Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]




Diário de um pai de licença parental

 

Hoje foi dia da segunda dose da vacina, da primeira vez a coisa não tinha corrido lá muito bem e consta que o berreiro foi de deixar as enfermeiras surdas, lá me preparei mentalmente para a coisa e depois de pagar os 75 Euros (!!!!!!!???????)  na farmácia,  fui para o centro de saúde com a criancinha.

 

Depois de tirar a senha esperei uns 15 minutos e fomos chamados, no gabinete estavam duas senhoras de bata branca, uma sentada ao computador e outra de serviço às vacinas... foi a primeira vez que vi uma enfermeira com secretária privada...

 

- Que miúda tão gira, quantos meses tem?

- Ela vai fazer 3 anos

 

Uma miúda que entra pelo gabinete dentro pelo próprio pé, toda sorridente, a dançaricar e a deitar charme fora.. está-se mesmo a ver que tem meses...

 

- Mostre lá o bracinho direito

 

Peguei nela ao colo e puxei a manga para cima, quando apareceu a agulha a D. percebeu o que vinha, mas já era tarde, movimento rápido e já está.. práticamente nem chorou e passado um minuto já estava a dançaricar cá fora....

 

E com isto já passou mais de um mês... sabem uma coisa, era capaz de me habituar a esta vida... a miúda vai lindamente, sempre sorridente e feliz... cada vez mais teimosa é verdade, mas imagino que isso  faz parte.

 

Antes do almoço passamos pelo parque infantil, duas mães falavam sobre as diabruras das suas criancinhas. .e sobre as palmadas e os castigos. A D. não é uma criança nada problemática, ultimamente tem a tendência para tentar fazer birras, comigo não vai a lado nenhum, normalmente deixo-a chorar até que ela percebe que não é assim que consegue o que quer, outras vezes a coisa resolve-se com uma palmada, como quando ela decide esticar o corpo como um carapau para evitar que eu a prenda na cadeirinha do carro.

 

As duas mães estavam de acordo em que não se devia bater nas criancinhas, deve-se sempre utilizar os castigos, estou de acordo, mas há crianças e crianças. Cá em casa durante muito tempo tentamos utilizar o método da pausa, colocávamos uma cadeira no corredor e o castigo era ir-se sentar para a cadeira durante um bocado para acalmar... a coisa deixou de funcionar quando passaram a ser necessárias duas cadeiras uma em cada ponta do corredor e eles implicavam um com o outro quando estavam ambos de castigo... e principalmente quando o N. passou a estar mais tempo na cadeira que a brincar.

 

Os castigos são sem dúvida importantes e acredito que com muitas crianças funcionem, ... com as nossas não funcionaram lá grande coisa...

 

Jorge Soares

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 21:20


19 comentários

Imagem de perfil

De Miss Pepper a 10.05.2010 às 23:42

Eu acho que as birras fazem parte. Os putos têm de testar os limites e ver até onde podem ir. E ninguém gosta de ser contrariado, né?
Eu não sou apologiasta de bater nas crianças, acho que os castigos são melhores. Mas um "sacode moscas" no rabo nunca fez mal a ninguém e às vezes faz mais efeito, não?

Beijokas!
Imagem de perfil

De Jorge Soares a 11.05.2010 às 23:29

Eu também acho que não se deve bater... mas é complicado levar o que achamos à prática, principalmente quando temos crianças que saem do castigo directamente para a asneira seguinte.

No meio termo é que está o segredo...acho eu!
Sem imagem de perfil

De xana a 11.05.2010 às 00:14

Para os profissionais de saúde até aos 3 anos a vida da criança mede-se em meses, ou seja até aos 36 meses, depois é que passam a ter 3 anos e por aí em diante.
Cada criança é diferente e se há aquelas para quem os castigos funcionam, outras há em que nem as palmadas resolvem. Para a D. os castigos nunca deram em nada, e as palmadas só doem na hora, no minuto seguinte já se esqueceu, e na primeira oportunidade repete a mesma ansneira. Para ela, os castigos e as palmadas só começaram já perto dos 6 anos, o que invariavelmente já foi tarde, ela já tinha a corda toda, e a teimosia já era antiga. Agora além de teimosa, é "respondona", e nunca se cala por mais que a mandem calar, mesmo depois de uma palmada volta á carga, minutos depois. Espero que a idade a faça mudar, ou a minha irmã tem um sério problema.
bjks
Imagem de perfil

De Jorge Soares a 12.05.2010 às 21:44

Olá Xana

Pois eu com o N. acho que já nem os castigos nem as palmadas... e há alturas em que desespero mesmo... a idade deve melhorar sim.. quando eles tiverem uns 30 anos e tiverem a sua casa...

