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Grafittis, arte, ou vandalismo?

por Jorge Soares, em 21.06.09

No outro dia e a propósito de um dos posts da Irlanda o amigo José A perguntava se eu por lá tinha visto Grafittis.... não, por lá não vi graffitis, na Irlanda, pelo menos na pequena parte da Irlanda que eu vi, não havia Grafittis.

 

Há quem considere o graffiti uma arte, eu acho que em 99% dos casos é puro vandalismo, basta dar-mos uma volta por Setúbal para vermos isso, por todos lados, nas ruas, ruelas, avenidas, não importa se é uma casa antiga, ou uma nova, se é um prédio de habitação ou um monumento da cidade, se tem uma parede lisa, é certo é sabido que não demnorará muito a aparecer uma Tag, ou um rabisco, ou um simbolo... há até um blog dedicado aos grafittis de Setúbal e tem material para posts diários.

 

No Jardim da Algodeia, num dos lados do lago há um coreto, não me lembro de o ver branco, há um ano estava assim

 

Jardim da algodeia, grafiitis

 

No Outono passado estava assim:

 

Jardim da algodeia

 

Grafittis na algodeia, Setúbal

Por volta de Dezembro foi pintado de branco...esteve uns dias assim, mas na primavera já estava de novo pintado como podemos ver aqui ao lado.

 

Este é só um pequeno exemplo, todas as paredes à volta do jardim estão pintadas, e os arcos que já deram o nome ao lugar e que são o que resta do aquedcto que levava a água para a cidade, cada vez que são pintados, são imediatamente riscados e grafitados...

 

Pode haver quem goste, como dizia antes, pode haver até quem ache isto arte, mas eu acho que não passa de vandalismo... 

 

Ir pela cidade deixando tags, simples assinaturas pintadas nas paredes dos prédios ou dos lugares publicos, é vandalismo, não é arte. Ou alguém acha que chegar à luisa Tody e num dos golfinhos simbolo da cidade escrever um nome, uma assinatura ou lá o que é, não é vandalismo?

 

 

 

Jorge Soares

publicado às 23:01


1 comentário

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De António Manuel Dias a 23.06.2009 às 00:07

Talvez seja porque cresci numa altura e num local em que as paredes sempre contiveram mensagens e pinturas, começando com as palavras de ordem e murais do pós 25 de Abril e terminando nos actuais graffitis, não esquecendo as eternas e sempre presentes mensagens de amor e ódio. Talvez seja porque a primeira escola de que tenho memórias a sério -- o meu secundário em Oeiras -- ter tido as carteiras escritas e pintadas, onde se deixavam mensagens para os alunos das turmas seguintes, que nós não conhecíamos (assim como se fossem blogs sem Internet). Ou então é por outra razão qualquer...

O que é facto é que gosto de ver as paredes escritas e gosto de graffiti, especialmente se for de qualidade, como aquele que partilhaste connosco nas fotos acima. E também prefiro ver paredes graffitadas a paredes degradadas, como alguém disse acima, ou a paredes cinzentas de cimento, como parece ser moda por cá nas obras públicas ( há alguém que não se sinta oprimido por ver aquela massa de betão nu na Estação do Oriente?).

É claro que deve haver limites, o que o os verdadeiros writers sabem perfeitamente. Mas este é o perigo das generalizações -- tratarem de forma igual o que é diferente. Respondendo à tua pergunta, o graffiti nem é arte nem vandalismo, por si. Pode ser uma ou outra coisa, nenhuma delas ou ambas.

BTW, a Sandra fez três trabalhos sobre este tema na licenciatura, estão aqui: http://maracuja.homeip.net/doc/soc

PS: Este filme não é sobre graffiti, mas tem graffiti e faz-me sempre vir as lágrimas ao olhos:

http://www.youtube.com/watch?v=UTpaABPUMWY

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