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Agora que o mundo não acabou...

por Jorge Soares, em 23.12.12

Vamos fazer do mundo um lugar melhor?

 

... vamos tentar fazer dele um lugar melhor para nós e os nossos filhos?

 

O futuro do mundo está nas mãos de todos nós, veja o seguinte vídeo e reflicta.

 

 

 

 

Bom natal a todos

Jorge Soares

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publicado às 21:25

Conto - Presentes de Natal

por Jorge Soares, em 22.12.12

Presente de natal

 

Nestor de Holanda


As noites de Natal existem para me mostrar que os anos têm sido arrancados das folhinhas. E me lembram de que já vou carregando, no corpo, na alma, no coração, as tatuagens do tempo.

Houve o Natal dos carneirinho manso, que meu pai me deu para ser saudade hoje. Houve o da flauta, o do velocípede, o da bicicleta.

Depois, o das obras de Júlio Verne.

Mais adiante, o da Enciclopédia e Dicionário Internacional.

Um dia, fui visitar casa amiga. E a empregada me anunciou:

— Aí está um rapaz.

Desde então, o Natal se foi transformando em pijamas, camisas, gravatas, lenços.

Noutra visita:

— Aí está um moço.

Notem que, no caso, moço é mais velho que rapaz...

Meu Natal passou a faturar abotoaduras, alfinetes de gravata, carteiras de cédulas ou de níqueis, cintos e agendas.

Agora, quando visito algum amigo, as empregadas me anunciam:

— Aí está um senhor.

Quando o dono da casa é cortês, ri:

— Que senhor, que nada, Maria. É o Iolando. Entra velho.

O velho em tom fraterno, remoça mais a gente. Acho horrível ser senhor.

Assim, o último Natal me deixou mágoa estranha. Porque pessoa querida, das que sempre me presentearam no nascimento do Cristo, apareceu com uma caixinha embrulhada em papel multicolor. Todo alegria, abri o embrulho e a caixinha.

Eram uns suspensórios!...


Retirado de Releituras

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publicado às 21:28

Em Portugal há um banco só para bem vestidos

por Jorge Soares, em 21.12.12

Banco atende cliente na rua por este estar

 

Imagem do Pontos de Vista 

 

Um cliente do Santander foi atendido no meio da rua, depois de o gerente da dependência entender que o homem estava “mal vestido”.

 

É daquelas coisas que julgamos que já não pode acontecer no nosso país, mas acontece, em pleno século XXI, em Celeirós, Braga, um pequeno empresário dirigiu-se ao balcão de um banco para tentar descontar um cheque que acabava de receber, para seu espanto foi posto na rua pelo gerente da agência e obrigado a receber o dinheiro no passeio em frente ao banco devido a que estaria mal vestido.

 

Não contente com colocar o cliente na rua, o senhor gerente quando lhe foi pedido o livro de reclamações respondeu que só o entregaria  depois do senhor ir tomar banho e trocar de roupa.

 

Não contente com tudo isto, ainda disse que tinha tomado aquelas atitudes porque julgava que o cliente era romeno e quando a GNR o tentou identificar, recusou-se a tal dizendo que se queriam identificar alguém, que identificassem o banco.

 

O conceito de bem ou mal vestido é evidentemente relativo, haverá de certeza muita gente que devido aos horários que os bancos praticam, vão às agências com a roupa de trabalho. Uma agência bancária não é um clube exclusivo, é um lugar público e de porta aberta, a roupa de trabalho pode não ser a mais agradável à vista, mas é roupa e tirando as mentes mesquinhas de alguns gerentes bancários, não ofende a dignidade de ninguém.

 

O facto do senhor dizer que tinha procedido dessa forma porque julgava que o cliente era Romeno, é para além de uma enorme discriminação, um acto de xenofobia e racismo...e o racismo é um crime público.

 

Também não percebo porque é que ante a recusa de entregar o livro de reclamações e de se identificar, a GNR não leva o senhor detido, há tanta gente que termina nos calabouços por coisas bem menos graves que estas.

 

E há quem ache que não somos um país racista, somos sim, racistas, xenófobos e preconceituosos... e tudo isto com a cumplicidade de quem deve fazer cumprir as leis.

