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Os ratos a fugir do porão

 

Imagem do Henricartoon 

 

Assim de repente era fácil seguir a ideia do cartoon e deixar fugir o tema para a piada fácil, afinal foi o primeiro ministro e o governo quem sugeriram aos portugueses que o melhor a fazer era emigrar... a verdade é que o assunto é muito sério.

 

No outro dia a seguir ao fogo de artifício, no caminho da baixa de Setúbal até cá a casa, a Sandra, que costuma passar por cá pelo blog, dizia-me que era mais que certo que lá para o inicio da Primavera seremos expulsos do Euro, primeiro a Grécia e a seguir nós.. na altura achei que ela estava a exagerar, a nossa saída do Euro seria o descalabro para a banca europeia, principalmente para os bancos alemães..e  não me parecia que a coisa já estivesse nesse ponto.

 

Hoje a Grécia anunciou que ou chega mais dinheiro ou sai do Euro e por cá os ratos começam a abandonar o barco..., sinal de tempestade pela certa.. vai dai e a Sandra é que sabe.

 

Não é preciso pensar muito para se perceber o que levou os senhores do Pingo Doce a mudarem a sede da empresa para outras paragens, nem das consequências que de aí advém, o fim de qualquer empresa é dar lucro para os seus accionistas...e menos impostos significam mais lucro. Também não é difícil de concluir que isto também é resultado das politicas económicas que a mando da Troika tem sido implementadas por quem nos tem governado... por algum motivo a Irlanda se recusou a aumentar os impostos às empresas para além dos 12% que nas últimas décadas converteram o pais num paraiso para a industria mundial.... alguém ouviu falar da possibilidade da Irlanda sair do Euro?

 

Por fim, convém recordar que há uns tempos atrás o Patrão do Pingo Doce numa entrevista com a Fátima Campos Ferreira, disse na televisão que havia empregados seus a roubar nos supermercados porque havia fome nas suas casas... ainda hoje estou para perceber porque é que a Fátima não lhe perguntou se essa fome não seria resultado dos salários e condições de miséria que eles dão aos empregados... pois é, o que importa é o lucro, o resto é conversa.

 

Uma coisa é certa, não é assim que vamos sair da crise.

 

Jorge Soares

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publicado às 21:57

Para o coração não há prescrição... haverá direito ao perdão?

 

Imagem minha do Momentos e Olhares 

 

A noticia é do Público, que se baseou num jornal inglês, que se terá baseado num italiano...  antes as histórias passavam de boca em boca, agora passam de página online em página online... e ainda bem, porque o que se perde em objectividade ganha-se em conhecimento... mas vamos ao que interessa.

 

Ele chama-se António e tem 99 anos, ela chama-se Rosa e tem 96, estão juntos desde 1934, qualquer coisa como 77 anos, uma longa vida inteira de alegrias e tristezas da que resultaram cinco filhos, doze netos e até um bisneto. Por estes dias António decidiu dar uma olhadela numas coisas antigas que encontrou num velho móvel lá de casa e descobriu que Rosa guardava cartas de amor que datam dos anos 40 do século passado... cartas que não eram dele e sim de outro homem, cartas que mostravam que algures, há 60 anos atrás, Rosa o teria traído.

 

Apesar da confissão e do arrependimento de Rosa, António não perdoa e o casal está em processo de divórcio.

 

Eu tenho uma máxima, só sabemos como vamos reagir ante qualquer situação da vida quando passamos por ela, a vida já me ensinou muitas coisas e nem sempre me deixou bem na fotografia. Visto desde aqui, sem saber muito mais que o que li nas poucas linhas da notícia do público, custa-me a crer que 77 anos de vida em conjunto não possam pesar mais que algo que aconteceu há 60 anos.... se aturar alguém durante mais de 70 anos não nos fazem merecedores do céu e do perdão por algo que aconteceu há  tanto tempo, o que poderá fazer?

 

Não deixa de ser engraçado ler os comentários à notícia e a alguns posts da blogosfera, há quem fale da honra vingada, há quem ache que o facto de a senhora guardar as cartas durante tanto tempo é sinal de que continuava a amar o outro, há quem ache uma parvoíce e que não merece que duas pessoas terminem a vida em solidão, há quem jura que perdoaria e quem garanta a  pés juntos que não... e claro, nunca falta alguém que ache que o senhor não tinha nada que andar a bisbilhotar os papeis antigos... então e o direito à privacidade da senhora?... 

 

Está visto que para os crimes do coração não há prescrição... haverá direito ao perdão? vocês acham que perdoavam?

 

Jorge Soares

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publicado às 20:44

Barrigas de aluguer, o direito a ser pais acima de tudo?

Imagem do Público 

 

Chamou-me a atenção para o assunto um email dos senhores do PPV (Portugal Pro Vida), eles insistem em enviar-me estas coisas. O Bloco de esquerda vai entregar na assembleia da República uma petição para que se legalize em Portugal a maternidade de substituição. Há pouco foi noticia no Público um estudo que mostra que ... mais de 80% dos jovens inquiridos considera que é importante ter uma lei que permita às pessoas aceder à maternidade de substituição.

 

O assunto já passou por aqui mais que uma vez, neste post e neste, não é um tema fácil e nunca será consensual. Todo o mundo sabe que existe muita gente em Portugal que recorre a este método para ter filhos, casais heterossexuais e homossexuais, não foi há muito tempo que uma reportagem da RTP explicava direitinho como se fazem as coisas nos Estados Unidos e como há muita gente que lá vai para ter filhos. A grande maioria dos casos será através de esquemas mais ou menos legais, mas basta ver os comentários deste post do A ver o Mundo para se perceber que haverá muita gente que se sujeita quem sabe a que esquemas e ilegalidades para ter filhos.

 

Não tenho uma posição completamente formada sobre o assunto, mas tal como com o aborto, acho que olhar para o lado é garantir o negócio a muita gente e fomentar a ilegalidade. Sou pai adoptivo e evidentemente acho que antes de se ir por este caminho todos os casais deveriam optar pela adopção, mas tenho consciência que o número de crianças para adoptar no nosso país nunca será suficiente para tornar os processos de adopção céleres e/ou justos. Eu tive que ir buscar a minha filha mais nova a outro país, os meus dois filhos mais novos nasceram de outras mães, haverá assim tanta diferença entre uns casos e outros, não será a adopção um caso especifico de maternidade de substituição?

 

Por outro lado, qual é a diferença entre a maternidade de substituição e os milhentos métodos de procriação assistida que existem no mercado e que na sua grande maioria custam milhares e milhares de Euros e são física e psicologicamente desgastantes para quem envereda por esses caminhos?

 

É evidente que ninguém quer fazer disto um negócio, mas será licito fazer as pessoas passarem por processos de adopção que duram anos e anos e que no caso da adopção internacional podem custar milhares de Euros a quem quer ter filhos?

 

Não sei se o Bloco de Esquerda irá ter ou não sucesso com a iniciativa parlamentar, mas era bom que o tema fosse discutido e a sociedade portuguesa fosse devidamente esclarecida.

 

Já agora, passem pelo blog dos senhores do PPV e votem no inquérito deles, ao contrário do estudo de que fala o Público, por lá o "Não" leva a vantagem... mas é claro que isso não é nada estranho.

 

Jorge Soares

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publicado às 22:14

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