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O pai natal traz presentes para os amigos

Imagem Minha do Momentos e Olhares 

 

Um destes dias o natal chegou à escolinha da D. a educadora pediu a todos os meninos para dizerem o que queriam pedir ao pai natal. Evidentemente na sociedade de consumo em que vivemos as crianças de 4 anos estão completamente esclarecidas e já sabem muito bem o que querem: carrinhos, bonecas, jogos, consolas .. de tudo um pouco.... bom, todas não, a nossa D. apesar de que já cá passou um natal, ainda não interiorizou muito bem a história do senhor de barbas brancas e  e fato vermelho. Com o barulho todo que os coleguinhas fizeram acho que ela percebeu uma parte da história, mas no fim da actividade no cartão dela a educadora tinha escrito o seguinte:

 

- O pai natal traz prendas para os meus amigos.

 

Não sei se será bom ou mau, mas está visto que cá em casa o pai natal não faz muito sucesso, o ano passado ela até teve direito a festejar o natal duas vezes, uma em casa de cada avó, e recebeu prendas das duas vezes.... mas o pai natal não entrou no jogo. Não me parece que em Cabo verde ela soubesse o que era o natal, primeiro porque era muito pequena para isso e segundo, porque onde ela estava não havia muitas condições para isso.

 

O pai natal não fez parte da minha infância, antes dos doze ou treze anos não me lembro de ter ouvido falar do senhor, era o menino Jesus que deixava as prendas junto à lareira, a minha filha tem prendas como todas as crianças, prendas escolhidas e controladas por nós, por cá não se incentiva o excesso, nem em quantidade nem em valor, eu ficava muito feliz se pelo resto da sua infância ela continuasse com esta visão muito própria do natal e do pai natal, era sinal que apesar de tudo, ainda somos capazes de passar  pelo menos uma parte da ideia do natal.

 

Jorge Soares 

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publicado às 22:35

Virgem até aos 30

 

 

Quando achamos que a televisão já bateu mesmo no fundo, eis que descobrimos que a procissão ainda vai no adro. Chama-se Virgin Diaries e é o mais recente dos reality shows americanos. A ideia é simples, pega-se num grupo de pessoas que ande perto dos 30 e que afirmem ser virgens, conta-se um pouco da história de vida e tenta-se seguir a rotina do dia a dia até ao casamento... o resto é televisão.

 

 

Não sei como fazem os castings... nem como garantem que ninguém mentiu, mas a julgar pela forma como os dois concorrentes do vídeo se beijam no dia do casamento, estes disseram a verdade.... e se o primeiro beijo foi assim.... aguardamos com ansiedade as imagens da primeira noite.

 

Imagino que estará para breve a estreia por cá.... depois do sexo em vivo na casa dos segredos, a virgindade em vivo na casa dos casamentos... valham-nos o cabo e os canais de séries.

 

Jorge Soares

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publicado às 21:24

Ceia de burro em noite de Natal

por Jorge Soares, em 10.12.11

Ceia de burro em noite de natal

 

Imagem minha do Momentos e Olhares


Era um burro grande. Grande e sereno. Meio assim parecido comigo, atrelado a esta carroça de lixo que é a vida, recolhendo detritos, farrapos de sentimentalismo, de recordações, de recordações...

E madrugador também, burro namorando estrelas lá no Paraíso. O Paraíso é alto. Tem um jardim lá não muito edênico. Não tem cravo, nem nardo, nem cinamomo. Mas tem um jardim que se chama praça e que dá muito asfalto na primavera. As maçãs do Paraíso custam muitos cruzeiros. E a tantos cruzeiros, qualquer pecado é inflacionário. O Paraíso não tem cobras. Tem pneumáticos, que nada têm a ver com serpentes. Áspides escravizadas a pernas que rodam e de que o mundo moderno cortou a cabeça.