Beijinho
Jorge
Sem imagem de perfil

De Sandra Cunha a 11.05.2010 às 00:41

Bem, com a Vanessa os castigos, até agora, funcionam. Palmadas já não dá...mas ainda levou umas belinhas e uns calduços.

Dois dias depois de ter começado o 3º período, recebemos um aviso do Director de Turma (o 3º deste ano) a dizer que ela se andava a portar mal: "fala nas aulas".

Esteve de castigo durante duas semanas. Sem ir a casa de amigas, sem trazer amigas a casa, sem ir brincar. O castigo duraria até o professor nos enviar outro aviso a dizer que ela já se estava a portar bem. Claro está que devia chatear o prof. dia sim, dia sim e ele passadas duas semanas lá enviou o aviso.

Temos é de ir variando os castigos. Uma vez a TV , outra a brincadeira, outra o computador, uma vez as ameaças, outra vez os prémios...tudo vai funcionando. Temos é de os guardar para as coisas mais importantes. Como dizia o nosso amigo António no outro dia, se os colocamos de castigo por tudo e por nada, depois não funciona. Temos de aprender a ser comedidos...
Imagem de perfil

De Jorge Soares a 12.05.2010 às 21:50

Olá Sandra

Cada criança é uma criança... cá por casa as coisas não são tão lineares... as crianças hiperactivas tem uma memória muito curta para os castigos, ou o castigo é imediato ou no dia a seguir eles no seu inconsciente já não se lembram porque estão de castigo, pelo que não é nada raro que repitam a mesma asneira..

Acredita, é cansativo e desesperante estarmos a castigar uma criança vezes e vezes pela mesma coisa, ou por coisas parecidas...

Mas vamos crescendo e aprendendo... nós e eles.

Beijinho
Jorge
Imagem de perfil

De Abigai a 11.05.2010 às 09:06

Olá Jorge,
Curiosamente na passado sábado participei num seminário sobre hiperactividade e falou-se também nos castigos. Claro que as crianças não são todas hiperactivas mas o que funciona nas hiperactivas funciona melhor ainda nas outras, pelo menos segundo a pediatra de desenvolvimento que falou no assunto. A verdade é que por instinto ou não, são as técnicas que utilizo em casa e que na maioria das vezes funcionam, mas nem sempre...
Por norma não há palmadas la em casa (por norma, porque às vezes a paciência falta...), até porque em crianças impulsivas com é o caso das hiperactivas, uma palmada pode levar a um ataque de fúria difícil de controlar. Mas há castigos. Passado 5 minutos de uma birra ou asneira, um hiperactivo esquece o que se passou, os castigos têm que ser imediatos e curtos, de nada adianta dizer "ficas proibido de computador 1 mês, porque passado 2 dias já não sabe porque está proibido, mas retirar algo no imediato, explicar bem o porquê e ir relembrando ajuda muito. Mas o essencial é escolher as batalhas, se proibo a PlayStation porque recusa a medicação (questão de saúde), porque atirou-se de cabeça de cima da cama (segurança), porque quase esganava o primo (perigo), etc..., não o vou proibir de PayStation porque resolvou fazer uma birra no supermecado por querer comprar algo. Muitas vezes, simplesmente ignoro, faço de conta que não ouvi nada, não vi nada, e passado um pouco ele próprio esquece. Quando não quer tomar a medicação, simplesmente lhe digo que apenas saimos de casa quando a tomar e à hora que chegar à escola, em que seja com um atraso de 1 hora, será ele a explicar à prof. o porquê. Quando tem ataque de fúria, vai para o quarto até acalmar, não lhe ligo... É difícil, às vezes falta-me paciência para isso, às vezes grito, às vezes vai uma palmada, mas tenho que admitir que os castigos são mais eficazes. As asneiras (partir alguma coisa, sujar tudo, espalhar brinquedos pela casa toda, etc), perdoo embora lhe faça ver que não está certo, asneiras também nós em pequenos fizemos e aqui estamos nós a educar os nosso filhos, não perdoo faltas de respeito e tudo o que é de facto importante, para a saúde dele, para a segurança dele e dos outros, etc. Mas quando vai alguma palmada ou um grito de dentes cerrados, não me arrependo ou se me arrependo, não deixo que ele perceba isso.
Anabela
Sem imagem de perfil

De P. a 11.05.2010 às 13:44

Eu tambem noto isso. Que com o N., não funcionam os castigos estendidos ao longo do tempo. E que em algumas circunstancias só aumentam a revolta interior. Eu tento dar apenas castigos imediatos sobre a hora.
- Pausa
- Vai para o quarto
- Não ve TV, no próprio dia.

