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No parto:Sozinha ou acompanhada

por Jorge Soares, em 09.03.09

Nasceu!

 

Este fim de semana uma conversa com a minha meia laranja deixou-me a pensar, hoje enquanto ouvia o A viagem da Cegonha (por certo... a miúda já nasceu, parabéns aos pais e á Sónia pelo excelente Programa) lembrei-me da conversa e de um dia, vai fazer quase 10 anos ... um dia muito especial.

 

A R. nasceu quase com 41 semanas, A P. estava óptima, não parecia nada estar no fim do tempo, até que o médico decidiu dar um prazo, se não nascer até ao dia x... nós fazemos com que nasça. Na noite anterior fomos ao cinema...vimos Noiva em Fuga, lembro-me de passar o filme às gargalhadas, eu e o resto das pessoas..mas nem assim a miúda quis vir cá para fora... no dia a seguir lá estávamos no hospital às 9 da manhã... feitos os preparativos... lá foi passando o tempo, almoço, lanche, jantar....  foi um dia muito longo, que passamos  ambos numa sala de partos gelada. Por volta das 9 da noite, quando o médico decidiu ir jantar e nós já estávamos a ver que a coisa não era naquele dia... lá a miúda se decidiu a nascer. Evidentemente eu estive ali o tempo todo, antes, durante e depois do nascimento.. que ainda foram umas duas horas mais.

 

Lembro-me de me terem vindo as lágrimas aos olhos quando olhei para aquela coisa rosada e pequenina que foi rapidamente levada para não sei onde...  e de não sair dali... de ao lado da P. ... nem me passa pela cabeça que pudesse ser de outra forma.

 

Mas eu ia falar da conversa do fim de semana, dizia a P. que tem um colega que tem terror a agulhas e a sangue...e é evidente que nem pensar em acompanhar a mulher nos partos. Por acaso é uma conversa que já ouvi várias vezes, homens que não querem lá estar, mulheres que não querem os homens lá, mulheres que preferem ter lá a mãe, mulheres que não querem lá ninguém... uma vez ouvi  uma mulher que dizia que não queria lá o marido porque os homens depois de verem um filho nascer deixam de ter interesse sexual pela mulher....  há de tudo.

 

Eu vi a minha filha nascer, e para mim é um momento marcante, um momento que estará comigo para sempre.... além de que motivo nenhum do mundo faria com que eu deixasse a P. sozinha naquele momento...

 

E vocês?, o que acham?, as mulheres preferiam lá ter a mãe que o marido?..ou não ter lá ninguém naquele momento?...e os homens?, trocavam aquele momento por alguma outra coisa?

 

Jorge

PS:Imagem retirada de aqui:http://papoilas.do.sapo.pt/cegonha3.gif

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publicado às 21:29


41 comentários

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De susana Rodrigues a 09.03.2009 às 23:24

bem... eu sou um ser estranho... eu quero ser mãe - medicamente acompanhada é claro - mas em casa. E para tornar a coisa ainda mais bizarra para o comum dos mortais, eu quero dar à luz dentro de água. E sim quero quero que o companheiro esteja ao lado. É um momento que pertencerá aos dois. Aliás, a gravidez tem que ser vivida a dois, do principio ao fim. É desde o inicio que se incute o senso de responsabilidade paternal. Não concebo de outra forma.
Um abraço su . O animal raro:P
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De Jorge Soares a 10.03.2009 às 23:33

Olá Su

É curioso, porque acabas de me fazer lembrar que estava para falar disto.... há muita gente que pensa como tu..... até há quem tenha como profisão, assistir a partos em casa, não, não é parteira, pessoas que simplesmente estão lá..e há quem viva disso.

Tenho que refazer as ideias ...
Beijinho
Jorge
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De Maria Eugénia Pinto a 11.03.2009 às 22:19

Estranho... vivem como? Quem é que lhes paga? Nunca tinha ouvido falar em tal...!
Beijinhos
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De Jorge Soares a 12.03.2009 às 21:12

Olá

Vou falar disso hoje :-)
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De Sofia a 13.03.2009 às 02:27

Susana, não és um ser estranho!

Devo dizer que me alicia bastante a possibilidade de efectuar um parto na água (em casa... ou não). Tanto quanto sei essa possibilidade já existe num hospital público. Mas esta informação ainda não foi completamente confirmada. Tenho a certeza que quando chegar a minha vez vou procurar todas as possibilidades... incluindo o parto em casa!

