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A vida pode ser um jogo de carimbos?

por Jorge Soares, em 26.07.09

 

Indice de desemprego

 

Nos meus tempos de estudante quando ainda vivia lá para o Poço dos Negros, todos os dias adormecia a ouvir alguma das emissoras espanholas, gosto da rádio falada e para isso não há como os espanhóis. Numa dessas noites que entrou pela madreugada, o tema era os mais de 10% de desemprego que atingia, e atinge, a Espanha. Um dos locutores de serviço dizia que não acreditava, simplesmente não era possível que 12 ou 13% da população estivesse sem emprego. A explicação, mais que obvia para o caso, era a enorme economia paralela, as pessoas declaram-se sem emprego, ficam a receber o subsídio de desemprego e paralelamente tem um segundo emprego não declarado e vivem, muitas vezes muito bem, disso.

 

Este fim-de-semana lembrei-me desta conversa, primeiro foi este post no Blogando-me, que mostra alguma da realidade do que acontece em Portugal e depois, na viagem a Bragança, o Neca, que me falou do jogo dos carimbos.

 

O Neca tem uma pequena loja no centro de Bragança, não precisa de empregados, a loja é dele e para ele, mas mesmo assim, nos últimos tempos há muito quem lhe entre pela porta dentro com um papel na mão e um pedido:

 

-Pode colocar-me um carimbo?

 

Assim, sem mais conversa ou preâmbulos, não há ninguém que pergunte se precisa de empregados, ou se tem algum trabalho que possa fazer, a pergunta é mesmo pelos carimbos.

 

Para quem não sabe, a nova lei do subsidio de desemprego obriga as pessoas a fazer prova da procura de emprego, para isso basta um papel com carimbos de algumas empresas, de aí até à corrida aos carimbos, foi um muito pequeno passo, e não me estranhava nada, que até já exista um mercado negro de carimbos.

 

Esta corrida aos carimbos e o que é contado no post do Blogando-me, são o espelho da sociedade em que vivemos, é o lado perverso do estado previdência, hoje fala-se em 10% de desemprego, há quem coloque em dúvida estes números, há quem diga que a percentagem é muito maior. Para se questionar estes números haveria que começar por perguntar o que é um desempregado.

 

Um desempregado é alguém que não tem emprego e que está de alguma forma há procura dele, agora eu questiono, será que as pessoas de que se fala no post do Blogando-me querem mesmo um emprego?

 

Quem não ouviu falar de pessoas que estão a viver do subsídio de desemprego e que só aceitam empregos onde lhes paguem mais que o que recebem? Ou de pessoas que são chamadas e inventam todas as desculpas para não aceitarem o emprego que lhes é proposto? Ou de casos como os que são referidos no post do Blogando-me?

 

A Espanha é desde há muito tempo o país da Europa Ocidental com maior índice de desemprego, mas também é desde há muito tempo o país com a maior economia paralela. Há quem diga que o dinheiro vivo que existe escondido na economia espanhola daria para retirar o país da crise. Em Portugal ainda estamos longe disso, mas quando falamos em desempregados falamos de quê?, das pessoas que querem um emprego ou das que andam à cata de carimbos que garantem que podem continuar a receber o subsidio? ou daquelas que são referidas no post do Blogando-me?

 

Jorge Soares

PS:imagem retirada da internet

 

publicado às 22:36


19 comentários

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De José A a 27.07.2009 às 00:04

Os "coitados" dos idosos, vão para filas intermináveis da segurança social, para saber se conseguem uma esmola de suplemento de reforma e esta gente, apenas necessita de um carimbo para continuar a chular o dinheiro dos impostos de quem trabalha...
Continuem assim, estão no bom caminho...
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De Jorge Soares a 27.07.2009 às 20:14

Olá

São assim as coisas, na verdade não é tão simples, mas no fundo é isso, para manter o subsidio é necessário apresentar prova de que se procurou emprego activamente.. é para isso que servem os carimbos. O que acontece é que como em tudo na vida, há sempre quem consiga subverter a coisa... e a julgar pelos comentários. até adivinhei, os carimbos já viraram mesmo negocio... infelizmente.

Abraço
Jorge
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De marta a 27.07.2009 às 00:44

Olá Jorge,

Li o post e o comentário anterior e só me apetece dizer assim: ALTO E PÁRA O BAILE!!!

