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JorgeSilva.jpg

 

Imagem do Público

 

O Rendimento de Cidadania  ou ainda Renda Básica, é uma quantia paga em dinheiro incondicionalmente a cada cidadão pertencente a uma determinada região. O valor é distribuído pelo poder público de forma igualitária, não importando o nível social ou disposição para o trabalho de quem recebe. A retribuição garante o direito inalienável de todos usufruírem de uma parte das riquezas produzidas na região. (in Wikipédia)

 

A primeira vez que ouvi falar deste conceito foi através do Podemos, partido político da esquerda anti-sistema espanhola, esta proposta está entre as linhas mestras do Partido e  será de certeza um dos pontos que está neste momento em discussão entre Pablo Iglésias e Pedro Sanches, líder do partido Socialista.  com vista à formação de um governo de alternativa de esquerda ao PP do actual primeiro ministro Rajoy.

 

Traduzindo por miúdos, a Renda básica seria uma quantia a distribuir pelo estado a todos os cidadãos independentemente da situação financeira, familiar ou profissional, e, idealmente, deveria dar para viver de forma digna.

 

É uma ideia que se encontra em discussão em alguns países e que segundo uma noticia do Público estará prestes a ser aplicada de forma experimental na Finlândia e em algumas cidades da Holanda. Em Macau os gigantescos lucros do jogo são utilizados para algo parecido.

 

Em Portugal a ideia foi hoje apresentada na assembleia da República pelo Deputado Jorge Silva do PAN.

 

O conceito não deixa de ser interessante, sobretudo se for levada à letra a parte "deveria dar para viver de forma digna", resta uma questão muito interessante, num país como Portugal,sem petróleo ou outros recursos naturais e sem os lucros do jogo de Macau, como seria possível financiar algo assim?

 

Ao fim do dia na Antena 1 alguém, não me lembro do nome do senhor, defendia o conceito e a sua aplicação, como forma de financiamento propunha o fim dos paraísos fiscais e o pagamento justo e sério  de impostos por empresas e cidadãos. Mesmo que isto fosse possível, não sei se o dinheiro que de aí resultaria seria suficiente para manter a medida e a continuação do estado e das garantias tal como as conhecemos.

 

Não vou entrar na discussão sobre se uma medida destas  faria ou não que as pessoas simplesmente deixassem de se preocupar por ter um emprego e um salário para além do que daqui receberiam, mas não há duvidas que esta medida resolveria muitos dos males que afligem a nossa sociedade....O meu bom senso diz-me que simplesmente é impossível de concretizar.

 

Com respeito ao PAN, está muito longe de ser o Podemos, assim como Jorge Siva nunca será Pablo e Iglesias, para o bem e para o mal.

 

Jorge Soares

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publicado às 22:15

Onde nasceu o Carnaval?

por Jorge Soares, em 08.02.16

Carnaval

Imagem minha do Momentos e Olhares

 

Ao contrario do que muita gente possa pensar, o Carnaval não é uma festa inventada pelas mulatas esculturais no Brasil, também não é uma tradição católica e não tem nada a ver com a Quaresma e o jejum, que são invenções bem mais recentes.

 

A origem da tradição do Carnaval remonta à Grécia antiga, por volta de 600 antes de Cristo com o aparecimento da agricultura, os antigos gregos festejavam mais ou menos nesta altura a fertilidade e produtividade dos solos. Desde o século VII antes de Cristo, quando se festejava o culto a Dionísio e até ao ano 590 d. c., festejava-se o Carnaval pagão.

 

O festejo com folias e máscaras tem origem no antigo Egipto, onde os foliões se juntavam à volta da fogueira. Do Egipto a tradição espalha-se pela Grécia e  Roma antigas e é nesta altura em que o sexo e as bebidas se incluem na tradição. A festa funcionava como uma válvula de escape para a intensa luta entre classes sociais.

 

No Ano 590 depois de Cristo, a igreja católica decide incorporar a festa como um evento religioso numa tentativa de a controlar, já que era considerada um evento libertino e pecaminoso.  Em 1545, o Concilio de Trento reconhece o Carnaval como um evento de rua e popular e define a data em que se deve festejar. Isto para evitar que coincida com a Páscoa.

 

O Carnaval ocorre sempre 40 dias antes do Domingo de Ramos, que se festeja na semana anterior à Pascoa. A Pascoa católica por sua vez, ocorre sempre no primeiro fim de semana a seguir à primeira lua nova da Primavera.

