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Praxes em Coimbra

 

Imagem de aqui 

 

Vi a noticia no Público e fiquei para além de incrédulo, curioso com  o seguinte:

 

"dux da Universidade de Coimbra, João Luís Jesus, defende que em muitas instituições do ensino superior não há “algo que justifique as suas praxes”, fazendo cópias "com desvios" do que é feito na mais antiga universidade portuguesa. "Noutros sítios, sujam-se os caloiros com lama, ovos ou farinha, quando isso, em Coimbra, é expressamente proibido"

 

Em primeiro lugar a fotografia acima é das praxes em Coimbra, de onde tirei esta há mais do mesmo estilo, sobre aquela parte de não se sujarem os caloiros com lama, ovos ou farinha, estamos conversados.

 

Em segundo lugar fiquei perplexo com as 24 matriculas, em Lisboa no Técnico em que eu andei e noutras universidades que conheço, há algo que se chama prescrição, normalmente os alunos tem que aprovar um certo número de créditos num determinado tempo para se poderem inscrever no ano seguinte, pelos vistos em Coimbra não é assim, caso contrário ninguém conseguiria acumular 24 inscrições...e sim, as dele são seguidas.

 

Fui ao Google e meti o nome do senhor, os dados são públicos e estão ao alcance de quem quiser ver, pelo que não estou a revelar segredo nenhum... e descobri que ele entrou para a universidade em 1989, precisamente o mesmo ano em que eu entrei da primeira vez... vai fazer 25 anos.

 

Ora nestes 25 anos eu tirei de um curso superior e enquanto estudava trabalhava nos tempos livres, arranjei emprego, casei-me, mudei de emprego, tive um filho, adoptei outro, entrei para outra universidade, tirei outro curso superior, adoptei outro filho.... ou seja, passei 25 anos a tentar construir uma vida.

 

Ele é dux e até dá entrevistas para os jornais.

 

Alguém me explica como é que se consegue estar 25 anos na universidade? Evidentemente eu não tenho nada a ver com a vida do senhor, cada um vive como quer e do que quer ... mas 24 matriculas? A sério?

 

Jorge Soares

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publicado às 23:27

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74 comentários

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De nuno a 29.01.2014 às 01:27

Ora bem.. O sr acha que o "dux" de coimbra andou 25 anos na faculdade, como um estudante que anda lá 3 ou 4 anos? Ou seja, a ir às aulas, a ir almoçar a cantina, etc? As matriculas são uma mera formalidade. É como, por exemplo, se o sr for sócio de um clube, paga uma anuidade como sócio. Ou seja, o senhor dux paga todos os anos, cotas equivalentes a 1000€ para fazer parte do "clube da praxe".
Relativamente à prescrição, e mais uma vez, obviamente, o senhor "dux" não andará há 25 anos no mesmo curso. Falo pois sei que, o dux da faculdade que frequentei, durante os anos que esteve lá, tirou duas licenciaturas e um mestrado, e quando terminei ia a caminho da terceira licenciatura.
Portanto, ao contrario do que a maioria das pessoas pensa, os dux's não são os burros que querem pintar.
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De Jorge Soares a 29.01.2014 às 08:34

Pronto isso explica tudo... eu também não me tinha importado de ter lá continuado por mais uns anos... afinal a vida de estudante não é assim tão má... mas há um pequeno detalhe... é preciso dinheiro para se levar uma vida de estudante... mas fico feliz que exista em Portugal quem consiga fazer dos estudos um profissão durante 25 anos.

Jorge Soares
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De blackened a 30.01.2014 às 14:41

Na SIC, também deu uma reportagem sobre as praxes em Coimbra. Em rodapé li que o "Dux" de Coimbra tinha 42 anos, 24 matrículas e ainda não tinha terminado uma licenciatura. Não me era possível ouvir o noticiário na altura, portanto, só posso mesmo confirmar o que estava em rodapé.
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De Jorge Soares a 30.01.2014 às 22:33

Pelos vistos há muitas versões para a mesma história

Jorge Soares
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De blackened a 30.01.2014 às 23:34

Parece que sim. Mas acho que a informação da reportagem é verídica. Pelo menos, o "Dux" afirma continuar na universidade por gosto à praxe.

http://sicnoticias.sapo.pt/especiais/praxes/2014/01/29/tragedia-do-meco-reacende-polemica-das-praxes-academicas

Bom resto de semana :D
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De Fred a 05.02.2014 às 11:53

podes consultar o currículo do dux directamente do site da universidade de coimbra: http://www.uc.pt/fluc/cegot/cvs/jlf.pdf

Podes ver que tanto tem uma licenciatura, como um mestrado e como um doutoramento. E podes consultar algumas das coisas que tem vindo a fazer ao longo destes 24 anos.

O que não falta é reportagens com erros e nem vamos falar da quantidade de informações falsas que são dadas pelos rodapés escritos por pseudo-jornalistas que são mestres em dar calinadas na ortografia nacional.
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De Anónimo a 15.02.2014 às 22:28

E tem a certeza de que o João Luís Jesus e João Luís Jesus Fernandes são a mesma pessoa? É que no CV diz que concluiu o doutoramento em 2005: após o doutoramento, não há mais nenhum grau académico, logo deixaria de ser estudante aquando a defesa da tese a não ser que se inscrevesse numa segunda licenciatura, mestrado ou doutoramento, o que não é indicado no CV referido.
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De Anónimo a 16.02.2014 às 17:14

Não se trata da mesma pessoa: http://postsdepescada10.blogspot.pt/2011/01/e-uma-experiencia-muito-propria.html
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De Francisco a 29.01.2014 às 12:58

jorge, o dux recebe por ser dux e é mais que o salário minimo

o dux trabalha tambem e por ser dux pode ainda ganhar uns trocos consideraveis (tirando 1100 € propinas) e fazer parte, lá está, de um clube até bastante mexido

nao pintes mesmo essa imagem dele

e tb no meu curso (o mesmo q o dele) 25 anos às vezes passam se num instante sendo a média de fazer o curso é 8 anos (repetindo... a média... sendo o menor tempo 5 anos... juntando trabalho, vida pessoal (adulta) e etc.. eh pah. 25 anos não é um exagero visto que ele nao está com concentração no curso em si... (mas que lhe abriu portas)


mais uma vez. Cuidado em criticas à tradição académica de coimbra
existem estatudos para quem participa na academia

e sobre a foto, nunca se obriga ninguem
eu pessoalmente acho mau estragar comida em sujar pessoas,, e os praxantes também o acham. Nao generalizar fotografias

PS: andar na lama é bestial em certos momentos e companhias ;) viva À praxe correta de integração e tradiçao!

abraços

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De Jorge Soares a 30.01.2014 às 00:15

Há.. isso explica muitas coisas, pagam-lhe para ser dux... e ele só deixa de o ser quando lhe apetecer... .. porque é que ninguém me falou destas coisas quando eu andava na universidade?

