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Adopção:Crianças devolvidas, porquê?

por Jorge Soares, em 13.04.09

 

Adopção de crianças
 
Não me lembro quando foi a primeira vez que ouvi falar de crianças devolvidas por pais adoptivos, mas como devem imaginar é um assunto que me choca, se já é mau que uma criança seja abandonada, imaginem o que sentirá quando é abandonada uma segunda vez.  É difícil sequer imaginar o que possa sentir uma criança que por vezes está anos à espera, uma criança que muitas vezes anseia por uns pais que lhe dêem amor e carinho e que quando finalmente acha que os encontrou, é posta de lado como se de um brinquedo defeituoso se tratasse, conseguem imaginar o que se possa sentir?
 
Já ouvi umas 4 ou 5 histórias de devoluções de crianças, ontem um dos jornais falava de um casal que devolveu uma criança porque ela não se conseguiu entender com o cão da família. Acreditem ou não, este não foi o caso que mais me chocou. O caso de devolução que mais me chocou foi um em que o motivo para a devolução era... que a criança era carinhosa demais. A candidata a mãe (ia dizer mãe, mas há pessoas que não merecem esse nome) dizia que a criança se tinha apegado demais a ela, que só queria beijinhos e abraços e que nem no centro comercial desgrudava. Quando me contaram isto eu simplesmente não consegui acreditar.... 
 
Segundo  o mesmo jornal, no últimos 4 anos 80 crianças foram devolvidas aos centros de acolhimento, há uns meses o número era de 70, agora passou para 80, não faço ideia de onde tiraram a informação, mas eu entendo que mais que o número, o que interessa aqui é  perceber o que falhou, sim, porque é muito fácil deitar as culpas para quem devolve a criança, mas falta o resto, e o resto está evidentemente em quem avaliou e aprovou essas pessoas como candidatos a adoptar.
 
Os processos de adopção demoram pelo menos 6 meses, é necessário responder a questionários com muitas e complicadas questões, são necessárias entrevistas sociais e psicológicas.... o que falha?
 
Do meu ponto de vista falham muitas coisas, evidentemente que em primeiro lugar falham os candidatos, para a adopção é necessário ir com o coração, há muita gente que só vai para a adopção em ultimo recurso, quando já esgotaram todos os restantes recursos, pessoas que sonham e anseiam com um bebé, sangue do seu sangue...e que depois quando recebem uma criança que de bebé já não tem nada, quando lhes entra pela casa dentro um estranho com vontade própria e que muitas vezes tem uma historia de vida que não se recomenda a ninguém, simplesmente concluem que não são capazes.
 
Mas será que estas situações não deveriam ser detectadas pelas equipas de avaliação? Do meu ponto de vista é claro que sim, se a maioria dos processos até leva mais que os seis meses de lei, porque é que estas coisas acontecem, como é que uma psicóloga não detecta algo estranho numa mãe que depois devolve uma criança porque é carinhosa demais? 
 
Este é um tema muito complicado, mas termino como comecei, no meio de tudo isto quem sofre são as crianças, ser abandonado uma vez, ser colocado num centro de acolhimento onde muitas vezes não se passa de mais um numero, ser esquecido pela família e pelo estado e quando finalmente se pensa que se encontrou uma vida...ser abandonado de novo como se de uma peça defeituosa se tratasse..deve ser algo que marca para toda a vida...e nenhuma criança deveria ter de passar por isso.
 
Adoptar uma criança não é fácil, não tem nada a ver com passar-se 9 meses a ver crescer uma barriga, pensar nos nomes que iremos escolher, ver as fotografias das eco grafias, sonhar com a cor dos olhos, adoptar não é nada disso. Adoptar é receber nos nossos braços um ser humano que existe, um ser humano que já viveu e que muitas vezes tem opinião e maus hábitos. Adoptar  é receber em nossa casa um estranho que não nos diz nada e que de um dia para o outro veio para ficar.
 
