Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]




O melhor dia do Verão .. foi em Outubro

por Jorge Soares, em 06.10.11

Praia do Carvalhal

 

Ontem a meio da tarde o aspecto da praia do Carvalhal era o que se vê ali na fotografia, calor, a água a uma temperatura que nem no verão é normal por estas bandas, a praia cheia, os dois restaurantes cheios durante toda a tarde e até ao pôr do sol.

 

Saimos de casa por volta da hora do almoço, o objectivo era apanhar o Ferry Boat e ir fazer um picnic já no Alentejo junto à praia, a fila de  carros para apanhar o barco já chegava até ao Jardim da Beira Mar, pelo que foi necessário mudar de planos e ir à volta pela estrada.

 

Chegados ao Carvalhal o parque de estacionamento estava completamente cheio e a praia era um mar de guarda sois... foi uma tarde de praia como deve ser, só faltaram mesmo as bolas de berlim (alô vendedores de bolas de berlim, estão a perder a melhor parte do verão)

 

Pena que com a praia cheia não existam nesta altura nadadores salvavidas, felizmente o mar estava muito calmo e propicio ao banho sem grandes perigos.

 

Como os dias são curtos voltamos a Setúbal já era noite cerrada, esta vez pelo barco, mas tendo em conta que são quase 20 Euros pelo carro mais a família numerosa, fiquei a pensar se não tinha sido mais inteligente e mais barato voltar pela estrada.

 

Já estive a olhar para o site da metereologia, este fim de semana há mais... e viva o verão em Outubro

 

Jorge Soares

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 22:09

Imagem do Público 

 

Morreu um ícone dos tempos em que vivemos, um homem que nos mostrou que é possível mudar o mundo, um génio que soube estar no lugar certo no momento certo para deixar uma marca forte e bem visível para o futuro.

 

Partindo do nada Jobs construiu uma marca que se empenhou principalmente em inovar, estando sempre um ou vários passos à frente da concorrência, foi construindo a norma para o que é hoje a informática. Sem ele, sem a sua visão, sem as suas ideias o mundo seria de certeza muito diferente. O seu legado marcará o futuro desta e de muitas gerações. Steve Jobs 1955-2011.

 

 

 

Jorge Soares

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 08:46

Escolas públicas com vícios das privadas?

Imagem do Público

 

Não tenho nada contra os exemplos que vem de fora, devemos sempre olhar para o que é bom e tirar ensinamentos, as boas ideias, aquilo que dá bons resultados... mesmo sabendo que muito do que tem sucesso lá fora por cá teria muita dificuldade em funcionar, nós não somos regrados como os finlandeses, não temos o sentido de estado dos noruegueses, o patriotismo dos americanos.. nem sequer a alegria dos espanhóis.

 

Tudo isto a propósito de um artigo do Público onde se diz que o governo se prepara para fazer uma revolução na educação  com base nos modelos americanos e inglês, um modelo em que em lugar de financiar as escolas, passará a financiar as famílias que com o dinheiro na mão poderão escolher a escola que bem entenderem.

 

Curiosamente é uma ideia que já tinha passado cá por casa mais que uma vez, principalmente quando da polémica à volta do financiamento por parte do estado de uma serie de escolas privadas e/ou quando tivemos dificuldade em arranjar vagas para as nossas crianças nas escolas públicas aqui à volta.

 

À primeira vista a ideia parece simples, o estado gasta mais de cinco mil Euros por ano por cada um dos meus filhos em idade escolar, dinheiro mais que suficiente para pagar a quase qualquer escola, os livros e até os tempos livres. É claro que estamos a olhar para o contexto actual... mas será que num contexto em que todas as escolas seriam privadas a realidade seria essa?

 

Já aqui falei do difícil que é neste momento arranjar vaga em algumas das escolas públicas desta cidade, mesmo com as regras actuais em que é suposto a morada ser elemento preferencial para a colocação dos alunos, sabemos que o Liceu de Setúbal é o preferido de muitos meninos de Azeitão ou das zonas mais selectas de Palmela, enquanto muitas das crianças que moram na mesma rua do Liceu tem sérias dificuldades em lá ter lugar. Conseguem imaginar como seria num cenário em que o dinheiro e os interesses mandem?