 

Jorge Soares

 

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publicado às 22:17

O que tem de especial o dia 21.12.2012?

por Jorge Soares, em 20.12.12

Não tenho medo que o mundo acabe

Imagem do Pontos de Vista

 

Evidentemente o dia 21 de Dezembro não tem nada de especial, tal como não tinha nada de especial o dia 1 de Janeiro de 2000, nem o dia 12.12.2012, nem irão ter nada de especial os muitos dias no futuro em que algum iluminado invente outro fim do mundo. Quer dizer, 21 é Sexta Feira, uma Sexta Feira como outra qualquer em que vamos partir aliviados para mais um fim de semana...  mas alguém acredita que o mundo pode acabar num a sexta Feira que nem sequer é dia 13? E como é que o fim do mundo pode ser nas véspera do natal?, E alguém acredita que o Menino Jesus ia deixar estragar assim a festa de natal às crianças do mundo?

 

Custa-me a entender como há gente que se preocupa com coisas destas, o assunto foi o tema do dia, ocupou páginas e páginas nos jornais nacionais e internacionais.

 

Acreditem ou não, segundo o correspondente da RTP em França, há uma pequena aldeia com 190 habitantes no sul deste país que por estes dias tem mais de 400 jornalistas que vieram de todo o mundo porque vá lá a gente perceber porquê, este será o único sitio do planeta que sobreviverá à hecatombe... ora, se não vai restar ninguém, eles vão dar a noticia para quem?

 

Eu sei que a maioria de nós leva tudo isto na brincadeira.. e é verdade que já há tantas coisas más no nosso país e no mundo que até é bom que apareçam coisas destas para nos distrair.. mas será que era mesmo necessário este barulho todo?

 

É evidente que a comunicação social vende o que quer... e eles só vendem porque há quem compre... e cada um acredita no que quer.

 

Hoje li uma coisa interessante algures, nos Estados Unidos morreram 20 crianças numa escola e o mundo parou para olhar, todos os dias morrem pelo mundo fora centenas, se não milhares de crianças, vitimas da fome, de maus tratos e de guerras ... e ninguém pára nem um segundo a olhar.

 

Assustador não é que o mundo acabe amanhã dia 21.12.2012, assustador é que o mundo e as nossas prioridades continuem tal como até agora.

 

Jorge Soares

 

PS: Já expliquei porque é que 21.12.2012 é um dia como outro qualquer, uma simples coincidência no calendário.. foi aqui

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publicado às 21:39

Trabalho é trabalho... sexo é trabalho!

por Jorge Soares, em 19.12.12

Ferida durante o sexo

 

Imagem de aqui 

 

De certeza que na Austrália não conhecem o nosso ditado popular "Trabalho é trabalho conhaque é conhaque". O caso é relativamente simples. Durante uma viagem profissional, uma funcionária pública australiana conheceu um senhor, uma coisa levou à outra e terminaram numa cama de hotel.

 

Durante a relação sexual, que não sabemos se terá sido muito ou pouco atribulada, um candeeiro desprendeu-se da parede e feriu a senhora que para além das marcas físicas, ficou com graves sequelas emocionais que a tem mantido afastada do trabalho.

 

Como a coisa se deu durante uma viagem profissional, a senhora alega que os ferimentos físicos e emocionais são produto de um acidente de trabalho, isto apesar de não constar que a senhora fosse uma trabalhadora sexual. Como tal, todos os custos decorrentes do mesmo, incluindo as faltas ao emprego, deverão ser pagos pelo seguro da entidade empregadora, neste caso o estado Australiano.

 

Levado o assunto ao tribunal, um juiz  acaba de decretar que sim senhor, há lugar aos pagamentos, porque independentemente do lugar e das circunstâncias do lamentável (ou não {#emotions_dlg.lol}) acidente, este se deu durante uma viagem profissional.

 

Pensando bem, imaginemos que o candeeiro lhe tinha caido encima quando ela estava simplesmente a dormir sozinha na cama do hotel.. seria ou não acidente de trabalho?.... ou que ela tinha escorregado ao entrar no hotel e tinha partido uma perna?..  a diferença é ela não estar sozinha na cama?

Trabalho é trabalho,.. neste caso, sexo é trabalho!{#emotions_dlg.amazed}

 

Jorge Soares

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publicado às 22:20

Dar aulas à borla

 

Imagem de aqui 

 

 

Há uma universidade pública portuguesa que inclusivamente tem algum renome a nível internacional, que está à procura de doutorados nas áreas da engenharia para dar aulas no ensino superior, os horários são de 20% e o salário é 0 (zero)...