A maioria dos candidatos cria expectativas, sonha com esse filho que tanto deseja, idealiza pessoas e situações, acreditem em mim, a probabilidade de que as coisas sejam como as idealizaram.. é muito pequena... mesmo muito pequena... e na maior parte dos casos, não é nada fácil, porque não podemos esquecer que estamos a falar de crianças que já foram marcadas pela vida muito antes de nos conhecerem. Por isso, adoptar tem que vir do coração.
 
Jorge
 
 

 

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publicado às 22:06


46 comentários

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De Teresa a 13.04.2009 às 23:17

Quando vi a reportagem na tv pensei logo que irias escrever sobre o assunto. Não me enganei.

A cada post que escreves sobre adopção mexe cada vez mais comigo, como é que podem acontecer erros que não deveriam ocorrer, sim porque a meu ver isto não poderia acontecer, como é que se devolve uma criança? é o mesmo que dizer que não gostam dela, que tem culpa de alguma coisa, e crianças que já passaram tanto, pelo menos algumas delas, como é que pode acontecer isto num país desenvolvido...mais uma vez acho que a resposta está nas 'pessoazinhas' que vão regulando as coisas e naquelas que não tem coração, se julgam pais e fazem as crianças passar mais sofrimento.

Obrigado por estes posts, acho que um dia ganharão significado na minha vida.

Beijinhos***
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De Jorge Soares a 14.04.2009 às 22:49

Olá

Eu por vezes fico a pensar se as pessoas não se fartarão de tanto post sobre adopção... mas há sempre mais a dizer... sempre mais em que pensar, mais pontos de vista. A ideia é mesmo essa fazer as pessoas pensarem, mostrar que há muito mais para além do que a comunicação social mostra...

Tu és uma pessoa inteligente, uma pessoa sensivel e com muitissimo para dar...fico feliz pelas tuas palavras.

Beijinho e muito obrigado.
Jorge


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De José A a 14.04.2009 às 01:25

Eu tenho algumas dificuldades nas letras, por isso é melhor não escrever o que sinto em relação a tais atitudes. Isto deve estar mesmo perto do fim, como é possível fazer devoluções como se de um frigorifico se tratasse? Está tudo errado, no mundo da adopção em Portugal. Acho eu...
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De Ouriço a 14.04.2009 às 01:52

Hoje li uma notícia sobre a forma como as adopções se processam no Refúgio Aboim Ascenção, onde os futuros pais são obrigados a conviver vários dias com a criança ali e são observados. Segundo o director, já houve casos de adopções interrompidas, depois das reacções que existiram. Se calhar seria por aí...

Este post fez-me lembrar a história contada por uma amiga minha, escuteira, que tem no agrupamento seis irmãos adoptados de uma só vez por um casal. Corajosos, aqueles pais, que aceitaram os irmãos e não abandonaram nenhum, apesar de alguns terem problemas vários. Já lá vão uns anos e são felizes...

Seja um, sejam seis, é preciso um coração grande. Infelizmente, há sempre quem não o tenha e os pequeninos é que sofrem...
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De Jorge Soares a 14.04.2009 às 23:15

Sim, talvez seja por aí.. ou talvez não, também já conheci casos em que as coisas foram feitas assim e quando as crianças foram para casa.. não deu. Cada caso é um caso.

Já tinha ouvido falar desse casal e dos seis irmãos... é preciso muito amor e muita coragem.... como admiro esses pais.

Jorge
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De Jorge Soares a 14.04.2009 às 22:55

Olá

Na verdade, o que está mesmo errado...são as pessoas.... vivemos uma época em que muita gente vai pela vida como se nada fosse a sério... cada um é livre de ir pela vida como melhor ache...sempre e quando não esqueça que há mais pessoas à volta.

As pessoas... será que era muito difícil mudar meio mundo por outro?

Abraço
Jorge
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De Jorge Soares a 14.04.2009 às 22:55

Olá

Na verdade, o que está mesmo errado...são as pessoas.... vivemos uma época em que muita gente vai pela vida como se nada fosse a sério... cada um é livre de ir pela vida como melhor ache...sempre e quando não esqueça que há mais pessoas à volta.

As pessoas... será que era muito difícil mudar meio mundo por outro?

