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Ser pai

 

Hoje ia falar sobre as mentiras das crianças.. incluindo as minhas quando era criança... e sobre como as coisas cá por casa tem andado mais ou menos agrestes... entretanto num mail do António, que é um pai solteiro de duas crianças adoptadas, uma das quais já adolescente quase adulto, e um dos pais mais ponderados que conheço, encontrei o seguinte texto:

 

"As ansiedades dos pais pelo comportamento dos filhos são como ruídos no carro. Alguns ruídos indicam problemas sérios e precisam ser solucionados para manter o carro em andamento tranquilo, mas na maioria são aborrecimentos secundários na viagem. Quando nos concentramos nos ruídos, perdemos o prazer da viagem…

 

Lamentavelmente é só mais tarde que percebemos quantos prazeres ignoramos no caminho. Só mais tarde é que aprendemos que a criança que cresceu com o quarto mais desarrumado mantém um apartamento limpo ao viver sozinha, ou presenciamos o filho que era indiferente com a lição de casa se transformar num adulto mais do que bem-sucedido. É só mais tarde que admitimos as limitações do nosso poder para conduzir um filho à maioridade.

 

Gostaríamos de ter entendido antes que cada filho é uma pessoa em si, alguém que está em fase de treinamento para se tornar um adulto. Somos treinadores, não criadores. E como bons treinadores sabemos que encorajar e aceitar são atitudes mais eficazes do que pressionar e criticar, para que ele se revele como bom atleta ou como adulto saudável."

 

Tinha lido isto há uns dias, ontem ao fim da tarde sentado na areia da praia de Albarquel enquanto olhava para as birras da D. e a paciência do N. com ela, dei por mim a recordar fragmentos disto.  A verdade é que ser pai é muito complicado, criar e educar são tarefas muito complicadas depois temos a tendência a esquecer que os nossos filhos não passam de crianças, não são adultos, não tem a responsabilidade dos adultos, nem as preocupações dos adultos, não vivem à nossa velocidade nem com as nossas ansiedades.

 

Neste fim de semana tivemos mais um dos episódios com o fogo .. e mais uma vez sinto que perdi a calma e o descernimento... na verdade nem eu nem a minha meia laranja sabemos muito bem como olhar para o assunto . Quando falamos com a pedo-psiquiatra que o segue sobre isto e sobre se nos haviamos de preocupar ou não, ela respondeu o seguinte:

 

-Eu quando era miúda adorava ver a minha avó matar as galinhas, e depois pegava nas cabeças, brincava com elas  e retirava-lhes os olhos.. isso não fez de mim uma psicopata!

 

Ontem sentado na praia dei por mim a pensar que há algo de errado na forma como tenho reagido com o meu filho.... que se parece demais com a forma como o meu pai reagia comigo.. e que não deixou nada de bom em mim...

 

Definitivamente eu não quero que os meus filhos olhem para trás e sintam o que eu sinto quando olho para trás... eles são crianças, não vão mudar...  é suposto eu ser o adulto racional... eu é que tenho que mudar...certo?

 

Jorge Soares

publicado às 22:16


17 comentários

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De xana a 30.04.2010 às 00:04

