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Já lá vai um tempo, por isso a maioria nem se lembrará do caos que foi a colocação de professores no inicio de este ano lectivo. A minha filha mais velha, que está no 10 ano no liceu de Setúbal esteve, quase até ao inicio de Novembro à espera que fosse colocada a professora de matemática (ver este post, ou este, ou este, ou este), na semana passada foi a reunião de avaliação do primeiro periodo dos pais com a directora de turma.

 

Estava tudo a correr muito bem, a julgar pelo que a senhora contou esta deve ser a melhor turma do país e arredores, aplicados e bem comportados, até que uma das mães reparou no detalhe das aulas de matemática, então era assim:

 

Aulas previstas: 76

Aulas ministradas: 43

 

A professora de matemática que foi colocada no fim de Outubro,  pouco mais deu que metade das aulas, é mais que evidente que não vai ser possível cumprir o programa e uma das encarregadas de educação queria saber o que estava a escola a pensar fazer para resolver o assunto.

 

A conversa foi quase surreal, a escola não está a pensar fazer nada, além do evidente atraso na matéria, há alguns alunos com dificuldades de aprendizagem na disciplina e estão planeadas aulas de apoio. É claro que aulas de apoio não tem nada a ver com aulas de compensação, e eu fiz ver isso à directora de turma, sem deixar de recordar que o  ministro Crato se tinha comprometido em que todos os alunos teriam as devidas aulas de compensação para recuperar o tempo perdido.

 

Não, ela não tinha ouvido nada disso, não estavam planeadas aulas de compensação para a turma, nem há plano algum para recuperar o tempo perdido. Segundo ela a escola tinha planeado aulas de compensação para os alunos do nono ano, que tem exame obrigatório no fim do ano lectivo, mas desistiu da ideia, porque além de que é muito complicado conjugar horários, como as aulas não são obrigatórias os alunos não aparecem.

 

E é isto, felizmente na turma da minha filha só faltou colocar um professor, mas há turmas no Liceu de Setúbal e um pouco por todo o país em que faltaram quatro, cinco e até mais professores, turmas em que se deu metade das aulas previstas e pelos vistos, ninguém além de dois ou três pais e encarregados de educação, se preocupa com o assunto. 

 

Uma vez mais ficamos a saber o que vale a palavra do ministro e dos funcionários do ministério da educação, senhor ministro, quando há uns tempos  falava de aulas de recuperação para todos os alunos, estava a falar de quê?

 

Jorge soares

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publicado às 23:06

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4 comentários

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De marta-omeucanto a 20.01.2015 às 09:36

Na escola da minha filha, pelo contrário, iniciaram este período as ditas aulas de compensação de matemática, única disciplina na qual ficaram sem professor no início do ano. Foi complicado conjugar horários, colocaram essa aula no último tempo do dia mais preenchido e com outra professora contratada para o efeito. E essas aulas são obrigatórias, quem não for tem falta injustificada.
Realmente, a educação e as medidas não são iguais em todo o país!
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De Jorge Soares a 20.01.2015 às 22:57

Por acaso um dos meus comentários quando ela disse aquilo das aulas do nono ano foi:

-Deviam colocar as aulas como obrigatórias e marcar falta a quem não vai...

Ela respondeu-me que isso não era permitido, pelos vistos as normas não são iguais para todas as escolas... isso ou a vontade.

Jorge Soares
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De Kok a 20.01.2015 às 15:08

O Sr. Crato (que não sendo ministro "está" todavia ministro) foi um excelente ministro da (ou de?) educação enquanto comentador televisivo.
Depois... é o que se vê!

1 abraço pah!
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De Jorge Soares a 20.01.2015 às 23:07

Hummm, se calhar há alguns comentadores de futebol que davam melhor ministro que este .......

Abraço pá

Jorge

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