Abraço
Jorge
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De Anónimo a 14.04.2009 às 09:48

Acompanho o blog há algum tempo a esta parte. Tbem eu e o meu marido somos candidatos à adopção. Logo que li a noticia fiquei à espera do post do Jorge.
Não tenho muito para dizer acerca deste assunto, sinto-me demasiado indignada para escrever acerca dele. Só tenho pena que a Segurança Social não consiga interceptar estes casos.
Bem haja
lua
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De Jorge Soares a 14.04.2009 às 23:18

Olá

É um assunto difícil... principalmente quando estamos à espera... fica sempre aquela sensação de "dá deus nozes .... " A segurança social falha em muitas coisas... muitas mesmo.

Obrigado pelas visitas e pelos comentários.
Jorge
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De Pedro Oliveira a 14.04.2009 às 09:59

Há coisas que devem ser denunciadas,mas que custam muito a ler, só a palavra devolver é chocante, ainda para mais porque a criança é carinhosa?Desculpa Jorge, mas hoje levei um murro na barriga.abraço e que continues na tua caminhada.
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De Jorge Soares a 14.04.2009 às 23:21

Olá Pedro

Espero que esteja tudo bem contigo.

Este é um assunto que anda a remoer há bastante tempo cá dentro..mas é muito complicado.... saiu agora...

Abraço
Jorge
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De amitaf a 14.04.2009 às 10:22

Adoptar é um acto de amor!
Admiro as pessoas que levam para casa uma criança, desconhecida, sedenta de amor, carinho e atenção, para amar!
Choca-me profundamente quem as devolve/rejeita porque afinal não lhe apetece "ser pais" ou o "produto" não era afinal o que pensavam, digo produto, porque é como estas crianças são tratadas.
Quero acreditar que são apenas casos esporádicos e que o mundo está cheio de gente com enorme capacidade de amar e ajudar!
Bj
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De Jorge Soares a 14.04.2009 às 23:23

Eu costumo dizer que é um acto de egoísmo.. na verdade a maioria das pessoas que adopta não está a pensar nas crianças... está a pensar em si.. nos seus desejos de ser pai ou mãe... se realmente o objectivo fosse dar uma família Às crianças, ninguém rejeitava nunca uma criança, ou escolhia a cor da pele... ou a idade.. simplesmente limitava-se a dar amor.

Sim, felizmente são só casos esporádicos.
Beijinho
Jorge
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De Cláudia Sousa a 14.04.2009 às 10:36

Olá Jorge,
há muito tempo que acompanho o seu blog mas esta é a primeira vez que vou comentar. E faço-o com o coração apertado, ao pensar nas crianças que são devolvidas por candidatos já aprovados.
Penso que as expectativas criadas, como você afirmou e bem, são a principal causa destes acontecimentos tristes.
Adoptei um casal de gémeos, há quase dois anos, e apesar dos dias dificeis que tivemos (e acredite que foram bastantes) nunca me passou pela cabeça devolvê-los! Como fazê-lo se eles são meus filhos desde o primeiro dia que os vi ?! Se não se importar vou passando por aqui...
Cumprimentos,
Cláudia Sousa
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De Maria Eugénia Pinto a 14.04.2009 às 12:15

Olá Claudia
Que bom que cá vieste!!! É. como te disse um blog fantástico onde estamos sempre a aprender...
Claro que nunca vos passou pela cabeça tal coisa e nós sabemos que não foi fácil, não é?
Beijo grande para os teus "princípes" e para vós
Eugénia
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De Jorge Soares a 14.04.2009 às 23:27

Olá Claudia

Nunca é fácil... sei isso muito bem, mas também sei que faz parte. O segredo é esse, olhar para as crianças e ver nelas os nossos filhos... e um filho, não é algo que se devolva.

Obrigado pela visita e espero que sim... que continue a aparecer.

