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 O deputado Ricardo Rodrigues

 

Imagem do Público

 

A propósito de um telemóvel que um dia foi encontrado algures nas pedras de uma calçada de Setúbal, há uma regra cá em casa que os meus filhos sabem que tem que cumprir, tudo o que encontramos na rua ou noutro lugar qualquer e que não nos pertence, não é para trazer para casa... e ainda a semana passada houve uma pequena troca de ideias por causa de uma bola de futebol que alguém na escola ofereceu... pela dúvidas, a bola ficou na escola, cá em casa não entra.

 

Pelos vistos quando o sr Deputado Ricardo Rodrigues era pequenino, os pais dele eram mais liberais, ninguém lhe ensinou que o que se encontra em cima das mesas é para entregar ao dono... e vai daí, temos uma cena que para além de triste, é lamentável.

 

Levou, roubou, apropriou-se, confiscou, tomou posse... li e ouvi um pouco de tudo... seja qual for a interpretação e o nome que se queira dar à coisa, não deixa de ser uma atitude que irreflectida ou não, é vergonhosa e indigna de alguém que foi eleito para nos representar a todos. Quanto a mim o senhor devia de imediato abandonar o lugar de deputado, não só pelo acto em si, mas principalmente pelo que representa, uma tentativa estúpida e inglória de impedir que seja público o seu desconforto com perguntas que tem a ver com o seu passado. Todos temos um passado, se não nos orgulhamos dele, se temos rabos escondidos, então o melhor é mantermo-nos quietos e calados...

 

Lamentável também a atitude de Francisco Assis, líder da bancada do PS, que saiu a tentar apoiar e justificar o injustificável.

 

Para quem ainda não viu, deixo aqui a prova do crime:

 

 

 

Jorge Soares

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publicado às 22:43

Profissão: Pagador de promessas

por Jorge Soares, em 05.05.10

 

Cruz na cidade da Praia, Cabo Verde

 

Imagem Minha do Momentos e olhares

 

 

Promessa: s. f.

-Prometimento formal de dar, fazer ou dizer algo.

 

Sacrifício

-Oferta solene à divindade, em donativos ou vítimas.

-Abandono forçado ou voluntário daquilo que nos é precioso; renúncia.

 

Fonte: Diccionário Online Priberam

 

Vi o senhor no outro dia num programa de televisão, esta semana com todo o barulho à volta do papa e da sua ida a Fátima, lembrei-me dele. Não faço ideia se a profissão está inscrita na lista das profissões liberais ou não,  nem se o senhor paga impostos sobre o que recebe, mas o certo é que  ele até tem um site na internet onde promove os seus serviços, um site que se chama Pagador de Promessas.

 

Há muito que passei a achar a história do pagamento de promessas algo que não faz o mínimo sentido e do meu ponto de vista é até uma falta de respeito para deus. Se pensarmos que deus nos pode conceder graças ou desejos em troca de favores, então estamos a colocar a fé ao nivel das transacções comerciais, a achar que ante os olhos de deus quem consegue fazer sacrifícios tem mais direito que quem não consegue. Ora, somos ou não somos todos filhos de deus? Se somos e ainda por cima criados à sua imagem e semelhança, então  porque haveria ele de conceder favores a uns e a outros não? Ou para que quereria ele que os favores fossem pagos?

 

O facto de a igreja aceitar e até incentivar este tipo de coisas, terá a ver com o negocio em que se converteram os locais de peregrinação e tudo o que gira à volta deles, viesse Jesus de novo à terra e haveria muitos templos e muitos vendilhões por onde repetir a historia.

 

Mas voltando ao tema do Post, o facto de alguém fazer disto profissão não deixa de ser chocante, pagar promessas tem a ver com fazer sacrifícios, ora, se prometemos ir a pé e depois simplesmente pagamos a alguém para ir em nosso lugar.... não estamos a fazer batota? Será que vale o mesmo fazer o sacrifício que pagar a alguém para o fazer por nós? Poderão dizer que a pessoa está a fazer o sacrifício de abdicar do dinheiro... mas nesse caso, não seria muito mais inteligente prometer o dinheiro para uma obra de caridade? Ou para ajudar quem precisa? Porquê prometer algo que não se está a pensar cumprir?   Então e que tal prometermos fazer voluntariado num hospital? Ou serviço cívico nos bombeiros? Ou ajudar idosos à nossa volta? Ou.. há tantas coisas úteis que se podem prometer e que não envolvem alegres caminhadas em cómodas etapas.