Mas o burro estava ali, velho, velho, sereno, sereno, e não entendendo nada do Paraíso. Que é que é Paraíso para um burro? É um lugar cheio de luzes e de fantasmas, que passam rolando e desprendendo cheiro de gasolina. Ah... se ele pudesse, numa madrugada dessas, comer os brotinhos bem tenros do jardim! Paraíso, para o meu burro, é lugar que se faz em três paradas. É sempre longe dos canteiros verdes.

E caminhando assim pela madrugada, o burro antigo lá vai, namorando a amplidão. Que se todas aquelas estrelas fossem feitas de capim gordura, o velho atrelado à carroça de lixo sofreria mais que todo mundo, só de olhá-las sem poder comê-las... Mas estrelas são de um azul claro. E claro não tem prestígio pra burro, como o tem aquela vegetação saborosa da praça, depois da chuva.

E há sempre três paradas. Uma na esquina da Sears, outra no meio da praça que se chama Osvaldo Cruz, mas que para o burro é bem mais cruz que Osvaldo.

Entretanto, hoje há uma novidade nas paradas do Paraíso. É que ali, no meio da praça, justamente no segundo “ôhhh” do lixeiro, há uma árvore de Natal. Uma árvore de Natal de um verde novo, lembrando assim aquelas saladas de capim mimoso que o burro se acostumou a comer na distante infância de burrinho.

E, então, o burro sereno, o burro manso e nunca farto, começou, tranqüilamente, a comer a árvore de Natal. É justo, é razoável, é um bálsamo aos vinte anos que ele cruza pela mesma praça sem nunca ter tido seu prêmio. A recompensa aí está. Uma árvore de Natal deve ser um grande pitéu para um burro de fomes confusas.

Mastigar árvores de Natal é espiritualizar-se. Que gosto teria? Sei lá. Pergunte ao burro. Deve ter gosto de Papai Noel ou de lágrima de Menino Jesus.

Não me perguntem mais, porque eu não como árvores de Natal. Como um prosaico pão com queijo toda madrugada, que sempre tem gosto de estopa ou de papel almaço.

 

Osvaldo Molles

 

Retirado de Releituras

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publicado às 21:22

Em Portugal 20% da população não tem instrução básica

Imagem de aqui

 

Não explica tudo, mas se calhar explica muitas coisas, segundo o Público, 19% da população não tem qualquer nível de ensino, dois milhões de pessoas que não completaram nem sequer o ensino primário falam de um país em que um quinto da população não tem sequer a instrução mais básica.

 

Não faço ideia quando passou a haver obrigatoriedade de frequentar a escola, mas tenho quase a certeza que foi uma conquista da Democracia, quero pensar que estes números são ainda um resquício de outros tempos, de quando a escola e as letras eram para os ricos que os pobres estavam bem era a trabalhar... 

 

Estes números são resultado do ultimo censo, não são de há 10 anos atrás, são de hoje e custam a entender, como é que em 35 anos e apesar do facilitismo instalado nas nossas escolas nos últimos anos, não conseguimos resolver um problema básico como é o da alfabetização da nossa população?

 

Não explicará tudo, mas explica de certeza uma uma boa parte.....basta pensar quem beneficia com estes números.

 

Jorge Soares

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publicado às 21:51

O Cancro de mama não é uma fitinha cor de rosa

por Jorge Soares, em 08.12.11

Uma das sobreviventes fotografadas por David Jay

Uma das sobreviventes fotografadas por David Jay
David Jay

 

Copiei o titulo do post do A Vida de Saltos Altos, porque depois de olhar para as fotografias ele faz todo o sentido, vivemos na era da informação, nunca soubemos tanto e tivemos acesso a tanto, mas este excesso de informação também nos leva muitas vezes a relativizar e até a minimizar as coisas, e nem sempre temos consciência do que estamos a falar.... a fitinha cor de rosa tornou-se o símbolo da luta contra o cancro de mama, mas quantas das pessoas que a utilizam tem a verdadeira noção do que realmente este significa para tantas mulheres?

