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Hoje a meio da tarde dei por mim irritado por ter razão, entre os titulares do jornal Público que o igoogle me mostrava, podia ler-se o seguinte: Mais um caso de greve de fome contra uma decisão sobre adopção , era evidente que isto ia acontecer, depois do aparente volte face do caso Martim, era de esperar que isto fosse virar moda.

 

É o problema de criar precedentes, a mim não me estranha nada, depois de toda a publicidade dada ao caso Martim e à aparente vitória da mãe, isto era algo que era de prever.

Em Portugal há 11000 crianças institucionalizadas, até agora os tribunais de família deram sempre a primazia à família biológica e as crianças esperavam anos nas instituições até que quando finalmente iam para adopção tinham 7 ou 8 anos e ficavam condenadas a viver nos centros de acolhimento, porque não há quem adopte crianças com essa idade. Parece que finalmente os juízes estão a mudar o paradigma e as crianças vão para adopção quando ainda podem ser adoptadas...... o problema é que as famílias que até viam com bons olhos que os estado lhes criasse os filhos, agora não acham piada a que as crianças vão para adopção.

Está-se mesmo a ver que vão nascer campos de tendas em frente aos tribunais de família. 

 

A noticia da Beatriz na RTP1

 



A Noticia do Martim na RTP1:

 

Alguém devia dizer à Ana Rita que as eleições são de aqui a 3 meses e que depois delas se calhar as coisas não vão andar assim tão depressa...e que não há registo de uma decisão de adopção ter sido anulada.

 

Por outro lado isto é mesmo preocupante, será que andávamos todos enganados e os juízes não dão assim tanta primazia ao biológico ?, será que há juízes a tomar decisões sem avaliar bem as coisas? é que a imagem que todas as pessoas que lidamos de perto com o tema da adopção e das crianças em risco temos é precisamente a contrária, os juízes dão sempre todas as oportunidades às famílias e raramente pensam no que é melhor para a criança.

 

Jorge Soares

publicado às 22:25


1 comentário

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De xana a 09.07.2009 às 23:20

Eu não tenho comentado porque as minhas opiniões por vezes podem ferir susceptibilidades, mas há coisas que me intrigam deveras no que toca á defesa e oas direitos das crianças... porque é que a segurança social não entra nos bairros de lata e nos acampamentos ciganos para averiguar as condições de saúde e higiene das crianças que nascem nessas famílias. Não são cidadãos portugueses também? A segurança social dá abonos chorudos a essas familias por quantidade de filhos, quantos mais, mais recebem, e não vai verificar as condições em que vivem. Ora catano se uma aparente familia normal discute por alguma razão tira-se a criança, se é filha de uma menor priva-se a mãe da criança e a criança da mãe, não se procuram alternativas válidas, apenas o encaminhamento da mãe e da criança para uma instituição, não haveria mais familia?
Mas para os bairros de lata, para os ciganos e para os negros( não tenho absolutamente nada contra nenhuma destas pessoas) não há projectos de vida para as crianças, apenas largos abonos para grandes quantidades de filhos. Ora mandassem trabalhar, descontar para os impostos e "dar menos ao cú" para se multiplicarem, e deixarem de criar filhos ao "Deus dará" também era melhor e se calhar haveriam menos delinquentes nas ruas. Entrasse a segurança social nestes locais, e houvessem mais obrigações que subsidios, e se calhar eu não falava assim. Custa-me descontar todos os meses do meu salário para que algum dinheiro seja dado de mão beijada a quem não trabalha, quem nunca contribuiu para o país e se eu tivesse um problema na vida vinha cá a casa para me retirar um filho.
È certo que estas histórias que aparecem nas notícias tem muitas nuances e nós não ficamos a saber tudo, mas também me parece que há muita coisa mal contada de ambos os lados, os pais e a segurança social.
O que sei é que a uns tiram-se os filhos a outros paga-se para terem muitos e serem delinquentes no futuro.
bjks

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