Acho que fiquei a perceber as 24 matriculas... com a situação actual do emprego para os jovens... bom, ele já não é assim tão jovem... imagino que só deixe o lugar para ir para a reforma.




Jorge Soares
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De golimix a 30.01.2014 às 21:29

Vocês e a tradição Coimbrã até enjoam...

Também é tradição os "rapa cabelos"?
Drogar caloiros?
Embebedá-los até cair para terem de que se rir?
Fazer uma espera à porta de casa e em vez de os deixar ir às aulas obrigarem a ir com eles a servir de lacaio?

Algumas situações destas aconteceram, e foram denunciadas mas pelos bastidores para que não houvesse represálias ao aluno em causa.
Por isso, poupem-me co. A "vossa" Comibra!
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De José Silva a 30.01.2014 às 22:03

Caro golimix,

Na verdade, aquilo a que você chama de "rapa cabelos" tem como nome Trupe. Trata-se de uma tradição antiga desta Universidade e o seu objectivo, pelo menos original, era obrigar os alunos a permanecerem em casa a estudar, "punindo" todos os caloiros que se encontrassem fora de casa após as 12 badaladas da meia-noite.

Relativamente aos restantes pontos que aponta:
- O acto de drogar alguém é na realidade um crime, punível por lei, devendo ser relatado às autoridades; não constitui de forma alguma uma forma de Praxe (o que não impede que as pessoas façam o uso errado do nome desta tradição para justificar acções injustificáveis)
- A não ser que uma pessoa seja imobilizada e forçada a beber, não vejo porque não pode a pessoa dizer algo tão simples como "Não, não quero". No meu tempo de caloiro, foi-me oferecida muita bebida, sendo que recusei aquela que considerava ser em demasia, e não foi por isso que fui de alguma forma excluído. No entanto, estes episódios que relato, não aconteceram durante qualquer Praxe, mas sim em convívios de alunos.
- Escravatura é algo que foi há muito abolida em Portugal (até fomos dos primeiros países a nível mundial) pelo, mais uma vez, ninguém pode ser obrigado a nada que não queira.

No entanto, relativamente a esses três pontos, vou ter que concordar que existem pessoas de mau carácter que tentam usurpar o nome desta bela tradição, Praxe, para as suas acções imorais; ainda assim, não quer isso dizer que, por um lado, estas acções passem a ser adoptadas pela Praxe nem que estas pessoas sejam representativas de toda a classe de estudantes que apoia a praxe.
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De Jorge Soares a 30.01.2014 às 22:19

É cara Golimix, não caro.

Ela não está aqui, mas eu não resisto a meter colherada.

Diz você que isto não são praxes... são o quê?, porque é que as coisas giras feitas por alunos de capa são praxes e as coisas feias e más feitas pelos mesmos alunos de capas não são praxes? Por acaso não acontece tudo ao mesmo tempo nas mesmas cidades na altura da recepção aos caloiros?

A mim não me importa se é tradição ou não, rapar o cabelo a alguém não é algo aceitável e para mim é tão delito como obrigar a beber álcool ou outras coisas.

Quem defende as praxes tem uns critérios engraçados, os estudantes que morrem já seja no Meco ou espancados pelos colegas das tunas, os que terminam com os casos em tribunal, os que terminam feridos no hospital, enlameados, cobertos de farinha e de lixo, não foram praxados... então foram o quê?

Querem enganar quem? só a vós próprios, é evidente que tudo isto são praxes e que não podemos olhar só para a aparte colorida do quadro, as partes negras e cinzentas também fazem parte. Há abusos nas praxes, é claro que sim.. não há como esconder... e está na hora que alguém tome conta do assunto, se as universidades e associações académicas se colocam de fora tal como fizeram a reitoria e a associação de estudantes da lusófona, então terá que ser o estado a tomar conta do assunto.

Deixem-se lá de hipocrisias.

Jorge Soares


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De José Silva a 30.01.2014 às 22:42

Caro Jorge Soares,

Para já começo por pedir desculpa pelo meu erro, realmente deveria ter colocado a hipótese de ser tratar de um indivíduo do sexo feminino e colocar "Caro(a)".

Por outro lado, o simples facto de envergar um conjunto de roupas que se encontram relacionadas com uma actividade não quer dizer que se encontre nesse preciso momento no decorrer da actividade. Já que falamos por exemplos, imaginemos que um profissional de saúde, com a sua bata, sai pela por porta de um hospital envergando uma arma em punho e mata uma pessoa; quer isso dizer que todos os profissionais de saúde são assassinos? Ou será que foi na verdade um desvio em que a roupa nada teve a ver com o acto cometido pela pessoa?

Tradições há muitas, parte de cada pessoa participar ou não nelas. Pessoalmente, enquanto um rapaz de cabelo relativamente comprido, não fazia questão de ser trupado. E a verdade é que não fui; sai à noite, vi Trupes e segui caminho. Ninguém tem "caloiro" escrito na testa; no entanto, quem quer participar na brincadeira (tenho colegas que fizeram questão de ser trupados e receber em troca um recibo de Trupe, para cada qual sua mania) corre e tenta fugir.

Como já referi, na verdadeira Praxe, aquela praticada na Universidade de Coimbra, todo o acto que implique sujar ou atente contra a integridade dos caloiros é proibido. Relativamente ao incidente do Meco, uma vez que ainda não são públicas as conclusões da investigação, não me vou pronunciar, mas digo apenas: eu, enquanto estudante da UC, apenas praxo em Coimbra, no limite definido pelo código de praxe (ou seja, nem em todo o local em Coimbra é permitido praxar), tudo o que eu faça fora de Coimbra, envergando a minha capa e batina não constitui de forma alguma Praxe.

Concordo consigo numa coisa, existem abusos, obviamente que existem e esses devem ser denunciados e os indivíduos responsáveis punidos, por isso, enquanto alguém que segue o seu Código de Praxe, sou todo a favor de um maior controlo e regulamentação das actividades praxísticas.

Hipócrita não sou, defendo as minhas ideologias e crenças com recurso a lógica e retórica.

Saudações Académicas,
José Silva
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De golimix a 31.01.2014 às 08:45

Ó bolas! Porque é que todos pensam que sou do sexo masculino?!?
Sou "une belle famme"! Ok? (basta ver no perfil)


Tinha-me esquecido do nome dos rapa, a Trupe. Pois, o objectivo inicial seria esse... agora deturpam-se todos os objectivos.

A pessoa em questão disse que "não" mas contra 5 marmanjões e sendo alguém com, como hei-de dizer, algum medo, mania de rejeição. Acabou por ser levado ao limite. Até chegar ao ponto de se refugiar em casa só para não encontrar os praxantes.

