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Frango Desossado e Recheado

 

 

Este é um prato que tem sido tema de conversa lá no emprego à hora do almoço, um dia a C. chegou com a novidade que tinha estado a desossar um frango para o fazer recheado... ficamos todos a olhar para ela:

 

- Desossar?, queres dizer tirar os ossos ao frango?

- Sim, tiro os ossos e depois recheio-o.

- Mas tiras os ossos como?, onde é que tu aprendeste a fazer isso?

- No Youtube!!!

 

Desde esse dia fiquei com a ideia de que tinha que o fazer, aproveitei que a minha meia laranja esteve uma semana em formação na Alemanha, para lhe fazer a surpresa para a sua chegada no Sábado... 

Coser o frango com agulha e linha

 

Confesso que não estava muito confiante sobre a possibilidade de desossar o frango sem o desfazer, a minha primeira ideia era comprar dois frangos, se o primeiro saísse mal, o segundo de certeza que estaria aproveitável.... terminou por vir só um.... e ainda bem, porque afinal tirar os ossos ao frango é algo relativamente rápido e simples... a parte mais complicada é mesmo no fim da operação pegar na agulha e na linha para coser o corte por onde saíram os ossos... felizmente tive ajuda nessa parte... e ficou perfeito. 


Para quem quiser ver como se desossa o frango, está explicado direitinho no youtube, aqui  

 

Mas vamos à receita.

 

Frango Recheado com courgette, cogumelos e bacon

 

Ingredientes:

 

1 Frango

Alhos

Azeite

Ervas aromáticas

Sal

Pimentão

 

Para o Recheio

 

1 Cebola

Alhos

Ervas aromáticas

Azeite

1 Courgette

100 Gramas de Cogumelos Frescos

100 Gramas de Bacon em cubos

1 Caldo Knorr

 

Depois de tirar os ossos ao frango e de este ter sido cosido com a agulha e a linha, untei-o com o azeite, os alhos, as ervas aromáticas e um pouco de pimentão e deixei a marinar de um dia para o outro.

 

Para preparar o recheio, pique a cebola e os alhos, junte o azeite e o caldo knorr  num tacho e deixe alourar. Junte o bacon, a courgette cortada às rodelas, os cogumelos laminados e as ervas aromáticas. Deixe cozinhar durante uns 10 minutos.

 

Coloque o recheio dentro do frango, encerre a abertura com palitos e leve ao forno durante duas horas a 180 graus.. tenha atenção que poderá ser necessário acrescentar algo de liquido para que não queime, eu acrescentei um copo de vinho branco.

 

Apesar de a fotografia não ter ficado nada de especial, a verdade é que estava uma verdadeira delicia, a carne super tenra e gostosa,  o recheio estava perfeito... de comer e chorar por mais

 

Jorge Soares

publicado às 21:35

Conto, Cedo ou tarde…

por Jorge Soares, em 21.01.12

Cedo Ou Tarde

 

Os três pediram café; um curto, um carioca e um descafeinado. Rodrigo, homem de poucas e sábias palavras, manteve-se calado a maior parte, enquanto os outros dois…


“Quem é o seu melhor amigo?”, Marcos perguntou.
“Você?”
“Quem livra a sua cara de situações embaraçosas, resgata à meia-noite quando o carro pifa, dorme com você em hospitais, paga a sua fiança, se for necessário, vira o seu fiador, seu guarda-costas, seu pára-raio.”
“Você, você, você.”
“Me conhece, quem é o seu amigo mais fiel?”, insistia Marcos.
“Você.”
“O mais contraditório?”
“Você”
“O mais doido, insatisfeito, incoerente?”
“Você”
“E o mais sedutor?”
“Você. Disparado.”