 

O Carnaval foi levado para o Brasil pelos Portugueses, ainda que quem der uma olhadela pela maioria dos Carnavais que por cá se festejam, fique com a certeza que foi ao contrário... e este ano com o frio que está, causa arrepios só de olhar.

 

Jorge Soares

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publicado às 23:20

Afinal de que temos medo?

por Jorge Soares, em 21.09.15

europa.jpg

 

...há neste mundo mais medo de coisas más

que coisas más propriamente ditas..

Mia Couto

 

Há pouco  no telejornal foi noticia uma manifestação onde  umas dezenas de pessoas algures em Lisboa,  mostravam cartazes e gritavam consignas contra a entrada de refugiados em Portugal.. Para além dos slogans mais ou menos racistas e xenófobos, o jornalista tentou fazer as pessoas falarem do que estavam ali a fazer, em vão, todos repetem as mesmas frases feitas, mas ninguém consegue ir mais além e formular duas ou três ideias.

 

Esta manifestação não me estranha, a extrema direita nacionalista, racista e xenófoba existe em Portugal e até tem um partido que concorre em todas as eleições, felizmente não são mais que aquelas poucas dezenas.

 

Para ser sincero a mim tem-me chocado  muito mais ver pessoas que conheço há anos, com as que já falei muitas vezes, a publicar ou partilhar no Facebook  posts contra os refugiados, contra o islão, contra a emigração...

 

De vez em quando o assunto vem à baila nas conversas do dia a dia e para grande espanto meu a maioria das pessoas ainda que não expresse directamente, parece de uma ou outra forma ser contra o acolhimento de refugiados em Portugal.

 

Em comum há sempre duas coisas, a situação do país e o medo ao que possa vir, e não vale a pena explicar que não são 5 ou seis mil pessoas que irão fazer a diferença na economia portuguesa, ou que os terroristas ou já cá  estão ou se quiserem vir não vão atravessar desertos e arriscar-se a morrer nas travessia do mediterrâneo, aliás, o que temos vistos é que há portugueses a ir combater na Síria e no Iraque ao lado do estado islâmico e esses vão para lá de avião.

 

Não percebo bem porquê nem desde quando, mas pelos vistos para o português médio, Sírio é sinónimo de terrorista e mesmo que venha com a mulher e os filhos pequenos, continua a ser terrorista e só pode vir para cá causar problemas.

 

O mais estranho é que esta conversa parece ser transversal a toda a sociedade portuguesa, porque ouvi o mesmo medo em pessoas de todas as classes sociais e níveis de instrução.

 

Estas conversas deixa-me sempre triste e irritado, primeiro porque há pessoas que me causam uma enorme decepção, porque na maior parte dos casos são pessoas com as que de uma ou outra forma trato  há anos e parece que afinal não as conhecia. Por outro lado a tristeza é muito maior porque é de seres humanos que estamos a falar e parece que a maioria desta gente os preferia ver a morrer já seja na miséria ou nas guerras civis dos seus países de origem.

 

Dizia Mia Couto há dois ou três anos no Estoril que ...há neste mundo mais medo de coisas más que coisas más propriamente ditas... nestas alturas percebemos o alcance das palavras do grande escritor Moçambicano. 

 

Quanto a mim, há pessoas que para as quais não voltarei a olhar da mesma forma, sempre tive mais ou menos a noção que o povo português é na sua génese racista e xenófobo, já não devia ser apanhado de surpresa, mas confesso que não tinha a noção de que somos tão medrosos e vivemos com tantos fantasmas à  nossa volta.

 

Se puderem vão ler o texto de Mia Couto sobre o Medo, aqui

 

Jorge Soares

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publicado às 22:23

saposelecção.png

 

Imagem do SAPO

 

Os suecos não foram melhor, nem hoje nem no jogo da primeira fase, mas não fomos capazes de lhes ganhar, e o futebol é assim, há quem diga que é mesmo esse o seu encanto... nestas alturas é difícil concordar.

 

Esta selecção recheada de jovens talentos e com um excelente treinador, não perdeu nenhum jogo oficial desde que se iniciaram as eliminatórias para este campeonato da Europa até hoje... na realidade este terminou empatado, pelo que não perdeu mesmo nenhum... mas infelizmente isso não foi suficiente para ser campeã da Europa...

