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Queremos mesmo políticos sérios?

por Jorge Soares, em 08.03.15

mafalda.jpg

 

Imagem de aqui

 

Os dois posts da semana passada sobre Passos Coelho (este e este),  os seus esquecimentos  e atrasos no cumprimento das suas obrigações com a segurança social e o fisco, tiveram honra de destaque no Sapo (obrigado pessoal do SAPO) e como tal para além das milhares de visitas, tiveram bastantes comentários.

 

Entre estes muitos comentários há evidentemente alguns que tentam defender Passos Coelho, talvez porque a posição do primeiro ministro é quase indefensável, ninguém o faz dizendo que o senhor é sério e que cumpre as suas obrigações. A forma que encontram para o defender é atacando António Costa, tentando usar  a questão do pagamento da Siza que alguém se apressou a desenterrar e dizendo que eu devia falar disso também.

 

Pelos vistos há muita gente para quem facto de haver mais como ele desculpa Passos Coelho do não cumprimento das suas obrigações de cidadão responsável, deixo uma pergunta para essas pessoas, o facto de haver um Isaltino e um Valentim Loureiro no PSD desculpam Sócrates?

 

Eu não sei o que quer o resto do país, mas o que eu quero é viver num país sério, um país de pessoas e políticos sérios.

 

Só políticos sérios conseguem fazer governos sérios... ora, tudo o que temos vindo a descobrir nos últimos dias o que mostram é que temos um primeiro ministro que não cumpre com as suas obrigações ou o faz tarde e a más horas.


Há quem coloque Sócrates, Isaltino e Valentim Loureiro noutro patamar, para mim as pessoas ou são ou não são sérias e quem não cumpre com as suas obrigações com o país não é sério.... por muito primeiro ministro que seja.


Nó último post eu dizia que nunca seremos nórdicos, a nossa matriz legal e cultural não é a mesma dos nórdicos porque nós não exigimos que seja. Em Portugal as pessoas acham um um primeiro ministro que não paga os seus impostos é digno de confiança e até o defendem.

 

As minhas exigências são diferentes, para mim os políticos tem que ser sérios e os que não o são não são dignos de me governar... mas eu sou alto e loiro, pelos vistos nasci com expectativas erradas e no país errado, eu quero mais e melhor, quero ser governado por pessoas sérias e com consciência.

 

Ser sério ou não não tem nada a ver com a cor política, apesar do caso Sócrates, do BPN, dos submarinos, do Freeport, da Tecnoforma,  do BES e agora deste caso da Segurança Social, nós olhámos para as sondagens e o que vemos é que as intenções de voto continuam a ir maioritariamente para a maioria que governa  e para o PS, o que me leva a questionar se as pessoas votam mesmo em consciência ou naquela altura fazem como a Mafalda na imagem acima? 

 

- Queremos mesmo políticos sérios?

 

Jorge Soares

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publicado às 22:21

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5 comentários

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De Aerdna a 09.03.2015 às 14:10

Eu estou consigo. Quero gente séria a governar o meu país.

Acontece, que o jogo já está tão viciado, que os eleitores não sabem o que fazer.

Deram-lhe o direito de ir lá colocar uma cruzinha, mas ninguém lhe garante que o catálogo que lhe deram para escolher seja verdadeiro.
Os eleitores em Portugal votam “às cegas”.

Para que possamos ter política de qualidade em Portugal, feita por gente séria é preciso primeiro alterar algumas leis. A primeira é a da responsabilização do político pelo que diz ao povo e pelas decisões que toma (não é inovação porque existem países na Europa que praticam este modelo). Os catálogos de voto seriam mais fidedignos e o acto de voto ganharia real sentido.

Outra coisa que falta na política é a profissionalização. Os gestores políticos gerem as nossas finanças muitas vezes sem saberem muito bem o que estão a fazer, porque chegaram ao cargo através das juventudes partidárias, e de uma cunha ali e outra acolá. Não conhecem a natureza do cargo e muito menos a consequência de certas decisões. (Depois vêm como o Sr. Zeinal dizer que não se lembram, não sabiam e outros disparates que os livram de maiores consequências, mas não do chapéu de incompetente, mas como a linha de cunha funciona a continuidade dos disparates e sustento do próprio está assegurado).

O povo vê tanta confusão, muitas vezes propositadamente alimentada pela comunicação social, que o que quer é levar a sua vidinha, e que ninguém o chateie. Isso vê-se nas abstenções. As pessoas já não querem participar, porque não sabem como. E os que ainda o fazem? Fazem-no para usar o direito mesmo que não saiba que diferença vai fazer. Ou mesmo que tenha consciência que não vai mudar nada.

