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mãe4.jpg

 Imagem do Expresso

 

"Tribunal Europeu dos Direitos do Homem condenou o Estado português por violação dos Direitos Humanos no caso da cabo-verdiana Liliana Melo. A mãe, que viu os tribunais portugueses retirarem-lhe os sete filhos", é assim que começa a noticia do Expresso.

 

Neste caso o estado foi condenado pelo suposto excesso de zelo ao achar que esta mãe não tinha condições para manter e educar sete  filhos , tendo estes sido retirados, institucionalizados e posteriormente encaminhados para a adopção.

 

Hoje, e sobre o caso da mãe que decidiu atirar-se ao Tejo juntamente com as suas duas filhas, o mesmo estado está a ser condenado por muita gente por ter tido a mão leve ao deixar as crianças, que estariam sinalizadas por supostamente terem sido vitimas de abuso sexual e maus tratos, a viver com a mãe. Mãe que seria ela própria vitima de violência familiar pela mesma pessoa que supostamente abusou das crianças e estaria a sofrer uma profunda depressão.

 

Quando há duas crianças mortas é fácil concluir que o estado deveria ter feito mais, há uma série de instituições que só existem para proteger e zelar pelo bem estar das crianças. Não sabemos a história toda, não sabemos que medidas protecção terão sido tomadas, não sabemos porque se tomou a decisão de deixar as crianças à guarda de uma mãe, que se sabe  agora, não teria condições psicológicas para tal... mesmo assim é fácil concluir que algures alguém falhou.

 

No caso de Liliana Melo, de que na altura falei neste e neste post, é fácil condenar o estado, as crianças foram institucionalizadas, pelo menos o seu bem estar físico foi garantido, algumas terão ido para adopção e em principio terão famílias que lhes dão amor e carinho.... E alguém pode garantir que caso o estado não tivesse actuado estas crianças estariam todas bem? Estamos a falar de uma mãe com sete filhos, uma das quais até já estaria grávida também, que na altura não tinha emprego e que claramente não tinha condições económicas para os manter. Mesmo assim o estado foi na altura condenado na praça pública e agora nas instituições europeias, por ter feito o seu papel.

 

Faz sentido o estado ser condenado pelo seu suposto excesso de zelo ou fará sentido o estado vir a ser condenado pela morte das duas crianças desta semana? Ninguém tem dúvidas que neste caso o estado deveria ter feito muito mais... será que são os mesmos que acharam que no outro caso as crianças deveriam ter ficado com a mãe?

 

Será que devido à condenação publica do outro caso, não terão as instituições  passado a ser menos zelosas e por isso estas crianças foram entregues à mãe?

 

A única coisa certa é que nestes casos o estado não tem por onde fugir, faça o que faça, vai sempre ser preso por ter cão e por não ter.

 

Jorge Soares

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publicado às 23:26

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4 comentários

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De cesar machado a 18.02.2016 às 12:50

Pelo que sei essa tipa e Moura, por isso islamicos ide para a voca terra e deixa portugal aos portugueses
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De Filipa a 18.02.2016 às 13:00

Na minha opinião o estado errou nas duas situações mas a solução não seria a mesma, no caso da Liliana achei um absurdo tirarem-lhe as crianças e ainda quererem entrega-las para adopção, quer dizer não havia mais nada a fazer? não haveria a possibilidade de trabalharem todas as instituições em conjunto para por exemplo, os miúdos terem um regime tipo colégio interno e passarem os fins de semana com a mãe? talvez assim ela conseguisse arranjar um trabalho e criar estabilidade para mais tarde poder ter os filhos com ela a tempo inteiro.
No segundo caso e ainda sem ter grande informação acho que falhou não só o estado ao não ouvir as queixas mas também os mais próximos que não se aperceberam do que se passava, parece-me que aquela mãe apenas precisava de um abrigo onde pudesse esconder-se, não acredito que não amasse ou quisesse algum mal para as filhas, pareceu-me tudo um grande acto de desespero.
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De Anónimo a 18.02.2016 às 18:06

pois ha pais que cometem actos de desespero, mas e para salvar os filhos.
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De indignado a 18.02.2016 às 14:15

Podemos daqui inferir que os técnicos tanto dos tribunais, como da Segurança Social não prestam. Não foi só nestas duas situações que decidiram MUITO MAL já aconteceu noutros casos e deveria ser averiguado o comportamento e a competência desta gentalha porque por sua causa, já ocorreram muitas mortes.

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