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A propósito do Rio+20

por Jorge Soares, em 19.06.12

Aves mortas por ingerirem lixo

 

Um documento com novos princípios para dar impulso ao desenvolvimento sustentável foi aprovado nesta terça-feira, na conferência Rio+20, das Nações Unidas, no Rio de Janeiro. 

 

Há uns três ou 4 anos apanhamos o barco em Troia para atravessar para Setúbal, como sempre saímos do carro e encostamos à amurada para desfrutar da paisagem ou com um pouco de sorte vermos os golfinhos.

 

Ao meu lado a olhar para fim de tarde no rio ia uma senhora de idade acompanhada de uma criança, o miúdo estava a beber água por uma garrafa. Quando terminou de beber virou-se para a senhora e disse:

 

- Olha, bebi toda, o que faço com a garrafa?

- Dá cá.

 

A senhora que estava a meio metro de um caixote do lixo e com o neto ao lado, pegou na garrafa e deitou-a ao rio. Foi um daqueles momentos em que o meu mau feitio veio ao de cima, esqueci a idade da senhora e a presença do neto ao lado, quando dei por mim estava a dar um sermão de todo o tamanho e a perguntar-lhe se ela não tinha vergonha do exemplo que estava a dar ao neto? Se ela gostava de chegar à praia e encontrar a areia imunda com o lixo que pessoas como ela deitavam à água? Se não tinha visto o caixote do lixo mesmo ao seu lado?..

 

No fim de despejar o mau feitio e a raiva que aquilo me causou, tinha o miudo a olhar para mim de olhos arregalados e ela de boca aberta a balbuciar qualquer coisa sem muito nexo...

 

É verdade que conferências como esta do Rio+20, ou Kioto, ou as várias outras são importantes para que se debata a situação ambiental do mundo em que vivemos, mas é triste que passe o tempo e o que vemos é que os países com maior culpa na situação, os que mais poluem e mais influenciam o clima e o meio ambiente, como os Estados Unidos, a China ou a Rússia, ou se negam a assinar os tratados ou simplesmente fazem tábua rasa daquilo que assinam.

 

Por outro lado não é com conferências internacionais que se mudam as mentalidades como a daquela avó que simplesmente achou que o seu caixote do lixo era o rio Sado, é com educação e formação.

 

Muita gente já terá visto, mas eu vou repetir, termos consciência do mal que fazemos ao mundo que nos rodeia nunca está demais.

 

Midway é uma ilha em pleno oceano Pacífico, que fica a 2.000 milhas de qualquer costa continental. Esta ilha é desabitada, os seus únicos habitantes são aves marinhas, no entanto... Vejam o que se passa por lá!

 

 
Jorge Soares

publicado às 22:16

Portugal festeja porque gosta de futebol

Imagem de aqui

 

 

 ".... é o ponto de vista do tuga mediocre, só querem festa, cerveja e futebol, mas lutar por um país melhor não vale a pena"

 

O comentário acima foi colocado no Facebbok ontem no fim do jogo da nossa selecção em resposta a alguém que referia que durante dois ou três dias ninguém se ia lembrar da crise.

 

Confesso, eu não consigo perceber, o que tem de mal gostar de futebol? O que tem de mal gostar que a selecção do nosso país ganhe? O que tem de mal festejar as vitórias já seja do nosso clube preferido ou do nosso país?

 

Parece que há muita gente que acha que a culpa da crise, do desemprego, de termos os políticos e governantes medíocres que temos é do futebol.

 

Eu gosto de futebol, não sou de modo algum um fanático daqueles que tem que ir ao estádio ou no mínimo não perdem um jogo na televisão, mas gosto,  gosto que o meu Porto ganhe, gosto que a selecção do meu país ganhe, assim como gostei de saber que ontem um Português, o Rui Costa, ganhou a volta à Suíça em bicicleta, ou gostei de saber que outro Português, o Pedro Lamy, ganhou uma das categorias das 24 horas de Le Mans. Isto faz de mim pior pessoa que o senhor que fez o comentário parvo que transcrevo acima?

 

O que tem a ver alguém gostar ou não de futebol com fazer-se mais ou menos pelo país?

 

Será que todas as pessoas que desdenham do futebol e de quem gosta de futebol pagam todos os seus impostos?

 

Será que todos foram votar nas últimas eleições? Terão alguma vez participado numa manifestação? Terão participado em alguma greve? E já agora, terão votado em quem? na mudança das coisas ou em mais do mesmo?