 

Chega o café e a conta. Marcos oferece pagar. E narra: “Não sou sedutor ortodoxo convicto, nem tenho o dogma como ideal de vida. Passei a praticar depois que a ex me largou. É um comportamento dúbio: querer me vingar, sair com o maior número de mulheres, e ao mesmo tempo sofrer de escassez amorosa. Nasceram rancores, depois de eu ter sido largado por duas mulheres que eu amo. Amava. Aquelas… Agora, procuro em cada mulher um novo atalho, que me tire desse estado.”
“Que estado?”
“De carência induzida. Procuro uma mulher que me faça esquecer. Como não encontro, testo, e me comparam a um galinha. Só existe uma pessoa que pode me salvar.”
“Quem?”
“A tua mulher.”
“A Lúcia? O que tem a Lúcia?”
“Tudo.”
“Tudo o quê?”
“Tenho pensado nela. Eu queria ter algo com ela.”
“Com a Lúcia?!”
“Você é meu amigo, não fique ofendido.”
“Ter o quê?”
“Uma relação.”
“De amor?”
“Sexual. Eu queria ter um caso com a sua mulher.”
Olharam o garçom passar o cartão e retirar o boleto. Olharam a fumaça do café. Como se nela, um futuro possível.
“Eu queria ir pra cama com…”
“Tá, tá, não precisa repetir. E será a única pessoa que pode te tirar do estado de carência?”
“Ah, você concorda com ele”, disse então Rodrigo.
“Cala a boca! Estou chocado.”
“Comigo?”, perguntou Marcos.
“Com a Lúcia. Não imaginava que ela tinha este poder.”
“De despertar desejos? De curar? Não me leve a mal.”
Ele olhou para Rodrigo, que bebericava o seu carioca.
“O que foi?”, perguntou Rodrigo.
“Você ouviu o que ouvi?”
“Lógico.”
“E você não vai falar nada?”
“O que eu posso fazer?”
“Me ajude a esganá-lo!”
“Mas é o seu melhor amigo. Se não rolar sinceridade entre amigos, não é amizade. E, ora, a Lúcia é um mulherão. Dos três, você é o mais sortudo”, disse Rodrigo.

Era o pacto. Dos três, ele era o único casado. E vivia desdenhando a mulher, Lúcia. Reclamava do seu temperamento, seus temperos, suas tendências, suas crenças. Os amigos Marcos e Rodrigo chegaram antes e combinaram. Porque são os seus melhores amigos. Resolveram provocar e demonstrar interesse em Lúcia, para que o amigo parasse de invejar aquela vida de solitários desquitados quarentões amargurados que, acredita, é mais inspiradora do que a sua de casado.
Rodrigo retomou: “Lúcia sempre foi a melhor e é ainda a mulher mais deslumbrante da cidade. Você não sabe o que ela provoca com aquele sorriso? Ela é interessada em tudo, conversa, faz perguntas, fala de assuntos sem o menor constrangimento, tem humor, uns dentes lindos, sabe se vestir com discrição, sabe como andar, os olhos mel que, quando bate sol, ficam verdes, fora aqueles braços com pelinhos loiros, ela é maluquinha…”

 

“Tá, tá, tá!”
“É uma coisa, mesmo!”, concluiu Marcos.
“Não fala assim!
“Melhores amigos falam tudo.”
Ele se levantou tonto. Nunca imaginara que Marcos comunicasse uma declaração com proposta tão indecente.
“Nem por um milhão de dólares!”, ele disse e saiu fora.
Os amigos enfim riram da provocação:
“Também, não é a Dennie Moore”.
“Nem você o Robert Redford”.

Ele dirigiu a noite toda pela cidade. O celular tocava, ele via, era Lúcia, não atendia. Guiou por todas as ruas da infância e adolescência. Depois, cruzou viadutos com nomes de militares. Passou por floriculturas e joalherias. Até voltar tarde para casa. Bem tarde. De mãos vazias. Entrou na ponta dos pés, como se um ladrão invadisse uma casa desconhecida.
Lúcia dormia. Que lindo. Olhou para a mulher. Encanto. Ela é deslumbrante mesmo. Lembrou-se das afinidades. Tomou um banho sorrindo. Uma coisa. E se enfiou na cama sem acordá-la.

