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"De todo o exposto resumindo e concluindo, estar caído/inanimado a porta de um hospital ou de um cemitério e a mesma coisa se o caso for serio. A única diferença e que num caso já chegou ao destino.

De tudo isto só me deixa uma grande náusea, o resto e a vida que temos sem precisar de muitos comentários."

 

Comentário de um anónimo ao post (auto link) sobre a senhora caída na porta do hospital Nossa Senhora do Rosário, no Barreiro

 

De repente apetecia-me ficar por aqui, mas não sou de deixar coisas por dizer.

 

Talvez seja defeito meu, mas para mim se alguém está a precisar de ajuda, eu pelo menos tento ajudar, se esse alguém está caído no chão, então o mais certo é que  precisa mesmo de ajuda e aí não interessam as regras ou as normas, o meu dever como pessoa e cidadão é ajudar.

 

Se um profissional de saúde é avisado de que alguém está caído no chão e precisa de assistência, independentemente das regras, das normas ou das condições, esse profissional deve ajudar, pelo menos para se inteirar da gravidade do assunto e poder tomar decisões. Se não o faz, se antes de pensar no bem estar da pessoa em questão coloca o seu bem estar ou as regras do hospital, para mim esse profissional não cumpriu o seu dever principal nem como profissional de saúde nem como cidadão.

 

Pelos vistos há noticias que dizem que afinal a senhora não estaria assim tão grave, mesmo que seja verdade, médicos e enfermeiros só saberiam isso depois de lá irem.. e ainda não vi noticia nenhuma que diga que eles lá foram, numa coisa são unânimes todas as noticias, eles não foram lá, porque tinha que ser o 112 e/ou o INEM a resolver o assunto.

 

De resto como disse antes, regras ou não regras, normas ou não normas, a vida das pessoas deve estar sempre em primeiro lugar e não me parece que alguém tirar uns minutos para se inteirar do que passava lá fora, fosse fazer assim tanta diferença no funcionamento do hospital, até porque nas urgências costumam trabalhar várias pessoas ao mesmo tempo, e não me consta que tenha acontecido nenhuma catástrofe nesse dia no Barreiro como para estarem todas a salvar vidas ao mesmo tempo e sem poderem parar uns minutos. Por outro lado, neste caso ou noutro qualquer, esses minutos podiam fazer a diferença entre a vida e a morte de alguém.

 

Não, não queremos que alguém estar caído/inanimado a porta de um hospital ou de um cemitério seja a mesma coisa.

 

É claro que a minha opinião vale tanto como outra qualquer e todas merecem respeito.

 

Jorge Soares

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publicado às 22:35

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4 comentários

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De Ideiafix a 17.07.2015 às 11:07

Benvindos ao inferno. Não há um médico nem uma ambulância para cada cidadão. Temos de ser nós a cuidar da nossa própria saúde e evitar o acidente ou a doença. O SNS não suporta cidadãos que consomem exageradamente bebidas alcoólicas, açucar, gorduras saturadas, tabaco. Que têm comportamentos de risco na estrada, no trabalho, etc. Enquanto não nos mentalizarmos que o Estado não é um Santo todo protector, teremos situações dramáticas deste tipo. E não me venham com a resposta que pagam impostos para isto...
A pergunta fundamental nesta situação é: como se pode construir e manter uma rampa daquele tipo, sem guarda-corpos que impeçam a queda, especialmente num local onde os doentes sofrem de limitações de mobilidade e visão e são encandeados pelas ambulâncias que chegam. É importante o inquérito à situação, e já agora é um dever de cidadania, para não sobrecarregar o SNS com acidentes deste tipo.
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De Anonimo a 17.07.2015 às 11:15

O estado nao e um sector santo nem deve ser mas deve ter uma filosofia humanitaria de actuacao
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De golimix a 20.07.2015 às 08:32

Certamente leste os meus comentários e já sabes o que penso, que não difere muito do que dizes. Por acaso, o meu último post também expõe uma situação que me aconteceu num Hospital aqui do Norte.
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De Kok a 23.07.2015 às 12:16

Vivemos numa sociedade em que as pessoas são números.
São números os doentes, os enfermeiros, os médicos, somos todos números e mais número menos número pouco importa; o que importa mesmo é que no final do exercício anual a gestão (neste caso do sistema de saúde pública) resulte em números positivos; ou seja: tenha sido uma boa gestão. E é uma boa gestão ser der lucro.
E são estes os números que "interessam".

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