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Afinal o dinheiro dá ou tira a felicidade?

por Jorge Soares, em 16.02.09

Euromilhões

 

Há uns anos atrás os meus colegas do departamento do lado conversavam entre si, o tema era o Euromilhões, conversa vai, conversa vem, até que um deles diz:

 

-Se me saísse o euromilhões, mandava a mulher para casa da sogra...e fazia-me à vida.

 

Pelo que sei, ele ainda não ganhou o Euromilhões, presumo que a mulher continua em sua casa, imagino que feliz à sua maneira, e ele ainda não se fez à vida, infeliz pelo que pude inferir da  conversa que escutei.

 

A semana passada recebi um mail em que se falava de um par de namorados que recebeu 15 milhões de Euros do primeiro prémio do Euromilhões. 15 milhões de Euros é coisa para arranjar a felicidade de muita gente, como vimos antes, mais de um se fazia à vida....

 

Neste caso o dinheiro fez com que não só o namoro acabasse, como que ambos os ex -pombinhos se enfrente numa batalha judicial para ver quem fica com os Euros da suposta felicidade. 

 

Dizia alguém no texto do mail, que imagino foi retirado de alguma noticia de jornal, que não fosse o dinheiro e já estariam casados.... ironia das ironias, neste caso, o dinheiro, pelo menos à primeira vista, não só não trouxe a felicidade, como converteu amor que se prometia eterno e de véu e grinalda, em guerra aberta com direito a audiências em tribunal e tudo. E isto porquê?.. porque o rapaz decidiu que queria partilhar um pouco da sua felicidade, ou seja dos 15 milhões, com os seus pais e irmãos... coisa que não agradou ao futuro sogro.

 

Com tudo isto, o dinheiro está desde 2007 numa conta bancária, à espera que o ex casalinho se entenda, ou que os tribunais decidam quem vai ser feliz, se vai ser só um ou ambos... é que 15 milhões dá para muita felicidade.... ou não!

 

Pessoalmente eu também acho que o dinheiro não dá a felicidade.... mas de uma coisa estou certo.... deve ajudar muito!

 

Detalhes vários sobre o caso, aqui:paginainicial/interior.aspx?content_id=1141546">http://jn.sapo.pt/paginainicial/interior.aspx?content_id=1141546

publicado às 21:56

 

Hoje esteve um verdadeiro dia de primavera em Setúbal... um dia de praia onde até a minha filha R. foi ao banho nas praias da Arrábida.

 

Estive a passear na areia junto à água e vieram-me à ideia os muitos comentários ao post das maminhas. As pessoas que me lêem sabem que não sou nada preconceituoso, o post era mais para chamar a atenção para os comentários da minha amiga ...mas os posts neste blog tem vida própria...isso, ou sou eu que acerto muitas vezes ao lado. :-)

 

Depois de ler e responder as dezenas de comentários, houve algo que me chamou a atenção, a maioria das mulheres disse que sim, que poderia realizar uma intervenção dessas, mas que o faria por si, nunca em resposta a um pedido do marido ou namorado.

 

Como disse em vários dos comentários...afinal o que tem de mal agradar ao marido? Se eram capazes de o fazer porque olhavam para o espelho e não gostavam do que viam.... porque é que não seriam capazes de o fazer porque o marido olhava para elas gostaria de ver mais? ou menos!

 

Eu sei que me vão cair em cima.... mas as relações não são baseadas em dar e receber? e amor já não é tentar agradar? então e os sacrificios em prol do bem estar da relação? 

 

Por acaso estava a comentar estas minhas ideias com a minha meia laranja, e ela aproveitou isto para me dizer que se eu realmente a amo, deveria pensar em fazer algo com a minha barriga e já agora, poderia perder uns quilos.... perdi uma boa oportunidade para estar calado....e tenho que voltar ao Karaté .

 

Mas continuo na minha, o que faz que tantas mulheres admitam que sim senhor poderiam vir um dia a querer modificar algo do seu corpo....mas nunca para satisfazer os desejos dos seus mais que tudo?

 

Jorge

PS:Fotografia minha, as praias da Arrábida, retirada do Momentos e olhares

 

publicado às 21:33

Um rasto do teu sangue na neve ... Fim.

por Jorge Soares, em 14.02.09

Rosa

Fotografia minha, retirada de Momentos e olhares

 

Continuação do Conto Um rasto do teu sangue na neve de Gabriel Garcia Marquez, parte anterior aqui

 

 

- Afinal, faltam só quatro dias - concluiu. - Até lá, vá ao Louvre. Vale a pena.

