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Filhos são cadilhos.... falemos de sexo!

por Jorge Soares, em 25.03.10

 

 

Falar de sexo com os filhos

 

Imagem da Internet

 

 

O post de ontem da Cigana, para além de me levar há uns 30 anos atrás a uma aula de electricidade no 7º ano, deixou-me a pensar, afinal, eu tenho dois filhos quase adolescentes e mais cedo que tarde, vou dar por mim a ter que enfrentar a situação. E lembrei-me da aula do 7º ano, porque tínhamos um professor com ideias de esquerda e nada conservador, que numa das aulas em lugar de falar de corrente eléctrica e resistências, decidiu falar-nos da vida e recordo perfeitamente a forma como ele descreveu como tinha tido uma conversa sobre sexo e contraceptivos com a filha de 14 ou 15 anos...demais está dizer que todos prestamos absoluta atenção.

 

Dos meus tempos de adolescente não me lembro de alguma vez alguém ter falado comigo do assunto, felizmente no 9 ano havia uma disciplina que se chamava Puericultura  onde aprendi tudo o que havia a saber sobre contraceptivos, algo sobre sexualidade e relações entre as pessoas, já fossem hetero ou homossexuais, que a professora era toda prá-frentex e para ela não havia questões tabus, respondia a todas as perguntas e sem muitos rodeios, e como éramos curiosos.  E até ser adulto, tudo o resto que aprendi sobre sexo foi por mim, já fosse a espreitar uma que outra revista que alguém conseguia comprar, ou na conversa com colegas e amigos.

 

Muita agua passou por debaixo das pontes desde então, mas não me parece que as coisas tenham mudado assim tanto,  vivemos numa sociedade e uma cultura em que o sexo é um tema que não é para falar abertamente, na maioria das escolas não há educação sexual e em casa não se fala do assunto, pelo menos não tão abertamente como se deveria falar.

 

A Cigana tem dois filhos e a situação de que ela fala no post foi tratada desde um ponto de vista claramente masculino, mas será que se em lugar de um filho ela tivesse uma filha a abordagem seria a mesma? e seria da mesma forma? E será que as mães das colegas do filho dela falaram assim com as meninas? e ficam tão descansadas como ela?

 

Eu tenho uma filha e um filho que tem 6 meses diferença de idade entre si, eu diria que falar com os dois ao mesmo tempo está fora  de questão, existe uma enorme diferença no desenvolvimento e de amadurecimento, mas não fosse isso, acho que sim, que a conversa deveria ser a 3 e que os conselhos para um deveriam servir da mesma forma para o outro.

 

E vocês o que acham?, a conversa que a Cigana teve com o filho seria igual se fosse uma filha? e quem já passou por isso, como tratou o assunto?, como se fala com uma filha sobre sexo? e com um filho?... vá, não se acanhem, contem-me tudo!

 

Jorge Soares

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publicado às 22:01


29 comentários

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De DyDa/Flordeliz a 25.03.2010 às 23:39

" vá contem-me tudo.." ahahahha
AGORA PARECIAS O CONSULTÓRIO DA "MARIA".

"Tenho o pénis virado para a esquerda será normal?"
"Ele encostou-se a mim com as calças vestidas poderei ter engravidado?
"Tivemos relações mas não sangrei, ainda sou virgem?"


