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Dia de casamento.. ou, O homem dos cabides!

por Jorge Soares, em 26.05.09

Casamento molhado.....

 

Hoje recebi mais um mail do História Devida da Antena 1... mas já falarei disso, entretanto estive a ouvir o programa onde leram a minha historia do menino valente e lembrei-me que deixei a meio a saga do meu casamento, que tinha começado naquele post que falava de pedidos de casamento.

 

Naquela altura a igreja cá do sitio era num pavilhão pré-fabricado, que para além de igreja servia de sala de catequese e de salão paroquial, na parede havia desenhos feitos pelas crianças. É claro que quando lá fomos dizer que nos queríamos casar, e que nos queríamos casar ali, receberam-nos de braços abertos, em todos os anos de vida da igreja tinha sido  celebrado um casamento antes do nosso.  As pessoas querem-se casar no que eles acham que é uma igreja a sério, não num salão pré-fabricado a servir de casa do senhor. Não houve problemas de datas nem exigências de nenhum tipo, foi entregar os documentos obrigatórios e escolher a data, 16 de Dezembro.

 

Nunca existiu um noivo mais descontraído que eu, levantei-me, fui buscar o bolo e levar ao restaurante,  passei o resto da manhã por ali. O dia era de chuva. A igreja era ao virar da esquina, à hora marcada lá estávamos, eu e os poucos convidados: pais, irmãos,  padrinhos e um ou dois amigos, que nem eu nem a P. gostamos de confusões.

 

Passado meia hora eu continuava descontraído e na conversa, o padre é que já deitava fumo com o atraso da noiva, lá fora chovia, muito. Ela  terminou por chegar com quase uma hora de atraso, mas chegou. Lá começou a cerimonia, a meio a chuva era tanta no telhado de lusolite, que mal se ouvia o que o padre dizia, casamento molhado casamento abençoado, não é o que costumam dizer?... o nosso foi bem molhado.

 

Depois lá fomos para o restaurante, lá chegados, mais uma originalidade, éramos poucos, duas mesas corridas, uma para os pais... outra para os noivos, os padrinhos e os irmãos.

 

A meio da tarde lá parou de chover e até deu para o meu irmão nos tirar umas fotografias.

 

Tínhamos a viagem de lua de mel marcada para o dia seguinte a meio da manhã, decidimos ir passar a noite de núpcias na Ericeira, naquele hotel que está mesmo junto ao mar. Estava uma noite de nevoeiro.. bem romântica, chegamos cedo, jantamos e fomos para o Hotel.

 

É difícil explicar o que senti quando nos mostraram o quarto, era algo de outros tempos... não, não era no bom sentido, parece que tudo aquilo tinha sido retirado directamente dos anos 40, o quarto estava limpo, mas o resto do hotel era algo indescritível, acreditem ou não, conseguíamos ver as nossas pegadas no pó da alcatifa do corredor... estou a falar a sério.

 

Passados 5 minutos já nós nos interrogávamos porque é que não tínhamos ficado em casa, bem mais quente e aconchegante que aquele quarto sórdido. Mas já lá estávamos, restava aguentar.

 

Lá nos deitamos, afinal era a nossa primeira noite de casados, por volta das 11 da noite o insólito aconteceu, pareceu-nos que alguém batia à porta

 

- Jorge, estão a bater à porta.

-Não estão nada.

...

 

Passados uns momentos voltaram a bater.... levantei-me, vesti qualquer coisa e fui abrir a porta, era um dos empregados (???) do hotel.

 

-Desculpe, vim entregar os cabides!

 

Jorge Soares

publicado às 22:16


28 comentários

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De Sónia Pessoa a 26.05.2009 às 23:15

Tinhas razão... ri-me!!!... não só porque teve piada, mas porque dei por vingada as risadas que deste à minha custa, quando descrevi o hotel onde fiquei em Londres... toma!ahahah... mas são estas as histórias que ficam para contar e fazem desses momentos especiais. Beijinho
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De Jorge Soares a 27.05.2009 às 22:36

Isto estava mesmo a precisar de uma dose de boa disposição

E não se pode dizer que não tenha sido um casamento normal :-)

Beijinho
Jorge
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De xana a 26.05.2009 às 23:28

O funcionário achou que vocês iam querer passar a noite pendurados... lololol, o que eu já me ri...
beijinho
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De Jorge Soares a 27.05.2009 às 22:44

Pois... a minha vontade foi pendurar o senhor... foi mesmo.