 

Por outro lado, não será pecado fazer negócio com os sacrifícios e as promessas dos outros? Eu até acreditava que isto fosse algo nobre se alguém se dispusesse a fazer os sacrifícios em nome de quem não pode ou não consegue, mas em nome do negócio...e que até pode ser pago pela internet?... Mas uma coisa é certa, o homem tem olho para o negócio.... porque quem promete e não pensa cumprir, é o que há mais neste país.

 

Jorge Soares

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publicado às 21:59

Acampar no Alentejo... do eco às massas

por Jorge Soares, em 04.05.10

Acampar no Alentejo

Imagem minha do Momentos e olhares

 

Que me lembre, nunca se falou por cá de campismo...  o que é no mínimo estranho, dado que todos os anos pelo menos 15 dias das minhas férias são a acampar... vamos ver se a partir de agora o tema se torna mais ou menos recorrente.

 

A imagem que a maioria das pessoas em Portugal têm do campismo tem a ver com filas para a casa de banho, tendas amontoadas em qualquer espaço livre, calor, barulho e poeira.... não os culpo, a maioria acampa só no Verão e escolhe parques de praia. A imagem que eu tenho do campismo não tem nada a ver com isto. Também é verdade que no verão nunca acampo em Portugal..e basta passar a fronteira para que as coisas sejam diferentes, muito diferentes. Em Portugal só acampamos fora da época balnear e mesmo assim, em parques muito bem escolhidos e com um minimo de condições.

 

No ultimo mês estivemos em dois parques do Alentejo, o Zmar Eco Resort, na Zambujeira do mar e o Parque de campismo da Ilha do Pessegueiro, em Porto Covo, não foi bem a acampar, porque em ambos ficamos em Bungalows... A diferença entre ambos é abismal...

 

O Parque da Ilha do Pessegueiro é um parque típico português, com as caravanas permanentes que dão sempre um ar de bairro de lata, um supermercado que só abre em Junho e muito espaço aberto para montar tendas com vista para o mar... mas sem uma única sombra, o que no Verão do Alentejo deve tornar os dias num inferno quente e poeirento.

 

O Zmar é um parque de campismo da ultima geração, eu diria que mesmo no estrangeiro nunca encontrei um parque assim; moderno, funcional, organizado. Com uma zona para acampar de tenda com lugares delimitados,  mas tal como no da Ilha, sem uma única sombra... os lugares limitados e delimitados, garantem que nunca haverá sobrelotação.. mas no Verão, sem sombras e num lugar seco, árido e até ventoso.. imagino a quantidade de poeira... a mim não me apanham lá. De resto, está mais perto de um resort que de um parque de campismo, tem uma piscina coberta com água quente e ondas, uma exterior de 100 metros, restaurante, supermercado, geladaria, biblioteca, bicicletas para alugar, vários campos de jogos, circuito de manutenção, etc, etc.... Acreditem ou não, a fotografia acima é dentro do parque, tirada da zona dos bungalows para a zona dos campos desportivos de que podemos ver as coberturas lá ao fundo.

 

Os Bungalows do Zmar são novos e funcionais, os da ilha do Pessegueiro são mais antigos, mas são funcionais na mesma... é claro que o LCD com os canais do cabo e o ar condicionado fazem a diferença... mas também se paga o dobro do preço.

 

Resumindo, ambos os parques são uma boa alternativa para a Primavera, ou para o Outono, mas no Verão são necessárias sombras que nenhum dos dois tem. O da Ilha do Pessegueiro tem a praia ali perto... mas se queremos uma praia vigiada temos que ir de carro... o Zmar está muito longe da praia.

 

Jorge Soares

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publicado às 21:16

Diário de um pai de licença parental 3

por Jorge Soares, em 03.05.10

 

 

 

Passou um mês... e hoje foi dia de desastre... bom, mais ou menos. Normalmente vou buscar a D. à escolinha por volta das 10:45, tinha dado um passeio pelo sopé da serra, os campos estão cheios de flores e eu estava com esperança de apanhar alguns insectos... estava vento e de insectos nada.. este ano ainda não vi nenhuma joaninha. Fui buscar a miúda à escola e decidi ir dar uma volta pela baixa de Setúbal ... pelo caminho passámos pelo Jardim do Bonfim para ver os patinhos no lago.

 

Lá chegados ela queria ir para o escorrega, mas como os cisnes estavam na berma, eu decidi ir lá ter com eles, ela mal os viu correu para eles.. foi por pouco que não se enfiou de cabeça no lago.