Jorge, eu não sou mãe, quando muito uma tia chata, mas percebo que nós adultos temos a tedência a repetir os mesmos erros que cometeram conosco, mas fazemo-lo involuntariamente. O nosso desejo de sermos melhores e mais perfeitos por vezes faz-nos perder o descernimento das coisas e num momento de tensão acabamos por reagir segundo sub-consciente ordena. Se conseguirmos ser racionais nos momentos de tensão de certeza que pensamos e temos tempo para que a nossa reacção seja diferente. Só que estes momentos de tensão surgem de situações que são tão rápidas ou perigosas e nessa altura sofremos como que uma paragem cerebral e então lá vem os instintos primários e antigos, as raivas incontidas e é nessa altura que explodimos sem pensar e que deixamos os garotos meio cá meio lá, sem perceber porque é que nós explodimos, afinal eles só estavam a ser crianças. Por mais que não queiramos, cometemos sempre os mesmos erros, depois está nas nossas mãos pensar nas nossas atitudes e fazer esforços para que não se repitam. O melhor é treinar a paciência, e imaginar situações semelhantes e como agir mantendo a calma, para não explodir e deitar tudo a perder. Não sou mãe, repito, mas como tia que vive com a sobrinha todos os dias e que tem de ser mãe da sobrinha e por vezes da mãe da sobrinha, também já tive algumas explosões, e fiz aquilo que sempre disse que não faria. Todos os dias vejo calada a minha irmã errar, e sei que ela não o quer fazer, mas as crianças são tão rápidas, que ao termos de reagir rápido não pensamos se estamos a ser correctos, e só depois percebemos que lá errámos onde não queriamos errar, repetimos os mesmos erros dos que erraram conosco. Criar filhos é uma aprendizagem até ao fim dos nossos dias, é preciso treinar todos os dias com eles, aprender a cair com eles e ensiná-los e levantar conosco. E sim, é precisa muita paciência, e muito treino neste campo, e eu não sou nada paciente, mas tenho treinado, e raramente perco a calma com a D. Primeiro ignoro enquanto me acalmo, depois chamo-a á razão e conversamos. ( muitas vezes para nada, ela ignora-me, mas pelo menos tento e sempre retem alguma coisa, mesmo que pouca).
Por acaso hoje, depois do jantar este tema foi conversado aqui em casa com a segunda mulher de um tio meu, uma tia minha portanto, que tem uma "enteada" que é minha prima, e que hoje faz aos filhos tudo aquilo que não gostou de sofrer. Não creio que ela não goste dos filhos, mas insconscientemente acaba por os fazer sofrer.
Não tens que mudar, apenas tens que contar até dez, inspirar, pensar e depois então agir segundo aquilo que pensas ser a melhor atitude perante uma situação menos agradável. (claro que sou eu a falar, se tivesse filhos certamente agiria como tu e como todos os pais).
Bjks
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De Jorge Soares a 03.05.2010 às 21:24

Olá Xana... os teus comentários são sempre uma enorme fonte de saber e bom senso... sabes uma coisa.. eu acho que tu davas uma excelente mãe... mesmo.

Beijinho e obrigado
Jorge
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De DyDa/Flordeliz a 30.04.2010 às 00:37

Certo Jorge, certo! Mas queres o melhor para os teus filhos!
Então, é natural que percas a paciência quando vês que o teu filho colocou em perigo a vida dele ou a dos irmãos.
Não me parece que pelo facto de o alertares (mesmo que às vezes com alguma impaciência) faça de ti ou de alguém mau educador ou que a criança fique traumatizada. Também não faz do miúdo mau menino.
É hiperactivo! Mas…deve ser corrigido (ajudado), treinado.
Autoridade com sensatez não é para mim sinónimo de criança com futuras frustrações, complexos ou revoltas.
Criança tem direito de errar e aprender com os erros.
Nós, a obrigação de alertar, emendar e educar.
Vocês vão conseguir!
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De Jorge Soares a 03.05.2010 às 21:27

Olá

Os filhos deviam vir com manual de instruções .. ou em alternativa ser pai deveria ser uma profissão.. com ensino universitário e tudo... já viste que uma das coisas mais complicadas do mundo não se aprende em lado nenhum?... humm.. isso explica um monte de coisas.

Todos temos direito a errar e a prender com os erros... bom... pelos vistos ele não aprende lá muito depressa... ou eu tenho pouca paciência.

Obrigado pela tua simpatia.