Mas na verdade, o Nuno não faz grandes birras...os castigos derivam mais de asneiras ( gastar o papel higiénico todo de uma só vez, para fazer uma bola de papel, brincar com fósforos, fazer desenhos com cola nos vidros do quarto, partir algo a jogar futebol no quarto), e desobediências ( ir buscar pudim as escondidas e esconder o copo debaixo da cama, jogar a bola dentro de casa, comer chocolates, mergulhar na banheira) .

P.

Imagem de perfil

De Jorge Soares a 12.05.2010 às 22:50

Olá Anabela

Este teu comentário fez-me pensar... por vezes precisamos de ver aquilo que sentimos dito por outras pessoas..

Olha, fiz um post com base nas tuas palavras.. nas do comentário e nas do teu poost .. espero que não te importes.

Jorge
Sem imagem de perfil

De essência a 11.05.2010 às 09:35

Pois, lá em casa com o mais novo, o G. que está com 3 anos e meio, tem imperado a lei do castigo. Embora em momentos precisos a palmada no rabiosque tb funcione. Mas isto não quer dizer que as birras vão diminuindo, não é esse o caso, embora comigo não funcione, geralmente não cedo a qualquer tipo de birra e ele tb já percebeu isso, mas com o pai, a coisa é diferente, o pai quebra com mais facilidade e é incapaz de castigar o menino e então cabe sempre a mim fazer o papel de má...

Bjs.
Paula
Imagem de perfil

De Jorge Soares a 12.05.2010 às 22:53

Olá

Quando os pais não estão em sintonia...e normalmente não estão, as coisas complicam-se .. ser pai é muito complicado.. mesmo

Beijinho
Jorge
Sem imagem de perfil

De Leamar a 11.05.2010 às 10:03

Bom dia Jorge,
Olha eu não sou nada boa para falar sobre isto....meto os pés pelas mãos e na grande maioria das vezes não sei bem o que fazer e se o que fiz esteja certo. A minha N. faz muitas asneiras e quando lhe ralho vem para me bater...leva uma palmada na mão! Mas logo de seguida pede desculpa...
Ontem achei-lhe piada...como sabe que se vier de mão levantada para mim leva...vai de me chamar nomes:
"És feia, má, chata, cheiras mal e eu não, tótó, palerma, não vais passear comigo...vou com o papá!" Foi a primeira vez que me "insultou" da maneira que soube! Mas foi sol de pouca dura. Bastou ver-me triste para vir pedir desculpa, dar-me festinhas e dizer: "oh não és nada!" "Xscupa mãe! Xscupas?"
Perante isto eu fico desarmada...pareco mais criança que ela e abraço-a num instante.
Quanto mais ouço falar e ouço opiniões de como "bem educar" um filho, menos percebo! Uns dizem uma coisa, outros dizem outra e ainda há outros que dizem uma coisa e fazem outra!
A minha sogra por exemplo nunca bateu nos filhos!(penso até que ao meu marido lhe fez falta) Mas está sempre a dizer que eu preciso de lhe dar uma palmada à séria! Assim para ela aprender...como se a minha sogra alguma vez o conseguisse fazer!!! Ainda há dias quando o meu marido estava a ralhar alto e bom som com a N. a minha sogra tentou intervir...coitadinha da menina...levou logo de tabela! E com razão. Nunca se desautoriza um pai na frente de um filho! Mas os avós são muitas vezes tentados a fazê-lo...
Olha mas realmente não sei se o que faço é certo ou errado. Não sei mesmo! Espero que seja uma aprendizagem individual e que em algumas vezes acerte!
Ainda tenho muito que aprender...
Beijocas.
Imagem de perfil

De Jorge Soares a 12.05.2010 às 23:01

Olá


Das duas uma, ou as crianças deveriam vir com livro de instruções, ou deveria haver um curso superior chamado "Licenciatura parental" ..e só podia ter filhos quem conseguisse fazer o curso nos 3 anos....

