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Crianças passam muitas horas no infantáriosO Dias do Avesso é um programa da Antena 1 em que a Isabel Stilwell e o Eduardo Sá falam de coisas da vida em modo de conversa descontraída, tornei-me ouvinte quando passei as 3 semanas em Macau e passava os meus dias ligado à internet a ouvir a Antena 1.

 

O tema de hoje era as crianças e os infantários, dizia o Eduardo Sá que algures um estudo (eu procurei, mas não encontrei)  constatou que as crianças portuguesas passam em média 9 horas por dia nos infantários, o que é um exagero, segundo ele, no máximo deveriam passar  6 horas.  

 

Disse também que as educadoras passam muito tempo nos infantários, tem muitas crianças em cada sala e que segundo o mesmo estudo, 70% das crianças, as nossas crianças, passam uma boa parte do dia a ver televisão nos infantários... , terminou dizendo que em média, pagamos quase 400 Euros por mês, um verdadeiro exagero.

 

Deixou-me a pensar, lembro-me que quando estávamos grávidos da R. foi uma verdadeira odisseia  arranjarmos lugar para ela, foi de tal modo que ela nasceu em Outubro, entrou para o Infantário em Fevereiro, mas nós estávamos a pagar desde Setembro, ainda ela estava bem aconchegada na barriga da mãe e já nós estávamos a pagar infantário.... é ridículo, mas é a mais pura verdade, consequências do sistema educativo e do apoio social que temos.

 

Tanto a R. como o N., sempre passaram 9 ou 10 horas no infantário, ambos trabalhamos, e não há avós ou tios por perto, e como a generalidade das famílias portuguesas não ganhamos para abdicar de um dos empregos ou ter empregada para ficar com as crianças. Eu estou de acordo com o Eduardo Sá, as crianças não deveriam passar tanto tempo nos infantários, mas a realidade em que vivemos é esta, por muito que este (pretensamente) seja um estado social, não há condições para que seja de outra maneira.

 

Estes dias fomos à Segurança Social tratar do processo da D. a assistente social disse logo que nem pensar em a colocar no infantário nos próximos meses e até que o processo esteja concluído...  uns 7 a 8 meses no mínimo, acho que vamos tirar à sorte a ver quem se despede do emprego para ficar em casa com ela...depois pensamos em como a alimentamos e aos irmãos..... há pessoas que devem viver noutro mundo.

 

Quanto ao facto de as crianças verem televisão, também sentimos isso, as nossas também viam, sempre fomos contra e quando achávamos que era exagero chamávamos a atenção para o assunto. A verdade é que a maioria do infantários não tem pessoal em quantidade suficiente e/ou  com as qualificações necessárias, muitas vezes as educadoras só passam uma parte do dia com as crianças e depois ficam as auxiliares... e a forma mais fácil de entreter as crianças é sentá-las frente à televisão.. 

 

Em suma, os infantários em Portugal são caros, tem pouco pessoal e muitas vezes sem as qualificações necessárias, as crianças passam muito  tempo lá e nós, os pais, não temos alternativas nem condições para que seja de outra forma.

 

Faltou falar das condições físicas de muitos dos infantários.. mas o post já vai largo.

 

É ao estado que compete fiscalizar e verificar que se cumpram as leis a todos os níveis, assim como é ao estado que compete zelar para que todas as crianças tenham as mesmas oportunidades, o que faz o estado?

