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Mãos

 

As pessoas que me conhecem e as que seguem o blog há algum tempo, sabem que no caso Esmeralda eu sempre fui do contra.Podem ler o que  escrevi aqui ou aqui sobre o assunto.

 

Nesta noticia do publico, podemos ler o seguinte:

 

"Mais de quatro anos depois de a justiça ter atribuído o exercício do poder paternal a Baltazar Nunes, o tribunal de Torres Noves decidiu hoje entregar definitivamente a menor Esmeralda Porto ao pai biológico, com quem passará a residir na Sertã."

 

Tento seguir uma linha de vida em que as coisas se fazem como se devem fazer, não sou nada dado a atalhos ou a esquemas, normalmente as coisas são como são e não como gostariamos que fossem. Passei por um processo de adopção, e estou a meio de outro, sei como estas coisas funcionam, sei o que custa e o angustiante que pode ser.... e como conheço muitas pessoas ligadas à adopção, já ouvi muitas histórias, já vi muitas coisas.

 

Desde a primeira vez que li sobre esta historia no natal de há 3 anos atrás, que achei que tudo era muito estranho, que havia muitas perguntas que ninguém fazia e muitas coisas que ninguém contava. Entretanto o tempo passou, o caso ganhou foros de relevância nacional e a comunicação social tomou conta dele, conta e partido, sendo que tudo culminou num para mim vergonhoso programa Prós e Contras em que a apresentadora abdicou do seu papel de jornalista e se tornou defensora acérrima de uma das partes. Confesso que desde esse dia não voltei a ver este programa, nem o voltarei a fazer. A comunicação social deve servir para informar e entreter, não para formar opiniões ou suportar campanhas.

 

Como disse, sou pai adoptivo, quando iniciei o primeiro processo, houve alguém que me sugeriu ir por este caminho, alguém que se calhar até seria capaz de me levar a a bater às portas certas e de me colocar nas mãos uma criança, se calhar nas mesmas condições em que Esmeralda foi colocada nas mãos daquele casal... ou noutras parecidas.... mas em caso algum legais. Na altura fiz-me o desentendido e nem deixei a conversa avançar. Seria incapaz de entrar por essa via, porque a minha vida e a dos meus filhos é muito importante como para ser vitima de esquemas.

 

Neste caso, quero acreditar que finalmente se fez justiça e que Esmeralda vai passar a viver com o seu pai, que a reclama há anos. Com a neve e as temperaturas negativas que se fazem sentir, duvido que amanhã façam manifestações à porta do tribunal..... mas já não sei nada. Hoje nas noticias já ouvi algumas pessoas importantes e até uma com responsabilidades no meio da adopção, a insurgirem-se com a sentença... a insurgirem-se com o facto de a justiça ter deixado de ser cega e/ou míope.

 

Ao casal que tinha a criança deixo um concelho.... vão à segurança social e inscrevam-se como casal adoptante.....esperem, eles não podem, para se adoptar em Portugal é preciso ter o registo criminal limpo...e eles já foram ambos condenados.... temos pena!

 

Jorge

PS:Imagem retirada da internet

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publicado às 21:52

Gaza:para onde foi a paz?

por Jorge Soares, em 08.01.09

Paz morta

 

Em Portugal falamos de crise, de perspectivas de desemprego, de avaliação de professores, coisas importantes porque é do nosso bem estar que se fala, da educação dos nossos filhos. Mas desde há 13 dias que o mundo tem o olhar noutro sitio, em Gaza.

 

Hoje no noticiário os números eram assustadores, em 13 dias morreram pelo menos 700 palestinianos, uma grande parte civis inocentes, e 11 judeus, 4 dos quais mortos por erro por fogo amigo. Se isto fosse futebol Israel estava a golear 700 a 11... infelizmente não é de futebol que falamos, é de vidas humanas. Pelos números podemos inferir a desproporção das forças que se enfrentam.

 

Gaza é uma porção de terreno de 45 Kms de comprimento por 10 kms de largura onde desde há 4 gerações vivem 1,4 milhões de Palestinianos, pessoas que foram expulsas das suas terras e casas e confinadas em campos de refugiados. Em Gaza não há espaço para mais nada que para as pessoas, não há vida, não há empregos, não há economia, não há nada, só há miséria humana e raiva.... muita raiva.

 

Israel sabe que a mudança de presidente nos estados Unidos vai trazer ventos de mudança, a diplomacia Israelita sabe que mais tarde ou mais cedo, Obama vai trazer ventos de mudança que vão fazer abanar muitos equilíbrios precários. Vai de aí, e enquanto é tempo, decidiu aproveitar todas as provocações para fazer uma limpeza do terreno antes que seja tarde.