A verdade amiga, é que ninguém nos prepara para eles... e eles vem sempre com a escola toda...e conseguem aprender muito mais rapidamente que nós... vê lá tu que eu já vou no terceiro e ainda não percebo nada disto .. e ainda por cima, quando achamos que já conseguimos fazer algo com eles, há um monte de gente que teima em se meter e estragar o nosso trabalho, .. avós, tios, padrinhos, primos afastados, a empregada doméstica, todos acham que sabem mais que nós e que fazemos tudo ao contrario... mas estão com eles uns minutos, deixam a sua marca e depois nós é que levamos com eles ...deveria haver uma vacina anti esta gente toda.

Sabes uma coisa, não interessa muito se o que fazes é o mais certo ou não... é feito com amor verdadeiro e isso mais tarde ou mais cedo funciona... ou eles saem de casa

Beijinho
Jorge
Imagem de perfil

De Sofia a 11.05.2010 às 11:50

Olá Jorge!

Isto com as crianças realmente não é fácil. Mesmo às vezes nas aulas quando os comportamentos são desadequados, pô-los de castigo e/ou ameaçar chamar os pais a principio até resulta mas depois já nem se importam e continuam.
Temos que conhecer bem cada criança e não jogar sempre pelo mesmo lado. Acho que é preciso variar nos castigos e aplicá-los só quando tem que ser, se for uma coisa constante eles acabam por se habituar e já nem faz diferença. No entanto, também acho que uma palmadinha no momento certo nunca fez mal a ninguém.
Beijinhos*
Imagem de perfil

De Jorge Soares a 12.05.2010 às 23:10

Olá Sofia

Cada criança é uma criança e se para nós é complicado, tenho a certeza que para os professores não é mais facil ...

Beijinho
Jorge
Imagem de perfil

De libel a 11.05.2010 às 15:49

Olá Jorge,

É engraçada a forma como relatas estes episódios, bem como é um prazer verificar que o papel de pai não foi extinguido. Um pai extremoso, paciente e tão dedicado deve ser um trevo de sorte na vida de qualquer criança. Fico deliciada quando passo por aqui e aprecio o teu entusiasmo ternurento em todas as experiências que partilhas.

Quanto aos castigos, quem se consome com eles acabo por ser eu, pois não tenho feitio para os levar até ao fim. Prefiro sacudir as moscas na hora e fica por ali!!..
No entanto, concordo que poderá ser uma atitude eficiente e talvez com efeitos mais consistentes, mas sou sincera, não sei castigar, sou a primeira a desfazer qualquer castigo.

Beijokas

P.s. Andei em busca de um trevo nas tuas fotos, mas não encontrei, se tiveres e consentires que publique, agradeço.
Imagem de perfil

De Jorge Soares a 12.05.2010 às 23:15

Olá

Trevo.. uma flor de trevo ou uma folha de trevo?

Flores acho que ainda tenho algumas.. mas folhas.. não,.. mas vou tentar lembrar-me.

Quanto aos castigos.. pois, desistir a meio é o pior que podemos fazer.. porque eles aproveitam-se disso.. é claro que cá em casa de vez em quando também cedemos, mas tentamos sempre que eles percebam que isso não é sinal de fraqueza... cada criança é uma criança e nestas coisas não há verdades absolutas ... vamos vivendo e aprendendo.

Obrigado pela tua simpatia

Jorge
Imagem de perfil

De Existe um Olhar a 11.05.2010 às 21:46

Olá Jorge
Veio-me á lembrança o tempo em que o meu rapaz tinha a idade da tua e nessa altura o pediatra dele era conhecido como o papa da pediatria em Portugal, ele dizia que uma palmadinha carinhosa nunca faria mal a uma criança. Concordo com esta afirmação e nunca me coibi de o fazer.
Castigos sim, mas há que ser firme e oportuno na hora de os aplicar e ter firmeza para que eles se mantenham no tempo que lhe destinamos. Se quebrarmos as crianças de imediato se aproveitarão das nossas fraquezas.
Não creio que palmadinhas ou castigos traumatizem, sempre que dados na altura certa.
Eu levei e ando por aqui sem traumatismos.

Beijos
Imagem de perfil

De Jorge Soares a 12.05.2010 às 23:18

Olá Manu

Estamos em completa sintonia... o que não quer dizer que estejamos certos... mas a julgar pelo resultado.. (teu) ..devemos estar.

Beijinho
Jorge

Comentar post



Ó pra mim!

foto do autor



Queres falar comigo?

Mail: jfreitas.soares@gmail.com






Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2014
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2013
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2012
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2011
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2010
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2009
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2008
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2007
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D