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O direito a fazer-se à vida

por Jorge Soares, em 02.09.15

refugiados.jpg

 

Imagem de aqui

 

Hoje de manhã enquanto ouvia a noticia de que a câmara de Lisboa está disposta a disponibilizar dinheiro e meios para apoiar refugiados que cheguem a Portugal, fiquei a pensar quanto tempo demoraria até ouvir alguém dizer que deveriam gastar esse dinheiro para ajudar pessoas de cá.... não demorou muito, à hora do almoço alguém tinha colocado a noticia no Facebook e lá estava a frase "Deveriam era usar esse dinheiro para ajudar portugueses"

 

Passei uns dias de férias na Croácia, a pouca televisão que vi foi principalmente canais de noticias em especial italianos, que passavam horas e horas a falar e a debater o drama dos migrantes e refugiados... talvez porque eles e os Gregos são quem não pode fugir ao assunto... não há como devolver as pessoas ao mar, só lhes resta tentar encontrar uma solução.

 

O que se tem visto nos últimos dias é para mim que sou Europeu e já estive no papel do emigrante que tem que sair do seu país para poder ter uma vida decente, vergonhoso. A maioria dos europeus olha para este problema como se não fosse seu, esquecem que é de seres humano que estamos a falar, de pessoas que por um motivo ou outro tiveram que deixar tudo para trás e muitas vezes colocando em perigo as suas vidas e as dos seus, ir à procura de um sitio onde se lhes permita viver.

 

Hoje alguém dizia que a ideia do espaço Schenguen tem os dias contados, que esta crise irá fazer com que os países se voltem a fechar dentro das suas fronteiras.... se calhar tem razão.... mas servirá de quê?

 

Nos anos 60 e 70 Havia muitas fronteiras na Europa, isso por acaso impediu que milhões de portugueses chegassem à França, à Suíça, à Alemanha, ao Luxemburgo? É claro que não, não impediu na altura e não irá de certeza impedir agora.... quando as pessoas estão desesperadas e se querem fazer à vida, não há fronteiras que as impeçam.

 

A Europa tem a memória curta, não foi assim há tanto tempo que estiveram no papel de quem agora cá chega, quantos irlandeses, ingleses, gregos, polacos, húngaros, etc, etc, há nos estados Unidos? Quantos Portugueses, espanhóis, Italianos, turcos, há na América do Sul?.... Já fomos ajudados e bem recebidos por todo o mundo, agora é a nossa vez de ajudar, não?

 

Há quem diga que nos últimos 4 anos mais de 200 mil jovens portugueses tiveram que emigrar... e se tivessem erguido muros para que eles não pudessem passar as fronteiras?

 

Jorge Soares

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publicado às 22:27

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51 comentários

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De Helena a 03.09.2015 às 10:21

Jorge Soares,
é o primeiro comentário sensato e realista que leio desde que começou esta crise de migrantes...
Parabéns pela análise nua e crua da situação!
Somos todos humanos e todos temos direito a viver com dignidade e em paz!!!
No fundo é isto! Como se atrevem a pensar que estas pessoas não têm o direito a procurar uma vida segura e digna?????
Cumprimentos
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De Anónima a 03.09.2015 às 19:36

A resposta à sua pergunta é a seguinte: racismo.
A maioria dessas pessoas pensam que todos os que vêm desses lados são terroristas, então fartam-se de discriminá-los.
Já vi em posts antigos deste blog escrito que "a segurança não era tão apertada antes do 11 de setembro" e "milhares de pessoas são mortas em África, mas só aparece nas notícias o atentado ao jornal francês", ou algo do género...
Claro! São países desenvolvidos que estão em jogo! Os outros que se matem para aí!
Nem consigo acreditar que haja gente que pensa assim... Basta um comentário racista para me tirar do sério, essa gente que nunca me veja na rua!
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De amelia patricio a 03.09.2015 às 10:30

Concordo consigo, somos todos humanos e a evolução da espécie teve sempre a ver com as migrações, além de que sendo a Europa um continente com uma população envelhecida, pode vir a ganhar com a integração destas pessoas. Será bem vindo quem vier para trabalhar honestamente. Já o disse no meu post «os muros que nos separam» no blog «ninguém é feliz sózinho».
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De energia-a-mais a 03.09.2015 às 10:45

Pois Jorge mas o problema é que os europeus têm mesmo a memória muito curta...e parece que olham para os migrantes como uns parias - eu que tenho muita gente da família que «se fez à vida» noutros países acho que nos deveríamos colocar na posição dessas pessoas, quem não quer dar um futuro melhor aos filhos? quem não tenta fugir da miséria? a miséria maior no entanto é a intolerância e temo que mesmo com estas imagens chocantes se continue a fechar os olhos e a assobiar para o lado...

