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Se deus existisse era de certeza português

por Jorge Soares, em 22.01.13

 

 Fotogaleria do Expresso 

 

Eu não acredito em milagres, mas que do que se vê nas fotografias  tenham resultado só catorze feridos ligeiros é aquilo a que eu chamaria um milagre, é claro que também é a prova evidente de como os caminhos de ferro portugueses andam pela hora da amargura.

 

Num país em que os caminhos de ferro funcionassem a sério e em que os comboios andem com passageiros e não às moscas, de um acidente como o que aconteceu ontem em Coimbra resultariam dezenas de mortos... é claro que num país desses talvez estes acidentes não aconteçam

 

Jorge Soares

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publicado às 21:24

Filipe Gaspar

 

Imagem do Público

 

Confesso que eu era dos que não acreditava que seria possível o regresso do país aos mercados nos próximos tempos, que isto podia acontecer já em Janeiro de 2013 não estaria nas cogitações mais optimistas nem do ministro Gaspar.. mas é um facto, de valores próximos dos 20% no inicio do ano passado, os juros desceram até muito perto dos 4%.. que é mais barato que aquilo que estamos a pagar à Troika.

 

É claro que isto são excelentes noticias, sobretudo se pensarmos que nos próximos meses há quase seis mil milhões de Euros para pagar  aos credores e que esse dinheiro tem que vir de outros credores.

 

Entretanto ficamos a saber que finalmente Passos Coelho e Gaspar se convenceram que  não há forma de conseguirmos fazer frente a despesas, pagamentos de juros e amortizações, e que tal como todo o mundo gritava, era necessário pedir um alargamento dos prazos de pagamento de forma a não asfixiarmos completamente a economia...

 

Hoje os ministros das Finanças de Portugal e Irlanda, Vítor Gaspar e Michael Noonan, pediram aos seus parceiros do euro uma extensão dos prazos dos empréstimos assegurados pelo Fundo Europeu de Estabilidade Financeira.

 

Há que ver a cara de pau de Passos Coelho e Victor Gaspar, é que há pouco mais de um mês, quando desde Portugal e até de outros países e instituições europeias, todo o mundo exigia para Portugal o mesmo tratamento que se estava a dar à divida grega, desde o governo e do alto da sua arrogância eles diziam que isto seria um tremendo erro, que seria compararmo-nos à Grécia e que geraria desconfiança... 

 

Será que deixou de ter importância que nos comparem à Grécia ou será que quem tinha razão era o resto do mundo e não eles?

 

Jorge Soares

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publicado às 21:21

Adopção - Por vezes não desistir compensa

por Jorge Soares, em 21.01.13

Crianças mãos

 

 

Com respeito a aquele post sobre a criança que perguntava, "Ninguém espera por mim?", recebi hoje um mail com a seguinte informação:

 

"Olá a todos, Felizmente na passada sexta feira houve uma família que se disponibilizou para receber o menino desta história. 
Desejo de todo o coração que seja uma história com final feliz!"


Por vezes não desistir compensa, é evidente que é muito cedo para dizer que esta criança encontrou uma família, mas haver uma família interessada, várias famílias interessadas já que eu recebi vários mails, e que foram feitos contactos reais com a instituição é um sinal de esperança e de que vale a pena lutar pelo futuro destas crianças mesmo quando as autoridades competentes já desistiram de o fazer.

 

Quem sabe quantas crianças mais estarão nestas condições sem que os responsáveis das instituições que os acolhem façam o que fez a responsável do centro do acolhimento onde esta está?

 

Obrigado a todas as pessoas que partilharam os meus posts já seja nos blogs ou no Facebook.

 

Também eu desejo de todo coração que esta seja uma história com final feliz!

 

Hoje sinto-me feliz.

 

Jorge Soares

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publicado às 23:19

Educar com cruzinhas

por Jorge Soares, em 20.01.13

Educar com cruzinhas

Imagem de aqui

 

Não percebo bem porquê, mas imagino, mais de metade dos colegas da R. no liceu são filhos de professores, deve haver uma regra qualquer não escrita na cidade em que os filhos dos professores vão parar ao liceu e todos à mesma turma.

 

Seria portanto de esperar que com tanto encarregado de educação professor, a turma fosse quase exemplar, nada mais errado, o ano passado a coisa deu para o torto com encarregados de educação e directora de turma de candeias às avessas e abaixo assinados contra a professora de matemática.