O problema é que isto das praxes tem-se vulgarizado e os "maus carácter" tomam conta. E os excessos cada vez mais são o ponto da questão!

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De DH a 01.02.2014 às 06:59

Caro José Silva.
Estudei em Coimbra, Licenciatura, Mestrado, Doutoramento. Junto com vida pessoal somo 3 filhos, um divórcio, 2 casamentos, 5 mudanças de casa, a construção de habitação própria, etc., etc. e trabalho há mais de 20 anos.

24 anos é muito tempo, tal como o Jorge diz.

Estudei em Coimbra sei do que o José Silva está a falar. É-se obrigado a beber sim, senão a humilhação ou outras punições sobem de tom. Há raparigas violadas na primeira noite em que vão a "jantares de curso" e são embebedadas por um "veterano" qualquer. Somos todos obrigados a obedecer aos mais velhos, a servi-los, a fazermos coisas que não queremos fazer.

Ser apanhado numa trupe e rapado é uma humilhação. No dia seguinte aparece-se nas aulas com o corte de cabelo que deu para fazer depois do rapanço e as humilhações continuam. A ideia original de manter os caloiros em casa depois de determinadas horas há muito tempo que se perdeu, é uma farça.

A própria Queima das Fitas é um exagero de alcool e comportamentos impróprios até para uma pessoa sem nenhuma formação, quanto mais para pessoas a finalizarem a sua licenciatura. Não sei como há tolerância a isto a que chamam praxe.

E o que se tem passado nos últimos anos é demasiado grave para agora se vir defender uma prática que é responsável pela morte de várias jovens.

A praxe é um bullying com supostas regras que há primeira cerveja são esquecidas.

Se o José Silva sabe do que fala, eu também sei.

Desculpa Jorge, vir aqui responder a alguém que comentou o teu post, eu nem li mais nenhum dos comentários abaixo, mas quando li este não pude deixar de comentar.

Dulce
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De José Silva a 01.02.2014 às 14:59

Cara Dulce,

Lamento que tenha essa visão, até porque o que noto na população em geral é uma falta de distinção entre o que constitui Praxe e o que constitui crime e falta de carácter, que infelizmente é algo muito comum na sociedade (neste ponto, é importante não esquecer: as gerações mais novas foram criadas e educadas pelas mais velhas, pelo que a situação em que nós encontramos é tanto culpa de uma como de outra).

Sou estudante de Medicina, fui Praxado, praxei os "meus caloiros" e, de "tão mal tratado e humilhado que fui", sujeitei-me a ser novamente praxado quando quis ser caloiro infiltrado para poder acompanhar colegas dois anos mais novos na chegada a esta nova fase da vida; fiz tudo o que eles fizeram, até porque somos todos iguais, ajudei-os com as canções e regras e dei-lhes dicas sobre o curso e as unidades curriculares. Nunca fiz nada que considerasse contra as minhas ideologias, aceitei bebida mas também disse que não quando assim o achei apropriado ("por azar", até tenho um Padrinho que a primeira coisa que me perguntou no meu primeiro jantar foi "Bebes álcool? Ou preferes sumo?") e incuti o mesmo aos meus colegas mais novos.

Se há efectivamente abusos da parte de algumas pessoas, claro que há, posso inclusivamente dizer que já auxiliei pessoas que, não estando cientes dos seus limites, ingeriram demasiado álcool e ficaram deveras embriagados - mas posso também dizer que essas pessoas o ingeriram de sua livre vontade e nunca obrigados; tenho várias colegas que não ingerem bebidas alcoólicas, pelos mais variados motivos, sendo que nunca foram obrigadas a fazê-lo - todos os nossos jantares têm sumo e água para quem assim o desejar, incluindo caloiros, que por vezes são sim obrigados a não beber mais vinho e/ou cerveja por não terem noção dos seus próprios limites. Se o mesmo não se verifica em todos os restantes cursos e estabelecimentos, volto a repetir aquilo que já disse repetidamente aqui: que se criem mecanismos de controlo e fiscalização para garantir que o Código de Praxe (que devia ser único e soberano para todos os Estabelecimentos de Ensino a nível nacional) é cumprido e que a verdadeira Praxe é praticada e não um desvio da mesma.

Se efectivamente estudou em Coimbra, sabe que todas as actividades praxisticas estão proibidas para além das 23h30; a partir daí, e não que não o seja já durante o restante tempo, cada pessoa deve reger-se pelo seu código moral e ético; quem é capaz de violação, é um criminoso seja em que contexto for.

Relativamente à obediência aos mais velhos, apenas posso falar por mim, fiz aquilo que me era pedido e com o qual concordava, sendo que o pedido mais comum foi "Caloiro, tome aqui este dinheiro e vá comprar duas garrafas de água, uma para mim e outra para si"; obediência cega não é praticada na minha Praxe, se o é noutras, tenho pena de quem a pede, pois mostra uma necessidade de se sentir superior que só pode ser reflexo de descontentamento perante a pessoa que é, e de quem a dá pela falta de espírito crítico que demonstra.

A Queima das Fitas é, efectiva e infelizmente, caracterizada pelos excesso mas também é de notar que este não advém apenas dos estudantes. Se devia haver moderação? Realmente devia, no entanto, não é a Praxe a responsável por esses excessos (mais uma vez, um estudante de Coimbra sabe que durante os eventos da Festa das Latas e da Queima das Fitas as actividades praxísticas estão suspensas) mas sim a mentalidade e educação das pessoas.

Apenas em tom de conclusão, enquanto alguém que foi vítima de verdadeiro bullying durante o e 3º ciclo, fico deveras ofendido com essa comparação, pois se me diverti e conheci várias pessoas durante a minha praxe e continuo a fazê-lo, não tenho essas mesmas recordações dos tempos em que era abusado verbalmente e muito menos da ocasião em particular em que apagaram um cigarro no meu pescoço... No entanto, não deve ter uma visão global que me permita perceber quão iguais estes são.

José Silva
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De DH a 01.02.2014 às 19:05

Caro José.

Obrigada pelo comentário. O José é "a excepção". Claro que em todos os lados há pessoas que mantêm a lucidez, mas infelizmente há demasiadas que seguem a carneirada e há quem se aproveite.

E se o Jorge aqui falava das 24 matriculas e 42 anos do Dux, eu pergunto ao José se, sendo como diz que é, seria capaz de se manter como Dux durante tantos anos? Se não lhe parece um disparate completo. A Universidade é uma fase da vida.

Por amor a Coimbra, e não porque fosse mais perto, bem pelo contrário, fiz todas as formações naquela Universidade, e doutorei-me na Sala da UC que desde antes de ser estudante de Coimbra já me parecia um sonho.

O José fala do ideal, que não é de todo a realidade.

