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Era uma vez um sapato

por Jorge Soares, em 21.02.12

Sapatos desencontrados

 

 

 

O sapato perfumado

 

Era uma vez um sapato

totalmente amalucado.

Seu esquisito costume

era usar um bom perfume.

Ele nunca passeava

sem estar bem asseado;

pra isso, sempre passava

perfume por todo lado,

bastando o seu couro inteiro

com fragrâncias do estrangeiro,

e na sola e no cadarço

espalhava água-de-cheiro.

Que eu me lembre se casou

(e que lindo par formou!)

com a meia do garçom,

a qual tinha, por seu lado,

o costume amalucado

de pintar-se com batom.

 

Ricardo da Cunha Lima

 

Em:  De cabeça para baixo, São Paulo, Cia das Letras: 2000

 

Carnaval de Estarreja 2011

Jorge Soares

publicado às 10:03

Soneto do Carnaval

por Jorge Soares, em 20.02.12

Soneto do Carnaval

Imagem minha do Momentos e Olhares

 

Distante o meu amor, se me afigura
O amor como um patético tormento
Pensar nele é morrer de desventura
Não pensar é matar meu pensamento.

 

Seu mais doce desejo se amargura
Todo o instante perdido é um sofrimento
Cada beijo lembrado uma tortura
Um ciúme do próprio ciumento.

 

E vivemos partindo, ela de mim
E eu dela, enquanto breves vão-se os anos
Para a grande partida que há no fim

 

De toda a vida e todo o amor humanos:
Mas tranqüila ela sabe, e eu sei tranqüilo
Que se um fica o outro parte a redimi-lo.

 

By Vinicius de Moraes

publicado às 17:59

... a minha vida de todas as cores

por Jorge Soares, em 19.02.12


Carnaval de Estarreja 2011, Cores

 

Imagem Minha do Momentos e Olhares

 

Tela

 

Quero pintar a minha vida de todas as cores
Quero pintar...por ti
E quando chegar o momento
Deixa-te pintar
Deixa-te levar
Deixa-te pintar
Na minha sala sob a luz do luar
Perde-te no tempo... deixa-te levar


Pintei o teu corpo numa tela
Esculpi o teu rosto à luz da vela
Pintei o teu corpo... pintei

 

Quero pintar a minha vida de todas as cores
E vou-me lembrar... de ti
E quando chegar o momento
Deixa-te levar
Deixo-me encantar
Deixa-te pintar

 

Na minha sala sob a luz do luar
Perde-te no tempo... deixa-te levar

 

Pintei o teu corpo numa tela
Esculpi o teu rosto à luz da vela

 

Pintei o teu corpo numa tela
Esculpi o teu rosto à luz da vela
Pintei o teu corpo... pintei

 

 

Santos e Pecadores

 

 

 

Carnaval de Estarreja 2011

Março de 2011

publicado às 17:55

Conto: A Máscara

por Jorge Soares, em 18.02.12

a máscara

 