 

Amanhã de certeza que haverá muita gente a dizer que isto é o nosso fado, que é sempre a mesma coisa e que já estamos fartos das vitórias morais... na realidade esta é a segunda em pouco tempo, porque no mundial sub-20 da Nova Zelândia também jogamos muito melhor que o Brasil, mas foram eles que seguiram em frente... Não, não é fado, é futebol, nos penalties é preciso concentração, competência e alguma sorte, mas não deixa de ser futebol... e nas finais alguém tem que ganhar,  e esta vez ganharam suecos.

 

Ganhando ou perdendo, acho que devemos todos estar muito orgulhosos deste jovens que representaram o país com um altíssimo nível, mostraram que há um futuro enorme neste desporto em Portugal, assim haja quem nos clubes e na federação saiba aproveitar.

 

Veremos quantos destes jovens jogadores estarão de aqui a um mês a ter oportunidades nos seus clubes, veremos quem  quer e sabe aproveitar o talento e classe que todos vimos.  

 

Era bom que fosse desta que treinadores e dirigentes dos clubes portugueses aproveitassem os jovens portugueses com talento em lugar de colocar os interesses e os cifrões que os levam a contratar e a dar oportunidade a jogadores estrangeiros muitas vezes de duvidosa qualidade.

 

Os nosso meninos estão de parabéns.

 

Jorge Soares

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publicado às 22:52

De volta à terra

por Jorge Soares, em 21.04.15

lopetegui.jpg

 

Imagem do Público

 

Era necessário voltar à terra, a semana passada tudo o que podia correr bem correu e deu a muita gente a hipótese de sonhar, de acreditar que podia ser possível, hoje voltamos todos à terra. A verdade é que nem havia tanto Porto nem tão pouco Bayern como tinha parecido no jogo do Dragão.

 

Este Bayern de Guardiola,  os seus inúmeros campeões mundiais e europeus e os seus muitos milhões de Euros, está de certeza entre as quatro ou cinco melhores equipas do mundo. O Porto, com a equipa mais jovem dos últimos anos e um treinador com evidentes capacidades mas ao que ainda falta a tarimba e a rodagem que só o tempo pode dar, não tem, e dificilmente poderia ter nesta altura, a bagagem suficiente para poder competir de igual para igual com as grandes equipas como o Bayern.

 

Apesar de que considero que nem o resultado da semana passada nem o de hoje reflectem a real diferença entre as equipas, não tenho duvidas que  o resultado final da eliminatória é o espelho fiel da diferença entre o futebol alemão e o português. De um lado temos equipas com dinheiro e capacidade para irem buscar os melhores jogadores do mundo, do outro temos um futebol que cada vez mais terá que recorrer aos jogadores jovens e apostar na formação se quer sobreviver.

 

O Porto fez uma enorme aposta nestes jogadores e independentemente do que aconteça no próximo domingo e no resto da temporada, pode-se dizer que foi uma aposta se não ganha, pelo menos feliz. É  verdade que corre o risco de não ganhar nada, mas ganhou uma equipa  e conseguiu tornar em certezas alguns jogadores.

 

Curiosamente a primeira consequência desse (quase) sucesso é que uma boa parte dos jogadores que terminou de formar, para o ano estarão algures noutras equipas de outros campeonatos, não a contribuir para o sucesso do Porto e sim para aumentar a diferença entre o nosso campeonato e o dos países onde há dinheiro.

 

Quanto ao Porto, encontrará de certeza outros jovens que irá formar e terá de novo uma boa equipa para lutar pelo campeonato português, até poderá incomodar uma ou outra vez os grandes senhores do futebol europeu, mas ganhar a champions e lutar de igual para igual com os Bayerns deste mundo, isso dificilmente voltará a acontecer, pelo menos nos próximos anos.

 

É isso, hoje voltamos à terra, O Bayern voltou a ser gigante, Guardiola voltou a ser o melhor treinador do mundo e vai continuar muito tempo em Munique e Lopetegui terá que esquecer o sonho de ir para o Real Madrid por mais uns tempos.

 

Jorge Soares

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publicado às 22:02

tsipras.jpg

 

Imagem de aqui

 

Já é definitiva a vitória do Syriza nas eleições Gregas, ainda há algumas duvidas sobre se terá ou não a maioria absoluta, faltam-lhe dois deputados, mas  de uma coisa não restam duvidas, há um claro virar de página e um arrumar dos partidos  tradicionais que levaram o país ao descalabro económico.