 

Este ano a Directora de turma é alguém muito mais sensato, mas isso não quer dizer que as coisas corram melhor, a turma está catalogada como uma das duas piores da escola e é engraçado ouvir encarregados de educação, que recorde-se, na sua maioria são professores,  dizerem a olhar para os outros pais: " A educação começa em casa".. eu não digo, mas penso sempre naquele ditado popular que a minha avó tanto usava: "Em casa de ferreiro espeto de pau"

 

Para verem o mal que a coisa corre, a meio de Dezembro foi convocada pelas representantes dos pais, ambas professoras ainda que não na mesma escola dos filhos como o ano passado, uma reunião só de pais para se tentar perceber como se dava a volta ao assunto, isto porque a escola estava a utilizar a força bruta para tentar dominar as criancinhas... pedir uma borracha à colega do lado dava direito a expulsão da sala e falta disciplinar.... é claro que com a banalização dos castigos a coisa deixou de ter efeito e a balbúrdia continuava.

 

Há duas semanas na reunião com os pais a DT disse que tinham encontrado a solução, solução esta que vem em forma de cruzinhas. Há uma folha de presenças com uma coluna para cada aula, no fim da aula a professora coloca uma cruzinha à frente dos nomes dos que não se comportaram como deve ser na sala de aula... no fim de cada semana a DT envia o relatório para os encarregados de educação que são os que devem tomar medidas.

 

Segundo ela desde que o sistema foi instituído a turma, toda a turma, virou outra, deixou de haver conversa em todas as aulas e a maioria dos professores diz que agora é uma turma exemplar... veremos por quanto tempo.

 

Podemos concluir duas coisas: ainda há algum respeito pelos pais e claramente falta comunicação entre a escola e os encarregados de educação. Antes as criancinhas portavam-se mal porque se sabiam impunes, como os pais na maior parte das vezes não eram informados a coisa ficava impune, agora portam-se bem porque tem a certeza que os pais vão saber e alguma consequência haverá.

 

Por minha parte estou a pensar adoptar o método cá em casa, com dois adolescentes a quererem ter sempre a última palavra, nem sempre é fácil manter a  ordem e a calma, já disse à minha meia laranja, não há mais gritos  e reclamações, quando se portam mal, ou são desarrumados, ou não cumprem ordens e/ou instruções, marca-se uma cruzinha, no fim de semana faz-se o apanhado e marcam-se os castigos.

 

Jorge Soares

 

PS:a DT envia mesmo o mail todas as semanas e até agora a minha educanda não teve nada a assinalar {#emotions_dlg.happy}

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publicado às 22:04

Conto - Loba

por Jorge Soares, em 19.01.13

Loba


 “Não importa onde estejamos,

 

a sombra que corre atrás de nós tem decididamente quatro patas.”

 