Tenho um rapaz e também ele foi de viagem de finalistas. E não! Não lhe meti um pacote de preservativos na sacola. Nem lhe falei de sexo antes de partir.
Mas lembro-me de lhe ter falado imenso de bebidas, drogas e excessos. Pedi-lhe para se divertir sem se transformar em idiota. Que beber até cair não é sinal de gozar a vida.
E sabes porque não lhe falei de sexo antes de viajar?
Porque em casa falamos de sexo sempre que o assunto vem à "tona" naturalmente. Porque o vi aparecer em várias ocasiões e deixar em cima da mesinha de cabeceira as caixinhas de preservativos que distribuem gratuitamente nas escolas. Porque as meninas começam cedo a tomar pílula (quer seja por aconselhamento dos pais ou por iniciativa própria) ou até já andam elas com preservativos na carteira.
Já agora te digo: falo com a experiencia de quem ouve os rapazes falarem sobre o assunto e me vou apercebendo. Neste momento elas são bem mais "liberais" que eles a nível de sexo.
Neste tipo de “borgas” eles bebem até cair, enquanto elas caiem depois de beber no 1º quarto disponível e nem se lembram no dia seguinte (ou fazem-se esquecidas!) das cenas que fizeram. E…são eles que tomam conta da situação.
Portanto, não vejo um problema de falta de informação ou de educação sexual na juventude. Talvez?!… falte um alerta ou uma tomada de consciência para eles e para elas na troca de parceiros, pois nestas idades confundem imenso liberdade com promiscuidade.
Sei que estou “velhota” mas baralha-me um bocadinho a facilidade com que saltaricam de cama. Pronto! Um bocadinho compridinho…
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De Jorge Soares a 28.03.2010 às 23:24

Olá

Gostava que todo o mundo tivesse esse vosso à vontade, mas quer-me parecer que a realidade não é bem essa..e também não acredito que as criancinhas andem assim tão bem informadas....

Beijinho
Jorge
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De manuel a 10.05.2012 às 10:32

Pois cara amiga "velhota" pelo que dizes os meninos são uns santos... a culpa é delas porque se põem a jeito. "Saltaricam de cama em cama". Enfim, discursas assim pela simples razão que não tens "filhas". Eu estou em vantagem sobre ti, pois tenho filhas e filhos. E já agora tenho uma visão diferente da tua. Completamente diferente apesar de também "velhote". As minhas filhas estão ilucidadas sobre o comportamento dos rapazes, embora isso nada me garanta sobre eventuais consequencias indesejaveis. nem a mim, nem a nenhuns pais obviamente. Mas questione-te: Já alguma vez disseste ao TEU filho algo do género: Não faças as meninas, o que não gostarias que outros "meninos" fizessem a uma irmã tua ou, á tua maezinha? Pois é amiga "velhota", eu sempre disse isso ao meu filho. Lembra-te; o tango dança-se a dois minha querida, porque razão ilibas o teu filhinho? Mesmo que as meninas "saltariquem" elas fazem-no com os meninos. Não serão os dois responsáveis? Se fosse o teu marido a fazer o comentário, eu até entendia, apesar de não aceitar. Agora um comentário destes, sobre o comportamento sexual das meninas, vindo de uma mulher é vergonhoso! Sobretudo quando pretendes inocentar o teu "menino", quando "atacar" alguma menina. Coitado do moço (teu filho)! Ele até nem queria, foi ela é que o violou.
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De DyDa/Flordeliz a 10.05.2012 às 12:28

Já passaram dois anos sobre o meu comentário. Estou ainda mais "velhota", e o meu filho é já um homem. No entanto mantenho o meu comentário de 25 de Março de 2010.
Porém, não lhe devo explicações pois não o conheço, mas sim ao Jorge para quem o comentário foi dirigido e parece ter entendido então o meu direito à opinião.
Quero que saiba que tentei educar o meu filho a respeitar todas as pessoas sem excepção - homens, mulheres, crianças e idosos e que me sinto orgulhosa de ser mulher, mãe e amiga.
Não sei qual é o seu problema, mas se o tem, talvez deva procurar a mãe de outro filho que não o meu.
Passe bem.

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De Essência a 26.03.2010 às 09:30

Eu só tenho filhos. Mas acho que se tivesse um filho e uma filha o meu discurso seria em tudo semelhante. Até acho que as raparigas hoje em dia têm uma mente muito mais aberta que os rapazes. O meu mais velho está com 13 anos e falamos abertamente, mais eu e ele do que ele e o pai, sobre o tema. Nunca precisei de forçar o assunto, ele sempre veio à baila expontaneamente e penso que nas alturas certas.

Bjs
Paula
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De Jorge Soares a 28.03.2010 às 23:27

Olá

E é de forma natural que os assuntos devem sair...mas será que essa é a realidade da maior parte das famílias portuguesas?, eu tenho sérias dúvidas.