Teresa
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De Nat a 03.09.2015 às 10:51

Fiquei chocada... Continuo chocada...
Onde estão os valores? Onde está a empatia?...
Pois... Esqueci-me... Isso só existe de cada um para com o seu umbigo...

O que se estão a esquecer é que são pessoas, que tal como nós procuram o melhor para si e para os seus...

Hoje são eles... Quem garante que amanhã não somos nós?
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De Anónimo a 03.09.2015 às 11:07

Será possível que não tenhamos uma visão da vida mais nitida ?! É uma condição de vida desumana e é preocupante e irracional ver pessoas nesta situação.....mas também numa associação aqui algures em Arroios ajuda-se centenas de sem abrigos que andam á procura de uma refeição e de um lugar para dormir.....podemos olhar os dois lados ? e fazer com que ambos tenham as ajudas necessárias á sobrevivência ? Este mundo tá perdido por culpa de quem ? nossa !!! Afinal todos nascemos iguais e todos morremos no dia certo e á hora certa ......
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De Nat a 03.09.2015 às 11:17

Certo... E muito mais haveria a dizer sobre o assunto...
São todos seres humanos...

E não consigo transpor para palavras o que sinto e penso sobre essas situações...
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De Gaffe a 03.09.2015 às 13:32

Concordo consigo. É inevitável.
No entanto, a corrente de indignação não deixa de ser uma espécie de hipocrisia camuflada e bem falante com uns pós de politicamente correcto.
É facílimo subscrever o que diz, porque é evidente, porque é incontornável. No entanto, nunca li nada que contribuísse para a solução, mesmo sendo um contributo irrisório.

O que me parece é que nos indignamos muito quando o alvo da nossa indignação são os outros, nunca nós.

:)
Não tenho qualquer solução. Acredite que me indigno por isso.
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De Jorge Soares a 03.09.2015 às 22:39

Entendo o seu ponto de vista e não deixo de concordar, é muito fácil indignar-se desde o sofá, difícil é levantar-se e fazer algo... e a maioria simplesmente nunca faz mais nada que indignar-se.

Para mim falar do assunto aqui e dizer o que penso já é algo, não quer dizer que seja o único que faço, mas pelo menos já é um começo, tento despertar consciências, pode ser falar ao vento, mas quem sabe?.. se todos mostrássemos a nossa indignação com veemência se calhar quem toma as decisões não o faria de animo tão leve...

Jorge Soares
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De :P a 03.09.2015 às 13:38

Não há muito vi um documentário sobre uma aldeia na Sicília cujos habitantes emigraram em massa, desde os anos 60, para Itália e neste momento a dita aldeia morre por falta de habitantes e não é uma aldeia como as portuguesas, com meia dúzia de ruas ou nem isso mas, o que em Portugal seria uma vila. E quem diz Sicília diz Espanha e Portugal onde já vi o mesmo e provavelmente acontecerá o mesmo noutros países europeus. Além disso as taxas de natalidade em Portugal, Espanha e Itália estão, como é sabido, pelas ruas da amargura. E quem diz aldeias diz terrenos agrícolas ao abandono, (dezenas de milhar, ou mais ?).
Percebo que os refugiados prefiram ir para países mais ricos mas, além de que não será justo serem esses países apenas a suportar esta crise, muitos refugiados haverá de origem rural que poderiam optar por inundar os mercados europeus de produtos agrícolas produzidos de forma tradicional pois não é agricultor quem quer mas quem sabe. Sobretudo quem aguenta a dureza dessa vida. Verdade que muitos talvez fujam dessa dureza de vida mas não se pode ter tudo e não será o mesmo ser agricultor na Síria, Afeganistão e afins,(onde o sistema provavelmente será feudal, a proteção social o clã e o acesso à educação e saúde uma miragem), e ser agricultor na Europa.
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De Jorge Soares a 03.09.2015 às 22:45

Curiosamente uma das reportagens que vi num dos canais italianos era sobre a forma como a chegada de tantos emigrantes estavam a influenciar a agricultura italiana... e para ser sincero não gostei nada do que vi.