Ao sair, Billy Sánchez encontrou-se, sem saber o que fazer, na Place de la Concorde. Viu a torre Eiffel por cima dos telhados e pareceu-lhe tão próxima que tentou chegar até ela caminhando pelo cais. Mas de repente percebeu que estava mais longe do que lhe parecia, e que além disso mudava de lugar conforme a procurava. Começou então a pensar em Nena Daconte sentado num banco na margem do Sena. Viu passar os rebocadores por baixo das pontes, e não lhe pareceram barcos e sim casas errantes com telhados vermelhos e janelas com vasos de flores nos parapeitos, e arames com roupa secando no convés. Contemplou durante um longo tempo um pescador imóvel, com a vara imóvel e a linha imóvel na corrente, e cansou-se de esperar que alguma coisa se movesse, até que começou a escurecer, e decidiu pegar um táxi para voltar ao hotel. Só então percebeu que ignorava o nome e o endereço, e que não tinha a menor idéia de em que lado de Paris estava o hospital. Atordoado pelo pânico, entrou no primeiro café que encontrou, pediu um conhaque e tentou pôr seus pensamentos em ordem. Enquanto pensava, se viu repetido muitas vezes e de ângulos diferentes nos numerosos espelhos das paredes, e sentiu-se assustado e solitário, e pela primeira vez desde seu nascimento pensou na realidade da morte. Mas com o segundo copo sentiu-se melhor, e teve a idéia providencial de voltar à embaixada. Buscou o cartão no bolso para recordar o nome da rua, e descobriu que no verso estavam impressos o nome e o endereço do hotel. Ficou tão mal impressionado com aquela experiência que durante o fim de semana não tornou a sair do quarto a não ser para comer e para mudar o carro de calçada conforme correspondesse o dia.

Durante três dias caiu sem pausa a mesma garoa fina e suja da manhã em que chegaram. Billy Sánchez, que nunca havia lido um livro inteiro, quis um para não se aborrecer esticado na cama, mas os únicos que encontrou nas maletas de sua mulher eram em idiomas diferentes ao castelhano. Assim continuou esperando a terça-feira, contemplando os pavões repetidos no papel das paredes e sem deixar de pensar um só instante em Nena Daconte.

Na segunda-feira arrumou um pouco o quarto, pensando no que ela diria se o encontrasse naquele estado, e só então descobriu que o casaco de visom estava manchado de sangue seco. Passou a tarde lavando-o com o sabonete que encontrou na frasqueira, até que conseguiu deixá-lo outra vez como havia sido levado para o avião em Madri.

A terça-feira amanheceu turva e gelada, mas sem a garoa, e Billy Sánchez levantou-se às seis, e esperou na porta do hospital junto com uma multidão de parentes de enfermos carregados de pacotes de presentes e ramos de flores. Entrou com o tropel, levando no braço o casaco de visom, sem perguntar nada e sem nenhuma idéia de onde podia estar Nena Daconte, mas mantido pela certeza de que haveria de encontrar o médico asiático. Passou por um pátio interior muito grande, com flores e pássaros silvestres, em cujos lados estavam os pavilhões dos doentes: as mulheres, à direita, e os homens, à esquerda. Seguindo os visitantes, entrou no pavilhão das mulheres. Viu uma longa fileira de enfermas sentadas nas camas com a camisola de trapo do hospital, iluminadas pelas luzes grandes das janelas, e até pensou que aquilo tudo era mais alegre do que se podia imaginar lá de fora. Chegou até o extremo do corredor, e depois percorreu-o de novo no sentido contrário, até convencer-se de que nenhuma das enfermas era Nena Daconte. Depois percorreu outra vez a galeria exterior, olhando pela janela os pavilhões masculinos, até que pensou estar reconhecendo o médico que procurava. Era ele, de fato. Estava com outros médicos e várias enfermeiras, examinando um enfermo.

Billy Sánchez entrou no pavilhão, afastou uma das enfermeiras do grupo e parou na frente do médico asiático, que estava inclinado sobre o enfermo. Chamou-o. O médico levantou seus olhos desolados, pensou um instante e então o reconheceu.

- Mas onde diabos o senhor se meteu? - disse.

Billy Sánchez ficou perplexo.

- No hotel - disse. - Aqui, na esquina.

Então ficou sabendo. Nena Daconte tinha sangrado até morrer às 7:10 da noite da quinta-feira, 9 de janeiro, depois de 72 horas de esforços inúteis dos especialistas mais qualificados da França. Até o último instante havia estado lúcida e serena, e deu instruções para que procurassem seu marido no hotel Plaza Athenée, onde tinham um quarto reservado, e deu os dados para que entrassem em contato com seus pais. A embaixada havia sido informada na sexta-feira por um telegrama urgente da chancelaria, quando os pais de Nena Daconte já estavam voando para Paris. O embaixador em pessoa encarregou-se dos trâmites do embalsamento e dos funerais, e permaneceu em contato com a Chefatura de Polícia de Paris para localizar Billy Sánchez. Um chamado urgente com seus dados pessoais foi transmitido desde a noite da sexta-feira até a tarde do domingo, através do rádio e da televisão, e durante essas 48 horas foi o homem mais procurado da França. Seu retrato, encontrado na bolsa de Nena Daconte, estava exposto por todos os lados. Três Bentley conversíveis do mesmo modelo haviam sido localizados, mas nenhum era o dele. Os pais de Nena Daconte haviam chegado no sábado ao meio-dia, e velaram o cadáver na capela do hospital esperando até a última hora encontrar Billy Sánchez. Também os pais dele haviam sido informados, e estiveram prontos para voar a Paris, mas no final desistiram por uma confusão de telegramas. Os funerais ocorreram no domingo às duas da tarde, a apenas duzentos metros do sórdido quarto de hotel onde Billy Sánchez agonizava de solidão pelo amor de Nena Daconte.