Jorge
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De cigana a 26.03.2010 às 15:06

Ora bem, eu só posso falar de rapazes, tudo o resto é apenas teoria.
Os meus rapazes têm 13 e 17 anos e apesar de as circunstâncias da vida de cada um serem completamente diferentes por causa da idade, por acaso não se põe o problema da maturidade, o que me permite ter praticamente as mesmas conversas com ambos em conjunto. Isso é benéfico, cria laços e fomenta a abertura e a sensação de naturalidade, em vez do mais velho pensar que só leva sermões chatos e o mais novo pensar o que será que lhe escondemos tanto.
Gostaria de dizer que faria o mesmo com uma filha, mas não posso garantir. Acho que continuamos a despenalizar a sexualidade masculina em relação à feminina. Acho que aos olhos dos pais e da sociedade em geral, as meninas continuam a ser mais sagradas, mais intocáveis, mais protegidas. É o que vejo, é o que sinto, não é o que pratico porque não tenho filhas nem sobrinhas.
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De Jorge Soares a 28.03.2010 às 23:32

E depois eu é que sou machista :-)

Eu sei que tu não me achas machista... mas não resisti

A verdade é que ainda somos uma sociedade machista, que como tu dizes, não consegue olhar para filhos e filhas da mesma forma... há um longo caminho a percorrer...

Beijinho
Jorge
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De libel a 26.03.2010 às 16:04

Olá Jorge,
Como comentei o post da Cigana e tomei conhecimento por lá que irias abordar o tema direccionado à parte feminina (filhas), senti curiosidade e vim atrás. Não que me possa pronunciar muito, pois a minha filha tem 13 anos, também sei que com esta idade muitas meninas já são experientes neste tema, mas por enquanto também sei que a minha ainda não está virada para aí.
Posso ter pensamentos de "avó"..apesar de ... na minha adolescência ter tido mais abertura da parte dela do que da minha mãe. A minha avó sempre atenta, conseguia abordar este tema com mais coerência e consciente de tudo o que implicava, proporcionando um certo à vontade, mesmo limitando as liberdades, criou 4 raparigas com poucas diferenças de idade.

Ora, onde quero chegar é ao seguinte: Penso que por vezes não se trata de tabus, quando se aborda este tema, mas sim de preservar e tratar de forma mais cuidada o tema, para que não seja tão libertino, para que eles consigam perceber as diferenças entre o sexo por sexo, e o sexo por amor. Não exagerar nas liberalidades não é ser cota, é dar oportunidade a eles de experienciarem e viverem o sexo na sua plenitude, em todas as vertentes. Afinal não queremos que os nossos filhos vivam as nossas experiências, mas sim as deles, que a pouco e pouco vão descobrindo .
É claro que estar atento faz parte, bem como a tal abertura para que se sintam confortáveis no diálogo, para possíveis dúvidas, receios ou precauções indispensáveis, mas fazer disso assunto diário não estaremos a excluir toda a magia, encanto e descobertas prazeirosas?

No meu caso tenho dois filhos, rapaz(17) e rapariga(13) , este tipo de conversa não flui habitualmente ao jantar ou serão, flui apenas quando existe necessidade para tal ou se justifique se houverem sinais de que é preciso abordar o tema, estou convencida que os dois sabem que podem contar comigo, pois não sou anti-sexo, tão pouco essa palavra é proíbida lá em casa, sou antes reservada, e por outro lado, bastante atenta...o que me permite uma abordagem minha e da parte deles natural , tranquila e aceitável.

Lido com os dois da mesma maneira por enquanto, até porque sempre tentei não apressar as idades de cada um, gosto que vivam e aproveitem cada aniversário com tudo a que têm direito, ingenuidade, imaturidade, inocência, descobertas, experiências, aventuras e autonomia..., nas devidas proporções de crescimento, como é óbvio. Não sei até que ponto em relação à menina não terei mais cuidados daqui para a frente..vamos ver, depende também de outros factores, feitios e personalidades, espero que corra tudo bem!!..