Todo cuidado é pouco com essa máscara, viu, Vi? Não, sua boba, empresto com prazer porque você sabe que é a minha neta preferida, e além disso tem outras coisas, sinto um arrepio só de imaginar que a minha máscara negra veneziana nariguda vai se soltar por essas ruas outra vez depois de meio século guardada numa caixa de chapéu com a tampa afundada, devia andar triste, a coitadinha, olha só esses olhos vazados caídos, tão merencórios. Ah, esses olhinhos viram coisa, Vi. Claro que não era como agora, era melhor, era pior. Diferente: eu nunca fui de folia e nem podia ser, sempre fui certinha. Seu avô, sim, aquele se esbodegava inteiro, saía no sábado pra voltar na quarta-feira que nem na música da camisa listrada, só que a fantasia dele, infalível, era de arlequim – conhece a música da camisa listrada? Ainda toca isso? Em vez de tomar chá com torrada ele tomou parati, não, imagine se vai tocar. Agora é diferente, pior, melhor, depende. Por exemplo, quando você casar, duvido que agüente o que eu agüentei. Não agüenta, Vi, mudou demais. Para melhor, nesse ponto eu acho que foi para muito melhor, porque se o seu marido um dia sair por aí com um canivete no cinto e um pandeiro na mão, sossega leão e tal, eu acho que você pode até aceitar, mas conhecendo você como eu conheço, eu sei que mal a porta bateu você vai sair também, você pra lá, eu pra cá, até quarta-feira, lalaiá, lalaiá. Sossega leoa – vai ou não vai? Pois eu acho que está certíssimo, querida, nós é que éramos bobas no meu tempo, eu era. Engolia, agüentava, chorava no travesseiro, noite em cima de noite perdendo o viço. Uma mulher guardada numa caixa de chapéu com a tampa afundada, cheiro de naftalina, ih, estou melosa, estou dramática, mas era assim. Não admira que os olhinhos fossem ficando merencórios, que o marido perdesse o interesse e procurasse cada vez mais passatempos, depois vinha cair na cama sem tirar nem o sapato. O seu avô, por exemplo: um homem bom, trabalhador, mas um patriarcão de antigamente, acho que um dos últimos. Pisada firme, vozeirão, chicote na cinta, chicote é maneira de dizer, que no Rio de 1950 ninguém usava chicote, mas você entende. Sua mãe não era nascida ainda, os outros quatro sim, aquela escadinha, e foi aí que ele me prometeu. O baile de máscaras do sábado de carnaval no casarão da Glorinha Pissaruçuba na Praia do Flamengo – não tinha programa mais cintilante, jóia social mais cobiçada naquele tempo. Era diferente demais, melhor, pior, eu não disse? Melhor, Vi, nesse caso era melhor porque nós íamos pela primeira vez no baile da Glorinha Pissaraçuba, ah, você tinha que ver a minha felicidade! A máscara veneziana eu comprei na Rua do Ouvidor para a ocasião, não foi barata, negra porque assim ficava mais discreto, mais digno, seu avô aconselhou. Aconselhou? Essa é boa, aconselhou nada, mandou, pois é. O vestido ia ser um verde brilhoso de festa que já começava a encardir no armário, mandei tirar, lavar, quarar, engomar, chegou o dia e eu fui fazer o cabelo, as crianças excitadas só de ver a minha felicidade, mamãe vai sambar, vai sambar, sambar, e quando chegou a hora, Vi – sambei, justamente. Seu avô ligou da rua dizendo que a gente não ia mais no baile de máscaras, imprevistos, ele falou, contratempos, uma palavra assim. Eu sabia o tipo de contratempo que ele gostava, aquele que o cabelo não nega mas em compensação a cor não pega, feito dizia o Lamartine. Seu avô não era fácil e a gente era boba demais, triste e amargurada, não tinha essa sabedoria das mulheres de hoje, não tinha o salve o prazer, salve o prazer. Me tranquei no quarto aquele sábado, os olhinhos merencórios dessa máscara negra aí, essa mesma, ficaram me olhando em cima da cama um tempão. Foi a Conceição que pôs as crianças para dormir, apagou a casa toda, você não teve tempo de conhecer a Conceição, até hoje eu sinto saudade. Ela cuidou de tudo enquanto eu ficava sentada na cama de vestido verde e laquê armado ouvindo as risadas, gritinhos, gente batendo na lata, os barulhos todos de carnaval que você conhece, isso não mudou tanto, ainda é assim. Eu nunca fui de folia e nem podia ser, sempre fui certinha, e quando cheguei na esquina de máscara e vestido verde e vi um grupo de clóvis me olhando do outro lado da rua, me veio um pânico doido, quase dei meia volta. Nem sei como continuei andando, marcando o passo com o meu coração, acho que eu corria. Não lembro de ter entrado no Cadillac que o pierrô de porre parou do meu lado, me deu um branco mas eu sabia que, tendo entrado ou não, a verdade era que eu estava dentro dele agora, sentada no banco do carona com a cabeça girando e a mão do pierrô no meu joelho enquanto a estradinha cheia de curvas passava por nós, o mar rugindo lá embaixo, reconheci a Niemeyer. Quem é você, diga logo que eu quero saber, ele me disse que se chamava Jorge, depois Álvaro, mais tarde Toninho, e com o céu começando a clarear já tinha virado Camilo, Ciro, Ismael. Eu também não pronunciei o nosso nome, Vi, e a máscara negra nariguda eu só tirei enquanto a escuridão nos protegia, o pierrô não soube que eu me chamava Elvira. Mas nunca vou esquecer os olhos verdes dele, aqueles não tinham nada de merencórios, eram da cor do mar de São Conrado quando amanhece num domingo de carnaval – idênticos aos que me olham agora da sua cara espantada, Vi, isso também não mudou, e no fim daquele ano sua mãe nasceu.

 

Sérgio Rodrigues

 

Retirado de Veja

publicado às 21:07

A igreja católica e a utilidade das mulheres

por Jorge Soares, em 17.02.12

Mulher em casa

Imagem de aqui

 

O trabalho da mulher a tempo completo, creio que não é útil ao país. Trabalhar em casa sim,... 