 

Tendo em conta que as diversas faculdades desta universidade não são precisamente no centro de cidade nenhuma e que em alguns casos para lá chegar até há que pagar portagens e tudo.... há alguém por aí disposto a pagar para ir dar aulas na universidade?

 

Jorge Soares

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publicado às 22:20

Isabel Jonet, Take 4 - Carências alimentares

por Jorge Soares, em 17.12.12

O regresso Jonet

 

A palavra ao Bruno Nogueira... enquanto o vídeo não está disponível no Youtube.. podem ouvir aqui: O Regresso Jonet.

 

 

A brincar a brincar se dizem as grandes verdades... 

 

Para quem não viu o programa da Linha da Frente, que para além das afirmações incriveis da senhora nos mostra uma imagem pungente da realidade actual de muita gente, podem ver aqui

 

Jorge Soares

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publicado às 18:52

 

Letra

 

Olá Pai Natal 


É a primeira vez que escrevo para ti
Venho de Lisboa e o pessoal chama-me AC
Desculpa o atrevimento mas tenho alguns pedidos
Espero que não fiquem nalguma prateleira esquecidos


Como nunca te pedi nada 


Peço tudo duma vez e fica a conversa despachada
Talvez aches os pedidos meio extravagantes
Queria que pusesses juízo na cabeça destes governantes


Tira-lhes as armas e a vontade da guerra
É que se não acabamos a pedir-te uma nova Terra
Ao sem-abrigo indigente, dá-lhe uma vida decente
E arranja-lhe trabalho em vez de mais uma sopa quente
E ao pobre coitado, e ao desempregado
Arranja-lhe um emprego em que ele não se sinta explorado
E ao soldado, manda-o de volta para junto da mulher

Acredita que é isso que ele quer


Vai ver África de perto, não vejas pelos jornais
Dá de comer ás crianças ergue escolas e hospitais
Cura as doenças e distribui vacinas
Dá carrinhos aos meninos e bonecas ás meninas
E dá-lhes paz e alegria


Ao idoso sozinho em casa, arranja-lhe boa companhia
Já sei que só ofereces aos meninos bem comportados
Mas alguns portam-se mal e dás condomínios fechados
Jactos privados, carros topo de gama importados
Grandes ordenados, apagas pecados a culpados
Desculpa o pouco entusiasmo, não me leves a mal
Não percebo como é que isto se tornou um feriado comercial
Parece que é desculpa para um ano de costas voltadas
E a única coisa que interessa é se as prendas tão compradas


E quando passa o Natal, dás á sola?
Há quem diga que tu não existes, quem te inventou foi a Coca-Cola
Não te preocupes, que eu não digo a ninguém
Se és Pai Natal é porque és pai de alguém
Para mim Natal é a qualquer hora, basta querer
Gosto de dar e não preciso de pretextos para oferecer
E já agora para acabar, sem querer abusar
Dá-nos Paz e Amor e nem é preciso embrulhar
Muita Felicidade, saúde acima de tudo
Se puderes dá-nos boas notas com pouco estudo
Desculpa o incómodo e continua com as tuas prendas
Feliz Natal para ti e já agora baixa as rendas

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publicado às 21:00

Conto - Mãe Natal

por Jorge Soares, em 15.12.12

Mãe Natal

Imagem de aqui


Mamãe Noel

 Martha Medeiros


Sabe por que Papai Noel não existe? Porque é homem. Dá para acreditar que um homem vai se preocupar em escolher o presente de cada pessoa da família, ele que nem compra as próprias meias? Que vai carregar nas costas um saco pesadíssimo, ele que reclama até para colocar o lixo no corredor? Que toparia usar vermelho dos pés à cabeça, ele que só abandonou o marrom depois que conheceu o azul-marinho? Que andaria num trenó puxado por renas, sem ar-condicionado, direção hidráulica e air-bag? Que pagaria o mico de descer por uma chaminé para receber em troca o sorriso das criancinhas? Ele não faria isso nem pelo sorriso da Luana Piovani! Mamãe Noel, sim, existe.