O funcionário que o havia recebido na embaixada me disse anos mais tarde que ele mesmo recebeu o telegrama de sua chancelaria uma hora depois de Billy Sánchez ter saído de seu escritório, e que andou procurando-o pelos bares sigilosos do Faubourg St. Honoré. Confessou-me que não tinha prestado muita atenção quando o recebeu, porque nunca teria imaginado que aquele costenho atordoado pela novidade de Paris, e com uma jaqueta de cordeiro tão mal posta, tivesse a seu favor uma origem tão ilustre.

No mesmo domingo de noite, enquanto ele suportava a vontade de chorar de raiva, os pais de Nena Daconte desistiram da busca e levaram o corpo embalsamado dentro do ataúde metálico, e quem chegou a vê-lo continuou repetindo durante muitos anos que nunca haviam visto uma mulher mais bela, viva ou morta.

 

Assim, quando Billy Sánchez entrou enfim no hospital, na manhã da terça-feira, já se havia consumado o enterro no triste panteão de La Manga, a muito poucos metros da casa onde eles haviam decifrado as primeiras claves da felicidade. O médico asiático que deixou Billy Sánchez a par da tragédia quis dar-lhe umas pílulas tranqüilizantes na sala do hospital, mas ele as recusou. Foi embora sem se despedir, sem nada a agradecer, pensando que a única coisa que ele necessitava com urgência era encontrar alguém para arrebentar a correntadas, para se desquitar de sua desgraça. Quando saiu do hospital, nem ao menos percebeu que estava caindo do céu uma neve sem rastros de sangue, cujos flocos ternos e nítidos pareciam pluminhas de pombas, e que nas ruas de Paris havia um ar de festa, porque era a primeira nevada grande em dez anos.

 

1976.

 

Fim

 

Texto completo aqui:http://conselheiroacacio.wordpress.com/2008/09/26/o-rastro-do-teu-sangue-na-neve-g-g-marquez/

 

publicado às 21:05

E você está contente com as suas maminhas?

por Jorge Soares, em 12.02.09

 

as maminhas da floribela

Cartoon retirado do Henricartoon

 

Para hoje estava planeado falar sobre o dinheiro e a felicidade, ou sobre o curso de fotografia que estou a fazer.... mas os blogs são mesmo assim, tem vida própria....esses dois assuntos vão ficar para outro dia.

 

Nem sei como abordar o assunto..... o melhor mesmo é mostrar. Cheguei do almoço e tinha o messenger a piscar, era uma amiga ..e a conversa foi mais ou menos assim:

 

Amiga says:

hello

uma ideia para post.

Jorge says:

hello

sim

Amiga says:

a tua amighuinha preconceituosa..teve hoje um dos seus embates

Jorge says:

então?

Amiga says:

e detectou mais um dos seus preconceitos

a XY telefonou-me a dizer que tinha tirado 3 dias de ferias para aumentar as maminhas

Jorge says:

hahahahha

Amiga says:

eu fiquei chocada...

sim porque não estava à espera disso da XY.

e só pensei.

pois dinheiro a mais e objectivos a menos.

Jorge says:

pois

é mesmo isso

Amiga says:

o que é que uma mulher como XY, gira e simpática com um casamento supostamente feliz...se lembra de se sujeitar a isso.

Jorge says:

se calhar o marido pediu

Amiga says:

bem...faz lá um post sobre o assunto para auscultares a opinião das tuas e teus leitores.

fiquei curiosa

depois fiquei chocada , com o ter ficado chocada.

Jorge says:

ok

Amiga says:

o meu marido escusa de pedir tal coisa ....lamento, tenho terror a cortes e pontos.

 

A XY é uma senhora mais ou menos da nossa idade, é assim mais ou menos do tamanho da Floribella, magra e bem feita (Hummm, acho que estou a falar demais), curiosamente não me consigo lembrar do tamanho das mamocas da senhora..... também não ando por aí a olhar para elas não é?... mas dada a conversa, imagino que não seriam avantajadas .. lembro-me sim, de há uns 7 ou 8 anos levarmos as crianças para a praia e eu achei que para alguém baixinha, ela tinha um corpo muito bonito...(já falei de mais outra vez).

