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Nasci ninguém, fui eu que me gravidei

por Jorge Soares, em 18.10.08

Africa

 

"História de um homem é sempre mal contada. Porque a pessoa é, em todo o tempo, ainda nascente. Ninguém segue uma única vida, todos se multiplicam em diversos e transmutáveis homens.


Agora, quando desembrulho minhas lembranças eu aprendo meus muitos idiomas. Nem assim me entendo. Porque enquanto me descubro, eu mesmo me anoiteço, fosse haver coisas só visíveis em plena cegueira.


Nasci ninguém, fui eu que me gravidei. Meus pais negaram a herança das suas vidas. Ainda sujo dos sangues me deixaram no mundo. Não me quiseram ver transitando de bicho para menino, ranhando babas, magro até na tosse."

 

Mia Couto in Cada Homem é uma raça

 

 

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publicado às 22:16

Despertando consciências

por Jorge Soares, em 17.10.08

Palavras para quê?

 

Jorge

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publicado às 22:33

Receita:Tagliatelle com cogumelos ....

por Jorge Soares, em 16.10.08

...e peru!

 

 

Bom, voltei à cozinha, na verdade não foi bem voltar, porque mesmo em muletas tenho cozinhado várias vezes, todo o mundo estava com saudades dos meus cozinhados..... os miúdos dizem que eu é que sei cozinhar...e a P. apoia, e diga-se de passagem que eu também já estava com saudades dos meus cozinhados....  e acreditem ou não, estou com saudades de ir às compras..... passar pelos corredores do supermercado e ir colocando coisas no carrinho... também é a única maneira de ter os ingredientes todos que necessito... eu bem tento fazer uma lista de compras... mas sabem uma coisa? não dá... depois falta sempre qualquer coisa, eu cá não funciono com listas de compras.

 

Bom, hoje voltei à cozinha, havia dois bifes de peru e umas fatias de fiambre, assim que a ementa foi Tagliatelle com cogumelos e peru.

 

Ingredientes:

 

Dois bifes de Peru

4 fatias de fiambre

Tagliatelle para quatro

Alhos

1 lata de cogumelos inteiros

Ervas aromáticas

Azeite

Pimenta

1 Caldo Knorr

1/2 copo de vinho branco

 

Corte os bifes em cubinhos, coloque no Hook (ou numa panela) junte o azeite e os alhos picados, tempere com a pimenta e as ervas aromáticas. Vá mexendo até a carne estar alourada. Junte o vinho branco e o caldo Knorr,  deixe cozinhar. Quando a carne estiver cozinhada junte os cogumelos previamente escorridos, o fiambre aos quadradinhos e deixe cozinhar durante 5 minutos.

 

Junte os  tagliatelle previamente cozidos em água sem sal e misture tudo muito bem. Se gostar junte queijo mozarela ou da ilha no prato ao servir.

 

Estava muito bom!

 

Para quem não gosta de peru, a receita também funciona muito bem com frango..e com manjericão seco em lugar d ervas aromáticas.

 

A imagem é deste filme.... que fala de homens, mulheres e cozinhas..se puderem vejam!

 

 

Jorge

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publicado às 21:34

Alguém me viu cair?

por Jorge Soares, em 15.10.08

Outão

Imagem retirada de aqui:

http://olhares.aeiou.pt/galerias/detalhe_foto.php?tc=1&origem=&id=1864899

 

Estou de volta, com um parafuso a menos no tornozelo e umas dores a mais, mas cá estou. Como da outra vez, continuo sem queixas do tratamento hospitalar, tirando que me tiveram mais de 24 horas a passar fome, para depois estar 10 minutos no bloco operatório em amena  cavaqueira com os anestesistas, é que a operação foi com anestesia local e não durou mais que isso,  10 minutos.... bem que podiam ter poupado uns cobres ao hospital, eu dormia em casa e escusava de passar fome....  Mas deu para ver um fim de tarde fantástico, frente ao mar a ver os barcos passar, as gaivotas na areia da praia.... tive imensa pena de não ter a máquina fotográfica comigo. Mas quando voltar para tirar os novos agrafos que ganhei... vou levar a máquina.

