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As Doulas

por Jorge Soares, em 15.03.09

Doulças

Retirada de aqui

 

Estive a rever os comentários ao Post  ao post No Parto sozinha ou acompanhada, a generalidade das mulheres prefere passar por aquele momento acompanhada pelo seu mais que tudo, como disse alguém: se ele esteve lá no inicio, é justo que esteja lá no fim.

 

Mas o que dizer de ter a companhia de uma pessoa estranha?, alguém que está preparado para acompanhar e grávida naquele momento? Uma Doula!

 

Ouvi esta palavra por primeira vez num dos Programas do A Viagem da cegonha e fiquei curioso, mas, o que é uma Doula? No Site da Associação de Doulas de Portugal, podemos ler o seguinte:

 

"Uma doula é uma mulher geralmente com experiência de maternidade, que está ao lado da mãe durante o seu parto, ajudando-a a sentir-se segura de modo a que ela consiga mais facilmente dar à luz."

 

Estive a dar uma olhadela pelo google, como não poderia deixar de ser, a Origem das Doulas está na América do Norte, durante os anos 70, dois investigadores americanos verificaram que nos hospitais da Guatemala havia mulheres que ajudavam as mães no momento do parto, como não havia uma palavra para designar estas mulheres, utilizaram a palavra Grega Doula, que significa "Mulher que serve"

 

Para que serve uma Doula?. De aquilo que consegui perceber, a Doula é alguém que acompanha a grávida durante algum tempo, dá conselhos e fala da sua experiência, na hora do parto está por ali, tentando dar conforto e garantir que a grávida tem tudo o que necessita naquela altura. No fundo, faz um pouco o papel de mãe.

 

Deste outro site da Internet, retirei o seguinte:

 

 

Faltava um dia para completar 41 semanas. A médica queria induzir o parto no dia seguinte. Eu não queria. Segui os conselhos da doula e da parteira, caminhei muito, fiz duches de água quente, comi comidas picantes, bebi chá de canela e framboesa... Às seis da manhã comecei a ter contracções, esperei um pouco para ver se eram regulares e estavam com intervalo de 10 minutos. Mandei mensagem à doula e fui tomar um duche. 

 

Às sete e pouco, o intervalo era de cinco minutos e aí já eram contracções fortes. Pensei que se a doula e a parteira não chegassem depressa a Joana nascia antes. Já estavam de três em três minutos quando chegaram, finalmente, ainda não eram oito horas. Fiquei tranquila com a presença delas.

 

Falavam muito baixinho, reduziram as luzes, respeitavam tudo o que me apetecesse fazer ou posições que me parecessem melhores. Estive em pé, de cócoras, de gatas, nada me foi imposto. A parteira não fez nenhum toque, só avaliou o bem-estar fetal duas vezes com o CTG. Foi tudo ao meu ritmo e agora sei que essa liberdade foi muito importante para a forma como as coisas correram. Foi muito rápido!

 

Confesso, fez-me impressão, uma coisa é ajuda e conforto durante o parto, algo muito diferente é aconselhar a grávida a ir contra a opinião médica, apesar de tudo ter corrido bem e do final feliz, não consigo esquecer que esta mãe colocou a sua vida e a do seu filho nas mãos de uma pessoa que não tem preparação médica. E se as coisas tivessem corrido mal? 

 

 

Jorge

 

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publicado às 21:58


8 comentários

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De Maria João a 15.03.2009 às 23:41

Pois...de partos não sei muito, quer dizer de partos físicos mas pelo número de pessoas que me diz: "é um momento maravilhoso, ver nascer um filho é um momento único, é o momento da vida" tenho de dar o benefício da dúvida.
É pena que essas mesma pessoas não me dêem o benefício da dúvida quando lhes digo que os filhos biológicos, também, eles têm de ser adoptados pelos seus pais biológicos, caso contrário as instituições continuarão a encher-se de crianças.
Bem, mas estou a fugir ao tema deste post .
Com Doulas ou sem Doulas , o importante é nascer bem, ser-se desejado, ter direito a ser criança, ter uma família, ser-se amado e feliz.
Bem hajam todas os Meninos deste Mundo, com ajuda de Doulas ou sem elas.

Maria João
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De Jorge Soares a 16.03.2009 às 22:31

Olá joão

E lá tu precisas de perceber de partos?... pelo número de pessoas que te estão gratos, por tudo aquilo que já fizeste por tanta gente.... há muitas coisas na vida tão importantes como um parto, há tantos coisas que geram momentos maravilhosos na vida... se não perguntem às tuas duas filhas... ou a tantas outros adultos e crianças... que tu ajudaste a fazer feliz.

Jorge
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De DyDa/Flordeliz a 16.03.2009 às 01:13

Há quem acredite em bruxas!
Há quem seja vegetariano!
Há quem goste de fazer nudismo!
Há quem goste de riscos e desportos radicais!

Eu conheço uma mulher que decidiu que era ela quem conduzia até ao hospital. Foi e veio sozinha. Porquê? Não sei! Coisas... (ou será pancas?!)