Não devo ter ajudado muito, mas pelo menos participei num tema importante na vida de todos nós.

Beijokas
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De cigana a 27.03.2010 às 00:02

Libel, gostei de te ler e concordei contigo. Há conversas que tenho em particular com cada um, porque são mais íntimas. Há outras que surgem naturalmente, a propósito de um filme ou de um acontecimento e então discute-se a questão. Claro que não há hora marcada nem passamos o tempo a analisar as voltinhas todas. Quero que seja natural sem se tornar banal.
Dizia a Mau Feitio que eu seria pessoa para, em certas circunstâncias, lhes dizer que o melhor era manterem a braguilha fechada, e tem razão. Por muito porreira que queira ser, há momentos e circunstâncias que é mesmo o melhor conselho a dar a qualquer pessoa.
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De libel a 27.03.2010 às 14:02

FIXE!!..Afinal sempre tenho parceira, começamos pela bisca ou pelas copas??..ahahhaaah...

Sabes Cigana, existem conversas que acontecem naturalmente como bem frisaste na sequência de um filme ou de um anúncio ou até de casos que acontecem à nossa volta e aproveitamos para desenvolver um pouco mais e alertar para a importância dos cuidados e precauções a ter , sinto que é nesse sentido que devo intervir mais entendes??... tudo o resto é tão natural e faz parte da vida e vivências de cada um, que sinto que devo respeitar, com algumas reservas, mas acima de tudo dar espaço para que eles próprios se descubram sem influência alguma entendes??..

De qualquer modo pelo sim pelo não, quando me vieres visitar ao lar tenta manter a braguilha fechada ok...não estou muito virada para aí??..
Sabes...é que por muito porreira que queira ser, há momentos e circunstâncias que é mesmo o melhor conselho a dar a qualquer pessoa...ahahhahhha...
(só estou a tentar ser COOL pá..e EXTRA-moderna ..)...

Beijokas
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De Jorge Soares a 29.03.2010 às 00:06

Eu também acho que esse é um bom conselho... mas recuso-me a acreditar que foi esse o conselho que deste ao teu filho antes da partida para a viagem de finalistas... porque sabes que há alturas na vida em que há conselhos que não servem de nada ... e esta é definitivamente uma dessas alturas.

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De Jorge Soares a 29.03.2010 às 00:04

Olá

Chamou-me a atenção o seguinte:

"Ora, onde quero chegar é ao seguinte: Penso que por vezes não se trata de tabus, quando se aborda este tema, mas sim de preservar e tratar de forma mais cuidada o tema, para que não seja tão libertino, para que eles consigam perceber as diferenças entre o sexo por sexo, e o sexo por amor"

Mas não será falando com eles abertamente e de forma clara o que os levará a entender a sexualidade, a sua e a da sociedade?, Sabemos por experiência que das conversas entre amigos e colegas por norma saem muita ideias erradas e incorrecções, se nós em casa não tratamos o tema de uma forma clara... como é que eles vão ficar correctamente esclarecidos?

Quanto a mim, eu acho que a magia nunca se perde, e quanto mais esclarecidos estamos, mais magia há, porque quanto mais conhecemos, mais abrimos a nossa mentalidade e mais liberdade deixamos à imaginação....

Obrigado pelo comentário

Jorge
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De libel a 29.03.2010 às 01:46

Olá Jorge,
Responde-me só a uma coisa, foi assim que se passou contigo??..foste bem informado sobre a sexualidade na tua adolescência? eu sei que os tempos são outros, mas achas que perdeste alguma coisa?? Ou melhor achas que poderias ter tido mais magia se estivesses mais bem informado? gostarias de ter sabido mais cedo o que sabes hoje??

Responde se quiseres...como é óbvio..mas preciso entender também o que queres dizer com "entender a sexualidade"..., porque para mim acho que o essencial é estar atenta, informar e alertar para os perigos mais eminentes. Quanto à sexualidade num todo acho que nessas idades já estão bem informados e se não , mais uma vez digo que o importante é criar espaço e abertura para que se sintam à vontade para uma abordagem natural sobre o tema. A sexualidade é uma coisa natural e deve ser tratada como tal. Se tiverem dúvidas perguntam, não precisas de estar à espera da idade certa para a tal conversa. Se não fizerem é porque já sabem, no entanto...se fores um pai atento e presente vais perceber ...