Se há coisa que me irrita é esta coisa dos rótulos. A quem se referem os que falam "desta gente" que chula o estado? Corrida aos carimbos???? A ver se a gente se entende, quem tenta e consegue contornar os sistemas, sempre houve e sempre haverá, em qualquer lugar, em qualquer país, mas que eu que por azar fiquei sem emprego, um emprego onde estive 10 anos sem faltar uma única vez e sem (felizmente) ter metido uma única baixa, eu que descontei para lá de um dinheirão e que vim para casa no inicio deste ano sem emprego, sem indemnização e com 11900€ por receber em salários, divida acumulada ao longo dos últimos 5 anos, eu e os meus colegas sermos apelidados "dessa gente" que está a chular o estado, ora façam-me o favor. E se eu algum dia recusar um trabalho em que me paguem o salário mínimo (não que alguém mo ofereça), temos pena! Desculpem lá também, mas é que muitos dos que cospem para o ar a ver se desviam a testa, não vão um dia ter que tentar viver com esse dinheiro, que logo veríamos se aceitavam ou não. Ao que eu já paguei ao estado, estou ainda bem longe de dar prejuízo.

Quanto aos carimbos que garantem o subsidio, não é assim tão simples, mas sinceramente não tou com vontade de explicar, quem quiser saber que vá ao site da segurança social e que leia e que não haja muitos mais a precisarem como eu precisei de saber como manter o subsidio, que é a minha (única) forma de subsistência para já. E sim, por vezes sinto-me envergonhada ao dizer: ”Estou desempregada”, sabem porquê? Pelo rótulo, não é certamente por culpa!

Eu também não gosto de subsidio dependentes, mas não vamos confundir as coisas se faz favor!

Desculpa lá Jorge, mas nem ia dormir descansada se não comentasse este post... muito menos se não dissesse o que penso!

Beijinhos!
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De José A a 27.07.2009 às 01:47

já que mencionou o meu comentário, vou gentilmente lhe responder.
Das duas uma, ou a Sra. não leu bem, ou não percebeu bem...
Não duvide que concordamos todos com o apoio do estado a quem fica desempregado, é também para isso que servem os impostos pagos por todos nós,
mas se ler bem, ou perceber bem, a tal gente a que me refiro, é a "gente" que se fala no post, a quem apenas vive do subsídio, sem tentar minimamente procurar emprego, mas a esses, eu não lhes chamo desempregados, mas sim de abutres...
Se o seu caso é de um desempregado, como tantos outros, este post deveria lhe passar ao lado.
Peço desculpa ao amigo Jorge, tenho que deixar de comentar por aqui, para não ferir algumas
susceptibilidades...
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De Jorge Soares a 27.07.2009 às 20:24

Bom, não tens nada que pedir desculpa, se há coisa que gosto é que as pessoas deixem a sua opinião, e a tua é tão válida como a da Marta, por favor nunca deixes de dizer o que pensas, aqui, no teu blog ou noutro qualquer, porque se os blogs não servem para trocarmos ideias, servem para quê?

Abraço e por favor, continua por aqui.

Jorge
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De marta a 27.07.2009 às 21:22

Vou começar pelo fim. A mim não me feriu susceptibilidade nenhuma. O Senhor escreveu uma coisa e eu discordei, ponto final. Por mim não vá nem deixe de vir a lado nenhum.

Quanto ao resto, das duas parece-me que nenhuma. Acho que percebi bem e li melhor ainda. O post fala de desempregados no geral e pergunta se podemos todos (os desempregados) ser metidos no mesmo saco. No seu comentário não fez qualquer
diferenciação, simplesmente meteu tudo no mesmo rol e passo a citá-lo: "e esta gente, apenas necessita de um carimbo para continuar a chular o dinheiro dos impostos de quem trabalha... ", a mim, parece-me uma coisa muito geral, demasiado geral, é que além de NÃO bastar o dito carimbo (e eu acho bem que não baste), muita "desta gente" quer trabalhar e trabalhou enquanto lhe foi possível, é que os que não trabalharam, o que recebem não é o subsidio de desemprego, o que recebem são outros subsídios mais discutíveis. Quanto ao aceitar ou não empregos a ganhar menos, obviamente tudo depende dos valores é que as pessoas organizam as suas vidas face a determinada realidade, que na esmagadora maioria das vezes não é compatível com os salários de miséria que são actualmente oferecidos com a capa da crise.
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De Jorge Soares a 27.07.2009 às 20:22

Marta, não era minha intenção generalizar, é evidente que há pessoas que procuram emprego, pessoas que preferem estar a trabalhar do que em casa.