Jorge
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De Maria Eugénia Pinto a 14.04.2009 às 12:44

Olá
Estas situações mexem muito comigo e com a minha capacidade de compreensão...
Conheço o caso de uma família que já tinha dois filhos biológico (de 12 e 15 anos, creio) e adoptaram uma criança de 8-9 anos com um passado muito complicado, muito problemático. Ao fim dos seis meses de pré adopção foram dados mais seis mas, as coisas realmente não funcionaram. Aquela família estáva a ficar completamente destruturada. Não tiveram capacidade (porque é preciso uma grande capacidade!)para lidar com a situação daquela criança. Muitas vezes achamos que basta dar amor a uma criança destas (que nunca o teve) e que tudo o resto vem por acréscimo mas, nem sempre é assim...
Mas, esta deve ser uma situação de "devolução" anormal... não tem nada a ver com as situações que referes no teu post... Ainda hoje e já devem ter passado uns três anos aquela mãe (que é quem eu vejo com mais frequência) tem um enorme sentimento de culpa por não ter conseguido lidar com a situação.
Beijinhos
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De Guerreira a 14.04.2009 às 14:30

Boa tarde,

Também me aperta o coração pensar que há crianças devolvidas...
Processos de adopção interrompidos...
Mas penso logo: “bem, essas crianças deviam de ser cá uns diabinhos... deviam de só fazer asneiras, bater nas pessoas, destruir a mobília e as coisas todas que são preparadas com amor para elas….” (actos banais em crianças que querem chamar á atenção).
Dá me logo vontade de pensar isto, porque penso que nenhum pai/mãe que tenta adoptar iria jamais devolver a criança tão desejada.
Mas sabe-se lá…
Há pessoas para tudo.
Eu sou muito nova ainda, mas sinto que seria pessoa para adoptar.
Ás vezes vejo as histórias de familiares e amigos, em que os filhos fazem o que querem, estragam por estragar, põem maldade nas acções, e que só apetece “devolve-los”, mas não se faz isso porque são “os nossos filhos”.
Então porque é que se pode devolver crianças adoptadas?
O princípio deveria de ser o mesmo.
Se não podes devolver um filho… também não poderias devolver uma criança adoptada.
Agora também há famílias de acolhimento, não é?
Se calhar, mais valia…
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De Jorge Soares a 15.04.2009 às 21:59

O problema, é que a maioria das crianças que são devolvidas não são nada disso, a maioria das crianças que estão nos centros de acolhimento anseiam de tal modo por uma familia que se entregam de alma e coração. É claro que são crianças com problemas, é claro que são crianças que sofreram, o que é necessa´rio é que sejam entendidas como tal, não são bebes, não são bibelots, são seres humanos.

Jorge
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De Jorge Soares a 14.04.2009 às 23:30


Olá

Nem tudo na vida é linear, é evidente que há casos e casos...mas mesmo assim....

Beijinho
Jorge
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De TGZ a 15.04.2009 às 17:01

Um blogue que leio (americano) é de um casal que adoptou dois irmãos vindos de uma situação de abuso grave na família biológica. Infelizmente, a irmã mais velha (deve ter à roda de 12 a 14 anos, princípio da adolescência, os pais são deliberadamente muito vagos em pormenores que os possam identificar) ficou com traumas extremamente graves e por diversas vezes colocou a sua vida em risco, a vida dos pais e do irmão em risco, a integridade da casa e dos bens em risco, além de gritos e crises de violência em qualquer lugar e de ameaçar (e só não o cumprir porque foi vigiada 24/7) fugir de casa para encontrar um homem que a engravidasse. É uma situação extrema. Ainda assim, não a "devolveram". Tentaram psicoterapia + psiquiatria (medicação) + muito carinho e atenção. Não chegou. Neste momento, a filha está internada num centro de saúde mental para crianças e jovens (o filho, em contrapartida, parece estar bem, é seguido por terapeutas, é claro, mas parece estar a superar os traumas) e eles continuam a ser pais de ambos, um dia de cada vez (com muitas lágrimas, telefonemas e visitas à filha).

