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Padre maroto!

Imagem da internet

 

A noticia já tem uns dias, eu só a descobri hoje no Ionline:

 

"A população de Celorico de Basto está dividida depois de o padre Rui, ordenado em Julho do ano passado, ter fugido com Fátima no dia em que a rapariga fez 18 anos"

 

Nos últimos tempos tem sido tema de discussão o sim ou não ao casamento entre homossexuais,  sendo que como já é seu hábito, a igreja toma posição, usando o púlpito, a comunicação social e os seus fieis,  como armas de uma luta que (espero eu) estará à partida perdida, o projecto de lei vai passar com os votos da esquerda.

 

A igreja é uma instituição secular que vive ligada a dogmas e tradições há muito ultrapassadas e do meu ponto de vista ganharia muito mais se em vez de vir para a praça publica discutir temas com os que não tem nada a ver, ninguém quer instituir o casamento religioso, decidisse olhar para o seu interior e ver porque é que estas coisas acontecem

 

Coisas como o celibato dos padres,  a ordenação de mulheres para exercerem o sacerdócio, ou forma como a igreja se relaciona com a sociedade, são temas que há muito deveriam ter sido discutidos. 

 

Este padre teve o cuidado de pedir autorização à família para casar com a pessoa que amava, teve o cuidado de renunciar aos votos sacerdotais, mas quantos há por aí que simplesmente se limitam a viver na hipocrisia e na mentira?

 

Quando será que a igreja decide olhar para estes casos e retirar as devidas conclusões?

 

Noticia da RTP

 

 

 

Jorge Soares

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publicado às 21:09


16 comentários

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De Rosalino a 25.11.2009 às 12:54

Bem para poder comentar tenho de me assumir como católico praticante. Pecador como todos os terrestres, mas praticante.
Para que quem leia o meu comentário, saiba o porque da minha opinião.
Antes do mais acho que a Igreja terá de deixar cair a exigência do celibato para se ser padre.
Porque os tempos são outros e também a Igreja terá de se saber adoptar.

Mas não quer dizer que concorde a 100% com os que pensam que o celibato é um dogma ou uma tradição.
Qualquer cristão sabe que o celibato era considerado um abdicar de "pecados canais" em função da entrega total aos paroquiamos e á Igreja.

Eu acho que os que o conseguem demonstram na verdade a total entrega a Cristo e aos designos do que a Igreja pretende.
Ou seja: todo o tempo em função dos outros.
Mas concordo plenamente que as exigências estão a mudar o Mundo e a Igreja terá de pensar realmente na ordenação de mulheres e no términos do celibato.

Assim: um Padre antes de o ser é humanos.
Como a Igreja e composta de humanos e os humanos erram, também a Igreja e os que a compõem erram.

Mas também digo: é mais fácil apontar um erro do que mil acções bem feitas.

É próprio do ser humano apontar imediatamente os erros sem se lembrar que quem está do lado de lá também tem telhados de vidro.
Para além disso: já alguém pensou nas boas obras que esse padre terá feito na sua paroquia?
Provavelmente todos nós nos esquecemos disso.

Eu gosto de louvar as boas atitudes e de procurar saber se por alguém ter cometido um erro deve ser "fuzilado" sem defesa.

Como cristão espero que por cada padre que como este assumiu que estava errado na vocação para o sacerdócio ( e ainda bem). venham mais sacerdotes para continuar o trabalho de ajuda aos paroquianos.

Já agora uma pequena pergunta.
Sabem onde recorrem as pessoas que estão em situações sub-humanas neste tempo de crise?

Posso afirmar que a primeira instituição para qual elas recorrem à aos Padre e ás entidades que giram à volta da Igreja.
Neste tempo de crise se a Igreja se auto excluirdessa função, nem imagino o que seria do nosso estado...

Como vêm assumi logo de inicio o ser cristão convicto e por isso mesmo sou tendencioso.

PS desculpem o testamento

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De Jorge Soares a 27.11.2009 às 00:21

Hum... acho que tu podias olhar ali para o lado e veres os posts mais comentados... o segundo :-)

Gosto da tua forma de olhar para a igreja.

Jorge

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