 

Puxei da máquina para apanhar um pato que tomava banho mesmo em frente de nós, ela estava atrás de mim, estava eu nas fotografias às graças do pato, quando de repente ouço um splash.... olhei para baixo... os cisnes fugiam.. ela estava de pé dentro de água a olhar para mim indecisa sobre se havia de sorrir ou chorar.

 

Puxei-a para fora, estava molhada e cheia de restos de folhas mais ou menos até à ponta dos cabelos... continuava a olhar para mim com ar de admirada, sentei-a no carrinho, tirei-lhe os sapatos e vim para casa a toda a velocidade... é claro que foi necessário trocar a roupa da cabeça aos pés.

 

Dá para perceber que ela gosta de água, .... espero que o São Pedro deixe rapidamente de fazer caretas que a praia é mesmo ali... e para ela não há quente ou frio.. só há água, da última vez tive que a tirar do mar quando toda ela tremia de frio.. mas fez uma birra que não queria sair.

 

Jorge Soares

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publicado às 22:01

Tolerância de pnto

 

Todas as escolas públicas vão encerrar no dia 13 de maio, devido à tolerância de ponto concedida pelo Governo por ocasião da visita do Papa Bento XVI, disse hoje à Lusa fonte oficial do Ministério da Educação.

 

Por acaso estou em casa e portanto por cá o problema não se coloca, mas alguém me explica o que vão fazer os pais que não são funcionários públicos com as crianças?

 

Hoje na Grécia o governo decidiu retirar o direito ao subsidio de férias e de natal aos funcionários públicos e pensionistas, pelos vistos por cá preferem confiar no divino, estas tolerâncias de ponto pela vinda do papa servirão para que os funcionários públicos vão às missas e a Fátima rezar para que a crise acabe... é claro que haverá uma grande parte que preferirá ir rezar para a praia ou para os centros comerciais...cada um acredita no que quiser e reza onde melhor entender.

 

Eu cá acho que deveríamos todos olhar para as barbas do vizinho (grego) a arder e pensar na melhor forma de contribuir para que a nossa situação económica não chegue tão longe... mas isto sou eu que sou lírico. Estas tolerâncias de ponto são uma vergonha.

 

As escolas vão estar fechadas..será que os professores vão todos a Fátima? E vão todos os funcionários públicos do país? afinal quantas pessoas cabem em Fátima?

 