 

 "Scar Project" (em português, "Projecto Cicatriz"), do fotógrafo de moda David Jay , tem como objectivo revelar ao mundo histórias de jovens sobreviventes do cancro da mama. Ao todo, já foram retratadas mais de 100 mulheres, todas com idades entre os 35 e os 55 anos, numa mensagem de sensibilização muito clara: a doença afecta cada vez mulheres mais novas e o rastreio é essencial.

 

O resultado foi publicado num livro (que pode comprar aqui )  e num documentário que para além de chamarem a atenção e sensibilizarem, tem como objectivo obter fundos para a investigação  e tratamento deste cancro que afecta milhares de mulheres por todo o mundo.

 

Esta doença mata todos os anos milhares de pessoas, não olha a idades, a credos, religiões ou condição social, as fotografias podem ser chocantes, mas nunca está de mais chamar a atenção, isto não acontece só aos outros, pode  acontecer com qualquer pessoa, por favor tenham atenção ao vossos corpo, a prevenção pode salvar vidas.

 

Pode ver todas as fotografias aqui 

 

Update: Por sugestão da Golimix (muito obrigado amiga) deixo a sugestão do de um site onde se pode ter uma ideia de como fazer o auto exame, http://mulher.sapo.pt/bem-estar/saude/sabe-fazer-o-auto-exame-da-mam-1196976.html

 

Jorge Soares

 

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publicado às 23:20

 

Fim das tolerâncias de ponto

 

Finalmente parece que o estado ganhou algum juízo, segundo o Público, este ano não há tolerância de ponto para ninguém nem no natal nem no ano novo, convenhamos que depois de levar metade do subsidio de natal de quem trabalha, de anunciar que a crise vai levar os subsídios de  natal e de férias dos próximos anos, de aumentar o IVA, etc, etc, ... dar tolerâncias de ponto era mau, até porque segundo umas contas que vi algures cada dia de tolerância representa um custo de 75 milhões de Euros para o Estado.

 

 

Sou e sempre fui contra as tolerâncias de ponto na função pública,  sempre achei que tal como qualquer trabalhador do privado, quem quer fazer pontes tira um dia de férias, o estado não é mais rico que as empresas e não tem porque estar a dar dias a ninguém. Cada vez que havia uma tolerância destas, lá em casa alguém tinha que meter um dia de férias, porque já se sabe que as escolas estão fechadas e é ilegal deixar as crianças sozinhas em casa.

 

Finalmente uma medida de jeito e coerente.

 

Update... como alguém me lembrou, este ano o natal calha ao fim de semana.... pelo que  isto na verdade não afecta ninguém.... já me parecia que era bom demais para ser sério

 

Jorge Soares

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publicado às 14:30

A noite pede música Portuguesa: Marta Hugon

por Jorge Soares, em 06.12.11

 

Hoje simplesmente a noite pede música.... acreditem ou não, esta senhora que para além de ser muito bonita canta como os anjos, é portuguesa... haveria que perguntar por onde e porquê, andam ela e a sua arte, escondidadas de todos nós.

 

Jorge Soares

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publicado às 22:57

Violência Doméstica

Imagem de aqui

 

Há coisas que me saltam à vista, mas que parece que ao mundo lhe passam ao lado, no outro dia numa reportagem na RTP sobre o Estripador de Lisboa foram falar com a vizinhança, ficamos a saber que o senhor era bom rapaz, quer dizer, de vez em quando a mulher andava na rua toda pisada, detalhes, mas nem isso não fazia dele um mau rapaz.

 

Eu fiquei chocado, toda a vizinhança sabia que ele arriava forte e feio na mulher até ela andar pisada na rua, mas pelos vistos nunca ninguém achou por bem denunciar a situação, o senhor até nem era má pessoa... tirando o pequeno detalhe... eu juro que chamei nomes à jornalista que deixou passar aquilo assim.