Segundo os jornalistas italianos, os produtores estavam a aproveitar-se da situação precária das pessoas para arranjar mão de obra barata, trabalho de sol a sol a troco de uns poucos euros, vida sem condições com pessoas a viver nos arrumos das fazendas, etc

Não há duvida que a Europa devia saber aproveitar a chegada de tanta gente para contrarrestar o envelhecimento da população, para repovoar as áreas interiores cada vez mais despovoada... mas tem que haver critérios e controlo, a época da escravatura já passou .. acho eu.

Jorge Soares
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De Anónimo a 03.09.2015 às 13:51

O melhor disto tudo é que se esquecem que parte dos problemas do Mundo também foi directa ou indirectamente criada pelos Europeus.

Quem definiu as fronteiras de países africanos a regra e esquadro?
Quem apoiou as guerras/milícias e certos grupos que se tornaram extremistas no Oriente?

Claro que há pessoas que se vão aproveitar para viver à custa dos apoios sociais, mas isso existe em todo o mundo. Por certo a maior destas pessoas que vêm com a família procuram trabalho. O grande problema e desafio aqui é criar condições para dar trabalho a todos estes migrantes.
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De Anonimo a 03.09.2015 às 21:55

Essa historia do complexo do colonialista pensei que ja estava ultrapassada ha muito tempo, e claro que exploraram, mas e o que la construiram desenvolveram como cidades vilas escolas hospitais pontes barragens vias ferreas etc. etc, tudo la ficou como riqueza transformada. Muitos pelo contrario depois disso ocuparam-se em guerras fraticidas a destruir tudo, mas a culpa continua a ser dos europeus.
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De Manuel a 03.09.2015 às 14:05

Tudo muito bonito, fica tão bem, mas na verdade todos voces tem portas em vossas casas, e os seres humanos que não tem onde ficar e o que comer que ficam de fora? esses não contam, não da para por no facebook. Hipocrisia, muita. As fronteiras existem, e sempre hao de existir. O fluxo anormal de migrantes deve-se a ilusao do eldorado alemão que e largamente amplificado de uns para outros atraves das redes sociais.Como alguem ja disse nos media, as guerras, as instabilidades de que tantos supostamente fogem não são de agora, já duram há muitos anos. quem quer ter paz procura logo o pais mais proximo, e existem muitos, muitos ate com cultura semelhante. Mas não todos fogem para o eldorado alemão ou sueco, convencidos de que ali correm rios de mel, de que serão sustentados , alojados, alimentados pelo estado, que poderam assim dedicar o seu tempo a estudar ou a trocar likes. Alemanha que tanto apregoa ser bondosa na televisão recusa milhares de vistos a quem procura emigrr seguindo as regras, obrigando-os a optar pelo caminho da calndestinmidade, por isso deixamo-nos de tretas, de hipocrisia so porque fica bem.
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De Mario a 03.09.2015 às 15:14

Olá Manuel, as soluções de certeza que existem, mas ninguém está para se dar ao trabalho, com tantos funcionários públicos por esse país fora, criavam uma cooperativa e punham os imigrantes a trabalhar nas terras faziam uma comunidade no alentejo, vulgo deserto (com 10.000 os que fossem precisos), e não tinham outra hipóteses senão desenrascarem-se, com o alqueva ali ao lado era só pegarem em meia dúzia de recursos e darem uma mão a quem fugiu para não morrer. Deve haver casos de oportunistas pelo meio dos refugiados, mas quem quisesse mesmo aproveitar ia lutar pela vida. Não estou a dizer que é fácil, mas se quisessem haviam de encontrar sítio melhor do que a guerra, fome e a miséria que têm nos seus países. Mas para se mexer uma palha e deixar a burocracia de lado, mais depressa chegam à lua... Eu nunca passei por nada parecido e para mim é fácil virar a cara para o lado, mas se passasse pelo mesmo ...
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De Jorge Soares a 03.09.2015 às 22:55

Manuel, o errado não é haver dinheiro e condições para ajudar os refugiados, o errado é termos deixado o país chegar a um estado em que há portugueses que dormem na rua.. o errado não é o que vem de fora, é o que temos cá dentro.. e o que temos cá dentro é só culpa nossa, fomos nós que de uma forma ou outra elegemos quem governou este país nos últimos tempos.