[CLARISSA PINKOLA ESTÉS. Mulheres que correm com os lobos]
Vês como me afasto do sol sem remorsos? Vês como carrego comigo, para longe desse rei enfatuado, as minhas vontades viciadas? É meu espírito imperfeito que anseia pela honestidade de uma sombra, a equilibrada ilusionista que distorce em igualdade mazelas e virtudes.
Ah, como me enfurecem as criaturas mentirosas que se refugiam na luz! Sempre inspirando o mesmo ar com máscaras apropriadas. Como se o excremento dos bichos nas calçadas e o fedor dos mendigos bêbados e o hálito de esperma das prostitutas obreiras não estivessem lá, aqui, em toda a parte, misturando-se, sobrepondo-se a essa cegueira hipócrita que a todos nos é ensinada no ventre!
Olho-te daqui e pergunto-me se acaso a tua alienação, que passeia por essas praças e becos em permanente negação da miséria, não supera a podridão do menor dos meus pensamentos. Esses meus pensamentos que abominas e que, tão diferentes dos teus que condescendem, a mim não permitem alheamento ou trégua.
Acaso basta dizeres que és do bem — façanha que realizas acumpliciando-te com fés irresponsáveis e bênçãos corruptoras — para que sejas do bem?  É mesmo assim tão leviana a tua moral?
Pois que saibas que a mim, criatura de raízes negras, foi-me proibida qualquer complacência ou cegueira moral. O fardo espesso da maldade nunca alivia meus ombros do peso.  E se o carrego sem gemidos é porque mil vezes mais dores eu sentiria em minhas entranhas antes de render-me ao cabresto das benesses que me ofertas, mansamente, apenas para depois me obrigares por meio de cobranças.
Não, eu não me curvo às culpas que não sinto, nem aos perdões que não pedi. Não perco do meu tempo — sorte ou maldição — imaginando o que é certo ou errado, verdade ou fantasia. Incomodam-me as criaturas para as quais tudo carece ser tragicamente do bem. Incomoda-me que o alvorecer e o poente sejam previsíveis divisões em luz e trevas. O sol querendo ser escuridão; a noite invejando as manhãs.  Acomodando-se, ambas, em desejos não cumpridos.
Não percebes que no mundo do bem tudo sempre antagoniza, cobiça, decompõe? Pois eu quero apenas livrar-me de tudo isso! Livrar-me de ser o animal domesticado cujo destino todos querem decidir. Livrar-me do bem espelhado ao feitio dos que o impõem. Livrar-me do que tenho sido até hoje, um cão treinado.
Não mais! Não quero esta saliva viciada que se doa em lambidas por afagos casuais. Não quero o alimento fracionado que recebo apenas quando sou o que se espera de mim.  Quero rosnar e avançar, amassar as flores dos jardins perfeitos, deitar-me sobre a lama imunda das poças frias, revirar os lixos, derrubar as grades... Não, não, não!  O que estou dizendo! Pois que se rosno e avanço — inferno! —, serei sempre um cão! Um cão medroso. Que se submete, troca, negocia. E eu não sou um cão!
Mas devo-te, ao menos, gratidão. Que foi por meio dos teus pontapés, da tua censura, do teu torpe julgamento que matei aquele cão domesticado que se deixava apenas ficar ao sol. Devo-te gratidão por teres apressado a minha entrega à fêmea selvagem que me cortejava. Ah, como te devo tanto por deixar-me ser a loba que antes apenas me aguardava à distância, olhos fixos nos meus. Ela sabia, antes de mim, que éramos uma. Eu, não sabia de nada.
Acabou-se o tempo da separação. Somos, agora, aqui dentro destas veias alteradas, duas feras que não cedem. Uma delas devolve-me, por vezes, o caminhar em dois pés, para que eu possa, fêmea humana, fartar-me da corrupção e dos vícios e das caçadas em meio à alcateia dos homens. A outra reverte-me às patas que marcam terra e mato nos territórios que me consentem seu domínio, para que eu possa estripar e sangrar carnes que alimentem minha fome de besta. Numa e noutra sou o que sou, predadora.
Mas basta de confissões! Que se mais te fizer ouvir, mais exasperação te infligirei. E tu acabarás por enxergar pelo remorso essa tua alma tão vil que acreditas ser boa. Não é minha intenção. Guarda teu zelo de feitor; cessa a tua inveja. Permite que eu mesma declare o que queres ouvir: eu sou o mal! E tu o sabes, pois que os iguais se reconhecem. 
 
É de minha escolha ser fera. A que encontra os rios à noite sem precisar que o sol escreva trilhas. A que toma, sem pedir, comida, sexo, pouso, pradaria. Afinal, não está tudo, sempre, no caminho? A busca, o medo, a posse, a solidão... Fantasmas que me disputam, agora, sob o céu nublado das monções. Vês que nos espreitamos, farejando-nos no ar pesado? Ouves que me convidam, dissimulados, a esconder-me com eles naquela caverna escura e úmida, naquele lugar de breu e de labirintos estreitos que conduzem apenas a si mesmos?
Tolos! Pensam que serei eu a presa na armadilha! Não sabem que aprendi com o mofo a agarrar-me às paredes, às coisas, às pessoas — bem mais escuras e úmidas que as cavernas. Não sabem que sou, por opção, criatura das sombras. Não sabem que mulher e loba seguirão com eles para emboscá-los e matá-los. Para que deixem de ser busca que inquieta, medo que acovarda, posse que aprisiona, solidão que corrompe. Não, não sabem.
Cinthia Kriemler

Retirado de Samizdat

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publicado às 20:26

Em Braga a democracia foi vista por um canudo?

por Jorge Soares, em 18.01.13

Em Braga, Democracia Por um canudo

Imagem do Pontos de Vista

 

Somos um país de contrastes, em Novembro todo o país pode ver como a PSP aguentou estoicamente enquanto um grupo de provocadores lançou pedras durante mais de uma hora. Há pouco na Antena 1, um professor explicava como um grupo de estudantes do secundário foi dispersado com recurso ao gás pimenta porque ao ver a chegada do carro da PSP se juntaram em frente ao portão da escola para evitar que este fosse aberto pelos bombeiros.

 

No Facebook a PSP tenta justificar o injustificável dizendo que a utilização do gás teve por objectivo evitar a intervenção mais musculada com recurso a bastões e à violência.