 

Entretanto esta semana tivemos uma surpresa nada agradável, estou de baixa à quase dois meses e não há maneira de chegar o bendito cheque, entretanto e por portas travessas, soubemos que a segurança social não me paga porque necessita de mais detalhes do acidente, um relatório e de preferência com depoimento de duas testemunhas...... Vamos lá ver, as minhas baixas foram passadas por dois hospitais públicos em Setúbal , uma delas é de internamento... qual é a duvida?..... além de que se dá a casualidade que quando cai... lá no Nordeste de São Miguel, nos Açores... eu estava sozinho..... ninguém viu... o que é que eles querem dizer com testemunhas?...  tenho que ir aos Açores perguntar se alguém viu? E já agora, iam-me avisar quando? Felizmente não é o caso, mas como é que fazem as pessoas que dependem de um só salário para continuar a viver? E porque é que na era da informática demora tanto tempo a tratar de algo tão simples?

 

Enfim, vivemos num país engraçado!

Jorge

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publicado às 21:57

Amoras e viraventos....

por Jorge Soares, em 12.10.08

Amoras

Imagem retirada da Internet

 

Este post com perfume de verão fez acordar mais umas memórias de infância.....  para quem cresceu no campo as silvas são omnipresentes, estão por todos lados e com elas as amoras. Curiosamente as minhas memórias não tem a ver com doces, nem me lembro de alguma vez ter sido grande apreciador deste fruto silvestre, lembro-me sim daquela lenga-lenga:

 
-Gostas de amoras?
-Sim!
-vou dizer ao teu pai que já namoras!
 
Deve ser por isso que não me lembro de gostar muito dos frutos negros e doces, com 5 ou 6 anos ninguém quer ter namorada... lembro-me sim de outras coisas que tem a ver com amoras.
 
Lá no lugar de Alviães, lá para os lados de Oliveira de Azeméis, no largo da fonte há um enorme carvalho, por debaixo da sua enorme copa havia uma fonte, uma presa de água que servia para regar os campos de milho das redondezas e um tanque de lavar a roupa. No verão passávamos os dias por ali, debaixo da sombra protectora da gigantesca árvore. No pino do verão quando as amoras estavam maduras brincávamos aos índios e cobóis, evidentemente utilizávamos os frutos para fazer as pinturas de guerra... mas a recordação mais nítida que tenho é a dos viraventos. Íamos ao monte próximo, retirávamos a fina casca seca  dos eucaliptos, com algum cuidado cortávamos duas ou três tiras rectangulares, fazíamos um furo no centro, utilizávamos um pauzinho para as segurar e voilá, lá tínhamos o nosso viravento... que pintávamos com as amoras maduras de modo que ao girar fizesse efeitos bonitos.... e lá andávamos, pintados de guerreiros e a correr de um lado para o outro a fazer girar o viravento.
 
Era o tempo em que a maioria dos brinquedos saíam da nossa imaginação e das nossas mãos, o tempo em que éramos livres para andar por aí..... agora os meus filhos tem muitos brinquedos, puxam pela imaginação para ver qual o estratagema que os fará ter mais um, o brinquedo de moda. Um de estes dias levo-os a conhecer o velho carvalho e ensino como se faz um viravento.....

Pelo direito a uma família

 
 

Amanhã é o dia de voltar ao hospital, o blog vai estar parado uns dias......a todos os meus amigos e amigas dos blogs, se ainda não foram vão assinar a petição para o dia da Adopção e se possivel divulguem esta iniciativa, há 11000 crianças que merecem ter uma familia e que agradecerão de todo o coração.

 

 

Boa semana a todos.

Jorge

 

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publicado às 21:03

Pelo direito a uma família

 

 

Para assinar a petição por favor vão aqui: Assinar petição

 

 

Ex.mo Senhor Presidente da Assembleia da República:

 

PETIÇÃO PARA INSTITUIR O DIA NACIONAL DA ADOPÇÃO DE CRIANÇAS EM 10 DE MAIO DE 2009

 

Considerando que:
• a adopção de crianças é uma realidade no nosso país;
• existem 11.362 crianças/jovens institucionalizados (dados referentes a 2007 explanados no Plano de Intervenção Imediata do Instituto da Segurança Social);
• é de extrema importância a promoção de um dos direitos fundamentais das crianças – direito a uma família;
• que foram adoptadas, no referido ano, apenas 417 crianças;
• é importante promover a consciencialização da sociedade para o facto de crianças que estão a crescer sem família estão a ser privadas daquilo que de mais importante existe para a sua formação, desenvolvimento e crescimento – o afecto, os laços, a conquista de um colo;
• a adopção pode representar um projecto de vida alternativo à institucionalização;
• que cada criança que seja adoptada é uma criança que, ainda, encontra o seu tempo de ser criança;

vem, desta forma, a Bem Me Queres - Associação de Apoio à Adopção de Crianças, NIPC 507705050, sediada na Rua Santa Justa 265, 2º 4200-479 Porto nos termos do artigo 52.º da Constituição da República Portuguesa, da Lei n.º 43/90, de 10.08, com as alterações introduzidas pelas Leis n.ºs 6/93, de 1.03, 15/2003, de 04.06 e 45/2007, de 24.08, conferir aos cidadãos a possibilidade de exercerem os seus direitos constitucionais de entrega de assinatura da presente petição a submeter à Assembleia da República para que seja instaurado em 10 de Maio de 2009 o DIA NACIONAL DA ADOPÇÃO DE CRIANÇAS, com os seguintes fundamentos:

 

a) Promover o debate na sociedade civil;
b) Consciencializar a sociedade para esta realidade;
c) Difundir junto das entidades competentes a dramática situação em que vivem as milhares de crianças institucionalizadas;
d) Sensibilizar o poder judicial para uma celeridade dos processos.

 

A presente petição vai assinada pelos cidadãos abaixo-assinados que aderiram à proposta apresentada pela Associação requerente.

Porto, 9 de Outubro de 2008

Os Peticionários

 

Para assinar a petição por favor vão aqui: Assinar petição

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publicado às 15:10

A espera:Oficialmente....à espera!

por Jorge Soares, em 09.10.08

Crianças

 

Hoje foi finalmente o dia da primeira entrevista, na altura achamos um pouco estranho que em Julho marcassem a entrevista para Outubro,  agora não parece assim tão estranho, desta vez tinham feito mesmo o trabalho de casa, a psicóloga é a mesma do primeiro processo e lembrasse muito bem de nós. Para nosso espanto despacharam hoje todo o processo, as 3 ou 4 entrevistas habituais, ficaram resumidas a esta, duas horas de conversa franca e agradável encerraram o assunto. Teremos que esperar que chegue o bendito certificado de aprovação, mas segundo elas já estamos na lista....resta portanto esperar que algures apareça a nossa menina.

 

Evidentemente não vou contar aqui tudo o que se falou, na realidade falou-se mais de adopção, de candidatos e de crianças, que de nós e do nosso processo. Ficamos a saber que para as nossas condições o tempo de espera poderá ir até dois anos, evidentemente existem muitíssimos candidatos à nossa frente, só que segundo elas, 95% desses candidatos querem exclusivamente crianças brancas até 3 anos, não há candidatos que aceitem crianças de cor, o que nos coloca imediatamente no topo da lista, nós não colocamos restrição de raça.

 

Há sempre coisas que causam aflição quando se fala destes temas, o racismo das pessoas, a discriminação, as famosas listas nacionais que afinal não existem, mas sobretudo, as crianças devolvidas, sim, porque há quem devolva crianças..... haverá coisa mais cruel que abandonar novamente uma criança que iniciou  a sua vida sendo abandonada? mas disto, falarei outro dia... somos um país de gente racista e sem escrupulos....sem dúvida.

 

 

Creio no mundo como num malmequer,

Porque o vejo. Mas não penso nele

Porque pensar é não compreender...

 

O Mundo não se fez para pensarmos nele

(Pensar é estar doente dos olhos)

Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...

 

Eu não tenho filosofia: tenho sentidos...

Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,

Mas porque a amo, e amo-a por isso,

Porque quem ama nunca sabe o que ama

Nem sabe por que ama, nem o que é amar...

 

Amar é a eterna inocência,

E a única inocência não pensar...

 

Alberto  Caeiro

In Guardador de rebanhos

 

Jorge

Imagem retirada da internet

 

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publicado às 21:55

A fotocopiadora para a escola.. ou o Magalhães?

por Jorge Soares, em 08.10.08

A fotocopiadora para a escola.. ou o Magalhães?

 

Até hoje não tinha falado do Magalhães, principalmente porque meia blogosfera já o fez  e eu não ando muito longe desta ideia da Jonas, ou desta da Maria Costa

 

Cá em casa há dois computadores, um fixo e um portátil, ambos tem mais que três anos, as crianças utilizam o fixo com bastante à vontade, existem regras e horários definidos de modo a evitar as guerras. É claro que vem aí dois Magalhães, ainda não sei é se irão ser utilizados pelas criancinhas ou pelos pais...é que de certeza que são melhores que os que existem por cá. Vamos lá ver, eu sou contra este programa da forma como ele é feito, acho que a ideia pode ser positiva se pensarmos em que poderá fazer chegar computadores e internet a lares onde dificilmente iriam chegar e isso sem dúvida alguma é algo positivo. Da forma em que é feito, significa fazer chegar um brinquedo novo a milhares de crianças que até já tem computador em casa.... não tinha nada contra isso...se não estivessem a utilizar, mal, o dinheiro dos meus impostos ...e esse dinheiro é de certeza absoluta, como já veremos, necessário para muitas outras coisas na educação.