 

Então, ao invés de abraçá-la com toda a força, virou-se para o lado e começou a tremer de medo. Pânico. Uma mulher daquela, ele não conseguirá segurar, logo o primeiro que usar as palavras certas a levará, os amigos, o chefe, o professor de meditação, um garçom do Ritz, do Spot, do Habib’s, um cineasta pernambucano, o Rodrigo Santoro, o Tato Malzoni, o Quincy Jones! Eu sou um nada e me casei com a mulher mais charmosa, atraente e discreta da cidade, e nem reparava mais em tanto brilho no olhar, nem nos pelinhos loiros, nem no humor, nos dentes, ela se tornara comum, Lúcia, a patroa, a rotina, o estorvo, o entrave de uma vida sexual variada e dinâmica, e não a divindade que inspira poesia em todos os cantos.
Ele se levantou da cama. Olhou para os lados. O pânico se tornou incontrolável, terror. Suava. Falta de ar. Você não a ama mais. E ela o largará logo, porque é muita areia para o seu… Sem acordá-la, abriu as gavetas e começou a fazer as malas. Deixarei o caminho livre, musa! Quando escutou a voz meiga de Lúcia.
“Môr? Que tá fazendo?”
“Desculpe. É inevitável. Não adianta me impedir. Cedo ou tarde…”

 

Marcelo Rubens Paiva

 

retirado de Pequenas neuroses contemporâneas

publicado às 18:45

Cavaco Silva e  o valor da sua reforma

Imagem de aqui

 

...devo receber 1300 por mês, não sei se ouviu bem 1300 euros por mês”, disse Cavaco, olhando o jornalista. “Tudo somado o que irei receber do fundo de pensões do Banco de Portugal e da Caixa Geral de Aposentações quase de certeza que não dá para pagar as minhas despesas

 

 

Assim de repente, o homem é um gastador... era bom que aprendesse a ser mais poupadinho, não?

 

Num país em que a grande maioria dos pensionistas recebe pouco mais que o salário mínimo, estas declarações só podem ser a gozar com quem tem que sobreviver a vida toda com salários e reformas de miséria.

 

Há que referir que para além dos 1300 Euros, o senhor acumula com a reforma de politico que anda pelos 10000 Euros por mês...

 

Jorge Soares

publicado às 15:49

Para além da Democracia, há o quê?

por Jorge Soares, em 19.01.12

Metade dos Portugueses não acredita na Democracia

Imagem do Público

 

A noticia é do Público que na sua versão Online diz o seguinte: Só 56% dos portugueses acreditam que o melhor sistema é a democracia. 

 

Os números foram retirados de um estudo elaborado para o Barómetro da Qualidade da Democracia a meio do ano passado, a conclusão imediata é que metade dos portugueses acredita que existe algo melhor que a Democracia para nos governar... devem ser os mesmos que nunca vão votar...

 

Precisamente quando uma série de povos, do Egipto à Líbia, passando pela Tunisia e pela Siria, se revoltou e saiu à rua para lutar pela liberdade e pela Democracia, em Portugal há 15% da população, dados da Antena 1,  que não sabe ou não quer saber qual o melhor regime,  há mesmo 15% que diz que o melhor para governar Portugal seria um sistema autoritário... mas estes eu até consigo perceber, há muita gente com saudades dos privilégios e regalias que lhes dava o Salazar e o seu regime.

 

Gostava muito de ter acesso aos dados deste estudo, será que também perguntaram qual a alternativa que propunham?, será que optavam por uma alternativa do estilo Pinochet que metia os opositores em helicópteros e os atirava ao mar? será que gostavam mais de um regime ao estilo Sadam Hussein que enviava helicópteros com gás para eliminar aldeias inteiras do mapa? ou será que preferem um regime ao estilo do iraniano actual?.... ou um governo de costas para o mundo ao estilo da Coreia do Norte? Ou será que preferem um regime baseado na corrupção como o de Angola?

 

Gostava que alguém de entre os 46% que acha que há um regime melhor de governo me explicasse qual é esse regime, é que eu farto-me de pensar, olho para as alternativas e termino sempre a pensar que mal por mal, prefiro poder votar para eleger quem me governa, e poder falar, ter opinião, pensar no que é melhor para mim,.. e custa-me a entender que alguém possa abdicar destes direitos e desta forma de viver.

 

A democracia é aquilo que nós fazemos dela, somos nós que elegemos quem nos governa, a nossa Democracia não será perfeita, mas cabe-nos a nós fazer dela algo melhor, só pode dizer o contrário quem não olha para o mundo, quem não vê o que se passa onde não há democracia e liberdade de expressão e pensamento.

 

Estes números são assustadores.