 

Manuel Monteiro de Castro tem 73 anos e acaba de ser nomeado cardeal da igreja católica de Roma, o colégio de cardeais é o órgão máximo de governo da igreja, para além de votar para a nomeação do papa, são estes senhores que ditam as leis no Vaticano, leis que servem para governar a igreja católica em todo o mundo.

 

Não faço ideia sobre qual será a média de idades dos cardeais, mas imagino que não andará longe dos 70 anos... e tal vez isso explique algumas coisas. Que em pleno século XXI alguém diga que o lugar das mulheres é em casa a tratar dos filhos e dos tachos é até difícil de acreditar, mas pelos vistos há pessoas que apesar dos tempos continuam a viver noutro século, noutro tempo e noutra realidade. O mundo evoluiu, as mulheres ocuparam com toda a justiça o seu lugar na sociedade, há muito fazem parte do tecido produtivo e dirigente do país, mas para estes senhores, nada disso deveria existir.

 

É evidente que com pessoas como estas a igreja nunca poderá evoluir. há muito que o papel do homem e da mulher, já seja no seio da família ou da sociedade, deixou de ser diferente, a época em que o homem ia trabalhar e chegava a casa e se sentava à espera de ter o jantar pronto , felizmente já acabou há muito. Vivemos numa época em que as tarefas são partilhadas, todas as tarefas e em que ao contrario do que diz este senhor, agora as pessoas tem mais tempo para conversar, porque enquanto tratamos da cozinha e dos filhos, ambos tratamos, podemos conversar, partilhar experiências e vivências....

 

É mais que evidente que a igreja precisa urgentemente de uma renovação, de ideias, de pessoas, de métodos... ou se renova ou daqui a muito pouco tempo, só restarão as paredes dos templos.... porque o mundo evolui e muito apesar deles, as pessoas também.

 

Jorge Soares

publicado às 21:44

Cavaco tem medo das criancinhas

 

Imagem do Facebook

 

 

O cancelamento da visita do Presidente da República, Cavaco Silva, à Escola Artística António Arroio, em Lisboa, deveu-se a “um impedimento” relacionado com a função presidencial,

 

Há quem ainda se espante por estas coisas, a mim o que verdadeiramente me espantou foi que em lugar de faltar à visita, não se tenha dado ordens à Policia para retirar a manifestação da porta da escola.

 

Há muito que todos percebemos... ou deveríamos ter percebido, Cavaco Silva não está para se ralar, aconteça o que acontecer, não vai ser por aí que vai vir oposição, ele vai cumprir o seu papel de figura de estado sem fazer muito barulho e tentando chatear o mínimo possível. escusa o povo de vir com apelos ou chamamentos, que ele não está lá para isso e aliás, nem lhe pagam o suficiente para se estar a ralar....

 

Tivesse a manifestação sido de professores ou de trabalhadores e era certo e sabido que tinha sido dispersada pela polícia, como era de crianças e jovens, mandar a polícia de choque tinha ficado mal, logo a solução passou por não colocar lá os pés, é triste mas é assim que as coisas estão.

 

Há quem ache que o senhor foi cobarde, eu acho que foi coerente, aturar o povo é uma chatice e sua eminência não está para se ralar, muito menos com pirralhos.... mas interessa a alguém que aquelas crianças tenham que comer sentadas no chão? ou que as famílias não tenham dinheiro para o passe?... claro que não.. vá, não sejam piegas!

 

Então e um referendo para se acabar com o cargo e estas figurinhas tristes? não?

 

Jorge Soares

 

 

 

publicado às 21:21

Adopção, palavras de uma mãe, para reflectir

por Jorge Soares, em 15.02.12

Adopção

 

Imagem minha do Momentos e Olhares

 

O seguinte texto foi-me deixado num comentário ao Post Ainda as adopções falhadas e as crianças devolvidas  que copiei para o Nós Adoptamos. Apesar de olhar para o tema de forma diferente e até discordar de algumas das coisas, entendi copiar todo o texto já que representa a opinião de alguém que, imagino eu, passou ou está a passar por uma situação complicada, são palavras fortes, para ser lidas e reflectidas, com tempo voltarei ao assunto, por agora, deixo as palavras da Estrela.

 

Tenho estado a pesquisar sobre este caso e cheguei a isto: E pena haver tantos comentários de quem nunca adoptou, e para mais de quem não teve de passar anos em tratamentos de infertilidade até desembocar na adopção, não como a única resposta, mas com a esperança de que ao fim de tanto tempo tinha o direito de ser pai e mãe, construir uma família e ser feliz.