Quem é a melhor amiga do Molocoton, quem sabe a diferença entre a Mulan e a Esmeralda, quem conhece o nome de todas as Chiquititas, quem merecia ser sócia-majoritária da Superfestas? Não é o bom velhinho.

Quem coloca guirlandas nas portas, velas perfumadas nos castiçais, arranjos e flores vermelhas pela casa? Quem monta a árvore de Natal, harmonizando bolas, anjos, fitas e luzinhas, e deixando tudo combinando com o sofá e os tapetes? E quem desmonta essa parafernália toda no dia 6 de janeiro?

Papai Noel ainda está de ressaca no Dia de Reis. Quem enche a geladeira de cerveja, coca-cola e champanhe? Quem providencia o peru, o arroz à grega, o sarrabulho, as castanhas, o musse de atum, as lentilhas, os guardanapinhos decorados, os cálices lavadinhos, a toalha bem passada e ainda lembra de deixar algum disco meloso à mão?

Quem lembra de dar uma lembrancinha para o zelador, o porteiro, o carteiro, o entregador de jornal, o cabeleireiro, a diarista? Quem compra o presente do amigo-secreto do escritório do Papai Noel? Deveria ser o próprio, tão magnânimo, mas ele não tem tempo para essas coisas. Anda muito requisitado como garoto-propaganda.

Enquanto Papai Noel distribui beijos e pirulitos, bem acomodado em seu trono no shopping, quem entra em todas as lojas, pesquisa todos os preços, carrega sacolas, confere listas, lembra da sogra, do sogro, dos cunhados, dos irmãos, entra no cheque especial, deixa o carro no sol e chega em casa sofrendo porque comprou os mesmos presentes do ano passado?

Por trás do protagonista desse megaevento chamado Natal existe alguém em quem todos deveriam acreditar mais.

(Dezembro de 1998).


Retirado de Releituras

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publicado às 21:07

20 crianças entre os 27 mortos em tiroteio em escola primária nos EUA

Imagem do Público 

 

"Vinte e sete pessoas morreram num ataque armado de um homem de 24 anos a uma escola primária em Newtown, Connecticut, onde estavam crianças com idades entre os cinco e os dez anos. Entre os mortos encontram-se 20 crianças. A mãe do atacante é uma das professoras mortas. É o segundo ataque com armas de fogo mais mortífero de sempre nos EUA."

 

27 mortos, 20 crianças, a mãe, o pai, a namorada, o melhor amigo, Adam Lanza matou todos os que lhe apareceram pela frente... como é que algo assim pode acontecer?

 

As armas fazem parte da cultura americana, desde a guerra pela independência à guerra de secessão, passando pela conquista aos Índios, toda a história americana foi escrita a ferro e fogo. Se a tudo isto juntarmos uma industria cinematográfica em que a maioria dos heróis constrói as suas carreiras de arma na mão, temos um caldo de cultivo que só pode terminar em episódios como este.

 

Para nós que observamos tudo isto desde longe não deixa de ser evidente a forma como são tratadas de forma completamente diferente os atentados de cariz politico como o do 11 de Setembro que levaram a que os americanos olhassem para tudo o que vem de fora como uma ameaça evidente, e para os crimes cometidos por americanos, já sejam actos tresloucados como este ou os atentados de Oklahoma.

 

O pior de tudo isto é que nos Estados Unidos estas coisas repetem-se uma e outra vez, amanhã vamos ter o Obama, o governador do estado, meio mundo.... a lamentar-se e a enviar palavras de conforto às famílias, todo o mundo lamenta, mas na verdade ninguém faz nada para que isto não se repita.

 

Os Estados Unidos gastam biliões de dólares para evitar (ou provocar) guerras e mortes noutros lugares do mundo, mas fazem o quê para evitar que estas coisas aconteçam no seu quintal?

 

É verdade que as armas não matam ninguém, quem mata é quem prime o gatilho, mas será que se estas não estivessem sempre à mão este tipo de episódios aconteceria?

 

Se calhar não seria má ideia que alguém começasse a olhar para tudo isto de uma forma mais racional, o que mais será necessário para que alguém perceba que o que verdadeiramente está por trás de actos como este é a facilidade com que nos Estados Unidos se chega às armas? Quantas mais crianças e inocentes terão que morrer para que eles percebam que há algo errado em tudo isto?


Jorge Soares

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publicado às 22:16



Ó pra mim!

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