 

 

Jorge Soares

PS:Imagem da internet

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publicado às 21:24


37 comentários

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De xana a 24.02.2010 às 23:21

Os infatários neste país, são como os lares de terceira idade, rentabiliza-se o espaço ao máximo, com o mínimo de despesas. Assim, são mais crianças por sala, menos funcionários, e muitas vezes menos condições físicas, e materiais, logo mais dinheiro no fim do mês, para quem explora/gere estes espaços. O problema é que os pais precisam ir trabalhar e tem de deixar as crianças ao cuidado de alguém. Como so filhos dos governantes e afins só ficam em colégios privados, e com amas particulares em casa, eles pouco se ralam se os filhos dos contribuintes ficam bem ou mal, o que lhes importa é que no final do mês descontemos os impostos da praxe para que a máquina funcione e eles tenham o seu lugar ao sol.
bjks
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De Jorge Soares a 25.02.2010 às 21:49

Olá Xana

Tens toda a razão, mas a culpa é de quem não fiscaliza, de quem olha para o lado... Os infantários são caros, não tem condições e não tem pessoas à altura, e o estado olha para o lado e a segurança social que até tem acordos com muitos dos infantários, olha para o lado..e os pais pagam.

É triste, porque as crianças são o futuro do nosso país e é esse futuro que está a ser maltratado.

Beijinho
Jorge
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De Abigai a 25.02.2010 às 08:58

Infelizmente é verdade, a maioria dos casais têm os filhos em infantários ou ATL's, pagam fortunas, nem sempre são bem servidos e não têm outras alternativas.
Por mim falo, e este é um dos motivos de ter apenas um filho, os custos dos infantários são elevados mas quando não se tem família por perto que possa tomar conta dos nossos filhos, e não podemos deixar de trabalhar, como bem disseste, que mais podemos fazer?
O meu filho esteve até aos 3 anos numa ama que lhe deu muito amor e carinho, uma pessoa excepcional que ele considera como uma avó e que ainda agora com 9 anos visita regularmente, foi melhor para ele e mais economico para mim, mas não acertei à primeira, porque até escolher uma ama é um risco. A primeira ama nem a fralda lhe mudava, só esteve lá 10 dias, pois a triteza do meu Gabriel era notória e procurei outra, mas nesses 10 dias, apenas gastou 11 fraldas!
Mas como as crianças também precisam de conviver com outras senti necessidade de colocá-lo num infantário. O primeiro onde esteve - até ao final do 1º ano - era fascinante em termos de instalações, muito bonito, muito cuidado, mas era mais aparato do que outra coisa, caríssimo, e quando percebi, já foi tarde... faziam os trabalhos de casa dos meninos, para mostrar trabalho feito e cadernos muito bem apresentados, mas quando pensava que o Gabriel sabia ler, afinal só sabia fazer cópias! Mudamos de residência, de escola e de ALT. Agora está num mais económico, mais pequeno, com mais funcionários, com um acompanhamento fantástico, e televisão, quer para os mais pequenos quer para os maiores, só ao final do dia, a partir das 18h, quando as crianças estão reunidas no refeitório à espera dos pais!
Tive sorte no 2º ALT, mas pelo que já vi, concordo que a maioria deixa muito a desejar.
E este devia sem dúvida ser um dever do estado e os pais só deveriam recorrer aos privados por opção, não por obrigação. A escola onde anda o Gabriel tem ATL e seria muito mais cómodo, mas só funciona até as 18h. Poderá ser uma alternativa para algumas pessoas mas para quem trabalha até às 19h é impossível.
Cresci em França, não precisei de ATL pois a minha mãe não trabalhava, mas recordo perfeitamente os ATL's das escolas, que também eles funcionavam apenas até às 18h (gratuitos), mas a seguir existia o prolongamento, este sim pago, para apoiar as famílias que não podiam ir buscar os filhos mais cedo!
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De Jorge Soares a 25.02.2010 às 22:01

Olá

Os nossos sempre estiveram nos infantários, a única experiência com uma ama nem chegou a começar, quando a senhora descobriu que a criança não era branquinha teve uma saída triste e ján nem lá voltamos .. mas acredito que haverá de tudo.