 

Mas como nada é perfeito, muito menos neste país, até os sinais de alerta dos novos pais, e dos novos filhos são ignorados por todas as técnicas do caso. A verdade é que nem todas as crianças, para não dizer quase todas... são abandonadas pela família, pelo contrário, mas são retiradas e nem sempre da forma mais correcta.

 

Depois, a Lei da adopção em Portugal é tão boa que foi alterada recentemente, e continua a ser insuficiente e pobre. As instituições que acolhem as crianças não lhes dão o apoio necessário, pelo menos a que tive oportunidade de conhecer, nem a nível alimentar, médico ou higiénico, quanto mais acompanhamento psicológico! Não as preparam para a possibilidade de virem a ser adoptadas, não lhe perguntam se o querem, não respeitam a sua vontade, mas a resposta que me deram é "são crianças, não sabem o que querem!" mesmo que queiram voltar para a instituição, o local onde sabem que a mãe prometeu ir buscá-los, e desesperam porque agora ela não sabe onde eles estão, mas estiveram lá 2 anos, e ela não foi...continuam há espera, até hoje, já se passaram anos, sofrem eles e nós pais também, nada podemos fazer.

 

Não aceitam a ajuda de nenhum técnico, ignoram a autoridade do adulto, usam-nos, rejeitam-nos, eles sim, desde o princípio rejeitaram-nos, até ao ponto de ir para um hospital por rejeitar a alimentação, por desistir de viver. E agora o que fazer? disseram que era a adaptação, que ao fim de 6 meses estaria tudo regularizado, ao fim desse tempo até um ano, e ao fim de 18 meses disseram que não tinham nada a ver com isso, estavam adoptados!

 

Os sonhos ficaram por isso mesmo, apenas a dor de não ter um filho que corra para nós à procura de um abraço, pergunto porquê e a respota não vem, ou tardiamente escuto "não sei".

 

As crianças deviam ser escutadas, olhadas com olhos de ver, nem todas querem uma casa onde há regras e figuras adultas, até porque as vítimas de abuso não têm isso escrito no processo, para não serem rejeitadas pelos candidatos. como se cura feridas que se desconhecem?

 

Quem ensina a quem vai pela primeira vez adoptar o que devia estar escrito, o que é que deviam mostrar e não está no processo? Eram estas perguntas que deviam fazer e pensar no sofrimento de quem toma estas decisões, na família alargada que os acolhe, ou não..."não havia lá mais pequenos?", "são tão grandes", "sabes lá se vão gostar de vocês!".

 

Quem vê crescer A BARRIGA, Dá mama, colo, ensina a falar, muda fraldas, dá biberão e recebe sorrisos, que É A ÚNICA MÃE, porque o pariu e o tem consigo nos braços não imagina a dor de todos os meses imaginar que está gravida enquanto decorre mais um tratamento de infertilidade, e depois adopta e é tratada como um alvo a abater.

 

São palavras fortes, eles não têm culpa não me escolheram, mas eu também não tive culpa, a não ser de ter a esperança de que viessem a gostar um pouco de nós em comparação com o que os amo. Agora podem indignar-se à vontade, principalmente porque escrevi muito!

 

Agradeço a vossa atenção, felizmente não conseguem ver as lágrimas. 

 

Estrela 

 

Jorge Soares

publicado às 21:21

As mulheres e a psicologia dos ramos de flores

por Jorge Soares, em 15.02.12

Rosas no dia dos namorados

Imagem minha do Momentos e Olhares

 

Ouvido à hora do almoço:

 

- Ontem quando fui comprar o ramo de flores para a minha namorada, estava lá um tipo a comprar três ramos!

- Assim é que é, um para a Mãe, um para a filha e outro para a mulher! - Diz a menina da direita

- Nãaa, um para cada uma das amantes! - Diz a menina da esquerda!

 

Após um silêncio mais ou menos constrangedor, o rapaz acrescenta:

 

-Nesse caso as amantes ficam caras, porque eu paguei 10 Euros e ele pagou 55.

 

A psicologia feminina é mesmo estranha... digo eu.

 

Jorge Soares

publicado às 12:58

Corações frios

 

Imagem minha do Momentos e Olhares

 

Vamos começar pelo principio, quem foi São Valentim?  Valentim foi um bispo que viveu no terceiro século da era católica e que contrariou as ordens do imperador Cláudio II, que havia proibido os casamentos durante as guerras porque acreditava que os homens solteiros eram melhores guerreiros.