Beijinho
Jorge
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De nuncaterendas a 26.05.2009 às 23:33

:D
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De Jorge Soares a 27.05.2009 às 22:51

Olá

Bem vindo por estes lados...


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De nuncaterendas a 27.05.2009 às 23:57

Obrigada! :)
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De smootha a 27.05.2009 às 00:00

Vê as coisas por este prisma: se tudo tivesse sido perfeitinho, vocês recordariam essa noite de uma forma... melosa, dígamos.
Assim sendo, devem arrancar um ao outro grandes risadas quando falam disso.
É desses momentos que eu gosto, fazem parte de uma componente da cumplicidade que devem haver num relacionamento.
Bjs
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De Jorge Soares a 27.05.2009 às 22:54

Lá isso é verdade.. é um dia para recordar..de uma forma diferente da generalidade do mundo

beijinho
Jorge


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De José A a 27.05.2009 às 00:04

Os cabides são imprescindíveis numa primeira noite de casados...para bater na cabeça dos empregados que batem ás portas a entregar cabides.
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De Jorge Soares a 27.05.2009 às 22:55

Lol.... nem mais, devia ter percebido logo

Abraço
Jorge
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De DyDa/Flordeliz a 27.05.2009 às 00:45

ahahahah
Tens a certeza que foi um casamento?
E uma noite de quê?...Espirros? Ou não houve alergia?
Fosse eu a noiva e não te perdoaria durante a vida toda.
Marcas o hotel sem conheceres as "andanças"...tu não existes mesmo.
Olha, se era para ser diferente... tenho a certeza que foi mesmo.
Cabides? Quem te pendurava no cabide era eu, entando no lugar da tua esposa!
Possas...

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De P. a 27.05.2009 às 09:58

Ups...
Foi a noiva que marcou o Hotel....É que parecia tão romântico, um hotel estilo "belle epoce"...com vista para o mar em Dezembro....
P.
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De DyDa/Flordeliz a 27.05.2009 às 10:38

Ups... a noiva veio em defesa do Jorge
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De Jorge Soares a 27.05.2009 às 22:57

Como vez... nem sempre a culpa é minha :-)


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De Pedro Oliveira a 27.05.2009 às 12:06

Era para a roupa não ficar no chão,lol.
a minha noite de núpcias foi a contar o dinheiro para ver se dava para pagar a boda.Lua de Mel só no ano seguinte, já era a crise.
abraço
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De Jorge Soares a 27.05.2009 às 22:59

Ora, aí está um problema que não tive, pagar um almoço simples para 15 pessoas sai sempre em conta...

Abraço amigo
Jorge
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De Paola a 27.05.2009 às 16:17

Chuva... telhas de lusalite... pré-fabricado... Cabides!!!!! Logo num momento daqueles... Ele há gente capaz de tudo. Até de se preocupar com a roupinha que já deveria rolar pelo chão!!!!

Sejam felizes!!!

Beijinhos
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De Jorge Soares a 27.05.2009 às 23:00

Pois... há sempre gente que bem podia ter ido ver se continuava a chover ou era só nevoeiro... ou limpar o pó dos corredores :-)

Somos!


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De Rosa Maria a 27.05.2009 às 16:33



ahahahahahahah ........ e ao menos tinha arm´rio para meter os cabides?????
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De Jorge Soares a 27.05.2009 às 23:10

Hummmm para ser sincero... não sei...acho que essa não era uma das minhas preocupações
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De Sara a 27.05.2009 às 16:59

Isto é que uma bela história para um dia recordarem e com um sorriso nos lábios e um brilhosinho especial no olhar, contarem ao vossos netos ;)

Tá muito fixe!! Um beijinho :)
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De Jorge Soares a 27.05.2009 às 23:13

Sim... o tema é recorrente... principalmente quando se fala em escolher hoteis

Beijinho
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De Sara a 28.05.2009 às 03:03

:P

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