 

O discurso de vitória de Alexis Tsipras foi muito claro, a Grécia vai deixar a austeridade para trás, mas havia mais promessas de ruptura com o passado recente e com as imposições da Troika, nomeadamente e entre outras coisas: contratar os funcionários públicos que foram despedidos, repor os cortes de salários e pensões, aumentar o valor do subsídio de desemprego e do salário mínimo nacional... para além da renegociação da dívida pública.

 

Resta saber se e como tudo isto será possível, apesar de que o governo actual garante que a Grécia saiu da crise, a realidade parece estar muito longe disso, com um programa de assistência que termina no fim de Fevereiro e uma dívida publica que apesar de já ter sido renegociada é superior a 150% do PIB, será muito difícil senão impossível que a Grécia por si só e sem a ajuda da Troika, consiga seguir em frente.

 

A saída do Euro foi deixada cair pelo Syriza durante a campanha eleitoral, ao manter-se dentro da moeda única há metas e medidas que obrigatoriamente tem que ser cumpridas e que de certeza impedirão que seja possível cumprir com a maioria das promessas eleitorais de Tsipras.

 

O novo governo grego terá sim ou sim que negociar com Bruxelas e os restantes parceiros da Troika,  desde o meu ponto de vista o primeiro a negociar são os valores e/ou os prazos de pagamento da enorme dívida pública, não há forma nenhuma de levar em frente o que foi prometido durante a campanha eleitoral e continuar a pagar juros e divida ... e isso vai ter que ser aceite pela Grécia e pela Troika, vão ter que haver cedências sim ou sim de parte a parte.

 

Existe claro a alternativa de simplesmente deixar de pagar, sair do Euro e tentar seguir em frente, mas como se consegue isso sem dinheiro? 

 

Esta vitória do Syriza criou uma enorme expectativa não só na Grécia mas também nos restantes países do Sul da Europa que vêem ali um exemplo a seguir, os próximos tempos dirão se é mesmo possível mudar  o rumo.

 

Eu espero que sim, para ver se de uma vez por todos poro cá também se passa a creditar que há mais vida para além de PS, PSD e CDS.

 

Jorge Soares

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publicado às 23:16

quaresma.jpg

 

Imagem do Sapo

 

A seguir ao jogo com a Albânia disse aqui que o verdadeiro valor da selecção portuguesa não seria o que naquele dia não tinha dado para ganhar à Albânia, mas também não seria o que tinha mostrado nos últimos 15 anos, estaria sim algures no meio, nem tão má como a daquele dia, nem tão boa como a maioria dos portugueses que gostam de futebol querem acreditar que temos.

 

Entretanto mudou-se o treinador e em lugar da renovação que tanto se criticou que Paulo Bento não fez, o que temos visto é que apesar das estreias (quase) forçadas de um ou outro jogador jovem, regressaram à selecção jogadores que por um outro motivo estavam fora das escolhas de Paulo Bento e sem fazer as contas, diria que no jogo contra a Arménia a média de idades deve ter subido um ou dois anos.

 

Também é verdade que depois de uma derrota contra a França no primeiro jogo da era Fernando Santos, se seguiram 3 vitórias por um zero, incluindo a de hoje contra a Argentina, vice campeã mundial, naquele que de certeza foi um dos jogos mais fracos e aborrecidos dos últimos anos.

 

É verdade que o que interessa é ganhar e quanto a isso Fernando Santos está a fazer um excelente trabalho, mas também é verdade que o que vemos é uma selecção que em lugar de mostrar jogo o que mostra é uma cada vez maior dependência dos momentos de génio de Cristiano Ronaldo e que quando este falta deixa de saber muito bem para onde jogar.

 

Um destes dias alguém dizia num dos muitos programas sobre futebol que  o que faltou no jogo contra a Albânia foi o Cristiano Ronaldo e que se este tivesse jogado, de certeza que Paulo Bento continuaria a ser seleccionador e que dificilmente alguma coisa teria mudado. Mas Ronaldo não jogou e na altura não havia Quaresma para tirar um dos seus passes mágicos como os que tem tirado ultimamente, três jogos, três momentos à la Harry Potter e três golos da selecção... o resto é história.