 

Vivemos há dois ou três anos com o espectro da crise, da austeridade e do desemprego que nos entram todos os dias pela casa dentro, será que é assim tão mau podermos durante umas horas esquecer tudo isso e focar a nossa atenção em algo que nos pode realmente dar alguma alegria?

 

Mas alguém fica mais feliz se não existir o Euro e as noticias sobre o futebol? o país ia melhorar em quê?

 

Porra, há anos que nos tiram cada dia mais e mais pão da mesa, será que é assim tão difícil deixar-nos por momentos desfrutar do circo da bola?Afinal, daqui a mais 15 dias tudo isto acaba... e a crise vai de certeza absoluta continuar lá.

 

Há muitas formas de mudar um país, fazer comentários parvos e depreciativos sobre os 99% que gostam de futebol, não é de certeza uma delas...

 

Jorge Soares

publicado às 22:21

Bruno Alves festaja golo com Cristiano Ronaldo

Imagem do Público

 

Há uma semana eu disse aqui que: Perdemos com a Alemanha, mas mostramos que temos equipa para ganhar, acho que hoje isso deve ter ficado claro para o resto do mundo.

 

A Holanda não é uma selecção qualquer, apesar de neste Euro de 2012 eles não o terem demonstrado por aí além, eles são só os vice campeões do mundo e eram à partida, até pelo que fizeram na classificação,  apontados como uma das equipas candidatas á vitória final... bom, se hoje tivessem regressado a casa com 3 ou 4 golos em contra acho que ninguém tinha ficado escandalizado, tivemos jogo e oportunidades para isso.

 

Hoje não só tivemos o bom jogo e a segurança dos outros jogos, como tivemos um dos melhores jogadores do mundo a quem as coisas correram finalmente de forma mais normal. Hoje Ronaldo fez finalmente jus à fama e ao proveito que tem, e para além de marcar dois golos, teve duas bolas nos postes da baliza da Holanda e algumas excelentes jogadas. E se é verdade que uma equipa são onze e ninguém joga sozinho, ter um super Ronaldo em campo ajuda mesmo muito.

 

Segue-se a república Checa com quem temos umas contas a acertar desde o Euro de 1996, República Checa que começou este campeonato com uma derrota por 4-1 com a Rússia que também já voltou para casa. Como achava que tínhamos equipa para a Dinamarca e para a Holanda, acho que somos muito melhores que a República Checa.

 

A partir de agora as coisas resolvem-se em 90 minutos, somos melhores que os Checos, esperemos que a sorte nos acompanhe e que Ronaldo, Nani e companhia continuem com a pontaria afinada.... que não resolve os jogos, mas ajuda.

 

Para quem acha que tudo isto é só circo para esquecer a falta de pão, é pá, deixem lá  a malta ter uns momentos de felicidade, já basta a desgraça do resto do ano... tenham lá paciência que isto acaba lá para o fim do Mês.

 

Jorge Soares

publicado às 22:19

Como uma Força ... estamos quase lá

por Jorge Soares, em 17.06.12

Holando Portugal

 

 

 

 

Letra

 

It is the passion flowing right on through your veins
And it's the feeling that you're oh so glad you came
It is the moment you remember you're alive
It is the air you breathe, the element, the fire
It is that flower that you took the time to smell
It is the power that you know you got it well
It is the fear inside that you can overcome
This is the orchestra, the rhythm and the drum

Como uma força, com uma força
Como uma força que ninguém pode parar
Como uma força, com uma forca
Como uma fome que ninguém pode matar

It is the soundtrack of your ever-flowing life
It is the wind beneath your feet that makes you fly
It is the beautiful game that you choose to play
When you step out into the world to start your day
You show your face and take it in and scream and pray
You're gonna win it for yourself and us today
It is the gold, the green, the yellow and the grey
The red and sweat and tears, the love you go. Hey!

Como uma força, com uma força
Como uma força que ninguém pode parar
Como uma força, com uma força
Como uma fome que ninguém pode matar

força, força, força, força

Closer to the sky, closer, way up high, mais perto do céu, mais perto do céu

Como uma força, com uma força
Como uma força que ninguém pode parar
Como uma força, com uma força
Como uma fome que ninguém pode matar

força (oh), força (oh), força, força, força

Este amor..Este amor..
É Tão grande,Tão forte
come on!

publicado às 20:20

Midway - ou as marcas que deixamos na natureza

por Jorge Soares, em 17.06.12

midway5.jpg

 

Imagem de aqui 

 

Midway  fica é uma ilha em pleno oceano Pacífico, que fica a 2.000 km de qualquer costa continental. Esta ilha é desabitada, os seus únicos habitantes são aves marinhas, no entanto... Vejam o que se passa por lá!

