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Eles comem tudo, eles comem tudo ....

por Jorge Soares, em 19.01.16

mariadebelém.jpg

 

Imagem do Expresso

 

Foi em Novembro de 2014 aquando da apresentação de uma proposta que propunha a devolução das  subvenções a quem tem mais de 12 anos na política, que neste post escrevi o seguinte:

 

Para quem não se recorda, a subvenção mensal vitalícia é atribuída  a membros do Governo, deputados, autarcas e juízes do Tribunal Constitucional sem carreira de magistrados  e foi revogada em 2005, com José Sócrates no Governo. No entanto, os titulares de cargos políticos que tivessem completado 12 anos à data da entrada em vigor da lei de Sócrates mantiveram o direito à subvenção.

 

Desde Janeiro de 2014, o valor destas subvenções passou a estar dependente dos rendimentos do beneficiário e do seu agregado familiar, mediante a apresentação da declaração de IRS. Se o rendimento for superior a 2000 euros (excluindo a subvenção), essa prestação é suspensa. Nas restantes situações fica limitada à diferença entre os 2000 euros e o rendimento (excluindo a subvenção).

 

A proposta que foi agora apresentada devolve o valor total das subvenções a todos os políticos que estão em condições de a receber.

 

Gostava de perceber a lógica de pensamento dos senhores que apresentaram a proposta de alteração, o governo nega-se a devolver os salários que foram retirados aos funcionários públicos porque o país não está me condições, o PSD , o CDS e o governo foram unânimes ao criticar o tribunal constitucional quando este proibiu os cortes nos salários que eram inconstitucionais, quer dizer, não há condições para devolver os salários e pensões a quem precisa e a quem trabalhou a vida inteira, mas há dinheiro para devolver pensões vitalícias a quem governou 12 anos? Mas afinal os portugueses não são todos iguais?

 

Com que lata é que estes senhores pedem sacrifícios aos portugueses quando depois eles são os primeiros a não os fazer?

 

Hoje ficamos a saber que o tribunal constitucional declarou inconstitucional a norma do orçamento de 2015 que fazia a subvenção depender dos rendimentos e que os deputados a vão receber tenham ou não outras fontes de rendimento. 

 

O pedido de inconstitucionalidade foi assinado por trinta deputados entre os que estava a candidata à presidência da República Maria de Belém Roseira.

 

Maria de Belém Roseira tem baseado a sua campanha, quase completamente vazia de conteúdos políticos, principalmente na saúde e nos apoios sociais.... com que lata é que ela fala em apoios sociais quando está entre as primeiras que querem dar a quem não precisa para tirar ao resto dos portugueses?

 

Jorge Soares

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publicado às 22:21

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2 comentários

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De Maria G. a 20.01.2016 às 07:48


Concordo em pleno com o texto.
A política sempre foi e será: “uma grande mãe”.
Mas, ainda acredito (e espero nunca vir a deixar de acreditar), que haja mesmo que cada vez menos.
Políticos honestos e capazes.
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De Anónimo a 20.01.2016 às 10:38

isto nao e uma questao de comer tudo ou so comer a sobremesa se existem leis. cumprem-se ou revogam-se, mas nos casos em que sao inconstitucionais e outra historia, nao podemos dizer que a sobretaxa e inconstitucional e tem que acabar e ser devolvida, os cortes nos salarios igualmente mas depois se o caso disser respeito a politicos essa corja de mentirosos ja vale tudo. os politicos nao podem ser prejudicados profissionalmente por desempenharem 12 anos de cargo politico, repugna-me que tenham direito a uma reforma ao fim de 12anos e outros so no fim da vida, mas esse tempo tem de contar para alguma coisa, e quando pedirem a reforma que devia ser como todos os outros cidadaos aos 65/66 anos entao sim valorizar o tempo de exercicio do cargo politico. caso contrario ninguem ira para a politica e cada vez mais pessoas sem qualidades e competencias serao candidatas a esses cargos, pois para que perder tempo na politica se economicamente e profissionalmente para os mais competentes e mais vantajoso fora da politica.


porque nao me preocupa essencialmente isto, porque isto esta na lei, muda-se a lei, mas ha coisas que nao estao na lei e revelam uma mentalidade nacional, e sim que portugal seja uma especie de aldeia onde a classe politica e os seus amigos e conhecidos se conhecem todos uns aos outros, são amigos, alguns até familiares, que se levam para os gabinetes ou governo, este governo tem varios exemplos, muito honestos, bons pater familias com um ou outro pequeno pecadilho que é fazer favores uns aos outros em prejuizo do país e dos portugueses, funcionando estes senhores como uma irmandade diria que com varios clientes e varias lojas, mas em que todos eles e respectivas familias se desenrascam facilmente bem na vida.

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