 

Convém recordar que estamos a falar de um encerramento de uma escola a cadeado por parte de alunos do secundário, alunos que teriam entre os 12 e os 15 anos, e que a utilização do gás resultou em seis estudantes feridos, dois dos quais tiveram que ser atendidos no hospital... assim de repente ficamos a pensar o que querem eles dizer com intervenção musculada... se na não musculada resultaram seis feridos....

 

Fico a pensar, se contra estudantes menores de idade a polícia utiliza gás pimenta, o que será utilizado num protesto a sério como o que vimos na última greve geral? tanques de guerra?

 

Não vou ao extremo da frase da fotografia, quero acreditar que a nossa democracia está sólida... mas tudo isto dá que pensar.

 

Jorge Soares

 

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publicado às 21:43

Cristina Massena

 

Cristina Massena nasceu no Porto, onde estudou música desde os 7 anos. Apaixonada pela expressão, tem vindo a desenvolver trabalhos numa vasta área artística, da Arquitectura às Artes Plásticas.

 

Encontra na música a sua genuína identidade, escrevendo e compondo canções em Português que revelam um Universo próprio construído entre imagens, palavras e sons.

 

“O Que Não Se Vê” é o seu primeiro álbum de originais como cantautora, com o selo da Boom Studios e distribuição da Universal Music Portugal, e é um projecto que vem desenvolvendo e amadurecendo desde 2007.

 

Fonte : Musica Portuguesa

 

O primeiro single chama-se “O Meu Nome É Terra” e foi uma canção escrita a pensar no esforço, na mudança, na luta da sobrevivência humana.

 

 

 

Letra

 

Na tertúlia do amanhecer

Fracos são os rostos

E só o silêncio cala

Por breves segundos a angústia

Dos distraídos não contamos

Amparo nas noites queridas

 

Lento o que não vê

Que a calçada é um sonho prestes a cair

 

Numa fogueira de sonho ou de madeira

Que constrói este abrigo

Pronto a abalar

Despido e sem olheiras

Bailar numa guerra sem lugar

 

O meu nome é terra

O meu nome é terra

O meu nome é terra

O meu nome é terra

 

Da fronteira nasce a luz

A de um olhar em Janeiro

A leitura do futuro

E de como avançar

Nesta prece de audição

Os direitos se aclamam

 

O meu nome é terra

O meu nome é terra

O meu nome é terra

O meu nome é terra

 

È preciso sobreviver nas pontes

Que ligam alguma estação

Sobreviver nas pontes

que ligam alguma estação

 

O meu nome é terra

O meu nome é terra

O meu nome é terra

O meu nome é terra

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publicado às 21:29

Armstrong deu uma entrevista de duas horas e meia a Oprah Winfrey

Imagem do Público

 

A propósito da entrevista em que Lance Armstrong aparentemente resolveu confessar-se a Oprah Winfrey, vou copiar aqui o que escrevi há uns tempos atrás sobre Armstrong e o ciclismo. Hoje há quem queira inclusivamente colocar em causa este desporto como modalidade olimpica.. onde andava toda esta gente até agora? Quantos outros ciclistas já foram apanhados ou confessaram que se doparam durante parte ou toda a sua carreira? Andavam todos a olhar para onde?

 

Até hoje Lance Armstrong era para mim o maior ciclista de todos os tempos, porque para além de ganhar mais tours de França que qualquer outro ciclista, essas vitórias foram numa época em que o profissionalismo tomou conta do ciclismo. Há muitas mais equipas, muitos mais atletas e sobretudo, porque ao contrário dos grandes nomes de outros tempos, ele ganhou as provas numa época em que os ciclistas passam por centenas de controlos antidopagem.. o que supunha eu, tornava este desporto muito mais limpo.

 

Desde sempre existiu uma áurea de suspeição à sua volta, desde a sua primeira vitória no Tour que à boca pequena ou grande, havia muita gente a dizer que aquela força toda que o levava a subir montanhas a uma velocidade que para alguns seria dificil na descida, tinha por trás muitos segredos e muita ciência.

 

Sou um seguidor do ciclismo, em particular das grandes voltas, sempre achei que não era possível que alguém conseguisse passar controlos antidopagens diários, controlos feitos pelos mais modernos e prestigiosos laboratórios desportivos do mundo, sem estar limpo. Não, não era possível, todo aquele barulho de fundo eram desculpas de quem queria e não conseguia ter pernas e força para o acompanhar e/ou vencer.

 

Hoje percebi que afinal  Lance Armstrong, o homem que venceu o cancro e sete tours, não passa de um mentiroso, um enorme ídolo com pés de barro.