O motivo pelo que coloquei a definição de desempregado, foi mesmo esse, destrinçar entre os que realmente são desempregados e os que se limitam a viver do subsidio, porque é mais fácil e até se ganha mais.

Em nenhum momento eu disse que todas as pessoas nesta situação tinham estes comportamentos, mas é uma realidade que há uma grande parte que é assim.

Quanto ao facto de ir ganhar menos, bom, é evidente que ninguém deve aceitar salários de miséria, mas eu acho que vale mais estar a trabalhar mesmo ganhando menos que estar a receber o subsidio, cada ano que passa somos mais velhos e é mais difícil encontrar emprego, e diz-me o meu bom senso que quanto mais tempo passarmos sem trabalhar mais difícil será encontrar emprego.

E não se trata de pagarmos ou não ao estado, trata-se de que há muita gente que se puder vai viver do estado, produzindo o mínimo possível.

E é claro que aqui, todos devem dizer o que pensam, é da troca de ideias e de pontos de vista que aprendemos, longe de mim achar-me dono da verdade, ou que tenho sempre razão, triste ficaria se chegasses cá, não estivesses de acordo e não dissesses nada.

Beijinho
Jorge
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De marta a 27.07.2009 às 21:36

Julgo que estar em casa não é mais fácil, mas isso é para mim, sei que há os que o preferem, quanto ao se ganhar mais isso é simplesmente mentira. Já lá vai o tempo em que era assim, agora ganha-se menos (e eu concordo), uns muito menos outros pouco menos, mas sem que seja de alguma forma cometida alguma ilegalidade não se ganha mais.
Já o aceitar outros trabalhos, julgo que como homem inteligente que certamente és, entendes quando as pessoas procurem trabalho na sua área. Provavelmente se eu quisesse poderia neste momento estar a trabalhar como caixa num supermercado ou assim, mas para já, assumo que não quero. Não que ache que algum trabalho seja vergonha, nada disso, apenas assumi compromissos financeiros que pretendo honrar e quero ter dinheiro para comer o mês inteiro. cá em casa só entra o que eu ganho. Pago casa, água, luz, gas, tv, internet supermercado condomínio, tudo. Se não encontrar trabalho na minha área terei que me sujeitar a ter dois empregos desses para poder manter a minha independência, para já desculpem lá, mas já descontei e muito, portanto prefiro ter esperança de que posso encontrar um trabalho idêntico ao que tive.
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De artesaoocioso a 27.07.2009 às 06:50

É uma realidade complexa onde se cruzam diversos comportamentos.
No caso português temos, de forma mais acentuada, as fábricas que encerram e vão para o desemprego operários e empregados pouco qualificados, com meia idade, que não voltam a arranjar emprego.
Tenho um familiar com o 12º. ano que aos trinta e cinco anos ficou desempregada até hoje.
E já passaram mais de seis anos.
Cumprimentos
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De Jorge Soares a 27.07.2009 às 23:38

Olá

Sim, não é nada fácil...e como já vimos aqui, nem é fácil falar do assunto.

Abraço
Jorge Soares
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De entremares a 27.07.2009 às 11:33

Meu caro Jorge...
Sem pretender deitar mais "achas para a fogueira" lembrei-me só que:

Aqui na minha zona, já ouvi bastantes comentários de desempregados a dizer que há comerciantes que lhes cobram 5€ por cada "carimbadela...

Aqui na minha zona, não se consegue entrar na estação dos CTT no dia em que todos os ciganos vêm receber o rendimento mínimo. Estou a utilizar o termo ciganos para descrever não só as pessoas dessa etnia como todos os outros que não sendo ciganos por nascimento, o são nos gestos e nas acções.

O que me irrita é que são esses mesmos ciganos, aqui em Elvas, que logo depois de receberem o rendimento mínimo nos CTT, rumam todos às ourivesarias, comprar objectos de ouro, para satisfação natural desses comerciantes, claro está.

É ver para crer.