 

Jorge Soares

publicado às 22:08

Adopção

Imagem minha do Momentos e Olhares

 

Há uns tempos num workshop sobre adopção em que estavam elementos de alguns centros de acolhimento, alguém veio falar comigo sobre uma criança de 11 anos que já tinha sido rejeitada e para a que  a segurança social não encontrava candidatos. Entre os muitos candidatos que eu conhecia não haveria alguém disposto a aceitar esta criança?... Por acaso havia, até mais que um... candidatos aprovados pela segurança social e que estavam à espera há anos, vá lá saber-se porque a segurança social não os tinha encontrado. Mais estranho ainda é que mal apareceram os candidatos, a segurança social do distrito onde estava a criança arranjou logo outros do mesmo distrito... vá lá a gente perceber porque não o tinham feito antes.

 

Não era a primeira, nem foi a ultima vez que vi situações destas, raramente aparecem candidatos para crianças maiores de seis anos e muitas vezes a forma de os encontrar é esta... ir perguntando se alguém conhece candidatos que os aceitem...  às vezes eles aparecem e lá se encontra a maneira de convencer a segurança social a permitir a adopção, coisa que nem sempre é fácil, porque as suas crianças são para os seus candidatos.. mesmo que estes não existam.

 

Outra forma é arranjar uma família amiga para a criança, alguém que o visite, que de vez em quando o leve a passar um fim de semana, com o tempo as pessoas afeiçoam-se à criança e terminam por optar pela adopção, pessoas que nem eram candidatos mas que dada a situação da criança são mais ou menos avaliados à pressão e terminam por adoptar. É só mais uma forma de encontrar uma família para crianças que de outra forma nunca a teriam.

 

A julgar por algumas coisas que li, terá sido isto que aconteceu com o Carlos, a criança da reportagem da TVI de que falei no post de há três dias e que foi devolvida, li em mais que um sitio comentários de uma ou várias pessoas que diziam que o casal conhecia a criança desde antes.

 

Apesar de ter passado por dois processos de adopção e de em ambos ter estado bastante tempo à espera, não consigo ser contra este tipo de procedimentos, se há coisa que sempre critiquei é a inércia que existe em muitos dos centros de acolhimento, inércia que no fim se traduz em que as crianças passem a vida institucionalizadas sem que ninguém perceba porquê. É de louvar quando as instituições se preocupam e tentam encontrar uma solução mesmo para aquelas crianças que a própria segurança social já abandonou à sua sorte.

 

É claro que este tipo de situações leva a que as crianças sejam entregues a pessoas que nem sempre foram avaliadas convenientemente, e nem sempre a suposta boa vontade é suficiente para quebrar barreiras. Muita gente vai para a adopção acreditando que está a ajudar as pobres criancinhas e esquecem-se que estas são seres humanos que muitas vezes já passaram por coisas terríveis e quando se deparam com crianças que tem vontade e vida própria não fazem a menor ideia de como enfrentar a situação.

 

Adoptar não é ajudar uma criancinha abandonada, adoptar é ter um filho, com todas as alegrias e tristezas que tem qualquer outro filho e alguns desafios extra com os que vamos aprendendo a viver todos os dias. Adoptar não pode nem deve ser uma questão de bom coração e boa vontade, adoptar não é um acto de caridade, quem adopta tem que começar por entender uma coisa, não há filhos biológicos e adoptivos, só há filhos.

 

Este post saiu um pouco ao lado do que era a minha ideia incial... mas pronto, é o que há.

 

Jorge Soares

publicado às 22:07

 

 

Julgado por roubar um champô e uma embalagem de polvo

Imagem do Público

 

Um homem começou hoje a ser julgado no Porto por suspeita de ter tentado roubar uma embalagem de champô e outra de polvo, num dos supermercado “Pingo Doce”, daquela cidade, no ano passado. 

 

Este senhor foi apanhado com artigos no valor de 26 Euros, artigos esses que foram recuperados pelo segurança do supermercado... mas aposto que a este não há advogado ou recursos que o salvem...este vai ser condenado e pagar a sua pena.

 

Entre policia, funcionários do tribunal,juizes, advogados e restantes custos do processo, quanto irá custar ao estado este caso? e o que vai ganhar o Pingo Doce, que até já recuperou os produtos, com isto?

 

Para que serve um caso destes para além de entupir os já mais que congestionados tribunais?, o senhor será no pior dos casos condenado a pagar uma multa, que será traduzida em pena de prisãocaso ele não tenha forma de a pagar...