 

Estamos a falar de pessoas normais, pessoas perto dos 40, com filhos e uma vida estável. A minha amiga é uma pessoa com uma visão do mundo muito própria, tem uma enorme tendência a medir o mundo pelos seus parâmetros, e por vezes.... muitas vezes, é apanhada em contrapé, porque o mundo está vezes demais, muito longe de ser como ela o vê.

 

Vivemos numa época em que a maioria das pessoas dá muita importância às aparências, ao mostrar mais que ao ser. A mim não me choca minimamente, se calhar é verdade, chega a uma altura da vida em que as pessoas vivem bem e se dão a alguns luxos e fantasias... o que me parece normal. Eu cheguei aos 40 e deu-me para os blogs e para a fotografia... porque é que às mulheres não lhes pode dar por quererem aproximar-se mais do seu ideal de beleza? e porque não?, por agradar!

 

Mas deixo aqui a pergunta?, o que acham?...e no caso de terem disponibilidade financeira para tal, mudavam alguma coisa?..... eu ia de viagem!

 

Jorge

 

 

publicado às 21:48

A espera:E o tempo passa

por Jorge Soares, em 11.02.09

Crainças

 

Não devem ter reparado, saltei o mês de Janeiro, o mês passado não houve post sobre a nossa espera, quem leu este post deve lembrar-se que tínhamos pedido uma reunião com as técnicas para esclarecer algumas coisas, eu liguei numa quarta-feira e ficaram de me ligar até sexta para me dizerem quando era reunião, passou muito tempo, na verdade eu continuo à espera que me liguem. Depois de esperarmos mais de um mês decidimos fazer uma queixa para os serviços centrais,... que teve efeitos imediatos, finalmente marcaram a reunião para meados do mês de Janeiro, dois meses depois daquela quarta-feira.

 

Da reunião não reza a história, saí de lá com a ideia que deveria gravar estas conversas, tais foram as contradições com o que nos tinham dito antes, mas enfim... Entregamos a documentação para o inicio do processo de adopção internacional, e claro, perguntamos pelo certificado da adopção nacional, que de acordo com a lei deveria ter sido emitido num prazo de seis meses, e já lá iam quase oito. 

 

O certificado chegou finalmente um destes dias, e vejam lá, vinha com data de Novembro... há coisas incríveis, porque em Dezembro elas tinham-nos dito que estava atrasado e que não sabiam quando ia estar pronto, agora chegou com data de Novembro. 

 

Para a maioria das pessoas a chegada do certificado é um marco, ficam aptas a adoptar, para mim não significou nada, depois dos últimos desenvolvimentos já interiorizei que a adopção nacional é uma miragem, depois do meu telefonema, das minhas questões e da queixa para os serviços centrais, elas nunca nos vão escolher para adoptar uma criança... também não importa muito, neste momento o nosso foco é fazer andar o processo de adopção internacional...  a mana dos meus filhos vai vir de algures no mundo.

 

 

Creio no mundo como num malmequer,

Porque o vejo. Mas não penso nele

Porque pensar é não compreender...

 

O Mundo não se fez para pensarmos nele

(Pensar é estar doente dos olhos)

Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...

 

Eu não tenho filosofia: tenho sentidos...

Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,

Mas porque a amo, e amo-a por isso,

Porque quem ama nunca sabe o que ama

Nem sabe por que ama, nem o que é amar...

 

Amar é a eterna inocência,

E a única inocência não pensar...

 

Alberto  Caeiro

In Guardador de rebanhos

 

publicado às 22:15

Prémio

http://www.20minutos.es/data/img/2006/04/06/399847.jpg

 

 

Sabem aqueles dias em que por mais que tentemos as coisas não saem?...as letras teimam e em lugar de frases com jeito e sentido só formam palavras que juntas não dizem nada?... bom, hoje é um desses dias, não sei bem porquê, mas as ideias vão e vem e no fim...todos aqueles temas que dariam uns fantásticos posts...hoje parecem-me simplesmente parvoíces. É claro que qualquer bom escritor transforma uma parvoíce qualquer num post com centenas de comentários.....deixo isso para eles.... hoje, vou falar de blogs.

 

Estou a dever posts com agradecimentos e encaminhamentos de prémios e desafios a muita gente, assim de repente lembro-me de:

 

 

A  Inês do Assim me encontro,

A Fátima do Estou estupefacta

A Pessoinha do Riscos e Rabiscos

A Paola do Ponto de Admiração

A Caracolinho do Simplesmente meu

A Sónia do Os livros que ninguém quis dar a ler

A Dona Flor do A Alma da Flor e do Florbytes

A Smootha do Lua Secreta

A Mieepe do Mieepe Koud

A Xana do Blue Eyes

O Taz de A quinta do taz

O Carlos do Um breve olhar

 

Tenho a certeza que me esqueci de alguém..... se assim for, por favor avisem... que eu faço o update do post... não quero ninguém chateado. Deixo a todos o meu enorme agradecimento e  carinho, porque para além de mais, são blogs que leio todos os dias com um enorme prazer. Já há algum tempo que decidi que não vou entrar em correntes, nem em selos, mas é com um enorme orgulho que vejo que as pessoas se lembram de mim, isso significa que algo fica do que aqui vou escrevendo, ... e que algo de tudo isto faz sentido. 