Portanto, daqui vai a minha solidariedade para a pessoa do comentário anterior, desempregada e com salários por receber. Esse dinheiro que lhe devem, está a ser gasto em pulseiras, em brincos e jóias... pelos utentes do nosso sistema democrático e justissimo de distribuição de riquezas...

Um abraço.
Rolando
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De Jorge Soares a 27.07.2009 às 23:45

Amigo Rolando, já ouvi falar do dia do subsidio nos CTT's em Setúbal, parece que a comunidade cigana sabe aproveitar bem o que lhe chega de mão beijada.

Eu acho que o estado deveria controlar muito melhor o que dá e a quem, independentemente da etnia das pessoas, se quem recebe o subsidio o vai gastar de imediato em Ouro, é porque não precisava do dinheiro para comer. Mas é como em quase tudo o que diz respeito ao estado, falta fiscalização e rigor.

Afinal eu tinha razão, já começou o mercado negro dos carimbos, está à vista que foi uma aposta falhada.

Abraço
Jorge
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De Sílvia Bernardo a 27.07.2009 às 11:56

Caro Jorge,

Vi que uma amiga/conhecida sua fazia um comentário a um post seu que já data de há mais de um ano em que dizia que tinha optado por nao ter filhos, pois a maternidade/paternidade não era para todos. Trata-se da Sónia Pessoa.

Sou jornalista do programa da manhã da TVI e na próxima 6ª-feira, dia 31 de Julho queremos debater o tema "Ter ou não ter filhos", pelo que gostaríamos de convidar a Sónia Pessoa. Consegue-me pôr em contacto com ela, a fim de a convidarmos?

Muito obrigada.

Os melhores cumprimentos,
Sílvia Bernardo
smbernardo@tvi.pt
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De Sad Tear a 27.07.2009 às 16:48

ja entrou muita gente na minha agencia a pedir exactamente o mesmo: um carimbo! e perguntar por trabalho? nada! só querem mesmo um carimbo....
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De Jorge Soares a 27.07.2009 às 23:51

Olá

Pois, parece que é o comum, carimbos precisam-se, trabalho não!

Jorge
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De xana a 28.07.2009 às 00:31

Eu já estive na situação de desempregada, e também já descontei muito, mas nem por isso me resignei, e fui à luta. Primeiro porque não sou de estar parada, segundo porque a minha idade exige que tenha um trabalho, a há contas para pagar, terceiro não é fácil de gerir para quem tem um pouco mais de estudos porque as exigencias de procura e os critérios também, embora a idade também pese nos critérios. Eu tinha de provar que procurava trabalho de todas as formas possiveis, desde jornal, directamente nas empresas, via internet, etc, e o meu número minimo eram oito procuras. Só houve um mês em que tive oito procuras, em todos os outros tinha entre dez e onze procuras de trabalho,( chamo procuras porque algumas, basta cópia de e-mail, jornal, carta de apresentação enviada, etc) e sim bati a muitas portas à procura de trabalho, e só no fim de dizerem que não estavam a precisar ou só no fim de preencher fichas de inscrição, ou depois de terminar alguma entrevista é que perguntava se me assinavam a folha, porque eu estava mesmo a procurar trabalho. Estive a dar formação a recibos verdes, dei baixa do subsidio, e continuei a procurar trabalho ( e não tinha de o fazer nessa altura, por estar a trabalhar a recibos verdes) porque a formação tinha poucas horas. Depois de acabar a formação voltei a reiniciar o subsidio, e continuei à procura de trabalho, o que acabou por acontecer, por mérito meu, por ser batalhadora, não me entregar à sina dos carimbos, isso é para quem se sente bem com a situação. Durante esse tempo que foram ainda alguns meses ( 9 ) eu ia ao centro de emprego ver as ofertas, e sempre saí com uma carta para marcação de entrevista ou para comparecer em alguma empresa, mas só onde tinha de me apresentar obtive feed-back porque onde tinha de telefonar para marcar entrevista, nunca consegui. Das cartas que trouxe do centro de emprego para telefonar, levava tempos sem fim em linhas de espera, de uma linha para outra, davam-me musica e tinha de desistir, porque o telefone ficava caro para estar a ouvir musica, noutras situações a pessoa que tinha de me atender não estava, que me ligavam depois... sim, era isso, nem uma voltou a ligar mesmo depois de eu tornar a insistir. Foram tempos muito maus, de que leu o meu blog deve ter percebido o meu calvário por essa altura, cheguei ao ponto de estar com o sistema nervoso alterado por causa de todo este processo. Sei que nem todas as pessoas são como eu, que há quem se deixe andar à mama dos carimbos e conheço muitas pessoas assim, mas eu não consigo estar em casa à espera que chova, prefiro dançar e pedir que chova a ficar sentada. Uma coisa é procurar trabalho, outra é pedir que seja carimbada uma folha com x números quadrados para cada mês. Se em algum lado me tivessem tratado mal ou alguma vez me pedissem o que quer que seja por um carimbo depois de eu estar à procura de trabalho, garanto que denunciava a empresa ou empresário em questão, eu não gosto que briquem comigo, numa coisa tão séria com é obter um trabalho.
(ultimamente venho ao teu blog para fazer discursos )
bjks
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De Jorge Soares a 28.07.2009 às 23:37

