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Passos Coelho diz que somos credíveis, eu acho que somos mais pobres

 

 

Diz o primeiro ministro que somos credíveis, que pagamos menos pela divida, que o país está bem visto lá fora, que ..... pois, tudo isso é muito bonito, mas a mim o que me interessa é que a partir de Janeiro 7% do meu salário vai desaparecer, isto a juntar a menos educação, menos saúde, menos benefícios sociais, menos tantas coisas....

 

Senhor primeiro ministro, o senhor estará muito feliz por sermos credíveis, mas explique-me lá de que serve a credibilidade se o povo não vai ter dinheiro para que exista economia? de que serve a sua credibilidade se a realidade é que no fim somos todos muito mais pobres? 

 

Senhor primeiro ministro, meta a sua credibilidade... pois, por aí mesmo.

 

Jorge Soares

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publicado às 20:06

Hoje serve-se austeridade ao jantar

por Jorge Soares, em 07.09.12

Austeridade e tristeza

Imagem do Facebook

 

 

O primeiro-ministro vai anunciar às 19h15 desta sexta-feira novas medidas de austeridade destinadas a equilibrar as contas públicas


Lá vamos nós ficar com o jantar estragado, porque é que o raio do gajo não anuncía as medidas a meio da tarde ou a meio da manhã à hora da missa? Sempre se poupava uma pipa de massa em medicamentos para a indigestão.

 

Sobre a ideia de apresentar estas coisas em dia de jogo de futebol com o Luxemburgo já nem falo, recuso-me a acreditar que não seja coincidência... recuso-me a acreditar que quem está à frente de um país ao borde do precipício se lembre que existe o futebol...... sim, eu sei, sou um lírico.

 

Jorge Soares

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publicado às 16:16

Ninguém é de uma raça

por Jorge Soares, em 06.09.12

ninguém é de uma raça

Imagem minha do Momentos e Olhares 

 


Meu pai respondeu: 
- Ninguém é de uma raça. 
As raças- disse ele - 
são fardas que vestimos.

MIA COUTO

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publicado às 22:02

Centro hospitalar do Alto Ave

Imagem de aqui 

 

A noticia é da RTP e pode ser vista aqui (espero que alguém a coloque no Youtube) e bem que podia servir de exemplo ao resto do país.

 

O Centro Hospitalar do alto Ave é constituído pelos hospitais de Guimarães e Fafe e hoje foi noticia porque a sua administração decidiu vender em hasta Pública nove carros, entre os que se encontravam os atribuídos aos 5 administradores. Para além de vender os carros, os administradores decidiram abdicar das senhas de gasolina, do valor das portagens e da utilização dos telemóveis do hospital.

 

O valor obtido com a venda dos carros será utilizado na instituição de um prémio para trabalhos de investigação em boas práticas clínicas, assim como um outro prémio, ainda em estudo, para a comunidade. O dinheiro poupado nos gastos de administração, será utilizado na investigação hospitalar.


É evidente que estamos a falar de uma gota de água no meio de um enorme oceano que são as contas da saúde no nosso país, mas deveria servir de exemplo a muita gente, a começar pelos nossos governantes, Primeiro ministro, presidente da República, ministros, deputados, .... se toda esta gente seguisse este exemplo, esta pequena gota de água poderia tornar-se na onda que nos empurrasse para fora da situação em que estamos.

 

Infelizmente neste país só se seguem os maus exemplos.

 

Jorge Soares

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publicado às 21:09

 

No último domingo, durante uma corrida de touros na Torreira, Aveiro, um cavaleiro investiu duas vezes com o cavalo sobre um grupo de manifestantes. Indignadas, as pessoas apresentaram queixa contra o cavaleiro e levaram o assunto para as redes sociais, onde conseguiram gerar ondas de contestação.

 

Gostava de perceber porque é que foi necessário que os manifestantes apresentassem queixa, porque é que a GNR presente no local não identificou e deteve de imediato alguém que lançou um cavalo contra pessoas?

 

A noticia fala de pedras a voar e de insultos, curiosamente quando olhamos para o vídeo o que vemos é um grupo de pessoas sentadas e em silêncio que são atropeladas por um energúmeno em cima de um cavalo.... mas evidentemente eu não estive lá para ver. De uma forma ou outra, o que este senhor fez não tem nome e só mostra por um lado o nível de educação de  quem anda nas touradas , e por outro que se calhar pouco a pouco os grupos anti-tourada começam a fazer mossa.

 

Curiosa também a notícia em que Marcelo Mendes diz que vai apresentar queixa contra quem o insultou e assustou o cavalo... será que ele sabe que existe este vídeo?, até onde pode chegar a estupidez das pessoas?

 

Jorge Soares

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publicado às 21:00

O Ronaldo está triste.. será falta de mimo?

por Jorge Soares, em 03.09.12

Cristiano Ronaldo Está triste

 

Todos temos alturas na vida em que a vida nos corre mal, somos humanos e ninguém está livre, nem mesmo quando se é "Bonito, rico, bom jogador" (auto Link). 