(devo desde já dizer que nem sequer estou a tentar ter filhos mas existe uma pasta nos meus favoritos com o nome "parto"... onde tenho toda a informação que vou recolhendo sobre este assunto)
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De Maria Eugénia Pinto a 09.03.2009 às 23:30

Olá
Quando engravidei do meu filho (antes de ser pedida em casamento, lambram-se?!!!), o meu marido fez questão de me acompanhar a todas as consultas, exames (fiz a amniocentese), ecografias, etc.
O "moço" é muito impressionável... não pode ver sangue que começa logo a desfalecer, aliás, tem vários episódios em que desfaleceu mesmo! A minha ginecologista que me conhece há imensos anos ficou muito feliz com a gravidez e gostou imenso do meu marido (é um bem disposto!). Quando se começou a falar do parto e a pôr a hipótese de ele assistir, ele começa a contar alguns dos episódios que lhe aconteceram e que desmaiou e já era a médica a dizer que não o queria lá... Mas, o rapaz lá se mentalizou e foi comigo. Esteve sempre ao meu lado na fase de dilatação (e foi muito bom e importante o seu apoio) mas, como depois as coisas se complicaram e tiveram que me fazer uma cesariana com anestesia geral ele já não pode ir mas... ficou com pena!
No entanto, continuo a achar que se as coisas tivessem corrido para parto normal e ele tivesse assistido... não ía correr nada bem!!!!
Beijinhos
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De Jorge Soares a 10.03.2009 às 23:42

Olá

Eu também fui às consultas todas... mas a mim essas coisas não me fazem impressão....

Beijinho
Jorge
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De Guitinha a 09.03.2009 às 23:41

Jorginho deixei-te 1 Prémio/ Desafio no meu cantinho...
Passa por lá
bjo
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De Jorge Soares a 10.03.2009 às 23:50

Olá

Ja lá fui..... eu há uns tempos decidi que não entrava em prémios e desafios.... mas agradeço na mesma.... foste muito simpática.

Jorge
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De Sónia Pessoa a 10.03.2009 às 00:17

Eu queria lá o meu marido, mas no Hospital de Santo António, naquela altura, não permitiam. esteve a minha mãe porque era voluntária e pôde assistir... confesso que foi bom ter alguém por perto... o pai da criança ficou mesmo do lado de fora. onde ouvia os meus berros e fumava cigarro atrás de cigarro, com o médico que fazia tempo e o acalmava ao mesmo tempo... cenas tristes!!! Seja como fôr, acho que os pais devem estar junto da mulher nessa altura, o apoio é importante e o momento, como tu bem disseste amigo, é inesquecível! Bjo
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De Jorge Soares a 10.03.2009 às 23:52

Olá

Sim, é inesquecivel...sem dúvida, felizmente eu pude lá estar.

beijinho
Jorge
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De entremares a 10.03.2009 às 10:06

Olá Jorge...

Lembrei-me de vir aqui acrescentar uma pequenina coisa... ao tema do post. Eu também já assisti ( e por 3 vezes ) e partilho a sensação/emoção que é um momento único...

Mas também queria falar do depois. Pode não ter sentido para mais ninguém... mas os pensamentos que bailavam na cabeça, depois de sair do hospital, sózinho, a remoer a ideia de ser PAI, pela primeira vez... davam um livro inteiro, e faltariam sempre páginas...

E lembro-me sempre de um verso de uma música em francês, do Herbert Pagani, que dizia " Les papas sont fait pour çá ", qualquer coisa como "Os pais são feitos para isto" - e que era a resposta de um pai a uma pergunta de um filhos, daquelas perguntas a que não sabemos responder, mas temos que descobrir / inventar uma resposta...

Portanto, eu diria ( e digo, e repito, todos os dias )

Les papas sont fait pour tout...
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De Jorge Soares a 10.03.2009 às 23:54

Olá

Sim, é algo que nos marca, algo porque todos deveriamos passar... porque depois daquele momento nunca voltamos a ser os mesmos.

Abraço
Jorge
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De Margarida a 10.03.2009 às 10:34

Ola',

Nos meus 2 partos o meu marido esteve la' sempre o tempo todo, tanto no parto natural como na cesariana, em nenhuma das vezes viu nada que nao quisesse, alias na segunda vez tive uma cesariana e nem ele, nem eu vimos uma pinga de sangue, nem instrumento cirurgico nenhum.
Eu considero que a chegada de um filho e' um dos momentos mais importantes da vida de um casal e e' tao especial que deve ser vivido a dois!!!
O bebe' e' filho dos dois, ambos sao responsaveis por traze-lo ao mundo, ambos os vao criar, e faz todo o sentido que ambos estejam la' para o receber!!!