Parabéns pelo seu comportamento que vai muito mais além do exemplar.

Obrigada mais uma vez.
Dulce
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De José Silva a 02.02.2014 às 02:02

Cara Dulce,

Sinceramente, tenho que concordar consigo em praticamente tudo, se não mesmo em tudo, aquilo que disse.

É, de facto, verdade que permanecer esse mesmo tempo na Universidade não faz parte dos meus planos (nem deveria fazer de ninguém, como bem disse, a Universidade é uma fase da vida, não uma constante na mesma - recorrendo a uma citação bíblica usada recentemente como moto para a Queima das Fitas "para tudo há um tempo, para cada coisa um momento") mas tendo em conta que o mesmo se encontra confortável com essa opção, quem sou eu para julgar as opções de outrém...

Compartilho esse seu amor por Coimbra, pois foi a minha primeira opção enquanto local para estudar, mesmo tendo que fazer uma viagem de 4h30 entre esta cidade que chamo agora minha segunda casa e a cidade que me viu nascer quando havia duas opções a pouco mais de 1h de viagem.

Se aquilo que falo é aquilo que é considerado o ideal, então, fico deveras satisfeito e orgulhoso da Praxe desenvolvida pelo meu curso e, se realmente assim o é, só prova como a Praxe pode ser bem concebida e proveitosa para todos os envolvidos. Desta forma, penso que deveria haver um esforço colectivo para que, em vez da excepção, este tipo de Praxe fosse na verdade a regra: se aqueles há que deturparam tudo o que a Praxe deve ser, também os há que se mantém fieis às suas origens, pelo que esta não deveria ser algo a abolir mas sim algo a promover na sua forma correcta e positiva.

E já agora, obrigado, mas na verdade não penso que o comportamento que se baseia em boa educação e formação bem como em sentido de ética e moral humanas deva ser algo a congratular, mas se o for, então gostaria de o partilhar com os meus pais, professores e todas as outras pessoas que contribuíram para me tornar na pessoa que sou hoje.

Saudações académicas,
José Silva
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De Jorge Soares a 02.02.2014 às 22:25

José, deixe-me dizer que admiro a sua insistência na forma como defende o indefensável.

Se lermos com atenção os seus comentários podemos tirar as seguintes conclusões:

1 - Em Coimbra há dois tipos de praxes, as da UC regulamentadas e supostamente controladas, já lá vamos ao supostamente, e o que acontece nas restantes faculdades de universidades privadas e politécnicos.

2 - Em ambos os casos o objectivo será o mesmo, a integração e o conhecimento da universidade.

3- Para si, de resto como para a maioria das pessoas que defende as praxes, os abusos não são praxe, são outra coisa qualquer que deve ser punido pelas autoridades do país.

4 - Supostamente existe um regulamento de praxes que impede os abusos e até a praxe depois das 23:30, regulamento esse que pelos vistos contempla e permite a existência de algo que se chama Trupe, que mais não é que um bando de energúmenos que durante a noite e valendo-se da superioridade numérica atacam cobardemente os caloiros aos que cortam o cabelo em contra da vontade destes ( Foi o José que me indicou o artigo do Público onde isto é descrito).

A mim custa-me a entender como depois dos exemplos deixados pela Dulce e pela Golimix, o José continua a defender a praxe dessa forma, está à vista que o regulamento da UC não passa de uma figura de estilo e a realidade é muito diferente daquilo que se pretende pintar.

Ontem ouvi o DUX da faculdade agrária de Coimbra (é assim que se chama?), de onde supostamente saiu a fotografia do Post e que tanta gente culpou de ter praxes violentas, dizer numa das televisões que lá não se passa nada, a praxe deles consiste em fazer os caloiros apanhar uvas... eles também tem um regulamento e não há abusos...

Concluindo José, acredito que o José seja uma pessoa decente e que realmente viveu as praxes da forma em que nos contou, mas não há como fugir à verdade, em Coimbra hás os mesmos abusos que no resto do país.

Parece que para a maioria das faculdades o facto das coisas acontecerem fora dos muros da universidade funciona como uma forma de desresponsabilização, como se caloiros e demais alunos deixassem de ser estudantes ao sair da porta da faculdade... além disso, é suposto as praxes serem uma forma de integração na universidade.

Concluindo, há coisas que não tenho duvidas:

Chamem-lhe o que quiserem, o que aconteceu no Meco tem a ver com praxes

As praxes são uma forma de bullying sim e está visto que as universidades não sabem, não querem ou não conseguem lidar com o assunto, pelo que terá que ser alguma entidade externa a tomar conta do assunto

Jorge Soares
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De José Silva a 03.02.2014 às 14:54

Caro Jorge,

Relativamente ao ponto 3 que apresenta, é efectivamente a minha visão: a Praxe corresponde a uma tradição à qual se associam certas acções e actividades, sendo tudo o que vá para além disso e quebre não só as regras que regem a tradição como as regras de conduta social e moral considerado um desvio e não como algo que pertence à Praxe. Mas vou, no entanto, admitir que o pensamento de que tudo isso pertence à Praxe se deve a todos aqueles que, não conhecendo os verdadeiros fundamentos da tradição, a vulgarizaram com acções sem sentido fazendo com que esta aparentasse ter-se tornado em algo que não é, quando na verdade o que se verifica é a utilização do nome e valor histórico desta tradição de forma errada.

Já no ponto 4 em que aborda as Trupes, efectivamente não deixei explicita a minha opinião, limitei-me a defender o direito da sua existência e das pessoas optarem por viver esta tradição. Como já disse, não fui alvo de acção de nenhuma Trupe nem fiz ou faço intenções de fazer parte de uma, pois efectivamente não considero que seja uma experiência necessária (especialmente quando existem outras formas de sanção), mas aceito a opinião de todos aqueles que vivem a ferverosamente.

Como já referi, falo em Praxe feita pelo meu curso, sendo que nos regemos pelo Código de Praxe da UC; se os restantes não o fazem, não o sei uma vez que apenas tenho a experiência que adquiri nesta Praxe, mas, então, não são a sua visão da Praxe que eu defendo mas sim a “nossa”.

Na verdade, não é uma faculdade, mas sim uma Escola Superior (E.S. Agrária de Coimbra), sem ligação à UC. Infelizmente, e vários exemplos temos neste país, a verdade é cada vez mais uma coisa rara e o mais recorrente é confrontar alguém com evidências para vê-lo defender-se que não correspondem à verdade, mas, uma vez que não tenho qualquer ligação com esse estabelecimento de ensino, prefiro não me pronunciar sobre o mesmo.