Beijinho
Jorge
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De Essência a 25.02.2010 às 09:56

Olá Jorge,

Excelente post.
Concordo com tudo o que disseste e lá em casa sempre foi ponto assente que uma das prioridades seria o infantário escolhido, apesar de sobrecarregar o orçamento familiar em cerca de 300€. Por aqui só não há vagas nos infantários públicos, nos privados por norma existem sempre vagas, porque a maior parte dos pais qd chega a hora de comparar custos opta sempre pelo mais barato e a verdade é que a maior parte não tem mesmo possibilidades de pagar um privado. Eu qd tive o meu mais velho, à cerca de 13 anos e meio optei por colocar uma empregada doméstica em casa, mas jurei que nunca mais, apesar de saber que o meu filho estava bem entregue e que tinha as coisas sempre organizadas, volta e meia ela não me aparecia e eu ficava sempre enrrascada, acabando por ficar eu em casa. Quando tive o meu mais pequeno á cerca de 3 anos e meio, uns meses antes dele nascer fomos visitar todos os infantários aqui da zona tanto públicos como privados. E curiosamente o que gostámos mais foi um da santa casa da misericórdia, mas onde nos foi dito que pelo menos durante um ano não iriam ter qualquer vaga. Depois de todos os outros tanto públicos como privados foram uma decepção completa, sem o mínimo de condições físicas e de pessoal qualificado, fiquei tão desmoralizanda que cheguei a pôr em causa a minha continuidade no mundo profissional, optando por ficar em casa até o meu G. fazer 3 anos. Nisto só nos faltava visitar 1 infantário privado, que não era o mais caro, mas mesmo assim bastante caro. Adorei tudo, especialmente todas as pessoas que ali trabalhavam. Deram-me oportubidade de ir a cada sala em alturas diferentes do dia para ver o funcionamento, e desde o almoço, ao acordarem da sesta à realização de trabalhinhos nas salas a partir dos 2 anos, gostei muito. É onde ainda hoje está e para o trazer para casa ao fim do dia nem sempre é fácil e quanto a tv só vêm a partir das 17h30 que é qd vão para a sala polivalente a aguardar os pais.

Desculpa, acho que me excedi...
Bjs
Paula
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De antiego a 25.02.2010 às 11:14

Depois que alguém se queixe de portugal ter atingido a mais baixa natalidade de que há história. Ter um filho pode ser um acto de grande inconsciencia.
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De Jorge Soares a 25.02.2010 às 22:06

Ter um filho é sempre um acto de egoísmo e amor, mas é um acto que sai muito caro e como estão as coisas, vai demorar muito a que se inverta a taxa de natalidade.

Jorge
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De Jorge Soares a 25.02.2010 às 22:05

É Setúbal há uns anos era muito difícil encontrar lugares nos infantários, mesmo nos privados e a pagar caro não havia vagas, agora há muitos e é relativamente fácil arranjar vaga, mas as condições deixam muito a desejar e infelizmente não há quem fiscalize ou ponha ordem.

Beijinho
Jorge
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De Leamar a 25.02.2010 às 10:08

