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Bom dia eu sou vitima de violência domestica e eu acho que a luta deveria ser contra o sistema judicial pois já que se trata de um crime publico a justiça e lenta na minha situação apresentei a primeira queixa em Julho já depois disso já me tentaram matar 2 vezes ele esta com uma medida de coação hilariante e esta a violar as medidas de coação já participei rodas estas situações e a justiça ainda não fez nada que me proteja e uma vergonha tenho vergonha de ser portuguesa tenho 4 filhos menores e só quando me matarem e que se vão ou não lembrar de fazer alguma coisa obrigada por me deixarem dar este grito de revolta não só por mim mas também por centenas de mulheres que não se sentem protegidas pela justiça e acabam mortas forca mulheres eu estou com vocês não desistam da vossa dignidade.

 

Marques Marlene

25-11-2013

 

 

comigo acontece o mesmo . em Fevereiro não morri ás mãos do meu marido graças a rápida intervenção da GNR, foi afastado de casa pelo tribunal, proibido de se aproximar de mim, de frequentar locais onde eu estiver pondo fim a 30 anos de violência. Mas aí a violência continua em forma de medo,de insegurança, é viver com medo de tudo o que mexe, medo da própria sombra. ele não cumpre as medidas que lhe foram impostas pelo tribunal e ninguém faz nada. o tribunal diz que as medidas são suficientes ( SE CUMPRIDAS ) mas ele não cumpre, antes pelo contrário, mesmo estando já divorciados, vivendo numa pequena vila, ele segue todos os meus passos ,e eu nada posso fazer . Na teoria é tudo bonito, pedem para denunciar, dizem para não ter medo, prometem ajuda, mas; na pratica; deixam-nos a mercê da sorte, do medo, da angustia,de andar na rua sempre a olhar para todo o lado. É terrível a sensação de insegurança em que vivo, eu e quem passa pelo mesmo, porque quem exerce violência não conhece nem respeita regras, venham de onde vier. É triste mas é realidade, temos que primeiro morrer, para depois alguém tomar medidas sérias.

 

Fé Carvalho.

25-11-2013

 

Escolhi estes dois textos, podia ter escolhido outros, infelizmente há muitas mais por aí, historias em primeira pessoa do que é o dia a dia de muita gente, são testemunhos do dia a dia de mulheres portuguesas que são vitimas de quem as deveria proteger, vitimas em primeiro lugar de quem lhes é próximo e muitas vezes vitimas da indiferença de quem está à sua volta, da família, dos vizinhos, da comunidade, das forças policiais, da justiça.

 

Segundo o Observatório de Mulheres Assassinadas, da União de Mulheres Alternativa e Resposta, no que vai de ano registaram-se  27 homicídios consumados e mais de 30 tentados. Quase três mulheres assassinadas por mês, e isto é de certeza só a ponta do iceberg, muitas situações de violência doméstica não são nunca denunciadas.

 

Hoje é o Dia Internacional pela Eliminação da Violência Contra as Mulheres, Já disse aqui várias vezes que sou contra os dias, não faz sentido nenhum escolhermos um dia para nos lembrarmos de algo que depois esquecemos o resto do ano, se isso faz sentido para o resto dos dias, faz muito mais sentido para um dia como este.., porque as mulheres, todas as vitimas de violência, sofrem os abusos todos os dias e devem ser lembradas e protegidas todos os dias... 

 

Desde 25 de Novembro do ano passado, quando também aqui falei do assunto, morreu quase uma mulher por semana e muitas outras dezenas foram humilhadas, violentadas, maltratadas, vitimas da violência e muitas vezes da indiferença de todos nós... a eliminação da violência, de todos os tipos de violência, deve ser um objectivo de cada um de nós para todos os dias, até que não haja no mundo mais nenhuma Marlene e mais nenhuma Fé a ter que lutar pela sua vida ante a indiferença de quem a devia proteger.

 

Jorge Soares

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publicado às 21:31

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2 comentários

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De energia-a-mais a 25.11.2015 às 22:34

Tudo começa na Educação Jorge, temos de mudar a maneira como educamos os nossos filhos, temos de fazer quebrar a «tradição» machista de séculos que permite e legitima a violência e apostar na transmissão de valores - a mudança de mentalidades demora gerações mas é possível e esta geração já pode ser um início de mudança!

Teresa
Sem imagem de perfil

De Manuela G. a 26.11.2015 às 10:42

Por várias razões com menos visibilidade.
Esta mesma violência exercida de forma oposta, também existe.
E também por várias ordens de razão, é quase subestimada.
No meio de tudo isto, o ideal seria que nada disto existisse.

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