 

 

Por vezes não temos a noção das marcas que deixamos na natureza, o que se vê no vídeo, o sofrimento destas aves, o sofrimento e morte de muitas outras aves e de muitos outros animais, só acontece porque nós existimos, são as nossas acções, a nossa incúria, o nosso pouco cuidado com o mundo que nos rodeia quem mata cada dia milhares e milhares de animais e plantas.

 

Todos nós somos culpados pela morte de cada um destes animais, é urgente que interiorizemos isto e que mudemos a nossa forma de estar no mundo ou um destes dias não vai restar nada.

 

Midway Project blog, team details, production diary videos:
http://www.MidwayJourney.com

 

Jorge Soares

publicado às 16:31

Conto, Éxtase

por Jorge Soares, em 16.06.12
éxtase
Imagem de aqui

 

Júlio comprou um binóculo. Só para assistir mais de perto o que o edifício em frente ao seu oferecia de tipos e situações. A estreia do binóculo foi desastrosa. Viu uma senhora mudando a roupa e ao perceber que estava sendo observada, a velha abriu-se num exibicionismo agressivo e constrangedor. 


Júlio atirou o binóculo pela janela. Jurou a si mesmo extirpar o vício que colocava remorso, vergonha e fraqueza, juntos, embolados na boca do estômago. O ato impulsivo de puro arrependimento fazia parte de um ritual, que tinha início em palpitações, excitações, ansiedade, clímax e desaguava, sempre, em ânsias indigestas. Aos engulhos, livrou-se da imagem da velha. 


Mas Julio não se emendava.


Passada a ressaca, resgatou o binóculo entre as folhagens do jardim do prédio, sem um arranhão na lente. Sinal de que a qualquer momento, a função poderia recomeçar. Não com a velha na mira, mas com outras atracções. 


Descobriu um paraplégico que gostava de bolinar a enfermeira.


Dessa vez não se tratava de alguém que avançara na idade, mas de um quase quarentão bonitão, condenado pelo destino a rodar pra lá e pra cá com sua cadeira num cubículo pouco mais digno que uma jaula no zoológico. A enfermeira aparecia toda terça-feira, para ajudar nas tarefas básicas, arrumação, refeições, banho e satisfações íntimas sempre indiscretas. Não cuidavam os amantes de preservar a privacidade e cometiam o sexo possível em grandes performances a poucos metros de lentes curiosas. 


Era tudo tão evidente, que Júlio percebia o ronronar da mulher sentada de cócoras em cada braço da cadeira, movimentando seu pélvis de cima para baixo bem no rosto do homem. Os braços potentes do paraplégico empurravam o corpo da enfermeira já totalmente nua para si, mãos enterradas nos glúteos, como que quisesse se deixar asfixiar e acabar para sempre aquela busca incessante pelo que não existia mais. 


Julio não se contentava em ver o que via. Imaginava.


Classificou o paraplégico como um potencial suicida, que sonhava morrer gloriosamente tentando dar marcha ré à vida, retornando ao lugar de onde nunca deveria ter saído.


Um dia, quem apareceu na porta de Júlio?
A enfermeira.


-Com licença, o senhor não é o sujeito que fica de binóculo espiando o que eu faço com meu cliente


Júlio se encheu de coragem. 
- Sou eu mesmo. Aliás, era eu mesmo. Joguei o binóculo no lixo. Nada acontecia de novo naquelas janelas.
- Pois é. Por causa disso, meu cliente está deprimido. Não se interessa mais por mim...
- Lamento... mas espiar os outros não estava me fazendo bem.
A mulher começou a soluçar.
- Na verdade, não sou enfermeira. Nem ele é meu cliente, nem paraplégico. Somos casados e alugamos de um amigo aquela quitinete, toda terça-feira.


Júlio silenciou. Nem uma pálpebra mexeu.


A mulher se desculpou, agradeceu e saiu enxugando as lágrimas.


Terça seguinte, Júlio comprou outro binóculo.


E diante das suas lentes, viu um casal exuberante, fazendo o amor dos amores, em cima de uma cadeira de rodas.


Com direito a uma cúmplice piscada de olhos da enfermeira. 


Ou melhor, da mulher em êxtase.

 

ZÉGUI VEREZA

 

Retirado de SAMIZDAT

publicado às 21:43

Terminou o casamento mais longo da história

por Jorge Soares, em 15.06.12

Terminou o casamento mais longo da história

Imagem do  Austrian Times 

 

Descansem, não é da Luciana e do Djaló que eu vou falar, até pode parecer dada a quantidade de vezes que ouvimos falar deles, mas não, o deles não é o casamento mais longo da história. Eu vou falar do verdadeiro casamento mais longo da história, que terminou ao fim de mais de 100 anos de vida em conjunto.