 

O principal suporte do estado de Israel tem sido os Estados Unidos, só com a protecção do gigante Americano tem sido possível ignorar as dezenas de resoluções da ONU, só com a protecção dos Estados Unidos, Israel pode ignorar a censura do mundo durante tantos anos...e com Obama, mais tarde ou mais cedo, essa protecção vai acabar.

 

700 mortos em 11 dias..... aconselho a todos que vejam o seguinte vídeo.

 

 

Jorge

PS:imagem retirada da internet

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publicado às 21:54

O cerco

 

Circunspecção:

 

 

              do Lat.  circumspectione, acção de olhar à volta

               s. f.,

              qualidade de circunspecto;

              exame demorado de um objecto;

             prudência;

              ponderação.

 

Confesso a minha ignorância, eu tive que ir ao diccionário procurar o significado de circunspecção, palavra que não me lembro de ter ouvido antes ....

 

Ainda a propósito do meu post  O cerco ... ou o ridiculo andava há uns dias a pensar escrever um  novo post sobre o assunto onde iria responder aos comentários. Andava....  já não o vou fazer, porque esta semana, o Ricardo Araujo Pereira escreveu na Visão uma crónica que reflecte mais ou menos o que penso e muito mais. O Ricardo além de um excelente humorista é um fabuloso cronista..... como eu nunca na vida conseguiria colocar as minhas ideias da forma em que ele o faz, vou-me deixar tretas e copiar aqui, o que ele escreveu...... 


 

"Julgo que a opinião da directora da DREN, Margarida Moreira, segundo a qual a ameaça a uma professora com uma arma de plástico foi uma brincadeira de mau gosto, é uma brincadeira de mau gosto. Mais uma vez se prova que a crítica de cinema é extremamente subjectiva. Eu também vi o filme no YouTube e não dei pela brincadeira de mau gosto. Vi dois ou três encapuzados rodearem uma professora e, enquanto um ergue os punhos e saltita junto dela, imitando um pugilista em combate, outro aponta-lhe uma arma e pergunta: «E agora, vai dar-me positiva ou não?» Na qualidade de apreciador de brincadeiras de mau gosto, fiquei bastante desapontado por não ter detectado esta antes da ajuda de Margarida Moreira.


Vejo-me então forçado a dizer, em defesa das brincadeiras de mau gosto, que, no meu entendimento, as brincadeiras de mau gosto têm duas características encantadoras: primeiro, são brincadeiras; segundo, são de mau gosto. Brincar é saudável, e o mau gosto tem sido muito subvalorizado. No entanto, aquilo que o filme captado na escola do Cerco mostra aproxima-se mais do crime do que da brincadeira. E os crimes, pensava eu, não são de bom-gosto nem de mau gosto. Para mim, estavam um pouco para além disso – o que é, aliás, uma das características encantadoras dos crimes. Se, como diz Margarida Moreira, o que se vê no vídeo se enquadra no âmbito da brincadeira de mau gosto, creio que acaba de se abrir todo um novo domínio de actividade para milhares de brincalhões que, até hoje, estavam convencidos, tal como eu, que o resultado de uma brincadeira é ligeiramente diferente do efeito que puxar de uma arma, mesmo falsa, no Bairro do Cerco, produz.

O mais interessante é que Margarida Moreira, a mesma que agora vê uma brincadeira de mau gosto no que mais parece ser um delito, é a mesma que viu um delito no que mais parecia ser uma brincadeira de mau gosto. Trata-se da mesma directora que suspendeu o professor Fernando Charrua por, numa conversa privada, ele ter feito um comentário desagradável, ou até insultuoso, sobre o primeiro-ministro. Ora, eu não me dou com ninguém que tenha apontado uma arma de plástico a um professor, mas quase toda a gente que conheço já fez comentários desagradáveis, ou até insultuosos, sobre o primeiro-ministro. Se os primeiros são os brincalhões e os segundos os delinquentes, está claro que preciso de arranjar urgentemente novos amigos."

 

E agora, os vossos comentários!

 

Retirado da Visão

 

Jorge

PS:Imagem retirada da internet

 

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publicado às 21:33

Protegemos os nossos filhos de quê?

por Jorge Soares, em 05.01.09

 criança super protegida

 

Na sexta Feira em conversa com a Sónia e com o Miguel, a propósito de um telefonema de um dos filhos da Sónia, a conversa derivou para a forma como actualmente encerramos as nossas crianças em autênticas redomas de vidro para as proteger de um mal que se pensarmos bem, não sabemos bem qual é. Note-se que eu disse protegemos, porque eu faço o mesmo.

