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Manuela Moreira foi mãe no final do ano passado, após a licença parental voltou ao trabalho e  decidiu gozar do seu direito às horas de amamentação, para isso falou com a sua entidade patronal e pediu para entrar uma hora mais tarde no horário da manhã, de modo a conseguir conjugar a amamentação do seu filho com os horários dos transportes públicos. A entidade patronal discorda do horário proposto, propõe a hora do almoço e impede-a de trabalhar durante o período da manhã. 
 
Até aqui nada de estranho, este tipo de coisas acontece cada vez menos mas infelizmente vai acontecendo, nada disto seria muito estranho, não fosse o caso de a entidade empregadora de Manuela Moreira ser o Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos do Norte (STRUN). 
 
A lei não é clara quanto ao período em que o horário de amamentação deverá ser cumprido, normalmente empresas e trabalhadores chegam a acordo sobre  a melhor hora, neste caso pelos vistos não há acordo possível.
 
Manuela alega que o horário proposto pelo sindicato patrão não é compatível com os horários do seu filho e os dos transportes públicos, o sindicato  alega que não a pode dispensar no horário que Manuela pretende.
 
Entretanto Manuela passa as manhãs à porta do sindicato onde não a deixam entrar se não cumprir os horários propostos pela empresa.
 
Alguém consegue imaginar o que diria o sindicato se isto em lugar de estar a acontecer com um dos seus funcionários estivesse a acontecer com um dos seus filiados e outra entidade empregadora qualquer? Na hora de defender quem trabalha, o mote deste sindicato deve ser, "Olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço"
 
Felizmente este é um caso cada vez mais raro no nosso país, cada vez mais as empresas portuguesas olham para a maternidade e para os direitos das mulheres como algo normal... mas que este caso aconteça precisamente com uma empregada de um sindicato, é de bradar aos céus.
 
Por estas e por outras é que cada vez há menos sindicalizados em Portugal
 
Há um sindicato dos empregados dos sindicatos?, deveria haver.
 
Jorge Soares
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publicado às 22:16

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6 comentários

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De Cris a 24.01.2015 às 09:09

Não me choca esta posição do sindicato por ser sindicato. É que o que faz as empresas, sindicatos incluídos, são as pessoas. Se há pessoas ruins dentro das empresas, principalmente na gestão das mesmas, só pode dar deste tipo de coisas ou outras do mesmo género, ou piores...
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De golimix a 24.01.2015 às 16:06

Falas sabiamente amiga. O problema está nas pessoas.
Mas o grande mal aqui é que estão a colocar em questão todo um grupo. Os sindicatos no seu geral.

Porque não vais ouvir falar que sindicato/empresa é que foi que fez isto, mas vais ouvir dizer "já viste o que os sindicatos fazem?"
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De Cris a 24.01.2015 às 18:27

Sim, provavelmente é isso que vão dizer. Mas, contudo, além desta história triste neste sindicato e a que contas no teu comentário, eu já ouvi da boca de amigos outras histórias mirabolantes com sindicatos. Se calhar, é mesmo para não fiar nessa tropa... A sede de poder corrompe...
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De golimix a 27.01.2015 às 20:26

Quero acreditar que nem todos são corrompíveis.
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De Kok a 24.01.2015 às 10:38

Os sindicalistas (???) que dirigem esse sindicato talvez não percebam o que estão dirigindo. Há atitudes que, de tão estranhas, são difíceis de entender.
Atrevo-me a perguntar se esses sindicalistas sabem o que é ser mãe.
1 abraço pah!
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De golimix a 24.01.2015 às 15:59

Eu já fui sindicalizada e até delegada sindical, mas dessindicalizei-me após ter precisado mesmo do meu sindicato. Na altura em que estava doente necessitava de orientação quanto ao que fazer, e foi uma vergonha o que me fizeram. Pode ser que qualquer dia fale sobre isso lá para o meu canto. A ajuda veio de onde eu não esperava, da algumas pessoas da entidade patronal!! Escrevi para os dirigentes do Sinticato a alertar para o atendimento e ajuda (ou não ajuda) que me foi fornecida, e sabes qual foi a resposta? Zero, nada, népias! E foi essa ausência de uma palavra de empatia que me fez sair e nem tanto o atendimento e a forma como me trataram, que esteve mais dependente de pessoas ignorantes quer de alma, quer de razão.
No entanto, reconheço que é num grupo que reside a força. E lamento que os sindicatos estejam a cair no descrédito.

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