 

Ela chama-se Bibi e ele Poldi, tem ambos 115 anos, vivem na Áustria na mesma casa há 36 anos , antes tinham vivido em Basileia na Suíça, conheceram-se quando eram jovens e viveram como casal por mais de 100 anos.

 

Um destes dias, sem que nada o fizesse prever e sem que ninguém consiga explicar o motivo, Bibi fartou-se e literalmente, mordeu o seu parceiro e não voltou a consentir a sua presença por perto.

 

Apesar de todos os esforços, do recurso a comida saudável  e afrodisíaca e até da terapia de casal, parece que Bibi quer a casa só para ela e ninguém a  convence de a partilhar de novo com Poldi....

 

Para quem ainda não percebeu, estamos a falar de um casal de tartarugas que vive num jardim zoológico austríaco, pelos vistos e ao contrário do que muita gente afirma, nem entre os  animais o amor é para sempre, por muito que este tenha durado mais de 100 anos.

 

Gostava de perceber o que é que os senhores do zoo querem dizer com "terapia de casal" e quem terá sido o terapeuta que tentou ouvir estas tartarugas e entender os seus problemas.....

 

Parece que os tratadores ainda não desistiram, devem ser solteiros,  e acham que eles se vão reconciliar, mas convenhamos que aturar alguém por mais de 100 anos e ainda por cima num espaço confinado, é obra,... gabo  a paciência dos bichinhos.

 

Jorge Soares

 

 

publicado às 21:48

O regresso da roda dos bebés enjeitados

por Jorge Soares, em 14.06.12

rodadosenjeitados.jpg

 

Imagem de aqui

 

A roda dos enjeitados apareceu em Portugal na idade média, era um dispositivo onde os filhos ilegítimos e indesejados eram deixados em segredo para serem criados na casa da roda. Era um sistema oficial que na maior parte dos casos servia para lavar as desonras sem que existisse forma de se identificar a mãe ou qualquer familiar.

 

Este sistema esteve em vigor no nosso país até ao ano de 1867 quando as rodas foram extintas por decreto, actualmente em Portugal, e tal como expliquei neste post, as crianças devem ser entregues no hospital no momento do nascimento e só vão para adopção após verificação por parte do tribunal de família e menores que não há familiares directos que os queiram receber.

 

Em Portugal é assim, mas por incrível que pareça, há países na Europa em que em pleno século XXI, existem versões modernas da roda dos enjeitados. Segundo noticia do Público, este dispositivo da idade média voltou a aparecer nos seguintes países: Alemanha, Áustria, Suíça, Polónia, República Checa e Letónia, sendo que desde o ano 2000 mais de 400 crianças foram abandonadas desta forma.

 

É verdade que é sempre preferível  a existência de sistemas deste tipo à morte do bebé à nascença ou o abandono no lixo, mas por outro lado, é um incentivo a que se escondam as gravidezes, a que estas não sejam seguidas e à existência de partos em segredo, sem apoio e sem assistência médica. Ninguém que está a pensar deixar um bebé em segredo vai contar ao seu médico que está grávida ou irá ter o bebé no hospital, onde mãe e criança são identificadas.

 

Na maioria dos casos quem está por trás das rodas são instituições ligadas à igreja e/ou a grupos de pressão contra o aborto, entendo o principio, mas não me parece que seja esta  a melhor forma de lutar contra o aborto. A diminuição do número de abortos e bebés abandonados terá sempre que passar por educar e formar as mulheres para uma vida sexual responsável  que evite as gravidezes, e não por facilitar o abandono dos seus filhos à nascença.

 

A idade média foi a época das trevas, muito mal deve ir a nossa sociedade para que se revivam estas coisas.

 

Jorge Soares

publicado às 22:35

Varela marcou o Golo da Victoria

Imagem do Público

 

Daqui a nada falo da roda dos enjeitados, mas .. dos outros enjeitados.

 

A julgar por alguns comentários ao meu post sobre o jogo contra a Alemanha, somos um povo de gente descrente,  tal como eu previa esta Dinamarca não está à nossa altura, apesar de uma vez mais  termos complicado e apesar de um Cristiano Ronaldo completamente desinspirado , conseguimos marcar três golos e ganhar. 