Beijinhos,
Margarida
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De Sad Tear a 10.03.2009 às 10:36

Acho que deve ser um momento a dois... por isso quando isso acontecer quero que ele esteja lá ao meu lado....
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De Jorge Soares a 10.03.2009 às 23:56

Olá

É isso mesmo, é um momento que deve ser partilhado...faz parte da vida a dois..

Jorge
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De amitaf a 10.03.2009 às 10:49

No meu caso, o primeiro filho (18 anos) ainda não era habitual o pai assistir ao parto, facilitavam era as visitas dos pais em relação aos outros familiares e amigos.
No segundo filho (12 anos) sabendo eu que o pai tinha problemas com hospitais e afins, resolvi que já que ele não estava lá, por impossibilidade que eu aceito e compreendo, não estaria mais ninguém.
Foi levar-me ao Hospital com o mais velho na altura com 6 anos pela mão, a sala de espera cheia de familiares e amigos e vencido pela emoção entrou sem eu dar conta na sala de partos e proporcionou-me a agradável e memorável surpresa de ser o primeiro a pegar no filho.
Falámos disto frequentemente é um marco nas nossas vidas!
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De Jorge Soares a 10.03.2009 às 23:58

Olá

Ora aí está.. é sempre um momento marcante.... um momento unico, é isso que eu sinto.

Gostei deste comentário

Beijinho
Jorge
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De Pedro Oliveira a 10.03.2009 às 13:47

Estive nas duas vezes à cabeceira a dar carinhos e calma(possivel9 sei que gostou da minha presença. Acho que pais fotografos e realizadores de cinema uma parvoice, e maior ainda mostrar isso a terceiros.
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De Jorge Soares a 10.03.2009 às 23:59

Completamente de acordo, uma coisa é a presença à cabeceira, a dar apoio, apertar a mão... outra coisa é ir fazer filmes...acho isso ridiculo....

Abraço
Jorge
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De DyDa/Flordeliz a 10.03.2009 às 17:42

Do que tu me lembras e do que me fazes lembrar?!

Como não vou ter outro... Não me adianta muito dizer que concordo e que queria e blá-blá-blá ...mas é obvio que concordo, claro que é importante, se é?!

Fui depositada no hospital público durante a noite. Está marcado e guardado na minha memória a dificuldade em segurar as lágrimas enquanto percorria os corredores sombrios entre a urgência e a maternidade atrás de um "maqueiro" que me carregava a mala.
Senti-me só, triste, infeliz, abandonada e agoniada sem saber bem o que me esperava (meus pobres 24 aninhos, tão infantis na época).
Não foi por vontade própria que o meu marido me deixou sozinha, afinal eu era a sua menina, e carregava no ventre o menino que era dele também.
Senti o calor da sua mão a afastar-se da minha (única coisa que me acompanhou durante algum tempo!). Se o meu olhar era assustado o dele foi de impotência na hora de me deixar. Na época não era permitido os maridos acompanharem as esposas. Nem na sala de partos, nem nas enfermarias.
Entrei num Sábado às dez da noite e o meu filho nasceu à uma da manhã de segunda-feira.
Como eu precisei do meu marido. Do seu apoio. Do calor da sua mão. Da sua voz. Do seu aconchego. Do seu amparo.
Talvez se estivesse perto de mim não estivesse a sofrer aquelas horas todas apenas porque o hospital ao fim de semana não tinha anestesista e porque não me queriam enviar para o Porto...quem sabe?
Mas...já passou! Os tempos mudaram e felizes aqueles que podem acompanhar e serem acompanhados.

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De Jorge Soares a 11.03.2009 às 00:03

Este teu comentário deixou-me sem palavras :-)




Beijinho e obrigado
Jorge
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De Maria Eugénia Pinto a 11.03.2009 às 22:33

Pois... também a mim!
Beijinho Flor
Eugénia
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De xana a 10.03.2009 às 23:57

Eu quero o popeye lá, acho é que ele não vai na cantiga, é daqueles que não gosta de hospitais, agulhas e material afim... Olivia
bjks
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De Jorge Soares a 11.03.2009 às 00:07

Hummm.... achas?... vais ver que na altura ele está lá.

beijinho
Jorge

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