Olá Xana

Ao contrário dos políticos, os teus discursos são sempre elucidativos... logo por aqui são sempre bem vindos.

Acho que deixaste aqui uma descrição interessante do que será alguém que activamente procura emprego...e ficamos todos a saber um pouco mais sobre como estas coisas funcionam, ... ou em alguns casos, não funcionam.

Beijinho
Jorge
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De Beatriz a 13.01.2010 às 16:14

Pela primeira vez estou a ler sobre os ditos carimbos, as opiniões nos vários sitios que visitei, enojam-me!!
Gostava de ver muitas dessas pessoas serem postas na rua ao fim de 18 e 25 anos de trabalho, sem faltas, baixas e com pontualidade todos os dias. Fala-se muito quando a situação é dos outros. Fomos "obrigados" a despedir-nos para ter o dito subsidio de desemprego, pois o patrão não assinava as cartas e indemnização zero. Acham que estamos em condições psicológicas para andarmos a saber de emprego? Pensem antes de criticar os outros, hoje fomos nós amanhã talvez sejam vocês!!
Sinto vontade de vomitar ao ler opiniões desta "gente" que são os que falam sem saber do quê.
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De Emanuel a 20.01.2010 às 20:24

Informação ao JOSÉ e tantos outros com a mesma linha de pensamento ( errada )

1 - "CHULO" - adj . Reles, Baixo, Grosseiro, Próprio da ralé; s. m. Fadista espanhol, Infrm. Indivíduo que vive à custa de mulher que se prostitui. = proxeneta

1.1- "CHULAR" v. tr. Viver às custas de alguém, aproveitando-se dele. = aproveitar-se
v. tr. e intr.; Obter lucros indevidos ou de forma pouco lícita.


NOTA: a internet serve para uma pessoa se informar e não é só para blogs, msn e foruns.

Posto isto, só me faltaria perguntar em qual das hipoteses se coloca ?
Ou é mulher de rua ou fadista espanhol, para se estar a sentir tão penalizado.

Adiante, faça-se perceber que:

1º. Um cidadão somente terá direito ao respectivo subsidio de desemprego desde que trabalhe 180 dias nos últimos 12 meses ou 450 dias nos últimos 24 meses ( salvo erro ), tendo um periodo de subsidio diferente para cada uma das situações.

Ora se tem de ter sido trabalhador/a, logo descontou para ter esse direito, resumindo, cumpriu com o seu dever ( pagar antes ).

Se esse mesmo cidadão está a receber um subsídio sobre valores que já pagou, entenda-se que se "chula" a si mesmo.

Já agora, e mediante a tal linha de pensamentos (errada), que será o "chulo" no meio de tudo ?

É quem num azar da vida recorre ao que já pagou, ou é quem "se ofende" por ver essas pessoas a "ir buscar o seu" ???

Para terminar, a ideia dos carimbos ( que não são só os carimbos, mas sim a prova de procura activa de emprego, como emails, cartas, etc. ) não foi dos desempregados, mas sim do estado. Coloquem-se na pele de muitos ( claro que há as excepções ) que no fim de uma entrevista, têm de solicitar um carimbo do que supostamente poderá vir a ser a futura entidade patronal.

Critiquem o sistema, o estado, as regras, as leis, os que "ABUSAM", mas não os que, infelizmente, estão desempregados.

P.S. - Sem qualquer tipo de ressentimentos ou ataques a ninguém, espero ter exposto uma visão diferente do problema.

Emanuel

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