O fluxo anormal de emigrantes deve-se a que há uma guerra que dura há anos e que não tem perspectiva de terminar... ou também acha que os jovens portugueses que foram para o estrangeiro nos últimos tempos só saíram porque lá fora é o el dorado?

Jorge Soares
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De Rop64050 a 03.09.2015 às 16:39

Concordo com o que é dito no Blog, apenas acho, que a vinda destas pessoas, devia ser controlada e não deixarem entrar todas, porque senão vamos ter o caos e como em todo o lado, vamos ter pessoas boas e más.
Apenas acho que se devia controlar e limitar a um determinado número por pais.
Quando quem ficou no pais, aperceber-se que a Europa recebe todos, a vinda de muitos mais , vai aumentar e muito.
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De Jorge Soares a 03.09.2015 às 22:56

E como é que se escolhem as boas e as más? estamos a falar de pessaos que saem de países em guerra, sem organização, sem nada....

Jorge Soares
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De Daniel a 03.09.2015 às 16:40

Espero que todos os que comentaram a favor de um abrir de portas escancarado para esta gente,sejam os primeiros a dirigir-se as entidades oficias oferecendo a sua casa para abrigar estes desgraçados e disponibilizarem-se para os sustentar a troco de nada!
Já agora façam também um pequeno execicio mental.
Se fosse ao contrário, Europeus a fugir na direcção dos paises de onde vem esta vaga de refugiados, será que nos iam aceitar tal como somos??
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De Jorge Soares a 03.09.2015 às 17:18

acontece que alguns dos que escrevemos e comentamos já passamos por parte disso, há quem já tenha ido bater a outras portas para poder ter futuro e tenha sido recebido de braços abertos.

A Europa nem sempre teve o nível de vida que tem agora e em Portugal nem é preciso recuar muito... quantos portugueses tiveram que ir para outros países nos últimos dois ou três anos porque por cá não viam futuro?.... Não me consta que tenham feito muros de arame farpado para os impedir de entrar lá para onde foram.

Jorge Soares
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De Jorge Soares a 03.09.2015 às 17:20

Esqueci uma parte, quando a minha família teve que emigrar não houve quem abrisse as portas, tivemos que ser nós a fazer com que elas se abrissem... é isso mesmo que esta gente toda quer, que lhes permitam ter uma vida em que possam construir o seu futuro.

Jorge Soares
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De Anonimo a 03.09.2015 às 21:29

Emigrar e uma coisa, multidoes a atravessar fronteiras a querer ir "exigir" ir para alemanha ou inglaterra (sao pobres) mas pedem a rica, nao sao emigrantes, sao gente que foge de algo que de outro modo nao fugia. O problema esta na terra deles mas nos temos que arcar com as consequencias, enquanto o isis continua a sua selvageria nos indignamo-nos com os mortos, e achamos que a europa e que tem que resolver o problema e nao o mundo, haja paciencia. Esta e a melhor entrada do isis na europa se ja tinhamos problemas com estas pessoas de segurança e terrorismo, que nao se integram e mantem os seus costumes e religiao imaginemos daqui a uns anos a situaçao explosiva que daqui pode vir, chamem-lhe racismo ou o que quiserem mas nao podemos acolher todos os que querem vir, criamos estruturas e apoios sociais que ja mal chegam para nos, imaginem entao acolher todos os que quiserem vir para ca.

Comparar isto com emigraçao e com os nossos emigrantes so por brincadeira.
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De Anónima (a mesma) a 03.09.2015 às 21:45

Cá vem o comentário racista que me vai fazer explodir a cabeça!
"se ja tinhamos problemas com estas pessoas de segurança e terrorismo, que nao se integram e mantem os seus costumes e religiao imaginemos daqui a uns anos a situaçao explosiva que daqui pode vir, chamem-lhe racismo ou o que quiserem"
1. Por acaso ja teve algum problema com um migrante desalojado ou algo parecido? E está a falar em "Nós" porquê? Nós quem?
2. Por acaso pensa que todos aqueles humanos vêm para cá armados até aos dentes? Um pai de uma criancinha de poucos anos vai esconder bombas no meio dos brinquedos do filho (se existirem)?
3. Por acaso conhece aquela gente para dizer que não são capazes de mudar? De se adaptar a uma nova vida noutro lugar completamente diferente?
4. SIM, CHAMO, NO MINIMO, DE RACISMO!
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De Anónimo a 03.09.2015 às 22:12

Ainda bem, ora expluda la a vontade, mas antes disso convem que conteste o que eu disse, se chama emigrantes a deslocaçoes em massa de populaçoes, e em segundo lugar porque e que agora fogem essas populaçoes e do que o que mudou no planeta para fugirem alguma catastrofe natural? o sentimentalismo nao me tira a racionalidade para explodir

Em segundo lugar tem que analisar se esses massas humanas se podem receber e que impacto vao ter nas nossas estruturas sociais. porque um emigrante vem ganhar a vida e espera regressar a sua terra, estas pessoas nao e o caso.