O estado deveria fazer muito mais...
Não há alternativas viáveis, razoáveis e muito menos económicas. O estado limita-se a olhar e a pagar para lhe fazerem estudos e mais estudos sobre estatísticas que na generalidade pouco interessam. Depois vêm dizer que estamos com uma população muito envelhecida! Pois...mais natural não há! Se então ter um filho no infantário é tão ou mais custoso do que ter um na universidade...
Está mais que claro que ter filhos cada vez mais se torna mais "difícil" uma vez que nos obrigam a uma ginástica financeira para a qual não fomos aos treinos! Perdemos a elasticidade.
A escola da minha pequenita é muito boa...não tenho queixa. Tem agora três aninhos e entrou para a pré primária este ano lectivo. A escola é grande, com espaços abertos, amplos e vedados para brincarem, tem areia e baloiços, tem um pavilhão para a ginástica e outros eventos, tem uma sala com tv e computadores para se irem habituando, um refeitório com comidinha caseira, e uma sala para cada faixa etária. A sala dos 3 anos tem 29 crianças para as quais há 2 auxiliares e uma educadora. Tem também transporte escolar (que não aderi) num autocarro muito engraçado (tem marcas de mãos às cores pintadas juntamente com o nome da escola). Pago 95 Euros mensais, mas os valores variam consoante o IRS de cada agregado . Penso que não é um exagero devido às condições que são oferecidas. Mas tenho que ter em conta que estou a falar de uma cidade pequena, que é Fátima. Se for para Leiria.. as finanças mudam de figura. Curiosamente foi aquela pré primário que eu própria frequentei em criança. Tenho muito boas recordações de lá. Ainda hoje me lembro da minha educadora!
Agora eu penso...se aqui se consegue ter uma escola a funcionar nestes parâmetros com estes valores, porque é que em Leiria (por exemplo) os valores duplicam?? Se um semi-particular , como é o caso da escola da minha filha consegue praticar estes preços com estas condições, porque é que as escolas do estado não melhoram? Não avançam?
O estado tem tido assim umas ideias antagónicas que entram em conflito umas com as outras. Por um lado quer uma população activa que trabalhe e produza, gere riqueza e tenha filhos para rejuvenescer a sociedade. Por outro quer que estejamos com os filhos para acompanhá-los, porque isso é coisa que compete aos pais! A escolas estatais pensam muito nisso. Às 15h / 15h30m as crianças estão "despachadas"... Agora compete aos pais serem omnipresentes e estarem em 2 lugares ao mesmo tempo! A trabalhar...e a tomar conta das suas crianças. Se algum desistir de trabalhar... "Há aqui d'el rei...não querem é trabalhar!" Estamos sempre tramados!
Espero que tudo vos corra pelo melhor...mas não consigo compreender o porquê de privar a D. de ir para um infantário? Não seria bom para ela? Há coisas que não entendo! Talvez por ignorância minha, sei lá!
Um abraço.
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De Jorge Soares a 25.02.2010 às 22:17

Olá

O problema é que na maioria dos casos, o que está por trás dos infantários não é o serviço publico, é o lucro, mesmo quando por trás há instituições como a igreja, o objectivo é o lucro fácil.

No primeiro infantário onde estiveram os meus filhos, o director era um padre, que fazia os preços de acordo com a cara das pessoas, nós pagámos um balúrdio, até que um ano e dado que era uma daquelas instituições financiadas pela segurança social, o o governo obrigou a que se utilizasse um programa informático para calcular os preços de acordo com o IRS, passamos a pagar metade.... esclarecedor não?

É claro que se consegue fazer que as coisas funcionem bem e com os pais a pagar preços razoáveis, mas isso é quando se tem uma boa gestão e não se coloca sempre o lucro e o dinheiro fácil em primeiro lugar.

Quanto à D:, vamos gozar a licença e depois é evidente que ela vai para o infantário.... é que nem há outra possibilidade, porque se queremos ter 3 filhos e que eles tenham uma vida razoável, temos que trabalhar os dois, não há outra hipótese, a menos que a segurança social decida pagar-me o salário.. que aí eu fico em casa com todo gosto.

Beijinho
Jorge
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De Maria a 25.02.2010 às 10:33

Completamente de acordo! O nosso país continua a investir q.b. no social, seja em creches, jardins de infância, lares ou outros equipamentos similares. Não é de estranhar também que grande parte dos desempregados deste país também venha dessa área. Sociólogos, psicólogos, assistentes sociais e afins, continuam a ver limitado o seu mercado de trabalho, quando afinal há tanto para fazer nesta área...
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De Jorge Soares a 01.03.2010 às 00:03

Olá

Sim, apesar de supostamente sermos um estado social, a verdade é que o investimento no social deixa muito a desejar, faltam creches, lares, escolas com qualidade, ATLs, faltam tantas coisas...

