Quanto ao despejo administrativo só falei dele por ser a medida sanção legalmente prevista e não como lei-medida por estarmos a falar de quem falamos.
Posso não concordar, e há casos em que não concordo, mas é uma das minhas tarefas diárias ordenar a reposição da legalidade urbanística.
Concordo quando aborda a questão das pequenas irregularidades e também que para falarmos de todo o processo do loteamento seria preciso conhecer o mesmo de fio a pavio.
Nada contra.
Quanto à questão das taxas, e escrevo segundo o que consegui juntar de várias leituras, parece que quando a famosa escritura de permuta é efectuada e o proprietário se torna o cidadão Aníbal Cavaco Silva a obra não só não estaria concluída, como existiram depois alterações. Contudo, quando mencionei as taxas, reportava-me às taxas finais as que são devidas pela emissão da licença de utilização.
A VISÂO e o PÙBLICO falavam do lote estar omisso na Conservatória. Mas, como lhe disse, escreve-se e fala-se segundo o que se lê.
Pessoalmente acho que o candidato agora reeleito falhou porque tudo seria mais simples se tivesse pura e simplesmente dito: está aqui, registei ali, escriturei acolá e ponto final! Tem de admitir que não é curial uma pessoa não se recordar onde fez a escritura e ser desleixado ao ponto de não registar o património, especialmente quando falamos de um cidadão que não corresponde bem ao do padrão do homem médio.
Tirando isso, e não gostando do homem, sempre lhe direi que ter assentado baterias por esse lado foi um disparate absoluto e uma demonstração de que não conhecem o povo.
Finalizo expressando a minha discordância quanto à questão do deferimento tácito.
Já no DL448/91, o artº 68º previa acções para o reconhecimento de direitos; com o RJUE o artº 112º apontava para casos de intimação judicial para a prática de acto legalmente devido e assim continua a ser devendo depois conjugar este com o disposto no artº 113º.
Mas tudo isto, meu caro, como o povo que se deu ao trabalho de ir votar mostrar são “peanuts”!
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De Maria Luisa a 24.01.2011 às 13:55

Senhor Jorge Soares: é por esta e por outras que andamos todos fartos da política. As eleições já eram, toca a aceitar o voto de quem foi às urnas e que merece respeito. Quem lá não foi, tivesse ido, as discussões sb isso são estéreis e ng que não quer ser convencido se deixa convencer com estes argumentos fraquitos. Estamos a fazer dos abstencionistas uns totós que não são. O povo votou em liberdade e como entendeu, e não há votos de 1ª e de 2ª classe, e quem ficou em casa fez tb uma opção. CS está eleito e quem não ficou contente, arranje argumentos mais válidos, dinamize projectos cívicos, deixe de falar mal e exerça a cidadania como deve ser, actuando com honestidade e não andando à coca de rabos de palha que, pelos vistos,todos têm, uns mais do que outros. Está na hora de quem se não reviu nesta escolha arranjar alternativa melhor, daqui a 5 anos há mais. Chega de responsabilizar tudo e todos pelo estado a que isto chegou. Chegou pq a malta se entretém com estas futilidades. Triste povo que gasta as energias assim. Toca a partir para outra, a ser mais interventor, a bater o pé à injustiça e à desonestidade. A sociedade e a democracia agradecem!
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De Jorge Soares a 24.01.2011 às 14:05

Deixe lá ver se eu percebi o seu ponto de vista, ser interventivo é comer e calar?... e já agora esquecer os rabos de palha do Cavaco Silva?...

Tem direito à sua opinião, mas quanto a mim ser interventivo é questionar, é tentar perceber o que está mal para poder pensar em fazer melhor, é não deixar cair no esquecimento que temos na presidência da República alguém que se acha acima de todos nós e que se recusa a explicar porque aparentemente não paga os impostos como todos os outros... não, comer e calar não é ser interventivo... e se há coisa que nunca farei é comer e calar.

Basta perder um bocadinho a ler este blog para perceber que intervenção é comigo.. e não é só na politica.

Jorge Soares
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De xana a 23.01.2011 às 23:47