Se conheco aquelas pessoas e se mudam ou se adaptam??? em que mundo tem andado a viver, por acaso conheco e seguem a sua religiao, costumes e procuram que a sociedade os reconheça nao se adaptam as nossas leis estas e que tem que se adaptar a eles criando excepçoes.experimente criticar a religiao ou costumes deles.

Por ultimo e nao e para aqui chamado, uma das "tecnicas" de expansao dos muculmanos sao a expansao de celulas familiares se perceber, o resto vera qual o melhor caminho de entrada do isis na europa.
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De Anónima (a mesma) a 03.09.2015 às 22:19

Estou a ver que não vale a pena bater na mesma tecla...
Ficou assim tão ofendido com o comentário de uma adolescente teimosa? Uau! Vou ter futuro em irritar aqueles que me chateiam!
Bem... Boa noite e até amanhã!
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De Anonimo a 03.09.2015 às 22:25

Ah sim entao em que tecla esta a bater porque nao aparece nenhuma ideia alinhavada, lamento entao a desilusao de uma teenager teimosa. quanto a ficar ofendido tem muito que aprender nesse campo, ja tenho calos na ponta dos dedos para me ofender tao facilmente.Bons sonhos
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De Adolescente Teimosa a 04.09.2015 às 13:03

Acabei por mudar de nome, fica melhor.
E quanto à tecla, é uma expressão, sabia?
Este post era para alertar pessoas com as suas ideias!
E estou a ver que a maioria delas, por mais que critiquem, acabarão por apoiar a ideia que não deve demorar muito a chegar: expulsá-los e mandá-los de novo para a guerra.
Esta gente está a FUGIR DE UMA GUERRA! Se rebentasse cá uma guerra, fugiria do país, não? E depois os amigos espanhóis diziam que não podia passar senão a Europa vinha abaixo com o peso que iria fazer se ultrapassasse uma linha feita por pessoas e não pela Natureza.
Conclusão: pessoas com as suas ideias não deveriam ser considerados Homos sapiens sapiens (para os mais atrasados), Humanos! Nem sequer Pessoas eu deveria chamar-vos!
Tudo isto, pois não mudam de ideias (era uma das suas críticas aos estrangeiros, não era?)
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De Anonimo a 04.09.2015 às 14:27

Claro que sabia ou e assim tao ingenua? Claro que sabia de uma teenager vivendo no mundo das ideias em choque com o que ve acontecer no mundo real.

Mas e assim mesmo e lamento que nao saiba ver que o tal homo sapiens tem uma natureza invarialvelmente imovel ou seja progrediu tecnicamente culturalmente, mas a nivel de emocoes sentimentos e afectos somos iguais ao nosso antecessor homo sapiens, altruistas egoistas ambiciosos generosos etc etc. Uma coisa e viver no mundo platonico das ideias de um ideal, outra e cair na real sem se magoar e sofrer muito nesta vida, nem todos sabem, mas convem nao esquecer que o homem e o lobo do homem
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De Jorge Soares a 03.09.2015 às 22:57

E a sua solução é fechar a fronteira e deixar que o ISIS as mate a todas?

Jorge Soares
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De Anonimo a 03.09.2015 às 23:05

Nao, mas como se fez nas outras guerras aos refugiados? repartiam-se por algum continente? ou criaram-se campos de refugiados supervisionados pela onu nas proximidades e uma vez acabada a guerra voltavam a casa,

A sua ilusao de que depois de acolhidos por um pais vao voltar ao seu destino de partida nao passa disso uma ilusao.