 

Tinha eu seis anos quando entrei para a escola, lá na aldeia a escola ficava a 1 quilómetro e meio mais coisa menos coisa, claro que ia-se a pé, pelas bermas da estrada nacional que numa boa parte passava pelo meio dos pinhais e eucaliptais. A minha mãe acompanhou-me no primeiro dia e depois eu ia e vinha, todos os dias fosse inverno primavera ou verão.

 

Os meus filhos tem 8 e 9 anos, a escola é a uns 300 metros de casa, mas é claro que está fora de questão eles irem ou virem sozinhos. Na verdade, eu olho para eles e é claro que não os vejo capazes de irem sozinhos a pé para a escola.... mas a minha mãe, e as mães de todos os meus vizinhos, maiores e mais pequenos, olharam para nós com 6 anos e acharam que éramos crescidos o suficiente para andarmos quilómetros a pé, todos os dias de casa até à escola. O que mudou?

 

Podem dizer que isso era na aldeia e que na cidade não é assim, bom, tinha eu 10 anos quando fui viver para Caracas, uma cidade com uma criminalidade assustadora,.... e eu ia a pé de casa para a escola, e o meu irmão com 7 anos ia e vinha a pé para a escola... primeiro sozinho e depois comigo, o irmão mais velho que tinha 11 anos. 

 

Depois do almoço com a Sónia eu fiquei a pensar, existe mesmo um perigo real para os nosso filhos, ou somos nós que somos uns exagerados? Vivemos numa sociedade assim tão perigosa?, e esse perigo vem de onde? É que puz-me a pensar e não consegui perceber de onde vem esse perigo. E toda essa sobreprotecção que estamos a dar às nossas crianças, esse encerramento numa redoma que os isola do mundo, não será mesmo mais perigosa que os perigos de que os queremos proteger?

 

Olho para os meus filhos e vejo duas crianças espertas, tem uma serie de capacidades que eu adquiri muito mais tarde, dominam o computador melhor que muitos adultos que conheço, mas que não são capazes de ir comprar o pão à padaria da esquina, ou ir a pé para a escola, ou se vão levar o lixo eu não fico descansado enquanto eles não voltam.

 

No ano que vem a R. vai para o ciclo, evidentemente a mãe e eu haveremos de arranjar maneira de a ir deixar e buscar todos os dias. Com 10 anos eu fui para o ciclo, que ficava a 10 Kms, como os horários dos autocarros não davam, à volta eu tinha que apanhar um autocarro alternativo que me deixava a 2 Kms de casa, e depois ir a pé pelo meio dos campos e pinhais sozinho... isto depois de atravessar a estrada nacional numero 1 que era a unica via que unia o Porto a Lisboa.

 

Os pais dos meu tempo eram mais irresponsáveis ou nós somos uns exagerados? E quando crescerem, os nossos filhos super protegidos, que até certo ponto crescem a leste do mundo e das suas realidades, esta geração do panda, do Disney chanel e dos morangos com açúcar, vão saber enfrentar a vida e o mundo real? .....às vezes  tenho sérias dúvidas.

 

Jorge

PS:imagem retirada da internet

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publicado às 21:48

A Bola de Berlim

por Jorge Soares, em 04.01.09

Bola de Berlim

 

No outro dia em Oliveira de Azeméis numa das muitas pastelarias que por lá há, observávamos a quantidade e variedade de bolos que enchiam as montras  e em jeito de provocação eu  insistia com a R. para que escolhesse um. A minha filha não gosta de bolos, coisas doces e/ou com creme não são com ela. Na montra havia um tabuleiro cheio de bolas de Berlim, enormes, frescas e com aspecto delicioso, com montes de creme. É claro que ela não quis.... mas a conversa fez-me avivar as minhas memórias, e retroceder até ao dia em que vi pela primeira vez uma bola de Berlim.

 

Tinha eu 9 anos quando fui para o ciclo, naquela altura o ciclo estava dividido por dois locais, o segundo ano era no edifício da escola e o primeiro era num velho casarão, as salas estavam divididas pelos diversos andares do velho edifício e por um anexo pré-fabricado que ficava no antigo quintal da mansão. Eu tinha aulas numa das salas do pré-fabricado e lembro-me de um dia em que a chuva e a saraiva eram tantas, que não nos conseguíamos ouvir dentro da sala.