Acho que os cadernos eleitorais por aqui não foram actualizados, eu continuo com o mesmo número, ainda me disseram, para ir à sede de freguesia, por ter cartão de cidadão, mas eu sabia o meu número de eleitor e lá constava ele dos cadernos.
Sou da mesma opinião que tu, se era para ficar igual, nem valia a pena gastar dinheiro dos nossos impostos. Sou da mesma opinião que tu, enquanto mais de 50% dos eleitores ficar em casa, só mudaremos para pior, e a próxima etapa para piorar tudo é mesmo em Abril. Eu irei votar, como sempre fiz, mas sei que como nestas eleições, o meu voto fará pouca diferença, enquanto houver pessoas que deixam as sondagens ditar quem ganha antecipadamente, e que ficam em casa à espera que outros escolham por eles e depois são os primeiros a queixarem-se. Quem não escolhe, não tem de queixar-se, tem que se sujeitar. Nós que votamos, podemos reclamar, fizémos uma escolha, boa ou má, mas exercemos um direito que é de todos. Votar não é obrigação, é antes de mais um direito, um poder escolher uma orientação para o país, escolher quem olhe pelos nossos diereitos e deveres enquanto cidadãos de um país. O probelma surge quando uma maioria de memória curta escolhe quem apenas olhe pelos nossos deveres, e obrigações, atropelando os nossos direitos, tornando aquilo que deveria ser uma Democracia, em algo que tenderá a tornar-se semelhante a uma ditadura encapotada por sorrisos, e palavras mansas só para entreter. Custa-me a entender esta mentalidade portuguesa, de manter pessoas na política a dirigir os destinos do país, que já se provou que fugiram aos impostos, facilitaram negócios, fecharam aos olhos á corrupção e beneficiarm uns quantos, e foram benefiados por outros tantos, mas parece que este tipo de governção já vem desde os tempos dos descobrimentos, já está no ADN português.
bjks
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De amorim a 23.01.2011 às 23:59

Bem escrito xana. Parabens
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De SUPERJORGE a 24.01.2011 às 00:31

Não votar é uma escolha igual à de votar, o abstencionismo é a maior força politica em Portugal com mais de 50% de eleitores. Agora adivinhe o porquê dessa opção. Se vc votou cavaco votou em alguém que não fez nada que podesse prejudicar o seu lugar numas reeleições. Se votou no alegre votou num traidor à pátria e que iria fazer o jogo socialista. Se votou nos outros isso não incomodou ninguém dos grandes partidos e nem tão pouco adiantou de nada. Foi apanhar frio para nada.
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De Anónimo a 23.01.2011 às 23:53

Desde que se pode exercer o direito de votar nunca faltei, porque assim dá-me o direito a reclamar, mesmo que ninguém oiça a minha voz. Votar não é uma obrigação, mas sim um dever!!!
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De Existe um Olhar a 23.01.2011 às 23:57

Quem ganhou? Ganhou quem votou na continuidade de esquemas e falcatruas, quem não quer ver a desonestidade, quem se acomoda, quem perdeu a força para lutar, quem continua a acreditar que tudo o que de menos bom vem a lume são invenções da comunicação social e seis milhões ficaram calados pelas mais diversas razões, que eu não entendo.
Quem perdeu? Perdeu um país que só daqui a algum tempo se dará conta do enorme buraco em que está metido.
Com a campanha a que assisti e com o que ouvi, também fiquei com dúvidas se algum dos candidatos teria perfil para tomar as rédeas deste país.
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De SUPERJORGE a 24.01.2011 às 00:21

Não votei e passo a explicar o porquê! Aprendi há já muitos anos que não me adiantava de nada votar. É sempre a mesma coisa, não adianta ir atrás de programas politicos e promessas porque sejam desde a extrema esquerda até à extrema direita todos dizem uma coisa e fazem outra. Em Portugal e não só, há falta de alternativas sérias. Observemos por exemplo as eleições de hoje, que alternativas havia? Cavaco? Esse é da Familia Mafiosa PSD, e todos sabemos como é essa familia, nem preciso falar de nomes porque já são sobejamente conhecidos pelos roubos, desvios de capitais, corrupção etc etc e todos impunes como não poderia deixar de ser. A Familia Mafiosa PS? Bom querem começar por quem? Mario Soares e sua familia? Querem outros? Escolham, porque nomes não faltam, também tudo mafioso que baste e que para não fugir à regra todos impunes também. A familia Mafiosa do CDS? Aí já são menos, mas também como não poderia deixar de ser são impunes e inimputaveis não esqueçamos os submarionos, os helicopteros os sobreiros etc etc. As obsoletas Familias Mafiosas da Esquerda? É só ver os acoontecimentos de quando foram Governo ou onde ainda são representantes ou seja nas Camaras Municipais, venha o Diabo e escolha. O Orgulho Português? Mas orgulho em quê? Portugal desde os seus primordios para o povo sempre foi uma pobreza desgraçada. Os descobrimentos maritimos?? Ora um punhado de burgueses que faziam o engajamento de marinheiros caídos de bêbados nas tabernas de Lisboa e que os metiam nas Caravelas em que os desgraçados quando acordavam já iam no alto mar e sem hipoteses de regresso, onde eram escravizados à força bruta. Um Colonialismo sem ponta por onde se pegue. Os outros países colonizavam e extraiam tudo o que podiam para a potencia colonial, Portugal obrigava a que tudo fosse investido nessa mesma colonia, excepto os impostos para o Rei e respectiva corte. Resultado, os outros acomulavam riqueza, Portugal acomulava pobreza. Terminou o colonialismo e Portugal ficou com a fama de colonizador e sem riqueza, porque se fizermos comparação aos outros países colonizadores o ouro do Banco de Portugal era uma ninharia para 500 anos de colonialismo. Terminou o colonialismo, terminou a época que chamaram de diatdura e veio a revolução, e o que o povo ganhou? Liberdade de expressão?? Ora isso não passa de conversa fiada. Dantes não se podia falar e agora fala-se mas ninguém liga ao que se fala. E para ser até mais correcto, também já não se pode falar à vontade porque aí vem o Estado e aplica repressão que pode ser o despedimento principalmente na imprenssa (muitos foram já os casos denunciados). Os tipos dos governos roubam, desviam, favorecem os amigos, etc etc tudo impunemente e depois quem paga a factura?? Adivinhem. Portanto estão poeticamente a perguntar porque há quem não vá votar? Essa é a razão. Não há ninguém de jeito para se votar. Portanto não me incomodo a sair de casa para ir contrubuir para o bem estar dos politicos porque com toda a certeza para o meu bem estar ou da minha familia não seria concerteza que iria adiantar alguma coisa eu ir votar. No dia em que eu vir alguém que eu ache que vale a pena eu incomodar-me a ir votar nele(a) porque de facto reconheço que essa pessoa tem capacidades para modificar para melhor a vida de todos os portugueses, aí sim eu vou votar.
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De Álvaro Cardoso a 24.01.2011 às 00:38