 

Hoje viu-se algo da tão necessária renovação, estrearam-se 4 jogadores pela selecção, infelizmente nenhum deles é avançado e por muito que se olhe para as selecções mais jovens, dificilmente se vislumbra que apareça algum nos próximos anos e não será de certeza a marcar só um golo por jogo que conseguiremos ir a algum lado.

 

Quanto ao jogo de hoje, valeu pelo mais de um milhão de Euros que a federação recebeu de cachet, mas não passou de um enorme tédio, do prometido e desejado duelo pela conquista da bola de ouro que tanto se tentou vender, nada se viu. Messi e Ronaldo jogaram o quanto baste, a Argentina foi melhor, Fernando Santos tirou conclusões importantes sobre o muito trabalho a fazer, quanto a futebol que se visse,... muito pouco mesmo.

 

De todos modos não é todos os dias que se ganha à Argentina, Portugal não ganhava há 42 anos e de certeza que Raphael Guerreiro, grande jogador cheio de raça e personalidade que em boa hora escolheu jogar pela selecção portuguesa em detrimento da francesa, não esquecerá nunca o dia em que se estreou a marcar pela selecção.

 

Jorge Soares

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publicado às 22:42

O que é a Legionella?

por Jorge Soares, em 09.11.14

legionela.jpgA imagem acima chegou-me via Facebook, estava habituado a ouvir falar desta bactéria durante as férias de verão em Espanha, ano sim ano também lia noticias sobre mortes associadas à doença. Por norma os focos estavam ligados a aparelhos de ar acondicionado sem manutenção em empresas ou hotéis, este ano não fugiu à regra e lembro-me perfeitamente de estar a ler o jornal no bar do parque de campismo, e achar estranha a diferença que se dava ao ébola, tinha acabado de morrer em Madrid a primeira pessoa fora de África e era noticia nas primeiras páginas de todos os jornais, em comparação com o último caso de legionella algures perto de Barcelona, onde já tinham morrido três pessoas e que não tinha direito a mais que meia dúzia de linhas.

 

Sempre estranhei que uma doença tão presente em Espanha nunca fosse referida em Portugal, este fim de semana ficamos a saber da pior maneira que afinal por cá também costumam haver umas centenas de casos por ano, felizmente nunca tinha acontecido como esta vez.

 

Vamos no terceiro dia desde que apareceram os primeiros casos e não deixa de ser preocupante, além do continuo aumento das pessoas infectadas, que passado todo este tempo não existam sequer pistas sobre a origem da contaminação de tantas pessoas.

 

Não vou repetir aqui algumas das coisas que já ouvi e que não fazem sentido nenhum, vou sim deixar algumas perguntas e respostas que encontrei no site do Público.

 

O que é legionella?

 

É uma bactéria que vive em ambientes aquáticos naturais, como a superfície de lagos, rios, águas termais, tanques. Entre os locais de risco estão também os sistemas artificiais de abastecimento e rede de distribuição de água de cidades, torres de refrigeração, instalações como duches, sistemas de ar condicionado, humidificadores ou fontes. A bactéria coloniza equipamentos de refrigeração e outros que contenham água tépida (temperatura de água entre os 20ºC e os 45ºC, sendo o crescimento mais favorável entre os 35ºC e 45ºC) onde se multiplica.

 

Como se transmite?

 

Não se transmite de pessoa a pessoa, nem pela ingestão de água contaminada. A infecção transmite-se por via aérea (respiratória), através da inalação de gotículas de água (aerossóis) contaminadas com bactérias. Não se transmite de pessoa a pessoa, nem pela ingestão de água contaminada.

 

A bactéria coloniza equipamentos de refrigeração e outros que contenham água tépida (temperatura de água entre os 20ºC e os 45ºC, sendo o crescimento mais favorável entre os 35ºC e 45ºC) onde se multiplica. Pode ser inalada em gotículas e chegar aos pulmões dando início à infecção.

 

Posso beber água?

 

As autoridades de saúde sublinham que as pessoas não devem ter receio de beber ou cozinhar com a água da torneira. “Esta infecção só se transmite de uma forma especialmente bizarra, só respirando a água pelas gotículas, pelos aerossóis”, sublinha o director-geral de saúde, que explica ainda que vapor de água não é a mesma coisa que aerossóis (que implica a existência de pressão).

 

Quem corre mais risco?