Jorge
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De su a 30.04.2010 às 00:57

o suposto é mudarem ambos:) na verdade a mudança mais efectiva é quando é conjunta. Tenho a certeza que vais conseguir ser o melhor pai que consegues. Todos os dias. E o N. a R. e a D. terão o resto todo da vida para serem serem melhor seres humanos, sob o que lhes proporcionaste. Eu não sou mãe, sou uma miuda e a experiencia que vou tendo com a criançada vale o que vale. Mas também sei que estar com eles implica que se pense no que fazemos e no que isso lhes passa do mundo. Por vezes quando perco a minha paciência e levanto a minha voz ou dou um castigo à pressão, venho para casa a pensar. O que fazer, como fazer. Depois descubri que isso dos castigos é muito bonito mas a maior parte das vezes não são boas soluções. E, por incrivel que nos pareça, as crianças têm uma enorme facilidade no que trata da resoluçao de problemas. Escuta-o. Muito. Mesmo quando ele está em silêncio. Vais lá chegar. E sei que vocês vão.
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De Jorge Soares a 03.05.2010 às 21:28

Olá Su.

Não és mãe ainda.. mas esse bom senso todo diz-nos que vais ser uma excelente mãe.. mesmo.

Obrigado pelas tuas palavras
Jorge
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De Maria a 30.04.2010 às 11:32

Nem sei o que dizer ...

Não sei se não li algum post onde já tinhas falado sobre esta questão, mas ele tem fixação com o fogo? Já existiram mais episódios destes? É que realmente é preocupante ...

Não te consigo dar grandes dicas. Tens muito mais experiência que eu, assim como acredito que és uma pessoa lúcida e com discernimento. Tu e a meia laranja arranjarão, certamente, forma de resolver a situação...
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De Jorge Soares a 03.05.2010 às 21:31

Olá

Sim... já aqui tinha escrito sobre isto... está o link no post.

Para nós é preocupante, pelos vistos para a médica não o é assim tanto... imagino que a verdade estará no meio termo... certo é que tudo isto me fez pensar.. por vezes temos a tendência a achar que estamos sempre certos..e não é verdade... eu também tenho que olhar para dentro de mim e tentar melhorar ..e chegar até ele.

Obrigado pelas tuas palavras.

Jorge
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De Maria a 30.04.2010 às 11:34

Ah ... e não coloques em causa as tuas competências enquanto pai. Era só o que faltava!
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De Jorge Soares a 03.05.2010 às 21:32



Obrigado de novo.

Jorge
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De Leamar a 30.04.2010 às 12:01

"Eu quando era miúda adorava ver a minha avó matar as galinhas, e depois pegava nas cabeças, brincava com elas e retirava-lhes os olhos.. isso não fez de mim uma psicopata!"...Oh my God, that is so weird... Eu odiava, tinha pena dos animais!
Cada um com a sua pancada! Eu também tinha coisas em pequena estranhas que hoje nem me passaria pela cabeça fazer...
- Adorava comer as cabeças dos fósforos queimados...a pólvora! Hoje até me arrepio só de pensar.
- Era uma pequena badalhoca que só visto...fazia xixi no meio do campo e limpava-me às folhas que apanhava...uma vez limpei-me a uma folha de figueira...podes imaginar: para além de um ardor insuportável...um ralhete daqueles; Hoje não gosto de ir a casa de banho públicas...muito menos ao léu no meio do campo.
- Tinha a mania que era uma espécie de Indiana Jones e punha-me a desbravar mato assim à parva com os meus primos...cobras?? Nem pensava nisso! Hoje sou uma cagufas que tenho medo de tudo e detesto sentir-me suja!
- Tinha os meus 12 anitos experimentei fumar onde??? No meu quarto...esperteza saloia...fui apanhada de imediato! Hoje não fumo.
- Roia tudo o que era metal...especialmente os bicos das chaleiras da minha bisavó. (sim, sim...a minha bisavó tinha uma pachora comigo que era obra) Hoje tenha a dentição demasiado sensível para comer certos alimentos...fará trincar metal!
...e muitos outros disparates por aí fora numa lista incontável...
Todos fazemos disparates...uns mais graves que outros...com consequências mais ou menos perniciosas! O N. não será excepção...mas espero que o anjo da guarda dele tenha umas asas gigantes...assim como o meu teve. Se soubesses os perigos que eu corria na minha própria casa e nunca me aconteceu nada...punhas as mãos na cabeça! A casa dos meus pais é de 1º andar e as escadas (interiores e exteriores) não tinham guarda. Tinham apenas o degrau sem a parede. Vê lá o perigo...e passávamos dias e dias sozinhos em casa que a minha mãe trabalhava aos fins-de-semana. O meu pai...já era outra história!
Espero que essas manias nunca tenham consequências graves...mas se perderes a paciência, não vem nenhum mal ao mundo! Uma palmada bem dada nunca fez mal a ninguém! Eu própria levei algumas e não as achei despropositadas...
Boa sorte Jorge...mas fica certo que o N. é um menino como os outros e como tu próprio já foste! Mudar??? Para quê se já és um paizão...
Beijinhos para todos...e um especial para o N. traquinas!