Não é com o voto que se contribui para o bem estar dos políticos, mas sim com os impostos que eles nos fazem pagar. Se acha bem pagar e calar, deixar os outros pôr lá quem entendem para o roubarem, então não vote.
Pode dizer que não seria só o seu voto que iria alterar as coisas. Mas isso é um círculo vicioso, a partir do momento em que há milhões de eleitores com igual atitude.
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De Jorge Soares a 24.01.2011 às 23:03

Fantástico, cheguei ao fim e conclui que para si a solução será.... bom, não sei, está tudo mal e desde a época dos descobrimentos que não melhora.... então, e tem uma solução para tudo isto?.. ou basta com não votar?

Jorge Soares
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De Álvaro Cardoso a 24.01.2011 às 00:27

Quem não vota como forma de "protesto" está errado porque ninguém tem em conta esse protesto nem, dessa forma, tem qualquer hipótese de mudar o que está mal. Se se acha melhor que qualquer candidato pode candidatar-se e apresentar o seu projecto em alternativa.
Quem vota em branco também não resolve nada, porque só os votos expressos têm qualquer influência, positiva ou negativa. Neste momento, o que conta é que Cavaco ganhou e, infelizmente, vamos ter mais 5 anos do mesmo. Ele está-se nas tintas para os votos em branco e abstencionistas e já clamou bem alto que o povo lhe deu a vitória, premiando a sua seriedade e castigando o que ele chama calúnia. E já prometeu mais do mesmo. De facto, o povo premiou a sua arrogância e esteve indiferente à sua recusa ostensiva em esclarecer os casos duvidosos em que esteve envolvido. Isto é assim porque o povo gosta de pessoas que se sabem "amanhar", como já se viu em eleições anteriores.
E tem havido bem pior que Cavaco Silva, todos sabem. O que não é consolo.
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De Nina Abreu a 24.01.2011 às 09:11

"Quem vota em branco também não resolve nada, porque só os votos expressos têm qualquer influência, positiva ou negativa."

Álvaro Cardoso
Desloquei me à urna e votei em branco. Pela 1ª vez. Um voto em branco, mesmo não tendo resultados imediatos, é diferente da abstenção. É por demais evidente que estas duas opções obrigam os políticos, e não só, a fazer leituras bem diferentes.
Se para justificar a abstenção até as temperaturas baixas vão buscar, como justificar os votos brancos?
Depois, acresce que se a percentagem da abstenção fosse de votos brancos, sabíamos que as eleições caíam. Este é um facto talvez desconhecido por muita gente. O voto branco tem muito mais impacto que a abstenção.

Nina Abreu
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De Jorge Soares a 24.01.2011 às 09:34

Nina, para as eleições presidenciais só os votos válidos contam, nem os brancos nem os nulos tem qualquer valor.

É verdade que se existisse um numero avassalador de votos brancos isso teria algum impacto mediático, mas o seu efeito no resultado seria zero... acredita mesmo que estes politicos tirariam alguma ilação disso?... de certeza a mesma que tiram dos mais de 50% de abstenção.

Jorge Soares
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De silvia a 24.01.2011 às 10:17

onde estava a alternativa de voto? Para outros arranjarem mais tachos é melhor os mesmo, pode ser que com a barriga cheia não lhes apetece comer mais e só também as pontas dos dedos.

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