Relativamente às suas conclusões, tem o direito de as tomar, sendo que eu me mantenho no direito de discordar (ainda que o respeite). Sinceramente, apesar de não se ter verificado alteração de pensamento por parte de nenhum dos envolvidos, gostaria ainda assim de agradecer pela discussão de ideias que aqui ocorreu, em particular por esta ter decorrido sem recurso a insultos e exaltações, coisa que é o mais comum quando se trata deste assunto em particular.

Saudações académicas,
José Silva
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De fui a 04.02.2014 às 16:05

Caro Jorge Soares,
não vale a pena perder tempo com esta discussão.
Esta gentalha que defende as praxes são sim um bando de atrasados mentais, anormais, que insistem em negar uma coisa que todos conhecem, assistem de perto e vivem.
Querem vir agora mandar areia prós olhos.
Pode ser que comecem eles também a ser "praxados", fora do espaço da universidade, pelos pais dos alunos que obrigam a praxar...
Aquele Dux do Meco vai mesmo parar à prisão, porque outra coisa não merece.
Ele merecia mesmo era lá ter ficado com os outros!
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De Quarentona a 05.02.2014 às 14:36

Sim senhor... belo discurso, nada humilhante e ofensivo! Se o senhor não fosse contra a praxe, eu diria que dava um praxista do mais baixo nível, assim daqueles que critica, tem perfil!!!!
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De Adriana a 06.11.2015 às 00:21

Cara Golimix,

Sou caloira este ano de Coimbra e informo que muitas dessas afirmações que fez, na realidade são muito subjetivas! Uma pessoa aceita a praxe se quiser... Eu aceitei porque acho espetacular a forma como somos integrados e sim, somos respeitados! Porque se nós não quisermos fazer algo que nos disserem para fazer, simplesmente não fazemos! Coimbra aboliu várias praxes, como a da Escola Superior Agrária, as pinturas feitas nos caloiros e etc... As únicas instituições cujos caloiros eventualmente podem aparecer pintados são os Politécnicos e sinceramente, só vi um caloiro com a cara pintada!
Ninguém faz esperas aos caloiros, isso é uma estupidez tremenda! Os perguntam se temos aulas ou não, se tivermos vamos e se não tivermos e, SE QUISERMOS, vamos com eles para sermos praxados! E digo mais, as únicas esperas que os doutores me fizeram a mim e aos outros caloiros do meu curso, foi na primeira semana de aulas, à porta das salas para nos levar à próxima aula... Sim, eles fazem isso!!!
Quanto às trupes... Não são só os caloiros que são trupados, doutores de segundo ano também têm horários a cumprir, e as trupes não andam aí atrás dos caloiros como cães porque eles podem até nem saber quem é caloiro ou não! E por exemplo, as trupes não podem "trupar" bêbados e há certas regras que eles têm que obedecer.. Rapar cabelo? Sim, aos rapazes! Às raparigas apenas cortam um pedacinho numa zona onde nem sequer se nota quase... Certos caloiros são trupados devido à sua ignorância no que toca a regras das trupes, porque nem sabem as mesmas!
Ah, ninguém droga nem embebeda caloiros nas praxes de Coimbra... Se isso acontece noutras universidades, problema delas! Coimbra tem as melhores praxes do país, e não é em vão que todos os dias haja caloiros a abraçar turistas no Polo 1 da Universidade e a dizer "Welcome to Coimbra", e acredite que a felicidade na cara daquelas pessoas é notável!
Quem não vive as praxes de Coimbra atualmente e da forma como elas funcionam agora, não pode vir criticar, fazer acusações e dar exemplos sem cabimento nenhum... Tudo muda, e as praxes de Coimbra são um exemplo!
Já agora, para quem não sabes, existe um Código de Praxe, para que nós caloiros possamos saber os direitos que temos e as regras/tradições da Praxe de Coimbra, e quem as quebrar sofre as consequências... Aconselho toda a gente a ler, antes de vir generalizar ou falar mal das praxes! Só é "mal praxado" quem quer e quem não sabe das coisas... Muitas vezes os doutores até perguntam sobre o código, são as chamadas "Praxes Educativas" para ver quem leu ou não o código!

Boa noite,
Adriana
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De Leamar a 29.01.2014 às 15:18

Sugestão:
E se concentrassem a energia das praxes em algo de útil??? Não é só no riso fácil da "des"graça alheia que reside a boa disposição ou um meio de integração....
Mas isto é só uma opinião de quem foi praxada...e não...não me diverti nada, não me integrei coisa nenhuma...pronto não gostei e por não ter achado graça alguma à dita tradição nunca praxei ninguém. Para mim as tradições já não são o que eram e nem todas deveriam ser mantidas. Contudo não critico que assim se divirta...
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De Cristiana Marques a 29.01.2014 às 23:26

Respondendo à sugestão acima, devo tambem informar que existem praxes de caridade.. é triste verificar que por ter acontecido a lamentável desgraça no Meco, toda a rede social se tem preocupado em focar o lado negativo daquilo que pensam ser praxe. O que aconteceu no Meco não era praxe e deixar-se sujeitar a humilhações muito menos. Toda a gente que integra o mundo da praxe, não é, nem nunca foi obrigado a se sucumbir a ordens de terceiros. Todos têm espirito critico e todos têm o direito a impor limites. A praxe tem espirito integrante, tem como objectivo ajudar os novos alunos a se integrarem no grupo do curso, a conhecerem-se e a confiarem nos outros, e no final do ano académico têm ali uma familia.
Mas não me desviando do assunto, existem sim praxes 'úteis', como refere. Não está a dar nenhuma sugestão, apenas deveria se informar antes de publicar uma critica. Deixo-lhe um exemplo:
http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1666485
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De Jorge Soares a 30.01.2014 às 00:10

Pena que estes casos sejam uma minoria e não a maioria...

Jorge Soares
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De golimix a 30.01.2014 às 21:24

Podem existir sim praxes solidárias, já vi esse raro exemplo. Mas tenha paciência, nos últimos tempos conta-se pelos dedos de uma só mão as praxes que tenham algo de positivo. Já é a terceira cidade com Universidades e Escolas Superiores, incluindo o Porto, em que vivo e garanto-lhe o que o que vi, e ainda vejo, são cenas muito deprimentes. Integração?

A dizer-lhes que são reles caloiros?

E não me venham com Tretas porque dizer "não" às vezes custa caro. A perseguição, sobretudo a psicológica é uma realidade que se esconde. É necessário criar algo, e a querer continuar com está "coisada" das praxes que se evitem situações extremas.

Só para dar um exemplo. Este ano, por aqui, houve uma miúda, uma tal reles caloira, que fracturou uma mão na praxe, e todos os anos há "acidentes".

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De José Silva a 30.01.2014 às 22:15

Concordo consigo na medida em que realmente aparenta ser necessário haver um maior controlo das Praxes, na medida em que é necessário impor regras a respeitar no decorrer das actividades, pois nem todos respeitam os Códigos de Praxes vigentes e existem sempre indivíduos que julgam poder fazer o que por seu bel-prazer apetece justificando-o através do nome da Praxe, quando isso é de todo ilógico.