 

 
Vou ser sincero, nunca percebi muito bem o objectivo dos prémios e selos que pululam pela blogosfera, é claro que é sempre bom saber que alguém acha que o meu blog é de Ouro, ou que eu sei comentar, ou que..., mas eu termino sempre por ter muitas dificuldades em nomear 5, ou 6, quando leio 15 ou 20..e se os leio é porque os acho todos bons.... depois terminamos sempre por ser injustos, ou por deixar alguém triste.....e para quê?
 
Imagino que a primeira pessoa que inventou um selo para blogs, o fez porque achou que era uma excelente forma de ter links....e na verdade funciona, se eu for ali ao Technorati vejo que uma grande parte dos links vem de prémios e desafios...mas vem de pessoas que por norma já tem o link no blog....lá se foi a utilidade... de modo que eu recebo de todo o coração todos os prémios que me dão... são sinal de carinho e amizade...mas peço desde já desculpa..não os vou passar.
 
Quanto aos desafios, bom.... aqueles que realmente sirvam para que as pessoas me conheçam, aqueles que de verdade puxem pela minha imaginação, esses vou fazer.... no dia em que me mandarem abrir um livro na página X e ler a linha Y....e pá, desculpem lá.... mas é para ignorar...  não.
 
Ia falar sobre as tags... mas fica para outro dia... digo é que as utilizem, porque principalmente no caso dos blogs do SAPO as tags são uma excelente ferramenta para a arrumação dos blogs e se bem utilizadas, para trazerem leitores... que é o que todos queremos... ou não?
 
E para quem não tinha nada a dizer neste dia.... já falei de mais.
 
De novo o meu muito obrigado a todos os que se lembram de mim..e em especial aos que gastam uns segundos das suas vidas a ler as parvoíces que eu para aqui despejo.
 
Tenho dito
 
Jorge
PS:Era engraçado que o corrector ortográfico do SAPO funcionasse de vez em quando, não acham?
 

 

 

publicado às 21:50

A Eluana e a Eutanásia, o que podemos aprender?

por Jorge Soares, em 09.02.09

Eluana

 

Há uns dias atrás, no Vila Forte  o Pedro Oliveira neste post em que se falava de Eutanásia, perguntava:

 

"Para quando a discussão da Eutanásia sem preconceitos e desculpas da ética e da religião?"

 

Na altura eu não tinha ouvido falar da Eluana e da sua morte que promete deixar marcas não só na Itália mas em todo o mundo. Em Itália havia um contra-relógio entre os médicos que aceitaram cumprir os desejos da Eluana e da sua família e o governo de direita pressionado pela Igreja católica. ... Ganhou Eluana e finalmente pode ter paz, ela e os seus..... esperemos que com ela e com o seu exemplo, ganhem também muitas outras pessoas.

 

Eluana "vivia" há 17 anos em estado vegetativo, estava presa ao mundo de uma maneira artificial, não podemos dizer que sofria, sabemos que os seus familiares sofriam por eles e por ela, mas será que podemos dizer que vivia?

 

No post do Vila Forte, alguém dizia que antes de discutirmos a Eutanásia, devíamos discutir a melhoria dos cuidados paliativos e a ajuda à vida. Estou de acordo, no nosso país e no mundo em geral há muito para fazer em relação a cuidados paliativos e a cuidados médico... mas será que era justo manter indefinidamente Eluana presa a este mundo? Como dizia nos meus comentários, com os avanços da medicina chegará a altura em que será possível manter as pessoas a respirar indefinidamente... mas será que isso é viver? Será que algum de nós quer ser preservado a respirar para sempre?... Eu não.

 

Manter alguém a respirar durante 17 anos simplesmente porque está ligado a uma máquina fará algum sentido? qual? na esperança de um milagre?, na esperança que a medicina evolua tanto que seja possível refazer o funcionamento do cérebro?  E nesse caso, onde está o limite do aceitável?, 20 anos?, 30?... 50? 

 

Nunca fui pessoa de pensar na morte, já é tão difícil pensar na vida, mas acho que ao contrário do que seria de esperar, os avanços da medicina e as possibilidades de prolongar a vida de uma forma cada vez mais artificial, vão fazer com que a discussão sobre a eutanásia seja cada vez mais necessária, se é tão pacifico aceitarmos que todos temos direito a uma vida com dignidade, não teremos também direito a uma morte com dignidade?

 

A Eluana morreu hoje, ganhou a sua corrida contra a estupidez dos políticos e da igreja.... descansa em paz Eluana..e que  o teu exemplo sirva para que o mundo aprenda algo.

