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Gripe A.. informação... ou falta dela?

 

Ontem foi dia de voltar ao trabalho, volta ao trabalho depois de uma baixa implica obrigatoriamente uma visita ao médico do trabalho,  e por norma cada visita minha ao posto médico implica mais de uma hora de conversa, não fosse eu desde que entrei para a empresa o responsável pelos programas da medicina no trabalho. Ontem não foi a excepção e como não podia deixar de ser, a conversa tinha que versar o tema do momento... a gripe A. 

 

A consulta em si demorou menos de 5 minutos, a conversa sobre a gripe durou muito tempo e versou muitas coisas, e para ser sincero saí de lá preocupado. É claro que as opiniões valem o que valem. Falamos sobre a vacina, esta médica não está entre os imprescindíveis, logo não sabe quando a poderá tomar, mas sim, tomará na primeira oportunidade, Porquê? porque esta gripe mata!!!!! E pior que matar, mata gente jovem!

 

Segundo ela, e ao contrario da ideia que se faz passar, a gripe mata mesmo e como se viu a semana passada, mata crianças saudáveis, aqui eu contrapus o que tinha ouvido, que aquela criança morreu porque teria um problema cardíaco.

 

-Se a criança tivesse aquela doença, teria sintomas, vários sintomas que não passariam despercebidos, a doença foi provocada pela gripe e está provado que a gripe a provoca.

 

A gripe A e as crianças

Depois falamos dos grupos de risco, de como só em Portugal é que os políticos estão nos grupos de risco, ou os empregados das empresas publicas, se se prevê que a doença vai atacar 30% da população, significa que as empresas terão 70% das pessoas disponíveis, qual é 

a grande empresa que não consegue manter-se a funcionar com 70% dos empregados? Segundo ela, os pais e acompanhantes de crianças até aos seis meses deviam estar no topo dos prioritários e as crianças com doenças crónicas, e os doentes crónicos e claro, todos os profissionais de saúde.

 

Depois falamos sobre o numero de vacinas comprado, 40000 e contratos para 3 milhões que não se sabe quem pagará, nem se sabe quando será, se calhar isso explica o motivo porque há tanto barulho sobre a vacina....  e falamos sobre muitas coisas mais, sobre o vírus e a forma como se transmite, sobre a vacina da gripe comum, sobre a forma como estão a ser tratados os doentes.... sobre os nossos filhos.

 

As opiniões valem o que valem, mas como diziam numa das minhas terras:

 

Todo en la vida depende del color del cristal con que se mire!

 

A conversa assustou-me...

 

Jorge

PS:Enviei há mais de 24 horas uma reclamação para a SIC sobre o facto de mostrarem a cara de crianças menores de idade e a pedir para retirarem a reportagem do Site dado que vai contra a lei de proteção de crianças em risco.... aguardo resposta, alguém da SIC por estes lados?

PS2:Imagem do Público

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publicado às 21:18

Crianças institucionalizadas

Imagem da internet

 

Cá por casa para além das noticias pouco se vê a televisão generalista portuguesa, deve ser por isso que o programa me passou ao lado, o comentário do Pedro hoje à tarde chamou a minha atenção para o assunto e lá fui ao site da SIC e pude ver o programa.

 

Fiquei chocado com tudo o que é ali mostrado, é chocante ver que há crianças que estão no centro de acolhimento há 6, 7, 12 anos, entraram para ali crianças e vão sair adultos, por muito bom que seja o lar, por muito boa intenção que pareçam ter as pessoas, a verdade é que aquelas crianças cresceram e viveram longe do carinho de uma família e como pudemos ver em mais que um dos testemunhos, isso deixa marcas.

 

Está claro que há algo de errado com tudo isto, como é possível que uma criança que entra para um centro de acolhimento com um ano, continue lá aos 10? Quantos anos são necessários para que se conclua que não vai haver volta atrás e que deve ser encontrado um projecto de vida que não passe por famílias que não aparecem?