 

O bar da escola era num pequeno vão de escada no 3º andar do casarão, quem tinha aulas nos anexos raramente entrava no edifício, o recreio era já ali. Demorei muito tempo a descobrir que havia um sitio onde comprar coisas, a primeira vez que lá fui foi a acompanhar alguém que ia comprar um pacote de batatas fritas para o lanche.  Em quanto o meu colega comprava as batatas fritas, fiquei a olhar para umas enormes bolas castanhas cobertas com açúcar branco. Lembro-me de perguntar o que era aquilo, e de alguém dizer:

 

-É uma bola!

-Uma bola?

-Sim, uma bola, é doce e tem creme!

-E quanto custa?

-5 escudos, queres uma?

-Não!

 

5 Escudos era muito dinheiro, para mim que não tinha nenhum era muitíssimo dinheiro, e estava fora de questão eu os obter para comprar um doce. Um dia, já os meus pais tinham emigrado e eu fora viver em casa da minha tia, descobri que não era preciso ter dinheiro. Além de bolos e batatas fritas, vendiam-se outras coisas, lápis, folhas, material escolar, coisas que de vez em quando eram necessárias, a senhora que geria o bar tinha um caderno onde anotava as coisas que cada um levava e no fim do mês enviava a conta. Descobri isso quando precisei de umas folhas para um teste e evidentemente não tinha dinheiro, alguém me explicou como funcionava, e lá se abriu a folha com o meu nome.

 

Não me lembro bem se foi no primeiro dia ou no dia a seguir, mas é evidente que a coisa seguinte que ficou anotada no livro foi:

 

-Bola - 5 escudos.

 

Ainda hoje consigo recordar o sabor daquela bola com creme. Os tempos mudam, tinha eu 9 anos quando vi pela primeira vez uma bola de Berlim, de certeza que se eu perguntar, nenhum dos meus filhos se lembra da primeira vez que as viu, no imaginário deles elas sempre existiram, junto com muitas outras coisas a que eu só tive acesso muito mais tarde.

 

A R. nem gosta de doces, eu também não gostava... porque nem sabia que eles existiam.

 

Jorge

 PS:Imagem retirdada da internet

 

 

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publicado às 21:50

Rosa de inverno em Vanicelos


Continuação do Conto Um rasto do teu sangue na neve de Gabriel Garcia Marquez, parte anterior aqui


 ....e faziam a qualquer hora e em qualquer lugar, tratando de inventá-lo outra vez cada vez que faziam.

 

No começo fizeram da melhor maneira que conseguiam nos carros-esporte com os quais o papai de Billy Sánchez tentava apaziguar suas próprias culpas. Depois, quando os carros se tornaram demasiado fáceis, entravam de noite nas cabines desertas de Marbella onde o destino os havia posto cara a cara pela primeira vez, e até se meteram disfarçados, durante o carnaval de novembro, nos quartos de aluguel do antigo bairro de escravos de Getsemaní, ao amparo das mães-de-santo que até poucos meses antes tinham que padecer com Billy Sánchez e sua quadrilha de correntes. Nena Daconte entregou-se aos amores furtivos com a mesma devoção frenética que antes desperdiçava no saxofone, até o ponto de que seu bandoleiro domesticado terminou por entender o que ela quis dizer quando disse que tinha que se comportar como um negro. Billy Sánchez correspondeu sempre e bem e com o mesmo alvoroço.


Já casados, cumpriram o dever de se amar enquanto as aeromoças dormiam no meio do Atlântico, trancados a duras penas e mais mortos de rir que de prazer no banheiro do avião. Só eles sabiam então, 24 horas depois do casamento, que Nena Daconte estava grávida de dois meses. Quando chegaram a Madri sentiam-se muito longe de ser dois amantes saciados, mas tinham reserva suficiente para comportar-se como recém-casados puros. Os pais de ambos haviam previsto tudo. Antes do desembarque, um funcionário de protocolo subiu à cabine de primeira classe para levar a Nena Daconte o abrigo de visom branco com franjas de um negro luminoso, que era o presente de casamento de seus pais. Para Billy Sánchez levou uma jaqueta de cordeiro que era a novidade daquele inverno, e as chaves sem marca de um carro de surpresa, que esperava por ele no aeroporto. A missão diplomática de seu país recebeu-o no salão oficial. O embaixador e sua esposa não apenas eram amigos desde sempre da família de ambos, mas ele era também o médico que havia assistido o nascimento de Nena Daconte, e esperou-a com um ramo de rosas tão radiosas e frescas que até as gotas de orvalho pareciam artificiais. Ele cumprimentou os dois com beijos de deboche, incomodada pela sua condição um pouco prematura de recém-casada, e em seguida recebeu as rosas. Ao apanhá-las picou o dedo com um espinho do talo, mas superou o percalço com um recurso encantador.
- Fiz de propósito - disse -, para que reparassem no meu anel.

