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De Copenhaga a Souselas

por Jorge Soares, em 08.12.09

Sim à co-incineração

 

Desde que me lembro que me habituei a falar de Kioto, uma cidade japonesa onde há muito tempo se escreveu um protocolo que pretendia lançar uma serie de medidas que iriam fazer com que o mundo em que irão viver os nossos filhos e netos fosse um mundo melhor. A maior parte dessas medidas nunca saíram do papel porque o protocolo nunca foi rectificado pelas principais economias, entendeu-se que tomar medidas para defender um mundo melhor seria penalizador para as empresas (poluentes e pouco eficazes) desses países e o verde do dinheiro foi mais importante que o verde da natureza. 

 

Por estes dias discute-se em Bruxelas um novo protocolo, há quem tenha esperanças de um resultado diferente,.... ver para crer, que a cor do dinheiro que impera na economia mundial, continua a ser o mesmo verde.

 

Entretanto por cá, e à semelhança do que havia acontecido com o a cimenteira da Arrábida em Setúbal, segundo esta noticia do Público o tribunal deu luz verde para a co-incineração de resíduos perigosos na cimenteira de Souselas, perto de Coimbra.  Neste como em muitos outros temas, recuso-me a ir a favor do vento, acho que na actualidade a única solução sustentável para os resíduos é mesmo a incineração, (seja ela co ou não) que é feita em unidades preparadas e controladas. A maioria das pessoas com quem falo é contra, mas quando lhes pergunto qual é a alternativa que apresentam, o uníco que ouço é que os resíduos devem ser enviados para outro lado qualquer, de preferência para outro país, depois o que fazem com eles lá, já não importa.

 

Enviar os resíduos para outro lado qualquer não é resolver o problema, é simplesmente passar a bola para outros, não resolve nada, simplesmente tira o lixo de debaixo do nosso nariz.. pelo menos enquanto a pilha que o vizinho acumula não é mais alta que o muro e não transborda de novo para o nosso lado.

 

A tecnologia actual não permite que a maioria dos resíduos de que falamos sejam tratados de uma forma eficaz, quanto a mim é melhor que estes sejam queimados a que sejam colocados em aterros clandestinos onde mais tarde ou mais cedo se converterão num veneno que pouco a pouco irá matar tudo o que está à volta, incluindo-nos a nós.

 

Sei que a maioria das pessoas não está de acordo comigo e que não sou dono da verdade, mas se alguém acha que existe uma solução melhor, uma solução que não seja enviar para o quintal do vizinho, gostaria de ser esclarecido.

 

Jorge Soares

 

publicado às 22:02


19 comentários

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De xana a 10.12.2009 às 23:54

Quando falo em cada um defender o quintal, falo nas pessoas de Souselas, que deverão manifestar-se consoante as suas convicções. Falo no "Engº Sócras" que quando era minsitro do ambiente, fez de tudo para que a co-incineração fosse feita na Arrábida e até na Cimpor em Alverca/Alhandra, mas em Souselas, que é algures perto da terra dele, não podia, nem podiam construir uma incineradora em Estarreja, agora já não abre o pio...
Não falo em mandar o lixo para o quintal do vizinho, isso não. Se por acaso, dissessem que iam fazer co-incineração na Auto-Europa ou outra unidade industrial da zona, (sei que é descabido, lá não pode) eu não tinha nada contra, ou se construissem uma incineradora de raiz também não, mas na Arrábida, NÂO, porque não combina uma cimenteira num parque natural. Os lixos tem de ser queimados, destruídos, não podemos varrer para debaixo do tapete, principalmente lixos hospitalares, altamente contagiados.
bjks

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