Relativamente ao episódio da fractura, não estou ao corrente do acontecimento, mas a verdade é que acidentes acontecem (todos os crianças chegam às urgências hospitalares crianças com cabeças, pernas e braços partidos por se encontrarem a brincar; a solução passa por proibir as brincadeiras ou vigiar as brincadeiras e criar limites para as mesmas?).
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De Jorge Soares a 30.01.2014 às 22:46

O problema é que às vezes os acidentes terminam em estudantes levados pelas ondas do mar, ou em membros das tunas espancados, ou em caloiros cobertos de esterco da cabeça aos pés... ou ....

Está visto que os estudantes e as universidades não tem auto-controlo e que a coisa já está a passar das marcas há bastante tempo, está na altura que alguém tome medidas.

Jorge Soares
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De José Silva a 30.01.2014 às 22:59

Caro Jorge Soares,

Infelizmente a falta de integridade verifica-se em todo e qualquer meio, não sendo por erradicar as Praxes que isso deixará de se verificar.

Relativamente ao acidente do Medo e ao acto de cobrir de esterco jovens, já lhe dei o meu parecer no meu outro comentário; já no que toca ao espancamento, a meu ver, essa foi uma acção levada a cabo por criminosos, fizessem eles parte de qual fosse a entidade (neste caso, uma Tuna), que deviam ser punidos como tal.

Mais uma vez, concordo: que sejam tomadas medidas que visem salvaguardar os interesses e a integridade dos estudantes e assim evitar os abusos feitos usurpando o nome da Praxe e, dessa forma, manchando-o.

Saudações académicas,
José Silva
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De golimix a 31.01.2014 às 08:48

Eu, por acaso, gostava de saber qual é esse tal código de praxe.

Ok... há muitas fracturas e acidentes... veja a coisa porque lado se quiser....
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De José Silva a 31.01.2014 às 14:31

Cara Golimix,

Já agora, permita-me pedir-lhe directamente desculpa pelo meu equivoco, efectivamente não abri o seu perfil.

Relativamente ao Código de Praxe, deixo aqui o convite para o conhecer atrás do link "http://on.fb.me/18HLXmC"; é necessário estar ligado no facebook e, provavelmente, colocar "Gosto" na página do Conselho de Veteranos da UC, sendo que pode removê-lo imediatamente após leitura do documento.

Os acidentes foram utilizados neste caso como forma de mostrar que a solução não passa pela proibição dos actos, não deixando, ainda assim, de ser lamentável que ocorram.

Saudações académicas,
José Silva
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De Quarentona a 31.01.2014 às 16:35

Não é necessário tanto, uma simples pesquisa no Google "Código Praxe Coimbra" remete-a logo para 1.ª entrada, com a versão atualizada de 2013, mas também pode consultar as versão de 2011 e 1957, está tudo lá :)))))
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De golimix a 31.01.2014 às 20:06

Desculpas aceites está perdoado! ;)

Mas tem que concordar comigo quanto ao facto de que é necessário fazer algo contra estas praxes cada vez mais abusivas e que reinam nesse meio?
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De José Silva a 31.01.2014 às 21:08

Cara Golimix,

Não só concordo como acrescento: quem não deve, não teme. Sei o tipo de Praxe que vivi, sei o tipo de Praxe que pratico e estimulo entre os meus colegas mais novo; por este motivo, tenho plena consciência de que nada me foi feito nem fiz a outros que fosse considerado humilhante e muito menos um atentado à integridade; a criação de mecanismos de controlo ou algo semelhante em nada irá alterar a maneira de actuar durante a Praxe do meu curso, na minha universidade, pois primamos por respeitar o Código de Praxe e os caloiros.

Defender posições extremas não favorecerá ninguém, seja abolir por completo a Praxe ou deixar os exageros que existem continuar: acabe-se com os exageros, recupere-se a verdadeira tradição e a sua função de integração, convívio e diversão, esta é a posição que eu defendo.

Saudações académicas,
José Silva
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De Jorge Soares a 30.01.2014 às 22:43

Amiga... mas como podes ver, isso não são praxes, só as coisas boas que acontecem na recepção aos caloiros é que são praxes.. ... e eles querem mesmo que a malta acredite. Santa paciência

Jorge
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De golimix a 31.01.2014 às 08:48

É que será difícil ver que isto não está a levar um bom rumo?
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De Jorge Soares a 30.01.2014 às 22:41

Hoje li o seguinte algures:

"Humilhar o outro é a defesa do ignorante pela necessidade de se sentir superior"

Acho que espelha perfeitamente o que se passa nas praxes na maior parte dos casos.

Jorge Soares
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De Fred a 05.02.2014 às 15:08

e esse é que é o real problema da praxe.

no meu caso nunca tive problemas, participei em todas as praxes do meu curso na minha universidade onde fiz amigos para toda a vida e diverti-me, no entanto nunca praxei ninguém.

No entanto, já presenciei noutros cursos e noutras universidades diversos indivíduos que abusam da sua posição, e que usam a praxe como desculpa para descarregarem em cima dos caloiros as suas angustias por serem uns autênticos nabos... esse é o lado negro das praxes.
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De Fred a 05.02.2014 às 14:59

mas, se não te estavas a divertir na praxe porque é que continuaste a participar na praxe?

ameaçaram-te quando disseste que não estavas a gostar e que preferias não participar? ou não chegaste a dizer que não querias participar mais porque não te divertias na praxe?
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De Cristiana Marques a 29.01.2014 às 23:18

sim , em Coimbra há prescrições, só para o informar.
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De Jorge Soares a 29.01.2014 às 23:26

Obrigado pela informação.. por acaso não sabe como é que se consegue ter 24 matriculas sem prescrever?

Jorge Soares
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De golimix a 31.01.2014 às 08:50

A sério?

Já vi que Coimbra é o máximo!!!!

Desculpem lá não acreditar....
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De José Silva a 31.01.2014 às 14:41

Cara Golimix,

Remeto-a agora para o meu comentário que se encontra ligeiramente mais abaixo onde abordo o tema do regime de prescrição em Coimbra, onde poderá obter de forma inequívoca informação referente a este assunto.

Saudações académicas,
José Silva
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De DYDA a 30.01.2014 às 00:26

Em Portugal só os crimes prescrevem homem.
E nas universidades parece que ainda é pior que na politica...25 anos? Isto é que é estar agarrado ao poder.
E acreditavas que era por gosto?
Já te explicaram em comentários anteriores que compensa.
Como tu, eu, acreditava que era por "amor à causa".
Quem nos manda ser crentes?
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De Jorge Soares a 30.01.2014 às 23:08

Pois, acreditava que era só pelo gosto de humilhar caloiros e caloiras... afinal parece que é só outra forma de arranjar um tacho...