Jorge
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De DH a 25.02.2010 às 11:19

Bom dia! comentários tão grandes Até me sinto inibida de fazer o próximo mega comentário...
Não gosto dos infantários, muito menos daqueles que temos. Antes dos 4 anos, do meu ponto de vista, as crianças deveriam permanecer em ambiente familiar (eu sei que isto é polémico). Mas... esse investimento talvez fosse o melhor que o estado poderia fazer. Uma rede de apoio a mães-bebés-amas (com apoio de psicólogos e pessoas formadas para dar apoio nessa fase) e investimento monetário suficiente para que a mãe pudesse escolher ou ficar com a criança e manter o seu emprego, ou ir trabalhar e deixar a sua criança aos cuidados de uma ama.
Os meus filhos ficaram até tarde com uma ama (pessoas fantásticas!). Lembro-me de um colega me dizer que o filho já sabia os números e de eu ter respondido que a minha filha (da mesma idade, mais ou menos 2 anos) não sabia, mas distinguia a salsa do coentro, entrava na capoeira e ía recolher os ovos das galinhas, ía a Setúbal ao parque de comboio com a ama, ...
Em casa não se vê Televisão (nem ao fim-de-semana)... Liga-se às vezes para ver o canal 2, o programa Zig-Zag. Por mim seria electrodoméstico banido!
Beijinhos
Dulce
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De Sofia a 25.02.2010 às 11:46

Só para responder a este comentário: existe uma rede de amas da Stª casa da misericórdia chamada creche familiar! Tem formação e recebem no max 3 crianças em casa (previamente aprovada pela SCM). As tecnicas da SCM fazem visitas semanais (dizem elas) para ver o desenvol/to das crianças. Em lx o preço fica por volta dos 280€ por criança. Mas não há garantias que aqui não vejam televisão, etc! E em caso de aflição quem fica com as crianças para acompanhar a outra ao hospital, se for necessário? Nós inscrevemo-nos quando eu aidna estava gravida, fiz varios telefonemas a perguntar e a resposta foi: há várias "listas" e a sua não é prioritária! Basicamente, há sempre quem tenha cunha!
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De DH a 25.02.2010 às 12:14

Olá Sofia. Eu sei que existe essa opção (desconheço se existem cunhas). Mas amas dos meus filhos não faziam parte de nenhuma instituição/rede. Eram e mães e avós de outras crianças. Sei que tive sorte em encontrar estas pessoas. Só tomavam conta dos meus filhos e das suas próprias famílias. Os meus filhos viam nelas a avó que não tinham perto, adoravam ir para casa delas...
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De Sofia a 25.02.2010 às 15:01

Olá!
Pois compreendo, essa opção é de facto a ideal, pessoas que conhecemos e com as quais crescemos, experientes e de confiança. Eu cresci no campo e lá era assim que as coisas funcionavam, a rede de apoio era enorme, vizinhos e tudo! Mas depois mudei-me para a grande cidade onde não se conhece ninguém, nem há ninguém por perto! E infelizmente isto torna tudo muito mais dificil. Se houvesse emprego no campo.... :)
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De Sofia a 25.02.2010 às 11:41

Olá Jorge,
Excelente comentário! Tb ouvi esse programa! Tenho algumas dúvidas em relação a esse psicólogo, tendo em conta a vida profissional dele e o facto de ter 4 filhos será que tem tempo para estar com eles, como tanto advoga?
Enfim, a minha miuda era para ter entrado para uma creche (berçário) aos 5 meses ( 490€) em Lx. Instalações soberbas, mas na semana da habituação a auxiliar do berçário pressionou as crianças no berço para as adormecer à minha frente.... Não a deixei lá!!!! Foi um stress... a avó que mora em Setúbal teve que vir para Lx e ficar com ela enqt não encontramos outra creche. Aos 7 meses lá foi ela mas estava sempre doente. Andámos que nem loucos no médico, fisioterapeuta respiratorio, etc. Pensamos em tirá-la no inicio do outono e procurámos uma ama para pôr lá em casa! Outra aventura! Mtas educadoras desempregadas a querer salarios impossíveis e a preferir ficar no Sub.Desemp do que aceitar o trabalho. E o stress que é encontrar alguém em que possamos confiar e colocar em nossa casa para tomar conta do que temos de mais precioso!!!! Lá encontramos uma auxiliar recomendada mas novinha! É um doce mas continuamos com vontade de a colocar nova/te na creche porque em casa está mto isolada! Enfim.....ela tem 16 meses e para já fica assim! Mas o verdadeiro problema é: infantário ou ama as horas de permanência são sempre acima das 8h! Nunca será menos: temos que trabalhar no min. 8h por dia+ transportes+ almoço , como seria possível os miudos estarem menos tempo? Alguém me explique! E podemos exigir de alguém que fique mais do que 8/9h em nossa casa? Não estaremos tb a explorar essa pessoa?
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De Jorge Soares a 01.03.2010 às 22:37

