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 O papel da mulher visto por João José Brandão Ferreira

 

 

"Reduzida a mortalidade infantil, instituída a pílula e outros métodos contraceptivos; quebrados os laços familiares tradicionais; caídos aos pés dos arautos da libertação da mulher; instituída a quase obrigatoriedade social daquela trabalhar fora de casa; consolidada a ditadura dos direitos face aos deveres e mais uma quantidade de coisas que seria ocioso enumerar – e de que todos temos sido relapsos a reflectir nas consequências – veio a originar-se uma brutal redução no número de nascimentos. Esta redução teve especial incidência nos países da Europa Ocidental e por extensão em Portugal, países onde se verificou aquilo que é tido pelo maior (e melhor) desenvolvimento da sociedade."

 

Este trecho é parte de um artigo que foi publicado no público de hoje por João José Brandão Ferreiral, e cujo titulo é:A demografia e o casamento entre géneros idênticos.   Podem ler o resto no Jugular ... mas deixo desde já o aviso que o resto é do mesmo nível.... execrável!

 

Tenho lido muitas coisas sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo, tenho comentado muitos blogs, principalmente os que falam da adopção por homossexuais, mas confesso que este senhor conseguiu escrever um texto que não tem nome: Xenofobia, homofobia, sexismo, racismo e um atraso mental que é de bradar aos céus.  É dificil acreditar que em pleno século 21 ainda há pessoas que acreditem que o papel da mulher ainda é em casa a criar os filhos..  

 

O que tem tudo isto a ver com o casamento entre pessoas do mesmo sexo?.... pois, é o que eu também me perguntei, mas há pessoas que aproveitam qualquer coisa para mostrar que vivem noutro mundo, num mundo que deixou de existir à muito tempo... Depois, o facto de este senhor ser militar e oficial é preocupante... mesmo.

 

Se alguém tinha dúvida sobre a existência de liberdade de expressão em Portugal, depois disto deve ter ficado esclarecido. Só com muita liberdade de expressão é que qualquer jornal (decente) pode aceitar a publicação de algo assim. 

 

Jorge Soares

 

publicado às 21:17


15 comentários

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De DH a 02.03.2010 às 08:43

Olá.
Concordo contigo este senhor tem demasiados preconceitos, mas quando tu dizes:

" É dificil acreditar que em pleno século 21 ainda há pessoas que acreditem que o papel da mulher ainda é em casa a criar os filhos.."

Eu respondo: Se me dessem condições eu preferia ter ficado em casa com os meus filhos até terem 3 anos , e depois sim, voltar a trabalhar.Este seria um "papel" que eu não poria nas mãos de ninguém, ser mãe a tempo inteiro durante os primeiros anos de vida deles Vejo isso como um investimento neles, no país e em mim...

Dulce


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De Jorge Soares a 02.03.2010 às 09:07

Dulce, se me dessem condições, eu também preferia ficar em casa com os meus filhos até aos 3 anos, mas isso não tem nada a ver com o que este senhor aqui diz, a visão dele é a de que as mulheres deveriam ficar em casa a criar e educar os filhos, paletes de filhos de preferência, sempre.

Ouve lá, e porque é que tu achas que esse papel seria só da mãe?, porque não do pai?. humm...

Beijinho
Jorge
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De DH a 02.03.2010 às 13:25

Não acho que o papel tenha que ser só da mãe...

O pai dos meus filhos não é um pai como tu, e por isso a minha experiência de mãe nos primeiros anos de vida dos filhos, é de ser quase mãe/pai. Aliás, conheço poucos pais que deixassem o trabalho para estar com os filhos. Disse ao H. quando a P. saiu lá de casa no Domingo, que te admirava por partilhares 2 meses de licença com a P.

Enquanto os filhos mamarem, terem a mãe próximo é óptimo. Mas os laços estreitam-se com a convivência... um pai não está só para transmitir os genes, está para ensinar a andar... e a voar.

Bjs
Dulce

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De Jorge Soares a 02.03.2010 às 22:46

Não sei se a estas alturas a P. ainda está de acordo contigo... acho que lhe está a saber bem estar em casa... mas a mim também vai saber.... um destes dias tenho que voltar ao tema da licença parental :-)

Eu vejo o casamento como um acto de partilha, e isso é válido para tudo.. como aliás é fácil de perceber pelo que vou dizendo aqui.

Beijinho Dulce
Jorge

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