 

Já agora que falamos do Vila Forte, o Pedro pediu e eu deixo aqui a referência ao Primeiro Encontro da Blogosfera Portomosense

 

 

 

 Jorge

Imagem retirada de aqui:http://www.laici.it/writable\Immagini\eluanaenglarorv6.jpg

publicado às 21:41

Ainda sobre a licença parental

por Jorge Soares, em 08.02.09

Adopção

 

Depois de ler a generalidade dos comentários ao meu post da semana passada em que falava da licença parental, a conclusão a que chegamos é que existe em Portugal um problema de cultura e mentalidade. 

 

Na Sexta Feira voltei a ouvir o programa A Viagem da Cegonha, nesse dia, decidiram ir à procura de casais grávidos e perguntar o que achavam da partilha do período de licença parental e o que iam fazer.

 

Entrevistaram alguns casais e em todos os casos as mulheres dizem que vão tirar os 5 meses elas e nem colocam a hipótese de o marido o fazer. Depois as pessoas escusam-se nas dificuldades profissionais e na resistência das empresas em aceder a que os homens gozem a licença. Havendo uma das grávidas que disse que ela ia gozar os 5 meses mas que o país deveria criar mecanismos para obrigar as empresas a cederem..... 

 

A mim parece-me que o problema começa logo porque as mulheres sentem que é um direito delas e não estão dispostas a abdicar disso. Quanto aos mecanismos para obrigar as empresas a cederem os direitos das pessoas, esses mecanismos existem, a mesma lei que diz que a mulher tem direito aos 5 meses, é a que diz que os homens podem tirar uma parte.... ora, se conseguimos convencer as empresas a cederem os direitos à mulher, porque é que não as conseguimos convencer a ceder os direitos ao homem?

 

Todos criticamos as empresas que não contratam mulheres porque elas vão engravidar e ficar de licença, mas quando aparece uma possibilidade que vai fazer com que esta discriminação diminua, são as próprias mulheres que se aferram aos 5 meses... não percebo.

 

Como diz a Sónia Morais Santos na conclusão do programa, há um longo caminho a percorrer, mas disto tudo e de alguns comentários que recebi, a mim parece-me que o principal problema vai ser convencer as mulheres a abdicar de algum do tempo... porque para convencer as empresas,..existe a lei. 

 

Já agora, como podemos ler no Cocó na Fralda, a Sónia Morais Santos está grávida.... será que ela vai partilhar a licença parental?

 

Jorge

publicado às 22:01

Rosa...triste

 

Continuação do Conto Um rasto do teu sangue na neve de Gabriel Garcia Marquez, parte anterior aqui


Às sete tomou outro café com leite e comeu dois ovos cozidos que ele mesmo pegou do balcão depois de 48 horas comendo a mesma coisa no mesmo lugar. Quando voltou ao hotel para se deitar encontrou seu carro sozinho numa calçada e todos os outros na calçada em frente, e tinha uma notificação de multa colocada no pára-brisa. O porteiro do Hotel Nicole teve trabalho para explicar-lhe que nos dias ímpares do mês podia-se estacionar na calçada dos números ímpares, e no dia seguinte, na calçada contrária. Tantas artimanhas racionalistas eram incompreensíveis para um Sánchez de Ávila de pura cepa, que apenas dois anos antes havia se enfiado num cinema de bairro com o automóvel oficial do prefeito, e havia causado estragos de morte diante de dois policiais impávidos. Entendeu menos ainda quando o porteiro do hotel aconselhou-o a pagar a multa mas a não mudar o carro de lugar naquela hora, porque teria de mudá-lo outra vez à meia-noite. Naquela madrugada, pela primeira vez, não pensou em Nena Daconte, mas se revirava na cama sem poder dormir, pensando em suas próprias noites de pesadelo nas cantinas de maricas do mercado público de Cartagena do Caribe.


Lembrava-se do sabor do peixe frito e do arroz de coco nas pensões do embarcadouro onde atracavam as escunas de Aruba. Lembrou-se de sua casa com as paredes cobertas de trinitárias, onde agora seriam sete da noite de ontem, e viu seu pai com um pijama de seda lendo o jornal no fresco da varanda. Lembrou-se de sua mãe, de quem nunca se sabia onde estava a nenhuma hora, sua mãe apetitosa e faladeira, com um vestido de domingo e uma rosa na orelha a partir do entardecer, afogando-se de calor por causa do estorvo de suas telas esplêndidas.


Uma tarde, quando ele tinha sete anos, havia entrado de repente no quarto dela e a surpreendera nua na cama com um de seus amantes casuais. Aquele percalço, do qual nunca haviam falado, estabeleceu entre eles uma relação de cumplicidade que era mais útil que o amor. No entanto, ele não foi consciente disso, nem de tantas outras coisas terríveis de sua solidão de filho único, até aquela noite em que se encontrou dando voltas na cama de uma triste água furtada de Paris, nem ninguém a quem contar seu infortúnio, e com uma raiva feroz contra si mesmo porque não podia suportar a vontade de chorar.