 

A doença atinge especialmente os fumadores. Há outros factores de risco como a idade (afecta preferencialmente pessoas com mais de 50 anos de idade) ou a existência de doenças respiratórias. Afecta duas a três vezes mais homens do que mulheres. São igualmente factores de risco doenças crónicas debilitantes (alcoolismo, diabetes, cancro, insuficiência renal) ou ainda doenças com compromisso da imunidade ou que imponham medicação com corticóides ou quimioterapia.

 

Quais são os sintomas da doença dos legionários?

Os mesmos de uma pneumonia: tosse, febre e dificuldades respiratórias. A doença pode ser confirmada através de testes laboratoriais que identificam a presença do microorganismo. Em regra, cinco ou seis dias depois de um indivíduo inalar bactérias (presentes  nas gotículas de água) poderão surgir as primeiras manifestações clínicas. É o chamado “período de incubação” que, no entanto, pode variar entre dois e dez dias. Em caso de dúvida deve contactar a Linha Saúde 24 (808 242424)

 

Jorge Soares

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publicado às 22:25

A Selecção viu-se grega, mas Ronaldo resolveu

por Jorge Soares, em 14.10.14

ronaldo.jpg

 

Imagem do Sapo 

 

A seguir à derrota com a Albânia disse aqui que sem Ronaldo a selecção portuguesa é pouco mais que uma boa equipa.. houve quem não gostasse e o mostrasse nos comentários.

 

Entretanto saiu a fava a Paulo Bento e algumas coisas mudaram, Fernando Santos é o novo treinador e entre os convocados estão alguns jogadores que já por opção própria, caso de Tiago, ou por decisão de Paulo Bento, casos de Ricardo Carvalho e Danny, estavam afastados há algum tempo... 

 

Apesar da mudança de treinador e dos regressos, hoje a selecção viu-se grega para controlar os dinamarqueses que já não são tão toscos. Tirando alguns momentos do jogo do fim de semana contra a França, a verdade é que mudaram os artistas e o maestro, mas a música não mudou assim tanto.

 

Hoje, contra uma selecção com bem menos estrelas e qualidade individual que a portuguesa, voltaram-se a fazer sentir alguns dos problemas que já vinham de antes. Fernando Santos sabe colocar as pedras em campo, as suas equipas são sólidas, não sofrem muitos golos, mas a verdade é que também costumam ter dificuldade em marcar e hoje viu-se isso tudo.

 

É verdade que graças a Ronaldo e Quaresma a vitória terminou por cair do céu quando já ninguém acreditava, mas o jogo em si foi pobre, lento, em algumas fazes aborrecido,... faltou alguma da atitude que se tinha visto em Paris apesar da derrota.

 

Uma equipa que conta com Cristiano Ronaldo e Quaresma pode sempre esperar um passe de magia que resolva um jogo, mas não podemos contar que essa magia apareça sempre e o que hoje se sentiu é que faltam soluções e sobretudo, falta quem para além de Cristiano Ronaldo, consiga resolver.

 

Ricardo Carvalho terá sido o melhor em campo, mas isso não me impede de manter o que disse no que é o post com mais comentários do Blog, um jogador que tem o comportamento e a falta de humildade que ele teve naquele dia, não pode voltar a ser convocado para a selecção, tal como não o deveria ser Danny se é verdade o que se diz que aconteceu.

 

Fernando Santos é um treinador competente, não sei é se haverá neste momento matéria prima suficiente para fazer deste grupo de jogadores uma selecção acima da média.. não há de certeza para fazer uma selecção campeã da Europa, não nos iludamos.

 

Jorge Soares

 

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publicado às 21:48

Somos campeões da Europa

por Jorge Soares, em 28.09.14

Ténis de Mesa

 

Imagem do Público

 

Somos campeões da Europa, e ganhamos à Alemanha que era só a Hexa Campeã, não é um desporto de milhões nem será de certeza de grandes audiências, por isso não será de certeza noticia de abertura de telejornais nem tirará o futebol das capas do jornais desportivos, pena, porque mesmo com tostões em lugar dos milhões, não deixam de representar o país com a mesma honra e dignidade e com muito mais sucesso do que a maioria dos que ganham milhões.

 

Bem haja ao Marcos Freitas, a estrela maior, e a toda a selecção nacional de ténis de mesa, que se acaba de sagrar campeã da Europa.

 

Vídeo do momento em que termina o último jogo:

 

 

 

Jorge Soares

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publicado às 22:48

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