 

Custa-me ver como em algumas coisas o século XXI tarda tanto em chegar a Portugal, como ainda se olha para a violência familiar desta forma, em que parece que tudo é normal... Afinal o senhor terá matado 3 mulheres e isso é noticia durante dias, infelizmente a violência familiar mata umas dezenas de mulheres todos os anos e isso não é noticia nunca, talvez porque todo o mundo olha para o lado como olhavam os vizinhos do senhor e como olhou a jornalista que fazia a reportagem  ..... e como olhamos todos tantas vezes... 

 

Em resposta ao post que escrevi no dia internacional contra a violência Familiar, recebi o seguinte por mail:

 

"É incrível como há tão poucos testemunhos, e como tantas mulheres se revêm nesses "poucos".

Passei infernos, pensei muitas vezes que morria ali, mas consegui sair de uma situação assim! O instinto de sobrevivência leva-nos a coisas inimagináveis, que só quem sente a vida em risco é capaz de saber...

É lamentável, muito lamentável que morram mulheres todos os dias e quem sabe destas situações não o denuncie. Basta um telefonema!!!


Geralmente, pensa-se que não vale a pena (como já ouvi), porque a pessoa está lá e não faz nada, "passa a impressão" de que está porque quer, não se vai embora porque não quer...! Nada mais errado. Tudo tem um timing, e o principal nesta situação é aquele que garante a sobrevivência... e uma simples ajuda pode ser esse momento.
 

Eu, esperei de 2 anos para conseguir uma "saída" que garantisse a minha vida. Mas a verdade é que enquanto essa pessoa viver, eu viverei sempre desejando nunca o encontrar numa situação em que esteja sozinha.

 

Era solteira naquela altura, hoje refiz a minha vida, mas a marca vai ficar comigo até à morte. Não procuro a vingança, tomara que não se lembre de mim, mas recordo esta frase, (talvez porque me cruze com ele algumas vezes) "Senta-te na beira de um rio e verás passar boiando o cadáver do teu inimigo" Confúcio. Não me consome, mas torna-me a vida um bocado mais cinzenta..."

 

M.

Obrigado M. a tua primeira frase diz muito, e deixa-nos a pensar, tal como todo o teu testemunho, há coisas incríveis e que nos deveriam envergonhar... já agora, deixo o comentário da Cris ao mesmo Post... para que todos os que por aqui passam pensem um pouco no que significa o seu silêncio e a sua indiferença:

 

De crisn a 27 de Novembro de 2011 às 02:43
Mais importante de tudo , porque é que um post desta importância tem um único comentário ?

 

Cris, gostava de ter uma resposta, não tenho, e isso deixa-me triste.

 

Jorge Soares

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publicado às 21:33

Agora sobra dinheiro, Onde????!!!!

por Jorge Soares, em 04.12.11
Sobra dinheiro, onde?
Imagem do Público

 

É a notícia do fim de semana, afinal sobram dois mil milhões e até vamos ficar com um défice de fazer inveja por essa Europa fora, tudo porque alguém se lembrou que ainda havia uns fundos de pensões onde ir pescar, um subterfúgio a que  Sócrates e os seus ministros recorreram nos últimos anos para enganar os números e que invariavelmente era objecto de critica por parte do PSD, principalmente porque eram medidas extraordinárias e dificilmente repetíveis nos anos seguintes. Afinal....

 

Esta vez foram 6000 milhões de Euros que vieram das reformas dos bancários, feitas as contas parece que sobram dois mil mihões... sobram?, sobram como?.. a mim quer-me parecer que faltam 4000 milhões, é que no ano que vem não vai haver fundo de pensões dos bancários... e o défice é suposto ainda ser menor que o deste ano.

 

Mas há mais coisas que eu não percebo, eu tinha entendido que o défice deste ano estava controlado, afinal faltavam 4000 milhões? porquê?