Eu também quero que o meu país seja bem governado, sem os péssimos exemplos que nos têm calhado, mas é preciso mais do que ir colocar lá a cruzinha para isso acontecer, na minha opinião.
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De Sonhador a 09.03.2015 às 16:43

Gostava de começar por dizer que concordo consigo.
Queria viver num país onde um cidadão antes de exercer um cargo político tivesse para apresentar um currículo académico minimamente interessante e uma atividade profissional clara e transparente. Atividade profissional essa que não tivesse ligada a "job for the boys". Não me estou a referir a nenhum político em concreto, mas indo da esquerda à direita muitos são os que não cumprem estes requisitos, que deveriam ser mínimos para se ser um representante do povo. Relativamente a este caso em particular, é evidente que é escandaloso, não tanto pelo valor mas pelo princípio. Mas uma questão que se pode colocar é: Haverá pessoas em Portugal que não tenham fugido aos impostos? É evidente que a esmagadora maioria dos cidadãos quando o pode fazer o fez. E isto também revela muito sobres nós Portugueses. Mas voltando atrás, também queria viver num país onde todos fossemos mais exigentes consigo próprios, que colaborássemos todos mais para ter um melhor país, onde o respeito pelo espaço público não fosse o que é…. O princípio do bem-publico é algo muito incipiente, onde cada um olha mais para o seu umbigo do que para o bem da sociedade como um todo. Basta ver o comportamento dos cidadãos desde o simples gesto de atirar o lixo para o chão a não pagar (fugir aos) impostos. Por tudo o que somos como cidadãos apenas temos os políticos que merecemos. O fato de esses políticos serem maus só revela o país que somos…

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De s o s a 10.03.2015 às 00:14

achava que tinha muito pouco para acrescentar, até que chego à pergunta final. Outros haverá que terão resposta pronta, curta mas completa. Nao é o meu caso, mas também as consideraçoes sobre o povo votar como vota, e a imagem da mafalda, dispensam que me esforce. Sobre o PPC : quando achamos que sabemos tudo, eis que ontem ao ouvir a missa, logo no principio é referida a culpa, e utilizado o termo humildade. È assim em todas as missas. Ou seja, o PPC sabe o que faz, a que povo se dirige. ---Quanto a haver quem ainda assim continua a defender o PPC, é tipico, portanto nada de estranho, e até de adeptos todos temos um pouco. A corrupçao é o carris do mundo, assim gira todo o mundo, mas tá bem, também quero politicos serios... antes, durante e depois.
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De Joana a 10.03.2015 às 02:16

Os cidadãos votam em programas político-ideológicos que são propostos por partidos, e, são estes que escolhem os seus dirigentes. Sendo assim não devemos confundir as coisas, porque nada me garante que é melhor votar numa pessoa séria que não pratica as politicas que defendo.
O seu dilema acaba por ser absurdo porque confunde o plano politico com o plano moral. Se formos governados por um politico sério, como - parece ser unânime - foi Salazar, isso não é melhor do que ser governado por um politico que perde a autoridade moral para governar mas que governa bem.
O ideal seria que os políticos fossem sérios e competentes mas um eleitor não é adivinho, por isso o mais sensato é votar naqueles que defendem as suas opções político-ideológicas . De resto estes problemas acontecem em todas as democracias - a única diferença é que se demitem quando são apanhados.
Só por falta de carácter é que alguém como o Sr. mete no mesmo saco, políticos corruptos e políticos com falhas de moral - é a mesma coisa que condenar á pena máxima alguém que rouba uma laranja da mesma forma que alguém que rouba milhões.
O Sr. passa a vida a colocar questões de ordem moral, mas não escreve sobre as questões de ordem politica! A moral é um assunto mais ou menos unânime, e por isso,. é um assunto típico de medíocres - porque têm sempre razão -, mas quem muito fala de moral alguma falta dela anda a esconder - à boa maneira portuguesa: "olha p'ro que eu digo, não olhes p'ro que eu faço".
Também é uma questão ética e moral, esta plataforma digital, entre milhares de blogs e posts , destacar sempre os mesmos - motivações obscuras, certamente!
E já agora - insisto - tenha mais cuidado com a pontuação e com a ortografia, porque afinal, o sr . é um exemplo - não apenas moral - para milhares de portugueses.
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De Kok a 10.03.2015 às 17:51

Penso que é convicção da maioria das pessoas de que votem como votarem não fará diferença.
Não admira pois que as sondagens apresentem os resultados que se conhecem.
Querer políticos sérios com certeza que queremos; a dificuldade está em encontrá-los. Sérios, competentes, responsáveis...
Um grego houve que de lanterna acesa, e durante o dia, percorria as ruas de Atenas procurando um Homem.
Por analogia o mesmo poderia ser feito em Portugal procurando um Político.
1 abraço!

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