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Padre maroto!

Imagem da internet

 

A noticia já tem uns dias, eu só a descobri hoje no Ionline:

 

"A população de Celorico de Basto está dividida depois de o padre Rui, ordenado em Julho do ano passado, ter fugido com Fátima no dia em que a rapariga fez 18 anos"

 

Nos últimos tempos tem sido tema de discussão o sim ou não ao casamento entre homossexuais,  sendo que como já é seu hábito, a igreja toma posição, usando o púlpito, a comunicação social e os seus fieis,  como armas de uma luta que (espero eu) estará à partida perdida, o projecto de lei vai passar com os votos da esquerda.

 

A igreja é uma instituição secular que vive ligada a dogmas e tradições há muito ultrapassadas e do meu ponto de vista ganharia muito mais se em vez de vir para a praça publica discutir temas com os que não tem nada a ver, ninguém quer instituir o casamento religioso, decidisse olhar para o seu interior e ver porque é que estas coisas acontecem

 

Coisas como o celibato dos padres,  a ordenação de mulheres para exercerem o sacerdócio, ou forma como a igreja se relaciona com a sociedade, são temas que há muito deveriam ter sido discutidos. 

 

Este padre teve o cuidado de pedir autorização à família para casar com a pessoa que amava, teve o cuidado de renunciar aos votos sacerdotais, mas quantos há por aí que simplesmente se limitam a viver na hipocrisia e na mentira?

 

Quando será que a igreja decide olhar para estes casos e retirar as devidas conclusões?

 

Noticia da RTP

 

 

 

Jorge Soares

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publicado às 21:09


16 comentários

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De stiletto a 24.11.2009 às 23:41

Sou católica, já tive muitas funções (demasiadas) na Igreja e um dia as contingências da vida levaram a um afastamento mas continuo a sentir que faço parte da Igreja. Isto tudo para dizer que concordo que a Igreja precisa de uma profunda reflexão e auto-análise para melhor poder desempenhar a sua função seja no que diz respeito ao celibato dos padres, ao papel das mulheres e ao lugar dos leigos na Igreja. A meu ver o celibato tem justificação porque se pretende que o padre se entregue por completo à sua comunidade. Nalguns sítios exige-se aos leigos quase a mesma entrega e aí a vida familiar até é descurada (aconteceu-me a mim). Agora imagina que vida familiar teria um padre que corresse de paróquia em paróquia porque há poucos padres, que têm reuniões quase todas as noites, que a qualquer momento vai celebrar cerimónias fúnebres... Não seria fácil pois não?

No que diz respeito ao casamento entre pessoas do mesmo sexo, acho que a hierarquia da Igreja tem o direito de expressar a sua opinião como qualquer outra entidade. Pedir um referendo já acho um bocado exagerado... só se for para gastar dinheiro ao país.
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De Jorge Soares a 25.11.2009 às 00:50

Concordo que na situação actual a falta de padres e o facto de um padre se dividir por muitas paróquias faz com que a vida de estes seja difícil. Mas podemos pensar que o facto de os padres se poderem casar e terem família iria contribuir para que existissem mais padres e esse problema seria minimizado. Ser padre é um profissão, há muitíssimas profissões exigentes desde o ponto de vista familiar, e a verdade é que as pessoas se dedicam Às suas profissões e à família.

Todos temos direito a expressar a opinião, o que já não sei é se existe o direito a expressar essa opinião desde o altar..mas a verdade é que só vai À missa quem quer. Confesso que se fosse À Missa e o padre decidisse falar do assunto no sermão, não sei se conseguiria ficar calado e sem replicar.... por isso é que não vou!..

Jorge

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