 

Em Novembro do ano passado, um sem-abrigo foi julgado por ter sido apanhado a roubar seis chocolates no valor de 15 euros numa loja Lidl, em Agramonte, no Porto..

 

É verdade que um crime é um crime, mas será tudo isto mesmo necessário?

 

Alguém se lembra do Carlos Cruz e dos restantes condenados da Casa Pia? e dos que fizeram desaparecer milhões no caso BPN?, e do Isaltino Morais e dos seus recursos? Não, porque esses tem dinheiro, bons advogados e muitas formas de evitar que se faça justiça. Aliás, o carlos Cruz está a virar de novo figura pública e em breve vai voltar a ser o senhor televisão.... 

 

É suposto a justiça ser cega, mas tem mesmo que ser burra?

 

Jorge Soares

publicado às 22:06

Edp continente, caça ao cliente desprevenido

Imagem de aqui

 

O folheto chegou-me por mail, 10% de desconto na electricidade para quem aderir ao cartão continente...10% do que se paga em electricidade é dinheiro que se veja...e eu por acaso até já tenho cartão continente e tudo. Não aderi logo porque a coisa ainda não tinha começado e porque o cartão está em meu nome e o contrato da electricidade em nome da minha meia laranja.

 

Não me tinha voltado a lembrar do assunto até que hoje este post no Intervalo para café me chamou a atenção e decidi ir investigar.

 

Na verdade esta suposta campanha de poupança não é mais que uma forma que a EDP encontrou para ante a perspectiva da liberalização do mercado eléctrico, de uma maneira mais ou menos encapotada, começar a angariar clientes para uma das suas novas empresas. Ao aderir à campanha de poupança a pessoa assina um novo contrato de fornecimento de electricidade com uma empresa diferente e abdica do que tem com a EDP.

 

É verdade que para quem não tem tarifa bi-horária, esta mudança irá representar alguma poupança, mas não se percebe muito bem o que irá acontecer após o fim deste período de um ano e não, não será tão simples voltar à EDP como é agora sair. Para quem tem tarifa bi-horária, a mudança só se justifica se tiver um consumo de menos de 40% durante o período nocturno, caso contrário mesmo com os 10% de desconto em compras no hipermercado, ficará a pagar mais. 

 

Como dizia alguém aqui

 

1) Os 10% incidem apenas sobre os valores da potência contratada e sobre o consumo de energia. Não é possível “fazer contas” apenas sobre o valor pago habitualmente, porque ele inclui IVA e taxa de radiodifusão.


2) Apesar do valor unitário da potência contratada ser ligeiramente inferior, o valor unitário da energia é também ligeiramente superior. Refiro-me aos novos valores da EDP Comercial que constam no folheto do Continente.


3) A soma de ambos numa factura de energia comum resulta quase sempre superior com os novos valores.


4) O desconto de 10 por cento é válido apenas até final de 2012 e, uma vez que há celebração de um novo contrato, só deverá começar a fazer efeito após a sua entrada em vigor e recebimento de nova factura. Na melhor das hipóteses em Março ou Abril.


5) Desconheço as obrigações constantes nesse novo contrato, nomeadamente período de validade e penalizações em caso de renúncia. O que significa que, com o mercado liberalizado, novas empresas poderão surgir oferecendo valores bastante mais concorrenciais.


6) Não há almoços grátis. 

 

Cá em casa temos tarifa bi-horária, pelo que fui lendo por aí, a mudança não compensa... vamos esperar para ver como evoluí o mercado.

 

Jorge Soares

publicado às 21:57

Adopção crianças devolvidas

Imagem de aqui

 

"Ele é muito dócil mas há outra face, ele não queria saber da escola!"

 

Juro que me vieram as lágrimas aos olhos, como é possível?..estou para aqui a tentar verbalizar o que me vai por dentro e não consigo, como é que é possível?, como é que esta senhora tem a lata de vir dizer uma coisas destas para a televisão?  Mudava de roupa todos os dias..e isso é defeito?, teve 3 negativas num período... e isso é motivo para se abandonar uma criança ao fim de cinco meses e meio do período de pré-adopção?