 

Já me estou a ver a passar o ano novo à porta do Liceu quando a minha mais nova chegar à idade de para lá entrar, eu que tanto critico a gente bem que todos os anos faz isso em algumas das escolas mais caras de Lisboa.

 

Acho que estamos todos de acordo que o modelo actual está completamente ultrapassado em todos os sentidos, mas antes de dar um passo do tamanho do que se anuncia no artigo, convém que se pense bem no assunto, caso contrário tudo isto poderá resultar na criação de escolas de elite que só servirão para cavar ainda mais o fosso entre quem pode e tem algum poder e o resto do mundo... definitivamente o último que eu quero para os meus filhos é um sistema de escolas públicas que escolhem os alunos a dedo e tenham os mesmos vícios das privadas... é que o ranking nacional é muito bonito, mas quanto à qualidade do ensino,da escola e dos professores que por lá andam, diz muito pouco.

 

Jorge Soares

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 21:59

Receita: Puré de batata laranja ... ou verde

por Jorge Soares, em 03.10.11

Puré de batata e cenoura

Imagem de aqui 

 

Há muito que não coloco aqui uma das minhas receitas... este fim de semana estive a olhar para os logs do blog e no último mês, se exceptuarmos os posts do Cristiano Ronaldo e da deserção do Ricardo Carvalho, o que regularmente tem mais visitas cá no jantar é o da receita de Bacalhau assado no forno sendo que a Truta Salmonada não anda muito longe... ou seja, a malta quer é comida e eu ando a dar-lhes política e futebol.... não é lá muito inteligente da minha parte.

 

A receita de hoje foi uma sugestão do livro da Bimby que foi mais ou menos adaptada e corrigida por mim  e pela minha meia laranja. Vou deixar aqui a versão para a Bimby, mas é perfeitamente adaptável por quem costuma fazer puré de batata por outros meios... coisa que eu nunca me atrevi a fazer.

Puré de Batata cor de laranja

Ingredientes

750 Gramas de Batata

250 Gramas de Cenoura (ou de brócolos)

250 Gramas de água

Sal

Pimenta

50 Gramas de manteiga ou margarina

 

Descasque as batatas e as cenouras, corte-as aos cubos e coloque-as dentro do copo com a borboleta. Junte a água e o sal.

 

Programe 25 minutos com a temperatura a 100 e velocidade 1

Adicione a Manteiga e pimenta ao gosto

Programe 30 segundos Velocidade 3.

 

Se gostar do puré mais liquido adicione mais água.

 

E Já está, nós por cá já experimentamos com cenouras, puré laranja e com brócolos, puré verde... mas aposto que resulta com couve flor, ou com abóbora e coentros, ou .... o limite é a imaginação....

 

A última vez fizemos para acompanhar os lombos de peixe com ervas aromáticas... e combinou mesmo bem

 

Jorge Soares

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 20:56

O que quer Isaltino Morais?

por Jorge Soares, em 02.10.11

Isaltino Morais só espera que os crimes prescrevam

Imagem do Público

 

É verdade que todos temos direito à presunção da inocência, ninguém é culpado até que a sentença transite em julgado, é e deve ser esse o espirito da lei... e em caso de duvida beneficia-se o réu... terá sido isso o que fez com que Isaltino Morais saisse em liberdade após pouco mais de 24 horas.

 

Estive a reler os posts que já escrevi sobre este assunto, um deles mereceu até um comentário num blog da primeira divisão em que alguém me avisava que era prematuro eu estar a atirar foguetes antes de tempo, porque ninguém é condenado, antes de o ser...e até ao lavar dos cestos .... tudo pode acontecer... quer-me parecer que eu devia ter dado ouvidos ao ilustre bloguer.

 

Acho que a estas alturas já meio mundo terá percebido que para Isaltino e a sua defesa, o lavar dos cestos termina quando os crimes prescreverem, a forma como meticulosamente esperam até ao ultimo momento para dar entrada dos recursos, mostra que mais que mostrar a inocência, o que se tenta é o arrastar do processo, dar tempo ao tempo, deixar que as pessoas esqueçam e que a justiça não faça o seu trabalho.

 

Hoje no Público alguém diz que existe a possibilidade de os crimes pelos que o senhor foi julgado e condenado podem prescrever em 2012, isso explica muitas coisas. 