Somos um país de crentes..e a julgar pela quantidade de gente que defende as praxes como se de deus se tratasse, parece que há uma nova religião a emergir das capas negras.

Beijinho amiga

Jorge
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De José Silva a 30.01.2014 às 04:51

Enquanto estudante da Universidade de Coimbra e tendo em conta a minha experiência enquanto Caloiro e Doutor, ou seja, enquanto praxado e praxante, gostaria de clarificar duas questões:

- Se a foto apresentada foi efectivamente tirada em Coimbra, seguramente que não foi no decorrer de uma Praxe da UC - apesar da prática de actividades Praxisticas que impliquem pintar e/ou sujar os caloiros ser proibida para os alunos da Universidade, o mesmo já não se aplica ao alunos dos restantes Institutos e Escolas Superiores de Coimbra, pelo que tais actividades podem ser vistas nas suas Praxes;

- O regime de prescrição existe, de facto, na Universidade de Coimbra (pode ser confirmado através da página: http://www.uc.pt/academicos/percurso/prescricoes), estando bem explícito que esse regime é apenas aplicável àqueles que não tenham obtido o grau de licenciado; tendo em conta que o Dux Veteranorum da Universidade de Coimbra, João Luís Jesus, é mestrando em Engenharia Electrotécnica e de Computadores na Faculdade de Ciências e Tecnologias da Universidade de Coimbra, a prescrição não se aplica.

Saudações Académicas,
José Silva
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De Jorge Soares a 30.01.2014 às 23:16

Segundo o blog de onde a retirei, eram praxes de Coimbra.. Praxes... não faço ideia se são da universidade, de agrária, de um dos politécnicos, é uma praxe... e como facilmente se vê, é um claro exagero e abuso.

Para mim é novidade que as prescrições não se apliquem aos alunos de mestrado ... mas fiquei esclarecido...

Obrigado
Jorge Soares
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De Quarentona a 30.01.2014 às 23:23

Jorge, boa noite :)
Siga os links do blog onde tirou a foto e vai ver que são da Escola de Enfermagem! Não se pode confundir a Estrada da Beira com a beira da estrada...
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De Jorge Soares a 30.01.2014 às 23:26

Agradeço a informação... eu não sou de Coimbra nem estudei em Coimbra, a Escola de enfermagem pertence à Universidade de Coimbra? pertence a outra universidade?, é de um politécnico?

Na realidade não importa muito, a verdade é que o que acontece ali é uma praxe, e é a amostra clara de que se cometem abusos nas praxes.


Jorge Soares
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De Quarentona a 30.01.2014 às 23:47

Escola Superior de Enfermagem de Coimbra, Politécnico! Como não conhece Coimbra, vou tentar explicar: muito embora haja quem não queira perceber, a realidade é que existe uma tradição coimbrã no que diz respeito à Praxe, durante anos e anos, só na Universidade de Coimbra é que se praticava a Praxe e ela, ainda hoje está regulamentada através do Código da Praxe (vale a pena dar uma olhadela, ele está integralmente disponível na net), ora com o florescimento de instituições de ensino superior, começaram a aparecer outras práticas de praxe que não tendo regulamentação ou com regulamentos que nada têm que ver com o original que tentam imitar, abandalhou a praxe e cada um faz o que bem entende! Em Coimbra e nesta matéria há grande rivalidade entre os politécnicos e a UC! Sou a favor de um regulamento geral para a Praxe e sanções às instituições que não controlem as suas praxes, que pode passar por cortes no seu financiamento! Havendo tanta gente contra as praxes, pelas mais variadas razões, também quem concorde com ela. A solução passa por encontrar um equilíbrio.
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De Jorge Soares a 30.01.2014 às 23:51

"Sou a favor de um regulamento geral para a Praxe e sanções às instituições que não controlem as suas praxes, que pode passar por cortes no seu financiamento! Havendo tanta gente contra as praxes, pelas mais variadas razões, também quem concorde com ela. A solução passa por encontrar um equilíbrio."

Afinal, estamos de acordo.

Há abusos nas praxes e portanto tem que haver quem controle

Obrigado pela explicação

Jorge Soares
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De Quarentona a 30.01.2014 às 23:55

Agora parece que sim, mas o que tenho lido da parte dos que se opõem é que se acabe de vez com a Praxe!
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De golimix a 31.01.2014 às 20:29

Lá vou eu também "meter" a colherada. Já percebi, e não é a primeira vez, que a malta de Coimbra acha que é o máximo. Óptimo. Ainda bem. Mas tenham paciência há muito abuso nas praxes e esta acabou por se tornar mais bullying que outra coisa. Há que olhar para isto com olhar sério e perceber que terá que se fazer algo, e que se fazer a valer. E se alguém, conhecedor do código de praxe vê um abuso tem a obrigação de o denunciar de parara com ele, de realizar sanções contra os abusadores. Se isso fosse feito este assunto não estava a ser discutido. Já disse, por aqui, e repito, o meu irmão foi um estudante da UC e eu tive que intervir ameando com a comunicação social a Universidade. Falei com o Presidente da Associação Académica e alguém da Associação ajudou nesse caso sem o meu irmão perceber a minha intervenção porque eu não queria que ele soubesse e tinha medo que ele sofresse represálias. Por isso, fico sempre meia azeda quando me falam de Coimbra e acham que tudo lá é o máximo. Há abusos como em outro local qualquer e esses devem ser travados.
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De Leonel a 30.01.2014 às 11:56

estamos a falar de fotografias de malta da agrária na latada.
não misturar com a praxe de coimbra (universidade e politécnico, agrária exclusivé), por favor.
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De Jorge Soares a 30.01.2014 às 23:24

Mas é uma praxe ou não é uma praxe?

De um lado estão caloiros e do outro doutores, certo?, logo é uma praxe, e um enorme abuso ..e uma enorme estupidez que não faz sentido nenhum, certo?

Então há excessos.

Jorge Soares
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De José Silva a 30.01.2014 às 23:33

Na realidade, trata-se de uma adaptação daquilo que é a verdadeira Praxe, sendo que se perderam valores aquando da mesma.

Já agora, gostaria de esclarecer que a Praxe que eu defendo é aquela que experienciei e continuo a experienciar, em que não se verificam os abusos que tem sido referidos e de forma alguma é posta em causa da integridade de qualquer pessoa.

Se me é permitida a ousadia, gostaria de recomendar a leitura de um artigo de opinião escrito por alguém de quem serei colega profissional daqui a uns anos, que reflecte a minha forma de pensar relativamente a este assunto:
http://www.publico.pt/sociedade/noticia/praxes-ou-bullying-perigoso-1621438
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De Jorge Soares a 30.01.2014 às 23:46

No fim, parece que ambos concordamos em que há exageros nas praxes e que estes tem que ser controlados...