 

Supostamente a imbecil, desculpem mas hoje não vou estar com meias palavras e não me ocorre nenhuma outra forma de me referir a ela, tem dois filhos biológicos, será que eram ambos perfeitos?, tiveram sempre boas notas, nunca se portaram mal, nunca fizeram uma asneira? Nunca os devolveu porquê? Porquê escolheu uma criança que já tinha sido abandonada antes, que viveu uma grande parte da sua vida na expectativa de encontrar uma família,  para a voltar a abandonar e a fazer sofrer?

 

Gostava sinceramente de falar com as assistentes sociais que fizeram a avaliação do processo, gostava de saber como foi avaliada esta senhora, porque entregam uma criança a alguém que está à espera que esta seja perfeita. Não faço ideia da história de vida da criança, mas não é difícil de entender que não terá tido uma vida fácil, como pode alguém estar à espera que ela seja perfeita?..existem as crianças perfeitas?

 

Eu sempre disse que adoptar é um acto de egoísmo, ninguém adopta por querer ajudar as criancinhas, todos adoptamos porque queremos ter filhos, mas um filho não se escolhe, e não se escolhe quando é biológico como não se escolhe quando é adoptado, um filho é uma davida que se recebe de braços abertos e se aprende a amar, com virtudes e defeitos.

 

Entretanto alguém deixou o seguinte comentário na noticia da TVI:

 

"Esta criança no dia em que deixou a instituição para ir com esta família irradiava alegria, felicidade, e sempre o ouvi dizer que queria ser adoptado. Sou voluntária nesta instituição e esta criança já tinha laços com esta família antes de lhe ser entregue."

 

Ainda por cima eles já conheciam a criança desde antes, coisa que não acontece na maioria dos casos, como é que há gente tão anormal que consegue destruir assim os sonhos de uma criança?

 

O mais grave é que estas coisas passam impunes, como dizia a Susana há pouco no Facebook, se alguém abandona um filho biológico é recriminado e  criminalizado, esta gente abandona as crianças desta forma e não só não é responsabilizado, como continua na lista de adopção e há quem lhes entregue outras crianças.

 

Vídeo com a noticia da TVI aqui

 
Jorge Soares

publicado às 22:13

Conto, "Dar: o dilema"

por Jorge Soares, em 14.01.12
Dar: O dilema, Marcelo Rubens Paiva

Peço desculpas ao leitor. Pensei muitas vezes no verbo a ser utilizado no relato abaixo. "Ceder" seria menos ofensivo. Mas "dar" foi exaustivamente utilizado pelas personagens em questão. É com ele que elas costumam pontuar suas aventuras e seus segredos.

 

Numa mesa de bar com três mulheres: uma carioca, uma mineira e uma paulista. Na faixa dos 30 anos. Profissionais liberais, que moram sozinhas, donas de si. Rodadas. Com alguns matrimônios interrompidos nas costas.

 

A mineira teorizou. Se você sai com um carinha três vezes, terá que dar na quarta. Seria uma afronta às regras da corte. Afinal, há uma ética no jogo da sedução.

 

Ela aprendeu com a mãe que é sempre vantajoso para o espelho ter uma legião de admiradores. Mulheres adoram ser paparicadas, lembrou. Se rolar a quarta vez, seu papel de diva a obrigará a ceder aos óbvios interesses masculinos. Se não, perde-se o trono. E, para o horror das mulheres, a maior heresia: será malvista.

 

A paulista contou. Que no começo do ano saiu com um cara, mas não ficou tão a fim. Não rolou nada. Ele insistiu para que houvesse um outro encontro. Ela dispensou com carinho e educação. Porque sabia que, se desse, ele poderia se apaixonar, e ela não conseguiria encarar tamanho paradoxo. Então, quebrou o encanto já na raiz.

 

A carioca contou. Que tem filhos, ex-maridos, dois empregos, o que filtra consideravelmente o assédio, para o bem. Se depois de todas as informações, o carinha continua a saga da conquista e ultrapassa as etapas da prova, ela dá. Afinal, um cara como esse merece consideração.

 

 

Marcelo Rubens Paiva
Retirado de Blog Do Cappacete

 

publicado às 21:16

Crianças com cancro

por Jorge Soares, em 13.01.12
Apenas um vídeo para nos fazer recordar, que ha crianças que sofrem desde muito cedo e não deixam de sorrir e de lutar a cada dia que passa.
Bom fim de semana a todos
Jorge Soares

publicado às 21:48



Ó pra mim!

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