 

Vamos lá ver: dizia o Sócrates que as coisas estavam controladas e que o Pack 4 resolvia, depois veio a Troika e supostamente passou a pente fino as contas,  não deram pelo buraco de 4000 milhões? A seguir veio o novo governo e entre outras coisas: aumentou o IVA da energia, levou metade dos subsídios de natal, etc... e isso não ia resolver o buraco?, agora faltavam mais 4000 milhões? é ideia minha ou andam a brincar com a malta?

 

Isto é assustador, eu nem quero pensar no que serão as coisas a partir de Janeiro, não é com medidas extraordinárias que se resolvem os problemas das contas, os subsídios de natal e de férias da função pública significam pouco mais de 2000 milhões de Euros...então e o resto vem de onde?... não sei, mas tenho uma leve suspeita, algures já deve estar escrito um decreto que vai criar um novo imposto sobre os subsídios do privado.... vai uma aposta?

 

Portanto, a quem acha que realmente sobra dinheiro e que até já pergunta porque não devolvem o imposto sobre o subsidio de natal, aconselho uma revisão da tabuada e das contas de somar e subtrair... principalmente nas de subtrair, porque sobrar, não sobra nada, bem pelo contrário e a partir de agora vai ser sempre a subtrair...e quem sabe que mais surpresas nos reserva este governo que afinal, foi eleito pela maioria do povo.

 

Jorge Soares

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publicado às 21:44

Conto: Mãe Natal

por Jorge Soares, em 03.12.11

Mãe natal

Imagem de aqui

 

Mamãe Noel

 

Sabe por que Papai Noel não existe? Porque é homem. Dá para acreditar que um homem vai se preocupar em escolher o presente de cada pessoa da família, ele que nem compra as próprias meias? Que vai carregar nas costas um saco pesadíssimo, ele que reclama até para colocar o lixo no corredor? Que toparia usar vermelho dos pés à cabeça, ele que só abandonou o marrom depois que conheceu o azul-marinho? Que andaria num trenó puxado por renas, sem ar-condicionado, direção hidráulica e air-bag? Que pagaria o mico de descer por uma chaminé para receber em troca o sorriso das criancinhas? Ele não faria isso nem pelo sorriso da Luana Piovani! Mamãe Noel, sim, existe.

Quem é a melhor amiga do Molocoton, quem sabe a diferença entre a Mulan e a Esmeralda, quem conhece o nome de todas as Chiquititas, quem merecia ser sócia-majoritária da Superfestas? Não é o bom velhinho.

Quem coloca guirlandas nas portas, velas perfumadas nos castiçais, arranjos e flores vermelhas pela casa? Quem monta a árvore de Natal, harmonizando bolas, anjos, fitas e luzinhas, e deixando tudo combinando com o sofá e os tapetes? E quem desmonta essa parafernália toda no dia 6 de janeiro?

Papai Noel ainda está de ressaca no Dia de Reis. Quem enche a geladeira de cerveja, coca-cola e champanhe? Quem providencia o peru, o arroz à grega, o sarrabulho, as castanhas, o musse de atum, as lentilhas, os guardanapinhos decorados, os cálices lavadinhos, a toalha bem passada e ainda lembra de deixar algum disco meloso à mão?

Quem lembra de dar uma lembrancinha para o zelador, o porteiro, o carteiro, o entregador de jornal, o cabeleireiro, a diarista? Quem compra o presente do amigo-secreto do escritório do Papai Noel? Deveria ser o próprio, tão magnânimo, mas ele não tem tempo para essas coisas. Anda muito requisitado como garoto-propaganda.

Enquanto Papai Noel distribui beijos e pirulitos, bem acomodado em seu trono no shopping, quem entra em todas as lojas, pesquisa todos os preços, carrega sacolas, confere listas, lembra da sogra, do sogro, dos cunhados, dos irmãos, entra no cheque especial, deixa o carro no sol e chega em casa sofrendo porque comprou os mesmos presentes do ano passado?

Por trás do protagonista desse megaevento chamado Natal existe alguém em quem todos deveriam acreditar mais.

 

Martha de Medeiros

 

Retirado de Releituras

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publicado às 21:48



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