 

Bom, parece que apesar de tudo, dos muitos golos marcados, dos muitos títulos conquistados, da namorada de medidas perfeitas, das resmas de mulheres aos seus pés, das bombas na garagem, dos muitos milhões nos bancos, apesar de tudo isto, o rapaz está triste. Parece que o problema é que ele não se sente desejado em Madrid.

 

Haveria que perguntar o que significa não sentir-se desejado, será que os adeptos não gostam o suficiente dele? Será que alguns colegas, que em alguns casos estão no Real Madrid há muitos anos e até são campeões do mundo e da Europa, não lhe prestam a vassalagem suficiente? Será que o presidente se recusa a aumentar-lhe o já de si principesco salário?

 

Talvez seja tudo isto no seu conjunto, certo é que o rapaz não se sente querido e portanto decidiu fazer uma birrinha.... no meio disto tudo ainda ninguém ouviu a opinião do Mourinho, que a julgar por exemplos anteriores não costuma gostar nada destas coisas (veja-se o caso de Ricardo Carvalho primeiro no Chelsea e depois em Madrid).

 

Eu tenho a receita perfeita para curar estas coisas, lá em casa funciona sempre quando uma das crias decide entrar por estes caminhos, uma boa palmada no rabo, se calhar é disso que o rapaz precisa.

 

Jorge Soares

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publicado às 17:20

Conto, Eu que escrevo tanto!

por Jorge Soares, em 01.09.12
Eu que escrevo tanto
Imagem de aqui

O mundo insiste nos pequenos textos e isso me incomoda. Tenho tanto a dizer... E se ninguém me lê, me escuta, ainda assim tenho muito a dizer. Sou isso, intensa, desordenada com as palavras. E com a vida. Amo, odeio, adoro. Nunca aprendi a gostar ou desgostar com olhos baixos, traços inertes, voz de falsete. Preciso da intensidade dos verbos, da sonoridade da fala, do avolumado das linhas completadas por letras que junto ou separo como me compraz.
Não sou mini. Não sei me conter em caracteres. Nem quero. Quero des-conter tudo o que se chamar emoção, tudo o que puder ser praticado com volúpia.

O tamanho de um texto é como o tamanho de um falo: em excesso, machuca; em escassez, frustra. Escrever um texto mais longo é como prolongar o sexo. Há que se ter beijo na boca, preliminares, arrepios na nuca, língua no ouvido. Que se ir descendo com calma e tesão até o umbigo, e passear as unhas nas costas, e sentir o pulsar gradativo das veias, do coração, do membro cheio de desejo. Até que tudo jorre em final. E se faça o silêncio. Silêncio de aconchego.

 

Mas me dizem os senhores da razão que um texto, um texto bom precisa começar já num impacto, sem os preâmbulos do crescendo. Dizem que o escrever moderno precisa ser assim: chocar o leitor na primeira frase e só depois contar a história. Sem explicar, sem introduzir. Curto, letal, total.
Eles dizem. Eu ouço. Mas não creio que escute. Talvez eles falem muito rapidamente, como os textos que propõem. Talvez eu escute muito lentamente, e não assimile o que me dizem.

Gosto de caminhar e de correr. Mas reservo às letras os passos. À vida, velocidade. E que ninguém se iluda sobre inverter essa fórmula. Nada acontece sem preço.

Se me deixo colher pelas poucas palavras, ou pelos textos diretos, ainda assim corro riscos. Se caminho lentamente pela vida, ainda assim corro riscos. Num caso, o de não dizer tudo o que quero, o de esquecer-me de coisas importantes. No outro, o de pensar que o tempo me sobra, ou que na lentidão serei melhor aceita, melhor compreendida, melhor amada, melhor avaliada.

Da façanha em dizer tudo com pouco resta-me a conclusão de que não tenho mesmo vocação para tamanha elegância. Sou mulher de cais, de taverna. Sou massa de moldagem. Estico-me nas palavras, tomo cores e formas; todas as cores, todas as formas e, ainda, todos os cheiros.

Sou as palavras que escrevo. Muitas, amplas, tolas, desconexas. E, no entanto, repletas de começo, meio e fins variados.

Um dia, ainda pretendo ser como eles, que comandam os modismos e as razões. Quero ser séria, contida, inteligente. Quero fazer referências sutis, jamais ser um dedo que aponta. Quero ser um olhar que diz tanto, ao invés de palavras que se multiplicam assanhadas. Um dia, preciso aprender a ter mistérios, a ser mistérios.

Só não sei ainda o que farei com as emoções engolidas, com os argumentos imergidos, com os pensamentos mutilados. Os senhores da razão ainda não me contaram essa parte da história.

CINTHIA KRIEMLER

Retirado de Samizdat

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publicado às 21:38

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