Um dia também eu pretendo adoptar. E é por isso que leio, que ouço e que procuro as experiências de quem já o fez. As boas, as más, as muito más, e as dilaceradoras de tão más que são. Para ser mãe, um dia, dando-me a quem vier. Um filho "da barriga", se algum dia me acontecer isso, também não se escolhe, pode ter problemas graves por mais que tentemos fazer tudo bem. Pode nascer com problemas graves, físicos ou mentais ou psicológicos. Quero acreditar que se um dia me nascesse um filho e fosse esquizofrénico eu o amaria e faria tudo pela felicidade dele (o que não implica que não prefira que os meus filhos tenham o máximo de saúde física e mental, claro que sim).

Ainda assim, respeito bem mais os pais que são sinceros quanto às suas "restrições" do que os que mentem e dizem aceitar características que na verdade não aceitam, para depois devolverem a criança. Isso não se faz.
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De Jorge Soares a 15.04.2009 às 22:04

Adoptar com o coração é isso, receber as crianças e aceitar que são nossos filhos, com as virtudes e defeitos, como dizes e muito bem, as pessoas não devolvem os filhos biológicos, logo, porque haveriam de devolver os filhos adoptados?

O caso do que falas é evidentemente um caso limite, conheço algumas crianças adoptadas, conheço bastantes pais adoptivos e nunca ouvi falar de nenhum caso assim... uma criança é uma criança´..está nas nossas mãos saber guiar e educar.

Jorge
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De TGZ a 16.04.2009 às 01:41

Sim, felizmente é o único caso assim que vi. A grande maioria dos casos que vi enquadram-se no "muito bom com algum menos bom à mistura".
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De Iris Barroso a 14.04.2009 às 15:01

E há tão boa gente a querer adoptar, que quer de coração adoptar uma criança. Tantas mulheres solteiras ou divorciadas que querem uma oportunidade de serem mães e cujas candidaturas passam automaticamente para o fim da lista, tanto casal de lésbicas e homossexuais que querem filhos e que os querem de coração, tanto casal de rendimento mediano (que se pudesse ter filhos de forma natural educá-los-ia e amá-los-ia de igual forma a uma família de grandes rendimentos e que não conseguem reunir as condições necessárias e depois é isto que vemos?

Acho todo o processo para adopção de crianças em Portugal, uma verdadeira palhaçada. Lamento. Lamento por ter sido obrigada a formar esta opinião e lamento por todas as crianças que nunca terão um lar de braços abertos à espera delas.
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De Jorge Soares a 15.04.2009 às 22:06

Olá

Pois, isso é algo que me revolta, a segurança social é tão preconseituosa com algumas pessoas, e depois deixa passar estas coisas... é revoltante.

Beijinho
Jorge
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De S@rit@ a 14.04.2009 às 15:56

Nem tenho palavras para comentar tal atrocidade... mas infelizmente, da mesma maneira que há quem traga filhos ao mundo e não tenha capacidade de ser mãe / pai, o mesmo se verifica em termos da adopção. E sim, acho que de facto aí quem falha são as equipas de psicólogos...
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De Jorge Soares a 15.04.2009 às 22:07

Olá

Sim..a falha está em grande parte em quem avalia.. em quem não é capaz de fazer o seu trabalho como deve ser.

Beijinho
Jorge
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De Paola a 14.04.2009 às 20:48

Não sei que diga... Até a palavra "desenvolver" me arrepia... as crianças devolvem-se? Que raio de sociedade esta!! Se calhar falta rigor... outras formas de selecção... Mas até estou a pensar que isto não é exclusivo da adopção... quantas mães/pais rejeitam os seus filhos biológicos? Que os matam, violam, vendem,...

Beijinho
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De Jorge Soares a 15.04.2009 às 22:10

Olá amiga

É verdade, isto não é exclusivo da adopção, mas na adopção é gritante, porque +é suposto sermos avaliados, é suposto termos que explicar as nossas motivações, os nossos desejos.... e quantas vezes há pessoas descriminadas porque são solteiras, ou por outro motivo qualquer.... as assistentes sociais são tão ciosas de algumas coisas... e depois deixam passar pessoas que devolvem crianças porque são carinhosas... ou, como ouvi há bem pouco tempo, porque a criança tirou más notas na escola.

Enfim

Beijinho
Jorge

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