Olá Sofia.

São decisões muito complicadas e seja qual for a decisão há sempre prós e contras, eu acho que as crianças precisam da companhia de outras crianças para evoluir, mas a maioria dos infantários deixa muito a desejar e arranjar pessoas competentes é muito complicado e caro, como bem dizes.

Mesmo assim, eu prefiro os infantários, mas entendo a Dulce e a sua visão, como entendo a tua.

Ter filhos é muito complicado.

Beijinho
Jorge
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De Cham a 25.02.2010 às 11:48

Jorge,

concordo plenamente consigo. Não entendo é a opinião da vossa seg.social , porque no meu caso, quando recebi os meus filhotes o ano passado e fiquei a gozar 180 dias de licença de parentalidade , os nossos técnicos insistiram muito para que os dois entrassem logo no jardim infantil e nós decidimos que não, dado que, eu ia estar em casa 180 dias de papo para o ar e os meus filhos iam logo para a creche! Resolvemos que só passado 2 meses é que o mais velhinho entrava na pré primaria e só de manhã, à tarde estava comigo e a mais pequenina só entrou 1 mês antes de eu voltar ao trabalho para se habituar à creche. Por isso não entendo a divergência de opiniões na Seg. social, porque os nossos insistiam cada vez que nos faziam a visita domiciliária que deviam entrar logo na creche.Decidam o que acharem melhor e o que for possível para vocês.

Bjs
Cham
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De Jorge Soares a 01.03.2010 às 22:59

Olá

Pois, é a mesma historia de sempre, cada assistente social tem as suas ideias e aplica-as como entende, o que é bom num lado é mau no outro.

Nós não temos muitas opções mesmo, não temos família em Setúbal e temos 3 filhos, não há maneira nenhuma em que algum de nós possa deixar de trabalhar....

Obrigado pelo comentário

Jorge
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De antiego a 25.02.2010 às 14:59

Parabéns, este blog está muito interessante, para quem tem filhos. Já está nos meus favoritos.
O único senão é ser escrito por uma pessoa cujo filme favorito é "9 semanas e meia" :-)
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De Jorge Soares a 01.03.2010 às 23:30

Bom... assim de repente fiquei na duvida se isto era elogio ou critica.... mas não mudo nada.. é mesmo o meu filme preferido.. é claro que Forrest Gumper, ou O Senhor dos aneis, ou ..tantos outros, também me agradaram,... mas 9 semanas e meio.. é mesmo ...

Obrigado pelas visitas e pelos comentários
Jorge
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De C.M. a 25.02.2010 às 17:36

É bem verdade o que dizes. Passei pelo mesmo no que diz respeito a pagar com muiiita antecedência.
Tenho a sorte de ter os meus pais por perto e por isso, o meu bebé vem cedo para cada da creche. A vida actual é um massacre, para nós e para os miúdos.
Agora, deixares de trabalhar para ficar com a D, realmente é um absurdo.Reslve-se um problema criando outro? Valha-nos Deus!
Força.
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De Jorge Soares a 01.03.2010 às 23:32

Olá João, é claro que é um absurdo, até porque não há quem consiga criar 3 filhos com um só salário.. que a vida está cara.. mas parece que as assistentes sociais ganham bem... ou não tem filhos.

Jorge Soares

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