 

Ninguém me tira da cabeça que o senhor há muito que deveria ter tido vergonha na cara e abandonado a governação da Câmara de Oeiras, todos somos inocentes até prova em contrário, mas será que a prescrição dos crimes torna alguém inocente? para mim não.

 

Mas muito mais triste que tudo isto é ver as entrevistas de rua em Oeiras e ouvir muita gente que diz: "ele não tira só para ele", ou "ele tira mas faz muitas coisas", ou " ele tem obra feita, ninguém é perfeito". Depois de ouvirmos coisas destas, o que podemos esperar dos nossos governantes?, se já nem exigimos que sejam sérios e honestos, como nos podemos espantar com coisas como as que acontecem na Madeira?, entramos no reino do vale tudo? A partir de agora tudo será permitido a quem nos governa desde que façam umas rotundas e umas fontes?

 

Triste o país em que os cidadãos já não tentam mostrar que são inocentes e sim aproveitar as falhas do sistema para saírem impunes, e pobre do povo que ante esta atitude, bate palmas.

 

Jorge Soares

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 21:40

Conto: O Desbunde

por Jorge Soares, em 01.10.11

O Desbunde, Adélia Prado

 

 

Tinha, como direi, eu, que sou uma senhora a seu modo pacata e até pudica, uma, ou melhor, um derrièreesplendido. Não é preciso ser homem pra essas avaliações. Firme em definidos e perfeitos contornos, rebelde ao disfarce das saias e anáguas daquele tempo, inscrevia-se na cara de sua dona, que, movendo os olhos como as ancas, subia a rua em falsa pudicicia, apregoando-se: tenho. Os homens ficavam loucos. Eu era mocinha boba e escutei no armazém do Calixto ele dizer pro Teodoro, meu futuro marido, naquele tempo preocupado em fazer bodoques de goma: eh, ferro! O Vicente não vai dar conta daquela ali, não. É preciso muita saúde. Calixto falava com o Teodoro do que eu suspeitava serem os tesouros da Oldalisa e ela nem aí, toda toda, sobe e desce rua. Exatamente o que era me escapava, só podia ser coisa de homem e mulher. Felicitei-me por estar viva e participar de segredos tão  excitantes. O Vicente era muito magrinho, não jogava bola, não nadava, "não salientava em nada", o Vicente

 

Cisquim. Pois foi dele que a Raimunda — como o Calixto chamou ela naquele dia — gostou.  Casaram e tiveram pencas de filhos. O Calixto ficou chupando o dedo. Ser bonitão e dono de armazém não contou ponto pra ele. Pois é, falou o Teodoro, hoje, assim que botou o pé em casa: O que é a tecnologia, hein? Tecnologia? É o avanço da medicina. Teodoro falava era do avanço do tempo. Tou aqui matutando, disse ele, porque a Oldalisa escolheu o Vicente, não tem base. Tô vendo aquela dona pegando as compras no caixa e... Plim! Era ela, a velha senhora. A Oldalisa do Vicente? É. O Vicente estava junto? Não. Estava com duas alianças e um menino, neto dela com certeza. Será que o Vicente morreu da praga do Calixto? Acho que não, porque eu procurei o traseiro da Oldalisa e nada da olda, só mesmo a lisa, magra e murcha. Ter encontrado a Oldalisa expropriada de seu dote mais tentador deixou Teodoro bem filosofante sobre as agruras do corpo. Teria ele também sido um apaixonado da Oldalisa e eu corrido sérios riscos? Porque amor não olha idade, não é mesmo? Agora, daquela do escritório eu tive, medo não, por causa de meus outros poderes, tive inveja. A uma cintura de vespa seguia-se, instruída e fatal, o que a Oldalisa trazia com inocência. Batia à máquina, agarradinha no Teodoro, de saia justa e batom cor de sangue. O apelido dela na firma era Corrosiva, e foi Teodoro quem pôs. Se chamava Rosiva, a perigosa. Imagina o risco que eu corri.

 

Adélia Prado - Filandras - Editora Record - Rio de Janeiro, 2001, pág. 51.

 

Retirado de Releituras

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 22:30

Pág. 4/4



Ó pra mim!

foto do autor



Queres falar comigo?

Mail: jfreitas.soares@gmail.com






Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2014
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2013
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2012
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2011
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2010
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2009
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2008
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2007
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D