PS. Hoje também dou por mim a fazer coisas que antes gozava na minha mãe. Não tanto nas atitudes (que as da minha mãe foram irrepreensíveis) mas na maneira como ralha, como age...até como dorme! Eu gozava imenso com ela. Será que a minha N. vai-me fazer o mesmo?? Ó minha nossa...cá se fazem cá se pagam!
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De Jorge Soares a 03.05.2010 às 21:35

Bom... pelos vistos há esperança para ele...e para mim.

Tens toda a razão, todos fomos crianças, todos fizemos asneiras... e estamos cá.... temos que olhar para eles como isso.. como as crianças que são, nem mais nem menos.

Beijinho e obrigado pelas tuas palavras.

Jorge
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De DH a 30.04.2010 às 12:11

Olá Jorge.

Ser pai/mãe é muito complicado quando nos exigimos sermos perfeitos. E quando passamos por um episódio com os filhos do qual não nos orgulhamos nada (mesmo que na altura fosse impossível haver discernimento para agir de outra forma) nascem em nós 1001 dúvidas sobre aquilo que estamos a ser para os nossos filhos, e se não estaremos a reproduzir aquilo que fizeram connosco e que nos dói.

Eu sou o pior juiz de mim própria, exijo-me aquilo que ninguém teria coragem de me exigir enquanto mãe. Só agora, num novo relacionamento em que o meu companheiro verbaliza o que sente, é que percebo isso, que me excedo para tentar ser a mãe perfeita, e que mesmo assim me sinto uma péssima mãe. Tenho tantas dúvidas... cada filho é tão diferente e eu tenho que me adaptar continuamente a essa diferença, coisa que nem sempre consigo.

O que o António escreve é verdade, revela uma maturidade, um conhecimento de vida que eu ainda não tenho. Enquanto mãe sinto-me sempre a aprender. E quando se está a aprender também se erra. Os filhos com os nossos erros aprenderão também que não é preciso serem perfeitos para serem amados.

Jorge, é tão bom questionar e ser consciente.. És uma pessoa tão bonita e um pai tão "perfeito", tão super-pai. Os teus filhos só podem agradecer.

Acrescenta um bocadinho de leveza ao ambiente da casa se ele tem andado agreste. Aproveita as pequenas contrariedades com eles para rires, e as grandes vão parecer mais leves.

Bom fim-de-semana. Beijinho
Dulce
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De Jorge Soares a 03.05.2010 às 21:38

Olá Dulce.

Muitas vezes esquecemos que eles são só crianças..e que não são perfeitos ... nem são os filhos ideias que todos queríamos... assim como nós não o fomos, nem somos os pais perfeitos que achamos ser... somos só humanos.

