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escolher quem vive e quem morre

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Vivemos numa sociedade em que, independentemente das restrições orçamentais, não é possível em termos de cuidados de saúde todos terem acesso a tudo


Será que mais dois meses de vida, independentemente dessa qualidade de vida, justifica uma terapêutica de 50 mil, 100 mil ou 200 mil euros?


As frases acima fazem parte de um parecer do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida (CNECV) que foi elaborado a pedido do Ministério da Saúde e incidiu principalmente sobre três grupos de medicamentos: para o VIH/sida, para os doentes oncológicos e para os doentes com artrite reumatóide.

 

Traduzindo por miúdos, o parecer que recorde-se é de uma comissão Nacional de Ética,  permite que a partir de agora o ministério da Saúde , os hospitais, ou os médicos, possam decidir por exemplo se um doente com cancro em estado terminal vai ou não ter direito a tratamentos que sirvam para lhe prolongar a vida.

 

Na pratica, este parecer dá às autoridades de saúde o direito a decidir quem vai viver e quem vai morrer, quem vai ter direito aos medicamentos mais caros e quem  só tem direito aos mais baratos, quem vai ser tratado atá ao ultimo momento e quem vai ser abandonado quando chegar a um estado em que a doença seja incurável.

 

Onde está a ética em  passar para as mãos dos médicos a decisão de quem tem direito a morrer e quem tem direito a viver?

 

Há algo nisto tudo que me faz imensa confusão, existem neste país leis contra a eutanásia e o suicidio assistido, um doente ou os seus familiares não podem decidir quando parar o seu sofrimento ou o dos seus seres queridos, mas agora acha-se ético que em nome de interesses económicos os médicos e hospitais possam decidir por eles.... e chamam a isto Ética?

 

 

Jorge Soares

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publicado às 21:44

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1 comentário

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De Valdemar Katayama Kjaer a 21.04.2015 às 16:23

Antes de fazer o comentário, gostaria de esclarecer que sou brasileiro e um liberal clássico - ou seja, acredito que o Estado deve ser mínimo, apenas o necessário, e que as pessoas devem ser responsáveis por si mesmas (o preço da verdadeira liberdade é a responsabilidade).
Quando as pessoas delegam a responsabilidade do próprio cuidado a terceiros ou acreditam que existe saúde "gratuita" ou "barata", acabam pagando um preço muito alto, no final: pagam com sofrimento e a própria vida. O sistema de saúde pública do Brasil e, pelo que soube, de Portugal, prometem o que não podem entregar: a melhor saúde do mundo, para pessoas que não produzem recursos financeiros (impostos) suficientes para arcar com o custo do próprio cuidado. Eu prefiro depender de mim mesmo, trabalhar duro sabendo quanto custa meu plano de saúde privado, do que acreditar que o Estado vai ser capaz de fornecer a qualidade que exijo. Minha vida não tem preço, nada faz sentido sem ela, por isso, não vou deixá-la sob a responsabilidade financeira de intermediários, que não têm compromisso com o meu bem estar. Mas, se o povo quiser esse 'atravessador', o governo, (que gasta muito com burocracia e ineficiência), que pague então arque com o preço. Seria muito melhor se todos ao menos pagassem um valor fixo mensal mínimo, destinado especificamente para o Ministério da Saúde, para saberem quanto custa o "plano de saúde do Estado". Aposto que se fosse feito isso, logo todo mundo procuraria um plano privado... Mas, apenas para terminar, o que sinceramente penso ser errado é ter umas poucas pessoas trabalhando duro para sustentar o custo dos que não suam a camisa enquanto podem, mas que exigem ser atendidas quando sofrem. É bem a versão moderna da fábula da cigarra e a formiga. Eu sou uma formiga brasileira, entrego 44% de tudo o que produzo para o Governo, não tenho retorno em saúde, educação e segurança proporcional ao valor que sou obrigado a pagar e ainda tenho de pagar saúde, educação e segurança privada, para ter a qualidade que desejo para a vida de minha família. Desculpe-me pelos erros, estou escrevendo apressadamente.

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