Beijokas
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De Jorge Soares a 29.03.2010 às 21:41

Não, não foi, mas eu tive sorte, porque passei a adolescência num lugar onde havia educação sexual na escola.

Mas lembro-me de que cheguei a Portugal e à faculdade e achava a ignorância dos meus colegas ao nível da sexualidade uma coisa de bradar aos céus.

Não, comigo não foi assim, mas lá por ter corrido bem comigo, não quer dizer que eu não conheça dezenas de casos em que falta de informação e saber porque os amigos disseram, não deram mau resultado.

Se acho que perdi alguma coisa?... eu não acho, eu tenho a certeza absoluta....

Estar atento é importante, mas já pensaste que podes dar pelo problema quando ele já aconteceu? Não será melhor falar e prevenir?

Agora pergunto eu, se lermos os comentários aos posts, percebemos que a maioria de nós nunca teve estas conversas com os nossos pais, mas todos dizemos que as vamos ter com os nossos filhos... será porque achamos que elas são importantes e fazem falta?

Jorge
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De libel a 29.03.2010 às 22:45

Ou será que são apenas teorias que as pessoas até concordam e apoiam e depois na práctica não as seguem??..

Iza
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De Leamar a 26.03.2010 às 17:39

Boa tarde
Eu tenho uma menina com apenas 3 anos...ainda falta muito, mas realmente penso e ponho-me a imaginar como será! O meu marido, apesar de à primeira vista ser um homem assim prá-frentex (brinco, cabelos liiiiinnndos até ao fundo das costas, músico, etc e tal) no que toca à filha...a coisa muda de figura. Já eu, a "atinadinha" da família, sou muito mas muito mais depravada (no bom sentido) do que ele! Eu acho que lhe vai fazer tãaaao bem sentir na pele...sabem...aquilo que ele fez às filhas dos outros! Já eu, como apenas namorei e etc e tal com ele (comecei a namorar aos 15 anos e tinha ele 24) vou tentar apoiar a minha filha no que toca à sua sexualidade. Jamais a vou condenar, perseguir, supervigiar...mas com um pai como o meu marido...tá bonito tá! Lá porque eu só tenha "experimentado apenas um sabor" não quer dizer que quem tenha experimentado mais seja uma gulutona...Comigo foi mesmo "sabor à primeira experimentadela"...que é como quem diz...amor à primeira vista!... Mas a minha filhota terá a história dela...com os sabores, cores e contornos que ela lhe quiser e decidir dar! Quero mesmo muito é ser bem próxima dela, falar-lhe de tudo desde cedo, conviver muito...ser amiga dela! É claro que avisos sobre tudo o que implica o sexo também os terá. Mas de uma coisa eu estou certa: não posso nem devo privá-la de "viver" para que não erre...apenas a vou aconselhar, ajudar, apoiar...para que ela possa decidir em consciência! Se errar...lá estarei para lhe dar a mão.
Mas ainda falta muito...não convém estar a moer a cabeça com isto. Se bem que não vejo o meu marido a aceitar certas e determinadas coisas! Mas com o tempo ele vai lá...com os anos ele acostuma-se! Como todos os pais de meninas, que para eles sempre serão isso mesmo... meninas!
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De Jorge Soares a 29.03.2010 às 00:11

LOL

O teu comentário prova uma tese antiga.. é com as atinadinhas que é preciso ter cuidado

Concordo plenamente contigo, devemos de dar aos nossos filhos toda informação para a seguir lhes poder dar liberdade de escolha...e não é com sobre-protecção que vamos impedir que as coisas aconteçam, até porque é completamente impossível estarmos lá sempre. Devemos sim garantir que eles tem a informação suficiente para poderem escolher o caminho certo... O teu marido vai passar uns maus bocados ..