Foi uma insônia proveitosa. Na sexta-feira levantou estropiado pela noite ruim, mas decidido a definir sua vida. Decidiu violar a fechadura de sua maleta para mudar de roupa, pois as chaves de todas estavam na bolsa de Nena Daconte, com a maior parte do dinheiro e a caderneta de telefone onde talvez tivesse encontrado o número de algum conhecido de Paris.


Na cafeteria de sempre percebeu que havia aprendido a cumprimentar em francês, e a pedir sanduíches de presunto e café com leite. Também sabia que nunca lhe seria possível pedir manteiga ou ovos do jeito que fosse, porque nunca aprenderia a dizer, mas a manteiga era sempre servida com o pão, e os ovos cozidos estavam à vista no balcão e apanhava-os sem precisar pedir. Além disso, depois de três dias, o pessoal que servia estava familiarizado com ele, e o ajudava a se explicar.


Assim, na sexta-feira na hora do almoço, enquanto tentava botar a cabeça no lugar, pediu um filé com batatas fritas e uma garrafa de vinho. Então sentiu-se tão bem que pediu outra garrafa, bebeu-a até a metade, e atravessou a rua com a firme resolução de se meter no hospital à força. Não sabia onde encontrar Nena Daconte, mas em sua mente estava fixa a imagem providencial do médico asiático, e estava certo de encontrá-lo. Não entrou pela porta principal, mas pela de emergência, que lhe havia parecido menos vigiada, mas não conseguiu ir além do corredor onde Nena Daconte lhe dissera adeus com a mão. Um guarda com o avental salpicado de sangue perguntou-lhe algo, e ele não prestou atenção. O vigia seguiu-o, repetindo sempre a mesma pergunta em francês, e finalmente agarrou-o pelo braço com tanta força que o parou em seco. Billy Sánchez tentou se safar com um recurso de brigador, e então o vigia mandou-o à merda em francês, torceu-lhe o braço nas costas com uma chave mestra, e sem deixar de mandá-lo mil vezes à puta mãe que o pariu levou-o quase que suspenso até a porta, xingando de dor, e atirou-o como um saco de batatas no meio da rua.


Naquela tarde, dolorido pela lição, Billy Sánchez começou a ser adulto. Decidiu, como Nena Daconte teria feito, procurar seu embaixador. O porteiro do hotel, que apesar de sua cara de enfezado era muito serviçal, e além disso muito paciente com os idiomas, encontrou o número e o endereço da embaixada na lista telefônica, e anotou-os num cartão. Atendeu uma mulher muito amável, em cuja voz pausada e sem brilho Billy Sãnchez imediatamente reconheceu a dicção dos Andes. Começou por anunciar-se com seu nome completo, certo de impressionar a mulher com seus dois sobrenomes, mas a voz não se alterou no telefone. Ouviu-a explicar de cor a lição de que o senhor embaixador não estava em seu escritório no momento e não era esperado até o dia seguinte, mas de qualquer jeito não poderia recebê-lo sem hora marcada e só num caso especial. Billy Sánchez compreendeu então que tampouco por este caminho chegaria a Nena Daconte, e agradeceu a informação com a mesma amabilidade com que a tinha recebido. E pegou um táxi para a embaixada. Ficava no número 22 da rua do Eliseu, dentro de um dos setores mais agradáveis de Paris, mas a única coisa que impressionou Billy Sánchez, de acordo com o que ele mesmo me contou em Cartagena de Indias muitos anos depois, foi que o sol estava tão claro como no Caribe pela primeira vez desde a sua chegada, e que a torre Eiffel sobressaía por cima da cidade num céu radiante. O funcionário que o recebeu no lugar do embaixador parecia acabado de se restabelecer de uma doença mortal, não só pelo terno de veludo negro, mas também pelo sigilo de seus gestos e a mansidão da sua voz. Entendeu a ansiedade de Billy Sánchez, mas recordou, sem perder a doçura, que estavam num país civilizado cujas normas restritas se baseavam nos critérios mais antigos e sábios, ao contrário das Américas bárbaras, onde bastava subornar o porteiro para entrar nos hospitais. “Não, meu caro jovem”, disse. Não havia outro remédio além de submeter-se ao império da razão, e esperar até a terça-feira.

 

Continua

Imagem minha retirada do blogMomentos e olhares

publicado às 21:04

Adopção

 

Na Quarta feira eu li esta noticia , no DN, de imediato me lembrei do caso Esmeralda e de tudo o que andou à volta. Hoje, este post da  Sónia, levou-me a este Post do Luis Castro.

 

É claro que estes casos são muito tristes, como o resto do mundo eu estou indignado, mas ao contrario do resto do mundo, a mim o que me indigna não é o funcionamento da justiça, que ao contrario do caso Esmeralda por exemplo, aqui cumpriu o seu papel. Convém dizer que na noticia que eu li na edição em papel do DN dizia que a senhora tinha sido chamada à segurança social duas vezes e não se tinha apresentado... e então, a juíza decidiu jogar pelo seguro e tomou medidas... não fora a senhora fazer o mesmo que a outra e simplesmente desaparecer com a criança.

