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Policia de Nova Iorque oferece sapatos

Imagem do Público

 

A fotografia acima correu o mundo, é uma daquelas histórias de encantar. Durante a ronda nocturna de 14 de Novembro, Lawrence DePrimo, um polícia de 25 anos, encontrou Jeffrey Hillman sentado no passeio encostado à montra de uma loja em Times Square. O homem, de aparência desleixada, estava descalço.


Numa noite gelada, DePrimo teve pena do pobre coitado e resolveu gastar 60 dólares num par de botas para lhe oferecer. No preciso momento em que estava a ajudar Jeffrey a calçar, passou uma turista que resolveu registar o momento para a posteridade.


No dia a seguir a imagem foi enviada para o site da Polícia de Nova Iorque que a colocou na sua página do Facebook, o resto é história.


Hoje nesta noticia do Público ficamos a saber que o sem abrigo mais famoso dos últimos tempos afinal, nem é sem abrigo nem precisava de sapatos novos. Jeffrey Hillman tem uma casa no Bronx e vá lá a saber-se porquê, já foi visto a andar descalço de novo.

 

Com base numa única fotografia conseguiu-se construir toda uma história que graças às redes sociais deu a volta ao mundo, a maior parte de nós viu a imagem no Facebook ou num blog qualquer, mas quantos de nós nos questionamos sobre a veracidade dos factos? E quantas destas histórias nos passam todos os dias pela frente?

 

É claro que nada disto retira a boa acção daquele polícia que numa noite gelada tentou fazer a diferença para alguém... e não fosse isto estar a acontecer nos estados Unidos, apesar de estar grato pela oferta de DePrimo, Hillman diz agora que quer “uma fatia do bolo” porque a fotografia foi parar à Internet sem que ele tenha dado permissão...  aposto que já há mais que um advogado a esfregar as mãos de contente.


Jorge Soares

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publicado às 22:19

Ainda a Isabel Jonet ... Por que no te callas?

por Jorge Soares, em 04.12.12

Isabel Jonet e o pequeno almoço dos pobres

 

Imagem do Aventar

 

Isabel Jonet em entrevista ao CM


CM - Como é que analisa os casos das crianças que chegam à escola com fome?


Isabel Jonet - É inexplicável. Deve-se, em parte, à não responsabilização e falta de tempo dos pais. Sem o pequeno-almoço, os alunos não podem ter rendimento escolar.


Pois, está-se mesmo a ver que é por isso... os pais são uns irresponsáveis que deixam acabar o dinheiro que não ganham porque estão desempregados ou tem salários de miséria.

 

Realmente a pobreza está perto... mas acho que neste caso o que está mesmo perto é a pobreza de espirito, um comentário como este não tem nome. 

 

Mas esta senhora não se cala?

 

Jorge Soares

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publicado às 19:41

Victor Gaspar

Imagem do Público

 

Há pouco no telejornal, alguém explicava que de acordo com as contas já apuradas, dificilmente o défice público chegará aos aos 5%, isto porque como era mais que evidente para todos menos para o governo, a contracção económica que resulta da austeridade faz com que a receita fiscal esteja muito abaixo das piores previsões.

 

Mesmo com esta realidade, ou talvez porque alguém  ande a pintar um cenário cor de rosa quando todos sabemos que ele é negro cerrado, desde a Europa vão-nos dizendo que não senhor, como nós somos bem comportados e fazemos tudo o que nos mandam, o prémio é  continuarmos a pagar os mesmos juros exorbitantes e dentro dos prazos acordados. 

 

E Claro, o senhor primeiro ministro e o senhor Ministro Gaspar concordam... para que havíamos nós de pagar menos juros e ter mais tempo?, afinal basta com aumentarmos mais uns impostos, tirarmos mais uns subsídios e as contas devem dar... e se não derem, inventam-se mais umas medidas de austeridade, afinal, de certeza que ainda há por aí quem esteja a viver acima das suas possibilidades.

 

Acho tudo isto ridículo, hoje Portugal colocou obrigações e teve que pagar juros acima de 7%, está mais que claro que mesmo com todo o sofrimento  a que nos estão a obrigar, estes senhores não conseguem arranjar maneira de acertar com os números, o que conseguiram até agora foi à custa dos nossos salários e direitos. 

 

O ano que vem será de certeza pior que este, alguém acredita que daqui a um ano Portugal poderá voltar ao mercado com juros e condições comportáveis por uma economia que estará de rastos?