Beijinho
Jorge
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De L. a 26.03.2010 às 20:18

Olá Jorge, por uma questão de inteligência devemos tratar ambos os sexos da mesma forma em termos de informação. Ambos sofrem com uma gravidez indesejada, com as doenças venéreas e etc. É preciso informar para que eles saibam gerir os impulsos e escolhas. Ninguém tenha a ideia que impede um filho de fazer o que lhe der na telha mas nem que o vá levar e buscar à escola e o prenda em casa ( o q seria uma tolice sem tamanho evidente). Mais que tudo acredito que seja necessário e vital respeitar a liberdade pessoal de cada um, estar atento e aberto ao diálogo.

Porque haveria de ser diferente? O povo tem mt razão qd diz que quem semeia colhe e em todos os sentidos :)

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De Jorge Soares a 29.03.2010 às 00:13

Olá

Tocaste num ponto fulcral, é preciso dar a informação necessária para que eles possam fazer as escolhas certas, é precisamente disso que se trata.

É claro que eu acho que não deve haver diferença... eu só estava a tentar perceber por onde vai a opinião de quem por cá passa.

Obrigado pelas visitas e pelos comentários

Jorge
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De L. a 27.03.2010 às 00:57

Andei a ler um bocadinho. Gostei da garrafa velhinha de sumol, dos Inner Circle e do Lado a LAdo de Donna Maria.
Achei imensa piada a alguns posts e fiquei a reflectir noutros. Retiro o q disse n é nada machista.

:) Bom fim-de-semana!
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De Jorge Soares a 29.03.2010 às 00:14

Bem me parecia que eu não podia estar a passar uma mensagem assim tão errada sobre mim.

Ainda bem que gostaste

Jorge
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De Existe um Olhar a 27.03.2010 às 15:10

Olá Jorge
Nunca ninguém me falou de sexualidade, tudo o que aprendi foi através de leituras e de conversas que ia ouvindo aqui e ali. Na minha adolescência não haviam os perigos que hoje existem, ou se existiam estavam bem camuflados. Não haviam aventuras ocasionais, nem saídas á noite. Namorava-se um homem e era com ele que se devia casar, pelo menos era o que desejava-mos.
Hoje a realidade é bem diferente e ainda bem. O meu filho há muito que passou a adolescência, não me lembro de lhe ter falado neste assunto, não por ser uma mãe retrógrada, mas por sentir que alguém o fez por mim e a prova foi que um dia quando se preparava para sair á noite eu lhe disse para não se esquecer do preservativo... ele com um ar muito natural, disse-me para não me preocupar e com um piscar de olho, abre a carteira e mostra-mo.
Penso que cada caso é um caso e os pais conhecendo bem os seus filhos , usarão as estratégias que melhor se coadunem com a personalidade deles.
Hoje em dia, a informação de que dispõem é imensa... escolas, meios de comunicação, internet, são veículos fáceis para que este tipo de esclarecimentos cheguem rapidamente a todos, facilitando a vida aos educadores mais tímidos.
Se tivesse filhos adoslecentes, tenho a certeza que seria uma mãe sem tabus, frontal e sem preconceitos.
A abordagem do tema para uma menina seria um pouco diferente. Os rapazes não engravidam, daí que falar de ciclos menstruais e do funcionamento do seu aparelho reprodutor seria importante. Também penso que as raparigas são mais sensíveis, podem mais facilmente ir na cantiga de algum menino mais sabido, que com promessas de amor eteno, as convenceriam a não usar preservativo, estou a falar com conhecimento de causa.
Pelo que já li aqui, nenhum caso é igual ao outro e sabiamente pais e mães, vão fazendo o que acham melhor. Estas trocas de impressões são sempre enriquecedoras, porque este é um tema que nunca se esgota.

Eu que nem era para vir aqui, porque há muito este assunto deixou de me preocupar e não vinha acrescentar nada de novo, já tenho aqui um discurso de metro

Beijos
Manu
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De Jorge Soares a 29.03.2010 às 00:19

Olá

A ideia que tenho é essa, até pelas conversas que ia tendo quando estava na faculdade, as minhas colegas sabiam o que ouviam das amigas, muitas vezes coisas completamente erradas, muitas até utilizavam métodos contraceptivos mas tinham muito pouca noção sobre o seu funcionamento e os perigos associados... e sabes uma coisa, a mim não me aprece que as coisas tenham mudado assim tanto.