 

A mim o que me deixa indignado é o mau funcionamento da segurança social, que deixou que uma situação de acolhimento que deveria ter durado no máximo 6 meses se estendesse por 3 anos.... o que me indigna é que demorem 3 anos a definir o projecto de vida de uma criança, que se tivesse ido para adopção no prazo legal, agora não estaria a passar por isso.

 

É claro que não conheço as pessoas... mas vou deixar aqui, um post que escrevi em Novembro de 2007 sobre famílias de acolhimento. Devo dizer que mais de um ano depois, este é o post que mais visitas tem de todo o blog.

 

 
O que é uma família de acolhimento
 
Devo começar por esclarecer que tenho dois filhos, um  adoptivo e outro  biológico. Passei portanto por um processo de adopção e conheço muitas pessoas que adoptaram, sei portanto como pode ser complicado, doloroso e por vezes humilhante todo o processo.
 
Há uns 5 ou seis anos atrás, estive numa reunião promovida pela governadora civil de Setúbal em que estavam famílias adoptantes, casais candidatos à adopção e famílias de acolhimento, cada um contou a sua historia  e no fim a Sra. Governadora tirou as suas conclusões que seriam utilizadas na discussão da nova lei.
 
De tudo o que ouvi, retive algumas coisas, em primeiro lugar os processos de adopção eram complicados, não era só o nosso, era assim em 95% dos casos. Em segundo lugar, fiquei com a ideia que as famílias de acolhimento que ali estavam tinham optado por essa via com a esperança que isso lhes abrisse as portas para uma futura adopção. Aliás, uma das senhoras que ali estava confessou isso mesmo, que se tinha candidatado para família de acolhimento porque não reunia todas as condições necessárias para adoptar e tinha a esperança de poder ficar com a criança que lhe tinha sido entregue.
 
Mas afinal o que é uma família de acolhimento? vejamos o que diz a lei:
 
Decreto- Lei n.º 190/92 de 3 SET
 
O QUE É?
 
O acolhimento familiar é uma prestação de acção social que consiste em fazer acolher transitória e temporariamente, por famílias consideradas idóneas para a prestação desse serviço, crianças e jovens cuja família natural não esteja em condições de desempenhar a sua função socio-educativa .
 
Retirado de:
http://www.pcd.pt/biblioteca/imprimir.php?action=completo&id=27&id_doc=40&id_cat=11
 
Chamo a atenção para a parte donde diz, transitória e temporariamente, ora, o que acontece é que as crianças são entregues às famílias de acolhimento e depois tanto a segurança social como as famílias se esquecem da parte do provisório, e todo o mundo espera que seja definitivo. Ora, se é para ser definitivo, a criança deve ser encaminhada para a adopção, para as famílias que passam pelo processo e que são avaliadas e aprovadas como candidatos idóneos.
 
Do meu ponto de vista, se passado um ano a família biológica não se mostra capaz de acolher os seus filhos, então as crianças devem ser encaminhadas para a adopção, ponto final. Deixar uma criança seis anos numa situação transitória e temporaria é um crime, até porque mais tarde ou mais cedo isto pode acontecer.
 
Por outro lado, aquela família tinha plena consciência de que a situação era transitória e que isto poderia acontecer, aquela criança não lhes tinha sido entregue em adopção, eles eram família de acolhimento, portanto não percebo porque aquele papel de coitadinhos e tanto barulho na comunicação social. E eles sabiam que não podiam adoptar aquela criança, simplesmente porque ela não estava para adopção.
 
Lamento se estou a ser injusto com alguém, mas a verdade é que há sempre outro ponto de vista, este é o meu.
 
 
Como dizia na minha resposta ao Luis no Cheiro a Polvora, esperei 4 anos para adoptar o meu filho e adoptei uma criança de cor e com problemas de saúde, neste momento estou no segundo processo de adopção e além de ter de repetir todo o processo de avaliação, dizem-me que tenho que esperar mais uns 4 anos para uma criança até aos 6 anos sem descriminação de raça.

Este casal terá esperado uns meses, e receberam um bebe branco e saudável, o sonho de 95 % das pessoas que querem adoptar. É evidente que sabiam que era só por seis meses... mas as pessoas jogam com a incompetência e o desleixo da segurança social...e depois, quando são chamadas a entregar a criança, já seja porque vai ser devolvida à família ou porque finalmente vai para a adopção.... não aparecem e quando a criança é finalmente retirada...chamam a comunicação social e é o que vimos aqui. Há muita gente que vai pelo mundo e em lugar de ir pela estrada segue os atalhos... é por isso que à partida as pessoas são informadas que não podem adoptar.... para que saibam que o acolhimento não pode ser um atalho para a adopção.
 
Jorge

 

publicado às 22:31



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