É bom ter amigos assim... obrigado pelas tuas palavras.

beijinho
Jorge
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De Visitante assiduo a 30.04.2010 às 12:14

Olá Jorge;
Não calculas como estou solidária contigo neste momento! Tb eu não sei como agir - o que é certo fazer! De repente entrou-nos porta dentro a fase da pré adolescência sem pedir licença - paixões assolapadas, agravamento na escolha de roupas, respostas tortas e agressivas, queixas de todo o lado. Dizem as pessoas com quem falo ser normal nesta fase este tipo de atitudes. Nós enquanto pais tb não sabemos o " castigo correcto para resolver o problema". Tb já cancelei uma festa de anos e entrega de presentes, refilei, gritei, está de castigo por tempo indeterminado... e á pergunta " o que se passa contigo? Tens problemas com os colegas na escola?" - A resposta foi " Eu tb não sei pq faço isto!" Pergunto-me se serão as hormonas saltitonas ? Eu sei que não admito certas coisas... tenho um caminho certo de comportamento que é para seguir " sem desvios digo eu!" , mas agora encontro-me num cruzamento sem sinalização! Por aqui tb não queremos cometer os mesmos erros que os nosso pais cometeram, mas estamos á procura do manual certo - se o encontrares, faz favor de o partilhar .
Excelente post e desculpa o desabafo.
Como vês não estás sozinho nesta encruzilhada de educar.
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De Jorge Soares a 03.05.2010 às 21:42

Olá

Estava a ler o que escreveste e a sentir-me em casa.. porque é isso que se passa por cá.. e a guerra também é mãe filha, porque comigo não é assim...

Por vezes pergunto-me em que falhamos, como é que uma criança amorosa e sempre bem disposta se tornou em alguém assim?

Pelos vistos o problema é mesmo da natureza humana, que tem que passar esta etapa para formar personalidades ... pelo menos as personalidades femininas.

Eu tento gritar menos que a mãe... e em parte funciona, mas também é verdade que eu não lido com tudo... nem estou tão em cima das coisas...

Raio de coisa esta de que os filhos não venham com manual.

Beijinho e obrigado por apareceres
Jorge
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De luadoceu a 30.04.2010 às 13:23

Sou mãe de uma bébé como deves saber, se passas pelo meu cantinho e espreitas...

Infelizmente pela idade, falta de trabalho, temporário ou não (por opção de momento), a vida não me permite, nem quero, pois já é complicado, mais complicado se tornará de futuro, ter mais outro.
Tb deve não deve ser tarefa fácil criar e educar filhos únicos:
- não o queremos muito mimados, como dar lhes tudo e depois querem, a mãe não pode, refilam e depois não há: birra
- ou sermos demasiados rigidos e protectoes, porque é filho único e cuidado que ele pode cari e magoar se, se se não der as coisas, pode refilar e ficar traumatizado...etc

Gerir uma situação de filho unico ou dois irmãos não é fácil. Erramos, batemos com a cabeça...mas é ter humildade de chegar ao pé dos filhos( e quem sou com filha bebe), falar,conversar,explicar as coisas e sobretudo saber pedir desculpas quando se erra com eles....

Criar e educar filhos não é tarefa fácil, mas nunca devemos por e colocar nossas capacidades de ser pais, em causa, pois cada um quer e sabe o que é o melhor para os filhos. Cada pai é cada pai, somos seres diferentes dos demais e devemos nos reger pelas nossos sentimentos....

As crianças ainda não são adultos e mesmo adultos, precisam de nós (sempre) para tomarem decisões sobre os mesmos.
Mas sentem e sabem mesmo sem serem adultos que estes também erram e ás vezes á sua maneira tentam alertar com comportamentos/atitudes seus pais.

Eu ainda sou nova e ponho me a dizer e ao meu namorado que não devemos ser como nossos pais foram para nós, mas não é agora que sabemos se somos os nossos pais e não mudamos, mas no futuro e se tivermos essa consciencia e interiorizarmos que podemos mudar isso, tentaremos fazê-lo, por mais que vemos que afinal determinada educação pode "salvar" nosso filho.

Erramos por sermos iguais, quando condenamos? E agora? O que fazer? Permanecermos iguais aos antecepassados ou mudar?È fácil, provavelmente não. Mas não custa mudar, custa é ficar parado e nada fazer...acho eu

Meu pai sempre me disse: filha és, mãe serás, como fizeres assim acharás....

Abraços Jorge

Espero que meu português esteja bem melhor

Um bom fds e não te condenes, tenta sempre é dar o melhor de ti e melhorar todos os dias

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