 

Hoje a P. foi á escola falar com uma das professoras dos meus filhos, a meio da conversa ela queixava-se do facto de não haver uma fotocopiadora na escola, para tirar fotocopias é necessário ir à sede do agrupamento que fica a uns dois quilómetros, a da escola avariou há um ano e não há dinheiro para comprar outra. Imagino que exemplos como este existiram muitos, agora pensem lá, quantos Magalhães serão precisos para comprar uma fotocopiadora? e o dinheiro não seria muito melhor empregue na fotocopiadora que em brinquedos novos para os filhos da classe média?

 

E sim, vamos-nos candidatar aos dois brinquedos, é que como estão as coisas não há outra maneira de termos pcs novos cá em casa.... mas passavamos bem com os que temos.

 

Jorge

PS:Imagem retirada da internet

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publicado às 21:52

Vá lá senhoras, digam da vossa justiça....

por Jorge Soares, em 06.10.08

Homem na cozinha

 

Este post da Cigana deixou-me a pensar, pelo que é contado no post e pelos comentários. Quem me lê sabe que cá em casa o dono das panelas e dos tachos sou eu, sou eu que cozinho, sou eu que vou às compras, nem sempre sou eu que escolho o que se vai cozinhar..de aí o nome do blog... é que nem sempre é fácil decidir, ainda que a maior parte das vezes se utilize uma técnica relativamente simples, abre-se o frigorifico, olha-se lá para dentro e decide-se o que e o como.... que eu cozinho.

 

Partindo do post e indo aos comentários, tirando o comentário machista e sem sentido, conclui-se que a maioria dos maridos deste país é de uma completa inépcia quando se fala de cozinha, a começar pelo protagonista do post, cozer esparguete consegue ter alguma ciência, agora batatas..... e a terminar pelos maridos e conhecidos de quem comentou. 

 

Queria deixar uma pergunta às senhoras que me visitam, é assim tão estranho um homem que partilhe as tarefas na cozinha?.... e no caso de ser estranho, o que é que os vossos maridos e namorados fazem quando chegam a casa?, aquele estereótipo do homem que chega a casa e se senta a ver televisão enquanto a sua abnegada esposa trata dos miúdos, da casa e da cozinha existe mesmo?.... devo pedir o divorcio e tratar de arranjar uma meia laranja que me permita tal estilo de vida?... ou isso é um mito da sociedade e eu não sou assim tão estranho?

 

Vá lá senhoras, digam da vossa justiça.... 

 

Jorge

 PS:Imagem retirada da internet...adorei esse filme

PS2:Elas gostam mesmo dos homens que cozinham

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publicado às 21:14

As ameixas

por Jorge Soares, em 05.10.08

 

Ameixas

 

Hoje comi uma ameixa à sobremesa, era enorme, escura, quase preta, com o primeiro bocado consegui identificar o sabor inconfundível da fruta madura.... ameixa!

 

Lembro-me de ter 5 ou 6 anos e de ir colher ameixas que sabiam como esta, da árvore que havia em casa da minha avó. Entre o tanque de lavar a roupa, a casa da minha avó e o moinho donde o milho se convertia na farinha que depois de amassada e cozida no enorme forno de lenha, seria uma broa de milho escura e deliciosa, havia duas ameixoeiras. Uma de ameixas brancas que quando amadureciam se tornavam douradas e doces como mel e uma de  encarnadas, pequenas e alongadas.

 

Uma das árvores, a dos frutos encarnados, cresceu encostada à casa, de modo que facilmente eu e o meu primo Rogério a conseguíamos utilizar como escada. Passávamos o verão a subir ao telhado e a inspeccionar  os frutos ainda verdes, que começavam a pintar após as primeiras chuvas. Lembro-me de me empanturrar de ameixas maduras e do dia em que o meu primo caiu da outra arvore, à que eu não conseguia subir.

 

Aos 10 anos fui para longe, quando voltei a casa da minha avó, 6 anos depois, nenhuma das arvores lá estava, dei pela falta delas, mas nunca perguntei o que lhes tinha acontecido. Imagino que à medida que eu crescia lá longe, as árvores envelheciam e terminaram por morrer. Até hoje, quase 30 anos depois, não tinha voltado a comer ameixas.

 

Jorge

PS:Publiquei este texto em Setembro do ano passado, hoje e dado que a inspiração e os temas andam longe, decidi que era boa altura para me revisitar

PS2:Imagem retirada da internet

 

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publicado às 21:10



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