 

......

Continua

Jorge

PS:Imagem minha, retirada do blog Momentos e olhares

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publicado às 22:16

O Cartão do cidadão da R.

por Jorge Soares, em 02.01.09

Cartão do cidadão

Imagem retirada da internet

 

Na terça feira fui com a R. tirar o cartão do cidadão, a P. tinha tentado na loja do cidadão mas eram muitas horas de espera...e quando foi repartida a paciência, tanto a mãe como a filha estavam noutro lado qualquer, esperar não é com elas. Assim que lá me calhou a mim, mas em lugar de ir à loja do Cidadão fui ao Registo Civil.... que ainda por cima é a dois passos de casa.

 

Na semana do ano novo e num dia de chuva, imaginei que teria poucas pessoas, engano meu. Bom, não eram as centenas da loja do cidadão, mas eram umas dezenas, tirei o  numero 16... iam no 6.... a R. não gostou muito, mas eu sou uma pessoa paciente.

 

À falta de cadeiras, 5 cadeiras para umas 15 pessoas...nem está muito mau, encostei-me ao balcão e lá fui seguindo as peripécias de quem não está habituado às modernices. Havia duas pessoas a atender....e tinham como clientes duas pessoas de idade. Entre o verificar os dados, assinar na máquina e inserir as impressões digitais electrónicas, eu estava a ver a minha vida andar para trás. Passado um bom quarto de hora ainda atendiam as mesmas duas pessoas e dado que eram 10 da manhã.... já me estava a ver sem almoço.

 

Já estava a ser difícil perceber de quem era a inépcia, se das pessoas ou dos funcionários.... principalmente quando não havia maneira de o código postal que a senhora indicava, ser aceite pelo sistema..... passados mais uns 10 minutos lá acertaram com os 7 números do código postal.

 

Terminadas aquelas duas pessoas, a coisa começou a andar, isto quando já tinham colocado o cartelinho que dizia "Só há senhas para depois das 14". Como entretanto as pessoas começaram a desistir, passadas umas duas horas, lá fomos atendidos, e como a menina R. é mesmo despachada, a coisa correu bem e saímos de lá a tempo de almoçar.

 

O Cartão do cidadão vai substituir o Bilhete de identidade, o numero de contribuinte e os dois cartões da segurança social, além de que a nível de segurança é um grande avanço... já não era sem tempo. Principalmente porque desde há décadas que na maioria dos países a fotografia é impressa directamente no documento e que já não se utiliza aquele tamanho que não está com nada.

 

Um destes dias tenho que lá ir tirar o meu...... no registo civil, claro!

 

Jorge

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publicado às 21:51

Um Bom Ano para todos

por Jorge Soares, em 01.01.09

"009

 

E a festa terminou, tenho por hábito passar o ano com a P e os miúdos, só nós, já virou tradição fazermos Fondue para o jantar, jantarmos em casa e irmos ver o fogo de artificio, já seja em Lisboa ou na baixa de Setúbal, éramos para ir a Lisboa mas depois de um dia de chuva intensa, decidimos que o melhor era ficarmos por cá. 

 

Também já é tradição que falte algo para o Fondue, o ano passado tive que ir comprar Óleo para fritar, este ano faltava o álcool, depois de uma tentativa falhada de utilizar bagaço de vinho verde, lá fomos bater à porta dos vizinhos que felizmente tinham e não tive que ir à procura de algo aberto.

 

Eu adoro fogo de artificio, gosto mesmo, este ano o fogo não foi junto ao rio o que lhe tirou algum encanto, mas foi bonito na mesma. Havia passas à disposição, mas não sou de pedir desejos, afinal é só mais uma página que se vira no calendário e a vida continua....  sempre. 

 

 

Recomeça... 

Se puderes, 

E os passos que deres, 

Nesse caminho duro 

do futuro, 

Dá-os em liberdade 

Enquanto não alcances, 

Não descanses. 

De nenhum fruto queiras só metade. 

 

 

Miguel Torga

 

Para todos os meus desejos de um feliz ano cheio de motivos para festejar.

 

Jorge

PS:Imagem retirada da internet

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publicado às 22:31

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