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Cada país tem o Manuel Palito que merece

por Jorge Soares, em 23.05.14

Manuel PAlito

 

Imagem do Público 

 

"Manuel Baltazar passou a perseguir a ex-mulher quase todos os dias nos últimos cinco anos, após esta ter decidido separar-se dele face a um quadro de violência doméstica. O alegado homicida de Valongo dos Azeites, que terá baleado mortalmente a ex-sogra, a tia e ferido a ex-mulher e a filha de ambos"

 

É assim que começa a noticia do público que descreve a prisão de alguém que matou duas mulheres e feriu outras duas, uma das feridas era a sua filha a outra a sua ex mulher... como podemos classificar alguém que tentou matar a própria filha?

 

Acho que não restam dúvidas a ninguém de que Manuel Baltazar é um assassino, já tinha sido condenado por violência doméstica contra a ex mulher e não contente com isso, matou duas pessoas e feriu outras duas, andou um mês a fugir das autoridades que o tentavam capturar por esses crimes.

 

Ontem à saída do tribunal foi aplaudido como se de um herói se tratasse por mais de duas centenas de pessoas que o esperavam....  há algo que me está a escapar... Eu percebo que durante todo este tempo alguns vizinhos e amigos o tenham ajudado, até o pior dos animais tem amigos, mas estar à sua espera à saída do tribunal e aplaudir como se de um herói popular se tratasse?

 

Estamos a falar de alguém condenado por violência doméstica que era o terror da sua família, alguém que ameaçava de morte quem lhe fizesse frente sem importar que fosse mulher, filhos ou filhas, alguém que não teve problema nenhum em disparar contra 4 mulheres desarmadas.... expliquem-me lá, merece os aplausos do povo porquê?

 

Eu percebo as piadas à volta da sua fuga, percebo as piadas sobre a incapacidade de GNR e Polícia Judiciária para o encontrar, mas tudo tem um limite, aplausos?, Desde quando é que um assassino de mulheres inocentes merece o aplauso do povo?

 

Jorge Soares

 

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publicado às 23:54

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8 comentários

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De Cris a 24.05.2014 às 09:23

A única coisa que me apraz dizer é que o povo é burro que nem uma porta, ignorante, de memória curta, insensível, pouco empático e que gosta de assasinos. Eu já estou como diz a outra: quero a minha ilha deserta, já!
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De golimix a 24.05.2014 às 12:42

E leva-me contigo por favor!
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De Bento 2014 a 24.05.2014 às 10:01

Sabe-se como é o povo em bando. Mas neste caso e com toda a boa vontade quero acreditar que muitas daquelas almas podem ter batido palmas por o homem estar entregue á justiça presumindo que isso aconteceu por vontade própria. A ser assim também eu seria capaz de bater palmas.
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De golimix a 24.05.2014 às 12:51

Será que não foi à polícia, que finalmente o apanhou, o objecto do aplauso?

É que me parece demasiado insano, absurdo, parvo, ignorante, estúpido e extraordinariamente inacreditável que um anormal que mata duas pessoas, fere outras duas, sendo uma a sua própria filha, um tipo que é violento, que foi condenado por violência doméstica, seja aplaudido pelo povo!!!! Juro, prefiro acreditar que no nosso país não fazem isso! Não apaludem criminosos!
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De Bento 2014 a 24.05.2014 às 18:29

Nada me custa subscrever a sua avaliação deste caso. Contudo vale a pena sublinhar que entre a racionalidade serena e a violência abjecta vai a distância milimétrica de um frágil fio. E ninguém diga desta água não beberei, não se pondo em causa que todos os crimes devem ser julgados. Acentuar também que no meio do povo que aplaude ou condena com descontrolada animosidade há sempre gente capaz de tudo para o bem e para o mal. As multidões são mesmo assim.
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De golimix a 25.05.2014 às 11:23

Ok. O tão estudado "efeito-grupo", mas parece-me que existe um limite para tudo!
E o limite está em apoiar criminosos, sejam eles políticos (como presencia a História) ou civis.
Existe uma consciência individual que não existe em bom funcionamento, e isto nota-se neste caso e em muitas outras atitudes do nosso, cada vez mais triste, povo.


Bom fim de semana
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De Bento 2014 a 25.05.2014 às 12:04

Não posso estar mais de acordo consigo. Permita que junte aqui isto:
Não recordo o autor, mas foi lido faz muitos anos num jornal:
"O POVO QUE TEMOS- Quem tiver paciência, e oportunidade, de ler e consultar os jornais de há 60 ou 70 anos, e mais, e se der ao trabalho de comparar o que então se dizia e fazia, com o que actualmente se diz e faz, não pode deixar de se surpreender com o paralelismo flagrante de situações e de oratória política. Com efeito, dando mostras do mesmo congénito sinal de incapacidade entre a manifestação da vontade e a capacidade de traduzir a mesma em actos positivos, o português, cada vez mais aferrado a hábitos de calaceirice e indolência mental, propõe mas não actua, perora e denuncia mas, para tanto prefere sempre o anonimato, projecta mas não realiza, e sem verdadeiro e autêntico sentido de humor, fabrica piadas ou faz anedotas. No capítulo físico , é teso, mas quanto a valentia, que é aceitação racional e calculada dos riscos e do perigo, vai-se contentando com os "brandos costumes", e a crença do que é preciso é sorte e dinheiro para gastos. De modo que, a par das pseudo-soluções em que é fértil, consente, perfeitamente à vontade, o crime, a desonestidade, a violação do Direito, e o "gamanço", a que chama "esperteza". Verborreico e superficial, por atavismo, não possui qualquer sentido dramático da existência - e aqui se diferencia basicamente do espanhol - e é capaz de misturar, facilmente, o heroísmo com a cobardia. Saudavelmente, porém, diante do pior drama, faz pilhéria. É este o Povo que temos".
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De golimix a 25.05.2014 às 17:50

Tão bem dito que chega a doer...

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