 

Com essa percepção e depois de saber que as mais de mil páginas sobre ele e as equipas em que correu, se baseiam sobretudo nos testemunhos de pelo menos 11 dos seus colegas, todos primeiras figuras do ciclismo mundial,  que admitiram não só que ele se dopava, como que eles também o faziam, não só vi como se desmoronava um dos maiores ídolos com pés de barro de toda a história do desporto, como fiquei com a imagem de que o ciclismo, pelo menos o ciclismo de alto nível, é uma enorme mentira.

 

Um desporto em que são mais importantes os médicos e os químicos que os atletas, só pode ser uma enorme mentira e aquela frase tantas vezes repetida: "Ninguém sobe montanhas só a comer bifes e vegetais", afinal é mesmo verdade

 

Talvez volte a passar tardes inteiras colado ao televisor a ver as etapas das grandes voltas, mas nunca deixarei de pensar: será que aquilo é um atleta ou o resultado da pesquisa de um qualquer laboratório farmacêutico?

 

Jorge Soares

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publicado às 08:30

O Gonçalo , os dadores de medula e os boatos

por Jorge Soares, em 17.01.13

O Gonçalo

 

 

Deve haver pouca gente que nos últimos dois dias não tenha visto esta fotografia, já seja no Facebook, em algum blog ou no Twiter, supostamente é o Gonçalo, um jovem que está à espera  de um dador de medula óssea, segundo o texto que acompanhava a imagem teria sido encontrado um dador que à última hora teria recusado a dávida.

 

Não percebo o que levará alguém a inventar uma história assima, mas também não percebo como é que milhares de pessoas reenviam coisas como esta uma e outra vez sem tentar sequer perceber se o que está escrito é verdade ou não...

 

Hoje no Correio da Manhã, aqui, podíamos ler o seguinte:

 

"Gonçalo Franco, de 15 anos, tem dois potenciais dadores de medula óssea em estudo, revelou Manuel Abecassis, diretor do Serviço de Transplantação do IPO de Lisboa.

 

"Um é português e o outro americano. Os resultados serão conhecidos em breve", afirmou o responsável, negando que um dador tenha desistido à última da hora de ajudar Gonçalo.

 

A informação foi avançada nas redes sociais, inclusive pela própria mãe. Ao CM, Ana Cláudia garante que a informação era falsa. "Não foi de nós que a a mãe recebeu a informação. Não é verdade", afirmou ao CM Manuel Abecassis, dando conta que ,"em cinco anos, só por duas vezes um potencial dador desistiu de ser estudado" para aferir a percentagem de compatibilidade."


Podia dar muitos exemplos de coisas parecidas que andam a circular há anos, desde crianças desaparecidas há tanto tempo que neste momento já devem ser adultos e nada tem a ver com as fotografias que acompanham os textos, a supostos radares da Brisa na Via Verde, há um pouco de tudo,.. na maior parte dos casos basta ir ao google e escrever uma ou duas palavras para se perceber que tudo não passa de uma invenção de alguém... mas não, 99,5% das pessoas limita-se a reencaminhar.

 

Para terem uma ideia de como isto pode ser um problema, calcula-se que neste momento quase 90% do mail que circula é lixo ou Spam,  imaginam o que se poderia poupar em recursos de rede se tudo isto não andasse por aí a circular?

 

A próxima vez que lhe chegar uma coisa destas, antes de reenviar para todos os seus conhecidos, pare uns segundos a pensar, será que o que está a ver é real? e mesmo sendo real, tem algum interesse para as pessoas a quem o vai enviar? vai ver que na grande maioria dos casos a resposta a uma ou a ambas as perguntas é não... então para que enviar? poupe-se a si e aos seus amigos e conhecidos... o boato é uma coisa muito feia.

 

Jorge Soares

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publicado às 22:31

Carnaval de Estarreja

Imagem minha do Momentos e Olhares

 

Não é lá muito comum, mas de vez em quando eles são coerentes com o que apregoam, tal como no ano passado, não há tolerância de ponto no Carnaval para ninguém. Já na Madeira é sempre feriado, por lá não há austeridade, afinal há sempre os impostos dos cubanos para tapar os buracos

 

Que sentido fazia retirar 4 feriados se depois se dava tolerância de ponto à função pública? Se realmente alguém acha que este dia é importante para a economia de algumas cidades do país... então proponham lá que o dia passe a feriado nacional, esta história de ser dia feriado ao gosto do freguês e só para alguns é que não pode ser. Quem quer ir gozar o Carnaval ou tirar uns dias... faça como eu, meta dias de férias.


Jorge Soares

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publicado às 15:07



Ó pra mim!

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