Se concordo?
Se fosse marido ficaria bem triste ao ser deixado para trás, mas...
Se acho correcto ser assistido por uma "habilidosa" em vez de um profissional?!
Eu não o faria! Essencialmente porque não colocaria em risco a vida do meu filho por um capricho meu.
Mas, eu sou eu! E cada um responde pelos seus actos!
Beijo
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De Pedro Oliveira a 16.03.2009 às 09:24

Boa semana e um abraço.
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De Jorge Soares a 16.03.2009 às 22:35

Olá

Todos temos direito ao libre arbitrio, felizmente vivemos numa democarcia e num lugar onde as pessoas tem direito á diferença, às suas ideias, aos seus caprichos, as pessoas tem direito a viver a sua vida como bem entenderem....e ambos sabemos que defendo isso até à exaustão...masi que um autor de um blog já levou comigo :-)

Agora, colocar a minha vida, a dos meus filhos, a da minha meia laranja nas mãos de uma habilidosa que ainda por cima pelo exemplo que apresentei, vai contra as ideias médicas..... desculpem lá, mas isso faz-me impressão.

Belo comentário amiga
beijinho
Jorge
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De S@rit@ a 16.03.2009 às 11:07

Confesso que me arrepia um pouco pensar no caso da pessoa que referiste no post... Bolas... por acaso correu bem, mas podia não ter corrido...

Acho que não era capaz de correr esse risco...

E a Doula... apesar da ajuda que poderá ser uma presença feminina experiente no momento do parto, acho na impossibilidade de ser a própria mãe, preferia recorrer a uma amiga próxima do que a alguém que não conhecesse... Eu já estive prestes a assistir ao parto de uma amiga, que disse sempre que na impossibilidade de ser a mãe dela seria eu. Dizia que era eu a única pessoa capaz de a "pôr na ordem " se ela se armasse em piegas :)

Beijinho
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De Jorge Soares a 16.03.2009 às 22:37

Olá

Pois, a mim também me arrepiou, uma coisa é ajudar, estar por ali, outra muito diferente é ir contra as indicações médicas.....

Beijinho
Jorge
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De Ritinha a 01.06.2009 às 01:09

Olá. Bem, como estou grávida ando a ler muito e a informar-me muito sobre todas as hipóteses do local onde fazer o parto. A verdade é que ainda não me decidi onde o farei. Penso que o livre arbítrio prevalece e que por isso devemos respeitar a decisão dos nossos "irmãos", neste caso "irmãs". Em Portugal fazem-se 40% de cesarianas, onde em diversos países europeus esse número ronda os 10% a 15% (ver no site do Sindicato dos Enfermeiros). Porque será? E são procedimentos médicos. Será que as mulheres portuguesas são tão mais débeis e têm tão mais risco de perder os seus bébés do que os restantes países? A organização mundial de saúde critica a maioria dos procedimentos realizados durante o parto nos hospitais, sendo que alguns exige a sua extinção (clister; raspagem de pêlos;...) ou exige o seu controle porque são utilizados indevidamente (episiotomia). Outra situação, as parteiras são profissionais certificados, ou seja, estudaram para realizar o parto (também se podem informar sobre o facto no site dos enfermeiros que defendem e muito as parteiras e a sua importância mesmo nos hospitais)! Só usa uma parteira não certificada quem quiser! As Doulas são uma espécie de pilar de apoio, e sim também têm formação para ajudar as mulheres no pré- parto, parto, e pós-parto, seja no hospital seja em casa. E claro, estou a ser acompanhada por uma médica (com formação, diga-se, pelo menos penso que sim porque é do centro de saúde) e tive de fazer o esforço de confiar "numa estranha" para fazer o acompanhamento. Acho que se precisar de uma Doula também vou permitir que o facto de não a conhecer não seja impeditivo de receber os seus cuidados!! Se existe um risco maior em casa, a situação é a seguinte, já li artigos que dizem que se corre mais risco em casa e já li artigos em que se diz que afinal é exactamente igual ao risco de parir num hospital. Ou seja, quem está certo não sei, mas que o tema não é pacifico isso é uma verdade. Sei que o ideal era ter uma sistema de saúde que permitisse um parto humanizado no hospital, em vez de muitas mulheres serem tratadas como recipientes (digo "muitas" porque existem outras que dirão, e com verdade, que o seu parto no hospital foi óptimo). Até haverem estudos reais e provas concretas não terei uma certeza absoluta do que é melhor. Mas por um lado o sistema de saúde está péssimo para receber e tratar de mulheres grávidas, sendo que é nos hospitais onde existem mais casos de depressão pós-parto, por outro o parto em casa tem muitas vantagens mas podem haver complicações onde tenha de se ir rapidamente ao hospital. À partida gosto mais da ideia de ter um filho em casa porque estou literalmente a 2min da maternidade, por isso posso ter o melhor de dois mundos. Parteiras formadas sim, Doulas formadas sim, médicos com coração sim, tratamento humanizado sim, e um filho saudável sim! Isso é o que se pretende, seja em casa ou no hospital! Cump...

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