 

Além de continuar a celebrar casamentos, ele próprio se casou em segredo apesar da proibição do imperador. A prática foi descoberta e Valentim foi preso e condenado à morte. Enquanto estava preso, os jovens enviavam-lhe flores e bilhetes onde diziam que ainda acreditavam no amor. Enquanto aguardava na prisão o cumprimento da sua sentença, apaixonou-se pela filha cega de um dos guardas da prisão e, milagrosamente, devolveu-lhe a visão. Antes da execução Valentim escreveu-lhe uma mensagem de adeus, na qual assinava como “Seu Namorado” ou “De seu Valentim”.

 

Considerado mártir pela igreja, o dia da sua morte, 14 de Fevereiro do ano de 270, passou a ser festejado como o dia de São Valentim, com o tempo nos países de língua inglesa a data foi aproveitada para se festejar o dia do amor ou dos namorados.

 

Há outra tradição que diz que na idade média se considerava o dia 14 de Fevereiro como o primeiro dia em que após o inverno os pássaros acasalavam, ocasião que os namorados aproveitavam para deixar mensagens de amor  na porta da sua amada.

 

A versão moderna começou por ser festejada nos Estados Unidos, após o que se estendeu aos outros países de língua Inglesa e com o tempo ao mundo inteiro. 

 

Como já aqui disse muitas vezes, sou avesso aos dias, a este e a quase todos, acho que o amor, como as crianças, como as mulheres, como tudo, se deve festejar todos os dias...  o amor não tem dia nem momento, o amor, como a amizade, deve ser quando acontece, e desde aí deve ser um bocadinho todos os dias... carinho com data e hora marcada não é amor é castigo.

 

Passem bem e por favor, sejam felizes, todos os dias

 

Jorge Soares

publicado às 19:59

Domingos Paciência abandonou o Sporting

Imagem do Público 

 

O Sporting tem um recorde impressionante, 12 treinadores desde 2000, sendo que pelo meio Paulo Bento conseguiu a proeza de aguentar 3 anos e meio.

 

É suposto ser o clube das elites, talvez tirando a Académica, que é de outro campeonato, será talvez o clube com os adeptos mais bem formados, com mais cultura... mas está visto que cultura e cultura futebolística são coisas muito diferentes. Olhando para os números o que salta à vista é que há em Alvalade muita falta de paciência e mal as coisas começam a correr mal, aparece a pressão sobre jogadores, dirigentes e sobretudo, os treinadores... pressão que evidentemente não ajuda nada e só torna as coisas mais difíceis para todo o mundo... excepto os adversários, é claro

 

Olhando para os treinadores que passaram pelo banco do Sporting desde o início do século, é verdade que não há nenhum Mourinho, mas nomes como Boloni, Paulo Bento, Fernando santos, José Peseiro e agora Domingos, são homens que já seja no Sporting, casos de Peseiro e Paulo Bento, ou noutros clubes deram provas de serem treinadores de qualidade. 

 

O caso de Peseiro é sintomático da falta de paciência e eu diria até de visão, Peseiro levou o Sporting à luta pelo título até à última jornada no mesmo ano em que chegou à única final Europeia nos últimos 50 anos, mesmo assim mal as coisas começaram a correr mal no ano a seguir, foi despedido...e lá se começou tudo de novo.

 

Estará em Alcochete talvez a melhor academia de formação do mundo, Paulo Bento terá sido o único que teve tempo e paciência para aproveitar de forma exemplar essa formação, mesmo assim, pouco mais de dois anos depois da sua saída do clube, praticamente não resta ninguém desse lote de excelentes jogadores. Em contrapartida este ano o Sporting gastou muito do dinheiro que não tem, na compra de 19 jogadores... enquanto nomes feitos como Djaló eram escorraçados do clube por adeptos impacientes.

 

Os dirigentes do Sporting já tiveram tempo de perceber que há algo de muito errado no clube, mas apontam sempre para o alvo errado, Domingos Paciência é um excelente treinador, o seu passado fala por si, é sempre mais fácil despedir o treinador que reconhecer que se tomaram as opções erradas na politica de compras e contratações... mas já está mais que visto que não é o treinador que tem que mudar, é a mentalidade de quem manda... e já todos sabemos que em casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão. .. sem Paciência o Sporting não vai longe... e é pena porque o futebol português precisa de clubes fortes e bem estructurados para ser competitivo.

 

Desejo a melhor sorte ao Sá Pinto, ele vai precisar, ao Domingos, também... e lá te esperamos no Dragão

 

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Jorge Soares

publicado às 22:08



Ó pra mim!

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