Beijinho
Jorge
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De Maria a 27.03.2010 às 19:53

Posso falar como filha, já que como mãe ainda é cedo para essas andanças! ...

Nunca os meus pais falaram comigo sobre tal assunto. E ambos têm (tinham) formação superior. Pelo que penso que sendo a informação/formação importantes para facilitar a comunicação a esse nível, não é decisivo. Lembro-me de um episódio em que descobri que os meus pais usavam preservativo e, inocentemente, fui confrontá-los com isso. Podia ter sido uma deixa para eles falarem comigo sobre sexualidade, contracepção, etc., mas não ... Ficaram super atrapalhados e limitaram-se a confirmar que usavam os ditos! Depois, ainda ouvi a minha mãe a "ralhar" com o meu pai por ele não os ter escondido melhor ...

Enquanto mãe, penso que não me vai ser dificil falar com o meu filho. Sou a favor da educação sexual na escola mas também acho que a família deve ser a primeira a mostrar disponibilidade para falar e informar sobre assunto tão importante!
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De Jorge Soares a 29.03.2010 às 00:22

Olá

É essa precisamente a percepção que tenho, a maioria dos pais, mesmo os que tem educação superior, não fala com os seus filhos sobre isso, e se de filhas se trata, ainda menos...e quer-me parecer que tu já és da geração seguinte e não da minha.. o que só comprova que as coisas não tem mudado assim tanto.

Jorge
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De Daniela a 30.06.2012 às 05:36

Boa noite!
Não pude deixar de reparar na diferenciação que é feita entre pais com ensino superior e pais sem ensino superior.
Devo dizer que nem a minha mãe nem o pai frequentaram a faculdade e por coincidência, ou não, sempre me esclareceram todas as duvidas que tinha relacionadas com sexo.
O assunto foi abordado por mim em diferentes idades, e por isso os meus pais o trataram de diferentes maneiras.
A minha mãe acompanhou-me ao médico quando iniciei a minha actividade sexual, conheceu pessoalmente os meus namorados, que por acaso só foram dois e o segundo é hoje em dia meu marido e pai do meu filho.
Parece-me então que os meus humildes paizinhos sem formação superior conseguiram ser mais open-mind " que os vossos que a tinham. Hehehe

Em relação à educação sexual que vou dar ao meu filho, é exactamente a mesma que darei à minha filha (se a tiver).
Quero esclarecer as suas dúvidas, sem por isso banalizar o assunto, pois como alguém aqui já disse o sexo por vezes tratado de forma demasiado liberal pode dar azo á promiscuidade.
Quero muito que o meu filho seja um cavalheiro e que respeite as mulheres que tiver na sua vida, e que a minha filha sê dê ao respeito e não se deixe "enganar" nem "engane" ninguém.
Sou a favor da teoria mais conservadora de que devemos relacionar-nos sexualmente com quem sintamos amor, e com quem conheçamos minimamente os hábitos.
Mas isso é como tudo, ao critério deles próprios, pois podemos cultivarmos o melhor que podermos os nossos filhos, dar-lhes todas as ferramentas necessárias para enfrentarem a vida, ensinar-lhes como usa-las, mas são eles que vão viver a sua vida, e poderão seguir ou não o que lhes foi ensinado por nós.
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De kiko a 17.06.2010 às 00:52

o sexo e os filhos. já pensei muito nisso... acho que o melhor é falar abertamente, mas ilucidando que às vezes são 5 minutos de prazer e uma vida de arrependimento. Concordo que rapaz e rapariga a conversa é diferente. A cigana puxou a brasa à sua sardinha. Na escola quando se fala ninguem tem dúvidas, já todos são umas Marta Crowfordou uns Julio Machado Vaz mas depois só fazem asneiras. também não vale a pena meter medo ou proibir...pois geralmente o efeito é preverso

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