Compreendo o drama humanitario e esse e o problema mais urgente,por isso talvez o nao incentivo a virem mais seria o acolhimento num campo de refugiados.
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De ana a 04.09.2015 às 09:25

Não Jorge, mas também não queremos que o ISIS nos mate a nós, pois não?
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De Fernando Romeiro a 03.09.2015 às 17:34

Sr. Daniel estes migrantes não são "desgraçados" , SÃO HUMANOS como você e eu, merecem todo o apoio que nos for possível dar.
Vamos devolve-los à procedência?
Vamos criar campos de concentração e de extermínio como os nazis?
Vamos vende-los com escravos?
Infelizmente não tiveram a sorte de nascerem na Europa, onde há alguma segurança, e se fosse os nossos pais, irmãos até portugueses a passarem por toda esta tragédia o que faria?
Por favor sejamos Humanos e dignos da nossa raça.
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De Anónimo a 03.09.2015 às 21:34

tem razao mas inversa,os nazis metiam judeus em comboios para campos de concentraçao a alemanha e a europa vai receber comboios de muculmanos mandados pelo isis.
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De Daniel a 03.09.2015 às 20:26

Eu não me quis alongar muito no comentário que fiz , mas só para que conste:
Eu também sou emigrante.... na Arábia Saudita, sim da terra sagrada destes gajos!
E o que tenho a dizer é o seguinte pela experiencia que tenho já de alguns anos a trabalhar por aqui é que, quando lhes derem a mão eles vão vos comer o braço e pedir o resto para sobremesa!
Da Turquia para frente poucos se aproveitam!
Eles não são como nós, não têm a mesma cultura, nível civilizacional , religioso, etc...
Sim no meio da porcaria também há gente boa, é verdade, o problema é que ainda não inventaram nenhum aparelho para avaliar o carácter das pessoas e os métodos usados são lentos e nem sempre acertam!
Uma coisa é certa sabendo que 1500 ou mais vêm para Portugal assim de magote sem controlo e investigação de quem são, vou passar a ter de ter as mesmas precauções em Portugal de que quando estou na Arábia Saudita e isso é muito triste!!
Não sou contra acolhimento de refugiados mas tem de haver critério e controlo de que cruza as nossas fronteiras!
Se querem resolver o problema acabem com os conflitos que origiram este fluxo migratório, abrir as portas só vai piorar o problema, se de um lado eles levam porrada do outro vão ser explorados e marginalizados, não vai mudar tão cedo nem com imagens de crianças afogadas no Telejornal, até porque este fim de semana joga a Seleção e a malta vai mandar as couves as crises humanitárias!
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De Jorge Soares a 03.09.2015 às 22:59

Imagino que emigrou porque lhe apeteceu, porque por cá podia ter as condições de vida e trabalho que a Arábia saudita lhe dá.. certo?

O seu comentário vindo de alguém que foi acolhido por um povo e um país que lhe dá pão ... é triste...

Jorge Soares
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De Daniel a 04.09.2015 às 06:22

Não acordei numa manhã e lembrei-me de vir para a Arabia Saudita!
Fui porque me apresentaram uma oferta de trabalho na minha area de competencia com um ordenado impossivel de obter em Portugal! Fiz contas a vida, ponderei o prós e contras e arrisquei. Não me arrependo e voltava a fazer tudo de novo.
Quanto ao gostar do país de acolhimento, nem por isso, eu só ca venho trabalhar, faço turnos de 28 dias a bordo de uma plataforma e descanço outros 28 em Portugal!
Durante o tempo de trabalho estou sempre a bordo e tenho contacto com gente de todo o mundo, sem duvida que os piores são os do médio oriente em termos de personalidade, arrogancia, falta de civismo, algo como nunca vi na minha vida, mas sim há excepções, poucas, mas há!
Já agora por acaso não são os Arabes que me pagam, a empresa não é Arabe é Europeia, simplesmente opera na Arabia Saudita, como amanhã até pode operar em Portugal para onde até posso ser deslocado!
Já cá estou a tempo suficiente para perceber que dos europeus que cá trabalham poucos ou nenhuns gostam de cá estar, mas é onde há trabalho.
Eu antes de conhecer a realidade também achava e dizia para mim mesmo, "caramba, também não hade ser assim tão mau", mas o facto é que é!!

Voltando ao assunto do blog, se vierem refugiados logo se verá quem tem razão, para bem dos Portugueses eu espero estar enganado!!
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De Corvo a 05.09.2015 às 01:16

Bem visto!
E ainda melhor dito.
Tanta gente solidária, tanta gente abnegada, tanta gente generosa, altruísta, filantrópica.
Quantos abriram as portas e acolheram?

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  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D