 

Hoje houve muito pouco Ronaldo, desinspirado, apático, perdido, falhou dois golos que para além de nos poderem ter dado a tranquilidade muito antes dos Dinamarqueses empatarem, em condições normais ele nunca falharia. Sempre achei que o maior erro do Scolari foi ter-lhe entregue a braçadeira de capitão. Havia na altura e há agora na selecção jogadores com o mesmo ou mais e autoridade e para Ronaldo era um peso a menos.

 

A juntar à pressão de ser o capitão, há que juntar a pressão normal que todos lhe colocamos em cima, porque é um dos melhores jogadores do mundo e queremos que o prove em todos os jogos,  que não tenha maus dias, que não tenha baixas de forma, exigimos que se necessário ele sozinho resolva... se a toda esta exigência juntarmos a longa época e a quantidade de jogos que ele já disputou, o resultado é o que se viu hoje. Muitas vezes parece que se exige do jogador que seja um super homem, uma máquina e esquecemos que afinal ele é humano e como tal tem direito a errar...  ok, eu sei, hoje ele abusou.

 

Mas se não há Ronaldo, há Varela, e Pepe, e Miguel Veloso, e  João Moutinho, e Nani  e todos os outros... 

 

A Holanda acaba de perder com a Alemanha, tal como eu também previ, vão jogar contra nós além de completamente desmoralizados, praticamente eliminados, o que nos pode facilitar as coisas.. mas nunca fiando.

 

A quem já dizia que não iamos a lado nenhum, que não tinhamos equipa, que era sempre a mesma coisa, tenham lá um bocadinho de paciência e deixem-nos gozar a festa até ao próximo jogo.

 

Jorge Soares

publicado às 21:37

 

 

Está tudo pronto? Dá-lhe gás!

Três, dois, um, vai arrancar
uma espécie de hino em versão popular
sem coisas de mão no peito e ar pesado
Em 2004 o campeonato vai mudar o nosso fado
do coitado, do arrumado, do comido
Porque é que o país se queixa do que podia ter sido?
Mas nunca é. E a culpa nunca é nossa
é do árbitro, é do campo, é de quem nos deu uma coça.
Chega. Queremos mais, é um murro na mesa.
Um grito do Ipiranga em versão portuguesa.
Até hoje, quase marcámos, quase ganhámos, quase
fizemos... 
Mas porquê quase? ...Passemos à próxima fase.

(Refrão)
Marca mais!
Corre mais!
Menos ais, menos ais, menos ais!
Quero muito mais!

O conceito é muito simples: não desistir.
Mas será que é esta atitude que acabamos de pedir?
É chato agora, acreditem no que digo:
nós jogamos em casa e contamos com o Figo,
o Rui Costa, o Deco, o Simão e o Pauleta.
Razões para querermos mais que um lugar que não
comprometa.
Será de mais pedir a taça? 
Nada que um adepto com orgulho não faça.
Bonito, bonito, é dar o litro,
E não pôr culpas no gajo do apito.
Vá lá gritar noventa minutos, cento e vinte, o que
for
do princípio ao fim, por favor. 
Vamos lá people afinem-me essa voz
No fim, só ganha um... e temos que ser nós.

Marca mais!
Corre mais!
Menos ais, menos ais, menos ais!
Quero muito mais!

Joga mais!
Sua mais!
Menos ais, menos ais, menos ais!
Quero muito mais!

Nem custa tanto assim imaginar a vitória
no fundo, é só uma soma de momentos de glória.
Era bonito... Um abraço aqui, um abraço ali...
Abraço toda a gente, abraço quem nunca vi.
Vamos lá transformar isto numa grande festa
Sem pressão, Selecção, és a esperança que nos resta
Por isso, escuta: não te esqueças que a sorte protege
os filhos da luta.
Não levem a mal a exigência
Mas pr'a empates e derrotas não há paciência.
Queremos mais, muito mais, menos ais
Scolari, já vimos do que cê é capais.
Cê sabe que para ganhar é preciso ter fé. 
E a bola no pé.

yo...querem mais?

Então baza lá, vamos lá outra vez
Quem não salta agora aqui não é português
Sempre com o desejo de cantar na final
"levantai hoje de novo o esplendor de Portugal".
Tudo a postos,
vamos ter fé uma vez na vida
e acabar o europeu de cabeça e de taça erguida. 
Se temos saudade, temos vontade, temos saúde, temos
atitude 
Se temos tudo, de que é que o português se queixa? 
...Era esta a vossa deixa.

Marca mais!
Corre mais!
Menos ais, menos ais, menos ais!
Quero muito mais!

Joga mais!
Sua mais!
Menos ais, menos ais, menos ais!
Quero muito mais!

 

publicado às 16:00



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