Jorge Soares

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publicado às 22:36

Conto: O indiano dos ovos de ouro

por Jorge Soares, em 01.05.10

- “Lá vem Abdalah, o monhé da Muchatazina”.
Sabia-se que era ele, o próprio, pelo tilintar que saía do cuecão dele. Diziam que o gajo tinha ouro dentro dos tomates. Me desculpem a descortesia da palavra. Dizem, quem pode jurar? Os boatos viajam à velocidade do escuro. Façamos o gosto à voz: aceitemos que o monho tinha a tomatada recheada. Suponhamos que os ditos dele pesavam uns quilates. Se acredito, eu? Sei lá. Minha crença é um pássaro. Sou crente só em chuva que cai e esvai sem deixar prova.
Aceitei assim perseguir essa estória do Abdalah. Sou metido em alheiação, gosto do dito e do não dito. Me deram o caso para que lhe desvendasse os acasos. Cada crime mortífero esconde quantas vidas?
Sempre que há sangue as versões correm, em inventanias. O povo fabricou as mais múltiplas explicações. O monhé, sabendo da revolução, tinha transferido sua riqueza para os orgãos. Melhor banco que aquele? Outra versão: tinha sido feitiço. Suspeitas maiores inclinavam em Sarifa Daúdo. Ela, com certeza. Mulher estranha, fechada em duas paredes, ela era origem da desformidade do indiano.
Me aconselharam começar por Sarifa, com quem o fulano tinha estreado amores. Sarifa era sua primeira prima, a quem ele deitou olho de mel. Dizem que primeiro namorisco vem sempre de primo e prima. Também eu rimei com elas, também as primas me deram primazias.
Me endereço a casa da moça. Continua solteira, é uma dor ver tal beleza sem prova nem proveito. Acompanho seus magros gestos, servindo o chá com que me anfitriou. Em certas mulheres nos encanta a concha, noutras o mar. Sarifa se tinha desmulherado, ela retirara o gosto do gesto. Agora, nem concha, nem mar.
Lhe peço, enfim, que fale de Abdalah. Agora, até seus olhos se vazam, negras espirais se enrolando em búzios. Mas a lembrança lá veio, chegada em vozícula quase insonora. Afinal, o namoro correra às maravilhas. O amor é como a vida: começa antes de ter iniciado. Mas o que é bom tem pressa de terminar. Sombra eterna só dentro do caracol. A moça era conflituosa, uma escaramoça? Nem por isso, ela tinha grandes habilidades de silêncio. O nó gordo estava nele, o Abdalah.
- “Mas porquê, Sarifa? Qual o motivo dele se desmotivar?”
Ela corrigiu uma lágrima no convexo da mão. O indiano batia-lhe? Lombava-a? Não, pelo menos não aparentava violências. Homem que morde não ladra? O senhor é capaz de encostar sofrimento em mulher?
- “Vou perguntar de novos modos: o senhor já amou uma mulher, com paixão de verdade e jura?”
Não me saiu nenhuma voz. Eu vinha ali despachar pergunta. Posto perante o espelho de uma interrogação me sentia como o lagarto que acha que os outros bichos é que são animais. Já à saída ainda escutei:
- “Foi tudo por causa do dinheiro”.
Desfiz um passo atrás. Mas ela não voltou a falar. Lavava as chávenas com espantável lentidão. Suas mãos acariciavam o vidro por onde eu havia bebido. Senti como se ela me tocasse os lábios e me retirei nesse embalo de ilusão.
Me dirigi para casa, sem vontade de caminho. Demorei em coisas nenhumas.
Nisto, uma estrelícia, simples flor, me deflagra os olhos. O vendedor me cativa a atenção, agitando a crista laranja da flor. Comprar? Para quê, para quem? Mas, sem saber, inexplicável, eu desbolso dinheiros. As mãos se ridicularizam com a intransitiva flor. Chego a casa e a flor se extravaganta ainda mais. Nunca eu tinha encenado flor em jarra.
Sentado, frente a uma cerveja deixo entrar em mim a voz: preciso é de mulher. Necessito de um acontecimento de nascência, uma lucinação. Careço de um lugar para esperar, sem tempo, sem mim. Devia haver um feminino para ombro. Porque ombra era o nome único que merecia o encosto daquela mulher.
Manhã seguinte, regressei a casa de Sarifa movido não sei se por gosto de a rever se por obrigação de profissão. A mulher nem levantou cabeça: assim, olhos no chão me revelou sobre Abdalah. O homem só fazia amor, depois de espalhar por debaixo dos lençóis uma matilha de notas. Às vezes, eram meticais, outras randes. Só lhe vinham as quenturas quando, previamente, cumpria este ritual. Se deitava de costas, as mãos a acariciar o lençol, os olhos cifrando-se no infinito. Sarifa ficava com sentimento de que ela não existia. Com a desvalorização da moeda o ardor dele variava. Às vezes, demorava a ser homem, másculo e maiúsculo.
Uma noite, porém, não conseguiu. Começou-se a enervar. Levantou os lençóis, inspeccionou as notas. Lhe nasceu, então, a lancinante suspeita: as notas eram falsas. Alguém havia retirado as verdadeiras para, em seu lugar, espalhar imitações.
- “Sarifa, foi você?”
A prima, ao princípio, nem entendeu. Um murro carregado de raiva lhe enegreceu as vistas e aclarou o pensamento: havia suspeita sobre os dinheiros. O indiano bateu, rebateu. Sarifa ficou estendida. Vaziando sangue. Quem a apanhou no chão foi o tio Banzé, homem dado a espiritações. Refez a sobrinha, passou-lhe uma demão nas mazelas e correu a engasganar o indiano. “Você foi longe e de mais, meu velho. Você mistura amor e cifrão?” Lhe espetou o indicador na costela e ameaçou:
- “Pois eu lhe vou seguir os sonhos a ver o que vai sair deles!”
O desafio era o seguinte: tio Banzé iria visitar os próximos sonhos do indiano, nas dez seguintes noites. Caso dinheiro somasse mais que mulher então uma maldição recairia sobre Abdalah.
- “De Abdalah te transformo em abadalado!”
Não chegou a haver dez noites. Na sétima já o indiano sofria de um peso extra no baixo do ventre. O homem nunca mais visitou Sarifa, nunca mais amou nenhuma mulher. E agora, que ele perdeu acesso a namoros, seus sonhos se destinam unicamente em mulheres. O ouro lhe entrou nos ditos, a mulher lhe saiu dos devaneios. A punição do sonho é aquela que mais dói. Pergunte-se a Abdalah, o indiano dos ovos de ouro.

 

Mia Couto, Contos do nascer da Terra

 

Retirado de Contos de Aula

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publicado às 20:49

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