 

Parece que ninguém aprendeu nada com o que se está a passar na Grécia, não seria muito mais inteligente aliviar a carga desde já, descer os juros para níveis decentes e que se consigam suportar, estender os prazos de pagamento e  com o dinheiro liberto por essa via aliviar um pouco a pressão e disponibilizar dinheiro para a economia?

 

O BCE empresta dinheiro aos bancos com os juros mais baixos de sempre, 0.5% e ao mesmo tempo obriga os países em crise a pagar acima de 5%, que sentido faz isto?

 

Eles acham que daqui a um ano haverá condições para que Portugal volte ao mercado, não percebo como, daqui a um ano estaremos muito mais próximos da Grécia do que estamos agora... e nessa altura de certeza que teremos que renegociar juros e prazos, entretanto perdeu-se mais um ano... para quê? 

 

Jorge Soares

 

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publicado às 21:51

Acredita Portugal


Recebi da associação Acredita Portugal o pedido de divulgação seguinte:


O Concurso Realize o Seu Sonho tem como objectivo possibilitar que qualquer pessoa, independentemente da sua idade, nível de formação ou ideia possa implementar o seu projeto empreendedor. Todos os participantes do Concurso têm o acesso gratuito a um Curso de Empreendedorismo online (DreamFactory) que ajuda a estruturar uma ideia num modelo de negócio viável, e os melhores projectos irão receber prémios até 100 mil euros. Temos parceiros que garantem a credibilidade do projecto, tais como SIC Notícias, BES, Grupo José de Mello, entre outros. Mais informações abaixo em:


E-mail: anarita.oliveira@acreditaportugal.pt

Website: www.acreditaportugal.pt



As inscrições terminam no dia 4 de Dezembro.


Podem também consultar aqui: 3º Concurso Realize o seu sonho


Jorge Soares

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publicado às 14:14

 

Miguel relvas

 

Retirado do HenriCartoon

 

 

O vídeo abaixo contém uma entrevista dada por Miguel Relvas em 2011 quando ainda era oposição, é interessante ouvir o que são as opiniões das pessoas quando estão de um ou do outro lado da barricada do poder.

 

 

 

 

"Não se pode continuar impunemente a aumentar a gastar dinheiro atrás de dinheiro com esta ideia de que quando não há dinheiro se aumenta os impostos, temos de ter uma politica fiscal de exigência, não podemos continuar a achar que o caminho é sempre o de aumentar os impostos porque a partir desse principio as empresas ficam mais pobres e os cidadão ficam com mais problemas."


Fantástico como basta chegar ao poder para se esquecer todas as convicções e se fazer precisamente o contrário daquilo que se advogava quando se era oposição.


Jorge Soares

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publicado às 22:04

Conto - Do céu

por Jorge Soares, em 01.12.12

Do céu

 

 

O moço era estranho.

 

Jogava futebol na divisão principal. Quando entrava em campo, fazia uns trejeitos com a mão direita sobre o peito. Ninguém se atrevia a perguntar-lhe se era tique ou comichão.

 

Às vezes, puxava um fio dourado, atado ao pescoço, donde pendia um T, e beijava-o. É certo que o nome dele é Teodoro, mas tanto narcisismo parecia um bocado bacoco.

 

Quando falhava um golo à boca da baliza, havia mais bizarria. Em vez de verificar as botas, olhava para o céu e levantava os braços. Após uma dessas vezes declarou que contava com uma graça que não surgiu. Aparentemente, era um auxílio que devia vir de cima. Ninguém entendeu que um jogador tão experiente esperasse que um golo que entrasse na baliza com ajuda externa pudesse ser validado pelo árbitro.

 

Era estranho.



Há quatro anos, foi vítima de uma daquelas coincidências em que alguns insistem em ver intencionalidade: quando levantou os olhos ao céu, em vez da graça esperada, veio uma garça. Foi atingido em cheio no olho direito por uma cagadela fétida e volumosa. A força do impacto e uma infeção posterior reduziram-lhe consideravelmente a visão.

 

Sem visão binocular, teve de abandonar o futebol e renunciar a qualquer outro desporto com bola. Agora dedica-se ao xadrez. Quem o quiser ver, vai encontrá-lo de cabeça baixa, atento ao tabuleiro, sem temer as armadilhas do acaso. No xadrez não há acasos, só a luta de duas mentes perante um jogo totalmente exposto. Nunca mais ninguém o viu a fazer trejeitos sobre o peito ou a levantar os olhos ao céu.

 

Joaquim Bispo

 

retirado de Samizdat

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publicado às 12:18

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