Sobre o artigo, concordo com o que lá está escrito... só queria fazer um aparte. Se a mim alguma vez me tivessem tentado cortar o cabelo já fosse em nome do que fosse, garanto.lhe que a coisa ia terminar mal, para mim porque me ia enfrentar a um grupo e para os que eu pudesse apanhar até ser controlado... se calhar a tesoura ia terminar espetada em mim ou em alguém e ia terminar noticia de jornal...

Se acham que cortar o cabelo a alguém só porque anda na rua à noite é algo normal.... eu devo viver num mundo diferente, para mim, tradição ou não, isso é um abuso.

Jorge Soares
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De José Silva a 31.01.2014 às 00:04

Como já havia dito em vários comentários, não antevejo que o controlo da Praxe traga algo negativo, muito pelo contrário, de forma que sou todo a favor do mesmo; não concordo, no entanto, com a extinção da Praxe.

Efectivamente, existe o risco de acidentes com a tesoura; no entanto, está definido no Código da Praxe que a tesoura não pode ter bicos nem ser desmontável; para além disso, a tesoura é apenas envergada após o indivíduo a sancionar se encontrar subjugado.

Como já referi, é uma tradição, sendo que cada indivíduo é livre de tomar parte ou não (daí que os estudantes que se declaram Anti-Praxe não se encontram sujeitos a sanção por Trupes). É também tradição saltar sobre imensas fogueiras aquando dos Santos Populares, podendo ter efeitos devastadores caso algo corra mal; não sou a favor, não participo, mas respeito quem o queira fazer.
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De Quarentona a 30.01.2014 às 14:05

Também eu estudei em Coimbra e também fui praxada e praxei, e nas minhas experiências de praxe nunca vi acontecer o que representa na foto. No entanto, tive conhecimento destas práticas nos diversos Institutos Politécnicos de Coimbra, nomeadamente a Escola Superior Agrária, já famosa por este tipo de conduta! Existe um regulamento da Praxe Coimbrã, o Código da Praxe, seria engraçado que todos que opinam com tanta propriedade sobre a Praxe de Coimbra, lhe dessem uma olhadela, nem que fosse na diagonal, depressa perceberiam que este tipo de praxe aberrante é proibida pelo Código.
Ontem, passou uma reportagem na SIC sobre o Dux em mostrava que para além de ser Dux (desconheço se é cargo remunerado, ou não) era também gerente de uma pequena empresa, ou seja, não é nehum desocupado e os seus rendimentos provêm de um emprego normalissímo.
E sim, pode-se ter 24 matrículas, se se forem tirando várias licenciaturas consecutivas.
Só acho que quem nos (des)governa, deve andar radiante com este "fait divers" que mantém a malta entretida, enquanto põem em prática mais alguma manobra para nos tirarem mais do já pouco que temos... enfim...
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De stiletto a 30.01.2014 às 22:04

Eu também fiquei perplexa com as 24 matrículas desse Dux. Já percebi, pelos comentários, que há explicaçóes "lógicas" para isso acontecer. Já eu chumbei 1 ano e foi problemático. Não tinha tempo para perder porque foi com grande sacrifício, meu e da minha mãe, que consegui completar 1 licenciatura já que eu perdi o meu pai com 14 anos. Logo também não tive tempo para grande vida académica. No entanto, praxei e fui praxada. Não me senti humilhada, dei-me à brincadeira e o mais incómodo desse dia foi ter voltado para casa, toda suja, de transportes públicos. Também não acho que tenha contribuído grandemente para a minha integração. Isso não foi feito num dia mas sim ao longo do primeiro ano.
A nossa comunicação social, para variar, está a exagerar no tratamento deste assunto. Urge saber o que se passou nesse dia para que os jovens que morreram possam descansar em paz e que as suas famílias possam perceber aquilo que não tem sentido nenhum, perder um filho.
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De Jorge Soares a 30.01.2014 às 23:54

Olá

Parece que sim, que há explicações lógicas, ainda que também existam noticias contraditórias.... mas vá lá alguém perceber como é que se podem passar 35 anos na universidade.

Não concordo que o assunto tenha sido empolado.. acho que esta discussão era necessária para que alguém pusesse ordem em algo que está claramente a ficar fora de controlo em muitas faculdades.

Jorge
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De Bento 2014 a 31.01.2014 às 09:41

DISTINÇÕES. Desde logo o governo não tem nada que dialogar directamente com associações de estudantes mas sim com as reitorias parcialmente ou em conjunto. No modo agora adoptado quebra-se uma natural hierarquia de responsabilidades e competências que nada abonam em favor da dignidade de cada organização. Tudo o que role á margem desse âmbito e que indicie práticas abusivas incluindo a suspeita de crime deverá ser tratado no âmbito da justiça comum. Assim andam a gastar o nosso dinheiro e mesmo a pactuar com assuntos de faca e alguidar que só cabem no seu foro próprio. Se as praxes constituem apenas actos de selvajaria então deveriam acabar radicalmente. Mas não, porque com gente civilizada é possível fazer umas brincadeira que não agridem e não diminuem, antes aproximam. Desde logo deveriam ser interditas em locais fora do espaço de estabelecimento a que digam respeito ou escolha de local adjacente conhecido e acordado com a reitoria, constituindo crime público esse desrespeito (fora o resto) com os culpados sujeitos a condenação que poderia levar a pena de prisão efectiva sempre que esta condição não seja cumprida. Deixo uma analogia: COM UMA FACA DE COZINHA, QUALQUER UM TANTO PODE MATAR UMA PESSOA COMO UMA GALINHA.
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De Leamar a 31.01.2014 às 10:22

Concordo em absoluto...o problema é para muitos desses energúmenos doutores abusadores acreditam vêemente que um caloiro não passa de uma galinha....e depois dão-se tragédias, acidentes, processos... O que mais me espanta é que ao invés de quererem apurar os responsáveis e a verdade se fechem em copas! O que mais me espanta é as faculdades ao invés de estar preocupada em punir exemplarmente quem tem comportamentos desviantes apenas tenta "limpar" o seu bom nome! Mas pergunto eu: que melhor maneira haveria para "limpar" o seu bom nome?? Não seria encontrar respostas? Não seria punir retardados?....
O que sinto, o que vejo é que querem sempre camuflar tudo sobre essas práticas desviantes que alguns não consideram praxe, mas que outros as praticam em nome da mesma! Há que punir...há que regular...há que abrir a boca para o que se sabe!
Muito me admira eu haver gente que consiga deitar a cabeça na almofada sabendo de certas práticas...e por medo, respeito, hierarquia...whatever...não falam!
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De Bento 2014 a 31.01.2014 às 10:33

Gostei.

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