 

No encontro nacional de adopção da semana passada Fernanda Salvaterra, responsável pelas equipas de adopção de Lisboa, dizia a propósito da integração de crianças nas famílias adoptivas, que conseguiam saber à partida se a integração ia ser mais fácil ou mais difícil de acordo com a instituição de onde elas vinham, isto porque há instituições que preparam as crianças para a adopção e outras que por um motivo ou outro não o fazem.

 

É claro que a instituição retratada na reportagem não prepara as crianças para a adopção, o caso que apresentaram ali é gritante, levar uma criança a uma esplanada e apresentar-lhe duas pessoas que supostamente irão ser os seus pais, assim,  sem preparar a criança previamente, só pode resultar em fracasso. O que a mim me pareceu é que esta instituição não tem uma equipa preparada para enfrentar estas situações, não prepara as crianças, quando falamos de crianças a boa vontade não chega, é necessário que existam equipas profissionais e preparadas para preparar as crianças para a sua vida futura, já seja o regresso à família ou a ida para a adopção.

 

Outra coisa que me chocou foi a forma como as crianças foram apresentadas na reportagem, perfeitamente identificáveis, não sei quem deu a autorização, mas duvido que o tribunal, o verdadeiro responsável como foi dito várias vezes,  tenha autorizado isto, até porque a Lei de Protecção de Crianças e Jovens em Perigo (Lei: 147/99 de 01 de Setembro, artigo 90º, número 1) diz o seguinte:

 

1 - Os órgãos de comunicação social, sempre que divulguem situações de crianças ou jovens em perigo, não podem identificar, nem transmitir elementos, sons ou imagens que permitam a sua identificação, sob pena de os seus agentes incorrerem na prática de crime de desobediência.

 

Eu sei que estas reportagens são importantes para chamar a atenção das pessoas para o que verdadeiramente se passa com as crianças, sei que esta reportagem fez mais para chamar a atenção que mil posts meus, mas era mesmo necessário mostrar as caras das crianças? 

 

Jorge Soares

 

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publicado às 21:31

Receita:Cogumelos frescos em alho e bacon

por Jorge Soares, em 01.11.09

Massa com cogumelos frescos

 

Há bastante tempo que não coloco uma receita e afinal este blog até se chama O que é o jantar?

 

Ontem era dia de Halloween e por muito que eu não entre em tradições americanas que não tem nada  a ver connosco, não é fácil impedir que as crianças...e até a mãe, de entrarem na onda, de modos que a P. decidiu que se fazia um jantar para a noite de bruxas, como cá em casa a cozinha é mesmo minha, lá tive que colocar mãos à obra.

 

Cogumelos frescos em alho e bacon.

 

Ingredientes

 

Uma embalagem de cogumelos frescos laminados

200 Gramas de bacon aos cubinhos

Alhos

Esparguete

Azeite

Ervas aromáticas

Sal

 

Coloquei o azeite e os alhos picados no Wook, deixei os alhos alourarem durante dois ou três minutos e juntei o bacon. Deixei cozinhar durante uns dez minutos tendo o cuidado de ir mexendo. Quando o bacon estava a ficar dourado juntei os cogumelos, as ervas aromáticas e o sal. Coloquei a tampa do Wook e deixei cozinhar até os cogumelos estarem no ponto.

 

Entretanto eu ainda não aprendi a fazer esparguete, foi a P que fez, esparguete de 3 cores.

 

Juntamos os cogumelos com bacon ao esparguete já escorrido e servimos com 3 molhos, Molho à bolonheza, molho de Pesto e molho bechamel.

 

Simples e delicioso.

 

Falando de comida, não deixem de visitar o Blog O nosso outro prazer.... eu não sei como é que o Mário ganha para visitar esses restaurantes todos, mas ele não se cala... pronto, já está!

 

Jorge Soares

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publicado às 21:34

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