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O ébola visto desde o meu sofá

por Jorge Soares, em 13.10.14

ébola, tudo sob controlo

 

Imagem de aqui

 

Há quem ache que há alarmismo na forma como tem surgido as noticias sobre o ébola, há inclusivamente médicos que escrevem artigos para os jornais em que pretendem desmistificar tudo isto e contrariar os números e até as directrizes da Organização mundial de saúde, certo mesmo é que a doença avança todos os dias e não chegam noticias da diminuição do número de mortos e infectados.

 

Quem acha que em Portugal as noticias tem sido exageradas deveria ter atenção ao que se passou ontem no Porto: Alguém que chegou há poucos dias de um país africano dirigiu-se a um hospital privado porque tinha alguns dos sintomas da doença, em lugar de isolar a doente e ligar ao INEM ou ao número disponibilizado para o efeito, mandam-na sair por onde entrou e dirigir-se ao hospital de São João. Bem mandada a senhora sai do hospital e apanha um transporte público para ir para o Hospital público.

 

Felizmente o contágio da senhora não se confirmou, caso contrário e dado que esta já tinha os sintomas da doença, a esta hora andariam as autoridades do país à procura das pessoas que com ela partilharam os transportes públicos para os colocarem de quarentena.

 

É verdade que a doença só se transmite por contacto directo com os fluidos da pessoa infectada, mas também é verdade que em alguns  estudos já feitos o vírus se manteve activo nos fluidos até 24 horas. 

 

O vírus terá a capacidade de contagio do sarampo e é muito menos contagioso que outras doenças conhecidas, mas também é verdade que na Espanha e nos Estados Unidos profissionais de saúde foram contagiadas apesar de vestirem fatos de protecção e de estarem em contacto com doentes uma ou duas vezes.

 

Ora se apesar de sabermos tudo isto, em Portugal além de que há hospitais que não isolam os casos suspeitos e ainda os mandam apanhar transportes públicos para se irem tratar, então é porque as noticias não pecam por exagero, pecam sim por defeito... e parece que há hospitais e/ou profissionais da saúde que ainda não perceberam a gravidade da situação.

 

Jorge Soares

 

PS: Número de dias sem gritar - 10

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publicado às 20:50

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3 comentários

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De Cris a 14.10.2014 às 06:59

Ontem, ao fazer zapping pelas notícias, ouvi um comentário do Miguel Sousa Tavares que disse umas coisas pertinentes: em primeiro lugar, andaram a viajar com os doente em vez de os tratarem na origem; em segundo, o controlo das pessoas que viajam deve ser suportado pelos países ricos nos países de onde originou a doença. Só assim poderia, em princípio, ser evitado uma contágio ao resto do mundo. Agora, já é tarde, e não venham os políticos de cada país com historinhas da carochinha. Não há forma de controlar, ponto.
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De golimix a 14.10.2014 às 08:34

Não queriam um caso de "ébola" a infectar o seu lindo Hospital privado e vai daí há que não medir consequência e espantar o mais rápido possível o "ébola" dali. Se infectava alguns pelo caminho? Paciência... ou talvez não, isto pensando bem, poderia ser estratégia de marketing. Ora imagina se a dita Sr.ª teria o ébola, poderiam ser mais clientes para o Hospital!

O certo é que se assim fosse ninguém acabaria por pagar. Exceptuando os possíveis infectados.

Mas isto fez-me lembrar a histeria do H1N1, que depressa passou, e agora pode entrar alguém com síndrome gripal valente, a infectar meio mundo, seja num serviço de saúde ou no trabalho que já nem se liga. E se pensares bem é uma das causas de absentismo no Inverno e além disso bem chato de aguentar.
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De Dona das Chaves a 17.10.2014 às 00:28

Eu acho que a coisa já está fora de controlo, e que quando dermos por isso já era, mas isto sou só eu que nada percebo destas coisas... Aparentemente está tudo controlado mas ninguém controla nada. E agora que começa a época da gripe, e que os primeiros sintomas do Ébola, até são bem semelhantes aos sintomas da gripe, acho que vai ser o caos com gente a ir para as urgências, e depois ou é gripe e está tudo bem, ou é mesmo Ébola, e já há mais uns quantos infectados pelo caminho, porque entre a descoberta de uma coisa e outra a cena já foi espalhada e ups, perdeu-se o controlo da situação. Além de que ninguém pode ser obrigado a ficar de quarentena, coisa que 99% da população não sabia, mas que as notícias em vez de abafarem, vieram por a lume, para que haja uns quantos rebeldes que em caso de crise se vão negar a serem postos em quarentena. Há leis que devem ser escritas e promulgadas na hora para situações de emergência, e a lei da quarentena obrigatória, já devia ter sido escrita e promulgada desde a gripe das aves, só por causa das coisas... mas pronto, isto sou só eu que nada entendo destas coisas a falar por falar.
Xana

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